Módulo I   Controladoria Geral da União  Estrutura e Instrumentos de Apuração
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Módulo I Controladoria Geral da União Estrutura e Instrumentos de Apuração


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16/04/2018 Módulo I - Controladoria Geral da União: Estrutura e Instrumentos de Apuração
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Módulo I - Controladoria Geral da União: Estrutura e Instrumentos
de Apuração
Controladoria Geral da União: Estrutura e Instrumentos de Apuração
Site: Instituto Legislativo Brasileiro - ILB
Curso: Deveres, Proibições e Responsabilidades do Servidor Público Federal
Livro: Módulo I - Controladoria Geral da União: Estrutura e Instrumentos de Apuração
Impresso por: ELOI FERREIRA PEREIRA
Data: Segunda-feira, 16 Apr 2018, 15:04
16/04/2018 Módulo I - Controladoria Geral da União: Estrutura e Instrumentos de Apuração
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Sumário
Módulo I - CGU: Estrutura e Instrumentos de Apuração
Unidade 1 - A Controladoria-Geral da União e o Sistema Correcional: instrumentos de apuração disciplinar
Unidade 2 - A estrutura regimental da CGU
Pág. 3
Pág. 4
Unidade 3 - Especificidade das Corregedorias
Pontos Comuns na Via Hierárquica
Exercícios de Fixação - Módulo I
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Módulo I - CGU: Estrutura e Instrumentos de Apuração
Ao final do Módulo I, o aluno deverá ser capaz de
identificar os instrumentos de apuração disciplinar na
Controladoria Geral da União (CGU).
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Unidade 1 - A Controladoria-Geral da União e o Sistema Correcional: instrumentos de
apuração disciplinar
Há variações, órgão a órgão, de a quem pessoalmente a norma atribui a competência para apreciar as notícias de supostas irregularidades e para
instaurar a sede disciplinar; mas, por outro lado, padroniza-se que, institucionalmente, a apuração de irregularidades na administração pública, em
regra, é efetuada no próprio órgão onde ela ocorreu.
A Controladoria-Geral da União (CGU) foi criada no dia 2 de abril de 2001, pela Medida Provisória n° 2.143-31. Inicialmente denominada
Corregedoria-Geral da União (CGU), o órgão é vinculado diretamente à Presidência da República. A CGU teve originalmente como propósito
declarado o de combater, no âmbito do Poder Executivo Federal, a fraude e a corrupção e promover a defesa do patrimônio público.
Quase um ano depois, o Decreto n° 4.177, de 28 de março de 2002, integrou a Secretaria Federal de Controle Interno (SFC) e a Comissão de
Coordenação de Controle Interno (CCCI) à estrutura da então Corregedoria-Geral da União. O mesmo Decreto n° 4.177 transferiu para a
Corregedoria-Geral da União as competências de Ouvidoria-Geral, até então vinculadas ao Ministério da Justiça.
A Medida Provisória n° 103, de 1° de janeiro de 2003, convertida na Lei n° 10.683, de 28 de maio de 2003, alterou a denominação do órgão para
Controladoria-Geral da União, assim como atribuiu ao seu titular a denominação de Ministro de Estado do Controle e da Transparência.
Posteriormente, o Decreto n° 5.683, de 24 de janeiro de 2006, alterou a estrutura da CGU, conferindo maior organicidade e eficácia ao trabalho
realizado pela instituição, trazendo à Corregedoria-Geral da União (unidade integrante da CGU) uma estrutura para acompanhamento, fiscalização e
orientação dos trabalhos correcionais. Além disso, também foi criada a Secretaria de Prevenção da Corrupção e Informações Estratégicas (SPCI) -
atualmente Secretaria de Transparência e Prevenção da Corrupção (STPC) -, responsável por desenvolver mecanismos de prevenção à corrupção.
Desta forma, o agrupamento das principais funções exercidas pela CGU \u2013 controle, correição, prevenção da corrupção e ouvidoria \u2013 foi efetivado,
consolidando-as em uma única estrutura funcional.
Mais recentemente, a estrutura regimental da CGU foi alterada por meio do Decreto nº 8.109/13. Assim, no âmbito da Corregedoria-Geral da União,
além das Corregedorias Adjuntas das Áreas Econômica, de Infraestrutura e Social, que englobam um total de dezoito Corregedorias Setoriais, foram
criadas duas novas coordenações: Responsabilização de Entes Privados e Monitoramento de Processos Disciplinares. 
Nesse rumo, o art. 18 da Lei nº 10.683, de 28/05/03, impõe à Controladoria-Geral da União encaminhar aos órgãos competentes as representações
ou denúncias fundamentadas que receber e acompanhar e inspecionar as apurações. Daí, sempre que a Controladoria-Geral da União constatar
omissão da respectiva autoridade instauradora ou, facultativamente, nos casos envolvendo lesão ou ameaça de lesão a patrimônio federal, os §§ 1º,
2º e 4º do artigo supra conferem-lhe os poderes de avocar o apuratório e de instaurar procedimento para apurar a inércia da autoridade
originariamente competente. A saber, a Lei nº 10.683, de 28/05/03, dispõe sobre a atual organização da Presidência da República e dos Ministérios
e prevê a Controladoria-Geral da União como um órgão integrante da Presidência da República, com status de Ministério, assistindo diretamente o
Chefe do Poder Executivo nos assuntos relacionados à defesa do patrimônio público, no sentido amplo da expressão.
 
