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Citoesqueleto Parte 1 Por Luan Matos de Menezes É necessária a presença de estruturas que sejam capazes de manter a célula organizada, realizarem o transporte de substâncias no interior da célula, confiram resistência a célula e se movimentar. Para tais funções existem os citoesqueletos. Existem três tipos de filamentos básicos que compõem o citoesquelto. Esses são os filamentos de actina, microtubulos e filamentos intermediários. Porém, estes não são capazes de realizar suas funções sozinhas, dependendo também de proteínas acessórias e de proteínas motoras. Esses filamentos são dinâmicos e capazes de se reorganizar. Exemplo clássico na formação de psudopodes e filopodes, onde os filamentos de actina são quebrados e reconstruídos, ou na divisão celular, em que o citoesqueleto de microtúbulos é quebrado e reformado em fuso mitótico. Eventualmente, estruturas estáveis como cílios do aparelho auditivo, persistem até a morte do indivíduo. Os três tipos de filamentos são formados de monômeros que podem estar livres ou associados aos filamentos. Além disso, podem sofrer interações laterais das proteínas assessorias. Esses monômeros estão associados por ligações NÃO COVALENTES! Isso permite com que essa associação e dissociação do citoesqueleto ocorra mais rapidamente. Os filamentos não são seqüenciais. Eles formam estruturas de protofilamentos, ou seja, um conjunto de filamentos que fazem interações laterais entre si. Essa estrutura garante mais resistência ao filamento. Nucleação é o processo de formação de novos filamentos. É importante lembrar que concentração crítica se diz da concentração de unidades dissociando sobre as associadas. O microtubulo é uma estrutura cilíndrica, oca, composta por 13 filamentos em cada tubo e composto por dois monômeros especiais. Alfa tubulina e beta tubulina. A alfa tubulina é firmemente aderida ao seu GTP, não sendo este hidrolisável. Diferente da beta tubulina. Que tem seu domínio com GTP exposto. Os filamentos vão se ligar de forma intercalada entre alfa e beta tubulina, de forma que as ligaões laterais ocorram entre subunidades semelhantes. Já os filamentos de actina são formados pelo monômero de actina somente. Eles seguem uma conformação que gera um formato de hélice na interação entre três filamentos. Ela Não é ligada a GTP e sim a ATP. É extremamente importante entender que os filamentos têm uma extremidade mais e uma extremidade menos, que nada tem a ver com carga elétrica. Uma subunidade que esteja fosforilada (com ATP ou GTP) tende a estar fortemente aderida ao filamento, de forma que e mais provável que outra molécula livre se associe antes de haver dissociação, portanto tende a aumentar, esta é a extremidade mais. Na extremidade menos temos o inverso. A unidade não fosforilada tende a dissociar antes de uma unidade ova aderir, portanto temos diminuição. Essa dinâmica da entrada e saída dos citoesqueletos é o que vai sustentar os dois processos dinâmicos do citoesqueleto. O treadmilling e a instabilidade dinâmica. Esses dois processos são importantes, pois contribuem para a rápida dinâmica de adaptação dos citoesqueletos conforme haja necessidade para a célula. Tubulinas e miosinas são extremamente conservadas na evolução dos eucariotos de forma que leveduras menores têm subunidades muito similares a de mamíferos por exemplo. Os filamentos intermediários não estão dispostos a essas instabilidades dinâmicas. Eles são formados na seguinte ordem. Uma proteína Alf hélice se junta com semelhante de mesma orientação (C terminal para N terminal, por exemplo) formando um dímero. Esse dímero se enrola com outro dímero de orientação oposta, formando tetrâmero. Esse tetrâmero junta com mais 8, formando um conjunto de 32. Essa é a idéia de formação de um filamento intermediário. Filamentos intermediários são os filamentos que mais resistência mecânica confere, porém não estão presentes em todas as células. Eles permitem que axônios se desenvolvam de forma tão longa no corpo, assim como são responsáveis pela formação da queratina das unhas, dos cabelos e da pele. Também formam comunicações celulares chamadas de desmossomos. Uma doença que acontece pela má formação desses filamentos é a epidermolise bolhosa simples. Existem fármacos que são capazes de parar a síntese de citoesqueletos ou promover sua quebra, com isso, evitando divisão celular, sendo útil par a terapia do câncer. Lembrando que a colchicina é muito cancerígena e não é usada como fármaco. Abaixo está uma tabela com a relação destes fármacos. Nas bactérias, o citoesqueleto será sintetizado por uma classe de proteínas chamada de FtsZ. O crescimento de filamentos de citoesqueleto se da por um processo chamado nucleação! Os microtubulos são nucleados a partir dos centrossomos (região onde ficam os centrioos). Alí se forma o centro organizador de microtubulos. Os microtubulos vão surgir de uma tubulina especial, a gama tubulina, que ira formar os anéis de gama tubulina que promoverão a formação dos microtubulos. Os filamentos de actina freqüentemente são nucleados na membrana plasmática. Eles têm dois mecanismos para nucleação, através das proteínas ARP2 e ARP3, capazes de promover a nucleação dos fragmentos de actina e formar filamentos em forma de Rede. Já as forminas formam filamentos paralelos. Os filamentos costumam ficar próximos a membrana pois lá fica o córtex celular preenchido por actina. Existe uma série de proteínas acessórias que são capazes de regular ou altera a dinâmica dos citoesqueletos. Timosina é proteína capaz de se ligar a unidade slivres de actina e impedir sua associação ao filamento. Já a Profilina pode inativar esta proteína e promover ligação da unidade livre. A cofilina acelera o processo de dissociação na extremidade menos do filamento. Topomiosina estabiliza o filamento e impede a associação de outras proteínas. Proteínas de capeamento ou Capz, capeiam uma extremidade do filamento (geralmente a menos, assim você tem um aumento do filamento). A gelsolina quebra os filamentos e se liga a extremidade mais, o que pode promover ainda uma dissociação destes pequenos filamentos. Fimbrina se liga entre filamentos gerando uma estrutura estpavel e não contrátil (conformação paralelo). Sub unidades de uma molécula especial de actina, a alfa actina, gera feixes em rede que podem sofrer ação contrátil. Espectrina e filamina podem aderir o citoesqueleto de actina a membrana celular ou a organelas especiais. Existe um complexo erm que também ancora um único filamento a membrana celular. Para microtubulos teremos as estatiminas, que se adere a subunidades do dímero alfa beta e impedem sua associação ao microtubulo. As TIPs, que se ligam a extremidade mais, não impedem seu crescimento, e são capazes de grudar o microtubulo a alguma estrutura. A Cinesina 13 é um fator de catástrofe que acelera este processo. A catanina gera fragmentação total do citoesquelto de microtubulos. As proteínas tau geram interação muito próximas de microtubulos em uma sugestiva conformação em rede, já as MAP-2, geram uma conformação mais frouxa de associação. As Plectinas ligam as microtubulos a filamentos intermediários, permitindo que eles fiquem mais compridos dentro de um axônio por exemplo.