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NBR 11752 2007 Materiais celulares de poliestireno para isolamento termico

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de Normas Técnicas
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Rio de Janeiro
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Telex: (021) 34333 ABNT - BR
Endereço Telegráfico:
NORMATÉCNICA
ABNT-Associação
Brasileira de
Normas Técnicas
NBR 11752JUL 1993
Materiais celulares de poliestireno para
isolamento térmico na construção civil e
em câmaras frigoríficas
Palavras-chave: Isolante térmico. Poliestireno. Material celular 5 páginas
Origem: Projeto NBR 11752/1993
CB-22 - Comitê Brasileiro de Isolação Térmica
CE-22:002.02 - Comissão de Estudo de Poliestireno Expandido
NBR 11752 - Polyestyrene cellular materials for thermal insulation in civil
construction and cool chambers - Specification
Descriptors: Thermal insulator. Polyestyrene. Cellular material
Esta Norma substitui a NBR 11752/1992
Válida a partir de 30.08.1993
Especificação
NBR 10411 - Inspeção e amostragem de isolantes
térmicos - Procedimento
NBR 11948 - Poliestireno expandido para fins de
isolação térmica - Ensaio de flamabilidade - Método
de ensaio
NBR 11949 - Poliestireno expandido para fins de
isolação térmica - Determinação da massa especí-
fica aparente - Método de ensaio
NBR 12094 - Espuma rígida de poliuretano para fins
de isolamento térmico - Determinação da condutivi-
dade térmica - Método de ensaio
ASTM C-203 - Test method for breaking load and
flexural properties of block-type thermal insulation
3 Definições
Para os efeitos desta Norma são adotadas as definições
de 3.1 a 3.6.
3.1 Material celular de poliestireno
Material plástico celular rígido, obtido a partir da expan-
são ou extrusão poliestireno, que pode se apresentar co-
mo descrito em 3.1.1 e 3.1.2.
3.1.1 Material obtido a partir de pérolas de poliestireno (EPS)
Material fabricado pela expansão de pérolas pré-expan-
didas de poliestireno, moldadas em sua forma definitiva ou
cortadas de blocos produzidos por um processo contí-
nuo ou descontínuo.
SUMÁRIO
1 Objetivo
2 Documentos complementares
3 Definições
4 Condições gerais
5 Condições específicas
6 Inspeção
7 Aceitação e rejeição
1 Objetivo
Esta Norma fixa as características para uso de placas de
materiais celulares de poliestireno para isolamento térmico
na construção civil e em câmaras frigoríficas, obtidos a
partir de expansão de poliestireno para utilização nas
temperaturas entre - 50oC e + 70oC.
2 Documentos complementares
Na aplicação desta Norma é necessário consultar:
NBR 7973 - Poliestireno expandido para fins de iso-
lação térmica - Determinação de absorção d’água -
Método de ensaio
NBR 8081 - Espuma rígida de poliuretano para fins de
isolação térmica - Permeabilidade ao vapor d’água -
Método de ensaio
NBR 8082 - Espuma rígida de poliuretano para fins de
isolação térmica - Resistência à compressão - Méto-
do de ensaio
2 NBR 11752/1993
Nota: Os produtos de EPS podem ser fabricados nas seguintes
condições:
a) não retardante à chama - classe P;
b) retardante à chama - classe F.
3.1.2 Material obtido por extrusão de poliestireno (XEPS)
Material fabricado por um processo contínuo, com ou sem
película formada na superfície durante o processo de
fabricação.
Nota: Todos os produtos de XEPS são fabricados na condição
retardante à chama.
3.2 Tubo isolante
Cilindro oco dividido segundo o eixo em duas ou mais
peças iguais.
3.3 Calha
Cada uma das peças que constituem um tubo isolante,
quando dividido em duas partes iguais.
3.4 Segmento
Cada uma das peças que constituem um tubo isolante,
quando dividido em mais de duas partes iguais.
