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entre o 
trabalho do autor e sua doença. Apresentou norma coletiva, autorizando a 
substituição de vale alimentação por pagamento em dinheiro, com desconto em 
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Curso Preparatório para OAB 2ª Fase – Área Trabalhista 
Profs. Cleize C. Kohls e Luiz Henrique M. Dutra 
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folha proporcional, conforme recibos juntados, comprovando os pagamentos dos 
valores. Afirmou que não devia as multas dos artigos 467 e 477 da CLT por não 
haver verba a pagar e que procederia a anotação de dispensa na CTPS com a 
data da defesa. Pugnou pela improcedência dos pedidos. 
A segunda ré defendeu-se, aduzindo ser parte ilegítima para figurar na 
lide, pois escolheu a primeira ré por processo licitatório, com observância da lei, 
comprovando documentalmente a fiscalização efetiva do contrato com a primeira 
ré e a relação dessa com os seus funcionários que lhe prestavam serviços. 
Salientou a prescrição e refutou os pedidos do autor, negando os mesmos. O 
autor teve vista das defesas e dos documentos, não impugnando os mesmos. 
Indagadas as partes, as mesmas declararam que não tinham mais provas a 
produzir e se reportavam aos elementos dos autos, permanecendo 
inconciliáveis. O autor se recusou a fornecer a CTPS para que fosse anotada a 
dispensa. É o Relatório. 
 Decide-se: Não há prescrição, pois o curso desta foi interrompido. A segunda 
ré foi tomadora dos serviços, logo é parte legítima. Procede o pedido de 
conversão da dispensa por justa causa em dispensa imotivada. A justa causa é 
o maior dos castigos ao empregado. Logo, tendo havido desconto dos dias de 
falta, não há desídia, porque haveria dupla punição. Logo, procedem os pedidos 
de aviso prévio, férias vencidas e proporcionais + 1/3, FGTS + 40%, seguro 
desemprego e anotação de dispensa na CTPS com multa diária de R$ 500,00 
pelo descumprimento, além da incidências das multas dos artigos 467 e 477 da 
CLT pelo não pagamento das verbas. Procede o pedido de indenização por 
danos morais, que fixo em R$ 5.000,00, pois é claro que se o autor carregava 
malas, sua hérnia de disco decorre da função, sendo também reconhecida a 
estabilidade pelo acidente de trabalho (doença profissional), que ora se convola 
em indenização pela projeção do contrato de trabalho, o que equivale a R$ 
10.000,00. 
Improcede a devolução de descontos do vale alimentação, pois a ré 
provou a concessão do vale por substituição em dinheiro e autorizado em norma 
coletiva. Logo, também não há a integração desejada. Procede o pedido de 
horas extras e reflexos, pois o autor extrapolava a jornada constitucional de 8 
horas por dia. Procede o adicional de periculosidade por analogia à Súmula 39 
do TST. Procede a condenação da segunda ré, pois havendo terceirização, esta 
responde subsidiariamente. Improcedentes os demais pedidos. 
Custas de R$ 600,00, pelas rés, sobre o valor da condenação estimado 
em R$ 30.000,00. Recolhimentos previdenciários e fiscais, conforme a lei, assim 
como juros e correção monetária. Partes cientes. Fulano de Tal Juiz do Trabalho 
Apresente a peça respectiva para defesa dos interesses da segunda ré. (valor: 
5,00) 
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PEÇA 19) ENUNCIADO - VI EXAME 
 
