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ANÁLISE ERGONÔMICA DO TRABALHO SETOR DE OFICINA MECÂNICA AUTOMOTIVA

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Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho 
Disciplina de Ergonomia 
Prof. Wander Pacheco Vieira 
 
 
 
 
 
 
ANÁLISE ERGONÔMICA DO TRABALHO 
SETOR DE OFICINA MECÂNICA AUTOMOTIVA 
 
(TRABALHO FEITO COM SUPOSIÇÕES 
FEITAS PELO PROFESSOR. EX: A OFICINA 
DEVE SER FEITA NO ESPAÇO DE UMA 
SALA DE AULA; O LEVANTAMENTO DE 
PESO DEVE SER O REALIZADO NA AULA 
PRATICA DE LABORATÓRIO...) 
Integrantes do grupo: 
Cássio Rigo Altoé 
Márcio Cardozo Van Der Put Junior 
Rosa Eurídice Rodrigues de Oliveira 
 
 
 
Vila Velha - ES 
2018 
CÁSSIO RIGO ALTOÉ 
MÁRCIO CARDOZO VAN DER PUT JUNIOR 
ROSA EURÍDICE RODRIGUES DE OLIVEIRA 
 
 
 
 
 
ANÁLISE ERGONÔMICA DO TRABALHO 
SETOR DE OFICINA MECÂNICA AUTOMOTIVA 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho realizado à disciplina de Ergonomia do curso 
de pós-graduação em Engenharia de Segurança do 
Trabalho da Universidade de Vila Velha, como 
requisitos para avaliação. 
Prof. Mcs. Wander Pacheco Vieira 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VILA VELHA 
2018
3 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 4 
2 IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA ................................................................................. 5 
3 ORGANOGRAMA DA EMPESA ................................................................................... 6 
4 OBJETIVOS .................................................................................................................. 7 
 4.1 Objetivo geral ........................................................................................................ 7 
 4.2 Objetivos específicos ............................................................................................. 7 
5 METODOLOGIA UTILIZADA ........................................................................................ 7 
 5.1 Análise ergonômica oficina mecânica – método NIOSH ....................................... 8 
 5.2 Análise dos registros posturais do método NIOSH................................................ 8 
 5.3 Avaliação do ambiente .......................................................................................... 9 
 5.4 Avaliação e observação da tarefa ......................................................................... 9 
 5.4.1 Descrição da tarefa ..................................................................................... 10 
 5.5 Analise do homem ............................................................................................... 11 
 5.6 Análise de NIOSH ............................................................................................... 12 
 5.7 Análise alturas mobiliários ................................................................................... 18 
 5.8 Condições ambientais de trabalho ...................................................................... 21 
 5.8.1 Ruído ........................................................................................................... 21 
 5.8.2 Temperatura e umidade .............................................................................. 22 
 5.8.3 Ventilação .................................................................................................... 23 
 5.8.4 Iluminação ................................................................................................... 23 
6 CONCLUSÃO .............................................................................................................. 26 
7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................ 27 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
 
Ergonomia é um estudo multidisciplinar e busca promover o equilíbrio interagindo 
o homem com o trabalho afim de tornar essa experiência prazerosa e sem danos à 
saúde. Quando uma empresa está engajada nesse assunto, ela não só está 
colaborando com um bom rendimento dos seus funcionários, mas também, está 
proporcionando uma mudança significativa na qualidade de vida das pessoas e 
consequentemente a produção da empresa pode aumentar significativamente. 
 
Todo trabalhador está inserido em um ambiente cada vez mais exigente tanto 
mental como fisicamente. Um trabalhador comum passa quase um terço do dia no seu 
ambiente de trabalho, e é por isso que temos que dar atenção para a ergonomia. Para 
garantir nossa qualidade de vida, durante o expediente o cuidado com nossa postura 
deve ser encarado com muita atenção, pois nesse período os trabalhadores assumem 
inúmeras posturas diferentes e demandam esforços físicos que no futuro podem causar 
doenças ocupacionais relacionadas ao trabalho (DORT). 
 
