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ATPS Energia Eólica como Alternativa Sustentável para o Centro

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INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem como princípio apontar os principais tipos de Energias Renováveis, além de mostrar questões atualizadas sobre o tema, tanto no Brasil quando no mundo. Citar características exclusivas de cada fonte de energia alternativa, e demonstrar a importância destes para a natureza, em geral.
A Energia Eólica como Alternativa Sustentável para o Centro-Oeste
Ricardo Butterby1
Karine C. Ferreira ²
Resumo: Este artigo discute em que dimensão a energia eólica pode alavancar o Brasil e a região Centro-Oeste do país, mesmo considerando seu vasto potencial hídrico. Avalia como este tipo de energia pode ser economicamente sustentável, bem como apresenta uma breve evolução das pesquisas e utilização do parque eólico. Os países desenvolvidos investem muito em relação à diversificação de suas matrizes energéticas, não só pelas demandas crescentes, como também pela busca de uma energia renovável e limpa como alternativa sustentável e até estratégica. Já no caso brasileiro, o desenvolvimento da matriz eólica ocorre devido ao seu crescimento populacional e desenvolvimento tecnológico, pela expansão da própria infraestrutura e também pela implantação de grandes plantas industriais, como está ocorrendo na região Centro-Oeste do país. Mesmo sendo o país rico em recursos hídricos, uma nova ordem se faz valer, pois as hidrelétricas, apesar de apresentarem características renováveis, no caso sua matéria-prima, a água, o custo ambiental é grande e os recursos hídricos não são infinitos. Palavras-Chave: sustentabilidade, potencial eólico e desenvolvimento tecnológico.
Não foi só a problemática econômica da alta do petróleo que acordou o mundo desenvolvido em face desta questão grave que se apresentava no cenário econômico mundial. A grande questão se deu através do um novo conceito “Desenvolvimento Sustentável” que, por meio da comunidade científica mundial, alertou o planeta apresentando indicadores gravíssimos sobre catástrofes ambientais, causadas pela emissão dos gases do efeito estufa, que eram justamente lançados na atmosfera pela vigente matriz energética baseada nos combustíveis fósseis, como petróleo, carvão, termelétricas etc. Essas emissões foram consideradas responsáveis pelo aquecimento gradual do planeta que iniciou o degelo dos pólos norte e sul da terra. Esta configuração responsável corroborou por grandes no aquecimento que global, estão catástrofes
Introdução Com o crescimento populacional mundial avançando em escala geométrica, tanto nos países desenvolvidos como nos em desenvolvimento, dito periféricos, a demanda global por energia segue nos mesmos patamares de crescimento. O choque do petróleo ocorrido na década de 70 foi um divisor de águas, fazendo com que o homem repensasse os conceitos de desenvolvimento das nações, questionando a forma de matriz energética que predominava na maioria absoluta dos países. 
ocorrendo de forma periódica e crescente. Com estes resultados alarmantes, ao final da década de oitenta, as Nações Unidas criaram o Protocolo de Quioto, impondo regulamentação aos países desenvolvidos, o qual estabelece limites rígidos de emissão dos gases CO2. Frente a toda esta problemática, aparentemente sem solução, surge, na outra ponta, mais precisamente na Europa, um movimento voltado para as fontes alternativas de energias renováveis. Isto é, através do desenvolvimento de várias pesquisas científicas, foram implantadas várias formas de se obter energia de forma sustentável e limpa como a energia eólica dos ventos, a
Economista pela UNIFAN Economista da SANEAGO, docente UNIFAN, especialista em Finanças e mestre em Agronegócios.
