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Sites importantes de epidemiologia Ministério da Saúde - www.saude.gov.br - www.datasus.gov.br - www.cdc.gov - www.who.org -americana da Saúde) - www.paho.org – www.ripsa.org.br - http://www.abrasco.org.br/Revistas/Epidemiologia/revista.htm Epidemiologia Epidemiologia é a ciência que estuda os padrões da ocorrência de doenças em populações e os fatores determinantes destes padrões (Lilienfeld, 1980) Estuda e analisa a distribuição e os fatores determinantes das enfermidades, sugerindo medidas de prevenção, controle e erradicação. Objeto de estudo: Ocorrências de saúde-doença em massa, envolvendo um numero expressivo de pessoas, seja sob a forma de grupos heterogêneos, seja sob a forma de comunidade. : difteria, DM, bócio endêmico, cardiopatias, etc) suicídios) A epidemiologia clássica é orientada para a população e estuda as origens comunitárias dos problemas de saúde – aquelas relacionadas a nutrição, ao meio ambiente, ao comportamento humano e ao estado psicológico, social e espiritual da população. Os epidemiologistas estão interessados em descobrir fatores de risco que podem ser alterados na população para prevenir ou retardar a morte. 1- BREVE HISTÓRICO:PERSONALIDADES E TEORIAS IMPORTANTES FEUDALISMO (séc. V-XV) ente teocêntrica (Deus é a explicação de todas as coisas). Conceito de Saúde: “Benção de Deus”. a dominação feudal ou praticavam a medicina por meio de rituais e ervas não reconhecidos pela igreja. TEORIA DOS MIASMAS (séc. XVII-XIX) Origem das doenças: má qualidade do ar, proveniente de emanações oriundas da decomposição de animais e plantas. para os indivíduos suscetíveis, explicando assim a origem das epidemias e das doenças contagiosas. REVOLUÇÃO INDUSTRIAL (séc. XVIII-XIX) ra doenças: era disputada entre os que defendiam a teoria dos miasmas e os que advogavam a dos germes. Em 1854, cerca de 600 pessoas que moravam próximo Broad Street em Londres, morreram de cólera. Naquele tempo o Registro Geral era dirigido por William Farr. William Farr Teoria “dos miasmas”. John Snow A cólera se transmitia por água contaminada. captação era feita de pontos muito poluídos do rio Tâmisa. saúde, transferiu sua captação de água mais acima do rio Tâmisa, uma área menos poluída. entre os que recebiam água da Lambreth Company. Foi de casa em casa contando os mortos e questionando qual empresa fornecia água na residência. CONCLUSÃO: Taxa de Mortalidade - recebiam água da Lambeth Company: 38 mortes/ 10.000 casas. Taxa de Mortalidade - demais companhias: 315 mortes/ 10.000 casas. Louis Pasteur (1862-1895) “Pai da bacteriologia” e figura central da microbiologia. pioneiros de imunologia. os que causam a transformação do vinho em vinagre podiam ser mortos por meio de várias aplicações de calor, em temperaturas que não causavam danos ao vinho. -rábica, salvando pessoas mordidas por cães raivosos. Hipócrates Médico grego, viveu há cerca de 2500 anos e dominou o pensamento médico de sua época e séculos seguintes. É considerado o Pai da Medicina e por alguns Pai da Epidemiologia ou Primeiro Epidemiologista. Analisava as doenças em bases racionais, afastando-se do sobrenatural. Para ele, as doenças eram produto da relação complexa entre o indivíduo e o ambiente. Em seus livros traz a orientação ao médico de sempre considerar, na avaliação do paciente, o clima, maneira de viver, hábitos de comer e beber. FRASES DE HIPÓCRATES: "Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio“. “Tudo acontece conforme a natureza”. “A cura está ligada ao tempo e às vezes também às circunstâncias”. John Graunt (1620-1674) Publicou em 1662 um Tratado sobre as tabelas mortuárias de Londres, analisando a mortalidade por sexo e região. Por ter