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Introdução ao Transporte Rodoviário de Cargas SEST – Serviço Social do Transporte SENAT – Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte ead.sestsenat.org.br CDU 656.125 70 p. :il. – (EaD) Curso on-line – Introdução ao Transporte Rodoviário de Cargas – Brasília: SEST/SENAT, 2016. 1. Transporte de carga. 2. Transporte rodoviário. I. Serviço Social do Transporte. II. Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte. III. Título. 3 Sumário Apresentação 6 Unidade 1 | O Transporte Rodoviário de Cargas 7 1 Importância do Transporte Rodoviário de Cargas 8 2 Modalidades de Transporte 9 2.1 Modo Rodoviário 10 2.2 Modo Ferroviário 11 2.3 Modo Aquaviário 11 2.4 Modo Aeroviário (ou Modo Aéreo) 12 2.5 Modo Dutoviário 13 3 Intercâmbio de Cargas entre Regiões 13 3.1 A Importância da Integração entre as Regiões Brasileiras 14 3.2 O Histórico da Integração Nacional 15 3.3 Integração entre as Regiões nos Dias de Hoje 16 Glossário 18 Atividades 19 Referências 20 Unidade 2 | Tipos de Cargas, Carrocerias e Veículos 23 1 Classificação dos Caminhões 24 2 Tipos de Carroceria 27 3 Classificação das Mercadorias 28 Atividades 31 Referências 32 Unidade 3 | Embalagens e Símbolos de Segurança 35 1 Importância da Embalagem 36 2 Classificação das Embalagens 37 4 3 Tipos de Embalagem 39 Atividades 41 Referências 42 Unidade 4 | Noções de Livre Concorrência e Mercado Regulado 45 1 O Princípio da Livre Concorrência 46 2 Concentração na Oferta ou na Demanda 48 2.1 Monopólios e Oligopólios 48 2.2 Monopsônios e Oligopsônios 50 3 Mercado Regulado 52 Glossário 53 Atividades 54 Referências 55 Unidade 5 | Entidades Envolvidas na Prestação do Serviço de Transporte 58 1 Entidades e Agentes Públicos 59 1.1 Agente Público Responsável pelo Planejamento dos Transportes 59 1.2 Agente Público Responsável pela Infraestrutura de Transportes 60 1.3 Agente Público Responsável pela Regulação 60 1.4 Agente Público Responsável pela Fiscalização de Normas Agropecuárias 61 2 Entidades e Agentes Privados 61 2.1 Embarcador ou Expedidor 62 2.2 Transportador 62 2.3 Operadores Logísticos 63 2.4 Estações Aduaneiras de Interior (EADI) 63 2.5 Despachante Aduaneiro 64 2.6 Operador de Transporte Multimodal (OTM) 64 Glossário 64 5 Atividades 65 Referências 66 Gabarito 69 6 Apresentação Prezado(a) aluno(a), Seja bem-vindo(a) ao curso Introdução ao Transporte Rodoviário de Cargas! Neste curso, você encontrará conceitos, situações extraídas do cotidiano e, ao final de cada unidade, atividades para a fixação do conteúdo. No decorrer dos seus estudos, você verá ícones que tem a finalidade de orientar seus estudos, estruturar o texto e ajudar na compreensão do conteúdo. O curso possui carga horária total de 20 horas e foi organizado em 5 unidades, conforme a tabela a seguir. Fique atento! Para concluir o curso, você precisa: a) navegar por todos os conteúdos e realizar todas as atividades previstas nas “Aulas Interativas”; b) responder à “Avaliação final” e obter nota mínima igual ou superior a 60; c) responder à “Avaliação de Reação”; e d) acessar o “Ambiente do Aluno” e emitir o seu certificado. Este curso é autoinstrucional, ou seja, sem acompanhamento de tutor. Em caso de dúvidas, entre em contato por e-mail no endereço eletrônico suporteead@sestsenat. org.br. Bons estudos! Unidades Carga Horária Unidade 1 | O Transporte Rodoviário de Cargas 4h Unidade 2 | Tipos de Cargas, Carrocerias e Veículos 4h Unidade 3 | Embalagens e Símbolos de Segurança 4h Unidade 4 | Noções de Livre Concorrência e Mercado Regulado 4h Unidade 5 | Entidades Envolvidas na Prestação do Serviço de Transporte 4h 7 UNIDADE 1 | O TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS 8 Unidade 1 | O Transporte Rodoviário de Cargas O transporte possibilita o deslocamento das pessoas e a movimentação de cargas. Ele ajuda a melhorar a integração entre regiões e permite que pessoas e cargas possam ser transportadas de um país para outro. Nesta unidade, vamos conhecer mais sobre a importância do transporte e algumas de suas características. 1 Importância do Transporte Rodoviário de Cargas Você já parou para pensar na importância do transporte para o desenvolvimento de uma sociedade? Ele é o responsável direto pelo desenvolvimento. O que isso quer dizer? Isso significa que quanto melhor for o sistema de transporte de um país, maior será o seu desenvolvimento. Você sabe por quê? Porque a agropecuária, a indústria, o comércio e outros serviços dependem diretamente do transporte de matérias-primas e de produtos, bem como do deslocamento das pessoas até o mercado de consumo. Além disso, ele permite o acesso das pessoas ao trabalho, ao lazer, à saúde, à educação, à cultura e à informação. No Brasil, a movimentação dos produtos é realizada por todas as modalidades, mas, o modo rodoviário é o mais utilizado, sendo responsável por mais de 60 % de toda a carga movimentada no país, como mostra a figura a seguir. Fonte: Boletim Estatístico, CNT, 2015. 9 O caminhão é o veículo mais utilizado no transporte rodoviário de cargas. Sua característica principal é a flexibilidade para realizar o transporte “porta a porta”, ou seja, tem a capacidade de coletar a mercadoria no local de produção e levá-la até o destino final. Na verdade, o transporte rodoviário deveria ser utilizado para movimentar mercadorias em pequenas e médias distâncias ou servir de transporte complementar aos modos ferroviário e aquaviário. Isso porque sua capacidade de carga é pequena. Assim sendo, cabe bem menos carga em um caminhão do que em um trem ou em um navio. Segundo dados da ANTT (2015), o transporte rodoviário é realizado por mais de 1 milhão de transportadores no Brasil, aproximadamente: • 900 mil autônomos; • 180 mil empresas; e • 400 cooperativas. Como podemos perceber, o transportador é um agente de grande importância no sistema de transporte brasileiro. Ele possibilita que as mercadorias sejam movimentadas entre as empresas e os consumidores. Vamos conhecer as diferentes modalidades de transporte de cargas? 2 Modalidades de Transporte Cinco modalidades ou modos de transporte são utilizados para o deslocamento das pessoas e para a movimentação de cargas. São eles: rodoviário, ferroviário, aquaviário, aéreo e dutoviário. Você já tinha ouvido falar de todos eles? 10 2.1 Modo Rodoviário Esse modo é utilizado tanto para o transporte de passageiros quanto para a movimentação de cargas. A infraestrutura utilizada é composta por vias urbanas e rurais. Podemos destacar, também, o uso dos terminais rodoviários e pontos de parada no transporte de passageiros, e dos armazéns, depósitos e centros de distribuição no transporte de cargas. h A infraestrutura rodoviária é composta por 1.691.522 km de rodovias: pavimentadas federais, estaduais e municipais (12 %), não pavimentadas (80,4 %) e planejadas (7,6 %). (CNT, 2014, p. 10) Existem equipamentos e instalações de apoio que ajudam a viabilizar as operações de transporte. Por exemplo: semáforos, centrais de monitoramento, postos de pesagem, centros de fiscalização, postos de contagem e postos da Polícia Rodoviária, dentre outros. g O site do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) tem bastante informação a respeito da infraestrutura de transporte. Saiba mais acessando o link do sítio do DNIT disponível a seguir. http://www.dnit.gov.br/ 11 2.2 Modo Ferroviário Corresponde a todo transporte que é feito sobre trilhos. Exemplos: trem, metrô, VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). No modo ferroviário, são transportados passageiros ecargas. A infraestrutura é composta basicamente pelas estradas de ferro, os trilhos e os equipamentos de apoio, além das estações, terminais e centros de controle e monitoramento das viagens. h De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o sistema ferroviário brasileiro tem mais de 29 mil quilômetros de trilhos. Ele está presente em todas as regiões, mas se concentra no Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil. 2.3 Modo Aquaviário Abrange o transporte que é feito por mar, rios e lagos. No modo aquaviário, podem ser transportados passageiros e cargas. Esse modo pode ser dividido em: • Transporte hidroviário — no qual as vias são os rios, lagos e lagoas. • Transporte marítimo — no qual as vias são os oceanos e mares. 