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Inibição Enzimática Enzimas catalisam inúmeros processos biológicos e inibir estes processos é o alvo principal de diversas drogas. Inibidores são moléculas capazes de interferir na ação das enzimas, diminuindo ou parando a catálise enzimática. Ácido acetilsalicílico COX-2 Classificação Irreversíveis Reversíveis – dissociação rápida do complexo enzima-inibidor • Competitiva • Incompetitiva • Mista • Não competitiva Inibidores reversíveis 1. Inibição competitiva • O inibidor ocupa o sítio ativo, impedindo a ligação do substrato (estruturalmente semelhantes). 1. Inibição competitiva • A variável aKm é o Km observado na presença do inibidor; •A ligação reversível entre enzima e inibidor permite o deslocamento da ligação a favor do substrato através do aumento de sua concentração; • Quando [S] excede [I] a probabilidade do inibidor se ligar à enzima diminui e a reação apresenta o valor normal de Vmáx; • Entretanto, quando [S] atinge V0=1/2Vmáx, a constante aparente Km na presença do inibidor, através do fator a. -1/αKm Um inibidor competitivo diminui a velocidade de catálise por reduzir a proporção de enzima ligada a substrato. 1. Inibição competitiva - Exemplo CO2 - CH2 CH2 CO2 - Succinato CO2 - CH CH CO2 - Fumarato Succinato desidrogenase Malonato CO2 - CH2 CO2 - Inibidores reversíveis 2. Inibição incompetitiva • O inibidor não ocupa o sítio ativo. Se liga a outro sítio na enzima e, diferente do inibidor competitivo, se liga somente ao complexo ES – sítio de inibição criado quando a enzima se liga ao substrato. 2. Inibição incompetitiva •Na presença de um inibidor acompetitivo, Vmáx diminui; • Km aparente também diminui, porque a [S] necessária para atingir 1/2Vmáx diminui através do fator a’. •Razão Km/Vmax permanece a mesma. α' α’/Vmax Atua decrescendo o número de turnover ao invés de diminuir a proporção de enzima ligada ao substrato. Inibidores reversíveis 3. Inibição mista • O inibidor pode ligar a enzima livre ou o complexo ES – substrato e inibidor se ligam simultâneamente em sítios diferentes. 3. Inibição mista • Um inibidor misto afeta Km e Vmáx. α’/Vmax -α’/αKm Diminui o número total de enzimas ativas sem diminuir a proporção de moléculas ligadas ao substrato, mas não é sobrepujada pelo aumento da concentração de substrato. Inibidores reversíveis 4. Inibição não competitiva • Caso raro, medido experimentalmente, onde a = a’; • Diminui Vmáx sem alterar Km; 1/v0 1/Vmax -1/KM 1/[S] KI = K’I -α’/αKm Inibidor liga-se a um sítio alostérico e desativa a enzima 1/v0 Slope = KM/Vmax 1/Vmax -1/KM 1/[S] 1/v0 1/Vmax -1/KM 1/[S] 1/v0 1/Vmax -1/KM 1/[S] 1/v0 1/Vmax -1/KM 1/[S] Tipos de inibição - Resumo Inibição Irreversível • Na inibição irreversível, o inibidor se liga covalentemente à enzima, ou destrói um grupamento funcional, ou forma um complexo estável por associação não covalente estável. •Importantes para elucidar o mecanismo enzimático. •Reagentes específicos de grupamentos; •Marcadores de afinidade (análogos de substrato); •Inibidores suicidas; Quimiotripsina Reagentes específicos de grupamentos Diisopropiylfluorophosphate (DIFP) Marcadores de afinidade (análogos de substrato) Modifica centro ativo e é estruturalmente semelhante ao substrato, mais específicos para o centro ativo. Inibidores suicidas ou inibidores baseados em mecanismo Substratos quimicamente modificados. Meio mais específico de modificar o centro ativo. É processado pelo mecanismo catalítico normal. Intermediário inativa enzima por modificação covalente. Penicilina Esquema de peptideoglicano. Glicídeos em amarelo, tetrapeptídeo em vermelho, ponte de pentaglicina em azul. Análogos do estado de transição Ex:. Prolina racemase Estado de transição – carbono alfa trigonal e não tetraédrico. Inibidor se liga 160 vezes mais do que prolina. Enzimas Regulatórias Enzimas regulatórias •Enzimas que se comportam de acordo com a cinética de Michaelis-Menten têm sua atividade regulada pela lei de ação das massas: se o substrato estiver presente, elas catalisam. •As vias de reação na célula também necessitam serem reguladas para funcionarem de modo coerente. Como regular o metabolismo? Regulando as enzimas • Apresentam atividade catalítica aumentada ou diminuída em resposta a sinais específicos; • Enzimas regulatórias podem controlar a velocidade de uma reação, modulando toda a cadeia metabólica, de acordo com as necessidades de energia, crescimento e reparo da célula; • Na maioria dos sistemas multi enzimáticos, a primeira enzima da sequência é a regulatória. Esta estratégia permite que cadeias de reações que gerariam produtos desnecessários em