sido o pioneiro em relacionar óbitos à população, é considerado o “Pai da demografia” ou das “Pai das estatísticas vitais” Louis Villermé (1782-1863) Foi pioneiro dos estudos sobre etiologia social das doenças Investigou a pobreza, condições de trabalho e repercussões sobre a saúde Apresentou uma pesquisa clássica descrevendo saúde dos trabalhadores das indústrias de algodão, lã e seda Contribuições da epidemiologia Hipóteses iniciais para que outros pesquisadores possam testa-las em laboratórios; provável de agente e modo de transmissão para as doenças; eterminação das causas preveníveis de doença ou lesão; doenças; Estudo de Framingham (Framingham é uma vila localizada em Massachusetts (EUA)) -62 anos) que foram avaliados desde 1948, e depois foram incluídos seus filhos (n=5.125) a partir de 1971, em 2002 foram recrutados novos indivíduos para o estudo Objetivos principais da epidemiologia 1. Descrever a distribuição e a magnitude dos problemas de saúde nas populações humanas; 2. Proporcionar dados essenciais para o planejamento, execução e avaliação das ações de prevenção, controle e tratamento das doenças, bem como para estabelecer prioridades; 3. Identificar fatores etiológicos na gênese das enfermidades. Discussão sobre os Conceitos de Saúde “É um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças”. Organização Mundial da Saúde (1946) VIII Conferência Nacional da Saúde (1986) “Em seu sentido mais abrangente, a saúde é a resultante das condições de alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a serviços de saúde. É, assim, antes de tudo, o resultado das formas de organização social da produção, as quais podem gerar grandes desigualdades nos níveis de vida”. “Perda de referência a uma especificidade biológica ou psíquica da doença” Conceitos de Doença “Falta ou perturbação da Saúde, moléstia, mal, enfermidade”. “Processo fisiopatológico determinante de um estado de disfunção de natureza fisiológica ou psíquica, que pode resultar em deficiências – físicas ou mentais – ou incapacidades funcionais”. As descrições de saúde e doença podem ser transplantadas a nível populacional, conhecida como saúde coletiva. implica precisamente o objetivo de promover e de preservar a saúde e, consequentemente, o bem-estar da população. população mas também as medidas destinadas a sua prevenção e controle, constituem o que se chama de problema de saúde publica. Problema de saúde pública Um determinado agravo a saúde torna-se problema de saúde pública quando puder ser incluído em 1 ou + das seguintes situações: mortalidade; e que, portanto, devam ser aplicadas; sociedade, os métodos existentes para solucionar o problema ocorrer persistência além do esperado. Historia Natural da Doença “Conjunto de processos interativos, compreendendo as inter-relações do agente, do susceptível e do meio ambiente que afetam o processo global e seu desenvolvimento, desde as primeiras forças que criam o estimulo patológico no meio ambiente, ou em qualquer outro lugar, passando pela resposta do homem ao estimulo, ate as alterações que levam a um defeito, invalidez, recuperação ou morte” (Leavell & Clark, 1976) Fatores hospedeiro: São responsáveis pelo grau que o individuo pode-se adaptar as agressões produzidas pelo agente (genótipo, imunidade, estado nutricional e comportamento social) Ex.: Crianças desnutridas morrem de complicações do sarampo. Agentes biológicos: incluem não somente os mosquitos infecciosos (bactérias, fungos, vírus, etc) mas também alérgenos, antibióticose alimentos (dieta rica em gordura) poeiras que pode causar tanto doença aguda como crônica (ferimentos por armas de fogo, acidentes de carro, etc), calor, frio, barulho Meio ambiente: influencia a probabilidade e as circunstancias do contato entre o hospedeiro e o agente. O ambiente inclui também fatores sociais, políticos e econômicos. Ex.: Restaurantes em condições sanitárias precárias – Salmonella? Estradas precárias – colisões? Vetores de doenças: incluem insetos (ex.: Mosquito da malária), antrópodos (carrapato da doença de Lyme) e animais. O conceito de vetor pode também ser aplicado para seres humanos (traficantes) e objetos (agulhas contaminadas) Exercício: No exemplo abaixo, qual seria o vetor, o agente, o ambiente e o hospedeiro? Malária. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Malária ou paludismo é uma doença infecciosa transmitida por mosquitos e provocada por protozoários parasitários do género Plasmodium. A doença é geralmente transmitida através da picada de uma fêmea infectada do mosquito Anopheles, a qual introduz no sistema circulatório do hospedeiro os microorganismos presentes na sua saliva, os quais se depositam no fígado, onde maturam e se reproduzem. A malária manifesta-se através de sintomas como febre e dores de cabeça, que em casos graves podem progredir para coma ou morte. A doença encontra-se disseminada em regiões tropicais e subtropicais ao longo de uma larga faixa em redor do equador, englobando grande parte da África subsariana, Ásia e América. Vetor – mosquito Agente – Mos do genero Plasmodium Ambiente – quente e úmido Hospedeiro – Ser humano História Natural da Doença A história natural da doença tem desenvolvimento em 2 períodos: o epidemiológico e o patológico. Período epidemiológico: o interesse é dirigido para as relações suscetível-ambiente Período patológico: o interesse esta nas modificações do organismo vivo O homem se faz presente em todas as etapas. PREVENÇÃO PRIMÁRIA Promoção da Saúde Medidas de ordem geral: - Moradia adequada. - Escolas. - Áreas de lazer. - Alimentação adequada. - Educação em todos dos níveis Proteção Específica - Imunização. - Higiene pessoal e do lar. - Proteção contra acidentes. - Controle dos vetores. PREVENÇÃO SECUNDÁRIA Diagnóstico Precoce - Inquérito para descoberta de casos na comunidade. - Exames periódicos, individuais, para detecção precoce de casos. - Isolamento para evitar a propagação de doenças. - Tratamento para evitar a progressão da doença. - Evitar futuras complicações. - Evitar sequelas. PREVENÇÃO TERCIÁRIA Consiste em aliviar a invalidez e promover o ajustamento do paciente a condições irremediáveis - Reabilitação (impedir a incapacidade total). - Fisioterapia. - Emprego para o reabilitado. EXERCÍCIO 1. Avalie a situação abaixo e identifique se corresponde à prevenção PRIMÁRIA, SECUNDÁRIA E TERCIÁRIA: A- Administração de ácido fólico para prevenir defeitos do tubo neural. B- Imunização para prevenir doenças transmissíveis. C- Aconselhamento de pacientes ou programas políticos para adoção de estilo de vida mais saudáveis (parar de fumar, seguir dieta com pouca gordura, praticar atividade física, sexo seguro). D- Aplicação de antibiótico em doença infecciosa. E- Uso de aspirina em pacientes com infarto agudo do miocárdio para prevenir um segundo infarto. F – Visitas semanais a fisioterapia apos um AVE. 2. O sucesso das políticas em Saúde Pública, ocorrem em quais níveis de prevenção? Aula 2 - DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO DE SAÚDE DA POPULAÇÃO A epidemiologia gera dados quantitativos sobre a saúde do conjunto da população, formando um diagnóstico populacional, que pode estar limitado a: 1. Uma única condição: um agravo à saúde, um fator de risco, o uso de serviços, uma característica de interesse . (ex: Quantas pessoas tiveram doenças respiratórias em São Paulo no inverno? Quantas pessoas fumam (fator de risco para CA pulmão)? Quantas pessoas são atendidas pelos PS de hospitais públicos?). 