12 O Brasil possui mais de 40 mil quilômetros de rios que são vias navegáveis, além de mais de 7 mil quilômetros de costa (litoral) para a navegação de cabotagem (transporte ao longo da costa). g O site da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) tem bastante informação a respeito da malha hidroviária brasileira. Saiba mais acessando o link do sítio da Antaq disponível a seguir. http://www.antaq.gov.br/ 2.4 Modo Aeroviário (ou Modo Aéreo) No modo aéreo, são os aviões que transportam passageiros e cargas. As rotas aéreas são as vias pelas quais as aeronaves trafegam, e são conhecidas como aerovias. A infraestrutura conta, ainda, com os aeroportos, que são terminais de decolagem e aterrissagem de aviões. g O site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) tem bastante informação a respeito do transporte aéreo. Saiba mais acessando o link do sítio da Anac disponível a seguir. http://www.anac.gov.br/ 13 2.5 Modo Dutoviário Esse modo é utilizado exclusivamente para movimentar mercadorias. Ele é composto por dutos (uma espécie de tubulação), que são as vias por onde as cargas são movimentadas. Os dutos utilizados neste modo podem ser classificado em: • Oleodutos: transportam petróleo, óleo combustível, gasolina, diesel, álcool, GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), querosene dentre outros; • Minerodutos: transportam minério de ferro, concentrado fosfático e outros minerais; e • Gasodutos: transportam o gás natural e outros gases. 3 Intercâmbio de Cargas entre Regiões As mercadorias produzidas nos mais variados locais podem ser distribuídas e consumidas em todo o território nacional — isso é possível graças aos avanços tecnológicos aplicados ao transporte e à abrangência de suas diversas modalidades nos estados e regiões brasileiras. A essa troca de mercadorias entre produtores e consumidores chamamos intercâmbio de cargas. 14 3.1 A Importância da Integração entre as Regiões Brasileiras O setor de transportes deve ser visto de forma global. Nesse sentido, não há como dissociar o planejamento de transportes do planejamento econômico e social do país, tema que envolve decisões quanto à localização das indústrias, ao suprimento de insumos e à distribuição de produtos, ou seja, aspectos relacionados ao planejamento logístico (SCHROEDER E CASTRO, 1996). Como sabemos, o desenvolvimento dos diversos setores que compõem a economia de um país requer a oferta de meios adequados e eficientes de transporte. No entanto, Galvão (1996) ressalta que os transportes constituem apenas um fator de facilitação, e não necessariamente funcionam como causa ou pilar do crescimento econômico. O lento processo de integração dos estados brasileiros e as profundas desigualdades inter-regionais de desenvolvimento podem ser corrigidos com o desenvolvimento de sistemas eficientes de transporte que permitam melhor comunicação entre as regiões e a redução das desigualdades regionais. Um detalhe importante que deve ser considerado quando falamos em integração regional e intercâmbio de cargas pelo território nacional é a crescente interiorização da produção agroindustrial. h Nas últimas décadas, a fronteira agrícola e pecuária vem se expandindo para as regiões Centro-Oeste e Norte, enquanto a indústria de base e de bens de consumo cresce bastante na Região Nordeste. Segundo Vilaça (2013), essas mudanças fizeram com que a distância média percorrida para a distribuição de cargas no Brasil aumentasse em 11 % nas ferrovias e em 16 % nas rodovias, entre 2006 e 2012. Ou seja, estamos indo mais longe em busca de mercadorias e transportando produtos por todo o território nacional. 15 3.2 O Histórico da Integração Nacional A integração entre os estados e regiões sempre foi uma preocupação no Brasil. Por ser um país de grandes dimensões e de baixa densidade, os vazios territoriais levaram ao isolamento econômico e geográfico, dificultando o intercâmbio entre produtores e consumidores brasileiros. Como ressalta Galvão (1996), essa é uma preocupação antiga, presente desde os tempos coloniais. No século XIX, alguns planos de transporte foram elaborados com o propósito de interligar as distantes e isoladas províncias em busca da constituição de uma nação verdadeiramente unificada. Galvão (1996) destaca que, décadas mais tarde, no século XX, o Brasil ainda possuía regiões economicamente isoladas, fato que resultou na ideologia nacionalista de marcha para o Oeste. Na época, o Governo Federal buscou a integração nacional por meio de grandes obras rodoviárias e da construção de Brasília. h Na primeira metade do século XX, o Brasil sofria de relativo isolamento entre as economias regionais, e a produção industrial se encontrava bastante concentrada em pequena área do território nacional. Você sabe como as cargas eram distribuídas pelo Brasil em tal período? A cabotagem era o único sistema de transporte de caráter nacional e, em muitos casos, a única modalidade de comunicação entre as regiões. As ferrovias também chegaram a exercer um papel relevante, embora em grau menor, na unificação dos mercados de certas partes das economias de regiões diferentes (GALVÃO, 1999). Já na segunda metade do século XX, foi possível notar uma intensificação das ligações inter-regionais. Apesar de ainda haver grande concentração industrial, as trocas de mercadorias entre regiões iniciaram um crescente processo de integração. Galvão (1999) ressalta que, após a efetivação de um programa nacional de construção de 16 rodovias nas décadas de 1950 e 1960, o Brasil reduziu o isolamento das economias regionais. Assim, a expansão do comércio inter-regional foi resultado do avanço no processo da integração econômica do país, com a formação de um mercado nacional unificado. 3.3 Integração entre as Regiões nos Dias de Hoje Um estudo da Confederação Nacional da Indústria — CNI (2014) aponta que a baixa qualidade dos serviços logísticos no Brasil repercute diretamente na competitividade do produto nacional e na atração de novos investimentos. Dessa forma, estradas de má qualidade, portos ineficientes, cabotagem pouco expressiva, escassez de ferrovias e de áreas de armazenagem, entre outros fatores, afetam a indústria e a sua capacidade de integração às cadeias globais de produção. Ou seja, as ligações existem, mas elas poderiam estar muito melhores... A CNI (2014) destaca que a indústria brasileira precisa de redes integradas de transportes e sistemas logísticos eficientes para possibilitar maior crescimento. Nesse sentido, Silveira (2013) afirma que as diversas cadeias de produção, de comércio e de serviços são cada vez mais dependentes dos sistemas de transportes, pois uma boa conexão entre as redes de transporte e as atividades econômicas resulta em diminuição significativa de custos. Essa ligação transparece na formação de eixos territoriaisde intenso adensamento de atividades econômicas e populacionais, como também em expressivas interações espaciais, frutos de movimentações financeiras, de mercadorias, de pessoas e de informações entre as regiões. e De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2014), a distribuição espacial das redes de transportes no território brasileiro revela uma predominância do modo rodoviário, em especial na Região Centro-Sul, com destaque para o estado de São Paulo. 17 O IBGE destaca que o estado de São Paulo é o que apresenta melhor infraestrutura de transportes entre as cidades do interior e a capital, incluindo rodovias duplicadas, ferrovias e a hidrovia do Tietê. Ademais, localizam-se nesse estado o maior aeroporto do país, Guarulhos, instalado na região metropolitana da capital, e o porto organizado com maior movimentação de cargas, o Porto de Santos. Apesar de sua desigual distribuição pelo território brasileiro, a malha rodoviária possui vascularização e densidade muito superiores aos demais modos de transporte em praticamente todos os estados. Isso mostra a predominância dessa modalidade para a circulação de mercadorias e pessoas no país, à exceção da região amazônica, onde a circulação por vias fluviais tem papel importante, uma vez que a densidade da rede fluvial é naturalmente propícia a esse tipo de transporte. Estudos do IBGE (2014) destacam também a alta densidade de ligações de transporte nas Regiões Metropolitanas do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Você sabe dizer por que essas regiões possuem uma malha de transportes mais adensada? Um dos fatores para a concentração está relacionado à produção das mercadorias. São Paulo abriga a maior parte das indústrias do país. Por esse motivo, muitas rodovias federais ligam a capital paulista a outras capitais, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba. Tais rodovias reúnem os maiores fluxos de mercadorias e pessoas, ligando também o Oeste paulista, o Triângulo Mineiro, o Noroeste paranaense e o estado de Mato Grosso do Sul, caracterizados pela elevada produção agropecuária associada ao agronegócio (IBGE, 2014). Outro fator preponderante está ligado à produção agropecuária. A Região Sul, o Centro-Oeste e o estado de São Paulo se destacam, o que pode ser confirmado pela concentração espacial dos principais armazéns de grãos, uma vez que eles tendem a se localizar próximo às áreas produtoras. Segundo o IBGE (2014), a ligação entre Recife e João Pessoa, entre Brasília e Goiânia, o entorno de Salvador e o de São Luís também se destacam pela elevada acessibilidade. Por outro lado, é interessante notar alguns “vazios logísticos” onde a rede de transporte 18 é mais escassa, como: o interior do Nordeste; a região do Pantanal, excetuando-se a área de influência da hidrovia do Paraguai; e o interior da floresta amazônica, à exceção do entorno das hidrovias Solimões-Amazonas e o do Madeira. As áreas adensadas e os vazios logísticos são resultado da dinâmica de produção e de distribuição de mercadorias no Brasil. Elas interferem nos fluxos de mercadorias e no grau de integração entre as regiões. E como podemos reduzir essas lacunas de integração? Para ampliar o intercâmbio de mercadorias é importante investir na ampliação das infraestruturas, bem como no acesso às informações, pois a falta de infraestrutura eleva o valor dos produtos, fazendo com que eles se tornem menos competitivos no comércio nacional e internacional. Glossário Cabotagem: navegação mercante que se faz na costa ou em águas marinhas limitadas. 