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Correlações clínicas   Moore   Tórax

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do pulmão (atelectasia) distal ao corpo estranho causam dificuldade respiratória (dispneia). Além disso, durante a drenagem postural dos pulmões (invertendo o paciente para “unir forças” com a gravidade), as secreções do pulmão passam para a carina, causando tosse, o que ajuda a expeli-los. 
Ressecção dos pulmões
	O conhecimento da anatomia dos segmentos bronco-pulmonares é essencial para interpretações precisas de radiografias e outras imagens de diagnóstico dos pulmões. O conhecimento desses segmentos também é essencial para ressecções cirúrgicas dos segmentos doentes. Disfunções bronquiais e pulmonares como, por exemplo, tumores ou abscessos (coleção de pus) frequentemente se localizam em um segmento bronco-pulmonar, que pode ser cirurgicamente removido. Durante o tratamento do câncer de pulmão, o cirurgião pode remover um pulmão inteiro (pneumonectomia), um lobo (lobectomia), ou um segmento bronco-pulmonar (segmentectomia).
Asma brônquica
	Asma brônquica é uma condição progressivamente comum os pulmões, na qual o estreitamento difundido das vias aéreas está presente, variando durante períodos curtos de tempo com recuperação, ocorrendo ou espontaneamente ou como resultado de tratamento. Asma origina-se em níveis variados pela contração (espasmo) de músculo liso, edema da túnica mucosa e muco no lúmen dos brônquios e bronquíolos. Estas mudanças são causadas pela liberação local de espamógenos – substâncias que causam contração do músculo liso – e substâncias vaso-ativas que influenciam o tônus e diâmetro dos vasos sanguíneos (e.g., histamina ou prostaglandinas) no desenvolvimento de um processo alérgico. 
	 A ausência de cartilagens nas paredes dos bronquíolos é um perigo potencial porque permite que estas vias aéreas se contraiam e quase se fechem quando o tônus nas suas células musculares lisas torna-se excessivo. Nesta condição asmática, o problema tem mais a ver com expiração do que com inspiração, porque os bronquíolos que inalam abertamente durante a inspiração também têm de permanecer abertos durante a expiração para permitir um fluxo rápido de ar devido á retração elástica dos tecidos do pulmão. Por conseguinte, no desenvolvimento de um ataque de asma, mais barulhos ofegantes e dificuldades de respirar podem ser experimentados na expulsão de ar do que durante a inspiração.
Tromboembolismo pulmonar
	A obstrução de uma artéria pulmonar por um trombo (coágulo sanguíneo) é uma causa comum de morbidez (enfermidade) e mortalidade. Um êmbolo (tampão) em uma artéria pulmonar forma-se quando um trombo, glóbulo de gordura, ou bolhas de ar viajam no sangue até os pulmões, provenientes de uma veia da perna, por exemplo, após estar ter sido traumatizada durante uma fratura da tíbia. O trombo passa pelo lado direito do coração para um pulmão através de uma artéria pulmonar. O trombo pode bloquear uma artéria pulmonar – tromboembolismo pulmonar (TEP) – ou um de seus ramos. O resultado imediato é a obstrução parcial ou completa do fluxo sanguíneo para o pulmão. O bloqueio resulta em um setor do pulmão que é ventilado porém não inundado com sangue. Quando um êmbolo grande oclui uma artéria pulmonar, o paciente sofre angústia respiratória aguda em virtude de uma redução drástica na oxigenação do sangue e pode morrer em uns poucos minutos. Um êmbolo de tamanho médio pode bloquear uma artéria que supre um segmento bronco-pulmonar, produzindo um infarto trombótico – uma área de tecido necrótico (morto).
	 Em pessoas fisicamente ativas, uma circulação colateral – um suprimento sanguíneo acessório indireto – frequentemente existe e desenvolve-se mais quando existe um TEP, de modo que o infarto provavelmente não ocorre. Anastomoses com ramos das artérias bronquiais existem em abundância na região dos bronquíolos terminais. Nas pessoas enfermas com circulação no pulmão prejudicada como, por exemplo, congestão crônica, um TEP comumente resulta no infarto do pulmão. Quando uma área da pleura visceral também é despojada de sangue, torna-se inflamada (pleurite) e irritada ou funde-se com a pleura parietal sensível, resultando em dor. A dor proveniente da pleura parietal é referida á distribuição cutânea dos nervos intercostais para a parede torácica, ou, no caso dos nervos inferiores, para a parede abdominal.
