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Copyright © 1990, ABNT–Associação Brasileira de Normas Técnicas Printed in Brazil/ Impresso no Brasil Todos os direitos reservados Sede: Rio de Janeiro Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro - RJ Tel.: PABX (021) 210 -3122 Telex: (021) 34333 ABNT - BR Endereço Telegráfico: NORMATÉCNICA ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas NBR 11752JUL 1993 Materiais celulares de poliestireno para isolamento térmico na construção civil e em câmaras frigoríficas Palavras-chave: Isolante térmico. Poliestireno. Material celular 5 páginas Origem: Projeto NBR 11752/1993 CB-22 - Comitê Brasileiro de Isolação Térmica CE-22:002.02 - Comissão de Estudo de Poliestireno Expandido NBR 11752 - Polyestyrene cellular materials for thermal insulation in civil construction and cool chambers - Specification Descriptors: Thermal insulator. Polyestyrene. Cellular material Esta Norma substitui a NBR 11752/1992 Válida a partir de 30.08.1993 Especificação NBR 10411 - Inspeção e amostragem de isolantes térmicos - Procedimento NBR 11948 - Poliestireno expandido para fins de isolação térmica - Ensaio de flamabilidade - Método de ensaio NBR 11949 - Poliestireno expandido para fins de isolação térmica - Determinação da massa especí- fica aparente - Método de ensaio NBR 12094 - Espuma rígida de poliuretano para fins de isolamento térmico - Determinação da condutivi- dade térmica - Método de ensaio ASTM C-203 - Test method for breaking load and flexural properties of block-type thermal insulation 3 Definições Para os efeitos desta Norma são adotadas as definições de 3.1 a 3.6. 3.1 Material celular de poliestireno Material plástico celular rígido, obtido a partir da expan- são ou extrusão poliestireno, que pode se apresentar co- mo descrito em 3.1.1 e 3.1.2. 3.1.1 Material obtido a partir de pérolas de poliestireno (EPS) Material fabricado pela expansão de pérolas pré-expan- didas de poliestireno, moldadas em sua forma definitiva ou cortadas de blocos produzidos por um processo contí- nuo ou descontínuo. SUMÁRIO 1 Objetivo 2 Documentos complementares 3 Definições 4 Condições gerais 5 Condições específicas 6 Inspeção 7 Aceitação e rejeição 1 Objetivo Esta Norma fixa as características para uso de placas de materiais celulares de poliestireno para isolamento térmico na construção civil e em câmaras frigoríficas, obtidos a partir de expansão de poliestireno para utilização nas temperaturas entre - 50oC e + 70oC. 2 Documentos complementares Na aplicação desta Norma é necessário consultar: NBR 7973 - Poliestireno expandido para fins de iso- lação térmica - Determinação de absorção d’água - Método de ensaio NBR 8081 - Espuma rígida de poliuretano para fins de isolação térmica - Permeabilidade ao vapor d’água - Método de ensaio NBR 8082 - Espuma rígida de poliuretano para fins de isolação térmica - Resistência à compressão - Méto- do de ensaio 2 NBR 11752/1993 Nota: Os produtos de EPS podem ser fabricados nas seguintes condições: a) não retardante à chama - classe P; b) retardante à chama - classe F. 3.1.2 Material obtido por extrusão de poliestireno (XEPS) Material fabricado por um processo contínuo, com ou sem película formada na superfície durante o processo de fabricação. Nota: Todos os produtos de XEPS são fabricados na condição retardante à chama. 3.2 Tubo isolante Cilindro oco dividido segundo o eixo em duas ou mais peças iguais. 3.3 Calha Cada uma das peças que constituem um tubo isolante, quando dividido em duas partes iguais. 3.4 Segmento Cada uma das peças que constituem um tubo isolante, quando dividido em mais de duas partes iguais. 3.5 Placa Peça plana, quadrada ou retangular, de espessura cons- tante. 3.6 Peça especial Peça diferente das padronizadas nesta Norma, para a qual deve ser fornecido desenho cotado. 4 Condições gerais 4.1 Estrutura 4.1.1 Poliestireno expandido (EPS) Estrutura composta de células homogêneas, isentas de quaisquer defeitos indicados na Tabela 1 que afetem seu uso ou características. 4.1.2 Poliestireno extrudado (XEPS) Apresenta estrutura rígida de células fechadas, isentas de quaisquer defeitos indicados na Tabela 1 que afetem seu uso ou características. 4.2 Odor O produto deve ser inodoro. 