19 a 1) Julgue verdadeiro ou falso. De acordo com o IBGE, o estado de São Paulo é o que apresenta melhor infraestrutura de transportes entre as cidades do interior e a capital, incluindo rodovias duplicadas, ferrovias e a hidrovia do Tietê. Verdadeiro ( ) Falso ( ) 2) Julgue verdadeiro ou falso. Nas últimas décadas, a fronteira agrícola e pecuária vem se expandindo para a região Nordeste, enquanto a indústria de base e de bens de consumo cresce bastante nas regiões Centro-Oeste e Norte. Verdadeiro ( ) Falso ( ) Atividades 20 Referências ANDRADE, R. E. A regulação da concorrência: uma visão panorâmica. In: ______. (Org.). Regulação pública da economia no Brasil. Campinas: Edicamp, 2003. v. 1, p. 131-151. ANFAVEA – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS FABRICANTES DE VEÍCULOS AUTOMOTORES. Anuário da Indústria Automobilística Brasileira. 2014. Disponível em: <http://www. anfavea.com.br/anuario.html>. Acesso em: dez. 2014. ANTT – AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES. 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No transporte rodoviário, o principal veículo é o caminhão, que pode apresentar diferentes composições. Nesta unidade, vamos conhecer os principais tipos e suas aplicações na movimentação de cargas. 1 Classificação dos Caminhões Você sabe que existem diversos modelos de caminhões, e que cada um é utilizado para um serviço de transporte específico. Existem algumas maneiras para classificar os caminhões de carga. Uma delas consiste em dividi-los entre veículos rígidos e articulados. Mas, o que são veículos rígidos? São aqueles que trazem o motor e a unidade de transporte em um só veículo. São os caminhões chamados de “tocos ou trucks”. Caminhão - toco 25 E os articulados? São aqueles que têm a cabine com o motor separada do reboque. Em geral, são formados por um cavalo mecânico e uma carreta. Os veículos também podem ser classificados em função do peso máximo transmitido ao pavimento. Essa classificação é apresentada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea): Tabela 1: Classificação dos veículos Caminhão-reboque TIPO DE VEÍCULO PESO TRANSMITIDO Semileves 3,5 t < PBT < 6 t Leves 6 t < PBT < 10 t Médios 10 t < PBT < 15 t Semipesados • Caminhão-chassi • Caminhão-trator PBT > 15 t e CMT < 45 t PBT > 15 t e PBTC < 40 t Pesados • Caminhão-chassi • Caminhão-trator PBT > 15 t e CMT > 45 t PBT > 15 t e PBTC > 40 t 26 Fonte: adaptado de Anfavea, 2014. g A Portaria do Denatran nº 63/2009 homologa os veículos e as combinações de veículos de transporte de carga e de passageiros, com seus respectivos limites de comprimento, peso bruto total – PBT e peso bruto total combinado – PBTC para circulação nas vias públicas. Saiba mais acessando o link disponível a seguir. www.denatran.gov.br Outra classificação é a apresentada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na qual os veículos são classificados de acordo com seus eixos (DNIT, 2012). As variações são muitas, sendo que atualmente os caminhões podem ter entre dois e nove eixos! g Para conhecer os modelos em função da distribuição dos eixos, acesse a classificação proposta pelo DNIT no documento “Quadro de fabricantes de veículos” no link disponível a seguir. http://www.dnit.gov.br/rodovias/operacoes-rodoviarias/ pesagem/qfv-2012-abril.pdf. LEGENDA: PESO BRUTO TOTAL (PBT) – peso máximo que o veículo transmite ao pavimento, constituído da soma da tara mais a lotação. PESO BRUTO TOTAL COMBINADO (PBTC) – peso máximo transmitido ao pavimento pela combinação de um caminhão-trator mais seu semirreboque, ou do caminhão mais o seu reboque ou reboques. CAPACIDADE MÁXIMA DE TRAÇÃO (CMT) – É o peso que a unidade de tração é capaz de tracionar, indicado pelo fabricante, com base em condições sobre suas limitações de geração e multiplicação de momento de força e resistência dos elementos que compõem a transmissão. 27 2 Tipos de Carroceria Os caminhões podem apresentar diferentes tipos de carroceria, sendo que cada modelo é usado para transportar cargas específicas. A variedade é grande, mas existem alguns que são mais utilizados. Veja a seguir uma lista, com exemplos de caminhões, organizada em função do tipo de carroceria. Certamente você já dirigiu pelo menos um deles! Tabela 2: Caminhões por tipo de carroceria Ilustração Tipo de Carroceria Definição e tipos de cargas transportadas Caminhões abertos Usados para mercadorias que não estragam nem perdem a qualidade quando transportadas ao ar livre. Em caso de chuva, são usadas lonas para proteger a carga. Caminhões cobertos Em geral apresentam o formato de um vagão para proteger as cargas das condições climáticas adversas. Caminhões refrigerados A carroceria possui um refrigerador para conservar a temperatura interior. Utilizados no transporte de carne, derivados do leite, medicamentos, dentre outros. Caminhões- tanques A carroceria tem o formato de um tanque. Utilizados para o transporte de produtos líquidos, como combustível. Caminhões- tanques para gás a granel A carroceria cilíndrica tem estrutura reforçada para suportar a pressão dos gases transportados, como GLP e amônia. 28 3 Classificação das Mercadorias Veja algumas formas de agrupar conceitualmente as mercadorias. Carga Geral Carga embarcada, com marca de identificação e contagem de unidades, podendo ser soltas ou unitizadas: • Soltas (não unitizadas) – itens avulsos, embarcados separadamente em embrulhos, fardos, pacotes, sacas, caixas, tambores etc.; e • Unitizadas – agrupamento de vários itens em unidades de transporte. Caminhões de plataforma ou estrado Usados para transportar contêineres, engradados amarrados com cordas ou correntes, entre outros produtos. Caminhões- cegonheiros Utilizados para o transporte de diversos tipos de veículos. Caminhões de caçamba São caminhões basculantes, utilizados no transporte de entulhos, terra, cascalho. Caminhões para transporte de botijões de gás Usados no transporte de botijões de gás. Caminhões canavieiros Usados para o transporte de cana- de-açúcar. Caminhões para transporte de animais vivos Usados para o transporte de bovinos, equinos e outros animais. Caminhões para transporte de bebidas Usados para o transporte de bebidas, geralmente acondicionadas em engradados. 29 Carga a Granel Carga líquida ou seca (sólida) embarcada e transportada sem acondicionamento, sem marca de identificação e sem contagem de unidades. Exemplos: petróleo, minérios, trigo, farelos, grãos etc. Carga Frigorificada Carga que necessita ser refrigerada ou congelada para conservar as qualidades essenciais do produto durante seu transporte e sua armazenagem. Exemplos: frutas frescas, laticínios, pescados, carnes etc. 30 Neogranel Carregamento formado por conglomeradoshomogêneos de mercadorias de carga geral sem acondicionamento específico, cujo volume ou quantidade possibilita o transporte em lotes, em um único embarque. Exemplo: transporte de veículos. Produto Perigoso Carga composta por produtos que, por sua natureza físico-química, podem provocar acidentes, danificar outras cargas ou os meios de transporte ou, ainda, gerar riscos para as pessoas. 31 a 1) Julgue verdadeiro ou falso. De acordo com a Anfavea, o caminhão classificado como leve, tem peso transmitido de 6 t < PBT < 10 t. Verdadeiro ( ) Falso ( ) 2) Julgue verdadeiro ou falso. Os caminhões cegonheiros são usados para transportar contêineres, engradados amarrados com cordas ou correntes, entre outros produtos. Verdadeiro ( ) Falso ( ) Atividades 32 Referências ANDRADE, R. E. A regulação da concorrência: uma visão panorâmica. In: ______. (Org.). Regulação pública da economia no Brasil. Campinas: Edicamp, 2003. v. 1, p. 131-151. ANFAVEA – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS FABRICANTES DE VEÍCULOS AUTOMOTORES. Anuário da Indústria Automobilística Brasileira. 2014. Disponível em: <http://www. anfavea.com.br/anuario.html>. Acesso em: dez. 2014. ANTT – AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES. Entraves burocráticos, exigências legais e tributárias do transporte multimodal. Brasília, ago. 2011. ______. RNTRC em Números. Disponível em: <ttp://appweb2.antt.gov.br/rntrc_ numeros/rntrc_emnumeros.asp>. Acesso em: set. 2015. BAGNOLI, V. Direito econômico. São Paulo: Atlas, 2005. BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: logística empresarial. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006. BASTOS, C. R. Curso de direito econômico. São Paulo: Celso Bastos Editor, 2004. BOWERSOX, D. J.; CLOSS. D. J. Logística Empresarial: o processo de integração de cadeia de suprimentos. São Paulo: Atlas, 2001. BRASIL. Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990. Define crimes contra a ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo, e dá outras providências. Brasília, 1990. ______. Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br>. Acesso em: dez. 2014. ______. Lei nº. 9.611, de 19 de fevereiro de 1998, que dispõe sobre o Transporte Multimodal de Cargas e dá outras providências. Diário Oficial, Brasília, 20 de fev. 1998. ______. Lei nº. 10.233, de 5 de junho de 2001. Dispõe sobre a reestruturação dos transportes aquaviário e terrestre, cria o Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte, a Agência Nacional de Transportes Terrestres, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários e o Departamento Nacional de Infraestruturas de Transportes e dá outras providências. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, 5 jun. 2001. 33 CADE – CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA. Perguntas gerais sobre defesa da concorrência. Disponível em: <http://www.cade.gov.br/Default. aspx?9d9061a878ad42c154e172c599bf >. Acesso em: set 2015. CNI – CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA. Eixos logísticos: os projetos prioritários da indústria. Brasília, 2014. CNT – CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE. Boletim Estatístico. Brasília, 2015. DNIT – DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES. Quadro de fabricantes de veículos — Abril/2012. Disponível em: <http://www.dnit.gov.br/ rodovias/operacoes-rodoviarias/pesagem/qfv-2012-abril.pdf>. Acesso em: dez. 2014. FERNANDES, M. As agências reguladoras no contexto do estado democrático de direito. In: PEREIRA, Claudia (Org.). O novo direito administrativo brasileiro. Belo Horizonte: Fórum, 2003. p. 181-204. GALVÃO, O. J. A. Comércio interestadual por vias internas e integração regional no Brasil: 1943-69. Revista Brasileira de Economia, Rio de Janeiro, v. 53, n. 4, out./dez. 1999. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_ arttext&pid=S003471401999000400005>. Acesso em: 21 ago. 2015. ________. Desenvolvimento dos transportes e integração regional no Brasil: uma perspectiva histórica. Planejamento e políticas públicas, n. 13, jun. 1996. IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Logística dos Transportes no Brasil: Mapa Logística dos Transportes no Brasil — 2014. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/imprensa/ppts/0000001970 4411122014440525174699.pdf>. Acesso em: 21 ago 2015. MAYER, G. Regulação portuária brasileira: uma reflexão sob a luz da análise econômica do direito. Dissertação (Mestrado em Direito) – do Programa de Pós-Graduação em Ciências Jurídicas, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2009. MOURA, R. A.; BANZATO, J. M. Embalagem: acondicionamento, unitização e conteinerização. São Paulo: IMAM, 1990. 34 PANTONI, R. A. Livre iniciativa e livre concorrência na obra “A riqueza das nações” de Adam Smith. Âmbito Jurídico, Rio Grande, v. XIV, n. 84, jan. 2011. Disponível em: <http:// www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_ id=8807>. Acesso em: set. 2015. ROBINSON, J. Imperfect competition revisited. Oxford: Basil Blackwell, 1960. (Collected Papers, v. 2). SCHROEDER, E. M.; CASTRO, J. C. Transporte rodoviário de cargas: Situação atual e perspectivas. Revista do BNDES, dez. 1996. Disponível em: <http://www.bndes.gov. br/conhecimento/ revista/carga.pdf>. Acesso em: 21 ago. 2015. SILVA, F. Q. Agências reguladoras. Curitiba: Juruá, 2002. SILVEIRA, M. R. Infraestruturas e logística de transportes no processo de integração econômica e territorial. Mercator, Fortaleza, v. 12, número especial (2), p. 41-53, set. 2013. VARIAN, H. Microeconomia: princípios básicos. Uma abordagem Moderna. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. VILAÇA, R. Infraestrutura e competitividade logística. Tecnologística Online, 2013. Disponível em: <http://www.tecnologistica.com.br/artigos/infraestrutura-e- competitividade-logistica/>. Acesso em: 21 ago. 2015. 35 UNIDADE 3 | EMBALAGENS E SÍMBOLOS DE SEGURANÇA 36 Unidade 3 | Embalagens e Símbolos de Segurança Cada produto deve ter a embalagem que se adapte melhor a ele. É preciso observar a maneira como o produto será transportado e os danos que podem ocorrer. A seguir vamos compreender melhor o papel da embalagem. 1 Importância da Embalagem A principal função da embalagem é proteger contra danos. Mas ela tem outras funções, como: conter o produto para ele não vazar; facilitar o transporte e o consumo; tornar o produto mais atraente. Para a maioria dos produtos, a embalagem deve funcionar como uma barreira contra fatores como: temperatura, odores, animais, luz, oxigênio e umidade. Se a embalagem não for corretamente projetada, podemos ter a qualidade do produto comprometida, principalmente se ele for perecível. Além da função de proteção ao produto, as embalagens permitem a inclusão de tecnologias de rastreamento do produto. Você sabe o que é rastreamento? É um serviço que permite acompanhar o histórico do produto ao longo da cadeia logística. É possível conhecer suas características, saber por onde ele passou e qual sua localização exata no momento da consulta. h O rastreamento é um serviço que disponibiliza as informações necessárias para o acompanhamento completo do processo de fabricação, desde a aquisição e análise das matérias-primas, até o processamento e destino final de cada item. 37 2 Classificação das Embalagens Tabela 3: Classificação das embalagens Fonte: adaptado de Moura e Banzato, 1990. REFAZER AS FIGURAS TIPO DESCRIÇÃO Embalagem de contenção ou primária Embalagem que entra em contato direto com o produto. Deve haver compatibilidade entre os materiais do produto e os da embalagem, para que o produto não seja comprometido. Embalagem deapresentação ou secundária Embalagem utilizada para apresentar o produto ao usuário, no ponto de venda. Embalagem de comercialização ou terciária Embalagem que tem a função de proteger várias unidades de produtos. As embalagens de comercialização, agrupadas em quantidades predefinidas, formam uma unidade de movimentação. Embalagem de movimentação ou quaternária Formada por um conjunto de embalagens de comercialização, para que possa ser movimentada por equipamentos mecânicos, como paleteiras e empilhadeiras. Embalagem para o transporte ou quintenária Embalagem utilizada para dar maior agilidade à carga, descarga e transporte de longa distância. Importantes na arrumação das cargas em armazéns e veículos, pois oferecem segurança na movimentação, proteção contra avarias e melhor ocupação dos espaços de armazenagem. 38 As embalagens quaternárias e quintenárias são muito utilizadas para a unitização de cargas. Você sabe o que é a unitização? A unitização é o processo de agrupamento de embalagens ou volumes em uma carga maior, ou seja, é a arrumação de pequenos volumes de mercadorias em unidades maiores e padronizadas, para que possam ser movimentadas mecanicamente. Os equipamentos de unitização mais utilizados são os paletes e os contêineres. Tabela 4: Paletes e contêineres O processo de unitizar cargas traz muitas vantagens para o transporte: • Permite a movimentação de cargas maiores; • Reduz o tempo de carga e descarga; • Permite melhor ocupação dos armazéns e veículos; e • Reduz a probabilidade de danos nos materiais estocados. O palete pode ser feito de madeira, aço, alumínio, plástico ou papelão. Já o contêiner é uma estrutura sempre metálica, muito utilizada para o transporte rodoviário, ferroviário e aquaviário. 39 3 Tipos de Embalagem Existe grande variedade de tipos, formas e modelos de embalagem que podem ser utilizadas para envolver, conter ou proteger produtos. Para cada tipo de produto são indicadas embalagens específicas, que devem ser projetadas e fabricadas da maneira mais compatível possível com as características das mercadorias: forma, peso, dimensões, material, perecibilidade, fragilidade, dentre outras. Tabela 5: Tipos de embalagens EMBALAGEM TIPO DESCRIÇÃO Barril Recipiente geralmente fabricado em madeira, alumínio ou plástico, destinado a conter produtos líquidos. Botijão Recipiente cilíndrico usado para armazenagem de gás. Caixa de madeira Recipiente normalmente utilizado para produtos maiores e mais pesados, que não podem ser transportados em caixas de papelão ou plástico. Caixa de papelão ondulado Embalagem não retornável com laterais coladas, grampeadas ou fixadas. Utilizada para mercadorias de consumo e bens industriais variados, para estocagem, movimentação e transporte. Caixa plástica Geralmente reutilizável, encaixável e confeccionada em polietileno de alta resistência. Seu uso mais frequente é para produtos agrícolas, pesca e avicultura. 