Vieira (2008), descreve que trabalhadores que desempenham suas funções em 
pé e com os braços erguidos acima da linha dos ombros podem desenvolver dores na 
coluna e nos membros superiores. A profissão do mecânico de automóveis é uma das 
profissões que tem essa característica, pois o trabalho é desenvolvido de forma manual 
com o auxilio de ferramentas específicas para cada tarefa. Diariamente este profissional 
necessita realizar manutenções na parte inferior do veículo, obrigando-o a adotar 
posturas inadequadas o que pode causar fadiga muscular. 
 
Pode-se citar como resultado dessas discussões, a NR17 (Norma 
Regulamentadora 17) em seu item 17.1 que visa estabelecer: “parâmetros que 
permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas 
dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e 
desempenho eficiente” (MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO, 2008). 
5 
 
A partir dos estudos da importância da ergonomia nos postos de trabalho foi 
proposto planeja uma oficina mecânica automotiva em um espaço onde atualmente é 
uma sala de aula. Nesse planejamento serão discutidos os possíveis problemas 
ergonômicos, avaliação da postura dos trabalhadores e as características do ambiente 
de trabalho. 
 
2. IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA 
 
RAZÃO SOCIAL: RMC Oficina Mecânica Ltda 
RAMO DA ATIVIDADE: CNAE 4520-0/01 SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO E 
REPARAÇÃO MECÂNICA DE VEÍCULOS AUTOMOTORES 
NÚMERO DE TRABALHADORES: 3 (três) 
GRAU DE RISCO: 3 (três) – Tabela Nr 4 (SESMT CNAE 4520-0) 
ENDEREÇO: Rua das Flores, nº 10 – Bairro Belo Jardim-Vila Velha – ES 
Telefone: 27 35347060 
 
A RMC oficina é uma pequena empresa familiar ciada pelo patriarca da família e 
nela hoje trabalha 03 funcionários, um mecânico, um lanterneiro e um pintor. 
 
O espaço onde a oficina funciona é um local que foi adaptado de uma sala de aula 
com pouca mais de 29 m² de área. Essa adaptação foi feita buscando um melhor modo 
de funcionamento e otimização do espaço. A mudança pode ser vista nos esquemas a 
seguir: 
6 
 
 
 
FIGURAS 01 a 04: plantas do ambiente de trabalho 
 
3. ORGANOGRAMA DA EMPRESA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROPRIETÁRIO\DIRETOR 
MECÂNICO LANTERNEIRO PINTOR 
7 
 
CBO / Função Descrição 
 9144-05 - Mecânico de veículos Elaboram planos de manutenção; realizam manutenções de 
 motores, sistemas e partes de veículos automotores. Substituem 
 peças, reparam e testam desempenho de componentes e 
 sistemas de veículos. Trabalham em conformidade com normas 
 e procedimentos técnicos, de qualidade, de segurança e de 
 preservação do meio ambiente. 
 9913-05 - Lanterneiro de automóveis Analisam o veículo a ser reparado, realizam o desmonte 
9913-15 - Pintor de veículos e providenciam materiais, equipamentos,ferramentas e 
 condições necessárias para o serviço. Preparam a lataria do 
 veículo e as peças para os serviços de lanternagem e pintura. 
 Confeccionam peças simples para pequenos reparos. Pintam e 
 montam o veículo. Trabalham seguindo normas de segurança, 
 higiene, qualidade e proteção ao meio ambiente. 
Tabela 01: Função dos funcionários 
 
 
4. OBJETIVOS 
 
4.1 Objetivos gerais: 
 
O objetivo principal do trabalho é mostrar que a empresa atende aos requisitos 
da NR 17 compreendendo aos aspectos: ambientais, tecnologia, fatores humanos e 
modo operatório. 
 
