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Prof. Jorge Augusto UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * * * Ginástica Laboral Prof. Jorge Augusto Especialista em Educação Física Escolar * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Palavras: Dinâmica para Construção dos Conceitos PREVENÇÃO RELAXAMENTO SAÚDE INTEGRAÇÃO POSTURA ABSENTEISM AUTO-ESTIMA MOTIVAÇÃO PRODUÇÃO EDUCAÇÃO * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Conceitos SEGUNDO LIMA (2003): “CONJUNTO DE PRÁTICAS FÍSICAS, ELABORADAS A PARTIR DA ATIVIDADE PROFISSIONAL EXERCIDA DURANTE O EXPEDIENTE, QUE VISA COMPENSAR AS ESTRUTURAS MAIS UTILIZADAS NO TRABALHO E ATIVAR AS QUE NÃO SÃO REQUERIDAS, RELAXANDO-AS E TONIFICANDO-AS.” SEGUNDO FONTES (2001): “É UMA ATIVIDADE FÍSICA DIÁRIA, REALIZADA NO LOCAL DE TRABALHO, COM EXERCÍCIOS DE COMPENSAÇÃO PARA MOVIMENTOS REPETIDOS, PARA A AUSÊNCIA DE MOVIMENTOS E PARA POSTURAS INCORRETAS NO LOCAL DE TRABALHO.” SEGUNDO REALCE (2001): “SÃO EXERCÍCIOS DIÁRIOS QUE VISAM NORMALIZAR CAPACIDADES E FUNÇÕES CORPORAIS PARA O DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO, DIMINUINDO A POSSIBILIDADE DE COMPROMETIMENTO DA INTEGRIDADE DO CORPO.” * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * SEGUNDO KOLLING (1980): “É UM REPOUSO ATIVO, QUE APROVEITA AS PAUSAS REGULARES DURANTE A JORNADA DE TRABALHO, PARA EXRCITAR OS MÚSCULOS CORRESPONDENTES E RELAXAR OS GRUPOS MUSCULARES QUE ESTÃO EM CONTRAÇÃO DURANTE O TRABALHO, TENDO COMO OBJETIVO A PREVENÇAÕ DA FADIGA.” SEGUNDO LIMA E COLABORADORES (1998): “É A PRÁTICA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS REALIZADOS COLETIVAMENTE DURANTE A JORNADA DE TRABALHO, PRESCRITO DE ACORDO COM A FUNÇÃO EXERCIDA PELO TRABALHADOR. ESSA PRÁTICA TEM COMO FINALIDADE PREVENIR DOENÇAS OCUPACIONAIS E PROMOVER O BEM-ESTAR INDIVIDUAL POR INTERMÉDIO DA CONSCIÊNCIA CORPORAL: CONHECENDO, RESPEITANDO, AMANDO E ESTIMULANDO O PRÓPRIO CORPO.” Conceitos * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Para que nos aprofundemos nesta área é preciso entender o início das relações trabalhistas a fim de compararmos passado e presente para que possamos imaginar um futuro propício (ou não) para a prática da GL dentro das empresas. Contexto Histórico * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Contexto Histórico A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA A HUMANIDADE Revolução industrial : foi a passagem da manufatura para a maquinofatura, acelerando todos os processos de produção industrial e transformando profundamente todas as relações sociais que continuam repercutindo até os dias atuais. * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * “SENTA QUE LÁ VEM HISTÓRIA ” EXIBIÇÃO DE TEMPOS MODERNOS E POSTERIORMENTE COMENTÁRIOS / DISCUSSÕES * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Visão do Homem-Máquina Jornada de trabalho diária de até 16 horas; Quase não haviam intervalos; Crianças e mulheres não tinham regalias e faziam o mesmo serviço dos homens, porém ganhando muito menos; Não existiam quaisquer direitos trabalhistas; Não existia ergonomia. Na época da Revolução Industrial o homem era visto literalmente como máquina: * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * ERGONOMIA ??? SEGUNDO MONTMOLLIN (1971): “É A TECNOLOGIA DAS COMUNICAÇÕES HOMEM-ÁQUINA.” SEGUNDO LEPLAT (1972): “ É UMA TECNOLOGIA E NÃO UMA CIÊNCIA, CUJO OBJETO É A ORGANIZAÇÃO DOS SISTEMAS HOMENS-MÁQUINA.” SEGUNDO WISNER (1972): “ É O CONJUNTO DE CONHECIMENTOS CIENTÍFICOS RELATIVOS AO HOMEM E NECESSÁRIOS A CONCEPÇÃO DE INSTRUMENTOS, MÁQUINAS E DISPOSITIVOS QUE POSSAM SER UTILIZADOS COM O MÁXIMO DE CONFORTO E EFICÁCIA.” * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * SEGUNDO SELF (1970): “ REÚNE OS CONHECIMENTOS DA FISIOLOGIA E PSICOLOGIA, E DAS CIÊNCIAS VIZINHAS APLICADAS AO TRABALHO HUMANO, NA PERSPECTIVA DE UMA MELHOR ADAPTAÇÃO AO HOMEM DOS MÉTODOS, MEIOS E AMBIENTES DE TRABALHO.” SEGUNDO GRANDJEAN (1968): “ É UMA CIÊNCIA INTERDISCIPLINAR. ELA COMPREENDE A FISIOLOGIA, A ANTROPOMETRIA E A PSICOLOGIA DO TRABALHO. O OBJETIVO PRÁTICO É A ADAPTAÇÃO DO POSTO DE TRABALHO, DOS INSTRUMENTOS, DAS MÁQUINAS, DOS HORÁRIOS, DO MEIO AMBIENTE ÀS EXIGÊNCIAS DO HOMEM.” SEGUNDO MURREL (1968): “É O ESTUDO CIENTÍFICO DAS RELAÇÕES ENTRE O HOMEM E O SEU AMBIENTE DE TRABALHO.” ERGONOMIA ??? * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Qual são os Impactos da Ergonomia para os Trabalhadores? Melhores condições gerais no ambiente de trabalho: iluminação, resfriamento, aquecimento, qualidade do ar, exposição ao sol, espaço etc ; Desenvolvimento de novos materiais, ferramentas e equipamentos ajustáveis: tamanho, altura, largura, posição etc; Epi’s: equipamentos de proteção individual; Prevenção de doenças ocupacionais ( LER /DORT). * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Doenças Ocupacionais ? PRINCIPAIS DOENÇAS OCUPACIONAIS: LER E DORT LER – LESÕES POR ESFORÇOS REPETITIVOS DORT – DISTÚRBIOS (DOENÇAS) OSTEOMUSCULARES RELACIONADOS AO TRABALHO * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * EXEMPLOS DE ESFORÇOS LABORAIS REPETITIVOS * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * LOCAIS DE MAIOR INCIDÊNCIA DAS LER / DORT 1- Região cervical 2- Ombros 3- Mão e punho 4- Cotovelo 5- Região lombar * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * TIPOS MAIS COMUNS • TENOSSINOVITE: inflamação do tecido que reveste os tendões. • TENDINITE: inflamação dos tendões. • EPICONDILITE: inflamação das estruturas do cotovelo. • BURSITE: inflamação das bursas (pequenas bolsas que se situam entre os ossos e tendões das articulações do ombro). • MIOSITES: inflamação dos músculos. • SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO: compressão do nervo mediano na altura do punho. • SÍNDROME CERVICOBRAQUIAL: compressão dos nervos em coluna cervical. • SÍNDROME DO DESFILADEIRO TORÁCICO: compressão do plexo (nervos e vasos) . • SÍNDROME DO OMBRO DOLOROSO: compressão de nervos e vasos em região do ombro. * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * GRAUS DOS DISTÚRBIOS OCUPACIONAIS 1° GRAU: sensação de peso e desconforto com pontadas ocasionais, havendo melhora com repouso; embora a dor seja leve e fugaz, toda mobilização deve ocorrer para uma boa expectativa de recuperação. 2° GRAU: A dor mais intensa com sensação de formigamento e calor, manifestação de dor inclusive nas tarefas domésticas com leve atenuação no repouso; sente-se nesta fase um decréscimo produtivo com riscos de permanência no emprego; visto que a produtividade é um dos fatores preponderantes na avaliação do desempenho dos trabalhadores. A expectativa de recuperação ainda razoável. * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * GRAUS DOS DISTÚRBIOS OCUPACIONAIS 3° GRAU: Dor forte persistindo ainda com repouso; perda da força muscular, com tarefas domésticas executadas ao mínimo. Neste estágio temos dor crônica que às vezes não cede com medicação nem com o repouso; dor espontânea que exacerba com certos movimentos e com o nervosismo.Pode haver perturbação do sono. A dor insuportável, às vezes, é precedida de formigamentos, pontadas, choques, agulhadas, queimação, perda de força na mão etc. . Reservas quanto à recuperação. 4° GRAU: Dor às vezes insuportável, perda da força e dos controles musculares; As atrofias dos membros são muito comuns; A dor pode se tornar insuportável, e até atividades comuns da vida diária, como escovar dentes e cabelos, tornam-se impraticáveis. Nessa última fase, muitos pacientes recebem injeções de drogas potentes para aliviar a dor e alguns chegam até a passar por cirurgias, agravando ainda mais seus problemas; invalidez para qualquer tarefa produtiva, depressão, angústia e perda de produtividade.Expectativa sombria quando não for até negativa de recuperação. * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * COMO PREVENIR ? Seguir os preceitos ergonômicos; Melhorar a