40 Fonte: adaptado de Moura e Banzato, 1990. Frasco Recipiente geralmente fabricado em vidro, com boca estreita, destinado a acomodar líquidos (medicamentos, perfumes). Garrafeira Engradado de madeira ou material plástico destinado a conter garrafas. Latas Normalmente possuem corpo cilíndrico, com tampa e fundo. Utilizadas para acomodar líquidos, pastas ou sólidos em conserva. Potes plásticos Moldados em diferentes formas e tamanhos, utilizados principalmente para armazenar alimentos, tais como iogurtes e margarinas. Sacos de papel multifolhados Embalam materiais de construção (cimento, cal), produtos químicos, açúcar, café, farelos, cacau, sal. Sacos têxteis Utilizados para embalar produtos agrícolas que necessitam de ventilação. Embalam também produtos industrializados como açúcar e farinha. Sacos plásticos Utilizados para embalar principalmente cereais. Fabricados de polipropileno em diversos tamanhos, possuem resistência superior à de outros sacos. Muito utilizados para acondicionar fertilizantes, rações e produtos granulados, dentre outros. Tambor Utilizado para acondicionar materiais líquidos ou sólidos, em grãos ou em pó. Adequado para acondicionar tintas, sólidos, pastas, pós e produtos químicos. 41 a 1) Julgue verdadeiro ou falso. A unitização é o processo de agrupamento de embalagens ou volumes em uma carga maior. Verdadeiro ( ) Falso ( ) 2) Julgue verdadeiro ou falso. Para cada tipo de produto são indicadas embalagens específicas, que devem ser projetadas e fabricadas da maneira mais compatível possível com as características das mercadorias. Verdadeiro ( ) Falso ( ) Atividades 42 Referências ANDRADE, R. E. A regulação da concorrência: uma visão panorâmica. In: ______. (Org.). Regulação pública da economia no Brasil. Campinas: Edicamp, 2003. v. 1, p. 131-151. ANFAVEA – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS FABRICANTES DE VEÍCULOS AUTOMOTORES. Anuário da Indústria Automobilística Brasileira. 2014. Disponível em: <http://www. anfavea.com.br/anuario.html>. Acesso em: dez. 2014. ANTT – AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES. Entraves burocráticos, exigências legais e tributárias do transporte multimodal. 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Diário Oficial, Brasília, 20 de fev. 1998. ______. Lei nº. 10.233, de 5 de junho de 2001. Dispõe sobre a reestruturação dos transportes aquaviário e terrestre, cria o Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte, a Agência Nacional de Transportes Terrestres, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários e o Departamento Nacional de Infraestruturas de Transportes e dá outras providências. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, 5 jun. 2001. 43 CADE – CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA. Perguntas gerais sobre defesa da concorrência. Disponível em: <http://www.cade.gov.br/Default. aspx?9d9061a878ad42c154e172c599bf >. Acesso em: set 2015. CNI – CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA. Eixos logísticos: os projetos prioritários da indústria. Brasília, 2014. CNT – CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE. Boletim Estatístico. Brasília, 2015. DNIT – DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES. Quadro de fabricantes de veículos — Abril/2012. 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Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/imprensa/ppts/0000001970 4411122014440525174699.pdf>. Acesso em: 21 ago 2015. MAYER, G. Regulação portuária brasileira: uma reflexão sob a luz da análise econômica do direito. Dissertação (Mestrado em Direito) – do Programa de Pós-Graduação em Ciências Jurídicas, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2009. MOURA, R. A.; BANZATO, J. M. Embalagem: acondicionamento, unitização e conteinerização. São Paulo: IMAM, 1990. 44 PANTONI, R. A. Livre iniciativa e livre concorrência na obra “A riqueza das nações” de Adam Smith. Âmbito Jurídico, Rio Grande, v. XIV, n. 84, jan. 2011. Disponível em: <http:// www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_ id=8807>. Acesso em: set. 2015. ROBINSON, J. Imperfect competition revisited. Oxford: Basil Blackwell, 1960. (Collected Papers, v. 2). SCHROEDER, E. M.; CASTRO, J. C. Transporte rodoviário de cargas: Situação atual e perspectivas. 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É importante compreender as diferenças entre mercados de livre concorrência e mercados regulados, além de compreender as dinâmicas dos mercados de transporte de cargas. 1 O Princípio da Livre Concorrência Você sabe o que significa dizer que existe livre concorrência? A livre concorrência é imprescindível para o funcionamento do sistema capitalista. Ela existe quando se pode verificar a presença de diversos produtores ou fornecedores de um mesmo produto ou serviço concorrendo entre si (PANTONI, 2011). E por que a livre concorrência pode ser benéfica? c Quando duas ou mais empresas concorrem entre si, elas são forçadas a aprimorar seus métodos e técnicas, impactando positivamente nos custos e nos preços cobrados dos consumidores. Em situações assim como esta, em geral os consumidores são beneficiados e a economia de mercado alcança maior êxito. A concorrência é um dos alicerces da economia liberal e tem por finalidade assegurar o regime de economia de mercado. Segundo Pantoni (2011), um dos pressupostos da concorrência é a não existência de monopólio ou qualquer outra forma de distorção do mercado livre, como os oligopólios ou monopsônios. A livre concorrência traz consigo a ideia de competição entre pessoas e empresas na busca de um do mesmo objetivo ou vantagem, desde que estejam atuando em condições de igualdade. 47 Para Pantoni (2011), na área econômica, esse conceito representa a disputa entre as empresas para atender a uma maior quantidade de consumidores, e assim fazer crescer e obter maior e melhor espaço no mercado. Bagnoli (2005, p. 61) esclarece que o mercado com livre concorrência é aquele que apresenta condições para que os agentes econômicos (empresas, fornecedores, vendedores) tenham oportunidade de competir de forma justa no mercado, destacando-se por sua qualidade e eficiência. No entanto, nem sempre o fato de ter um mercado com muitos competidores faz dele um mercado livre. Nesse sentido, devemos diferenciar a livre concorrência da livre iniciativa. A livre iniciativa significa a possibilidade de os agentes econômicos entrarem no mercado sem que o Estado crie obstáculos. Já a livre concorrência significa que os agentes econômicos competem entre si em condições de igualdade. Portanto, é muito mais simples garantir a livre iniciativa do que a livre concorrência! Pantoni (2011) ressalta que, apesar de distintos, a livre iniciativa e a livre concorrência são conceitos complementares. Só há livre concorrência quando existe livre iniciativa (BASTOS, 2004, p. 144). Segundo esta autora, a livre iniciativa caracteriza-se pela liberdade individual de ação no plano da economia. Já a livre concorrência se apresenta como o “princípio econômico” pelo qual o livre jogo das forças determina os preços praticados. Como assim? Ora, em um mercado de livre concorrência os preços são estabelecidos de acordo com uma concorrência entre as empresas. Quanto maior a concorrência, menores tendem a ser os preços. 48 Segundo Andrade (2003, p. 131-151), em um mercado ideal, ou seja, onde ocorre concorrência, as empresas têm dimensão pequena em relação ao tamanho do mercado em que atuam. Por este motivo, nenhuma empresa tem condições de definir isoladamente os preços no mercado. 2 Concentração na Oferta ou na Demanda Nem todos os mercados funcionam em ambientes de concorrência perfeita, sendo, alguns, imperfeitos (monopólios, oligopólios, monopsônios, oligopsônios). Nesses casos, existe apenas uma ou poucas empresas que abastecem o mercado ou apenas um ou poucos consumidores para um mesmo produto. 2.1 Monopólios e Oligopólios No monopólio, existe apenas uma empresa que vende determinado produto ou serviço. Ela atua sem qualquer tipo de concorrência, ou seja, ela tem maior poder de estabelecer seus preços, pois os consumidores só possuem uma alternativa para a compra. Por esta razão, o preço será em geral mais alto, e a produção, menor, o que resulta em situação de ineficiência. Nesses casos, o monopolista pode optar por diminuir sua produção para elevar os preços até atingir o ponto em que a quantidade produzida gere à empresa o lucro máximo (CADE, 2015). e Apesar de trabalhar sem concorrentes, não é incorreto dizer que a empresa pode colocar qualquer preço. Segundo Varian (2006), mesmo em situação de monopólio, ela sempre dependerá da existência de consumidores dispostos a pagar o preço desejado pela empresa. 