A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
125 pág.
A construção do caso clinico- Revista Curinga

Pré-visualização | Página 1 de 42

Versão impressa (1999)
CONSELHO EDITORIAL
Sérgio Laia (Presidente)
Ana Maria Costa Lino Figueiró
Elisa Alvarenga
Ludmila Feres Faria
Paula RamosPimenta
Mariana Caldas Teixeira
EQUIPE AUTÔNOMA DE PUBLICAÇÃO
Paula Ramos Pimenta (Coordenadora)
Helenice S. de Castro (Coordenadora Adjunta)
Geralda Eloisa Gonçalves Nogueira
Gilson Iannini
Jorge A. Pimenta Filho
Márica Mezêncio
Marco Túlio Paulinelli Pellegrini
Yolanda Vilela
CONSELHO DA EBP-MG
Antônio Beneti (Presidente)
Célio Garcia
Lázaro Elias Rosa
Luiz Henrique Vidigal
Sérgio de Castro
DIRETORIA GERAL DA EBP-MG
Jésus Santiago (Diretor Geral)
Sérgio de Mattos (Diretor Adjunto)
Sérgio Laia (Diretor Secretário Tesoureiro)
Henri Kaufmanner (Diretor Secretário Tesoreiro Adjunto)
Cristina Drummond (Diretora de Intercâmbio e Cartéis)
Maria Helena Ratton (Diretora Adjunta de Intercâmbio e Cartéis)
Ram Avraham Mandil (Diretor de Biblioteca)
Simone Souto (Diretora Adjunta de Biblioteca)
REVISÃO
Mariângela Ramos Pimenta
CAPA, PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO
Murilo Godoy
Curinga
v.1, n.0 (out. 1993) - . - Belo Horizonte: Escola Brasileira de
Psicanálise - Seção Minas, n.31, dezembro de 2010.
Semestral
ISSN: 1676-2495
1. Psicanálise - Periódicos 2. Clínica
I.: Escola Brasileira de Psicanálise - Minas Gerais
CDU: 159.964
CDD: 150.195
Versão online (2011)
DIRETORIA GERAL DA EBP-MG
Antônio Áureo Beneti (Diretor Geral)
Sérgio de Castro (Adjunto)
Ilka Franco Ferrari (Diretora-Secretária-Tesoureira)
Alessandra Thomaz Rocha (Adjunta)
Jésus Santiago (Diretor de Biblioteca)
Frederico Zeymer Feu de Carvalho (Adjunto)
Francisco Paes Barreto (Diretor de Cartéis)
Maria José Gontijo Salum (Adjunta)
CONSELHO DA EBP-MG
Cristina Vidigal
Henri Kaufmanner (Presidente)
Ram Mandil
Sérgio Passos de Campos (Secretário)
Sérgio de Castro
Simone Oliveira Souto
CONSELHO EDITORIAL
Ilka Franco Ferrari (Presidente)
Alessandra Thomas Rocha
Frederico Zeymer Feu de Carvalho
Jorge Antônio Pimenta Filho
Lúcia Grossi dos Santos
Lucíola Freitas de Macêdo
Maria Wilma Santos de Faria
Sandra Espinha Oliveira
EQUIPE DE PUBLICAÇÃO
Maria Wilma Santos de Faria (Coordenadora)
Anamáris dos Anjos Pinto
Andréa Máris Campos Guerra
Francisco José dos Reis Goyatá
Laura Lustosa Rubião
Luís Flávio Silva Couto
Maria Bernadete de Carvalho
Mônica Campos Silva
Silvane Catarina de Oliveira Carozzi
Wellerson Durães de Alkmim
INDEXAÇÂO
Lilacs/Bireme
REVISÃO
Neyse Sanguinetto
PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO
Fernanda Moraes
EXPEDIENTE
EDITORIAL
Curinga foi o nome escolhido, em dezembro de 1993, para a publica-
ção do então Setor Mineiro do Campo Freudiano Iniciativa Escola. Esse Setor
foi o marco inicial do que hoje é a Seção Minas Gerais da Escola Brasileira de
Psicanálise. Os primeiros números dessa publicação já visavam divulgar as ativi-
dades e produções dos colegas de Minas Gerais e de outras partes do Campo
Freudiano, mas, tendo em vista o turbilhão daqueles tempos, os exemplares pre-
cisavam ser ágeis: a apresentação no formato de boletins conferia certa versatili-
dade – própria da carta de baralho de onde veio originalmente seu nome – para
a edição de notícias e de textos.