postura; Revezar os membros no caso de atividades simples (mão direita / esquerda); Tirar pequenas pausas durante o trabalho para evitar a fadiga; Utilizar os EPI’s; Diminuir as cargas; Dormir bem; Evitar o estresse desnecessário; Praticar uma atividade física regular; Participar regularmente de sessões de ginástica laboral. * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * BREVE HISTÓRICO DA GINÁSTICA LABORAL No mundo: a primeira referência formal desta modalidade surgiu em 1925, na Polônia, a partir do pequeno livro chamado a ginástica de pausa. Nesta época a Rússia e a Holanda já aplicavam a ginástica de pausa. Em 1928 surgiu no Japão a ginástica laboral, uma atividade diária para descontração e cultivo da saúde para os funcionários dos correios, sendo difundida para todo o mundo logo em seguida. No Brasil: a Ginástica Laboral foi introduzida por executivos nipônicos em 1969, na empresa Ishikawajima do Brasil estaleiros S.A. localizada no Rio de Janeiro. * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * TIPOS Aquecimento ou preparatória: ginástica com duração de 10 minutos, realizadas antes do início da jornada de trabalho, com o objetivo de preparar os trabalhadores para as atribuições diárias; Compensatória ou de pausa: ginástica com duração de 10 a 15 minutos, realizada durante a jornada de trabalho, com o objetivo de compensar a repetição de movimentos ou imobilização de membros por longos períodos; Relaxamento ou de final de expediente: ginástica com duração de 10 minutos, realizadas depois da jornada de trabalho, com o objetivo de oxigenar as estruturas musculares envolvidas na tarefa diária. * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * METODOLOGIA INDICADA Para que tenhamos resultados realmente mensuráveis os empregados devem ter no mínimo duas sessões semanais de 07 a 20 minutos de atividade. As aulas deverão conter exercícios de alongamento, exercícios respiratórios, técnicas básicas de massagem e auto-massagem, relaxamentos, jogos e dinâmicas de grupo, entre outros. * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * MATERIAIS E EQUIPAMENTOS Poderão ser utilizados: carrinhos de massagens, bolas de tênis, bolas plásticas(tipo piscina de bolinhas), elásticos, bastões, cordas...; Importância da música como ferramenta de trabalho. Este ponto vai depender da proposta individual de cada professor e de suas abordagens a partir das definições da empresa: * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * ALONGAMENTO E FLEXIBILIDADE Diferença entre alongamento e flexibilidade; Mitos e Consensos sobre a Flexibilidade; Fatores Determinantes; Benefícios dos Alongamentos; Tipos de Alongamentos; Alongamentos x Respiração Alguns Toques * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Alongamento X Flexibilidade Alongamento: É o conjunto de técnicas utilizadas para se manter ou para se aumentar a amplitude de movimentos. Flexibilidade: É o grau máximo de amplitude de uma articulação, dentro dos limites morfológicos e anatômicos, sem o risco de ocorrência de lesões. * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Mitos e Consensos sobre a Flexibilidade Povão e Atletas - É bem verdade que não podemos comparar a flexibilidade das pessoas comuns com a dos atletas pelo simples fato da necessidade do uso diário do corpo. Um atleta precisa de mais amplitude articular para executar tarefas esportivas de acordo com a complexidade dos movimentos exigidos na modalidade. As pessoas comuns têm mais ou menos flexibilidade dependendo também das tarefas funcionais do tipo andar, correr para atravessar ruas, ir ao mercado, subir escadas, amarrar os sapatos, pegar objetos num lugar alto e etc. A Genética - É evidente que as pessoas com mais flexibilidade natural têm mais facilidade de aprendizado e ou aperfeiçoamento de gestos motores desportivos. Não é difícil depararmos com pessoas que mesmo sedentárias conservam uma facilidade impressionante de, por exemplo, flexionar