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Especialização em Auditoria em Saúde: 
LUIZ ARTUR DO COUTO BALAN 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTUDO DE IMAGENS COMO DIAGNÓSTICO COMPLEMENTAR 
DE EXAMES ODONTOLÓGICOS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Londrina 
2010 
 
 
LUIZ ARTUR DO COUTO BALAN 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTUDO DE IMAGENS COMO DIAGNÓSTICO COMPLEMENTAR 
DE EXAMES ODONTOLÓGICOS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Monografia apresentada ao Curso de Pós-graduação, 
Especialização em Auditoria em Saúde, do Centro 
Universitário Filadélfia - UniFil – Londrina, como requisito 
parcial à obtenção do título de Especialista sob orientação 
da Profª. Ms. Maria Luiza Hiromi Iwakura Kasai. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Londrina 
2010 
 
 
 
LUIZ ARTUR DO COUTO BALAN 
 
 
 
 
ESTUDO DE IMAGENS COMO DIAGNÓSTICO COMPLEMENTAR 
DE EXAMES ODONTOLÓGICOS. 
 
 
 
 
Monografia apresentada ao curso de pós-graduação, 
Especialização em Auditoria em Saúde, do Centro 
Universitário Filadélfia - UniFil – Londrina,como requisito 
parcial à obtenção do título de Especialista. 
 
 
 
 
 
 
Aprovado em _____ / __________________ / __________. 
 
 
 
 
 
 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
 
 
_____________________________________ 
Profª. Maria Luiza Hiromi Iwakura Kasai 
 
 
_____________________________________ 
1º Prof. Examinador 
 
 
_____________________________________ 
2º Prof. Examinador 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico este trabalho à minha esposa Cássia 
Regina e aos meus filhos Arthur Luiz e 
Gabriel Luiz que sempre estiveram me 
incentivando, auxiliando e encorajando a 
vencer os obstáculos. 
 
Aos meus pais Leonel e Wanda que sempre 
me apoiaram na decisão de seguir no ofício da 
Odontologia. 
 
 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Primeiramente a Deus, que é uma dádiva em minha vida, 
capacitando-me e dando-me sabedoria, que foi fundamental na elaboração 
deste estudo. 
 
A minha orientadora, e colega de Universidade, Profª. Maria Luiza 
Hiromi Iwakura Kasai, pela sua amizade, conhecimento e dedicação ao 
longo desta jornada. 
 
À Dayse Francis B. de C. Augusto, Bibliotecária da UEL - Clínica 
Odontológica Universitária (COU), que muito paciente e carinhosamente 
me atendeu quando da procura de livros e artigos científicos. 
 
A todos que direta ou indiretamente participaram nesta minha 
formação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BALAN, Luiz Artur do Couto. Estudo de Imagens como Diagnóstico 
Complementar de Exames Odontológicos. 2010, 35 folhas. Monografia 
(Especialização em Auditoria em Saúde) – Centro Universitário Filadélfia - 
UniFil. Londrina - Pr, 2010. 
 
 
 
 
 
RESUMO 
 
 
Através de uma revisão de literatura, este trabalho tem como objetivo 
apresentar a Imagem, como Método Complementar de Diagnóstico na 
Odontologia. Cita oito técnicas que utilizam a Imagem formada por diversas 
fontes de energia. Apresenta suas definições, características, usos, indicações 
e contra-indicações, vantagens e desvantagens, além, do seu custo benefício. 
Faz, também, um breve Histórico e curiosidades dessas técnicas. Como 
resultado, para cada caso, o profissional deverá eleger a técnica de acordo 
com seus conhecimentos, para mais rapidamente ser solucionado a patologia 
bucal do paciente, realizando Exames Complementares de Diagnóstico, tanto 
no Consultório como encaminhando o paciente à Clínicas especializadas em 
Imaginologia. 
Concluindo, somente o Exame Complementar de Diagnóstico não 
fornece o Plano de Tratamento a ser proposto e realizado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Palavras-chave: Odontologia, Imagem, Método, Diagnóstico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BALAN, Luiz Artur do Couto. Estudo de Imagens como Diagnóstico 
Complementar de Exames Odontológicos. 2010, 35 folhas. Monografia 
(especialização em Auditoria em Saúde) – Centro Universitário Filadélfia – 
UniFil, Londrina - Pr, 2010. 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
 
Through a literature review, this paper aims to present the Image, as a 
Complementary Diagnostic Method in Dentistry. It mentions eight techniques 
which use the Image formed by several sources of energy. It brings their 
definitions, characteristics, uses, indications, contraindications, vantages and 
disadvantages, besides, their benefit costs. It also shows a brief historic and 
curiosities of this technique. As a result to which case, the professional must 
elect the technique according his knowledge, so the patient‟s problem will be 
faster resolved as he does complementary exams in the office or in specialized 
clinics in Imaging. In conclusion, only the Complementary Diagnostic Exam do 
not offer the Treatment Plan to be proposed and done. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Words-key: Odontology, Image, Method, Diagnostic. 
 
 
 
SUMÁRIO: 
 
Página 
 
1 
 
Introdução 
 
09 
 
2 
 
Metodologia 
 
12 
 
3 
 
Revisão Bibliográfica 
 
13 
 
3.1 
 
Histórico 
 
13 
 
3.1.1 
 
Cintilografia 
 
13 
 
3.1.2 
 
Prototipagem Rápida 
 
13 
 
3.1.3 
 
Radiografia Convencional 
 
13 
 
3.1.4 
 
Radiologia Digital 
 
14 
 
3.1.5 
 
Ressonância Magnética 
 
14 
 
3.1.6 
 
Termografia 
 
15 
 
3.1.7 
 
Tomografia Computadorizada 
 
17 
 
3.1.8 
 
Ultrassom 
 
17 
 
3.2 
 
Definição de Imagens e Técnicas 
 
18 
 
3.2.1 
 
Cintilografia 
 
18 
 
3.2.2 
 
Prototipagem Rápida 
 
19 
 
3.2.3 
 
Radiografia Convencional 
 
21 
 
3.2.4 
 
Radiologia Digital 
 
22 
 
3.2.5 
 
Ressonância Magnética 
 
23 
 
3.2.6 
 
Termografia 
 
24 
 
3.2.7 
 
Tomografia Computadorizada 
 
25 
 
3.2.8 
 
Ultrassom 
 
26 
 
4 
 
Discussão 
 
28 
 
5 
 
Conclusão 
 
29 
 
 
 