 
4.2 Objetivos Específicos: 
 
Este trabalho tem como objetivo fazer uma avaliação ergonômica do posto de 
trabalhos de uma oficina mecânica no setor serviços mecânicos compreendendo 
avaliação de ruído, temperatura, luminosidade, esforço físico e postura. Sempre se 
levando em conta a intensidade, frequência e duração. 
 
 
5. METODOLOGIA UTILIZADA 
 
 
A atividade de prestação de serviços de manutenção em veículos automotores 
necessita de profissionais habilitados e capacitados a desenvolverem essa função, 
8 
 
chamada de mecânico automotivo. Os profissionais desta área devem receber 
treinamentos específicos para cada tarefa a ser desenvolvida. Diversas são as tarefas 
desenvolvidas pelo mecânico de automóveis. 
 
Na oficina foram realizadas medições locais a fim de verificar parâmetros que 
permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas 
dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e 
desempenho eficiente, como descrito na Norma Regulamentadora 17. 
 
O software Ergolândia versão 3.0 foi desenvolvido pela FBF Sistemas e possui 
vários métodos e ferramentas ergonômicas que auxiliam na avaliação dos postos de 
trabalho, aumentando sua produtividade e diminuindo os riscos ocupacionais. 
 
A avaliação das condições ergonômicas do posto de trabalho dos mecânicos 
automotivos foi feita utilizando o método NIOSH. Este método foi utilizado neste 
trabalho porque tem como premissa básica ser um método simples, possibilitando 
facilidade no seu uso e no seu aprendizado. 
 
5.1 Análise ergonômica oficina mecânica – método NIOSH 
 
Este trabalho destina-se à avaliação ergonômica das atividades mais frequentes 
de uma oficina mecânica de autos. 
 
5.2 Análise dos registros posturais do método NIOSH 
 
A oficina mecânica ambiente desta análise é uma empresa situada no município 
de Vila Velha – ES. Seu expediente é de segunda a sexta-feira das 8 às 18h, e sábado 
das 8 as 12h. Existem pausas programadas para descanso de almoço (1h) e duas de ½ 
hora nos períodos da manhã e tarde. A equipe é formada por 1 mecânico, 1 lanterneiro 
e 1 pintor. Iremos somente analisar as tarefas do mecânico. Abaixo ser visto a tabela 
com os dados dos funcionários da oficina. 
 
9 
 
Função
Experiência na 
função (anos)
Formação Sexo Idade Altura Peso
Mecânico Pleno 20 Tecnico Masc. 54 1,87 98
Lanterneiro 12 Tecnico Fem. 40 1,64 45
Pintor 2 Tecnico Masc. 26 1,82 75
 
Tabela 02 – Dados dos empregados da oficina mecânica. 
 
Pelo levantamento das ordens de serviço da oficina podemos verificar que temos 
um total de 92 tipos de serviços prestados, sendo o mais frequente o de “troca de disco 
de freio”. Iremos basear nossa análise nesta tarefa. 
 
5.3 Avaliação do ambiente 
Procuramos fazer uma análise detalhada do local de trabalho para detectar 
qualquer deficiência de iluminação, excesso de ruído, temperatura adequada. Fizemos 
duas avaliações: noite as 19:00 hs e de dia as 10:00 hs. 
 
As avaliações de iluminação, ruído, temperatura, ventilação e vibração estão na 
parte inicial do trabalho. 
 
Instalações de apoio: verificamos a existência de vestiários e banheiros em bom 
estado de limpeza e conservação. Além de área com mesas, bebedouro, forno de 
micro-ondas e pia para as refeições. 
 
5.4 Avaliação e observação da tarefa 
Objetivo nesta etapa é a análise da detectar qualquer sobrecarga física no 
trabalho, esforços repetitivos, postura inadequada, Levando-se em conta a frequência, 
intensidade e duração das tarefas. 
 
Na primeira etapa fizemos o levantamento documental (ordens de serviço, 
padrões, normas internas, etc.) das etapas deste serviço através de seus padrões 
operacionais. Após analise dos documentos, fizemos uma entrevista com os 
10 
 
funcionários e pedimos aos mesmos que descrevessem o serviço. E por fim 
acompanhamos em loco o serviço sendo realizado. Tivemos a oportunidade de 
acompanhar três trocas dos discos de freio. 
 
