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Atividade Enzimática - amilase

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de enzimas:
	 Tubos
	 1
	 2
	 3
	 4
	Solução tampão pH 7,0
	 1ml
	 1ml
	 1ml
	 1ml
	Amido a 2%
	 1ml
	 1ml
	 1ml
	 1ml
	Saliva
	 0ml
	 0,5ml
	 1ml
	 2ml
	Banho Maria 37°C
	 10'
	 10'
	 10'
	 10'
	Lugol 
	 2 gotas
	 2 gotas 
	 2 gotas
	 2 gotas
	Agitar e anotar a cor
	 Roxo escuro 
	 Roxo claro 
	 Translúcido 
	 Translúcido 
DISCUSSÃO
Os resultados obtidos encontram-se dentro da normalidade.
Foi feito um experimento que visou analisar a atividade enzimática da amilase salivar (ptialina), através da: temperatura, do pH e da concentração enzimática, que são os fatores que influenciam a atividade enzimática.
A temperatura ideal para que ocorra a atividade da ptialina é 37°C.Contudo entre 35°C a 40°C ela ainda realiza sua atividade enzimática, de forma que abaixo de 35°C a enzima deixa de realizar sua atividade enzimática, assim como acima de 40°C a enzima desnatura perdendo sua atividade.
O pH ideal para a atividade enzimática da amilase salivar (ptialina) é o mais próximo da neutralidade, sendo o pH 7,0 o ideal. Motivo pelo qual a enzima atua na boca, a qual possui um pH que varia entre 6 a 7,4. De forma que a enzima não consegue fazer a digestão ideal do amido em pH alcalino e pH ácido.
A concentração da enzima atua de forma que, quanto maior a concentração da enzima maior a sua atividade enzimática. Assim como, quanto menor a concentração da enzima menor a sua função.
Ao realizar a alteração de algum desse fatores, nota-se a redução gradativa da atividade enzimática até seu cessamento. Para analisar a influência desses fatores, foram adicionados em frascos: amido a 2%, o qual é quebrado em maltose pela ptialina; saliva, a qual possui a enzima ptialina; assim como foi adicionado o lugol, que é um indicador para testar a presença de amido na solução. O corante (lugol) irá colorir o amido à medida que interage com a estrutura enrolada (forma helicoidal) do polissacarídeo, produzindo uma cor azul escura/ roxo escuro. Ao colorir com a cor roxo escuro/ azul escuro indica que ainda está presente o amido, ou seja, significa que não ocorreu a quebra do amido em maltose. O lugol ao colorir em amarelo/ translucido significa que o amido foi quebrado em maltose, não restando amido para reagir com o mesmo.
Temperatura: para analisar a temperatura, foram separados 3 frascos, cada um com solução tampão com pH 7.0, amido a 2%, saliva e o lugol. Cada frasco foi adicionado ao banho maria por 10 minutos antes de acrescentar o lugol, após acrescentar-se o lugol novamente, o frasco 1 foi colocado a uma temperatura de 0°C por 10', o frasco 2 foi colocado a uma temperatura de 37°C por 10' e o frasco 2 foi colocado a uma temperatura de 100°C por 10'. O frasco 1, após a adição do lugol obteve-se uma coloração roxo escuro, a qual já era esperada visto que a enzima ptialina mesmo estando em um pH ideal, e em uma concentração adequada, não conseguiu realizar sua atividade enzimática, pois ela não degrada o amido em maltose em uma temperatura muito abaixo de sua temperatura ótima.
O frasco 2, após a adição do lugol, foi obtida uma coloração translucida, ou seja, a qual já era esperada, pois a ptialina estava em um pH ideal, com uma concentração adequada, e em sua temperatura ótima para a ação enzimática, ou seja, o amido que estava presente na solução foi degradado em maltose. 
O frasco 3, após a adição do lugol, foi obtida uma coloração purpura, ou seja, a qual já era esperada, pois a ptialina mesmo estando em um pH ideal, com uma concentração adequada, a temperatura estava muito acima da temperatura ideal para que ocorresse a ação enzimática, de forma que a ptialina desnaturou não sendo possível então converter o amido em maltose.
