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Apostila de Processo Penal   cortesia cap05

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CURSO DE PROCESSO PENAL Prof. Eujecio Coutrim Lima Filho 2018.1 
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Curso 
 
de 
 
Processo Penal 
 
Apostila 2018.1 
(doutrina, legislação, jurisprudência e questões de concurso) 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Eujecio Coutrim Lima Filho 
CURSO DE PROCESSO PENAL Prof. Eujecio Coutrim Lima Filho 2018.1 
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SUMÁRIO 
 
Capítulo 01 - LINHAS INTRODUTÓRIAS E SISTEMAS PROCESSUAIS 
 
Capítulo 02 – FONTES DO DIREITO PROCESSUAL PENAL 
 
Capítulo 03 – INTERPRETAÇÃO DA LEI PROCESSUAL PENAL 
 
Capítulo 04 – APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL PENAL NO ESPAÇO e LEI 
PROCESSUAL PENAL NO TEMPO 
 
Capítulo 05 - INVESTIGAÇÃO CRIMINAL – INQUÉRITO POLICIAL 
 
Capítulo 06 – AÇÃO PENAL 
 
Capítulo 07 – JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA 
 
Capítulo 08 – QUESTÕES E PROCESSOS INCIDENTES 
 
Capítulo 09 – TEORIA GERAL DA PROVA E PROVAS EM ESPÉCIES 
 
Capítulo 10 – PRISÃO EXTRAPENAL; PRISÃO PENAL; MEDIDAS 
CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO; PRISÃO PROVISÓRIA (REGRAS 
GERAIS); PRISÃO EM FLAGRANTE; PRISÃO PROVISÓRIA; PRISÃO 
PREVENTIVA 
 
Capítulo 11 – RELAXAMENTO DA PRISÃO, REVOGAÇÃO DA PRISÃO E 
LIBERDADE PROVISÓRIA 
 
Capítulo 12 – SENTENÇA CONDENATÓRIA, ABSOLUTÓRIA E 
INDENIZAÇÃO CIVIL 
 
Capítulo 13 – PRINCÍPIO DA CORRELAÇÃO ENTRE ACUSAÇÃO (emendatio 
e mutatio) E SENTENÇA e COISA JULGADA 
 
Capítulo 14 – ATOS JURISDICIONAIS 
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Capítulo 15 - PROCEDIMENTO ESPECIAL DOS CRIMES DOLOSOS 
CONTRA A VIDA 
 
Capítulo 16 – NULIDADES 
 
Capítulo 17 – RECURSOS NO PROCESSO PENAL 
 
Capítulo 18 – AÇÕES AUTÔNOMAS DE IMPUGNAÇÃO (HABEAS CORPUS, 
MANDADO DE SEGURANÇA E REVISÃO CRIMINAL) 
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Capítulo 05 - INVESTIGAÇÃO CRIMINAL – INQUÉRITO POLICIAL 
● Persecução penal: 
Atividade estatal que busca a repressão dos fatos criminosos. Como 
titular do direito de punir, o Estado deve exercê-lo mediante o devido processo 
legal. 
Pode ser dividida em três fases: investigação criminal (levantamento da 
autoria e materialidade do crime); ação penal e execução penal. 
A fase investigativa é exercida pela polícia judiciária como atribuição 
precípua das policias federal e civil. Precípua porque, conforme veremos, é 
possível a polícia militar exercer, como atividade secundária, a função de 
polícia judiciária em relação aos crimes militares, assim como é possível, como 
função secundária, as polícias federal e civil exercerem função de polícia 
administrativa. 
 
● Diferença entre polícia administrativa e polícia judiciária: 
Polícia administrativa e polícia judiciária versam as duas funções do poder 
de polícia do Estado. A polícia administrativa possui caráter ostensivo e se 
propõe a prevenção do crime. A polícia judiciária, auxiliar do Poder Judiciário, 
possui caráter repressivo e atua na elucidação do crime. 
Exemplos de outros órgãos que exercem função de polícia administrativa: 
INMETRO, IBAMA, Vigilância Sanitária, Agente de Trânsito etc. 
 
● CRFB/1988 - sistema de segurança pública e respectivas 
atribuições dos órgãos envolvidos: 
Polícia Militar: polícia ostensiva e a preservação da ordem pública 
(art.144, §5º); 
Polícia Rodoviária Federal: patrulhamento ostensivo das rodovias federais 
(art.144, §2º); 
Polícia Civil e Polícia Federal: investigação criminal e as funções de 
polícia judiciária (art.144, §§1º e 4º). 
Além da função de polícia administrativa constitucionalmente prevista, a 
Polícia Militar possui atribuição de polícia judiciária militar no que diz respeito 
aos crimes militares praticados por policiais militares (art. 8º do CPPM). 
 
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Art. 144/CRFB. “A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é 
exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, 
através dos seguintes órgãos: 
I - polícia federal; 
II - polícia rodoviária federal; 
III - polícia ferroviária federal; 
IV - polícias civis; 
V - polícias militares e corpos de bombeiros militares. 
§ 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela 
União e estruturado em carreira, destina-se a: 
I - apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços 
e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como 
outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão 
uniforme, segundo se dispuser em lei; 
II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o 
descaminho, sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas 
áreas de competência; 
III - exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; 
IV - exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União. 
§ 2º A polícia rodoviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e 
estruturado em carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias 
federais. 
§ 3º A polícia ferroviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e 
estruturado em carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das ferrovias 
federais. 
§ 4º Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a 
competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, 
exceto as militares. 
§ 5º Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; aos 
corpos de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de 
atividades de defesa civil. 
§ 6º As polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do 
Exército, subordinam-se, juntamente com as polícias civis, aos Governadores dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Territórios. 
(...)” 
 
● Diferença entre polícia judiciária e polícia investigativa: 
Conforme análise do art. 144 da CRFB, em relação à investigação de 
crime não militar, o constituinte, dentro da mesma estrutura policial dirigida pelo 
delegado, distinguiu as funções da polícia judiciária e da polícia investigativa 
(LIMA, 2015). Em sentido amplo, as duas funções são de polícia judiciária. Por 
essa razão a maioria da doutrina não faz diferenciação. Contudo, é possível 
realizar a seguinte especificação: 
Polícia investigativa: realiza o trabalho de colheita de elementos 
informativos de materialidade e autoria delitiva. 
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Polícia Judiciária em sentido estrito: exerce a função de órgão auxiliar do 
Poder Judiciário, competindo os atos de representações e de apoio como o 
cumprimento de mandado de busca e apreensão, prisão e condução coercitiva 
de testemunhas etc. 
 
● Princípio do Delegado Natural: 
Garante a tranquilidade do delegado que, utilizando os meios legalmente 
admitidos, assegurando as garantias democráticas, tem a missão de buscar a 
verdade possível. A autonomia investigativa do delegado e a sua 
independência em relação à defesa e à acusação garante a inércia do 
Judiciário durante a fase pré processual. De tal modo, verifica-se a importância 
da Polícia Judiciária, enquanto função essencial à justiça, no fortalecimento do 
sistema acusatório (NICOLITT, 2017). 
De acordo com o art. 2°, §§1º e 2º, da Lei 12.830/2013, “as funções de 
polícia judiciária e a apuração de infrações penais exercidas pelo delegado de 
polícia são de natureza