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9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ativi… 1/40 Imprimir INTRODUÇÃO Olá, estudante! Você, como gestor, deve conhecer as ferramentas e políticas públicas para planejamento da área de infraestrutura de transportes. Portanto, conhecer o Sistema Nacional de Viação é de extrema importância, pois, a partir dele, podem ser criados planos governamentais, projetos de transportes e estabelecer critérios como localização de portos e terminais em decorrência de acessos terrestres e aquaviários. Além disso, tendo em vista a importância do modal rodoviário para o transporte de cargas e seu amplo acesso aos portos, você deve saber avaliar questões como o tipo de carga e as implicações dele na logística portuária. O SISTEMA NACIONAL DE VIAÇÃO (SNV) E A IMPORTÂNCIA PARA A INFRAESTRUTURA O Sistema Nacional de Viação (SNV) é formado por toda a estrutura física e operacional que serve para o transporte de pessoas e bens. Seu objetivo é contribuir para a integração nacional e o desenvolvimento social e econômico do país, por meio da oferta de uma malha viária adequada, capaz de garantir o transporte de pessoas e bens com segurança, con�abilidade e menor custo total (BRASIL, 2001; 2011a). Sua composição resulta da integração dos subsistemas federal (SFVs), estaduais e distrital (SEVs) e municipais (SMVs) de viação, bem como dos modais rodoviário, ferroviário, aquaviário e aeroviário (BRASIL, 2001; 2011a; PAULA, 2018). Logo, os resultados do SNV dependem da integração entre os três modais, cada qual adotando suas respectivas atribuições sob a responsabilidade dos respectivos entes da federação. Percebe-se, então, que foi responsabilidade do Sistema Federal de Viação contribuir, de maneira relevante, com os resultados esperados do SNV: a integração nacional e o desenvolvimento social e econômico. Assimile! Os SEVs e SMVs se diferenciam do SFV pela responsabilidade com a integração dos respectivos sistemas de viação adjacente e com vocações mais amplas, e pela exclusão das funções de segurança nacional, principalmente. Aula 1 TRANSPORTE RODOVIÁRIO Conhecer o Sistema Nacional de Viação é de extrema importância, pois, a partir dele, podem ser criados planos governamentais, projetos de transportes e estabelecer critérios como localização de portos e terminais em decorrência de acessos terrestres e aquaviários. 52 minutos 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ativi… 2/40 Mesmo com a distribuição das devidas obrigações do SNV entre os entes federativos, a legislação brasileira de�ne que diz respeito à União integrar os diversos subsistemas, bem como desempenhar atividades de planejamento, construção, manutenção, operação e exploração dos modais e componentes do Sistema Federal de Viação. De maneira especí�ca, cabe à União a exploração dos serviços de transporte interestaduais e internacionais, além do estabelecimento dos princípios e as diretrizes do SNV e transportes urbanos, bem como a legislação acerca das diretrizes da Política Nacional de Transportes (PNT), o transporte e trânsito (BRASIL, 1988; PAULA, 2018). A Figura 1 ilustra a malha rodoviária pertencente ao SNV. Figura 1 | Rodovias Federais do Sistema Nacional de Viação (SNV). Fonte: adaptada de Minfra (2019, [s. p.]). Atualmente, o país possui 63,5 mil km de rodovias, sendo 84% pavimentadas e 15% concedidas à iniciativa privada (MINFRA, 2019). As principais vantagens desse modal são: Frequência. Disponibilidade de serviço. Atendimento porta a porta. Velocidade de entrega superior aos modais concorrentes. 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ativi… 3/40 Entretanto, a principal desvantagem é o alto preço do frete devido à capacidade limitada de transporte frente aos modais hidroviário e ferroviário (DANAO; ZANDONADI; GATES, 2015). Importante! De acordo com estudos da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), em 2018, o Brasil gastou, em média, 28,5% a mais do que deveria para transportar por conta de problemas no pavimento. A região Norte apresentou a maior percentagem, com 38,5%, seguida pela região Centro-Oeste, com 31,0% (CNT, 2019). Esses custos tendem a reduzir a rentabilidade do transporte rodoviário de cargas, de modo a comprometer a competitividade do setor na economia brasileira. Na Figura 2, a seguir, há uma avaliação do estado geral das rodovias federais brasileiras em termos de pavimento, sinalização e geometria. Figura 2 | Resumo das características da extensão federal das rodovias. Fonte: CNT (2019, [s. p.]). VIDEOAULA: O SISTEMA NACIONAL DE VIAÇÃO (SNV) E A IMPORTÂNCIA PARA A INFRAESTRUTURA Nesse vídeo, você pode avaliar as características do Sistema Nacional de Viação (SNV), considerando os modais rodo, ferro e hidroviário, bem como a evolução da malha rodoviária. Essa avaliação é importante para a intermodalidade no transporte de cargas ser levada em consideração no planejamento de políticas e ações de manutenção e expansão. Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ativi… 4/40 PRINCIPAIS PERFIS DE CARGA No Brasil, o modal rodoviário é o que possui a maior participação na matriz de transporte, concentrando, aproximadamente, 61% da movimentação de mercadorias e 95% da de passageiros. As características operacionais e de capacidade de transporte do modal rodoviário fazem com que sua utilização seja mais apropriada para deslocamentos de curtas e médias distâncias. Porém, no Brasil, ele também desempenha um importante papel nos deslocamentos de longas distâncias, intensi�cando ainda mais a pressão sobre essa infraestrutura (CNT, 2019). Dentro das características do transporte rodoviário brasileiro, as de�nições dos tipos de cargas mais transportadas são divididas em três: Cargas frigorí�cas: podem ser caracterizadas como cargas de produtos com perecibilidade e temperatura adequada a cada tipo de produto. Exemplos são frutas, vegetais e �oricultura. Cargas à granel: essas, normalmente, são de�nidas como commodities, sendo elas secas ou líquidas, usualmente não utilizando embalagens. Exemplos podem descritos como soja, adubos, fertilizantes. Cargas perigosas: são os produtos cuja principal característica é a presença de riscos das mais diversas naturezas ao contato com aqueles que os manipulam e/ou aos demais que possam ter algum tipo de contato próximo ao produto. Como exemplos desse tipo de carga há insumos para explosivos e combustíveis, estes últimos por meio de caminhões-tanque (MOREIRA; FREITAS JUNIOR; TOLOI, 2018). Caminhão-plataforma: transporte de contêineres e cargas de peso unitário. Caminhão-baú: a carroceria possui uma estrutura parecida com a dos contêineres para proteger a carga das intempéries. Caminhão-caçamba: transporte de cargas a granel, ocorre o descarregamento das mercadorias por gravidade, pela basculação da caçamba. Figura 3 | Caminhão-caçamba. Rodrigues (2003) apud Barreto e Ribeiro (2020) dispõe acerca dos principais veículos utilizados no transporte rodoviário e os classi�ca por sua capacidade, quantidade de carga e distância entre eixos: 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ativi…5/40 Fonte: Shutterstock. Caminhão aberto: transporte de cargas não perecíveis e pequenos volumes. Em caso de chuva, são cobertos com lonas. Caminhão refrigerado: transporte de produtos perecíveis. É parecido com o caminhão baú, mas agrega mecanismos próprios para a refrigeração e manutenção da temperatura no compartimento de carga. Caminhão graneleiro ou