A troca do disco de freio é feita em sete etapas: desmontagem, limpeza, medição 
do desgaste, envio para usinagem, conferencia após usinagem, montagem e teste. 
Também notamos que existem vários modelos de disco de freio, dependendo do tipo de 
veículo. Variando em tamanho, formato e peso. Sendo o mais passado o de 
caminhonete. No estudo a seguir utilizamos o de maior peso. 
 
Na comparação entre descrição de tarefa e no acompanhamento da tarefa 
propriamente dita, verificamos que existem pontos de melhoria na etapa de 
desmontagem e envio para usinagem. 
 
Nesta etapa do serviço, quando após a medição do desgaste é detectado que se 
faz necessário uma usinagem, o disco de freio é enviado ao setor de usinagem anexo 
ao galpão em questão. 
 
5.4.1 Descrição da tarefa 
 Medir o desgaste do disco e empeno. Se o desgaste for maior do que 10% da 
espessura original e o empeno maior do que 3mm o disco deve ser removido 
para usinagem; 
 Desmontar o disco de freio; 
 Coloca-lo no pallet de discos para envío a usinagem; 
De todas as tarefas, verificamos que esta última, a de colocação do disco no pallet 
requer o maior esforço. Todos os discos danificados são colocados em um canto da 
oficina e depois o mecânico levanta disco a disco do nível do piso colocando na mesa, 
girando o corpo em 90 graus. 
 
 
 
11 
 
5.5 Análise do homem 
Todos os três funcionários foram entrevistados individualmente. Discutidos as 
tarefas, condições para execução do trabalho e se sentiam algum desconforto físico ao 
longo das tarefas. 
 
A troca do disco de freio foi considerada a mais “cansativa” e “desgastante” pelo 
mecânico. A queixa unânime foi com relação a colocação dos discos que necessitam 
de usinagem no pallet. Ao longo do dia todos os discos são colocados ao lado pallet e 
um deles (decidiram fazer rodizio entre eles), levanta cada disco do piso até pallet que 
tem 1,40m de altura. Nesta tarefa é necessário girar o tronco de 90 graus ao se 
levantar. Como temos ao final dia entre 20 a 30 discos, todos reclamam muito de 
cansaço e dor nas costas, além de sudorese e aumento batimento cardíaco. O mais 
velho dos funcionários reclamou de dor nas pernas e acha que sua pressão arterial 
sobe muito quando é ele o designado pela tarefa. 
 
Esta tarefa de preparação e envio dos discos de freios para usinagem 
consideramos como “pesada” conforme tabela abaixo. Conforme descrito ela é 
realizada ao final do dia de trabalho, onde os discos que necessitam reparos são 
colocados em um pallet para envio ao setor de usinagem. Esta tarefa leva de 2 a 3 
horas, dependendo do volume de serviço no dia. As outras analisadas ou forma 
consideradas “leve” ou “moderada”. 
12 
 
 
Tabela 03: Taxas de metabolismos por tipo de atividade (NR 15) 
 
5.6 Análise de NIOSH 
Com o auxílio do software ERGOLANDIA, depois de levantarmos os dados da 
tarefa inserimos os dados no aplicativo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
A tarefa foi acompanhada com o mecânico 3 (mais novo dotime). 
 