o tronco e alcançar os pés sem flexionar os joelhos. Em qualquer época, essas mesmas pessoas ao retornar ao treinamento terão mais facilidade. Melhor nem Sempre - O fato de uma pessoa ter mais flexibilidade do que outra, nem sempre significa ser a saúde das suas articulações melhores ou representar uma vantagem. Flexibilidade excessiva, o "tiro pode sair pela culatra" favorecendo à contusões e ou lesões no treinamento por gerar uma confiança maior levando as pessoas arriscarem mais. * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Gestantes - As gestantes são ainda mais flexíveis em virtude do hormônio relaxina estar sendo liberado nessa fase com objetivo de preparar todo o corpo para o parto deixando as articulações e ligamentos mais frouxos. Entretanto, isso exige um certo cuidado na prática de exercícios físicos porque, da mesma forma que favorece execução de certos movimentos de alongamento, essa facilidade pode favorecer às contusões por excesso de amplitude e confiança. Idade x Treinamento - Os especialistas de uma forma geral apontam que a flexibilidade diminui com a idade, mas essa característica é mais ou menos acentuada com a falta de treinamento, especialmente depois dos 30 ou 40 anos de idade. Bailarinos e capoeiristas por exemplo, mantém uma boa flexibilidade, mesmo com idades mais avançadas. Basta estar treinando. O processo de envelhecimento pode ser retardado com a prática de alongamentos. Aperfeiçoamento Motor - Não há dúvida também que um atleta campeão reúne mais qualidades físicas e os mais perfeitos gestos esportivos. O alongamento é treinamento essencial na vida deles. A discussão é quando aplicar e qual método é mais adequado caso a caso. Mitos e Consensos sobre a Flexibilidade * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Mitos e Consensos sobre a Flexibilidade Meninos e Meninas - Sabe-se que as mulheres são geneticamente mais flexíveis do que os homens até por questões hormonais, diferença normalmente mantida por toda a vida. Entretanto, essa diferença só é notada a partir dos seis ou sete anos de idade. Até então meninos e meninas têm flexibilidade semelhante. Especificidade - Mais flexibilidade numa determinada articulação não significa que todas tenham a mesma capacidade. Pode-se, por exemplo, ter boa flexibilidade nas articulações dos ombros e cintura escapular e não ter a mesma resposta nos membros inferiores. Da mesma forma, ao longo do tempo essas qualidades podem variar. Profilaxia de Lesões - Esse é um ponto de discussão principalmente de uns anos para cá. Se por um lado, sem entrar em detalhes científicos, por anos a fio autores consagrados defendem que o alongamento pode prevenir as lesões, alguns novos autores alegam não existir provas registradas. Pelo sim, pelo não, a experiência tem mostrado que atletas adeptos ao alongamento e com mais flexibilidade se machucam menos. Não obstante a isso, a recuperação de lesões, necessariamente passa por sessões de alongamento. Me parece lógico, ou não? * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Fatores Determinantes A flexibilidade pode ser influenciada por diversos fatores, entre eles: Superfície óssea; Músculos; Ligamentos; Tendões; Idade;(quanto mais velho, menos flexível) Sexo;(as mulheres, em geral, são mais flexíveis) Aquecimento; Temperatura ambiente;(o frio, reduz e o calor aumenta a elasticidade muscular) Hora do dia;(varia de indivíduo para indivíduo) Composição corporal;(referente à gordura) Estado de treinamento;(quanto mais treinado, mais flexível) * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Benefícios dos Alongamentos Evitam ou eliminam o encurtamento músculotendíneo; Reduzem as tensões musculares; Aumentam e/ou mantém a Flexibilidade; Proporcionam maior consciência corporal; Melhoram a coordenação global; Relaxam o corpo; Deixam os movimentos mais soltos e leves; Preparam o corpo para atividades físicas mais intensas; Ativam a circulação; Eliminam ou reduzem o