3.5 Placa
Peça plana, quadrada ou retangular, de espessura cons-
tante.
3.6 Peça especial
Peça diferente das padronizadas nesta Norma, para a
qual deve ser fornecido desenho cotado.
4 Condições gerais
4.1 Estrutura
4.1.1 Poliestireno expandido (EPS)
Estrutura composta de células homogêneas, isentas de
quaisquer defeitos indicados na Tabela 1 que afetem
seu uso ou características.
4.1.2 Poliestireno extrudado (XEPS)
Apresenta estrutura rígida de células fechadas, isentas de
quaisquer defeitos indicados na Tabela 1 que afetem seu
uso ou características.
4.2 Odor
O produto deve ser inodoro.
4.3 Cor
O produto deve ser de cor branca ou, se de outra cor,
deve atender às especificações desta Norma.
4.4 Embalagem e identificação
4.4.1 Poliestireno expandido
4.4.1.1 O produto não deve ser fornecido embalado, exce-
to quando especificado no documento de compra.
4.4.1.2 A identificação do produto deve ser feita em posi-
ção visível, mediante a colocação de carimbo com a logo-
marca do fabricante e o símbolo de reciclável, sendo uma
faixa de carimbo para o material de tipo I, duas faixas pa-
ra o de tipo II e três faixas para o do tipo III. A cor das fai-
xas de carimbo deve ser azul para o material classe P e
vermelha para o material classe F.
4.4.2 Poliestireno extrudado
4.4.2.1 O produto deve ser embalado com filme de polie-
tileno azul ou em caixas de papelão, dependendo da
aplicação a que se destina.
4.4.2.2 Na embalagem deve constar o seguinte:
a) logomarca do fabricante;
b) classificação do produto;
c) número do lote;
d) data de fabricação;
e) prazo de validade;
f) dimensões;
Tabela 1 - Defeitos
 Descrição dos defeitos
 Defeitos maiores
A Tipo não especificado em documento de compra
B Características diferentes das especificadas
C Variações das tolerâncias dimensionais
D Ocorrência de odor
E Cantos e bordas quebrados, fendas estreitas e compridas, perfurações e ondulações
F Esmagamento e depressões excedendo 3 mm de profundidade em mais de 10% da área de superfície
G Número de vazios maior que 8, estes com dimensões maiores que 3,0 mm x 3,0 mm x 3,0 mm por 0,80 m2
de área de superfície
 Defeitos menores
a Mancha e/ou alteração de cor na peça
b Pequenas falhas que não prejudicam o emprego das peças
Código
NBR 11752/1993 3
g) quantidade existente;
h) símbolo de reciclável.
4.4.2.3 A identificação deve ser feita através de marcação
individual contendo o número do lote e o nome do pro-
duto.
4.5 Transporte e armazenamento
Os produtos devem ser transportados e armazenados de
forma que fiquem protegidos contra intempéries e ação
de produtos químicos que possam danificar a estrutura
do material.
4.6 Dimensões lineares e tolerâncias
4.6.1 Placas
4.6.1.1 Na espessura das placas, são admitidas as tole-
râncias das Tabelas 2 e 3.
4.6.1.3 Na largura das placas, são admitidas as tolerân-
cias das Tabelas 6 e 7.
 Comprimento Tolerância Tolerância
 (Até 50) (Acima de 50)
Até 1250 ± 4 ± 6
Acima de 1250 até 2500 ± 6 ± 6
Tabela 5 - Tolerâncias no comprimento das
placas de poliestireno extrudado (XEPS)
Unid.: mm
 Comprimento Tolerância
Até 1000 ± 5
Acima de 1000 até 2000 ± 10
Acima de 2000 até 3000 ± 15
Unid.: mm
Tabela 4 - Tolerâncias no comprimento das
placas de poliestireno expandido (EPS)
4.6.1.2 No comprimento das placas, são admitidas as
tolerâncias das Tabelas 4 e 5.