Figuras 5 e 6 – Disco de freio e peso em gramas 
 
 
Figuras 7 e 8– Medidas da distancia H 
 
14 
 
 
Figuras 9 e 10 – Medidas da distância V e D 
 
Os seguintes dados levantados no local foram imputados no aplicativo ERGOLANDIA, 
conforme pode ser visto abaixo: 
 Peso em gramas do maior disco de freio – 8.271 gr 
 Distancia H é a distância horizontal entre as mãos e o ponto médio dos 
tornozelos em cm e encontramos 48,6 cm; 
 A distância V é a vertical entre o nível do piso e as mãos e encontramos 50 cm; 
 A distância D é a valor percorrido pela carga em cm e encontramos 100 cm; 
 O ângulo A de torção foi encontrado 90 graus; 
 Como fator de frequência utilizamos o valor de 0,26, pois temos uma frequência 
de 10 repetições por minuto para uma duração de trabalho de até 2 horas 
durante a jornada com um V menor do que 0,75 
 Consideramos a qualidade da pega “boa” e o valor foi considerado de 1; 
15 
 
 Os resultados do aplicativo foi de Índice de Levantamento de (IL) 1,752, ruim 
pois foi acima de 1. E o Limite de Peso Recomendado (LPR) para esta atividade 
de 4,709. 
 
 
Figura 11: - Simulação ERGOLANDIA para situação atual 
 
Rodamos várias simulações alterando os valores de H, D e A. Porém em 
nenhuma das simulações conseguimos um valor igual ou menor para o IL, mesmo com 
a eliminação do ângulo de giro. 
16 
 
 
Figura 12 - Simulação ERGOLANDIA mesma frequência eliminando giro 
 
Somente com a redução da frequência poderíamos conseguir um valor de IL 
igual a 1. O menor valor de frequência seria de 4 repetições por min (contra 10 da 
situação atual). 
 
 Figura 13 - Simulação ERGOLANDIA mesma frequência eliminando giro 
17 
 
Uma solução de baixo custo onde poderíamos manter todas as condições 
anteriores sem causar nenhum tipo de problema ergonômico e passivo trabalhista 
futuro seria uma plataforma hidráulica simples como ilustrada abaixo. Este equipamento 
é de fácil aquisição abaixo custo. 
 
Figura 14 – Plataforma tipo manutenção motos 
 
 
 
Figura 15 – Plataforma tipo elevação cargas 
 
 
 
 
18 
 
5.7 Análise alturas mobiliários 
A NR 17 também faz referência quanto aos mobiliários dos postos de trabalho, 
tanto para trabalho em pé quanto sentado. De acordo com a norma deve-se sempre 
optar por um trabalho na posição sentado. 
Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé, as bancadas, 
mesas, escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de 
boa postura, visualização e operação e devem atender aos seguintes requisitos 
mínimos: ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de 
atividade, com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do 
assento, ter área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador; ter 
características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação 
adequados dos segmentos corporais. 
Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem ter altura ajustável à 
estatura do trabalhador e à natureza da função exercida, características de pouca ou 
nenhuma conformação na base do assento, borda frontal arredondada e encosto com 
forma levemente adaptada ao corpo para proteção da região lombar. 
Buscando atender os quesitos da NR17 foi feito um levantamento dos 
trabalhadores da oficina, onde foram encontradas as seguintes características: 
 
FUNÇÃO ALTURA (cm) MEDIA Desvio DESVIO PADRÃO (cm) 
MECANICO PLENO 1,87 
1,78 
0,09 
0,12 
LANTERNEIRO 1,64 -0,14 
PINTOR 1,82 0,04 
Tabela 04: Altura dos funcionários e desvio padrão 
 
Como a empresa tem poucos funcionários não é possível trabalhar na ideia do 
percentil 95% (P95). Dessa forma, o melhor jeito é enquadrando os equipamentos a 
todos os funcionários, ou seja, percentil de 100% (P100), portanto, todos os mobiliários 
(bancadas, cadeiras e outros) devem ser adequados à altura de 1,64 metros até 1,87 
metros. Utilizando novamente o Ergolandia como base, encontramos os seguintes 
valores onde os equipamentos de mobiliário devem possuir ajustes para trabalho: 
19 
 
 
Figura 16: Simulação ERGOLANDIA para altura 1,626 em pé. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 17: Simulação ERGOLANDIA para altura 1,880 em pé. 
20 
 
 
Figura 18: Simulação ERGOLANDIA para altura 1,626 sentado. 
 