incômodo dos nódulos musculares; Previnem lesões; * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Tipos de Alongamentos Estático: é determinado pelo alcance de uma amplitude de movimento do grupo músculo-articular lentamente, mantendo-se uma postura com tensão muscular; Vantagens: Diminuto risco de lesões; Pode ser meio de aquecimento; Facilidade de aprendizagem dos movimentos. Desvantagens: Não reflete a técnica dos movimentos ativos; Devido a facilidade de realização, pode gerar negligência postural. Dinâmico: é determinado pelo maior alcance do movimento voluntário, utilizando-se a força dos músculos agonistas e o relaxamento dos antagonistas. Vantagens: Benéfico para o aporte sanguíneo na região exercitada; Importante para as modalidades desportivas pelo refino de algumas técnicas. Desvantagens: Há riscos de lesões em caso de negligências; É difícil direcionar o movimento sucessivas vezes na presença de encurtamentos. * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Alongamentos x Respiração A respiração é fundamental: quando se respira fundo aumenta-se o relaxamento muscular. É a respiração que dá o ritmo ao exercício e por isso deve ser lenta e profunda. * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Alguns Toques O Alongamento é o carro-chefe de qualquer programa de Ginástica Laboral; Comece sempre de cima para baixo ou vice-versa; Respeite o timing de cada indivíduo; Conte mentalmente os segundos, até que isto torne-se um gesto mecânico; A dor é um sinal de alarme e portanto não deve ser desprezada; Leve em consideração as vestimentas dos seus alunos; Corrija-os sempre que necessário; Evite termos técnicos e linguagem inacessível; Varie com Alongamentos em pé, sentado, deitado, em duplas, em trios, em grupo ... Estimule e interaja Ludicamente. * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Jogos e Dinâmicas de Grupo Estes elementos são de fundamental importância para a “quebra” do ritmo intenso de trabalho, descontração, alívio do estresse e socialização dos funcionários. * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Estresse A palavra estresse vem do latim, e quer dizer adversidade ou aflição. O estresse é basicamente definido, como a resposta fisiológica ou emocional a um estímulo externo, que origina uma ansiedade e tensão que são percebidas como pressões, e que exigem a entrada em ação de mecanismos adaptativos, com capacidade de se ajustarem a essas pressões, propiciando meios adequados à reação e preservação da integridade e do equilíbrio. * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Sintomas do Estresse Alteração na respiração; Enrijecimento muscular, tensão no pescoço; Dor nas costas, peito e cabeça; Mãos e pés frios e suados; Irritação; Fadiga crônica; Dificuldade para dormir; Fraqueza; Prisão de ventre, diarréia, vômito; Muito ou pouco apetite; Dificuldade de concentração; Aumento do consumo de cigarros e bebidas alcoólicas; Entre outras... * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Classificações do Estresse O estresse pode ser classificado em: Leve- nervosismo, irritabilidade e ansiedade; Moderado- sintomas leves, acrescidos de dores nos músculos do pescoço e ombros, fadiga à tarde e dificuldades para dormir; Intenso- mesmos sintomas do moderado, porém com mais intensidade e freqüência; Muito intenso- crise de depressão, dor no estômago, palpitações cardíacas, sono interrompido, prejuízos na memória, falta de concentração e comprometimento do trabalho; Estafa- indivíduo incapaz de produzir, com freqüentes crises emocionais, choros compulsivos e ataques de depressão, demora de 6 a 12 meses para se recuperar. * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Massagem e Auto-massagem Técnicas básicas Devemos aprender técnicas BÁSICAS de massagem e auto-massagem, para aplicarmos estes fundamentos em nossa prática laboral, ampliando o leque de atividades aplicáveis na empresa, e, por consequência estimulando e/ou