Referências 
 
31 
 9 
1 INTRODUÇÃO 
 
 
Há tempos, o exame clínico vem sendo considerado imperativo na 
formulação do diagnóstico, mas em alguns casos, exames complementares 
são instrumentos de máxima importância. A Imagem constitui um recurso 
Auxiliar de Diagnóstico bastante útil na clínica Odontológica. 
Seu campo de atuação engloba quase todas as especialidades 
odontológicas, destacando estruturas, pouco visíveis pelo método de exame 
clínico exploratório. Tendo as imagens como foco, verificando entre os 
pesquisadores e suas conclusões, poderá se chegar a um melhor 
entendimento de suas características e de seus usos e aplicações, assim 
como, suas vantagens e desvantagens, e custo benefício. 
Em muitos casos os procedimentos técnicos são aplicados mediante 
uma abordagem ou tática operatória isolada, cujos objetivos de tratamento 
seriam mais convenientemente atingidos pela aplicação integrada de recentes 
conquistas científicas no campo das matérias e modalidades clínicas 
(Especialidades); todavia persiste um desafio à nossa profissão relativo aos 
conhecimentos básicos de uma série de especialidades para solucioná-los, 
como um todo, tendo em vista não apenas as condições sócio-econômicas do 
paciente, seu interesse pelo tratamento, mas também a capacidade do Clínico 
Geral em conhecer e saber aplicar, de modo integrado, manobras em conjuntode procedimentos que geralmente são atribuídos isoladamente aos 
especialistas. 
O objetivo desta proposta é que todo tratamento deve ser preventivo, 
considerando que ele deve ser planejado e executado para preservar o sistema 
estomatognático contra a destruição pelo uso, idade e todos os tipos de lesões 
que acometem a cavidade oral. 
Mondelli et al., (1984) já afirmava que a Odontologia alcançou 
progressivamente grande desenvolvimento, principalmente nas últimas 3 
décadas, como resultado de investigações científicas e observações clínicas, 
proporcionando meios de diagnóstico (tanto no exame clínico como nos 
exames diagnósticos complementares de Imagem, principalmente o raio x, 
tratamento e prevenção que tornam esta a melhor era para o atendimento de 
nossos pacientes. 
Entre tantos outros pesquisadores de respeito, o mesmo autor descreve 
seus estudos uma conduta mais apropriada e afirma que quando da 
elaboração de um plano de tratamento integrado no que diz respeito ao 
diagnóstico podemos lançar mão de exames complementares, como o de 
imagens. 
O autor ressalta ainda que para o uso do exame complementar para 
diagnóstico, deveríamos observar à: os dentes: profundidade das lesões 
cariosas, contorno das restaurações à nível do seus limites, condutos 
parcialmente obturados (endodontia), relação da crista óssea alveolar com a 
margem gengival da cárie ou outros tipos de lesões. O osso alveolar: altura da 
crista óssea alveolar, continuidade da lâmina dura, reabsorção e defeitos 
ósseos de forma tridimensional, lesões periapicais ou endoperiodontais. As 
especialidades: Radiologia ou por Imagem, Dentística Estética e Restauradora, 
Periodontia, Endodontia, Cirurgia Odontológica, Prótese Odontológica, 
Ortodontia, Odontopediatria, Odontogeriatria, Implantodontia, é imprescindível, 
como meio auxiliar complementar de diagnóstico, o uso e a indicação de 
imagens para definir a melhor conduta a ser planejada, aplicada e solucionar 
 10 
o(s) problema(s). Outros exames complementares de diagnóstico, podem ser: 
laboratoriais [sangue (tempo de sangramento, tempo de coagulação)]; saliva – 
pH (acidez), tecidos moles (lesões), palpação, percussão, quente/frio, modelos, 
fotos (tanto do paciente; frontal, perfil e até mesmo da cavidade intrabucal, com 
os elementos dentais, em grupos ou isolados); modelos de estudo; 
evidenciação de placa bacteriana (corantes), entre outros, MONDELLI et al., 
(1984). 
Gomes, (1996) diz que é fundamental transmitir, aos acadêmicos e 
profissionais da Odontologia, informações científicas no que diz respeito ao 
exame complementar de diagnóstico, para aplicação dessas modernas 
técnicas na Odontologia: as quais, em muitas situações, serão de eleição para 
os nossos pacientes, que estão mais exigentes em relação aos modernos 
tratamentos e tecnologias. 
Meneguin et al., (2002) ressaltam que nas duas últimas décadas a 
evolução dos procedimentos, preventivos e curativos, levou a uma maior 
longevidade dos elementos dentários, ocorrendo com isso, uma maior 
demanda por tratamentos mais especializados, necessitando assim de exames 
complementares para melhor avaliação e do mais correto plano de tratamento 
a ser proposto, executando-o e solucionando-o, imagem tem-se mostrado em 
eficiente meio auxiliar complementar de diagnóstico dos problemas 
odontológicos. Com essa longevidade problemas de estruturas ósseas que 
recebem os elementos dentais são mais bem observados em todas as suas 
dimensões. 
Segundo os mesmos, que compreendem ser o diagnóstico em 
Odontologia, a conduta do profissional, após recepcionar o paciente e em seu 
escritório conhecer o paciente, sexo, idade, estado civil, histórico médico 
através de uma anamnese criteriosa, última visita a uma odontólogo entre 
outras após isso em sua sala clínica, devidamente aparelhada para este 
trabalho in loco verificar os possíveis problemas ”visíveis” (exame clínico – 
tanto nos tecidos duros quanto os moles) e suas soluções, caso seja 
necessário à indicação de exames complementares de diagnóstico que podem 
auxiliar (entenda-se não determinar a solução). Exames esses, que poderão 
ser de ordem radiográfica, no próprio ambiente clínico; como Raios-x 
periapical, oclusão ou interproximal, outros exames de imagens poderão ser 
requisitados para Clínicas Especializadas que poderão ser: Radiografia 
Panorâmica, de Perfil, de Articulação Temporo-Mandibular (ATM), Tomografia 
Odontologia; Radiologia Digital, Ressonância Magnética, entre outros. 
Em laboratórios exame de Índice de Cáries (pH de saliva), tempo de 
coagulação sanguínea e tempo de sangramento para procedimentos cirúrgicos. 
Exames de Laboratórios de próteses Odontológicas poderão, também, ser 
pedidos para uma simples visualização, enceramento de elementos dentais, 
levantamento de mordidas, oclusão, entre outros. Exames Citológicos em 
Laboratórios específicos também são de grande importância para o tratamento 
e solução de problemas relacionados a lesões tumorais. O que mostra de 
forma bem clara e incisiva que o uso dos raios x Convencional, principalmente 
o de uso próprio nos consultórios não perderam seu status de visualização, 
precisão e determinação, no diagnóstico complementar de exames, perante as 
novas tecnologias aplicadas na atual Odontologia; estas sim, incorporadas de 
acordo com o conhecimento dos profissionais da área e especificamente 
indicadas (BITTENCOURT, 2005). 
Já Coutinho, (2007) descreve que as considerações gerais sobre o 
diagnóstico por imagem; este diagnóstico em um grande número de vezes, 
 11 
veem sendo utilizado em uma forma, do profissional da área, de “fazer alguma 
coisa” quando não se sabe por onde começar, sendo estes exames 
“selecionados” a partir de uma anamnese e exame físico criterioso, na 
Odontologia utiliza-se o termo de Exame Clinico Oral, que nada mais é que 
visualizar, observar, analisar e definir, a normalidade ou patologia instalada do 
interior da cavidade bucal, tecidos moles e tecidos duros, com instrumentos 
apropriados somado a conhecimento, experiência do profissional. Nesta 
abordagem, mesmo que a queixa do paciente no diagnóstico de patologias não 
relacionadas com o odontólogo, seja de natureza médica, e não de 
competência do cirurgião-dentista (ex. sinusite). 
O planejamento para desenvolver o presente estudo foi, quanto aos fins, 
exclusivamente exploratório, pois busca conhecer, esclarecer e aprofundar as 
idéias a respeito do estudo e tornar mais claro as comparações das técnicas 
atualmente „disponíveis no mercado‟, e quanto aos meios de investigação 
optou-se pela pesquisa bibliográfica, por ter sido valido dos subsídios teóricos, 
apontados por estudiosos sobre o tema, em publicações diversas, tais como: 
livros, revistas (artigos), publicações periódicas, folders, catálogos ilustrativos, 
impressos e, especialmente, a rede eletrônica (sites científicos). 
Sobre a literatura existente pode-se afirmar que, ou são publicações 
antigas ou muito recentes, e que também, não existe muita publicação sobre o 
assunto uma vez que a maioria dessas técnicas é aplicada na Medicina, onde é 
explorada de forma muito mais acentuada. O mesmo pode se afirmar quanto 
às revistas, artigos e publicações periódicas, uma vez que específicas técnicas 
são aplicadas em uma área (cavidade bucal) muito pequena para exploração 
de sofisticados aparelhos. 
O presente instrumento tem por finalidade mostrar que as técnicas 
atuais existentes, para exame complementar de diagnóstico na Odontologia, 
dependem muito do profissional e seu conhecimento e que, a Radiografia 
Convencional ainda é um método muito bem aceito para a realização deste 
exame, não deixando nada a desejar quanto o seu emprego, e que, a sua 
visualização ainda é obtida em um único plano dimensional. 
Assim, o presente estudo, longe de pretender esgotar o assunto, visa 
ampliar o debatesobre esta questão tão relevante para o processo de técnicas-
aprendizagem e sim fazer com que o profissional dessa área venha a ter um 
maior conhecimento e volte suas metas para aprofundar-se mais no assunto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 12 
2 METODOLOGIA 
 
O presente estudo foi conduzido por meio de uma pesquisa bibliográfica, 
que segundo Biazin e Scalco, (2008, p.76) é aquela “desenvolvida a partir de 
material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos” 
e tem como característica ser uma “análise aprofundada sobre o tema”. Esta 
pesquisa é descritiva, narrativa e retrospectiva, cuja revisão foi realizada em 
livros-textos, teses, dissertações, monografias, artigos impressos e aqueles 
disponíveis “on line” na Base de Dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), 
que compreende a BIREME, LILACS, SciELO, BBO, entre outros. Os artigos 
analisados foram aqueles publicados a partir de 1980, cujo título conduziu ao 
tema proposto. Para esta busca foram utilizadas as seguintes palavras-chave: 
Odontologia, Imagem, Método e Diagnóstico. Todo material obtido foi 
cuidadosamente analisado e os resultados apresentados de forma descritiva, 
comparando-se os métodos estudados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 13 
3 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
 
3.1 HISTÓRICO 
 
Conhecida por volta de 1910, quando se profissionalizou, a radiologia 
tem sido empregada como método complementar de diagnóstico de problemas 
bucais, tornando-se bastante popular. Ressalva-se que, este meio, também se 
faz presente na Medicina para a mesma finalidade; na Segurança e até mesmo 
nas Artes Plásticas. 
 