Figura 19: Simulação ERGOLANDIA para altura 1,880 sentado. 
21 
 
5.8 Condições ambientais de trabalho 
5.8.1 Ruído 
Para efeito de ruído, a norma (NR17) exige que os locais de trabalho onde sejam 
executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constantes, tais 
como: salas de controle, laboratórios, escritórios, salas de desenvolvimento ou análise 
de projetos, dentre outros, são recomendados níveis de ruído de acordo com o 
estabelecido na NBR 10152, e o nível de ruído aceitável para efeito de conforto será de 
até 65 dB (A) e a curva de avaliação de ruído (NC) de valor não superior a 60 dB. 
 
 
Figura 20: medição de ruídos do ambiente de trabalho 
 
A partir da medição podemos ver que para os locais citados na NBR-10152 o 
nível de ruído estaria comprometendo a qualidade do serviço do trabalhador. Porém, 
como a oficina mecânica não se enquadra nessa NBR esse valor de 74.6 DB (A) está 
dentro do limite aceitável. Vale ressaltar que esse valor encontrado satisfaz o nível de 
ruído ocupacional para NR 15 (atividades e operações insalubres), onde mostra que o 
ruído compromete a saúde do trabalhador após 85 DB (A). 
 
 
 
22 
 
5.8.2 Temperatura e umidade 
Sobre as características ambientais de temperatura, velocidade do ar e umidade 
relativa do ar a NR 17 mantém os mesmos quesitos que os níveis de ruído os quais só 
são verificados nas atividades onde exijam solicitação intelectual e atenção constantes. 
Mas foram realizadas medições para efeito de analise caso aja alguma característica 
extrema. 
 
 
Figuras 21 e 22: medição da umidade do ambiente de trabalho 
 
Com um relógio termo higrômetro foi medido a temperatura e a umidade do 
ambiente. Como essas características são para uma oficina mecânica os valores são 
aceitáveis, pois não se enquadra nas atividades estabelecidas na NR 17, que limita 
índice de temperatura efetiva entre 20 °C e 23 °C e umidade relativa do ar não inferior a 
40 %. Já para fins ocupacionais, na NR 15, a umidade apenas seria considerada 
apenas em locais encharcados ou alagados, o que não é o caso, na oficina a umidade 
está em 79 %. Sobre a temperatura, analisando a NR 15, cabe chamar atenção para 
uma análise mais profunda sobre o tema, pois em um local de trabalho de situação 
moderada e continuo 26,7 °C é uma temperatura limite. 
 
23 
 
5.8.3 Ventilação 
Sobre ventilação, a velocidade do ar não superior a 0,75m/s nas atividades que 
se enquadram na NR 17, na oficina foi medido uma ventilação mínima. O valor 
encontrado foi 0 m/s. 
 
 
Figuras 23: medição da umidade do ambiente de trabalho 
 
5.8.4 Iluminação 
A NR 17 também fala sobre a iluminação adequada de cada posto de trabalho. A 
iluminação é um fator muito importante, pois ela também é responsável pela garantia da 
qualidade dos serviços, pela produtividade da equipe, mas principalmente para evitar 
acidentes de trabalho. Assim como a acústica do ambiente, uma iluminação 
inadequada pode até prejudicar a saúde física, bem como psicológica do colaborador. 
 
De acordo com a NR 17, Em todos os locais de trabalho deve haver iluminação 
adequada, natural ou artificial,geral ou suplementar, apropriada à natureza da 
atividade. A iluminação geral deve ser uniformemente distribuída e difusa. A iluminação 
24 
 
geral ou suplementar deve ser projetada e instalada de forma a evitar ofuscamento, 
reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos. 
 
