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Farmacobotânica ❖ Flores: ▪ É o aparelho reprodutor das fanerógamas ▪ Peças de origem foliar e caulinar ▪ Séssil: flor que não apresenta pedúnculo floral ▪ Cálice: conjunto de sépalas ▪ Corola: conjunto de pétalas ▪ Perianto: cálice + corola ▪ Igualdade: simétrica (regular) ou assimétrica (irregular) ▪ Soldadura: gamossépalo (unidos) ou dialissépalo (separados) ▪ Androceu: conjunto de estames (filete, conectivo e antera, que, em seu interior, são formados os grãos de pólen); seu aspecto é importante na identificação de drogas ▪ Grão de pólen: possui uma membrana externa (exina) que pode ser lisa, espinhosa, rugosa, reticulada ou verrucosa ▪ Gineceu: conjunto de carpelos (ovário, estilete e estigma) ➢ Número de carpelos: monocarpelar, dicarpelar, tricarpelar, tetracarpelar e policarpelar ➢ Número de lóculos: unilocular, dilocular, trilocular, tetralocular e polilocular ➢ Soldadura: gamo ou dialicarpelar ➢ Posição do ovário: súpero, ínfero e semi-ínfero ▪ Receptáculo floral: é a parte dilatada do pedúnculo flora, onde se inserem os verticilos florais ▪ Pedúnculo floral: é a peça que serve de união entre o receptáculo e o ramo da planta ▪ Estigma de açafrão (estilete e estigma), estigma de milho (estigma e estilete), pétalas de papoula-rubra e pétalas de rosa-vermelha ❖ Cravo-da-Índia: ▪ Syzygium aromaticum (L.) – Mirtaceae ▪ Parte usada: botões florais ▪ Química: óleo essencial (15 a 20%) com 85 a 90% de eugenol ▪ Indicação: anti-inflamatório e anti-séptico ▪ Seu grão de pólen apresenta forma obtusa piramidal e exina lisa ▪ Presença de ovário ínfero e hipanto ❖ Camomila: ▪ Matricaria recutita (L.) Rauschert (sin. M. chamomillla L.) – Asteraceae ▪ Parte usada: inflorescências ▪ Droga vegetal/Qualidade: mínimo 0,4% de óleo essencial ▪ Indicação: antiesmasmódico, distúrbios digestivos e anti-inflamatório tópico ▪ Princípios ativos: camazuleno, bisabolol e apigenina-7-glucosídeo ❖ Frutos: ▪ Considera-se como fruto o ovário fecundado e desenvolvido acompanhado ou não de outras partes florais ▪ Em sua essência, apresentam estrutura de folhas ▪ Drogas constituídas de partes de frutos: casca de laranja doce (epicarpo e mesocarpo), limão (epicarpo e mesocarpo), tamarindo (fruto desprovido de epicarpo), coloquintida (fruto mondado ou fruto desprovido do epicarpo e parte do mesocarpo) e kamala (pelos glandulares do epicarpo) ▪ Frutos simples: formados por um só ovário (gineceu) gamocarpelar e de estruturas intimamente soldadas a ele ▪ Frutos simples secos ▪ Frutos simples secos deiscentes: os frutos se abrem deixando livres as suas sementes, podendo ser divididos em número de carpelos ➢ Unicarpelar ➢ Policarpelar: urucum – Bixa orellana L. e estramônio – Datura stramonium ▪ Frutos simples secos indeiscentes: ➢ Aquênio ➢ Grão ➢ Esquizocarpo: erva-doce ou anis (Pimpinella anisium L.) e funcho ou erva-doce-brasileira (Foeniculum vulgare M.) ➢ Sâmara ▪ Frutos simples carnosos: ➢ Deiscente: melão-de-são-caetano (Momordica charantia) ➢ Indeiscente: ✓ Baga: laranja (Citrus aurantium) ✓ Drupa: abacate (Persea americana) ✓ Pomo: maçã (Pyrus malus L.) ▪ Frutos compostos: ➢ Agregados ou múltiplos: flor de gineceu dialicarpelar – anis-estrelado ➢ Infrutescência: várias flores estão envolvidas na formação do fruto – abacaxi (Ananas comosus L. Meer) ▪ Pericarpo: epicarpo (epiderme externa da folha carpelar), mesocarpo (mesófilo) e endocarpo (epiderme interna) ▪ Legume: seco, simples, deiscente e unicarpelar ▪ Pseudofrutos: ➢ Partes de flores que não o ovário que tenham se desenvolvido e se tornado édulas (comestíveis) ➢ Exemplo: caju, morango e maçã ▪ Para um fruto pulverizado, considerações referentes à forma e ao tamanho original do fruto não poderão ser feitas ▪ Quando o fruto se apresenta inteiro, efetuam-se cortes transversais para a observação das secções corresponden- tes e, algumas vezes, faz-se o mesmo com secções longitudinais ▪ Corte transversal: conclusão sobre o número de lojas existentes, o tipo de placentação e a presença ou não de sementes acompanhando o fruto ▪ Corte paradérmico: conclusão sobre o contorno celular, a sinuosidade e espessamento da parede celular, o tipo de cutícula (lisa, estriada ou granulosa), as saliências, as papilas, os anexos epidérmicos (tipo de pelo, inserção de pelo e tipo de estômato) e as inclusões ❖ Funcho (Foeniculum vulgare M.): ▪ Em seu fruto, é possível verificar a presença de quatro canais secretores distribuídos no mesocarpo nas regiões de valécula e dois outros na região da face comissural ▪ Óleo essencial (4 – 5%): anetol (80%), fenchona, estragol, alfa e beta-pineno, limoneno, mirceno, canfeno, sabineno ▪ Flavonoides, cumarinas, esteróis, polissacarídeos e proteínas ▪ Europa e Brasil ▪ Uso terapêutico: dispepsia leve, cólicas gastrointestinais e flatulência ▪ Suprimento alimentar: ColiMil – Matricaria recutita, Foeniculum vulgare e Melissa officinale e associações ▪ Oblongo ▪ Estilopódio: bifurcado ▪ Glabro ▪ Verde-acinzentado ▪ Arestas com feixe vascular ▪ Valéculas ▪ Canais secretores ❖ Erva-doce (Pimpinella anisium L.): ▪ Óleo essencial (2 – 6%): anetol (90 – 95%), hidrocarbonetos, linalol, aldeídos, cetonas, cineol, estragol e safrol ▪ Esteróis, flavonoides, lipídeos, cumarinas, glicídios e resina ▪ Ásia e sul do Brasil ▪ Antiespasmódico, carminativo, expecto- rante e dispepsia ▪ Ovoide ▪ Estilopódio: em coroa ▪ Tricomas curtos ▪ Amarelados ▪ Arestas com feixe vascular ▪ Valéculas ▪ Canais secretores ❖ Sementes: ▪ Óvulo fecundado e desenvolvido ▪ Tegumento: é proveniente do tegumento do óvulo e algumas vezes é formado de duas partes bem distintas, a testa (porção mais externa, geralmente dura e lignificada) e tégmina (porção mais interna, geralmente menos lignificada) ▪ Cicatrizes e excrescências: ➢ Rafe: cicatriz originada pela soldadura do funículo ➢ Hilo: cicatriz originada pela separação da semente do funículo ➢ Carúncula: excrescência carnosa