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ArQUITETURA BIOCLIMÁTICA: 
Estudo de caso
Brasília
O clima da região:
Caracterizada pelo clima Tropical de Altitude, a cidade de Brasília é identificada por duas estações nitidamente distintas: quente e úmida (outubro a abril) e seca (maio a setembro).
Nos períodos de seca, a umidade do ar pode chegar aos 12%, 10%. Por isso é comum relacionarem o clima de Brasília ao do Deserto do Saara, mas esses números acontecem somente durante algumas horas nos períodos mais críticos da estiagem.
Com um inverno seco e relativamente frio, a temperatura pode chegar aos 12,5 graus nas mínimas das madrugadas de julho, o mês mais frio na cidade. Em áreas menos urbanizadas, esse número pode cair para cerca de 10 a 5 graus.
Para aliviar esses períodos de seca foi criado um lago artificial para aumentar a umidade do ar na região, o Lago Paranoá. O qual é cercado por clubes, bares e restaurantes, também utilizado para lazer.
No período de chuvas, o calor é intenso e pode chegar às máximas de 28 a 32 graus. Essas chuvas geralmente são de grande intensidade e curta duração: as típicas chuvas de verão.
Mas na maior parte do ano, o clima em Brasília é ameno e agradável com uma temperatura média de 24 graus, oscilando entre 22 e 28. 
As águas de março que fecham o verão às vezes se estendem até meados de abril. Com a queda de temperatura maior à noite, o dia continua quente, mas nem tanto. No final de abril e início de maio essa queda acentua-se ainda mais, chegando à temperatura mínima de 15 graus à noite e máxima de 26 graus de dia. Nessa época as chuvas já são mais escassas, o que naturalmente faz a umidade do ar baixar.
Carta Bioclimática:
Estratégias:
A carta está subdividida em 12 zonas; (1) zona de conforto, (2) zona de ventilação, (3) zona de resfriamento evaporativo, (4) zona de massa térmica para resfriamento, (5) zona de ar condicionado, (6) zona de umidificação, (7) zona de aquecimento solar passivo (massa térmica), (8) zona de aquecimento solar passivo, (9) zona de aquecimento artificial, (10) zona de ventilação/massa térmica, (11) zona de ventilação/massa/resfriamento evaporativo e (12) zona de massa térmica/resfriamento evaporativo. 
Através da análise bioclimática foram identificadas as estratégias mais adequadas às solicitações do clima, para edificações em Brasília. Podemos citar a ventilação, a inércia térmica, o resfriamento evaporativo e a redução dos ganhos de calor através do sombreamento e da reflexão, para a situação de calor, e a inércia térmica com aquecimento solar passivo, para a situação de frio.
Câmara Legislativa do Distrito Federal: autoria dos Arquitetos Mario Willian Del Sarto e Gilson M. Carias 
Câmara Legislativa do Distrito Federal
A proposta arquitetônica empregada, demonstra clara intenção de adaptação ao clima local. A arquitetura do edifício promove a circulação e renovação do ar interno através de divisórias duplas, com entrada de ar pelo piso e saída pela área central da cobertura. Além de utilizar “cortinas” de vegetação nas fachadas e pátio interno, e grandes beirais para proteção da fachada contra radiação solar direta.
Foram implementadas no edifício as estratégias de resfriamento evaporativo por microaspersão, o isolamento térmico da cobertura, o uso de cor branca na cobertura e a alteração do sistema de renovação do ar.
Obras de João da Gama Filgueiras Lima (Lelé): os Hospitais da Rede Sarah Kubitschek – BRASÍLIA
Os projetos de Lelé possuem grandes preocupações com a qualidade do ambiente, com a paisagem, com o ambiente construído, com o conforto ambiental, sendo o fator que mais o diferencia, a busca de tecnologia para melhoria do espaço construído. Seu partido arquitetônico tem início sempre de uma análise detalhada do terreno, seu entorno, posição do edifício em relação ao norte, ventos predominantes, insolação e paisagem natural. 
Os Hospitais da Rede Sarah possuem características comuns como: aberturas que deixam a luz solar passar (mesmo em um país tropical como o Brasil, ele consegue realizar interação das condições ambientais do local com as necessidades ambientais do ser humano), brise-soleil, shed (controla a iluminação), proporciona iluminação zenital, controla a ventilação natural por meio da ventilação cruzada, ventos dominantes e exaustores, e ainda, utiliza-se de galerias que captam estes ventos para renovação do ar como leito de tubulações. 
Fontes:
http://www.labeee.ufsc.br/sites/default/files/publicacoes/dissertacoes/DISSERTACAO_Alexandra_Maciel.pdf
http://www.meiamaratonadebrasilia.com.br/index.php/lorem-ipsum-ii/clima-de-brasilia
http://www.cbmet.com/cbm-files/14-d8b06d60eef20a3ff2279dfb73bac670.pdf
http://www.mackenzie.br/fileadmin/Graduacao/FAU/Publicacoes/PDF_IIIForum_a/MACK_III_FORUM_GISLENE_RIBEIRO.pdf
Grupo:
Daniela Silva Pelisson
Maria Carolina Carreiro
Melline Campos Gois