Ednalva Macedo, assistida por advogado particular, ajuizou reclamação 
trabalhista, pelo rito ordinário, em face de Pedro de Oliveira (RT nº 0001948-
10.2011.5.03.0020), em 5/10/2011, afirmando que, após ter concluído o curso 
superior de enfermagem, foi contratada, em 13/2/2005, para dar assistência à 
mãe enferma do reclamado, que com ele coabitava, tendo sido dispensada sem 
justa causa, com anotação de dispensa na CTPS em 8/7/2010. Diz que recebia 
salário mensal correspondente ao piso salarial regional, que sempre foi inferior 
ao salário normativo da categoria profissional dos enfermeiros, conforme normas 
coletivas juntadas aos autos. 
Alega que trabalhava de segunda-feira a sábado, das 12 às 24 horas, com 
uma hora de intervalo para repouso e alimentação, sem pagamento de horas 
extraordinárias e de adicional noturno. Aduz que o reclamado lhe fornecia 
alimentação e material de higiene pessoal, sem que os valores concernentes a 
essas utilidades fossem integrados ao seu salário. Também salienta que não 
foram pagas as quotas referentes ao salário-família, apesar de ter apresentado 
a certidão de nascimento de filho menor de 14 anos, o atestado de vacinação 
obrigatória e a comprovação de frequência à escola, nos termos da legislação 
previdenciária. Por fim, disse que o reclamado não efetuou o recolhimento dos 
depósitos do FGTS e das contribuições previdenciárias relativas a todo o período 
do contrato de trabalho. 
Diante do acima exposto, postula: a) o pagamento das diferenças salariais 
em relação ao salário normativo da categoria profissional dos enfermeiros, com 
base nos valores constantes nas normas coletivas juntadas aos autos, e dos 
reflexos no aviso prévio, nas férias, nos décimos terceiros salários, nos depósitos 
do FGTS e na indenização compensatória de 40% (quarenta por cento); b) o 
pagamento a título de horas extraordinárias daquelas excedentes à oitava diária, 
com adicional de 50% (cinquenta por cento), e dos reflexos no aviso prévio, nas 
férias, nos décimos terceiros salários, nos depósitos do FGTS e na indenização 
compensatória de 40% (quarenta por cento); c) o pagamento do adicional 
noturno relativo ao período de trabalho compreendido entre as 22 e 24 horas e 
dos reflexos no aviso prévio, nas férias, nos décimos terceiros salários, nos 
depósitos do FGTS e na indenização compensatória de 40% (quarenta por 
cento); d) o pagamento das diferenças decorrentes da integração no salário 
mensal dos valores concernentes à alimentação e ao material de higiene pessoal 
fornecidos pelo reclamado, assim como dos respectivos reflexos no aviso prévio, 
nas férias, nos décimos terceiros salários, nos depósitos do FGTS e na 
indenização compensatória de 40% (quarenta por cento); e) o pagamento das 
quotas do salário-família correspondentes a todo o período trabalhado; f) o 
pagamento dos valores atinentes aos depósitos do FGTS relativos ao contrato 
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de trabalho; g) o recolhimento das contribuições previdenciárias referentes a 
todo período contratual e h) o pagamento de honorários advocatícios. 
Considerando que a reclamação trabalhista foi distribuída à MM. 20ª Vara 
do Trabalho do Rio de Janeiro/RJ, redija, na condição de advogado contratado 
pelo reclamado, a peça processual adequada, a fim de atender aos interesses 
de seu cliente. (Valor: 5,0) 
 
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PEÇA 20) ENUNCIADO - V EXAME 
Joaquim Ferreira, assistido por advogado particular, ajuizou reclamação 
trabalhista, pelo rito ordinário, em face da empresa Parque dos Brinquedos Ltda. 
(RT nº 0001524-15.2011.5.04.0035), em 7/11/2011, alegando que foi admitido 
em 3/2/2007, para trabalhar na linha de produção de brinquedos na sede da 
empresa localizada no Município de Florianópolis-SC, com salário de R$ 
2.000,00 (dois mil reais) mensais e horário de trabalho das 8 às 17 horas, de 
segunda-feira a sábado, com 1 (uma) hora de intervalo intrajornada. Esclarece, 
contudo, que, logo após a sua admissão, foi transferido, de forma definitiva, para 
a filial da reclamada situada no Município de Porto Alegre-RS e que jamais 
recebeu qualquer

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