PH: para analisar o pH, foram separados 3 frascos, cada um com amido a 2%, saliva contendo 1 ml e colocados em banho maria 37°C por 10'. No frasco 1 foi acrescentado 1ml de solução tampão com pH 2.0 que significa uma solução acida, seguido da adição de duas gotas de lugol, obtendo-se coloração azul, a qual era esperado, pois a ptialina não consegue fazer a quebra do amido.
No frasco 2 foi acrescentado 1ml de solução tampão com pH 7.0, seguido da adição de duas gotas de lugol, de forma que a solução obteve coloração amarelada, a qual era esperada pois indica que o amido foi quebrado em glicol. No frasco 3 foi acrescentado 1 ml de solução tampão com pH 13.0, que significa uma solução alcalina, seguido da adição de duas gotas de lugol, obtendo-se coloração roxo claro, o que está dentro do esperado, já que o amido não foi quebrado.
Enzima: para analisar a concentração enzimática foram separados 4 frascos, cada um com amido a 2% e foram colocados em banho maria a 37°C. No frasco 1 não foi adicionado saliva, após ser adicionado 2 gotas de lugol, a solução obteve a cor roxo escuro, a qual está dentro do esperado, visto que a ausência da enzima ptialina evidencia que não foi possível a quebra do amido, já que é necessário a presença da mesma para que ocorra a ação enzimática.
No frasco 2, foi adicionado 0,5 ml de saliva, após a adição de 2 gotas de lugol a solução obteve coloração roxo claro, o que significa que ocorreu uma pequena ação enzimática, devido à pouca quantidade da ptialina em relação com a quantidade de amido que deveria ser quebrado em maltose.
No frasco 3, foi acrescentado 1 ml de saliva e duas gotas de lugol, e a solução obteve coloração translucida, o que significa que em uma maior concentração a ptialina é capaz de degradar uma maior quantidade de amido.
No frasco 4, foi acrescentado 2ml de saliva e duas gotas de lugol, e a solução obteve coloração translucida, concluindo-se então que quanto maior a concentração da enzima ptialina, maior a sua ação enzimática.
CONCLUSÃO
A partir da análise do experimento, foi possível concluir que, a Hidrolise enzimática permite avaliar os diferentes fatores que interferem na atividade enzimática, o qual foi dividia em influência da temperatura, influência do PH e a influência da concentração de enzima.
Após o teste de influência da temperatura foi verificado que, a temperatura é um fator muito importante na atividade das enzimas, pois dentro de certos limites, a velocidade da reação aumenta com o aumento da temperatura, mas a partir de certa temperatura a velocidade e a ação das enzimas diminuem bruscamente.
Outro fator que visto, é a influência do PH na atividade enzimática, onde assim como no caso da temperatura, existe um valor ideal para a atividade enzimática, onde em um PH ácido (PH 2,0) não houve a quebra do amido em carboidrato, já em um PH neutro (PH 7,0) houve o resultado esperado, onde o amido foi quebrado em maltose, indicado pela coloração amarelada após a reação, já com uma solução alcalina (PH 13,0) foi obtido um resultado dentro do esperado também, onde o amido não foi quebrado em maltose.
Com esses dois fatores, foi concluído que no caso da temperatura e do PH, existe um valor ótimo para ocorrer a quebra do amido.
Em relação à concentração de enzima foi concluído que quanto maior a concentração de enzima, maior será sua atividade enzimática.
REFERÊNCIAS
GUYTON, A. C. & HALL, J. E.; 2010. Trata-o de Fisiologia Médica. 10 ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro.
COSTANZO, Linda S. Fisiologia. 5. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014.
Descritores em Ciências da Saúde: DeCS 2017 ed. re. E ampl. Sâo Paulo: BIREME / OPAS / OMS, 2017. Disponível em: <http://decs.bvsalud.org>. Acesso em 17 mar. 2018. 
MORITA, T; ASSUMPÇÃO, R.M.V. Manual de soluções, reagentes e solventes. 2. ed., São Paulo: Edgard Blücher, 1986.
LEHNINGER, A.L.; NELSON, D.L.; COX, M.M. Princípios de Bioquímica. 2. ed. São Paulo: Sarvier, 2000. 839p.
GRANGER, Kivlighan KT, el-Sheikh M, Gordis EB, Stroud LR. Salivary alpha-amylase

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