 Lei nº 10.683, de 28/05/03, Arts. 17 e 18
Em relação especificamente ao Sistema de Correição do Poder Executivo Federal, tal sistema foi criado pelo Decreto nº 5.480, de 30 de junho de
2005, e constitui-se de unidades voltadas às atividades de prevenção e apuração de irregularidades disciplinares, desenvolvidas de forma
coordenada e harmônica.
Alterado pelo Decreto nº. 7128, de 2010, o Decreto 5.480, de 30/06/2005, e elenca as competências de seus órgãos integrantes, a saber, da
Controladoria-Geral da União, como órgão central; das unidades correcionais setoriais, junto aos Ministérios (corregedorias vinculadas técnica e
hierarquicamente ao órgão central); das unidades correcionais seccionais (corregedorias dos órgãos componentes da estrutura dos Ministérios, bem
como de suas autarquias e fundações e empresas estatais); e da Comissão de Coordenação e Correição (colegiado de função consultiva, com o fim
de uniformizar entendimentos). Em reforço ao já abordado linhas acima (que, embora ainda como exceção, alguns órgãos públicos federais já
contam em seu organograma com uma unidade especializada para a matéria correcional), este Decreto impõe a tendência crescente de os órgãos
instituírem suas corregedorias, como reflexo da atual relevância da matéria.
 
 Decreto nº 5.480, de 30/06/05, Arts 2º ao 6º e 8º
 
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Unidade 2 - A estrutura regimental da CGU
A estrutura regimental da Controladoria-Geral da União foi aprovada por meio do Decreto n° 5.683, de 24/01/06, posteriormente revogado pelo
Decreto 8.109, de 17/09/13, de onde se extrai que, na matéria que aqui mais interessa, ou seja, na competência correcional, o órgão central conta
com a Corregedoria-Geral da União, tendo em sua jurisdição três Corregedorias Adjuntas, subdivididas por área de atuação (de Área Econômica, de
Área de Infra-Estrutura e de Área Social). Abaixo dessas três Corregedorias Adjuntas, situam-se as unidades correcionais setoriais, junto aos
Ministérios das respectivas áreas. Por fim, dentro das unidades correcionais setoriais, encontram-se as unidades correcionais seccionais, quais
sejam, as corregedorias dos órgãos de cada Ministério.
 Decreto nº 8.109 de 17/09/13, Arts 3º, 15 e 16
Atendendo aos dispositivos acima, a Portaria-CGU nº 335, de 30/05/06, regulamentou o Sistema de Correição do Poder Executivo Federal e, em
síntese, definiu os instrumentos a serem