Com a consolidação do trabalho da Seção Minas Gerais, a Curinga dei-
xou de ser editada na forma de boletim e se tornou, de fato, uma revista. Agora,
quase seis anos depois de seu primeiro lançamento, mantemos seu nome, mas
passamos a apresentá-la sob uma terceira forma, que procura conjugar a versa-
tilidade da primeira com a consolidação e aceitação de sua já conhecida forma-
revista.
A partir desta edição, teremos uma publicação que, fazendo às vezes
de um livro e apresentando temas de grande relevância para as discussões sobre
o lugar da psicanálise nos dias atuais, com textos escolhidos a partir das consi-
derações do seu Conselho Editorial e da Equipe Autônoma de Publicação da
EBP-MG, permite-nos acreditar na perenidade de seus exemplares.
O tema deste volume – sugerido pela Diretoria da EBP-MG – é
Psicanálise e Saúde Mental. Nossa aposta é que, com esse tema, possamos permitir
o desdobramento de uma questão fundamental e recorrente em nosso cotidia-
no: O que a psicanálise ensina para a nossa prática nas instituições de saúde
mental?”Questão que aparece também, de certo modo, invertida na perspectiva
de alguns dos autores que estamos publicando: O que um psicanalista pode fazer em
um serviço de saúde mental?”
Com o trabalho de produção, tradução e reunião dos textos aqui edi-
tados, estamos disponibilizando, em língua portuguesa, todo um material teóri-
co-clínico que poderá contribuir, significativamente, para consolidar ainda mais
a orientação lacaniana, já bastante presente em Serviços de Saúde Mental em
Minas Gerais, e também na transferência de trabalho que mobiliza as parcerias
entre vários profissionais desses serviços e diversos membros da Escola
Brasileira de Psicanálise.
Pode-se extrair um fio comum aos textos aqui publicados: a psicanáli-
se se sustenta a partir de uma posição ética, a partir de uma determinação clíni-
ca e isso torna possível sua presença no domínio da Saúde Mental, mesmo que
essa presença possa ser atravessada por antinomias entre o trabalho da análise
com o particular, e o funcionamento de uma instituição no âmbito do coletivo.
A ética faz com que a psicanálise não se torne psicoterapia e não se coloque a
serviço dos ideais sociais da ordem pública. A clínica faz com que a psicanálise
possa entrar em conversação com outros dispositivos, tais como a psiquiatria, a
psicologia, a terapia ocupacional, a assistência social e o sistema judiciário, que
também intervêm no domínio da chamada “Saúde Mental”.
Em vários textos desta edição, nos deparamos com uma expressão
que, originalmente, foi concebida por Jacques-Alain Miller: “pratique à plusieurs”.
Sua tradução, para a língua portuguesa, não se faz sem alguma dificuldade. Ela
procura designar a prática que acontece nas instituições de Saúde Mental e que,
frequentemente, envolve vários profissionais (plusieurs) em torno de cada caso.
No entanto, o pronome indefinido vários, em português, não soa muito
bem sem uma associação com um substantivo ou com algum outro termo que a
ele se vincule e, por isso, optamos por adotar a tradução proposta por nossa
colega Elisa Alvarenga: “a prática feita por muitos”. Por sua vez, quando a
expressão “à plusieurs” apareceu associada a outros substantivos e/ou situações,
resolvemos insistir na referência ao “muitos” e reorientar os termos aos quais ela
aparece associada em português, mas sem, necessariamente, mantermos a expli-
citação presente na forma verbal “feita por”. 
Três subtemas procuram abordar o tema desta edição:
• A cidade analítica: introduzindo a temática da Saúde Mental, temos
uma reflexão de Eric Laurent sobre o compromisso político do analista com seu
tempo e seu mundo. Jacques-Alain Miller, em um segundo texto, avalia como a
doença mental é relativa às condições culturais, afirma que a psicanálise é incom-
patível com a ordem pública e discute o tema da responsabilidade. Lilany Vieira
Pacheco relaciona dois temas cruciais na atualidade: adolescência e toxicomania,
trabalhando a questão do ato toxicômano em seu estatuto de nova forma do sin-
toma.
• A clínica psicanalítica nas Instituições: do trabalho com um caso clínico,
numa dimensão coletiva, à resposta do analista frente às exigências de avaliação
de produtividade, Alexandre Stevens, Carlo Viganò, Antonio Di Ciaccia,
Virginio Baio e Eric Laurent apresentam, em seus artigos, considerações decisi-
vas sobre o cotidiano da prática de Saúde Mental na ordem pública, mas sob uma
orientação psicanalítica.
• A clínica das psicoses: a psicose é tematizada a partir do texto de