3.1.1 CINTILOGRAFIA 
 
A câmera gama foi desenvolvida por Hal Anger na década de 1960. No 
seu design original, a Anger camera ainda é utilizada hoje. As imagens são 
produzidas com a ajuda de um computador integrado no equipamento, com 
programa (software) específico para essa finalidade. No fim da década de 
1990, a introdução do cintilador rápido de Cério activado com Oxiortosilicato 
de Lutécio (LSO:Ce), 300 ns (nanosegundos) para cristais de Germanato de 
Bismuto usados nos anos 1980), reduziu grandemente o tempo de renovação 
da capacidade de detecção de raios gama após cada evento, o que aumentou 
o número de eventos detectáveis em cada segundo. Esta inovação permitiu 
diminuir o tempo de exame do doente até cerca de metade. 
 
3.1.2 PROTOTIPAGEM RÁPIDA 
 
A técnica foi introduzida na prática odontológica no ano de 1991 e tem 
demonstrado, ao longo do tempo, diversas vantagens e benefícios na 
abordagem de enfermidades do complexo Maxilo-mandibular. Meurer et alii., 
(2007) demonstra que este processo pioneiro, patenteado em 1986, deflagrou 
a revolução da prototipagem rápida, na área de Engenharia; porém, o uso da 
imagem, Tomografia Computadorizada (TC), é de fundamental importância 
para a obtenção do modelo; ou seja, após ter a imagem, está é processada 
pelo computador, mediante software específico, e transformado em modelo. 
Sinterização Seletiva a Laser (SLS, Selective Laser Sintering): esta técnica, 
patenteada em 1989, usa um raio de laser para fundir, de forma seletiva, 
materiais pulverulentos, tais como náilon, elastômeros e metais, num objeto 
sólido, onde a obtenção da imagem, Tomografia Computadorizada (TC), é 
muito importante para o resultado final. 
 
3.1.3 RADIOGRAFIA CONVENCIONAL 
 
Fenelon, (2005) apresenta seu em artigo as seguintes curiosidades 
sobre a história da radiologia: em 1895 Wilhelm Konrad Roentgen desenvolveu 
um aparelho que emitia o raio catódico, produzindo assim os raios x, após 
repetir experiência ao cientista Phillip Lenard; após publicação em dezembro 
de 1895 outros cientistas pesquisaram a natureza desse raio entre eles 
Leonard, Hitforf e Crookes. 
Abril de 1896, um relatório médico apresentado no “Medical Record” 
descreve um caso no qual um carcinoma gástrico teve uma surpreendente 
resposta quando irradiado com raios x. 
 14 
Em 1898, o casal Curie (Pierre e Marie Curie) anunciou, na Academia de 
Ciências de Paris, a descoberta do rádio. Naquela mesma época, Madame 
Curie demonstrava que as radiações, descobertas por Becquerel (a atividade 
radioativa dos sais de Urânio) poderiam ser medidas usando técnicas 
baseadas no efeito da ionização. 
Em novembro de 1899, Oppenhein descreveu a destruição da sela 
túrcica por um tumor hipofisário. 
Em 1900, Wallace Johnson e Walter Merril publicaram um artigo 
descrevendo os resultados positivos obtidos em câncer de pele pela aplicação 
de raios x. 
Em 1910 este aparelho teve sua importância reconhecida na área da 
saúde na detecção de problemas no corpo humano vivo. Kevls relata que no 
século XIII o Monge Roger Bacon, que por meio de experiências denominava 
essa ação, como fundamento do princípio da luz divina. 
Em março de 1911, Hensxhen radiografou o conduto auditivo interno 
alargado por um tumor do nervo acústico (VIII par). 
Em novembro de 1912, Lackett e Stenvard descobriram ar nos 
Ventrículos ocasionados por uma fratura do crânio. Um neurocirurgião de 
Baltimore, Dandy, em 1918, desenvolveu a ventriculografia cerebral, 
substituindo o líquor por ar. Assim ele trouxe grande contribuição no 
diagnóstico dos tumores cerebrais. 
Em 1920, iniciaram-se os estudos relativos à aplicação dos raios x na 
inspeção de materiais dando origem à radiologia industrial. 
Como preconiza a Coordenadoria de Saúde da Comunidade, ato de 1º 
de agosto de 1972, relata Galvão Filho (1998) o uso prolongado ou várias 
aplicações dos raios x podem ser prejudiciais ao ser humano, tanto para os 
operadores do aparelho, leia-se profissional e seu assistente, como para o 
próprio paciente; os cuidados para os dois primeiros são: biombo de chumbo, 
uma distância regular da fonte emissora de radiação, assim como utilização do 
dispositivo de retardo; e quanto ao paciente, o avental de chumbo, protetor da 
tireóide, e mínima exposição à radiação. 
 
3.1.4 RADIOLOGIA DIGITAL 
 
Doi, (1999) e posteriormente Giger, (2000) informaram que nas décadas 
de 60 e 70 surgiu a Radiografia Digital e foi colocado em funcionamento, após 
obtenção de imagens normais e acondicionadas em um banco de dados, novas 
imagens são realizadas, via câmera intra-oral, são confrontadas, buscando 
variações obtém-se um resultado. O destaque é que estes aparelhos são 
autorizados pela “Food and Drug Administration” (FDA) dos EUA. 
Azevedo-Marques et al., (1990) descreve que na metade da década de 
70, um comitê coordenado pelo Colégio Americano de Radiologia (American 
College of Radiology – ACR) e pela Associação Nacional de Fabricantes de 
Equipamentos Elétricos (National Electrical Manufactures Association – NEMA) 
foi formado para trabalhar na padronização de programas e equipamentos para 
acesso e distribuição de imagens médicas. 
 
3.1.5 RESSONÂNCIA MAGNÉTICA 
 
Em 1920 Otto Stern e Walther Gerlach, em Frankfurt na Alemanha, 
trabalharam experimentalmente para verificar a relação elétron (partículas 
elementares) e campo magnético. Surgiu a designação spin (giro que essas 
 15 
partículas fazem em torno do seu próprio eixo quando colocados em um campo 
magnético); princípio funcional da Ressonância Magnética. 
Em 1924, Wolfgang Pauli na Áustria, presumiu que os núcleos 
comportar-se-iam como minúsculos ímãs. Mais tarde, experiências similares, 
porém mais sofisticadas, aos do Stern-Gerlach determinaram momentos 
magnéticos nucleares de várias espécies. 
Posteriormente, em 1939, Isidor Isaac Rabi, (americano) e 
colaboradores submeteram um feixe molecular de hidrogênio (H2) em alto 
vácuo a um campo magnético não-homogêneo em conjunto com uma radiação 
na faixa das radiofreqüências (RF). Por um certo valor de freqüência o feixe 
absorviaenergia e sofria pequeno desvio; isso era constatado como uma 
queda da intensidade observada do feixe na região do detector. Este 
experimento marca, historicamente, a primeira observação do efeito da 
ressonância magnética nuclear. 
Nos anos de 1945 e 1946 duas equipes, uma de F. Bloch e seus 
colaboradores na Universidade de Stanford, e outra de E. M. Purcell e 
colaboradores na Universidade de Harvard procurando aprimorar a medida de 
momentos magnéticos nucleares observaram sinais de absorção 
de radiofreqüência dos núcleos de 1H na água e na parafina, respectivamente, 
pelo que os dois grupos foram agraciados com o prêmio Nobel de Física em 
1952. 
Quando Packard e outros assistentes de Bloch substituíram a água por 
etanol, em 1950 e 1951, e notaram que havia três sinais e, não 
somente um sinal, eles ficaram decepcionados; entretanto, esse aparente 
fracasso veio a indicar alguns dos aspectos mais poderosos da técnica: a 
múltipla capacidade de identificar a estrutura pela análise de parâmetros 
originados de acoplamentos mútuos de grupos de núcleos interagentes. 
Pouco tempo depois, em 1953, já eram produzidos os primeiros 
espectrômetros de Ressonância Magnética Nuclear no mercado, já com uma 
elevada resolução e grande sensibilidade. 
Nos equipamentos de ressonância magnética para imageamento 
biológico, os núcleos dos átomos de hidrogênio presentes no objeto de análise 
são alinhados por um forte campo magnético e localizados por bobina 
receptora devidamente sintonizada na frequência de ressonância destes. 
 