4.3 Cor O produto deve ser de cor branca ou, se de outra cor, deve atender às especificações desta Norma. 4.4 Embalagem e identificação 4.4.1 Poliestireno expandido 4.4.1.1 O produto não deve ser fornecido embalado, exce- to quando especificado no documento de compra. 4.4.1.2 A identificação do produto deve ser feita em posi- ção visível, mediante a colocação de carimbo com a logo- marca do fabricante e o símbolo de reciclável, sendo uma faixa de carimbo para o material de tipo I, duas faixas pa- ra o de tipo II e três faixas para o do tipo III. A cor das fai- xas de carimbo deve ser azul para o material classe P e vermelha para o material classe F. 4.4.2 Poliestireno extrudado 4.4.2.1 O produto deve ser embalado com filme de polie- tileno azul ou em caixas de papelão, dependendo da aplicação a que se destina. 4.4.2.2 Na embalagem deve constar o seguinte: a) logomarca do fabricante; b) classificação do produto; c) número do lote; d) data de fabricação; e) prazo de validade; f) dimensões; Tabela 1 - Defeitos Descrição dos defeitos Defeitos maiores A Tipo não especificado em documento de compra B Características diferentes das especificadas C Variações das tolerâncias dimensionais D Ocorrência de odor E Cantos e bordas quebrados, fendas estreitas e compridas, perfurações e ondulações F Esmagamento e depressões excedendo 3 mm de profundidade em mais de 10% da área de superfície G Número de vazios maior que 8, estes com dimensões maiores que 3,0 mm x 3,0 mm x 3,0 mm por 0,80 m2 de área de superfície Defeitos menores a Mancha e/ou alteração de cor na peça b Pequenas falhas que não prejudicam o emprego das peças Código NBR 11752/1993 3 g) quantidade existente; h) símbolo de reciclável. 4.4.2.3 A identificação deve ser feita através de marcação individual contendo o número do lote e o nome do pro- duto. 4.5 Transporte e armazenamento Os produtos devem ser transportados e armazenados de forma que fiquem protegidos contra intempéries e ação de produtos químicos que possam danificar a estrutura do material. 4.6 Dimensões lineares e tolerâncias 4.6.1 Placas 4.6.1.1 Na espessura das placas, são admitidas as tole- râncias das Tabelas 2 e 3. 4.6.1.3 Na largura das placas, são admitidas as tolerân- cias das Tabelas 6 e 7. Comprimento Tolerância Tolerância (Até 50) (Acima de 50) Até 1250 ± 4 ± 6 Acima de 1250 até 2500 ± 6 ± 6 Tabela 5 - Tolerâncias no comprimento das placas de poliestireno extrudado (XEPS) Unid.: mm Comprimento Tolerância Até 1000 ± 5 Acima de 1000 até 2000 ± 10 Acima de 2000 até 3000 ± 15 Unid.: mm Tabela 4 - Tolerâncias no comprimento das placas de poliestireno expandido (EPS) 4.6.1.2 No comprimento das placas, são admitidas as tolerâncias das Tabelas 4 e 5. Espessura Tolerância Até 25 ± 3,0 Acima de 25 até 75 ± 4,0 Unid.: mm Tabela 3 - Tolerâncias na espessura das placas de poliestireno extrudado (XEPS) Unid.: mm Espessura Tolerância Até 20 ± 1,0 Acima de 20 até 100 ± 2,0 Acima de 100 ± 4,0 Tabela 2 - Tolerâncias na espessura das placas de poliestireno expandido (EPS) Tabela 6 - Tolerâncias na largura das placas de poliestireno expandido (EPS) Unid.: mm 4.6.2 Tubos 4.6.2.1 Os tubos isolantes com espessura até 50 mm devem ser fornecidos em uma camada. 4.6.2.2 Os tubos isolantes com espessura acima de 50 mm devem ser fornecidos em duasou mais camadas. 4.6.2.3 No comprimento dos tubos isolantes, são admiti- das as tolerâncias da Tabela 8. Tabela 7 - Tolerâncias na largura das placas de poliestireno extrudado (XEPS) Unid.: mm Largura Tolerância Tolerância (Até 25) (Acima de 25) Até 650 ± 2 ± 3 Largura Tolerância Até 1000 ± 5 Acima de 1000 até 1500 ± 10 Tabela 10 - Tolerâncias no diâmetro interno dos tubos isolantes Diâmetro nominal Tolerância Até 50 ± 2 Acima de 50 até 100 ± 3 Acima de 100 até 200 ± 4 Acima de 200 até 300 ± 5 Acima de 300 até 400 ± 6 Unid.: mm Espessuras Tolerância Até 50 ± 2,0 Acima de 50 até 100 ± 3,0 Acima de 100 até 200 ± 4,0 Tabela 9 - Tolerâncias na espessura dos tubos isolantes Unid.: mm 4.6.2.5 No diâmetro interno dos tubos isolantes, são ad- mitidas as tolerâncias da Tabela 10. 4.6.2.4 Nas espessuras dos tubos isolantes, são admi- tidas as tolerâncias da Tabela 9. Tabela 8 - Tolerâncias no comprimento dos tubos isolantes Unid.: mm Comprimento Tolerância Até 1000 ± 5 4 NBR 11752/1993 4.6.3 Segmentos O número máximo de segmentos iguais por tubo isolante é dado na Tabela 11. 