2. Um grupo de condições (ex: doenças cardiovasculares ou infecciosas). EPIDEMIOLOGIA DESCRITIVA: informa a VARIAÇÃO dos eventos na população. Organiza os dados evidenciando a FREQUÊNCIA, em diversos subgrupos da população, permitindo a comparação (entre as faixas etária, sexo, tipo de ocupação, ano, etc). INVESTIGAÇÃO ETIOLÓGICA Modelo Unicausal / - Modelo Multicausal A busca das causas das doenças divide-se em 4 fases: 1. FASE DA MAGIA: os fatores etiológicos situam-se na categoria do sobrenatural, atribuídos aos deuses, demônios ou forças do mal. 2. FASE DOS FATORES FÍSICOS E DOS MIASMAS: emanações do solo, supostamente nocivas e produzidas pela decomposição de plantas, lixo e animais, responsáveis pelos danos a saúde. 3. FASE MICROBIOLÓGICA, DOS GERMES: os agentes microbiológicos explicam a ocorrência de doenças. 4. FASE DA CAUSALIDADE MÚLTIPLA: uma vez que a fase anterior não explicava integralmente as doenças, esta reconheceu que os agravos a saúde são de natureza multifatorial. Integra: fatores físicos, biológicos e sociais (ou psicossociais). ABORDAGEM UNICAUSAL: 1 CAUSA – 1 EFEITO (isola parte de um todo) Aplica-se a poucos casos. Ex: - A poliomielite pode ser controlada por imunização da criança - A varíola é erradicada pela vacinação de toda população - O bócio endêmico praticamente eliminado com a iodação do sal de cozinha - A incidência de câncer de pulmão reduzida significativamente com a diminuição da frequência do hábito de fumar Partem do princípio da existência de um agente ou causa, cuja remoção faz desaparecer a doença. Mas não funcionam para outras doenças, principalmente as DCNT. ABORDAGEM MULTICAUSAL: EFEITOS A SAÚDE – MÚLTIPLAS CAUSAS ÚNICA CAUSA – MUITOS EFEITOS A SAÚDE Exemplo 1: ETIOLOGIA DA ASMA BRÔNQUICA - Está associada a diversos fatores ou agentes: infecções, exercício físico, estresse emocional, exposição a poluentes etc. Exemplo 2: ETIOLOGIA DAS AFECÇÕES CORONARIANAS - Estão associadas à: obesidade, colesterol sérico, sedentarismo, tabagismo, estresse, comportamento etc. CONSEQUÊNCIA: a prevenção pode ser feita em inúmeras direções Ex. Doenças coronarianas: controle do peso, ingestão de gordura animal, pressão arterial, hábito de fumar, estresse da vida moderna. DCNT: a eliminação de um dos fatores não assegura o controle da doença, embora reduza o número de doentes na população e postergue para idade mais avançada o aparecimento das manifestações clínicas ou complicações. Doenças infecciosas, nutricionais, intoxicações e afecções genéticas: possuem agentes etiológicos específicos, de modo que são comumente sobre eles concentradas as ações preventivas e saneadoras. ETAPAS DA INVESTIGAÇÃO ETIOLÓGICA PRIMEIRA ETAPA : coleta de informações e argumentos sobre a causa, fator de risco e efeito. Fonte da informação: experiências em animais de laboratório, observações clínicas, análises comparativas de estatísticas, inquéritos populacionais. SEGUNDA ETAPA: à partir da investigação inicial, questiona-se: “é efeito causal?” ou “é coincidência?” Quadro. Relação entre o nível de colesterol sérico e mortalidade por coronariopatia, em adultos do sexo masculino (dados fictícios). Se os resultados encontrados por diferentes pesquisadores, em diferentes locais, apontam para o mesmo tipo de associação entre o colesterol sérico e a incidência de coronariopatias, tem-se a evidência em favor de que a associação seja provavelmente causal. RELAÇÃO DE CAUSALIDADE: CRITÉRIOS DE HILL 1- FORÇA DA ASSOCIAÇÃO: quantomais forte a associação, maior a chance de ter relação causal. Ex.: Estudo sobre fumo em adolescentes mostrou a seguinte força da associação: - Adolescentes com 3 ou + amigos fumantes têm 17 vezes maior risco para serem