Espessura Tolerância
Até 25 ± 3,0
Acima de 25 até 75 ± 4,0
Unid.: mm
Tabela 3 - Tolerâncias na espessura das placas
de poliestireno extrudado (XEPS)
Unid.: mm
Espessura Tolerância
Até 20 ± 1,0
Acima de 20 até 100 ± 2,0
Acima de 100 ± 4,0
Tabela 2 - Tolerâncias na espessura das placas
de poliestireno expandido (EPS)
Tabela 6 - Tolerâncias na largura das placas
de poliestireno expandido (EPS)
Unid.: mm
4.6.2 Tubos
4.6.2.1 Os tubos isolantes com espessura até 50 mm
devem ser fornecidos em uma camada.
4.6.2.2 Os tubos isolantes com espessura acima de
50 mm devem ser fornecidos em duasou mais camadas.
4.6.2.3 No comprimento dos tubos isolantes, são admiti-
das as tolerâncias da Tabela 8.
Tabela 7 - Tolerâncias na largura das placas
de poliestireno extrudado (XEPS)
Unid.: mm
 Largura Tolerância Tolerância
 (Até 25) (Acima de 25)
Até 650 ± 2 ± 3
Largura Tolerância
Até 1000 ± 5
Acima de 1000 até 1500 ± 10
Tabela 10 - Tolerâncias no diâmetro interno dos
tubos isolantes
 Diâmetro nominal Tolerância
Até 50 ± 2
Acima de 50 até 100 ± 3
Acima de 100 até 200 ± 4
Acima de 200 até 300 ± 5
Acima de 300 até 400 ± 6
Unid.: mm
Espessuras Tolerância
Até 50 ± 2,0
Acima de 50 até 100 ± 3,0
Acima de 100 até 200 ± 4,0
Tabela 9 - Tolerâncias na espessura
dos tubos isolantes
Unid.: mm
4.6.2.5 No diâmetro interno dos tubos isolantes, são ad-
mitidas as tolerâncias da Tabela 10.
4.6.2.4 Nas espessuras dos tubos isolantes, são admi-
tidas as tolerâncias da Tabela 9.
Tabela 8 - Tolerâncias no comprimento
dos tubos isolantes
Unid.: mm
Comprimento Tolerância
Até 1000 ± 5
4 NBR 11752/1993
4.6.3 Segmentos
O número máximo de segmentos iguais por tubo isolante
é dado na Tabela 11.
4.6.4 Peças especiais
Peças especiais devem ser conforme dimensões, tole-
râncias e/ou desenhos fornecidos pelo comprador.
5 Condições específicas
5.1 Retirada de amostra
Os ensaios devem ser feitos com amostras retiradas de
acordo com a NBR 10411.
5.2 Massa específica aparente
Deve ser determinada conforme NBR 11949. Os resulta-
dos obtidos devem ser confrontados com os valores in-
dicados nas Tabelas 12 e 13.