3.1.6 TERMOGRAFIA 
 
Segundo Brioshi, (2010b) antigos filósofos e médicos gregos (Platão, 
Aristóteles, Hipócrates, Galeano) reconheceram e se fascinaram com a relação 
entre o calor e a vida. 
O astrônomo Galileu Galilei, 1592, descobriu e desenvolveu o primeiro 
termômetro de ar, instrumento muito rudimentar, porém, indicava as mudanças 
de temperatura. Anos depois, Sanctorius modificou o termômetro criando 
escalas, Nos seres humanos a febre não era levada em consideração quanto 
às patologias instaladas, fato já conhecido e preconizado por Bequerel e 
Brechet, em 37º C, (GERHSON-COHEN, 1967). 
Boullian, em 1659, modificou o modelo de Sanctorius introduzindo o 
Mercúrio dentro de um tubo de ensaio escalonado; mais tarde Fahrenheit, 
Ceusius e Joule contribuíram com essas escalas. 
 Anton de Haslen, 1754, foi o primeiro a estabelecer relação 
febre/patologia, observando as variações de temperatura corporal. 
 16 
James Currie também registrou mudanças de temperatura em doenças 
febris. Wünderlich observou mais de 25 mil pacientes e resultados confirmados 
por outros estudiosos determinou o uso oral do termômetro como meio auxiliar 
de diagnóstico um padrão; perto do final do séc. XVIII e início do séc. XIX. 
Spurgin, em 1857, construiu o “termoscópio”; Doss Evins e B. J. Palmer 
(1920) desenvolveram um dispositivo sensível ao calor, DYE (1939). 
Em 1925, o primeiro neuro-calorímetro (NCM) foi patenteado – o Hot 
Box. 
Outros equipamentos, citados por Briosch, (2010b) foram testados para 
mensurar a temperatura corporal, de forma perfeita, entre eles: DermaTherme 
desenvolvido por Kimmel no final dos anos 70, o Synchrntherme, desenvolvido 
por Haldeman, no mesmo período, posteriormente os Visitherm projetados pela 
família Stillwagon, por volta de 1985 e o Tytron, estudado e desenvolvido pelo 
italiano Titone no final dos anos 80. Aparelhos estes que eram limitados, pois, 
faziam a medição por pontos de calor ou linhas de temperatura. 
Adelman projetou o Visual Nerve Tracer (VNT) foi projetado para o 
resultado ser comparado eletronicamente em forma de linha sobre uma folha 
de papel; produzindo um gráfico. Apesar do incremento da técnica este 
aparelho tinha a desvantagem de problemas técnicos de uso e de calibração; o 
mesmo passou a pesquisar a imagem infravermelha para diagnóstico (filme 
infravermelho para foto da área afetada). 
O estudo da radiação infravermelha (IR) iniciou-se no final do século 
XVI, por Della Porta. No séc. XVIII Sir William Herschel utilizando um 
espectroscópio descobriu que o sol emitia raios infravermelhos; anos mais 
tarde, seu filho, Sir John Herschel, pioneiro no campo da fotografia, produziu 
em papel, a primeira termografia (PUTLEY, 1982). 
Na mesma época, Langley desenvolveu o bolometro (RASK, 1979); 
esses experimentos caíram no esquecimento por muitos anos, até que 
Bequerel, Golay e Czerny incrementaram esses experimentos, porém não 
tiveram muito sucesso (GERHSON-COHEN, 1967). 
Após a II Guerra Mundial, a tecnologia dos Raios Infravermelhos 
avançou, Dr. Ray Lawson (1955) solicitou acesso ao instrumento de Czerny 
(aparelho de uso militar restrito) para possível aplicação médica experimental. 
Em 1957, Lawson observou que a presença de câncer da mama era 
refletida pelo aumento de temperatura cutânea; suas observações iniciais, 
auxiliado por R. B. Barnes, levou ao desenvolvimento do termográfico de 
Barnes. 
No final dos anos 60 a empresa sueca AGA produziu o AGA 
Thermovision, que consistia em gerar uma imagem semelhante à TV permitiu 
imagens instantâneas e reproduções simultâneas de padrões térmicos e 
processos termodinâmicos do corpo humano. Muitas outras empresas se 
dedicaram a esse segmento e a moderna termografia evoluiu em muito, com 
ferramentas do mesmo nível de qualidade. Nos anos 70 a evolução veio com a 
modalidade de imagem colorida, o que contribuiu, em muito, para reaquecer o 
uso dessa técnica (RYAN, 1969). 
Paralelamente ao desenvolvimento da técnica de Termografia Digital 
veio a Termografia de Cristal Líquido (HOBBINS, 1984). 
Com a incrementação dos computadores mudou-se incrivelmente a 
Termografia Moderna (produção de filmes em tempo real), o que agregou 
grande valor a essa técnica. 
 
 
 17 
3.1.7 TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA 
 
Após a descoberta dos raios x em 1899, por Roentgen, a TC veio para 
agregar tecnologias para complementar os exames diagnósticos. Aparelho que 
utiliza em sua operação a radiação ionizante, preocupação esta que abriram 
discussões pare exames dosimétricos de radiações em vários tipos de 
aparelhos disponíveis no mercado. Atualmente, aparelhos modernos com 
múltiplos detectores (Tomografia Computadorizados multislice) permitem um 
escaneamento rápido e uma reconstrução de imagem com alta resolução, 
relata COUTINHO, (2007). 
Parks, (2000) demonstra o princípio matemático no qual a Tomografia 
Computadorizada está baseada foi apresentado em 1917, por Radon, que 
demonstrou a imagem de uma estrutura tridimensional poderia ser obtida a 
partir de um infinito conjunto de suas projeções em duas dimensões. Anos mais 
tarde, Hounsfield et al. anunciaram a primeira técnica de tomografia, por ele 
denominada de translate-rotate scanners. 
Estudos pioneiros da tomografia datam de 1920 e foram acompanhados 
por estudos de técnicas de restauração de imagens, segundo Coutinho, (2007). 
Hounsfield Godfrey Newbold desenvolveu o primeiro sistema de Tomografia 
Computadorizada (TC) com aplicabilidade clínica. Atualmente, aparelhos 
modernos com múltiplos detectores (TC multislice) permitem um escaneamento 
rápido e uma reconstrução de imagem com alta resolução, relata o mesmo 
autor. 
Apresentando um breve histórico sobre este assunto Carvalho, (2007) 
descreve Hounsfield e equipe, que por volta de 1970 desenvolveu o primeiro 
tomógrafo computadorizado comercialmente viável, que permitiu pela primeira 
vez a visualização de imagens. Cita ainda Cormack, físico e matemático, anos 
antes havia feito progressos com os estudos matemáticos de Johann Radon, 
obtendo êxito em uma equação matemática como base para reconstrução de 
microondas do sol. Contando com a colaboração de vários pesquisadores, 
Hounsfield e Ambrose obtiveram a imagem de um tumor em um paciente de 
suas estruturas limítrofes causandogrande euforia. Este aparelho fornece 
imagens obtidas do corpo humano através de secções, ou cortes, ou ainda por 
visualização tridimensional, transversais. 
O desenvolvimento dessa técnica, no início dos anos 70, valeu o Prêmio 
Nobel de Medicina, em 1979, aos pesquisadores Hounsfield e Cormack. 
 