silo: possui carroceria adequada para transporte de granéis sólidos. O descarregamento ocorre por gravidade. Caminhão-tanque: a carroceria é um reservatório subdividido em tanques. Sua função é transportar derivados de petróleo e outros líquidos a granel. Figura 1 - Lorem ipsum dolor sit amet 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ativi… 6/40 Fonte: Lorem ipsum dolor sit amet. De maneira geral, no que tange ao transporte rodoviário, um dos grandes entraves relativos aos custos ocorre em decorrência do alto consumo de combustíveis que a refrigeração exerce na movimentação e garantia da qualidade dos produtos, principalmente em termos de perecibilidade (MOREIRA et al., 2018). Outro ponto importante é acerca do transporte do agronegócio. O problema de o modal rodoviário transportar a maior parte da soja é a sua capacidade de carga, extremamente reduzida em relação aos modais ferroviário e hidroviário. Além de implicações em consumo de combustíveis e emissão de gases poluentes, o transporte de soja ocorre por grandes distâncias e em estradas com péssimas condições (SOUZA, 2021). Figura 5 | Transporte de soja na BR 163. 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ativi… 7/40 VIDEOAULA: PRINCIPAIS PERFIS DE CARGA O vídeo permite compreender o grande potencial de perda produtiva do transporte rodoviário em detrimento das condições do pavimento, bem como características dos próprios veículos. Além disso, os possíveis impactos econômicos e ambientais decorrentes dos diferentes tipos de cargas sendo transportados pelo modal rodoviário são mostrados. INTEGRAÇÃO DE INFRAESTRUTURA COM O PORTO Dentro da análise da e�ciência de um porto e sua competição com outros portos, um dos pontos primordiais é a questão dos acessos terrestres, subdivididos entre rodoviários, dutoviários e ferroviários. A pesquisa desenvolvida por Bulhões (1998), que comparou os portos de Santos e Paranaguá, avaliou os acessos e concluiu que ambos enfrentam problemas com relação ao tráfego de caminhões pesados em perímetros urbanos, o que causa não apenas congestionamentos e, por consequência, atrasos nos portos, mas também acidentes e poluição ambiental. Dentro da perspectiva do agronegócio, o histórico do problema de �las de caminhões nas vias de acessos aos portos do Brasil em períodos de safra se apresenta crônico ano após ano. Em 2010, o Porto de Paranaguá estabeleceu regras de acessos para os caminhões carregados de granel sólido vegetal. O Porto de Paranaguá apresenta cerca de 90% dos embarques da soja realizado pelo modal rodoviário (MONTEIRO, 2015). Fonte: Shutterstock. Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ativi… 8/40 Regan e Golob (2000) iniciam os estudos sobre a problemática do acesso rodoviário nos portos direcionando a e�ciência do transporte marítimo à dependência da interação do porto com a sua hinterlândia, onde os transportadores avaliam as di�culdades operacionais pelas grandes �las nos acessos terrestres do Porto de Los Angeles e Long Beach, evidenciando a necessidade de reorganizar esses espaços. Figura 6 | Congestionamento de caminhões. Fonte: Shutterstock. Já o estudo conduzido por Osbay, Yazici e Veras (2006) pesquisou os problemas de acesso no Porto de New York e New Jersey, evidenciando que a implantação de um sistema de agendamento de caminhões para o consequente acesso ao porto foi uma medida e�ciente adotada, visto que possibilitou à administração portuária não apenas a dispensa de estudos de expansão dos estacionamentos, como também a decisão de se adotar uma medida que demanda recursos tecnológicos e negociações com empresas de transporte de cargas (CALDEIRA, 2017). O estudo executado por Namboothiri e Erera (2008) pesquisou diversos portos nos Estados Unidos sob a ótica dos problemas de acesso e propôs duas formas de diminuir a presença de �las, o que contribui para a melhoria do nível do serviço e a redução da emissão de gases e aumenta a disponibilidade de estacionamentos para os caminhões: expansão da área portuária primária ou retroportuária e/ou a adoção de sistemas de agendamento. Assimile! Por conta da di�culdade de implementação que envolve altos custos de aquisição de áreas e pela ausência de áreas para expansão nas cidades portuárias, a adoção dos sistemas de agendamento é uma ótima solução para o problema (CALDEIRA, 2017). 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ativi… 9/40 Ao considerar as características brasileiras, onde o modal rodoviário é predominante, os acessos rodoviários aos portos possuem melhores condições de infraestrutura nos portos das regiões Sul e Sudeste. Porém, tais portos sofrem com congestionamentos e, por consequência, maiores desgastes no pavimento, bem como emissão de gases poluentes. Por outro lado, os portos das regiões Norte e Nordeste possuem acessos rodoviários com características mais de�cientes, porém os congestionamentos, bem como as �las, causam uma pressão menor em tais portos. Portanto, é necessário avaliar a questão dos investimentos no modal rodoviário considerando as demandas futuras do transporte de cargas brasileiro a �m de mitigar os efeitos negativos do transporte por rodovias para a maior parte da movimentação de cargas no país. Figura 7 | Poluição causada pelo modal rodoviário. Fonte: Shutterstock. VIDEOAULA: INTEGRAÇÃO DE INFRAESTRUTURA COM O PORTO O vídeo trata das características dos acessos rodoviários nas diferentes regiões do país, avaliando critérios de qualidade como geometria da via, pavimentação e sinalização. A diferença entre os investimentos também é avaliada, de modo a estabelecer o senso crítico acerca das tomadas de decisão governamentais. ESTUDO DE CASO Estudante, aproveite a oportunidade de colocar em prática todo o conhecimento adquirido até aqui. Leia a situação atentamente para propor uma solução. Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 10/40 Suponha que você seja um gestor portuário responsável pelo setor comercial, fechando contratos com empresas transportadoras para os terminais de sua empresa espalhados pelo Brasil. Você recebeu a demanda de exportação e importação de uma empresa que transporta três tipos de carga: granel sólido (soja e milho), produtos perecíveis (frutas e verduras) e fertilizantes para o agronegócio. O destino desses produtos são Porto de Vila do Conde (PA), Porto de Ilhéus (BA) e Norte do Mato Grosso. A sua tarefa é avaliar as características da carga, bem como a infraestrutura provida pelo Sistema Nacional de Viação e a infraestrutura de acesso ao porto e propor à empresa ações de melhorias baseadas em cadacaso individualmente. RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO Para emitir seu parecer técnico com proposições, você deve avaliar três pontos principais. A primeira questão diz respeito à avaliação do Sistema Nacional de Viação por meio de aspectos como densidade da malha nas regiões de estudo – Porto de Vila do Conde (PA), Porto de Ilhéus (BA) e Norte do Mato Grosso. A partir disso, o próximo passo é analisar, por meio do tipo de carga, qual seria o transporte mais adequado. Outro aspecto de extrema importância diz respeito à infraestrutura terrestre de acesso ao porto. Desse modo, avaliando tais aspectos de maneira integrada, é possível estabelecer diretrizes de projetos futuros a �m de otimizar a infraestrutura de transporte e principalmente proporcionar melhorias competitivas ao país. Saiba mais Estudante, aproveite a oportunidade para aprofundar seus estudos acessando os links a seguir. ACESSOS RODOVIÁRIOS aos principais portos do país já estão sendo adequados, diz Minfra. SaOPESP, 2020. AGROMAIS. Recorde em �las de portos para exportação da soja l AgroMais. YouTube, 2021. Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. INTRODUÇÃO Aula 2 TRANSPORTE FERROVIÁRIO Nesta aula, você analisará a infraestrutura ferroviária nacional, considerando os aspectos que tangem ao transporte de cargas e seus componentes, como vagões e locomotivas, bem como os índices de acidentes, emissão de gases poluentes e consumo energético. 57 minutos https://www.sopesp.com.br/2020/10/15/acessos-rodoviarios-aos-principais-portos-do-pais-ja-estao-sendo-adequados-diz-minfra/ https://www.youtube.com/watch?v=-31ZladMsvg 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 11/40 Olá, estudante! Nesta aula, você analisará a infraestrutura ferroviária nacional, considerando os aspectos que tangem ao transporte de cargas e seus componentes, como vagões e locomotivas, bem como os índices de acidentes, emissão de gases poluentes e consumo energético. Além disso, serão avaliados os impactos dos investimentos na expansão da malha e sua produtividade. Os tipos de carga serão exempli�cados, bem como os respectivos tipos de vagões. Por �m serão analisados os aspectos que compõem a integração entre a ferrovia e o porto, sendo este um aspecto de extrema importância para a e�ciência operacional na movimentação de cargas nos portos através da maximização da quantidade transportada. DIAGNÓSTICO DA INFRAESTRUTURA NACIONAL Quando comparado ao rodoviário, o transporte ferroviário é caracterizado pela grande capacidade de transporte e menores fretes de acordo com o volume transportado. Além disso, baixo consumo energético, mais segurança e menor risco de acidentes são características desse modal (RODRIGUES, 2007). Atualmente, o Brasil possui uma malha de 29,8 mil km de ferrovias, distribuída em 13 concessões ferroviárias (MINFRA, 2019). Em relação às principais desvantagens, o modal apresenta alto tempo nas operações de transbordo, baixa confiabilidade em termos de prazo de entrega e inflexibilidade de rotas (MORABITO; IANNONI, 2011). Em relação ao volume transportado, no ano de 2018, a produtividade chegou a 407 milhões de toneladas útil (TKU), uma alta de 5,8% em relação ao ano anterior (MINFRA, 2019). Desde o início das concessões à iniciativa privada, ocorridas entre 1996 e 1997, já foram investidos nas ferrovias brasileiras mais de R$ 107 bilhões, destinados, principalmente, à melhoria e à recuperação da malha, à compra e à reforma de material rodante, além da aquisição de novas tecnologias, capacitação profissional, qualificação das operações, entre outros (ANTF, 2018; ANTF, 2019). Foram transportadas 570 milhões de toneladas pelas ferrovias no ano de 2018, sendo a soja responsável por 23% dessa carga. Em 1997, as ferrovias contavam com 1.154 locomotivas, já em 2018, este montante correspondeu a 3.515 unidades, representando um aumento de 205% da frota. No mesmo período, o número de vagões passou de 43.816 para 113.680, alta de 159%. Atualmente, o setor ferroviário busca uma modernização do ambiente regulatório que dinamize o transporte de cargas através de mudanças na lei das concessões, bem como reutilização de ferrovias desativadas (ANTF, 2018; ANTF, 2019). A Figura 1 ilustra o mapa ferroviário, com as linhas em operação, desativas, planejadas e em etapa de estudo. Figura 1 | Mapa ferroviário brasileiro. 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 12/40 Fonte: adaptada de Minfra (2019). 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 13/40 Em 2018, o transporte ferroviário obteve 795 ocorrências de acidentes, com 113 vítimas fatais, valor que mostra uma alta de 8% no número de ocorrências e 20,2% no número de fatalidades. Já em relação ao gasto de energia, o transporte ferroviário apresentou valores menores do que 3 milhões de tep (Tonelada equivalente de petróleo). Em relação à emissão de dióxido de carbono (CO2), o percentual pertencente ao modal ferroviário obteve índice sempre menores do que 4% na participação do total nacional (MINFRA, 2019). Em relação aos investimentos neste modal, no âmbito do ente público federal, do total de R$ 13,9 bilhões, foram investidos 4,7%, cerca de R$ 653,3 milhões, valor muito inferior ao investido no modal rodoviário, que foi de R$ 7,46 bilhões. Quando analisado o investimento privado aplicado às concessões federais, é possível observar que o modal ferroviário obtém a maior fatia. Do total de R$ 8,1 bilhões de reais, o modal ferroviário obteve cerca de 52%, o que corresponde a R$ 4,22 bilhões (MINFRA, 2019). Figura 2 | Resumo numérico relativo à malha ferroviária nacional em 2018 segundo Minfra (2019) VIDEOAULA: DIAGNÓSTICO DA INFRAESTRUTURA NACIONAL O vídeo apresenta uma introdução ao sistema ferroviário brasileiro, com ênfase em cada uma das regiões, monstrando novos projetos ferroviários que levam em conta a importância do agronegócio nos últimos anos, bem como o planejamento de novas políticas governamentais e inserção cada vez maior da iniciativa privada no setor. PRINCIPAIS CARGAS TRANSPORTADAS O transporte ferroviário de cargas é um dos meios mecanizados de transporte pioneiros na movimentação de carga no mundo. Ele desempenha papel fundamental na logística mundial. As principais economias do mundo têm a ferrovia como um dos principais meios de transporte de cargas (ANTF, 2018). Em 2018, segundo a Revista Ferroviária, as ferrovias brasileiras transportaram 20,7% do total de cargas no país, ante 61,1% no modo rodoviário, com um aumento de pouco mais de 5% em relação ao ano anterior, quando o Brasil registrou um total de cargas transportadas por ferrovias de 15%, segundo dados da ANTF em 2018 (SGROTT, 2019). Esse índice em comparação com o percentual de países como Rússia, Canadá, Austrália, EUA e China é um tanto inferior. Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 14/40 Além de representar uma baixa porcentagem de carga transportada no Brasil, apresenta, ainda, uma baixa densidade de malha se comparada à de países com dimensões continentais como Canadá, China, Rússia, EUA e Índia; e �ca distante também se comparada a países da América Latina, como Argentina e México (SGROTT, 2019). Segundo a Agência Nacionalde Transportes Terrestres, no ano de 2018, do montante de 570 milhões de toneladas transportadas pelo transporte ferroviário, as principais cargas foram: 1. Minério de ferro. 2. Soja e farelo de soja. 3. Produtos siderúrgicos. 4. Produção do agronegócio. 5. Açúcar. 6. Carvão/coque. 7. Derivados do petróleo e álcool. 8. Extrativismo vegetal. 9. Granéis de natureza mineral. 10. Contêineres. 11. Adubos e fertilizantes. 12. Cimento. 13. Produtos da indústria de construção civil. 14. Carga geral não conteinerizada. De maneira geral, o minério de ferro, carvão coque e granéis minerais são as cargas mais representativas entre os produtos transportados pelo modal ferroviário. Apenas o minério de ferro, no ano de 2018, representou aproximadamente 77,5% do total das cargas transportadas em Toneladas Útil (ANTT, 2019). De acordo com o Anuário Estatístico dos Transportes, existem 97,4 mil vagões operacionais, sendo 49,4% deles do tipo gôndola. Já o tipo Hopper corresponde à 29,3%; o vagão tipo plataforma, fechado e tanque correspondem a, respectivamente, 8,6%, 7,1% e 5,6%. Tais vagões estão compondo cerca de 246,4 mil trens de carga (MINFRA, 2019). A Figura 3 abaixo ilustra os diferentes tipos de vagões. Figura 3 | Tipos de vagões ferroviários utilizados no transporte de carga. 