fumantes do que aqueles sem amigos que fumam. Exeções: Associação forte não aceita como causal: ‘ordem de nascimento e ocorrência de síndrome de Down’, pois trata-se, na verdade, de associação explicada completamente pela idade da mãe (mais elevada entre os recém-nascidos tardios) 2- CONSISTÊNCIA: “A associação também é observada em estudos realizados em outras populações ou utilizando diferentes metodologias?” Resultados similares reforçam a hipótese de causalidade. Exemplo.: A maioria, senão a totalidade dos estudos sobre câncer de pulmão, detectou o fumo como um dos principais fatores associados à doença. 3- ESPECIFICIDADE: Quando a introdução do fator causal leva ao efeito e a exclusão do fator causal leva a não ocorrência do efeito, considera-se a causa específica do efeito. (Critério questionável, pois diversos agentes podem causar diversas doenças, como ex. fumo e álcool). 4- TEMPORALIDADE: A causa precede o efeito? A exposição ao fator de risco antecede o aparecimento da doença? Ex: Obesidade x Sedentarismo Pratica parental de alimentação x Consumo excessivo da criança Nem sempre é fácil saber (exceto para características imutáveis, como sexo, cor do olho, tipo sanguíneo etc.). este critério, pois conseguem ver o que veio antes – causa ou efeito. 5- GRADIENTE BIOLÓGICO: O aumento da exposição causa um aumento do efeito? Sendo positiva essa relação, há mais um indício do fator causal. Exemplo: um estudo acompanhou médicos ingleses por 40 anos para observar os efeitos do fumo na mortalidade por câncer de pulmão, e constatou que: - 15 a 24 cigarros/dia morriam 7,5 a 8 vezes mais que os não-fumantes. - 25 ou mais cigarros/dia morriam 14,9 a 15 vezes mais que os não-fumantes. 6- PLAUSABILIDADE: A associação é plausível/ consistente com o conhecimento existente? Ex.: A associação entre fumo passivo e câncer de pulmão é um dos exemplos da plausibilidade biológica. Carcinógenos do tabaco têm sido encontrados no sangue e na urina de não- fumantes expostos ao fumo passivo. Deve-se ter cuidado porém na adoção deste critério para doenças pouco conhecidas ou estudadas. O que não é plausível hoje poderá ser no futuro! 7- COERÊNCIA: A associação encontrada não entra em conflito com o que é conhecido da história natural e a biologia da doença (combina aspectos na consistência e plausabilidade) Os achados devem ser coerentes com as tendências temporais, padrões geográficos, distribuição por sexo, estudos em animais etc. 8- EVIDÊNCIA EXPERIMENTAL: Experiências diferentes na exposição (estudos com grupos expostos e não expostos) levam a mudanças na incidência de doença? Estudos experimentais podem ser conduzidos tanto em animais como no homem, porém em seres humanos não é eticamente aceitável a exposição a situações danosas (ex. fumo). Em animais há de se considerar as diferenças entre as espécies, além da exposição da dose ao animal ser superior à que teria o homem. Ex.: Estudo para testar a hipótese de que a obesidade é causada por sedentarismo - Efeito Hawthorne: ao ser avaliado e observado tem-se mudanças no comportamento. - Efeito placebo: ao ser submetido a um tratamento, mesmo que física ou quimicamente inócuo, tem-se efeitos justificados por mecanismos psicológicos. 