desenvolvendo a Corporeidade em nossos “alunos-trabalhadores” * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Massagem - Definição Segundo a Cooperativa do Fitness (CDOF): “Massagem é a aplicação de manipulação sistemática aos tecidos moles do corpo com propósitos terapêuticos. Embora vários dispositivos de assistência e equipamentos elétricos estejam disponíveis para realização da massagem. O uso das mãos é considerado o método mais efeito de aplicação, pois a palpação pode ser usada para avaliação como para tratamento.” * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * A palavra massagem é de origem grega e significa amassar. A história da massagem é tão antiga quanto a do homem. Estudos arqueológicos indicam que, já na pré-História, o homem promovia o bem-estar geral e adquiria proteção contra lesões e infecções por meio de fricções no corpo. Seriam os primórdios do que hoje se entende por massagem. Há também registros de que civilizações da Antiguidade, como egípcios, hindus, gregos, romanos, chineses e japoneses, cerca de 300 a.C., mas os primeiros a reconhecer as propriedades curativas dessa técnica de friccionar o corpo foram os chineses, que assinam a literatura mais remota que se tem notícia: o texto médico Nei Ching, escrito 2800 a.C. Breve Histórico da Massagem * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Benefícios Fisiológicos da Massagem Aumento da circulação sangüínea e linfática; Aumento do fluxo de nutrientes; Redução do edema e hematoma crônico; Aumento da extensibilidade do tecido conjuntivo; Alívio da dor ; Aumento dos movimentos das articulações; Facilitação da atividade muscular; Estimulação das funções viscerais; Remoção das secreções pulmonares; Estímulo sexual; Promoção do relaxamento local e geral. * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Algumas Técnicas de Massagem Deslizamento Deslizar toda a mão, mantendo os dedos relaxados. O deslizamento básico da massagem é usado para relaxar os músculos superficiais no início do procedimento, e para relaxar e acalmar no término; é também usado como um movimento de ligação quando, ao terminar de trabalhar uma parte do corpo, o massagista começa outra. Algumas vezes, o deslizamento vigoroso é aplicado para estimular a pele e a circulação. Amassamento Amassar, comprimir e rolar as áreas do corpo em um movimento ritmado de vaivém. A técnica é similar à usada para amassar pão, embora ela possa ser tanto firme e profunda quanto superficial. É eficiente nos ombros, quadris, nádegas e pernas, tonificando e alongando os músculos para aliviar a rigidez e a tensão. Melhora a circulação e ajuda a dispersar as toxinas dos tecidos. * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Fricção Movimentos circulares, profundos, usando os polegares, para desintegrar as aderências entre os tecidos, ou determinados nós de tensão. A fricção pode ser dolorosa – se doer demais o massagista deve parar. A área a ser tratada costuma ser relaxada primeiramente com o amassamento, e em seguida massageada com a fricção várias vezes, para que o nó seja desfeito aos poucos, ao invés de em uma única vez. A fricção não pode ser usada na coluna, mas somente nos músculos ao longo de cada um de seus lados. Tapotagem (Percussão) É um movimento percussivo na pele. A percussão é uma manobra com as mãos em concha, aplicando batidas, golpes, piparotes, palmadas, a fim de estimular, revigorar e aquecer (a tapotagem não deve ser usada nas áreas ósseas, como a coluna e as canelas). Isso melhora a circulação e reduz a tensão muscular. Se usada como parte de uma massagem de relaxamento, pode ser seguida pelo deslizamento. Algumas Técnicas de Massagem * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Contra-indicações da Massagem Infecção aguda; Doença de pele (por exemplo, psoríase); Câncer ou tuberculose na área a ser tratada; Áreas de hiperestesia (exaltação das sensações de dor) grave; Presença de corpos estranhos (areia, vidro); Febre; Tumores e inchaços não diagnosticados; Bolhas e feridas não cicatrizadas; Doenças dos vasos sangüíneos (por exemplo, tromboflebite: processo inflamatório de um segmento de veia, geralmente de localização superficial). * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Auto-massagem Dicas básicas para principiantes: Ao se massagear, concentre-se bem e não use força excessiva; Movimente os dedos com firmeza, mas com delicadeza; Mantenha as mãos limpas e localize os pontos com precisão; Mantenha os olhos sempre limpos; Feche os olhos levemente durante os exercícios e flexione ligeiramente a cabeça para a frente. * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Rotina de Auto-massagem Aquecimento: Sente-se confortavelmente em uma cadeira, com as costas retas, bem posicionadas, com os pés apoiados no chão, e esfregue uma mão na outra para aquecer e ativar a circulação local Cabeça: Encaixe seus polegares, um de frente para o outro, na base do crânio, região onde começa o pescoço. Os outros dedos ficam apoiados na cabeça. Pressione os polegares na horizontal em direção às orelhas ou faça pequenos movimentos circulares. Nuca: Com a ponta dos dedos das duas mãos (menos os polegares), faça pressões leves, a partir da base do crânio, em sentido descendente. Siga por toda borda posterior e lateral do pescoço. É possível fazer também alguns movimentos circulares. * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Técnicas de Auto-massagem Ombros: Primeiro, com as duas mãos, amasse os seus ombros com as pontas dos dedos. Em seguida, com as mãos fechadas, faça percussões de leve na região. Braços: É simples, basta amassá-los com delicadeza com as pontas dos dedos. Mãos: Alongue-se com a palma das mãos para fora. Em seguida, com a palma para dentro. Pés: Faça compressões com os polegares na sola do pé. * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Relaxamento Conceito filosófico: É consciência corporal, alívio de ansiedade e frustrações, purificação, liberdade, afrouxamento das construções físicas e mentais, soltura, descontração, repouso, quietude, expansão, leveza, fluidez, água, mar, sol, terra, serra, dunas... * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Tipos de Relaxamento Existem várias técnicas que promovem o estado de relaxamento geral, dentre elas: Relaxamento Induzido; Auto-relaxamento. * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Elaborando um Projeto de Ginástica Laboral Fases iniciais do projeto: Conhecimento prévio da Empresa (sondagem); Pré-contato com responsáveis; Venda da idéia; Feedback. * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * Elaborando um Projeto de Ginástica Laboral Construção da proposta: Capa; Justificativa: Objetivo Geral: Objetivo (s) Específico (s); Metodologia (Palestra de sensibilização, anamnese, encaminhamentos médicos, vivências) Benefícios para o Colaborador; Benefícios para a empresa; Avaliação do Projeto; Duração do Projeto; Custos. * Prof. Jorge Augusto * UVA – Universidade do Vale do Acaraú Educação Física * * REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS LIVROS: ANDERSON, B. (1983) Alongue-se. São Paulo, Summus; LIMA,DE VALQUÍRIA. Ginástica Laboral. Atividade Física no Ambiente de Trabalho. Editora Phorte; OLIVEIRA, JOÃO RICARDO GABRIEL; A prática da Ginástica Laboral. Sprint; POLITO E BERGAMASCHI; Ginástica Laboral, teoria e prática. Sprint; ECIO MADEIRA NOGUEIRA; Alongamento Para Todos os Esportes: 660 Exercícios.Sprint; ANDERSON, B.; Alongue-se. São Paulo, Summus; ANDERSON, B.; Alongue-se no trabalho: exercícios de Alongamento para escritórios , Summus; STUCLIFFE, JENNY; Livro completo das técnicas de relaxamento Manole Editora SITES: http://www.albertopcastro.med.br/lerdort/faq/index.php http://www.sinttel-sc.com.br/LER.html http://www.clinicasaude.com.br/servicos_ginastica_laboral.asp http://br.geocities.com/amtavaresj/dort.htm http://www.fisioculturismo.hpg.ig.com.br/38.htm BIBLIOGRAFIA