3.1.8 ULTRASSOM 
 
Segundo Oliveira, (1994) a história do ultrassom remonta a 1794, 
quando Lazzaro Spallanzini demonstrou que os morcegos se orientavam mais 
pela audição que pela visão para localizar obstáculos e presas. Em 1880 
Jacques e Pierre Curie deram uma contribuição valiosa para o estudo do 
ultrassom, descrevendo as características físicas de alguns cristais 
(piezoeletricidade). 
Segundo Assef e Maia, (2009) o estudo do ultrassom foi impulsionado 
com objetivos militares e industriais. A pesquisa sobre aplicações médicas se 
deu após a segunda guerra mundial. 
Um dos pioneiros foi Douglas Howry que, junto com W. Roderic Bliss, 
construiu o primeiro sistema com objetivo médico durante os anos de 1948 – 
49, produzindo a primeira imagem seccional em 1950. 
 18 
Desde 1980 - 90 a ultrassonografia na área de saúde foi impulsionada 
pelo desenvolvimento tecnológico que transformou este método num 
importante instrumento de investigação diagnóstica. 
Desde a década de 50, as técnicas de ultrassom vêm sendo aplicadas, 
com sucesso, em diversas áreas para testes e exames de várias estruturas. 
Dentre as aplicações principais do ultrassom, pode-se relacionar: medições de 
distâncias, espessuras, áreas e volumes, verificação de descontinuidade e 
rugosidade (corrosão) de materiais, determinação de falhas na geometria de 
um objeto, testes não destrutivos em materiais como polímeros e madeiras, e 
verificações na forma de estruturas submersas. Pode-se citar como áreas que 
utilizam o ultrassom em suas pesquisas, a medicina, a oceanografia, a 
metalurgia, a mecânica e a química, entre outras (DUARTE et al., 1999); 
(GRIMM, 1993). 
 
3.2 DEFINIÇÃO DE IMAGEM, NAS SEGUINTES TÉCNICAS: 
 
Coutinho (2007) relata que “Diagnóstico por imagem” refere-se a um 
termo onde a área que abrange não apenas os métodos que utilizam os raios 
x, mas também outras fontes de energia para seu funcionamento que podem 
ser: Cintilografia, Prototipagem Rápida, Radiografia Convencional, Radiologia 
Digital, Ressonância Magnética, Termografia, Tomografia Computadorizada e 
Ultras-sonografia. 
 
3.2.1 CINTILOGRAFIA 
 
Imagem, no uso da Cintilografia, segundo a Abreu et alii. (2005) mostra-
se que após inserção de câmara intrabucal, que detectam as emissões 
radioativas de um ribonucléico, pelos raios gama, injetado endovenosamente, 
distribuído diferentemente ao longo dos tecidos no corpo, e após determinado 
tempo, visualizado em um monitor. Esta imagem pode ser por varredura, 
quando utilizado um detector em movimento ou estacionária, quando imóvel. 
Depois de algumas horas do contraste ter sido injetado, uma câmera gama 
típica tem uma resolução de cerca de 4 milímetros, captando várias centenas 
de milhares de fótons por segundo. Para cada um, destes, ela mede a posição 
do emissor. Estes dados são então organizados pelo computador numa 
imagem ou filme. Sua indicação é precisa, no que diz respeito, em pacientes 
com lesões cancerígenas já instaladas, permitindo um rastreamento do corpo 
inteiro, Bittencourt et al., (2005) e para pacientes com alto grau de exercícios 
físicos de impacto, tendo melhor resultado de diagnóstico. Tem a vantagem de 
possibilidade de se analisar o órgão estudando-se em sua forma e função e 
pode verificar ou não a existência de metástases. Para a avaliação das 
estruturas ósseas da Articulação Têmporo-Mandibular (ATM) o elemento 
químico se fixa onde houver maior atividade osteoblástica e é localizado por 
um aparelho mapeador. É capaz de detectar lesões muito antes que as 
radiografias. Auxilia o exato local do órgão para o procedimento cirúrgico. Pode 
ser analisado e estudado o órgão observando sua forma e função e a área 
afetada. Excelente método para verificação da ATM na Odontologia. É capaz 
de detectar a lesão muito antes do uso do exame de radiografias, (PINTO, 
2008). 
Pinto Giorgi et al., (2000) relata ter a desvantagem de ser um método 
invasivo e lesões no seu estado inicial não são detectadas; pacientes, 
principalmente os atletas e militares, de não ser detectado o stress ósseo, 
 19 
também é relativamente caro e expõe o paciente a elevados índices de 
radiação. Auxilia o exato local para o procedimento cirúrgico, também 
reconhece Tumores NeuroEndocrinológicos (TNE). 
Esta técnica apresenta a vantagem de realizar uma varredura em 
pacientes com lesões cancerígenas já instaladas, pois, permite um 
rastreamento de corpo inteiro para posterior confirmação diagnóstica de áreas 
suspeitas. Em exames de stress ósseo, com o início da dor no atleta, a 
Radiologia Convencional se apresenta como uma linha de fratura radioluzente, 
enquanto que o uso da Técnica da Cintilografia, após 1 a 3 semanas após os 
primeiros sinais da dor do atleta, a imagem revela um foco, um ponto de 
tamanho bem maior, devido ao processo inflamatório ali instalado, ou seja, de 
melhor visualização, (KEMPFER et al., 2004). As aplicações desta técnica em 
neoplasmas são estabelecidas segundo os novos parâmetros descritos na 
literatura, levando em conta, ainda, a relação custo benefício, (ABREU et alii., 
2005). 
É um método que estuda os vasos sanguíneos por meio de injeção de 
contraste endovenoso (radiotraçador), e posteriormente, a visualização das 
imagens em aparelhos apropriados como receptores, um monitor de um 
computador, imagens essas que poderão ser observadas tanto de forma visual 
quanto qualitativa, através do movimento dessas substâncias; esse 
radiofármaco é a união de um radioisótopo (átomo emissor de uma onda 
eletromagnética do tipo raios gama), que determinará a imagem. A radiação 
gama é uma onda eletromagnética semelhante à luz visível, porém seu “brilho” 
ou cintilação é apenas visualizado em uma máquina denominada Gama-
câmara. É um exemplo de radioisótopo meta-estável. 
Sinônimos: gamagrafia, cintilogramas ou cintigrama, cintilografia ou 
radiologia vascular ou intervencionista ou técnica da medicina nuclear: 
 