9- ANALOGIA: O observado é análogo (comparável, semelhante) ao que se sabe sobre outra doença ou exposição? Ex.: Se é conhecido que certa droga causa malformação congênita, talvez uma outra similar que se está estudando também poderia, por analogia, ter o mesmo efeito. COM EXCEÇÃO DA TEMPORALIDADE, OS CRITÉRIOS DE HILL NÃO DEVEM SER EXIGIDOS PARA COMPROVAR UMA RELAÇÃO CAUSAL. Pergunta-chave: os achados encontrados indicam causalidade ou apenas associação? Se a causa não precede o efeito, a associação não é causal. Os demais critérios podem contribuir para a inferência da causalidade, mas não necessariamente determinam a causalidade da associação (contudo, aumentam a chance para tal). EXPRESSÃO DOS RESULTADOS - A. FREQUÊNCIA ABSOLUTA / B. FREQUÊNCIA RELATIVA 1. FREQUÊNCIA ABSOLUTA É a expressão de um resultado em NÚMERO ABSOLUTO; Muito utilizado pela imprensa leiga para causa impacto. Ex. “Em X local foram detectados cinco casos de tuberculose, durante o ano”. – se esta afirmação se refere a crianças inseridas em um pequeno orfanato, a situação é grave, porém se ocorreram 5 casos no país todo, o quadro muda de figura. expressão em número absoluto por vezes é suficiente para causar impacto (comparação de região e tempo). Exemplo: 2. FREQUÊNCIA RELATIVA Para facilitar as comparações e interpretações: os valores absolutos são expressos em relação a outros valores absolutos. Ex. Formas de apresentação do “Óbito por febre amarela, no Rio de Janeiro”: A. Em relação a população: número de pessoas que morreram por febre amarela em relação às residentes no Rio de Janeiro. B. Em relação ao total de óbitos: número de óbitos por febre amarela em relação ao total de óbitos ocorridos no Rio de Janeiro. C. Em relação a outro evento (razão): número de óbitos por febre amarela e o número de óbitos por tuberculose (por ex.) O item A se refere ao COEFICIENTE (expressa risco) os demais não. 4- VARIÁVEIS: - PESSOA / LUGAR / TEMPO FATORES RELACIONADOS A CONDIÇÃO DE SAÚDE DAS POPULAÇÕES No estudo da distribuição de um agravo à saúde é preciso organizar e classificar as características em: pessoas, lugar e tempo. 1. Quais pessoas foram atingidas pelo dano? (QUEM?) 2. Em que local elas foram atingidas pelo dano? (ONDE?) 3. Em que época elas foram atingidas pelo dano? (QUANDO?) A. VARIÁVEIS RELATIVAS - ÀS PESSOAS 1. Variáveis demográficas: - Idade, sexo, grupo étnico 2. Variáveis sociais ; - Estado civil, renda, ocupação e instrução 3. Variáveis que expressam estilo de vida: - Hábito de fumar, consumo alimentar, prática de exercício físico e uso de drogas. O sexo e a idade são as variáveis mais utilizadas. SEXO Diferenças observadas: - - A maior mortalidade ♂ ocorre em todas as idades. - Condições que incidem mais no ♂ : coronariopatias, neoplasias do aparelho respiratório, úlcera péptica, cirrose hepática, gota, causas violentas, suicídios. - Condições que incidem mais ♀: varizes, tireoidopatias, cálculo biliar, artrites e doenças reumáticas, depressão e tentativas de suicídio. - ♀ utilizam os serviços de saúde 20% mais que ♂. POR QUE HÁ DIFERENÇAS ENTRE OS SEXOS? (MORBIMORTALIDADE) 1. Condições ligadas diretamente ao sexo feminino: - Câncer de mama e útero; - Período gravídico-puerperal: expõe a mulher a múltiplas agressões (ex. quadros hipertensivos, DM gestacional, infecções genitais e morte); - Ciclos menstruais hipermenorréicos (anemia); - Uso de contraceptivos sistêmicos; - Cesarianas e procedimentos abortivos: expõem a mulher ao risco anestésico e cirúrgico. 2. RAZÃO DE SEXO - Número de homens para cada grupo de 100 mulheres, em determinado espaço geográfico, no ano considerado. RAZÃO DE SEXO (ou Coeficiente de Masculinidade) = Número de homens em uma população X 100 Número de mulheres em uma população homens = mulheres Se Razão > homens predomina mulheres predomina A maioria da população brasileira é composta de pessoas do sexo feminino, reflexo da maior sobrevida das mulheres ao longo das faixas etárias Nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, que contêm cerca de 85% da população brasileira, o número de mulheres sobrepassa o de homens. Observa-se maior proporçãode homens na Região Norte, por razões socioeconômicas que condicionam o emprego majoritário de mão-de-obra masculina.