Tabela 11 - Número máximo de segmentos
iguais por tubo isolante
Unid.: mm
Até 350 4
Acima de 350 até 475 6
Acima de 475 até 700 8
Acima de 700 até 900 10
Acima de 900 até 1200 12
Acima de 1200 até 1800 16
Acima de 1800 até 2000 18
 Diâmetro nominal Número de segmentos
Tabela 13 - Características exigíveis para o poliestireno expandido
Propriedades Método de Unidade Classe P Classe F
 ensaio
Tipo de material - I II III I II III
Massa específica aparente NBR 11949 kg/m3 13 - 16 16 - 20 20 - 25 13 - 16 16 - 20 20 - 25
Resistência à compressão NBR 8082 kPa ¯ 60 ¯ 70 ¯ 100 ¯ 60 ¯ 70 ¯ 100
com 10% de deformação
Resistência à flexão ASTM C-203 kPa ¯ 150 ¯ 190 ¯ 240 ¯ 150 ¯ 190 ¯ 240
Absorção de água NBR 7973 g/cm2 x 100 - 1 - 1 - 1 - 1 - 1 - 1
Permeabilidade ao vapor NBR 8081 ng/Pa.s.m - 7 - 5 - 5 - 7 - 5 - 5
d’água
Coeficiente de NBR 12094 W/(m.k) 0,042 0,039 0,037 0,042 0,039 0,037
condutividade
térmica a 23oC
Flamabilidade NBR 11948 Material não-retardante à chama Material retardante à chama
Tabela 12 - Características exigíveis para o poliestireno extrudado
Propriedades Método de ensaio Unidades Tipo I Tipo II
Tipo de material - com película sem película
Massa específica aparente NBR 11949 kg/m3 30 - 35 28 - 32
Resistência à compressão NBR 8082 kPa 230 - 280 230 - 250
com 10% de deformação
Resistência à flexão ASTM C-203 kPa 300 - 350 300 - 350
Absorção de água NBR 7973 g/cm2 x 100 - 1 - 1
Permeabilidade ao vapor NBR 8081 ng/Pa.s.m - 2 - 2
d’água
Coeficiente de NBR 12094 W/(m.k) 0,027 0,028
condutividade térmica
a 23oC
Flamabilidade NBR 11948 Material retardante à chama
NBR 11752/1993 5
5.3 Resistência à compressão com 10% de
encurtamento
Deve ser determinada conforme a NBR 8082. Os resul-
tados obtidos devem ser confrontados com os valores
indicados nas Tabelas 12 e 13.
5.4 Absorção de água por submersão
Deve ser determinada conforme a NBR 7973. Os resul-
tados obtidos devem ser confrontados com os valores
indicados nas Tabelas 12 e 13.
5.5 Permeabilidade ao vapor de água
Deve ser determinada conforme a NBR 8081. Os resul-
tados obtidos devem ser confrontados com os valores
indicados nas Tabelas 12 e 13.
5.6 Resistência à flexão
Deve ser determinada conforme a ASTM C-203 (Procedi-
mento C). Os resultados obtidos devem ser confrontados
com os valores indicados nas Tabelas 12 e 13.
5.7 Flamabilidade
Deve ser determinada conforme a NBR 11948. Os resul-
tados obtidos devem ser confrontados com os valores
indicados nas Tabelas 12 e 13.
5.8 Condutividade térmica
Deve ser determinada conforme a NBR 12094. Os resul-
tados obtidos devem ser confrontados com os valores
indicados nas Tabelas 12 e 13.
6 Inspeção
6.1 Retirada da amostra
Deve ser feita de acordo com a NBR 10411. Quando o
produto final não permitir um ensaio direto ou retirada de
amostra de acordo com a NBR 10411, por apresentar for-
ma complexa, dimensões reduzidas ou reforço estrutural,
por estar firmemente aderido a uma superfície, ou por
qualquer outra razão, devem ser preparadas simultanea-
mente, em separado, peças para ensaio conforme esta-
belecido no documento de compra.
6.2 Inspeção visual e dimensional
Cada uma das peças retiradas de acordo com 6.1 deve ser
examinada para verificação de incidência de qualquer dos
defeitos constantes na Tabela 1.
6.3 Inspeção dos lotes prontos para embarque
As deficiências de embalagem de acondicionamento e
ausência de marcação verificadas na inspeção dos lotes
prontos para embarque devem ser corrigidas pelo for-
necedor.
7 Aceitação e rejeição
7.1 Para efeito de classificação, as peças retiradas como
amostras devem ser consideradas defeituosas se apre-
sentarem qualquer defeito visual e/ou dimensional cons-
tante na Tabela 1.
7.2 Se o número de peças defeituosas exceder os res-
pectivos números de aceitação constantes na NBR 10411,
o lote deve ser rejeitado.

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