49 Além dos preços mais elevados, o monopólio tem outros efeitos negativos. Mayer (2009) ressalta que, por dominar o mercado, o monopolista não possui interesse em buscar ou implementar inovações tecnológicas, seja para reduzir seus custos, seja para melhorar o serviço que oferece ou o produto vendido a seus consumidores. Mas não é apenas o consumidor que sai perdendo... No longo prazo, o monopolista permanece estagnado e afeta sua própria capacidade de monopólio. Por não acompanhar as constantes evoluções na produção, ele abre espaço para que empresas mais modernas entrem no mercado e acabem com o monopólio. Talvez você já tenha ouvido falar,também, dos monopólios naturais. Nesse tipo de mercado, os investimentos iniciais necessários são muitos elevados e os custos marginais são muito baixos. O alto valor dedo investimento inicial faz com que apenas uma ou poucas empresas tenham força e capacidade para implementar a infraestrutura mínima necessária. Uma vez construída a rede de fornecimento, que representa o maior investimento, os custos de uma unidade adicional (uma expansão, por exemplo) são proporcionalmente baixos. Os monopólios naturais são caracterizados, por serem bens exclusivos, e com muito pouca ou nenhuma rivalidade. Esses mercados são geralmente regulamentados pelos governos e possuem prazos de retorno muito grandes, por isso funcionam melhor quando são protegidos, ou seja, quando o governo concede exclusividade na exploração de determinado serviço durante um longo tempo, com a finalidade de garantir o retorno dos investimentos. Geração e distribuição de energia elétrica e fornecimento de água são exemplos clássicos de monopólios naturais. Em geral, o monopólio natural é a forma mais eficiente de se produzir um bem ou serviço. Essa situação é geralmente observada quando existem elevadas economias de escala ou de escopo em relação ao tamanho do mercado (CADE, 2015). Nos mercados do tipo oligopólio não há exclusividade. Nesses casos, existem poucas empresas relativamente grandes, sendo que cada uma delas representa um percentual elevado do mercado. No entanto, mesmo que não exista exclusividade, essas poucas empresas possuem grande poder de mercado e uma grande fatia de consumidores garantida. 50 e É importante ressaltar que existem diferenças entre o oligopólio e o cartel. Ambas as formas são combatidas, pois o oligopólio tende a levar o mercado a uma situação de ineficiência e preços mais elevados. Mas, o Cartel é crime! O oligopólio é algo espontâneo e se caracteriza pela junção de alguns produtores que têm a percepção de que é mais lucrativo agir de maneira interdependente do que de forma solitária. Ele prejudica os consumidores por não terem muitas alternativas de escolha e deve ser evitado. A Constituição Federal protege a livre iniciativa, os direitos dos consumidores e a liberdade de trabalho, combatendo o monopólio e o oligopólio por serem prejudiciais para os consumidores, mas entende que estas não são situações ilegais. Por outro lado, a Constituição Federal (CF) criminaliza práticas de dumping, e cartéis, entre outras, que incidem de forma negativa sobre a ordem econômica, — situações previstas no artigo 4 da Lei nº 8.137/1990 (Brasil, 1990). O dumping se caracteriza por ser a venda de um produto por um valor menor que o de mercado e o de custo, de forma a eliminar a concorrência. O cartel é uma união de empresas que tem como objetivo aumentar o preço dos produtos ou restringir a oferta para os consumidores, dominando assim o mercado e suprimindo a livre iniciativa. 2.2 Monopsônios e Oligopsônios Uma quantidade pequena de empresas e a falta de concorrência afetam o funcionamento do mercado. Além disso, são ainda consideradas estruturas de concorrência imperfeita os casos em que a quantidade de consumidores é pequena e capaz de influenciar fortemente os preços de mercado. Essas estruturas são chamadas monopsônios e oligopsônios e foram explicadas pela primeira vez por Robinson (1960). 51 Monopsônios são as estruturas de mercado que possuem inúmeros vendedores, mas apenas um comprador, chamado de monopsonista. O monopsônio é inverso ao caso do monopólio, no qual existe apenas um vendedor e vários compradores. Um comprador monopsonista tem grande poder de mercado e pode influenciar os preços de um determinado bem, variando apenas a quantidade comprada. Esta tal situação ocorre, por exemplo, quando uma grande empresa de molho de tomate compra sozinha toda a produção de tomates de uma localidade. Se ela for a única empresa de molho da região, os produtores são praticamente obrigados a vender toda a sua produção pelo preço que a empresa oferece. Eles até poderiam vender para outra empresa, localizada mais distante, mas, os custos da operação e do transporte acabariam inviabilizando o negócio e trazendo riscos de perda da safra. Condição semelhante também pode ser encontrada em mercados com mais de um comprador (mais de uma empresa que compre os mesmos produtos), mas cuja quantidade de compradores seja suficientemente pequena o suficiente para lhes garantir o poder de compra. O conjunto de poucas empresas compradoras acaba sendo mais forte do que o conjunto de muitos produtores. Nesse caso, o mercado é chamado de oligopsônio. O oligopsônio é inverso ao caso do oligopólio, este caracterizado pela existência de apenas alguns vendedores e vários compradores. Os oligopsonistas têm poder de mercado e podem influenciar os preços de determinado bem, variando apenas variando a quantidade comprada. Essa estrutura é intermediária entre a de monopsônio e a de mercado plenamente competitivo. 52 3 Mercado Regulado O princípio da livre concorrência está previsto no artigo 170, inciso IV da Constituição Federal (CF) e baseia-se no pressuposto de que a concorrência não pode ser restringida por agentes econômicos com poder de mercado (CADE, 2015). Nesse sentido, a Regulação dos mercados tem como principal intuito garantir a livre concorrência, ou seja, garantir que todos os agentes econômicos possam atuar em condições de igualdade. É importante esclarecer que a Constituição não condena o exercício do poder econômico. Ela busca evitar situações de abuso, as quais devem ser alvo de intervenção estatal, coibindo excessos, tais como os cartéis e monopólios de fato, que possam atrapalhar o livre funcionamento das estruturas do mercado. Na década de 1990, o Brasil passou por uma Reforma Administrativa que alterou algumas relações do Estado com a sociedade. Um dos aspectos principais foi a criação de Agências Reguladoras, que têm a atribuição de fiscalizar e regularizar setores da economia no Brasil. Com a criação das agências, a prestação direta de alguns serviços públicos foi repassada à iniciativa privada, ficando estas com as agências a tarefa de monitorar o funcionamento dos serviços, e de regular o setor quando necessário (FERNANDES, 2003). O Estado preservou a atuação direta em algumas atividades, como o poder de polícia e a regulação econômica. Nas demais atividades, o Estado repassou transferiu a tarefa de prestar o serviço para a iniciativa privada e passou a aprimorar a regulação em diversos setores por meio da atuação das Agências Reguladoras (SILVA, 2002). O CADE (2015) pontua algumas vantagens do mercado regulado. Segundo o Conselho, em um mercado em que há concorrência entre os produtores de um bem ou serviço, os preços praticados tendem a manter-se nos menores níveis possíveis. Portanto, para conseguirem permanecer no mercado, as empresas precisam buscar constantemente formas de se tornarem mais eficientes, e assim para que possam aumentar os seus lucros. À medida que tais ganhos de eficiência são conquistados e difundidos entre os produtores, ocorre uma readequação de preços, que beneficia o consumidor. 53 e A livre concorrência não garante apenas que os consumidores sejam beneficiados com preços menores. Mercados nos quais as empresas são obrigadas a competir estimulam a criatividade e a inovação das empresas . No entanto, nem toda norma dirigida aos agentes econômicos pode ser considerada uma atividade regulatória. As Agências precisam assegurar a prestação de serviços adequados, de qualidade, não se limitando a normas negatórias, e devendo ser prescritivas, identificando especificamente o que a empresa regulada podee deve fazer (SILVA, 2002). Fernandes (2003) ressalta que a atividade econômica não precisa apenas ser regulada. É necessário que existam mecanismos regulatórios que garantam a adequada prestação de serviços públicos. Assim, percebe-se a nítida intervenção estatal regulatória a partir das prescrições de normas, processos técnicos, e padrões mínimos a que os agentes econômicos, que desejem atuar no respectivo setor econômico regulado, devem obedecer (SILVA, 2002). Glossário Agências Reguladoras: são órgãos governamentais que exercem o papel de fiscalização, regulamentação e controle de produtos e serviços de interesse público tais como telecomunicações, energia elétrica, serviços de planos de saúde, entre outros. 