3.2.2 PROTOTIPAGEM RÁPIDA 
 
Imagem, no uso da Prototipagem Rápida, segundo Azevedo-Marques et 
al., (1990) uma técnica de triangulação envolvendo a Tomografia 
Computadorizada e a Ressonância Magnética, ambos de planos 
bidimensionais, porém, que não fornece uma estrutura verdadeiramente 
tridimensional em uma tela do monitor, e com a conversão desses dados 
obtemos a Prototipagem Rápida (tridimensional), inicialmente utilizada na 
Engenharia, depois utilizada, principalmente na área de Cirurgia e 
Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, ou seja, Cirurgia Ortognática, para 
orientação de guias cirúrgicos de neoplasias extensas na mandíbula e, 
consequentemente, sua reconstrução no ato cirúrgico. Em cirurgia ortognática 
observou-se a utilidade do biomodelo como guia anatômico real no momento 
da cirurgia, auxiliando na modelagem das miniplacas e facilitando a explicação 
do procedimento a pacientes e estudantes (KRAGSKOV et al., 1996). 
D´Urso et alii, (1998) descreve que o primeiro sistema de prototipagem 
desenvolvido foi a estereolitografia, devido ao pioneirismo desta técnica, Na 
sinterização seletiva a laser, um feixe de laser de CO2 incide sobre uma fina 
camada de um pó termoplástico, depositado sobre a plataforma de construção 
por um rolo de deposição. Como na estereolitografia, o laser é guiado por 
espelhos controlados por um sistema computacional, desenhando, assim, as 
estruturas de acordo com as dimensões x e y, sinterizando (fundindo) 
seletivamente as partículas deste pó. Após a primeira camada ser sinterizada, 
o rolo espalha sobre esta uma nova camada de pó, com a mesma espessura20 
da primeira, que será novamente plastificada. Este processo é repetido camada 
após camada até a finalização do modelo. O modelo é retirado da plataforma 
de construção e o pó adjacente não sinterizado é removido. Neste sistema, o 
pós-processamento consiste num jateamento de areia e polimento, 
dependendo da utilização do modelo. As vantagens desta técnica são: a 
variedade de materiais termoplásticos que podem ser utilizados aliados a uma 
boa precisão e robustez do modelo que se tornam opacos após a sintetização. 
Estes podem ser esterilizados e a aplicação de laser de menor potência facilita 
o planejamento permitindo a utilização dos instrumentais utilizados na cirurgia. 
Contudo, apresentam superfície abrasiva e porosa o que pode dificultar seu 
uso no transoperatório D‟URSO et alii., (1998); PECKITT, (1999). 
As vantagens oferecidas por essa técnica são: Diminuição do tempo 
cirúrgico. Possibilidade de planejamento pré-cirúrgico. Simplificação da técnica. 
Maior segurança no trabalho do profissional. Aumento na qualidade do 
trabalho. Diminuição de tempo de recuperação pós-operatória. A principal 
indicação é a de reconstruir deformidades faciais ou mutilação buco-maxilo-
facial. Após a produção dos biomodelos, seu uso no diagnóstico e no 
planejamento cirúrgico merece especial atenção. Todo o processo de 
fabricação só é justificado se este biomodelo for útil no tratamento do paciente. 
Assim, a determinação das reais indicações, desconsiderando o modismo e o 
mercantilismo, é que determinarão o potencial desta nova tecnologia PERRY et 
al. (1998); KERMER, (1998) e MAZZONETTO et alii., (2002). 
A desvantagem é seu alto custo; foi sem dúvida a maior dificuldade 
encontrada para o uso do modelo no tratamento da lesão. Gorni, (2001) em 
muitas aplicações oferecem diversas vantagens quando comparado ao 
processo de fabricação clássico baseado na remoção de materiais tais como 
fresamento ou torneamento. Os biomodelos não demonstraram ser de grande 
necessidade no tratamento de deformidades faciais simples, onde técnicas 
cirúrgicas padronizadas obtêm bons resultados, o que poderia implicar em tão 
somente um sobrecusto no tratamento; ainda traz em seu artigo que a melhor 
definição deste tema vem de um conjunto de terminologias utilizadas para a 
fabricação de objetos físicos diretamente gerados por sistema de projeto 
auxiliado por computador Computer-Aidet Diagnosis (CAD); onde a obtenção 
da imagem, Tomografia Computadorizada (TC), é de fundamental importância 
para execução do objeto final Contudo, nos casos em que procedimentos 
cirúrgicos complexos e personalizados são necessários, os biomodelos 
facilitam a cirurgia, melhoram os resultados, diminui os riscos, as 
complicações, o tempo cirúrgico, além dos custos globais do tratamento. Em 
casos onde exista uma anatomia contralateral normal, esta pode ser usada 
como base para a reconstrução do lado afetado. 
Enfim, para que os pacientes portadores de deformidades faciais 
possam ser beneficiados com esta tecnologia, existe a necessidade de 
investimentos em pesquisas e na formação de recursos humanos. A 
determinação das precisas indicações desta tecnologia e a resolução das 
dificuldades e limitações encontradas poderá contribuir para a inserção dos 
biomodelos entre os procedimentos diagnósticos terapeúticos subsidiados pelo 
Sistema Único de Saúde. Todos os processos de prototipagem rápida, 
atualmente existentes, são constituídos por cinco etapas básicas: (1) Criação 
de um modelo CAD da peça que está sendo projetada em um TC; (2) 
Conversão do arquivo CAD em formato STL (sistema padrão para software) 
próprio para estereolitografia; (3) Fatiamento do arquivo STL em finas camadas 
 21 
transversais; (4) Construção física do modelo, empilhando-se uma camada 
sobre a outra; (5) Limpeza e acabamento do protótipo. 
Sinônimos: estereolitografia, Prototipagem Biomédica, Guia Cirúrgico, 
Fabricação em camadas (layer manufacturing), Prototipagem rápida (rapid 
prototyping), Manufatura rápida (rapid manufacturing), Fabricação de formas 
livres (solid freeform fabrication), Impressão tridimensional (tridimensional 
printing). 
 
3.2.3 RADIOGRAFIA CONVENCIONAL: 
Imagem, no uso da Radiologia Convencional (raios x), segundo Álvares 
e Tavano, (1990) é o resultado fotográfico ou no monitor de um objeto, obtida 
com o emprego da radiação da luz. Diferentes técnicas e espessura, posição e 
constituição dos objetos necessitam de radiações de diferentes comprimentos 
de onda. Conhecida por volta de 1910, quando se profissionalizou, a radiologia 
tem sido empregada como método complementar de diagnóstico de problemas 
bucais, tornando-se bastante popular. Ressalva-se que, este meio, também se 
faz presente na Medicina para a mesma finalidade; na Segurança e até mesmo 
nas Artes Plásticas. Esta técnica utiliza os raios x e possuem um filme como 
receptor, será mais detalhado, posteriormente, os tipos de filmes e suas 
respectivas aplicações; como uso, finalidades, vantagens e desvantagens, 
indicações e contra-indicações, custo benefício; será abordado, também, os 
aspectos positivos e negativos tanto para o(s) profissional(is) como para os 
operadores dos equipamentos. 
É obtida, Álvares e Tavano, (1990), a imagem fotográfica de um objeto, 
com o emprego dos raios x em lugar da luz. O espectro (distribuição das cores) 
por resolução da luz branca por difração ou prisma; amplitude de radiações 
eletromagnéticas; Galvão Filho (1998) das radiações eletromagnéticas dos 
raios x tem 3 x 1018 de freqüência em ciclos/s ou Hertz e 1 Å de comprimento 
de onda. 
 
Tipos de filmes - Raios X 
 
Podem ser classificados em intrabucal e extrabucal conforme Galvão 
Filho (1998); de acordo com seu tamanho dimensional e o invólucro dos 
diversos filmes. Os filmes intrabucais se classificam em periodontais, 
interproximais e oclusais; e os filmes extrabucais, de acordo com o mesmo 
autor, podem pertencer a duas linhas: screems e no-screems, sendo que no 
primeiro é necessária a utilização do chassi ou ecron, com placas 
intensificadoras, e no segundo para o uso sem intensificadores. Os filmes 
screms são mais sensíveis à luz, ou melhor, às radiações. Ambos os tipos 
extrabucais são bem maiores que os intrabucais, abrangendo assim uma maior 
área de imagem, e tem como exemplo as radiografias panorâmicas, laterais da 
mandíbula (ângulo – ramo e corpo), laterais dos tecidos moles e duros e 
articulação têmporo-mandibular supra e infracraniana. As vantagens da 
Radiografia Convencional são utilizadas na Ortodontia para a documentação 
Ortodôntica. Nos últimos anos é utilizada em Exames para Implantes. Método 
não invasivo e de baixíssimo custo. O resultado do exame complementar de 
diagnóstico se faz instantaneamente, no próprio consultório ou clínica, em 
questão de minutos já se tem uma imagem a ser interpretada, e utilizada para 
rápida visualização de anormalidades, principalmente os tecidos duros (ósseos 
 22 
e estruturas dentais), comprovando intervenção clínica (operativa). As 
desvantagens desta técnica são: Tanto para filmes intra como extrabucais, o 
uso prolongado ou várias aplicações dos raios x leia-se emissão radioativa, 
radiação ionizante, pode ser prejudicial ao ser humano, tanto para os 
operadores do aparelho, leia-se profissional e seu assistente, como para o 
próprio paciente; os cuidados para os dois primeiros são: biombo de chumbo, 
uma distância regular da fonte emissora de radiação, assim como utilização do 
dispositivo de retardo; e quanto ao paciente, o avental de chumbo, protetor da 
tireóide, e mínima exposição à radiação, assim como preconiza a 
Coordenadoria de Saúde da Comunidade, ato de 1º de agosto de 1972, relata 
Galvão Filho, (1998). Também como desvantagem apresenta processo químico 
e armazenamento; descarte dos materiais após o uso (químico – líquido) e 
(físico – invólucroe chapa de metal). 
Sinônimos: Raios x radiografia. 
 