Inalação de partículas de carbono e irritantes
	A linfa proveniente dos pulmões carrega fagócitos que contêm partículas de carbono ingeridas a partir do ar inspirado. Em muitas pessoas, especialmente fumantes e/ou habitantes de áreas urbanas ou agrícolas, estas partículas tingem a superfície dos pulmões e os linfonodos de cinza a preto-mosqueado. A tosse de fumante resulta da inalação de irritantes presentes no tabaco.
Adesão pleural
	Se as lâminas parietal e visceral da pleura se aderem (adesão pleural), os vasos linfáticos situados no pulmão e na pleura visceral drenam para os linfonodos axilares. A presença de partículas de carbono nestes linfonodos é prova presuntiva de uma adesão pleural.
Carcinoma bronquiolar
	Carcinoma bronquiolar (CA) é um tipo comum de câncer de pulmão que se origina do epitélio da árvore bronquial. O carcinoma bronquiolar normalmente espalha-se bastante por metástase em virtude do arranjo dos linfáticos. As células tumorais podem entrar na circulação sistêmica, invadindo a parede de um sinusoide ou de uma vênula situadas no pulmão.
Carcinoma broncogênico
	Esta célula escamosa ou célula em grão de aveia de carcinoma origina-se na túnica mucosa dos grandes brônquios e produz uma tosse produtiva persistente ou hemoptise (emissão de sangue). No início, células malignas (células cancerígenas) espalham-se por metástase para os linfonodos torácicos. Locais comuns de metástases hematógenas (difusão através do sangue) das células cancerígenas provenientes de um carcinoma broncogênico são o encéfalo, ossos, pulmões e glândulas supra-renais. As células tumorais provavelmente penetram na circulação sistêmica, invadindo a parede de um sinusoide ou de uma vênula situadas no pulmão, e são transportadas através das veias pulmonares, parte esquerda do coração, e aorta para estas estruturas supracitadas. Frequentemente os linfonodos superiores á clavícula (linfonodos supra-claviculares) são aumentados com câncer broncogênico devido ás metástases das células cancerígenas provenientes do tumor. Por conseguinte, os linfonodos supra-claviculares são considerados como sendo linfonodos sentinelas porque seu aumento alerta o médico para a possibilidade de uma doença maligna nos órgãos torácicos e/ou abdominais.
Injúria ás pleuras
	A pleura visceral é insensível á dor porque não recebe nervos de sensibilidade geral. A pleura parietal, especialmente a parte costal, é extremamente sensível á dor porque é fartamente suprida pelos ramos dos nervos intercostais e frênicos. A irritação da pleura parietal produz dor local e dor referida para as áreas supridas pelos mesmos segmentos da medula espinal. A irritação das partes costal e periférica da parte diafragmática resulta em dor local e dor referida ao longo dos nervos intercostais para as paredes torácica e abdominal. A irritação das áreas mediastinal e diafragmática central da pleura parietal resulta em do referida para a raiz do pescoço e sobre o ombro (dermátomos C3 a C5).
Níveis das vísceras em relação ás divisões do mediastino
	A divisão entre o mediastino superior e inferior – o plano transverso do tórax – é definida em termos de estruturas das paredes ósseas do corpo. O nível das vísceras em relação ás subdivisões do mediastino depende da posição da pessoa. Quando uma pessoa está deitada na posição de supinação – ou quando se disseca um cadáver – o nível das vísceras em relação ás subdivisões do mediastino é distinto do nível destas mesmas vísceras quando a pessoa se encontra em posição ortostática (em pé). As representações anatômicas tradicionalmente descrevem o nível das vísceras como se a pessoa estivesse nesta posição, isto é, deitada na