um determinado momento sejam reguladas em suas etapas iniciais; • Existem também outras enzimas, ao longo de um sistema como este, capazes de regular etapas intermediárias, modulando o fluxo ao longo de uma determinada via; • As enzimas alostéricas agem através da ligação não covalente de compostos regulatórios (moduladores alostéricos), que são pequenos metabólitos ou co-fatores; • Outras enzimas são reguladas por modificações covalentes reversíveis. Enzimas regulatórias Aspartato transcarbamoilase (participa da via de síntese de nucleotídeos) • 12 cadeias polipeptídicas organizadas em uma subunidade catalítica (azul e roxo) e outra regulatória (vermelha e amarela). Mudança conformacional em resposta à ligação de um modulador – Enzimas alostéricas • Mudanças conformacionais induzidas por ligantes podem tornar a enzima mais, ou menos ativa; • Em muitos casos o modulador pode ser o próprio substrato (enzimas homotrópicas); • Quando o modulador não é o substrato, a enzima é chamada heterotrópica; • Enzimas alostéricas têm, geralmente, um ou mais sítios de ligação ao modulador; • Cada sítio é específico para um tipo de modulador; • A maioria das enzimas alostéricas apresentam duas ou mais subunidades. • Em alguns sistemas multi enzimáticos a enzima regulatória é inibida pelo produto final daquela via, sempre que a concentração deste produto exceder as necessidades celulares; • Quando a enzima regulatória tem sua atividade diminuída, as outras enzimas podem operar em velocidades diferentes, de acordo com a quantidade de seus respectivos substratos; • A velocidade de produção de um determinado produto é desta forma regulada de acordo com as necessidades da célula (inibição por feedback). •Os inibidores por feedback geralmente não exibem semelhança estrutural com o substrato ou com o produto da enzima que inibem. Passos regulatórios são catalisados por enzimas alostéricas Etapa limitante Duas vias metabólicas cooperam para formar um único produto. Enzimas alostéricas apresentam propriedades cinéticas que diferem do comportamento Michaelis- Menten Respondem a variações na concentração de substrato além de sua susceptibilidade de regulação por outras moléculas. Cinética sigmoidal Como explicar a forma sigmóide? •As enzimas alostéricas podem ter vários centros ativos em diferentes cadeias peptídicas. •A enzima pode existir em duas conformações ou estados diferentes. •Estado R, conformação ativa, estado T, menos ativo. •R e T estão em equilíbrio na ausência de substrato, com diferença de estabilidade bastante pequena conversãoespontânea impulsionada pelo ambiente celular. •Regra de simetria – Todas as subunidades devem estar T ou R (a conformação de todas as subunidades muda simultaneamente). •Substrato se liga mais prontamente a forma R do que à forma T. A ligação do substrato rompe o equilíbrio T R em favor de R – cooperatividade. Modelo concertado (1965): O Modelo sequencial também pode ser responsável por efeitos alostéricos (1966). As subunidades da enzima alostérica sofrem mudanças na estrutura, mecanismo de encaixe induzido. A ligação do substrato em um centro influencia a ligação aos centros vizinhos, sem necessariamente induzir uma transição abrangendo a enzima inteira. Mudanças estruturais em uma subunidade são traduzidas para as demais através das interações não covalentes das interfaces. Explica a cooperatividade negativa de algumas enzimas – as mudanças conformacionais induzidas podem reduzir a probabilidade de a enzima se ligar a mais moléculas do mesmo tipo. A cooperatividade significa que as enzimas alostéricas exibem um efeito limiar: abaixo de certa [S] pouca atividade enzimática. Após o limiar ter sido alcançado a atividade enzimática rapidamente aumenta. Como explicar a capacidade de sensores de sinal das enzimas alostéricas? As moléculas reguladoras alteram o equilíbrio entre as formas T e R. Efetor positivo estabiliza forma R Efetor negativo estabiliza forma T Efetor positivo limiar de [S] Efetor negativo limiar de [S] Propriedades cinéticas de enzimas alostéricas Curva de saturação sigmóide reflete cooperatividade entre as subunidades. • Algumas enzimas alostéricas heterotrópicas respondem ao modulador, alterando k0.5, sem alterar Vmáx, resultando em uma velocidade maior (+) ou menor (-) em uma mesma concentração de substrato. • Outras enzimas heterotrópicas podem responder ao modulador alterando Vmáx sem alterar k0.5 – menos comum. A alosteria não é uma propriedade limitada às enzimas. Ex:. Hemoglobina – “enzima honorária” Outras estratégias de regulação Modificações covalentes reversíveis (De) Fosforilação Clivagem proteolítica Irreversível