energia solar, energia através de biodigestores, energia do lixo orgânico, etc. Embora já se extraísse energia dos ventos há muitos séculos, os países desenvolvidos incorporaram tecnologia de ponta aos sistemas eólicos aliados a conceitos aeronáuticos, como a aerodinâmica, a física, materiais ultraleves e resistentes para o uso maximizado do vento como alternativa energética para conversão em energia elétrica. O Brasil, por sua vez, diante deste cenário, sai na frente diante do mundo, pois sua matriz energética detém mais de quarenta por cento em renováveis enquanto o resto do mundo tem apenas quatorze por cento. Desenvolvimento sustentável Na década de 1970 surgia o conceito em eco um
de uma nova realidade de desenvolvimento. A concentração populacional e a escala de aglomeração urbana trouxeram à tona outra questão agravante quanto ao processo de adaptação do ambiente natural. Há uma tendência nos países industrializados pela procura em se viver nos ambientes urbanos, consolidada e efetivada dentro das décadas iniciais do século XX, sendo que isto vem se confirmando agora no início do século XXI. O ser humano, habitante do planeta demanda terra, é um em urbanista, números vivendo crescentes, em e conglomerados urbanos cada vez maiores, onde recursos igualmente gerando quantidades de detritos e resíduos, na mesma dimensão (MAY, LUSTOSA VINHA, 2003). De acordo com Leff (1998), este princípio de
desenvolvimento que derivou para o conceito normativo “Desenvolvimento Sustentável”, inserido contexto de controvérsia, com relação ao crescimento econômico e meio ambiente, exacerbada, na época, através do relatório publicado do Clube de Roma que doutrinava o crescimento zero com o objetivo claro de impedir a catástrofe ambiental. Na verdade, deriva deste contexto, uma proposta conciliadora dando o devido reconhecimento de que o progresso técnico realmente torna relativos os limites ambientais sem os eliminar, sendo que o fator crescimento econômico é condição mister, porém não o necessário para pôr fim à pobreza e às diferenças sociais (May & LUSTOSA VINHA, 2003). Viana, Silva e Diniz (2001) afirmam que a modernidade e o meio ambiente derivam de uma dinâmica: o ser humano como protagonista crescente em sinergia às superestruturas e com uma centralização progressiva que absorve o fato de que é preciso repensar as relações entre o homem e a natureza. Isto, porém, não é oposto ao fato de que, quando se preocupa com o meio ambiente, há a obrigação de impor um questionamento profundo perante a modernidade, o que culmina por inserir efetivamente os fundamentos dentro
sustentabilidade entra no âmbito da globalização como um ponto limite, dando um sinal para nortear o processo civilizatório da humanidade. A presente crise ambiental vem pôr em questão toda a teoria desenvolvimentista que impulsionou e efetivou o crescimento econômico indiferente à natureza. A ordem econômica passa a ser reconstruída pela sustentabilidade ecológica que surge como um critério normativo. Conforme afirma Leff (1998), a sustentabilidade tem um discurso que busca a reconciliação dos contrários da dialética do desenvolvimento: meio ambiente e o desenvolvimento econômico. Trata-se de um mecanismo ideológico que não quer dizer um aumento da racionalidade econômica: a idéia é não internalizar os fatores ecológicos da produção, mas celebrar o crescimento econômico dentro de uma condição sustentável, firmando efetivamente nos processos do livre mercado como forma eficaz de garantir o equilíbrio ecológico com igualdade social. Uma determinada economia é definida como “não sustentável” se a depreciação combinada dos ativos produzidos e não-produzidos fica acima da poupança total, os ativos não-produzidos ficam geralmente restritos a recursos naturais.
Os países em desenvolvimento que apresentam maior crescimento têm, no atual momento, implicado em um aumento da busca pela energia comercial. A expansão da urbanização e da industrialização, que ocorrem em paralelo, obrigatoriamente obedece a padrões intensivos em energia. Demanda transporte à população que, com o advento de novos produtos industriais bem como de outros serviços, saneamento, saúde, comércio etc., obviamente dependem de energia. Sendo assim, na operação de equipamentos da infra-estrutura, construção civil, indústria e comércio,