3.2.4 RADIOLOGIA DIGITAL 
 
Imagem, no uso da Radiologia Digital, segundo Kreich et al., (2005) 
utiliza-se de sensores eletrônicos sensíveis aos raios x posicionados tal qual o 
filme da radiografia convencional, computador conectado e monitor, além da 
câmera intrabucal. Azevedo-Marques, (1990) o célere progresso tecnológico da 
aparelhagem radiográfica fez do exame complementar de diagnóstico por 
imagem uma das mais excitantes áreas da Odontologia, Medicina, Medicina 
Veterinária entre outras. O impacto é de tal magnitude que a abordagem 
diagnóstica, especialmente a Medicina, vem sendo bastante modificada. O 
melhor exemplo desse avanço é o “Picture archiving and communication 
system” – PACS; seu funcionamento consiste de após armazenamento das 
imagens ele poderá ser acessado de qualquer setor do hospital ou clínica, de 
imagens, em formato digital, sendo caracterizado por quatro subsistemas: 
aquisição, exibição, disponibilização e armazenamento (de imagens). Kreich et 
al., (2005) trabalharam em conjunto desvendando a utilização dessa nova 
tecnologia; com o Radiovisiography (Trophy, Vincensos, França) que foi o 
primeiro sistema radiográfico digital comercialmente disponível fez com que 
consultórios e clínicas odontológicas passassem a se utilizar dessa técnica 
agregando valores no complemento dos diagnósticos dos exames 
odontológicos, em conjunto com a convencional, técnica da radiografia (raios x) 
As vantagens oferecidas por essa técnica são: a finalidade da Imagem Digital é 
melhorar a acurácia do diagnóstico mediante a interpretação da imagem 
radiográfica em confrontação com imagens previamente armazenadas. 
Tecnologia muito utilizada pelos próprios profissionais nos consultórios. 
Método não invasivo, em relação à Radiografia Convencional, é muito menos, 
se não nulo. Tecnologia muito utilizada pelos próprios profissionais nos 
consultórios e clínicas. Podem ser obtidas imagens com câmeras fotográficas 
digitais, acessível a todos e de valor econômico relativamente baixo. Machado, 
(2004-b) mostra que com a imagem digital, permitindo a comunicação entre os 
profissionais, antes inimaginável, facilitando a elaboração do diagnóstico 
ortodôntico. Também permite, aos pacientes, poder visualizar o plano de 
tratamento proposto, quando do ANTES e do DEPOIS. É uma excelente 
ferramenta de ensino e pesquisa. De custo acessível e com excelente 
visualização da imagem, uma vez que a mesma pode ser “trabalhada” pelo uso 
do computador. De fácil envio utilizando a internet ou Pen drivers, CD ou 
similares. De fácil armazenamento por parte do profissional, servido, a qualquer 
 23 
momento, como “documento” – Odontólogo – Paciente (Odontologia Legal). 
Exame minucioso da cavidade bucal, com a possibilidade de melhorar a 
imagem (contraste, nitidez, volume). Disponibilidade do paciente de ter acesso 
a sua pasta, com senha fornecida pelo profissional ou clínica. Possibilidade de 
envio para o colega de forma rápida e segura, internet. 
Sinônimos: Radiografia Digital Dentária, Radiografia Dentária Digital 
Direta, Filmless. 
 
3.2.5 RESSONÂNCIA MAGNÉTICA 
 
Imagem, no uso da Ressonância Magnética, segundo Amaro Junior e 
Yamashita, (2001) átomos do núcleo das células são sensibilizados por meio 
de um campo magnético intenso para “vibrarem” em uma mesma direção. 
Como esses átomos vibram em uma determinada freqüência, com o aparelho 
emitindo uma onda eletromagnética ocorrendo assim a ressonância, todos os 
átomos emitindo uma mesma freqüência o aparelho detecta essas ondas e 
determinam a espessura de tecidos e órgãos definindo-se então a imagem. 
Segundo Scanavini et al., (2005) consiste na mudança nos estados de 
energia dos núcleos de átomos de certos elementos químicos, causada pela 
absorção e emissão de energia de radiofreqüência específica, sob a influência 
de um campo magnético externo. Na Odontologia, o uso de métodos 
avançados de diagnóstico por imagem, entre os quais podemos citar a 
Ressonância Magnética, é de suma importância, uma vez que, após sua 
interpretação, os mesmos proporcionam um diagnóstico preciso para o 
estabelecimento de um correto plano de tratamento. O objetivo deste trabalho é 
fazer uma revisão de literatura sobre a utilização da Ressonância Magnética 
em Odontologia, ressaltando sua importância e suas vantagens, uma vez que, 
atualmente, seu uso ainda é muito restrito pelos cirurgiões-dentistas. O 
trabalho não irá abordar o método de aquisição e formação da imagem e as 
indicações da Ressonância Magnética para a avaliação da musculatura 
mastigatória, disfunção articular das ATM´s e tumores do complexo maxilo-
mandibular. 
Por fim, ele irá apresentar algumas desvantagens e limitações do uso 
desse método avançado de diagnóstico por imagem na Odontologia. Amaro 
Junior e Yamashita, (2001) descreveram a técnica da Ressonância Magnética 
que se fundamenta em 03 etapas: a) alinhamento; que retrata a propriedade 
magnética de núcleos de alguns átomos. Por razões físicas e pela abundância, 
o núcleo de hidrogênio (prótons), é o elemento usado para produzir imagens de 
seres biológicos, é necessário um campo magnético intenso [cerca de 1,5 
Teslas (30 mil vezes mais intenso que o campo magnético da terra)] orientem 
esses átomos (prótons) para uma certa direção. b) excitação; sabendo-se que 
cada núcleo de hidrogênio (próton) “vibra” em uma determinada freqüência 
proporcional ao campo magnético onde está localizado. O aparelho emite 
então uma onda eletromagnética em uma mesma freqüência; ocorre a 
transferência da onda emitida para os átomos de hidrogênio, ocorrendo o 
fenômeno “ressonância”. c) detecção de radiofreqüência; é quando os átomos 
de hidrogênio receberam a energia, tornando-se instáveis; ao retornarem ao 
seu estado habitual, estes emitem ondas eletromagnéticas na mesma 
freqüência; daí o aparelho detecta essas ondas e determinam a posição no 
espaço e a intensidade de energia ou intensidade de sinal, formando assim a 
imagem. O aparelho é na verdade um túnel dimensões de 1,5 a 2,5 m de 
 24 
comprimento e produzem um ruído durante a emissão de ondas de 
Ressonância Magnética. 
Segundo Brooks, (1993); Moraes et al., (2001) e Calderon, (2008) é o 
uso de agente injetável de contraste, radio-traçador; contra-indicada a 
pacientes com problemas cardíacos com uso de próteses, aneurismas 
cerebrais ou “clips” de aneurismas, indivíduos com claustrofobia, gestantes, é 
recomendada à pacientes com problemas de Articulação Têmporo-Mandibular 
(ATM). Tem como vantagens identificar pacientes com lesões cancerígenas em 
estágio incial, segundo CALDERON, (2008). Esta técnica tem a vantagem de, 
não ser invasiva e não se utilizar de radiações ioniozantes, porém, de alto 
custo e de indicação específica. Amaro Junior e Yamashita, (2001) descrevem 
o uso dessa técnica para mapear o cérebro e que tem a facilidade de detectar 
mínimas alterações na maioria das patologias nesse órgão. 
Sinônimos: Sonância 
 