54 a 1) Julgue verdadeiro ou falso. Monopsônios são as estruturas de mercado que possuem inúmeros vendedores, mas apenas um comprador, chamado de monopsonista. Verdadeiro ( ) Falso ( ) 2) Julgue verdadeiro ou falso. A livre concorrência não garante apenas que os consumidores sejam beneficiados com preços menores. Verdadeiro ( ) Falso ( ) Atividades 55 Referências ANDRADE, R. E. A regulação da concorrência: uma visão panorâmica. In: ______. (Org.). Regulação pública da economia no Brasil. Campinas: Edicamp, 2003. v. 1, p. 131-151. ANFAVEA – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS FABRICANTES DE VEÍCULOS AUTOMOTORES. Anuário da Indústria Automobilística Brasileira. 2014. Disponível em: <http://www. anfavea.com.br/anuario.html>. Acesso em: dez. 2014. ANTT – AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES. Entraves burocráticos, exigências legais e tributárias do transporte multimodal. Brasília, ago. 2011. ______. RNTRC em Números. Disponível em: <ttp://appweb2.antt.gov.br/rntrc_ numeros/rntrc_emnumeros.asp>. Acesso em: set. 2015. BAGNOLI, V. Direito econômico. São Paulo: Atlas, 2005. BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: logística empresarial. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006. BASTOS, C. R. Curso de direito econômico. São Paulo: Celso Bastos Editor, 2004. BOWERSOX, D. J.; CLOSS. D. J. Logística Empresarial: o processo de integração de cadeia de suprimentos. São Paulo: Atlas, 2001. BRASIL. Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990. Define crimes contra a ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo, e dá outras providências. Brasília, 1990. ______. Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br>. Acesso em: dez. 2014. ______. Lei nº. 9.611, de 19 de fevereiro de 1998, que dispõe sobre o Transporte Multimodal de Cargas e dá outras providências. Diário Oficial, Brasília, 20 de fev. 1998. ______. Lei nº. 10.233, de 5 de junho de 2001. Dispõe sobre a reestruturação dos transportes aquaviário e terrestre, cria o Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte, a Agência Nacional de Transportes Terrestres, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários e o Departamento Nacional de Infraestruturas de Transportes e dá outras providências. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, 5 jun. 2001. 56 CADE – CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA. Perguntas gerais sobre defesa da concorrência. Disponível em: <http://www.cade.gov.br/Default. aspx?9d9061a878ad42c154e172c599bf >. Acesso em: set 2015. CNI – CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA. Eixos logísticos: os projetos prioritários da indústria. Brasília, 2014. CNT – CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE. Boletim Estatístico. Brasília, 2015. DNIT – DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES. Quadro de fabricantes de veículos — Abril/2012. Disponível em: <http://www.dnit.gov.br/ rodovias/operacoes-rodoviarias/pesagem/qfv-2012-abril.pdf>. Acesso em: dez. 2014. FERNANDES, M. As agências reguladoras no contexto do estado democrático de direito. In: PEREIRA, Claudia (Org.). O novo direito administrativo brasileiro. Belo Horizonte: Fórum, 2003. p. 181-204. GALVÃO, O. J. A. Comércio interestadual por vias internas e integração regional no Brasil: 1943-69. 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A. Livre iniciativa e livre concorrência na obra “A riqueza das nações” de Adam Smith. Âmbito Jurídico, Rio Grande, v. XIV, n. 84, jan. 2011. Disponível em: <http:// www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_ id=8807>. Acesso em: set. 2015. ROBINSON, J. Imperfect competition revisited. Oxford: Basil Blackwell, 1960. (Collected Papers, v. 2). SCHROEDER, E. M.; CASTRO, J. C. Transporte rodoviário de cargas: Situação atual e perspectivas. Revista do BNDES, dez. 1996. Disponível em: <http://www.bndes.gov. br/conhecimento/ revista/carga.pdf>. Acesso em: 21 ago. 2015. SILVA, F. Q. Agências reguladoras. Curitiba: Juruá, 2002. SILVEIRA, M. R. Infraestruturas e logística de transportes no processo de integração econômica e territorial. Mercator, Fortaleza, v. 12, número especial (2), p. 41-53, set. 2013. VARIAN, H. Microeconomia: princípios básicos. Uma abordagem Moderna. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. VILAÇA, R. Infraestrutura e competitividade logística. Tecnologística Online, 2013. Disponível em: <http://www.tecnologistica.com.br/artigos/infraestrutura-e- competitividade-logistica/>. Acesso em: 21 ago. 2015. 58 UNIDADE 5 | ENTIDADES ENVOLVIDAS NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO DE TRANSPORTE 59 Unidade 5 | Entidades Envolvidas na Prestação do Serviço de Transporte No Brasil, diversas instituições estão envolvidas direta ou indiretamente com a operação, o uso ou a regulação dos diferentes modos de transporte disponíveis para mercadorias. A seguir, vamos conhecer as principais entidades, suas características e sua participação nas operações de transporte rodoviário de mercadorias. 1 Entidades e Agentes Públicos Vamos começar esta unidade falando dos diversos agentes públicos que estão envolvidos com a prestação dos serviços de transporte de cargas, tanto no planejamento de sistemas e da infraestrutura, quanto na regulamentação, fiscalização e normatização dos variados fatores que regem a atividade. 1.1 Agente Público Responsável pelo Planejamento dos Transportes O Ministério dos Transportes (MT), o Ministério da Defesa (MD) e o Ministério do Orçamento Planejamento e Gestão (MPOG) são as entidades públicas envolvidas no planejamento dos transportes brasileiros. O MT ocupa o mais alto nível da organização da área de transporte, sendo responsável por determinar a política nacional de transporte. A preocupação maior do Ministério centra-se na formulação, coordenação e supervisão de políticas e participação no planejamento estratégico (ANTT, 2011). 60 1.2 Agente Público Responsável pela Infraestrutura de Transportes h No transporte rodoviário, a responsabilidade pela infraestruturade transportes, de acordo com a legislação vigente, está sob a custódia do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O DNIT foi criado com o objetivo de implementar, em sua esfera de atuação, a política formulada para a administração da infraestrutura do Sistema Federal de Viação, compreendendo sua operação, manutenção, restauração ou reposição, adequação de capacidade, e ampliação mediante construção de novas vias e terminais (ANTT, 2011). 1.3 Agente Público Responsável pela Regulação As Agências Reguladoras distinguem-se pela independência administrativa, autonomia financeira e funcional e mandato fixo de seus dirigentes. A ANTT é o órgão responsável pela regulação e fiscalização dos transportes terrestres em território nacional. Suas atribuições estão relacionadas à concessão, permissão e autorização. A ANTT possui competências para atuar nos seguintes seguimentos de transporte (ANTT, 2011): • Ferroviário: exploração da infraestrutura ferroviária concedida; prestação do serviço público de transporte ferroviário de cargas e de passageiros; • Rodoviário: exploração da infraestrutura rodoviária concedida; prestação do serviço público de transporte rodoviário de cargas e de passageiros; • Dutoviário: cadastro de dutovias; 61 • Multimodal: promoção do transporte multimodal e habilitação do Operador de Transportes Multimodal (OTM); e • Terminais e vias: concessão da exploração. 1.4 Agente Público Responsável pela Fiscalização de Normas Agropecuárias A missão conferida ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é a formulação e a implementação de políticas para o desenvolvimento do agronegócio, integrando os aspectos de mercado tecnológicos, organizacionais e ambientais com o atendimento dos consumidores do país. h No contexto do sistema de transporte de cargas, o Ministério determina a exigência de diversos documentos específicos, a depender da carga a ser transportada. São exemplos de documentos exigidos: o documento para o controle do trânsito de animais — Guia de Trânsito Animal (GTA) e o controle do trânsito de produtos de origem animal, que pode ser o Certificado de Inspeção de Produtos, a Guia de Trânsito de Produtos ou o Certificado de Inspeção Sanitária (CIS). 2 Entidades e Agentes Privados Vamos conhecer agora quais são as principais entidades privadas envolvidas com a prestação dos serviços de transporte rodoviário de mercadorias. 