Sobre a quantidade de iluminação de cada ambiente a NR 17 estabelece que os 
níveis mínimos de iluminamento a serem observados nos locais de trabalho são os 
valores de iluminâncias estabelecidos na NBR 5413. Analisando essa NBR 
encontramos os seguintes valores de iluminância para oficina: 
 
- oficinas .................................... 150 - 150 - 300 
- bancadas ................................. 300 - 300 - 750 
 
Onde a oficina representa a parte geral do ambiente a as bancadas os locais 
onde são feitos os ajustes ou manutenção de algum componente do veiculo. Dos 3 
valores possíveis de iluminância sugeridos pela norma para o trabalho em uma oficina 
utiliza-se alguns critérios para sua escolha: 
 
Tabela 05: características da tarefa e dos observadores 
 
Onde o procedimento é calculado da seguinte forma: 
 Analisar cada característica para determinar o seu peso (-1, 0 ou +1); 
 Somar os três valores encontrados, algebricamente, considerando o sinal; 
 Usar a iluminância inferior do grupo, quando o valor total for igual a -2 ou -3; a 
iluminância superior, quando a soma for +2 ou +3; e a iluminância média, nos 
outros casos. 
 
25 
 
Observando as características dos três funcionários que trabalham na oficina 
encontramos os valores de Idade (0), velocidade e precisão (0) e refletância do fundo 
da tarefa (+1). Logo a soma dos valores encontrados ficou em +1, se enquadrando em 
iluminação média, dessa forma a iluminação geral da oficina deve ficar em no mínimo 
150 lux e na área de bancada 300 lux. 
 
 
Figuras 24 e 25: Luminosidade do ambiente de trabalho 
 
A medição do ambiente foi feita através de um luxímetro seguindo as normas da 
NBR 5413. Após analisar as medições é possível concluir que a luminosidade do local é 
adequada. Na bancada, onde a exigência mínima é de 300 lux, a media encontrada foi 
de 530 lux e mínimo de 330 lux. Já para a área geral da oficina o mínimo pela norma é 
150 lux, nas medições de metro a metro apenas um ponto obteve o valor mínimo que 
foi 150 lux, a media de luminosidade da oficina foi de 486,25 lux. Atendendo, dessa 
forma, a norma NR 17. 
 
 
 
 
26 
 
6. CONCLUSÃO 
 
A atividade de recuperação de discos de frios atingiu IL quatro vezes o limite máximo 
na situação atual. Algumas simulações foram feitas, porém observamos que poderiam 
comprometer a produtividade do serviço ou seriam de difícil implementação (redução da 
frequência para menos de 1 levantamento por min). 
 
Como sugestão, poderá ser feita a aquisição de um equipamento de elevação e 
movimentação dos discos de freios de 300 kg, visto que se mostra o melhor custo-
benefício. 
 
No que tange a iluminação a oficina atende as NR-17. 
 
Quanto a temperatura/ventilação notamos que a temperatura está no limite superior e 
não existe ventilação (valor medido de 0 m/seg.). Como sugestão, indicamos a 
colocação de ventilação forçada nos quatro cantos da oficina acreditando que teremos 
uma ventilação que atenda a norma e com consequência na queda da temperatura que 
já está no limite superior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR-10152 - Níveis de ruído para 
conforto acústico. Dezembro 1987. 
 
ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR-5413 - Iluminância de 
interiores. Abril 1992. 
 
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Ergonomia. Brasília: MTE/SIR, s.d. 
Disponível em <http://www.mte.gov.br>. Acesso em 25 de mar. 2018. 
 
NR, Norma Regulamentadora Ministério do Trabalho e Emprego. NR-17 - Ergonomia. 
2009. 
 
NR, Norma Regulamentadora Ministério do Trabalho e Emprego. NR-15 - Atividades e 
operações insalubres. 2011. 
 
VIEIRA, Sebastião Ivone. Manual de Saúde e Segurança do Trabalho. 2º ed. São Paulo, LTr, 
2008. 
 
Oliveira. Pedro Tersiguel – Projeto conceitual de dispositivo mecânico para melhoria 
ergonômica em indústria de pneus. – 2013. 
 
Buczek, Maria do Rocio Marinho – Melhorias das condições de trabalho em uma 
indústria metal mecânica. Dissertação de mestrado. Universidade Federal do Rio 
Grande do Sul. Escola de Engenharia. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de 
Produção. 2004

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