4.6.4 Peças especiais Peças especiais devem ser conforme dimensões, tole- râncias e/ou desenhos fornecidos pelo comprador. 5 Condições específicas 5.1 Retirada de amostra Os ensaios devem ser feitos com amostras retiradas de acordo com a NBR 10411. 5.2 Massa específica aparente Deve ser determinada conforme NBR 11949. Os resulta- dos obtidos devem ser confrontados com os valores in- dicados nas Tabelas 12 e 13. Tabela 11 - Número máximo de segmentos iguais por tubo isolante Unid.: mm Até 350 4 Acima de 350 até 475 6 Acima de 475 até 700 8 Acima de 700 até 900 10 Acima de 900 até 1200 12 Acima de 1200 até 1800 16 Acima de 1800 até 2000 18 Diâmetro nominal Número de segmentos Tabela 13 - Características exigíveis para o poliestireno expandido Propriedades Método de Unidade Classe P Classe F ensaio Tipo de material - I II III I II III Massa específica aparente NBR 11949 kg/m3 13 - 16 16 - 20 20 - 25 13 - 16 16 - 20 20 - 25 Resistência à compressão NBR 8082 kPa ¯ 60 ¯ 70 ¯ 100 ¯ 60 ¯ 70 ¯ 100 com 10% de deformação Resistência à flexão ASTM C-203 kPa ¯ 150 ¯ 190 ¯ 240 ¯ 150 ¯ 190 ¯ 240 Absorção de água NBR 7973 g/cm2 x 100 - 1 - 1 - 1 - 1 - 1 - 1 Permeabilidade ao vapor NBR 8081 ng/Pa.s.m - 7 - 5 - 5 - 7 - 5 - 5 d’água Coeficiente de NBR 12094 W/(m.k) 0,042 0,039 0,037 0,042 0,039 0,037 condutividade térmica a 23oC Flamabilidade NBR 11948 Material não-retardante à chama Material retardante à chama Tabela 12 - Características exigíveis para o poliestireno extrudado Propriedades Método de ensaio Unidades Tipo I Tipo II Tipo de material - com película sem película Massa específica aparente NBR 11949 kg/m3 30 - 35 28 - 32 Resistência à compressão NBR 8082 kPa 230 - 280 230 - 250 com 10% de deformação Resistência à flexão ASTM C-203 kPa 300 - 350 300 - 350 Absorção de água NBR 7973 g/cm2 x 100 - 1 - 1 Permeabilidade ao vapor NBR 8081 ng/Pa.s.m - 2 - 2 d’água Coeficiente de NBR 12094 W/(m.k) 0,027 0,028 condutividade térmica a 23oC Flamabilidade NBR 11948 Material retardante à chama NBR 11752/1993 5 5.3 Resistência à compressão com 10% de encurtamento Deve ser determinada conforme a NBR 8082. Os resul- tados obtidos devem ser confrontados com os valores indicados nas Tabelas 12 e 13. 5.4 Absorção de água por submersão Deve ser determinada conforme a NBR 7973. Os resul- tados obtidos devem ser confrontados com os valores indicados nas Tabelas 12 e 13. 5.5 Permeabilidade ao vapor de água Deve ser determinada conforme a NBR 8081. Os resul- tados obtidos devem ser confrontados com os valores indicados nas Tabelas 12 e 13. 5.6 Resistência à flexão Deve ser determinada conforme a ASTM C-203 (Procedi- mento C). Os resultados obtidos devem ser confrontados com os valores indicados nas Tabelas 12 e 13. 5.7 Flamabilidade Deve ser determinada conforme a NBR 11948. Os resul- tados obtidos devem ser confrontados com os valores indicados nas Tabelas 12 e 13. 5.8 Condutividade térmica Deve ser determinada conforme a NBR 12094. Os resul- tados obtidos devem ser confrontados com os valores indicados nas Tabelas 12 e 13. 6 Inspeção 6.1 Retirada da amostra Deve ser feita de acordo com a NBR 10411. Quando o produto final não permitir um ensaio direto ou retirada de amostra de acordo com a NBR 10411, por apresentar for- ma complexa, dimensões reduzidas ou reforço estrutural, por estar firmemente aderido a uma superfície, ou por qualquer outra razão, devem ser preparadas simultanea- mente, em separado, peças para ensaio conforme esta- belecido no documento de compra. 6.2 Inspeção visual e dimensional Cada uma das peças retiradas de acordo com 6.1 deve ser examinada para verificação de incidência de qualquer dos defeitos constantes na Tabela 1. 6.3 Inspeção dos lotes prontos para embarque As deficiências de embalagem de acondicionamento e ausência de marcação verificadas na inspeção dos lotes prontos para embarque devem ser corrigidas pelo for- necedor. 7 Aceitação e rejeição 7.1 Para efeito de classificação, as peças retiradas como amostras devem ser consideradas defeituosas se apre- sentarem qualquer defeito visual e/ou dimensional cons- tante na Tabela 1. 7.2 Se o número de peças defeituosas exceder os res- pectivos números de aceitação constantes na NBR 10411, o lote deve ser rejeitado.