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 15/40 Fonte: Minfra (2019). De maneira geral, os investimentos do Governo Federal eram insu�cientes para suprir as necessidades e, após as concessões, a União elevou seu patamar de investimentos, apesar de ainda ser pouco em comparação aos da iniciativa privada. O montante injetado pelas concessionárias ferroviárias in�uenciou, de maneira direta: A reestruturação do transporte ferroviário. A retomada da construção de outras ferrovias A signi�cativa redução no quantitativo de acidentes O aumento do número de empregos diretos e indiretos O crescimento da participação do modal ferroviário na matriz de transportes brasileira Majoritariamente, o aumento de produtividade do transporte ferroviário de cargas, com ênfase para o granel sólido mineral, que é a carga com maior volume transportada por este modal (SILVA et al., 2020). Com os investimentos públicos, novos produtos podem passar a ser transportados pelo transporte ferroviário, e, com isso, ampliar o escopo desse modal, bem como democratizar o acesso e com isso promover o desenvolvimento mais amplo. VIDEOAULA: PRINCIPAIS CARGAS TRANSPORTADAS O vídeo descreve os processos de transporte de cargas por ferrovias, por meio dos mais variados tipos de vagões, bem como as diferentes cargas. Aspectos de segurança e produtividade são exempli�cados por meio dos diferentes tipos de transporte de cargas pelo modal ferroviário. ANÁLISE DA INTEGRAÇÃO FERROVIA-PORTO A conectividade porto-ferrovia é um elemento estratégico do desenvolvimento portuário, tanto em termos econômicos quanto competitivos. A conectividade ferroviária adequada não só expande o interior do porto – e assim aumenta a captura de novos fretes e serviços de valor agregado para o porto –, como também promove o crescimento da capacidade sem afetar a relação porto-cidade, conectando processos fragmentados "espacialmente" sem congestionamento do ambiente urbano em torno do porto. Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 16/40 Segundo Burvkovskis e Palsaitis (2002) um papel muito importante na cadeia logística é desempenhado pelo transporte marítimo e ferroviário. A interação pode ser caracterizada por interesses a �m de atrair cargas e maximizar o uso da infraestrutura e, devido a novos investimentos, garantir o funcionamento do sistema multimodal por atrair novas cargas de diferentes destinos. De maneira geral, muitos fatores in�uenciam o trânsito de cargas. Os principais são os seguintes: Fatores geográ�cos e naturais. Fatores políticos, jurídicos e econômicos. Segurança, tecnologia e fatores qualitativos e quantitativos. Fatores de política de preços e tarifas. Importante! Alguns desses fatores prevalecem e são mais evidentes em um país e alguns, em outros países. Desse modo, aumentar a competitividade é necessário em primeiro lugar para desenvolver e apresentar vantagens nacionais tentando o mesmo tempo para reduzir as diferenças, entre outros fatores menos vantajosos (BURVKOVSKIS; PALSAITIS, 2002). A distribuição geográ�ca é um dos principais motores do desenvolvimento portuário com base na conectividade ferroviária. Uma combinação de alta concentração e alto volume de produção ou consumo cria as condições para alcançar a escala mínima e�ciente de operação ferroviária. Quando tais atividades ou centros populacionais estão localizados no interior, a distância promove não apenas a escala e�ciente mínima, mas também integração com um porto, criando uma rede de transporte (BURVKOVSKIS; PALSAITIS, 2002; LEAL; PERÉZ, 2012). A concentração de grandes volumes de matéria-prima produzidas em um local especí�co incentiva implantação de ferrovias por meio de economias de escala. Quando a distância dos portos é considerada, os custos do transporte rodoviário podem tornar a atividade insustentável. No caso geral, a atividade costuma ser fragmentada e dispersa em todo o interior do porto, com o resultado de que a implementação da ferrovia dependerá mais de como atividade econômica local é concentrada, bem como os volumes envolvidos e distância da costa (LEAL; PERÉZ, 2012). Por �m, tem-se que o panorama institucional possui um impacto signi�cativo sobre desenvolvimento ferroviário de várias maneiras, combinando aspectos regulatórios, o grau de fragmentação/concentração de autoridade e coordenação e in�uência dos vários níveis (local, nacional e regional) (LEAL; PEREZ, 2012). No caso do Brasil, a regulamentação do transporte ferroviário ainda é um entrave e não promove a competitividade. Além disso, a concentração de linhas férreas integradas ao porto possui maior ocorrência no Sudeste, e a maioria é especializada em certo tipo de carga, o que di�culta a 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 17/40 integração e o desenvolvimento regional (ANTF, 2019). A Figura 4, a seguir, ilustra a operação ferroviária em direção aos portos. Figura 4 | Operação Ferroviária em direção aos portos. Fonte: Minfra (2019). É possível observar que nove concessões detêm as rotas ferroviárias que se integram com o porto. Além disso, com exceção do terminal da Ponta da Madeira e o Porto de Itaqui, todos os portos localizam-se na região Sudeste e Sul, o que demonstra uma distribuição desigual e a ine�ciência logística da integração Ferrovia-Porto na infraestrutura de transporte brasileira. VIDEOAULA: ANÁLISE DA INTEGRAÇÃO FERROVIA-PORTO Nesse vídeo, é avaliada a logística da Ferrovia-Porto com aplicações em alguns portos brasileiros, com destaque para dois tipos de cargas transportadas: minério de ferro e granéis sólidos agrícolas. Aspectos relacionados aos tipos de equipamentos são exempli�cados, além da e�ciência operacional proporcionada por eles na logística de escoamento. ESTUDO DE CASO Estudante, aproveite este momento para colocar em prática tudo o que você aprendeu até aqui. Analise a situação a seguir com atenção. Imagem que você foi contratado como analista de logística para atuar na parte de gestão portuária. Cabe a você avaliar as rotas de escoamento pelo modal ferroviário de cargasa granel agrícola sólida. Para tanto, você deve avaliar as questões de infraestrutura e, principalmente, os acessos ferroviários aos portos. Você deve de�nir, também, os tipos de vagões a ser utilizados para o transporte desse tipo de carga. RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 18/40 Para resolver este Estudo de Caso, você deve avaliar as questões de infraestrutura portuária em diversas regiões do país. A carga a ser transportada é granel sólido agrícola. Portanto, você deve avaliar as concessões ferroviárias que transportam esse tipo de carga. Com base nessa análise, algumas regiões já serão pré-de�nidas. A partir daí, aspectos como distância até os terminais de transbordo e destes até os portos serão avaliados. Por �m, a última etapa será a escolha da empresa com base em políticas de preços e tarifas, bem como possíveis benefícios oriundos de aspectos de segurança e tecnologia proporcionados pelas empresas. Saiba mais Estudante, acesse os links a seguir para aprofundar seus conhecimentos. ANTF - Associação Nacional dos Transportadores Ferroviário. Informações gerais. O setor ferroviário de carga brasileiro. ANTF, 2020. VALE. Logística. Vale, 2021. HAMBURGPORTAUTHORITY. Hamburg Port Railway: Europe's leading railway port. YouTube, 2020. Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. INTRODUÇÃO Olá, estudante! Nas próximas seções você analisará a infraestrutura dutoviária do Brasil considerando os aspectos que tangem ao transporte de cargas e sua respectiva importância, tendo em mente o panorama energético nacional, com o aumento da demanda por combustíveis. Além disso, serão descritos os principais tipos de dutos, bem como suas principais cargas, a extensão da malha por tipo e algumas peculiaridades de cargas. Por �m serão analisados os aspectos que compõem a integração entre as dutovias e os portos, considerando, principalmente, a intermodalidade como vetor para a e�ciência operacional na movimentação de cargas nos portos através da maximização da quantidade transportada. Aula 3 TRANSPORTE DUTOVIÁRIO Nas próximas seções você analisará a infraestrutura dutoviária do Brasil considerando os aspectos que tangem ao transporte de cargas e sua respectiva importância, tendo em mente o panorama energético nacional, com o aumento da demanda por combustíveis. 62 minutos https://www.antf.org.br/informacoes-gerais/ http://www.vale.com/brasil/pt/business/logistics/paginas/default.aspx https://www.youtube.com/watch?v=eRAhxNEVq7Q 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 19/40 AVALIAÇÃO DA INFRAESTRUTURA ATUAL Para Ballou (2006), os serviços de transporte são oriundos de um conjunto de itens de desempenho preci�cados por seus adquirentes, cujos modais básicos são: hidroviário, rodoviários, ferroviário, aeroviário e dutoviário. Tais modais podem ser usados, também, de forma combinada. Dentro desse conceito, as dutovias abrangem o transporte efetuado no interior de linhas de tubos ou dutos, que ocorre por pressão sobre o produto a ser movimentado ou por arraste da carga mediante elemento de transporte. Desse modo, há três elementos essenciais desse modal: os terminais (que podem ser portos), os tubos e as juntas que fazem a união dos tubos (MONTEIRO, 2006 apud ANDRIOLLI, 2009). Ao considerar o Brasil em um contexto de escassez de infraestrutura, aliado ao crescente aumento no consumo de combustíveis, a necessidade de se repensar a forma de distribuição desse tipo de produto no país é essencial. As diversas modalidades de transporte, tais como rodovias, ferrovias, hidrovias e dutovias, e suas possibilidades de integração por intermodalidade, apresentam-se como alternativas à utilização de apenas um modal – no Brasil, predomina o rodoviário. Percebe-se que, nos países desenvolvidos, o transporte de combustíveis se dá, sobretudo, pelo modal dutoviário. Tal fato decorre dos baixos custos unitários dele, bem como de sua capacidade de quase não sofrer interferências externas (como, por exemplo, as climáticas). Esses fatores classi�cam o modal como extremamente atraente para esse tipo de transporte (ANDRIOLLI, 2009). A despeito dos elevados custos de implantação das dutovias, o meio de transporte possui grande e�ciência em termos econômicos para elevadas quantidades de combustíveis transportadas por longas distâncias. Sua capacidade de integração com outros modais também é vista como um uma grande vantagem. Entretanto, apesar de o transporte de gasolina no Brasil fazer uso do modal dutoviário para entrega às distribuidoras, a malha nacional, ainda hoje, possui uma densidade dutoviária muito aquém daquela veri�cada em países como Estados Unidos e Rússia, por exemplo. Em função disso, os dutos nacionais transportam uma grande variedade de produtos, o que acarreta o aumento do risco de contaminação e implica a elevação de custos para evitá- la (ANDRIOLLI, 2009). O Brasil possui uma malha dutoviária em operação, com o propósito de transportar gás natural, petróleo e seus derivados, com extensão de 32.384,72 quilômetros (MINFRA, 2021). Porém, apesar de sua grande importância, a malha de dutos do Brasil ainda é considerada pequena em comparação a outros países. Assimile! No ano de 2013, havia, em operação nos Estados Unidos, 98.026 quilômetros dutoviários de petróleo e 102.244 quilômetros de derivados de petróleo (ASSOCIATION OF OIL PIPELINES, 2016). A malha de gasodutos nos Estados Unidos possui, aproximadamente, 482.803 quilômetros de dutos destinados ao 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 20/40 transporte de gás natural (ASSOCIATION OF OIL PIPELINES, 2016). A malha dutoviária é extremamente necessária para o desenvolvimento econômico do país, principalmente por ser direcionada para o setor de petróleo e gás natural brasileiro. Entre 2000 e 2014, a participação do segmento de petróleo e gás natural no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil aumentou de 3% para 13% (PORTAL BRASIL, 2014). O aumento da produção de petróleo do pré-sal demandará investimentos na expansão da infraestrutura de dutos. Os serviços de apoio logístico, que serão necessários, devem atender à cadeia produtiva do petróleo. A Figura 1, a seguir, ilustra a malha dutoviária brasileira. Figura 1 | Malha dutoviária brasileira. 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 21/40 Fonte: Minfra (2021). 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 22/40 VIDEOAULA: AVALIAÇÃO DA INFRAESTRUTURA ATUAL O vídeo introduz o sistema dutoviário brasileiro, com ênfase na importância das cargas e a apresentação de novos projetos dutoviários, tendo em vista a crescente demanda de combustíveis nos últimos anos, bem como o planejamento de novas políticas governamentais e a inserção, cada vez maior, da iniciativa privada no setor. PRINCIPAIS CARGAS TRANSPORTADAS O modal dutoviário pode ser classi�cado de acordo com o tipo de material que transporta, sendo um modal mais especí�co, que são divididos nos seguintes grupos (CNT, 2012 apudPESSOA, 2016): Oleodutos: petróleo e seus derivados. Polidutos e alcoodutos (não derivados de petróleo): algumas cargas não derivadas do petróleo, como álcool, CO2 e CO3 também podem ser conduzidas por oleodutos. Gasodutos: o gás natural é movimentado pelos gasodutos, que são bastante similares aos oleodutos, apesar de haver algumas particularidades, principalmente no que tange ao sistema de propulsão da carga. Minerodutos: Minério, cimento e cereais: a movimentação é feita por meio de tubulações com propulsão especial, sendo capazes de impulsionar cargas em estado sólido ou mesmo pulverizadas. Também ocorre por meio de um �uido portador, a exemplo da água para o transporte do minério considerando distâncias médias e grandes ou o ar para a movimentação de cimento e cereais a curtas distâncias. Carvão e resíduos sólidos: utiliza-se um duto envolto em uma cápsula que transporta a carga por meio de uma tubulação com impulso por um �uido portador, que pode ser água ou ar. Dutos de esgoto: as águas servidas devem ser conduzidas por meio de canais próprios até um destino adequado, como uma estação de tratamento. Dutos de água: após a água ser coletada em mananciais ou fontes, ela é transportada por meio de dutovias até estações que a tratam e a distribuem para regiões urbanas e rurais, também por meio de tubulações. A estrutura de dutos envolvidos na coleta e distribuição de água potável é denominada adutora. A extensão da malha pertencente aos oleodutos é de cerca de 9.207,53 quilômetros. Já a dos aquadutos e gasodutos é de 36.571 quilômetros e 21.603,81 quilômetros respectivamente. Por �m, a extensão da malha dutoviária destinada ao transporte de produtos minerais é de cerca de 1.226,98 quilômetros. A Figura 2 ilustra a participação de cada tipo na extensão total da malha. Figura 2 | Divisão da malha dutoviária por tipo de transporte. Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 23/40 Fonte: Minfra (2021) No abastecimento de petróleo e seus derivados, o sistema de transporte foi estruturado levando em consideração as características geográ�cas das regiões produtoras de óleo e a localização das re�narias e dos polos de suprimento dos mercados consumidores. De modo geral, a grande importância do transporte no comércio de petróleo e seus derivados ocorre, principalmente, em função da grande dispersão espacial entre as zonas produtoras e os centros consumidores. Desse modo, o petróleo necessita ser transportado em grandes quantidades por longas distâncias. Somente uma combinação da utilização do modal marítimo, através de navios petroleiros, com os oleodutos possibilita o transporte de óleo de forma otimizada (BIOLCHINI, 2001 apud PESSOA, 2016). Segundo quando não há transferência direta da carga de um modal a outro nas condições em que chega ao terminal, é preciso que o terminal ou ponto de transferência esteja equipado adequadamente para efetivar tal operação. Cada tipo de carga apresenta particularidades em decorrência da necessidade de transferência entre os modos de transporte. Os oleodutos transportam também derivados de petróleo das re�narias aos terminais, estando inclusos os terminais de distribuição, com destino ao mercado consumidor. Entre esses produtos, estão os vários tipos de gasolina, diesel e querosene de aviação. 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 24/40 VIDEOAULA: PRINCIPAIS CARGAS TRANSPORTADAS O vídeo descreve os processos de transporte de cargas por dutovias, por meio dos mais variados tipos de dutos, bem como as diferentes cargas. Aspectos de segurança e produtividade são exempli�cados através dos diferentes tipos de transporte de cargas pelo modal dutoviário. INTEGRAÇÃO COM A INFRAESTRUTURA PORTUÁRIA BRASILEIRA De maneira geral, a representação do modal dutoviário é extremamente reduzida no transporte de cargas, sendo o transporte rodoviário o maior representante desse tipo de movimentação. Portanto, para a otimização do transporte das cargas dutoviárias, ao levar em consideração as características físicas, geográ�cas e de infraestrutura, diversos autores sugerem a integração da malha dutoviária com outros modais, e todos integrados com portos e terminais. Abordando a aplicação do transporte multimodal na cadeia de suprimentos de biocombustíveis nos Estados Unidos, Xie, Huang e Eksioglu (2014) destacam que, em comparação com a solução de modo único, a solução multimodal torna a cadeia de suprimentos mais adaptável à sazonalidade de matéria-prima, mais rentável, e permite o estabelecimento de políticas de manuseio mais e�cazes no que diz respeito aos limites de distância aplicáveis às entregas de veículos rodoviários (GONZAGA, 2015). Xie, Huang e Eksioglu (2014) avaliaram os custos de transporte do etanol a partir de sistemas unimodal e multimodal e constataram que os custos para os modos multimodais seriam 25% menores que os veri�cados nos unimodais. Esse fato pode ser explicado pela economia de escala que é obtida quando é realizada a escolha do modo de transporte mais adequado em função do volume de carga (GONZAGA, 2015). Sistemas multimodais são menos sensíveis a custos por restrições de distância. Eles podem permitir que as transportadoras que os adotem se bene�ciem tanto da lucratividade resultante do transporte a longas distâncias quanto das curtas. No Brasil, há, atualmente, um sistema de dutos e hidrovias em implantação. Segundo EPE (2014), quando todos os trechos estiverem concluídos, o sistema passará por 5 estados e 45 municípios da região Centro-Sul. O empreendimento terá 1.330 km de extensão, com capacidade para transportar, anualmente, 22 milhões de m3 de etanol e capacidade total de armazenamento de 1,2 milhões de m3. Na Figura 3, observa-se que a maioria dos dutos que se integram com os portos já estão na região litorânea, em especial, no estado do Rio de Janeiro, tendo em vista as atividades petrolíferas na região. A expansão da malha, segundo o Ministério da Infraestrutura, se localiza majoritariamente na região Norte e Nordeste, tendo em vista a crescente importância do Arco Norte e a conexão da infraestrutura de transporte nacional (MINFRA, 2021). Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 25/40 Figura 3 | Integração da malha dutoviária com portos e terminais. 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 26/40 Outro exemplo de integração entre os sistemas se dá pela iniciativa privada, que tem feito investimentos para otimização e adequação na malha de transporte brasileira. Tendo como exemplo a Odebrecht TransPort – uma associação com Petrobras, Camargo Corrêa, Cosan Açúcar e Álcool, Copersucar e Uniduto Logística –, que concebeu um projeto para construção de um sistema logístico intermodal composto por uma rede de polidutos. Tal sistema consiste na armazenagem de longa distância para combustíveis claros. O objetivo é integrar dutos aos modais ferroviário, rodoviário e marítimo – estes considerados essenciais no processo de exportação. A capacidade estimada de transporte está prevista em 21 bilhões de litros por ano e a meta de diminuição de custos de transporte é de 20% (NOVONOR, 2011). Importante!A integração entre os diversos tipos de modais de transporte possibilita a abrangência de vários estados- chave brasileiros produtores de etanol. Portanto, está clara a necessidade de investimentos no setor como uma tentativa de garantir e promover a ampla competitividade mediante o mercado (COLETI; OLIVEIRA, 2019). VIDEOAULA: INTEGRAÇÃO COM A INFRAESTRUTURA PORTUÁRIA BRASILEIRA No vídeo, é avaliada a logística da Dutovia-Porto com aplicações em alguns portos brasileiros, considerando dois tipos de cargas transportadas: petróleo e derivados e minerais. Tipos de tecnologias utilizadas e intermodalidade são exempli�cados, além da e�ciência operacional e segurança proporcionada por elas na logística de escoamento brasileira. ESTUDO DE CASO Estudante, para pôr em prática os conhecimentos consolidados até aqui, avalie a situação descrita a seguir e sugira soluções. Você foi contratado como gestor portuário de uma empresa que gerencia terminais de movimentação de etanol no país. Tendo em vista que a empresa está buscando a expansão dos seus negócios, você deve avaliar as dutovias em operação no país, as que estão em planejamento e execução e a integração destas com os portos. Com base nessas informações, você deve propor medidas que aumentem o desempenho e propiciem ganhos de otimização na empresa. RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 27/40 Para resolver esse problema, você deve considerar, primeiramente, as dutovias que exportam o etanol. Além disso, é preciso avaliar aquelas que possuem integração com os portos. Após essa etapa, a malha dutoviária em planejamento e execução deve ser considerada em termos de projeções futuras, tendo em mente o aumento da demanda por combustíveis e o crescente número de automóveis e motocicletas no país. Depois, você deve propor a intermodalidade entre as rotas de escoamento a �m de propiciar ganhos econômicos para a empresa, bem como otimização da infraestrutura do transporte de cargas brasileiro. Saiba mais Estudante, que tal se aperfeiçoar em transporte dutoviário? Acesso os links a seguir e aprofunde seus estudos. BRASIL. Ministério de Minas e Energia. Assessoria de Comunicação Social. MME viabiliza investimentos da ordem de R$ 110 milhões em dutovias para a movimentação de combustíveis. Governo Federal, Brasília, 2021. FRENTE PARLAMENTAR FRENLOGI. Frenlogi - Sistema Dutoviário. YouTube, 2020. BRASFOND. Pipeline Construction System. YouTube, 2015. Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. INTRODUÇÃO Olá, estudante! Nesta aula, você analisará a infraestrutura aquaviária do Brasil, considerando os aspectos que tangem ao transporte de cargas e sua respectiva importância, tendo em mente as características dos diferentes tipos de navegação, como interior, cabotagem e longo curso. São discutidos tópicos acerca da construção de uma hidrovia, o diagnóstico da infraestrutura atual em comparação com outros países, bem como a movimentação dos tipos de carga. Por �m, os temas são abordados do ponto de vista de investimento nas hidrovias e em instalações portuárias, bem como a Aula 4 TRANSPORTE AQUAVIÁRIO Nesta aula, você analisará a infraestrutura aquaviária do Brasil, considerando os aspectos que tangem ao transporte de cargas e sua respectiva importância, tendo em mente as características dos diferentes tipos de navegação, como interior, cabotagem e longo curso. 59 minutos https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/mme-viabiliza-investimentos-da-ordem-de-r-110-milhoes-em-dutovias-para-a-movimentacao-de-combustiveis https://www.youtube.com/watch?v=amfzvYF9WD4 https://www.youtube.com/watch?v=XcF0DhzLSRU 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 28/40 comparação dos modais, levando em conta aspectos como tempo de entrega, perdas, danos e custo. PRINCIPAIS TIPOS DE NAVEGAÇÃO O transporte por alto mar pode ser diferenciado do transporte por vias navegáveis no interior do continente (BOWERSOX; CLOSS; COOPER, 2006) Para Pompermayer, Campos Neto e Paula (2014, p. 7), o transporte aquaviário congrega os seguintes modos: Marítimo: caracteriza-se pelas navegações de cabotagem, realizada entre portos ou pontos de um mesmo país utilizando via marítima e/ou vias navegáveis interiores, em longo curso, entre portos de diferentes países (BRASIL, 1997). Fluvial e lacustre: são caracterizados pelo transporte hidroviário interior, de�nido como aquele realizado em hidrovias interiores, seja em percurso nacional ou internacional (BRASIL, 1997). Ademais, a navegação interior é caracterizada levando em consideração a carga transportada – mercadorias ou passageiros – bem como o sentido em que se desenvolve – longitudinal ou transversal – em relação ao curso do rio. Atenção! As navegações de longo curso e de cabotagem podem ocorrer por vias navegáveis interiores, como no caso do transporte de mercadorias entre portos �uviais (no rio Amazonas e sua foz) e marítimos (ao longo da costa marítima brasileira e de outros países) (POMPERMAYER; CAMPOS NETO; PAULA, 2014, p. 16) e dos navios de grande porte que transitam pela Lagoa dos Patos até o porto de Porto Alegre (POMPERMAYER; CAMPOS NETO; PAULA, 2014; BENDER, 2017). A Figura 1, a seguir, ilustra a malha aquaviária brasileira. Figura 1 | Malha aquaviária brasileira. 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 29/40 Fonte: Minfra (2021). 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 30/40 Dentro desse contexto, é necessário de�nir o que é uma hidrovia. Conforme Pompermayer, Campos Neto e Paula (2014), entende-se por hidrovia um rio navegável que conta com intervenções diversas e normatizações necessárias para garantir, além da segurança para a navegação, a sustentabilidade do recurso e o uso múltiplo das águas. Rodrigues (2009) pontua que muitos de nossos rios são vias naturalmente navegáveis, necessitando de poucas intervenções para o seu pleno aproveitamento. Contudo, com o aumento do �uxo de pessoas, mercadorias, embarcações e das dimensões destas, um longo e especializado trabalho de engenharia passou a ser exigido para transformar um curso d’água em uma hidrovia explorável comercialmente (BENDER 2017; RODRIGUES, 2009). Para Rodrigues (2009), a viabilidade de uma hidrovia deve ser analisada sob vários aspectos e com base em diversos estudos. De maneira geral, a análise do viés econômico deve ser antecedida por estudos que sinalizem a viabilidade da hidrovia de maneira técnica, o que depende das características do ponto de vista da morfologia do rio, bem como da tecnologia à disposição e da logística. Por �m, também devem ser levantados os impactos socioambientais decorrentes da implantação de uma hidrovia (RODRIGUES, 2009). Figura 2 | Porto de Itajaí (SC). Fonte: Shutterstock. Além das condições de navegabilidade para a exploração comercial ocorrer numa hidrovia, é necessária a construção de portos, terminais, armazéns, e outras instalações a �m de atender o transporte de cargas e passageiros (RODRIGUES, 2009). Alfredini e Arasaki (2009) ponderam que as instalações portuárias �uviais são, em sua maioria, menores e menos complexas do que as marítimas, pois di�cilmente necessitam de obras deabrigo contra as ondas. Além disso, os portos marítimos precisam de instalações maiores e equipamentos portuários mais complexos em virtude do maior porte de suas embarcações. Em contraponto, o transporte hidroviário depende das restrições de navegabilidade em rios, lagos e canais, que, em geral, inexistem no transporte marítimo (BENDER, 2017; POMPERMAYER; CAMPOS NETO; PAULA, 2014). 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 31/40 VIDEOAULA: PRINCIPAIS TIPOS DE NAVEGAÇÃO Nesse vídeo, você é introduzido ao sistema aquaviário brasileiro, com ênfase nas hidrovias. O vídeo também aborda a importância das cargas, visando a crescente demanda do agronegócio nos últimos anos, bem como os desa�os referentes ao planejamento de novas hidrovias a �m de viabilizar a otimização do transporte de cargas. DIAGNÓSTICO DA INFRAESTRUTURA ATUAL O Brasil dispõe de apenas 2,3 km de vias interiores economicamente utilizáveis para cada 1.000 km² de área, enquanto países de dimensões semelhantes, como China e Estados Unidos, possuem, respectivamente, 11,5 km e 4,2 km por 1.000 km² de área. Se a malha aquaviária brasileira total, cerca de 63 mil km potenciais, fosse utilizada, tal densidade aumentaria para 7,4 km por 1.000 km² de área. Segundo a Confederação Nacional dos Transportes, em 2016, a extensão de vias interiores utilizadas no Brasil era 7,1% inferior à extensão em uso nos anos de 2010/2011 e 11,7% menor do que a de 2013 (CNT, 2019). A redução na extensão navegada é explicada por questões naturais e climáticas (tais como os dé�cits de precipitação pluviométrica e os baixos níveis hidrométricos em determinadas regiões), mas também pela falta de con�ança quanto à navegabilidade de alguns trechos – resultado do baixo investimento em monitoramento constante e manutenção das vias interiores (por meio de dragagens, derrocamentos, sinalização e balizamento). Atenção! As maiores extensões navegáveis do Brasil estão localizadas nas regiões hidrográ�cas Amazônica (cerca de 16 mil km) e Tocantins/Araguaia (aproximadamente 1,4 mil km). Essas extensões são, de fato, utilizadas, mas o potencial é ainda maior (CNT, 2019). A Figura 3 mostra a movimentação do transporte aquaviário de 2010 até 2018, levando em consideração os respectivos tipos de navegação (longo curso, cabotagem e navegação interior). De maneira geral, a navegação de longo curso representa a maior percentagem no transporte de cargas, com valores sempre próximos de 80%. Em seguida, o transporte por cabotagem, com grandes perspectivas de crescimento. Por �m, tem-se a navegação interior, que ganha importância principalmente ao se levar em consideração o agronegócio, bem como a região conhecida como Arco Norte (MINFRA, 2019). Figura 3 | Movimentação por tipo de navegação aquaviária. Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 32/40 Entre os principais grupos de mercadorias transportados pelas hidrovias brasileiras, do total de 1.025,3 milhões de toneladas, evidencia-se o seguinte: O granel sólido representa cerca de 66,3%, valor este correspondente a, aproximadamente, 680 milhões de toneladas. O segundo grupo mais representativo é o granel líquido, com 201 milhões de toneladas. Por �m, estão os conteineres e carga geral, com 9,6% e 4,4%, valores esses equivalentes a 98 milhões e 45 milhões, respectivamente. Ainda sobre o tipo de mercadorias, há, dentro dos grupos de carga, o petróleo e seus derivados como maior produto movimentado, com 71,6%, seguido de contêineres com 8,3% e bauxita com 7,6% (MINFRA, 2019). Figura 4 | Transporte de commodities no rio Tietê. Fonte: Shutterstock. Fonte: Minfra (2018). 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 33/40 Entre 2017 e 2018, ocorreu um aumento na movimentação de cargas nos três tipos de navegação aquaviária, possuindo a cabotagem o maior percentual (+4,5%), valor esse que corresponde a um acréscimo de 6,5 milhões de toneladas. Em seguida, tem-se o aumento de 2,5% no transporte por longo curso, somando um total de 20 milhões de toneladas. Por �m, o transporte por vias interiores apresentou um aumento de 1,2 milhões de toneladas, cerca de +3,3% (MINFRA, 2019). Figura 5 | Variação na movimentação por tipo de navegação. Fonte: Minfra (2021). VIDEOAULA: DIAGNÓSTICO DA INFRAESTRUTURA ATUAL O vídeo descreve a evolução do transporte aquaviário, por meio das mudanças que in�uenciaram os diferentes tipos de navegação no transporte de cargas pelas vias navegáveis brasileiras nos últimos anos. Aspectos de segurança e produtividade, bem como os desa�os, são exempli�cados por meio das características da malha nacional. PERSPECTIVAS ATUAIS E FUTURAS DE INVESTIMENTOS E ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE OS MODAIS Segundo o Ministério da Infraestrutura, no ano de 2018, foram investidos cerca de R$ 175,1 milhões, sendo R$ 109,6 milhões em obras como melhoramento no canal de navegação hidroviária e R$ 64,8 milhões na construção de terminais na região Norte, tendo em vista a crescente perspectiva do Arco Norte, principalmente. Além disso, foram investidos R$ 551,2 mil na manutenção de hidrovias e R$ 60,9 mil na recuperação de infraestrutura de terminais hidroviários (MINFRA, 2019). Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 34/40 Em relação ao investimento público, o Ministério da Infraestrutura o classi�cou em duas vertentes: hidrovias e instalações portuárias públicas de pequeno porte (IP4). Em 2018, foram priorizadas ações de manutenção das condições de navegabilidade em aproximadamente 6.000 km de hidrovias federais. Foram consideradas as Hidrovias do Amazonas, Madeira, Tapajós, Mamoré, Tocantins, São Francisco, Paraguai, Tietê-Paraná e do Mercosul. Por �m, em relação às instalações portuárias públicas de pequeno porte (IP4), foram disponibilizados R$ 18,1 milhões, com 15 obras em andamento e 6 concluídas, todas na região Norte (MINFRA, 2019). Tendo em vista a conclusão dos aspectos referentes ao transporte aquaviário, bem como a caracterização dos diferentes modais de transporte de cargas utilizados no Brasil, é necessário realizar uma comparação acerca das possíveis vantagens e desvantagens em termos operacionais, econômicos e socioambientais. Segundo Ballou (2010), considerando aspectos como custo, tempo médio de entrega, variabilidade do tempo de entrega (absoluto) em relação ao tempo médio de entrega e perdas e danos, a comparação entre os modais de transporte de cargas está expressa na tabela 1 a seguir. Tabela 1 | Comparação dos modos de transporte. Fonte: Ballou (2010). Ao analisar a tabela e se considerar, por exemplo, o transporte aquaviário, percebe-se que o seu custo é extremamente baixo quando comparado com o transporte rodoviário, porém é necessário levar em consideração a economia de escala, ou seja, quanto maior a quantidade transportada pelo modal aquaviário, mais ele será viável. Além disso, o tipo de carga também interfere muito no processo, pois o tempo de viagem é bem menor em comparação com outros modais, e isso in�uencia a perecibilidade da mercadoria transportada. Importante! Percebe-se que não existe apenas um tipo de transporte que seja o mais adequado para transportarcarga, pois existe uma série de variáveis que in�uenciam a e�ciência operacional da movimentação de mercadorias. Portanto, o gestor portuário, apesar de possuir como foco a questão do transporte aquaviário e a infraestrutura portuária, deve analisar, de maneira integrada, todos os tipos de transporte de carga. 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 35/40 VIDEOAULA: PERSPECTIVAS ATUAIS E FUTURAS DE INVESTIMENTOS E ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE OS MODAIS Nesse vídeo, são avaliados alguns investimentos no transporte aquaviário por área geográ�ca, com ênfase na região do Arco Norte. Além disso, a análise comparativa dos diferentes modos de transporte de cargas é contemplada com diferentes tipos de cargas a �m de promover a clareza acerca da importância de promover a intermodalidade. ESTUDO DE CASO Estudante, que tal colocar em prática tudo o que você aprendeu até aqui? Analise a situação atentamente para propor uma solução. Você foi contratado como analista de logística para atuar na parte de gestão portuária, e cabe a você avaliar as rotas de escoamento pelo modal aquaviário de cargas a granel agrícola sólida para a região Norte e Sudeste. Para tanto, você deve avaliar as questões de infraestrutura e, principalmente, os acessos terrestres aos portos e terminais. Além disso, você deve avaliar, também, as características das bacias hidrográ�cas presentes nas regiões de interesse a �m de elencar as principais características dela, bem como os desa�os a serem vencidos para o transporte de carga. RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO Para resolver essa demanda, você precisa avaliar as questões de infraestrutura aquaviária nas duas regiões em questão, Norte e Sudeste do país. A carga a ser transportada é granel sólido agrícola, portanto é necessário conhecer as características das vias navegáveis que transportam esse tipo de carga. Com base nessa análise, algumas rotas já serão pré-de�nidas. A partir daí, aspectos como distância até os terminais de transbordo e deles até os portos serão avaliados. Por �m, a última etapa será a avaliação das bacias hidrográ�cas às quais as rotas de escoamento pertencem. Aspectos como investimentos previstos são importantes, principalmente se considerarmos perspectivas futuras de oferta e demanda que carregarão essas rotas de escoamento. Saiba mais Estudante, potencialize seus estudos acessando as leituras sugeridas a seguir. Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 9/2/23, 5:38 PM ldd_wl_221_u2_ges_ope_por https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=natalileitesilveira%40gmail.com&usuarioNome=NATALI+DE+OLIVEIRA+LEITE+SILVEIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3678316&ati… 36/40 BOLETIM AQUAVIÁRIO. Governo Federal. Ministério da Infraestrutura. 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