62 2.1 Embarcador ou Expedidor O embarcador é normalmente o dono das mercadorias. Em geral, ele representa a empresa que necessita do deslocamento de produtos entre dois pontos em uma cadeia de suprimentos. Também conhecido como expedidor ou remetente de cargas, é ele quem está despachando a carga, ou seja, quem está expedindo a nota fiscal. Podemos dizer que o expedidor é o responsável pela entrega da carga ao transportador, a qual deverá estar devidamente acondicionada/embalada, acompanhada dos documentos necessários ao cumprimento das formalidades legais perante a fiscalização tributária, alfandegária, de polícia e de saúde, nos âmbitos Federal, Estadual ou Municipal. Portanto, o expedidor é a pessoa física ou jurídica que celebra o contrato de transporte com o transportador. O expedidor é responsável pela exatidão das indicações ou declarações constantes nos documentos necessários à emissão do Conhecimento de Carga, bem como pelos danos resultantes de declarações ou indicações inexatas, irregulares e/ou incompletas. 2.2 Transportador O transportador é aquele responsável pelo transporte da carga, ou seja, empresas ou autônomos que possuem transporte a oferecer. Portanto, os transportadores rodoviários são aqueles que realizam movimentação de cargas por meio do modo rodoviário, seja a carga a transportar própria ou não (ANTT, 2011). De acordo com a legislação brasileira, o exercício da atividade de transporte rodoviário de cargas por conta de terceiros é efetuada mediante remuneração e o transportador deve estar previamente inscrito e habilitado no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC). 63 2.3 Operadores Logísticos Segundo a ANTT (2011), os operadores logísticos são empresas especializadas que prestam serviços que integram atividades de armazenagem, processamento de pedidos, movimentação de cargas, gerenciamento de estoques, sistemas de distribuição e de gerenciamento de transporte, entre outras atividades. Para facilitar a vida das empresas, os operadores são contratados para realizar funções de gestão e distribuição dos materiais e, em alguns casos, também fornecem suporte físico e a infraestrutura necessária para a realização das operações. 2.4 Estações Aduaneiras de Interior (EADI) Os Portos Secos, como são conhecidas as EADI, são recintos alfandegados de uso público, nos quais são executadas as operações de movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de mercadorias e de bagagem. Como ressalta a ANTT (2011), alguns portos secos apresentam maior importância para o transporte intermodal, já que servem de plataformas de integração dos modos de transporte. As características inerentes dos portos secos que agregam também serviços como armazéns, pátios para contêineres, sistemas informatizados, agilidade nas operações, trâmites alfandegários e outros, representam um atrativo para os usuários de transporte, bem como para os operadores. 64 2.5 Despachante Aduaneiro É o profissional que representa o importador ou exportador na intermediação dos serviços aduaneiros. Deve estar credenciado pela Secretaria da Receita Federal para o exercício das atividades, órgão que dispõe sobre a forma de investidura nas funções de despachante aduaneiro e de ajudante de despachante aduaneiro. 2.6 Operador de Transporte Multimodal (OTM) A figura do OTM foi definida na Lei n° 9.611, de 19 de fevereiro de 1998. Esse operador é a pessoa jurídica contratada como principal para a realização do Transporte Multimodal de Cargas da origem até o destino, por meios próprios ou por intermédio de terceiros. O Operador de Transporte Multimodal poderá ser transportador ou não transportador, sendo que o exercício de suas atividades depende de prévia habilitação na ANTT. Cabe a ele emitir o Conhecimento de Transporte Multimodal de Carga. Quando o OTM puder habilitar-se para operar em outros países, ele deverá atender, além das normas estabelecidas pela ANTT, todos os requisitos que forem exigidos em tratados, acordos ou convenções firmadas pelo Brasil com o país de destino da mercadoria. Glossário Multimodal: diz-se do transporte integrado em que se utilizam múltiplos meios ou modais. 65 a 1) Julgue verdadeiro ou falso. O expedidor é o responsável pela entrega da carga ao transportador, a qual deverá estar devidamente acondicionada/embalada, acompanhada dos documentos necessários ao cumprimento das formalidades legais perante a fiscalização tributária, alfandegária, de polícia e de saúde, nos âmbitos Federal, Estadual ou Municipal. Verdadeiro ( ) Falso ( ) 2) Julgue verdadeiro ou falso. O despachante aduaneiro é o profissional que representa o importador ou exportador na intermediação dos serviços aduaneiros. Verdadeiro ( ) Falso ( ) Atividades 66 Referências ANDRADE, R. E. A regulação da concorrência: uma visão panorâmica. In: ______. (Org.). Regulação pública da economia no Brasil. Campinas: Edicamp, 2003. v. 1, p. 131-151. ANFAVEA – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS FABRICANTES DE VEÍCULOS AUTOMOTORES. Anuário da Indústria Automobilística Brasileira. 2014. Disponível em: <http://www. anfavea.com.br/anuario.html>. Acesso em: dez. 2014. ANTT – AGÊNCIANACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES. Entraves burocráticos, exigências legais e tributárias do transporte multimodal. Brasília, ago. 2011. ______. RNTRC em Números. Disponível em: <ttp://appweb2.antt.gov.br/rntrc_ numeros/rntrc_emnumeros.asp>. Acesso em: set. 2015. BAGNOLI, V. Direito econômico. São Paulo: Atlas, 2005. BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: logística empresarial. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006. BASTOS, C. R. Curso de direito econômico. São Paulo: Celso Bastos Editor, 2004. BOWERSOX, D. J.; CLOSS. D. J. Logística Empresarial: o processo de integração de cadeia de suprimentos. São Paulo: Atlas, 2001. BRASIL. Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990. Define crimes contra a ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo, e dá outras providências. Brasília, 1990. ______. Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br>. Acesso em: dez. 2014. ______. Lei nº. 9.611, de 19 de fevereiro de 1998, que dispõe sobre o Transporte Multimodal de Cargas e dá outras providências. Diário Oficial, Brasília, 20 de fev. 1998. ______. Lei nº. 10.233, de 5 de junho de 2001. Dispõe sobre a reestruturação dos transportes aquaviário e terrestre, cria o Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte, a Agência Nacional de Transportes Terrestres, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários e o Departamento Nacional de Infraestruturas de Transportes e dá outras providências. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, 5 jun. 2001. 67 CADE – CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA. Perguntas gerais sobre defesa da concorrência. Disponível em: <http://www.cade.gov.br/Default. aspx?9d9061a878ad42c154e172c599bf >. Acesso em: set 2015. CNI – CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA. Eixos logísticos: os projetos prioritários da indústria. Brasília, 2014. CNT – CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE. Boletim Estatístico. Brasília, 2015. DNIT – DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES. Quadro de fabricantes de veículos — Abril/2012. Disponível em: <http://www.dnit.gov.br/ rodovias/operacoes-rodoviarias/pesagem/qfv-2012-abril.pdf>. 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Acesso em: 21 ago. 2015. 69 Gabarito Questão 1 Questão 2 Unidade 1 V F Unidade 2 V F Unidade 3 V V Unidade 4 V V Unidade 5 V V Apresentação Unidade 1 | O Transporte Rodoviário de Cargas 1 Importância do Transporte Rodoviário de Cargas 2 Modalidades de Transporte 2.1 Modo Rodoviário 2.2 Modo Ferroviário 2.3 Modo Aquaviário 2.4 Modo Aeroviário (ou Modo Aéreo) 2.5 Modo Dutoviário 3 Intercâmbio de Cargas entre Regiões 3.1 A Importância da Integração entre as Regiões Brasileiras 3.2 O Histórico da Integração Nacional 3.3 Integração entre as Regiões nos Dias de Hoje Glossário Atividades Referências Unidade 2 | Tipos de Cargas, Carrocerias e Veículos 1 Classificação dos Caminhões 2 Tipos de Carroceria 3 Classificação das Mercadorias Atividades Referências Unidade 3 | Embalagens e Símbolos de Segurança 1 Importância da Embalagem 2 Classificação das Embalagens 3 Tipos de Embalagem Atividades Referências Unidade 4 | Noções de Livre Concorrência e Mercado Regulado 1 O Princípio da Livre Concorrência 2 Concentração na Oferta ou na Demanda 2.1 Monopólios e Oligopólios 2.2 Monopsônios e Oligopsônios 3 Mercado Regulado Glossário Atividades Referências Unidade 5 | Entidades Envolvidas na Prestação do Serviço de Transporte 1 Entidades e Agentes Públicos 1.1 Agente Público Responsável pelo Planejamento dos Transportes 1.2 Agente Público Responsável pela Infraestrutura de Transportes 1.3 Agente Público Responsável pela Regulação 1.4 Agente Público Responsável pela Fiscalização de Normas Agropecuárias 2 Entidades e Agentes Privados 2.1 Embarcador ou Expedidor 2.2 Transportador 2.3 Operadores Logísticos 2.4 Estações Aduaneiras de Interior (EADI) 2.5 Despachante Aduaneiro 2.6 Operador de Transporte Multimodal (OTM) Glossário Atividades Referências Gabarito