TERMOGRAFIA 
 
Termografia = é a escrita do calor. Imagem, na Termografia 
(infravermelho), segundo Elias, (2008) que avalia a distribuição de temperatura 
num corpo através da radiação emitida pela sua superfície, transferindo essa 
imagem para uma tela de um computador e seu programa instalado, surge 
como possibilidade para superar as desvantagens dos testes de sensibilidade, 
como a necessidade da estimulação, as variáveis decorrentes da espessura de 
dentina esmalte dos dentes, a idade dos pacientes, a condição da estrutura 
dentária, entre outras. Este exame complementar de diagnóstico serve para 
detectar a vitalidade do complexo vásculo-nervoso quando existe a 
sintomatologia dolorosa, especialmente por estímulos (provocada) em uma 
instalação de pulpite, no caso, sendo aplicada pela especialidade de 
Endodontia. Esta técnicaé o resultado de uma reprodução por diferentes cores 
de uma área afetada patologicamente irradiando calor. Anteriormente era a 
representação de uma foto branca e preta em uma folha de papel. Atualmente 
é a reprodução da imagem em um monitor ou tela de cristal líquido (melhor 
resolução). 
Segundo Briosch, (2010a) a utilização desse instrumento é que a partir 
de um padrão colorido, as anormalidades se acentuam em áreas do corpo 
humano com alterações patológicas tornando-se visíveis de forma instantânea, 
oferecendo ao profissional a interpretação do tratamento a ser proposto. Tem 
como vantagens ser método não invasivo e simples; baixo custo da 
Termografia de Cristal Líquido, que empreenderan grande aceitação entre os 
operadores desta técnica, persistindo até os dias atuais, rápida visualização 
inspeção termográfica pode ser realizada com equipamentos portáteis 
tornando-se um processo rápido e de alto rendimento. A obtenção do resultado 
é instantânea, possibilitando intervenção imediata caso necessário. Apresentou 
como desvantagem, a falta de treinamento dos operadores do equipamento, 
compreensão (interpretação das imagens) e protocolo operacional, culminou ao 
uso inadequado dessa tecnologia. 
Por observação de registros fotográficos, utilizando-se de câmaras de 
infravermelho, das temperaturas das estruturas do corpo humano com base na 
radiação infravermelha dele emanada, muito utilizada em sintomatologia 
dolorosa crânio-facial, relata RIBEIRO-ROTTA, (2009). 
Sinônimos: Infravermelho. 
 
 25 
3.2.7 TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA (TC) ou TÉCNICAS 
TOMOGRÁFICAS 
 
Imagem, no uso da Tomografia Computadorizada (TC), relata Carvalho, 
(2007) que esta técnica tem por finalidade ser um exame radiográfico onde a 
reprodução da imagem é realizada por cortes nas áreas preestabelecidas como 
método complementar de diagnóstico, buscando locais que anteriormente não 
se conseguia, e por meio do computador obter uma imagem tridimensional, 
permitindo uma melhor visualização por parte do profissional. A partir dessa 
inovação, vários outros modelos de aparelhos foram desenvolvidos e passaram 
a integrar, como método complementar de diagnóstico por imagens, mais 
precisamente utilizado no campo da Medicina. A imagem constitui um recurso 
auxiliar de diagnóstico bastante útil nas clínicas, sejam elas médicas, 
odontológicas, veterinária, entre outras. Seu campo de atuação engloba quase 
que todas as especialidades odontológicas, destacando as estruturas pouco 
visíveis pelo método de captação de imagem. 
Parks, (2000) relata que após Hounsfield anunciou a primeira técnica, 
anos depois desenvolveu a segunda geração de tomógrafos, denominados 
translate-rotate scanners dispõe de um número maior de detectores, permitindo 
um tempo de exposição aos raios ionizantes diminuídos, sendo capaz de 
adquirir um corte em 18 segundos, com a incorporação de uma matriz 320x320 
pixels, cujo tamanho menor melho0ra a resolução da imagem. Os 
equipamentos de terceira geração utilizam uma fonte de radiação em forma de 
leque, e 288 detectores arranjados em uma forma curvilínea para diminuir as 
distorções. A quarta geração de tomógrafos denominadas rotate-fixed scanning 
é descrita como um anel de detectores fixos a tubo rotatório emissor de raios x, 
com mais de 2000 detectores. 
Segundo Sumida et al., (2002) que realizaram um estudo comparativo 
de reformulação de imagem tomográfica na avaliação de retenção dentária ou 
dentes impactados na região ântero-superior da maxila. Utilizando-se de dois 
métodos: o DENTAL CT e a RECONSTITUIÇÃO MULTIPLANAR, concluíram 
que o uso da TC como recurso complementar de diagnóstico na retenção 
dentária também é importante nessa indicação, assim como outros métodos. 
Segundo Machado, (2004-b): o uso de técnica não invasiva, o que facilita em 
muito a visualização de processos fisiológicos; o que não ocorre com outras 
técnicas empregadas e apresenta como contra-indicação, desvantagem, tanto 
na Medicina quanto na Odontologia seu alto custo limita muito este tipo de 
exame. Meurer et alii., (2008) atesta como principal característica desta técnica 
permitir o estudo de tecidos por “fatias” (secções transversais do corpo humano 
vivo). São todas aquelas que se obtém imagens seccionais ou por planos de 
corte (slice) do corpo humano, independentemente da fonte de energia e do 
receptor de imagem utilizado. É justamente a possibilidade de fazer uma maior 
distinção entre dois tecidos. Fazer a variação de densidade de cada tecido, 
sem uma qualidade de imagens, seria impossível sem o uso dos métodos 
invasivos, detectando anomalias incipientes. 
Tem a vantagem de visualizar a reconstrução tridimensional de 
estruturas selecionadas possibilitando ao cirurgião maior visualização do caso 
e aumenta a segurança na elaboração do plano de tratamento e grande ajuda 
para identificar pacientes com lesões cancerígenas em estágio incial. 
Sinônimos: imagens tomográficas, seccionais, slice ou por fatias. 
 
 
 26 
3.2.8 ULTRASSOM 
 
Imagem no uso do Ultrassom, segundo Assef e Maia, (2009), as ondas 
ultrassônicas podem sofrer reflexão, refração ou difração quando o feixe 
encontra uma interface entre meios com características acústicas diferentes. 
Baseados nesse comportamento, dois métodos experimentais são geralmente 
utilizados para caracterização de meios biológicos e não-biológicos por 
ultrassom: o método transmissão-recepção e o método pulso-eco (reflexão). A 
combinação desses dois métodos permite obter informações sobre distância 
entre objetos, velocidade de propagação e atenuação de ondas ultrassônicas 
nos meios, ainda os mesmos autores, no método transmissão-recepção 
utilizado dois transdutores independentes para transmitir e receber as ondas 
ultrassônicas. Nesse caso, um pulso elétrico é aplicado no transdutor 
transmissor, gerando uma onda ultrassônica que se propaga através do meio e 
é captada no transdutor receptor. Com a utilização de cristais piezelétricos 
(transdutores) que emitem e recebem ondas sonoras, estas quando 
atravessam tecidos e órgãos humanos fornecem imagens ecográficas, sendo 
de grande interesse em aplicações para avaliação de tecidos moles, 
especialmente estruturas ocas ou com líquido em seu interior. No método 
pulso-eco o mesmo transdutor atua como transmissor e como receptor de 
ondas ultrassônicas. Nesse caso, um pulso elétrico é aplicado ao transdutor e 
esse gera uma onda ultrassônica. A onda ultrassônica propaga-se através do 
meio 1 e, assim que encontra a interface entre os meios 1 e 2, parte da onda é 
refletida e outra se propaga através do meio 2. Da mesma forma, a onda que 
se propaga através do meio 2, ao encontrar outra interface, terá parte refletida 
e parte transmitida. As ondas refletidas que são captadas pelo transdutor 
trazem informações sobre a distância ou a velocidade de propagação. Também 
é possível obter informações sobre atenuação processando-se os ecos 
recebidos. Conhecendo-se a velocidade de propagação nos meios, pode-se 
determinar a distância percorrida pelas ondas utilizando-se o tempo decorrido 
entre a excitação do transdutor e o instante em que as ondas refletidas são 
captadas. 
Desde a década de 50, as técnicas de ultrassom vêm sendo aplicadas, 
com sucesso, em diversas áreas para testes e exames de várias estruturas. 
Dentre as aplicações principais do ultrassom, pode-se relacionar: medições de 
distâncias, espessuras, áreas e volumes, verificação de descontinuidade e 
rugosidade (corrosão) de materiais, determinação de falhas na geometria de 
um objeto, testes não destrutivos em materiais como polímeros e madeiras, e 
verificações na forma de estruturas submersas. Pode-se citar como áreas que 
utilizam o ultrassom em suas pesquisas, a medicina, a oceanografia, a 
metalurgia, a mecânica e a química, entre outras, DUARTE et al., (1999); 
GRIMM, (1993). 
Assefe Maia, (2009) na área médica apresentaram a vanta gem da 
pesquisa in vivo. 
Langton et alli., (1984) padronizou a utilização da técnica ultrassônica e 
têm mostrado que a mesma apresenta características que tornam vantajosa a 
sua utilização em procedimentos médicos, tais como baixo custo, portabilidade, 
facilidade de manuseio, possibilidade de se conseguir gerar imagens em tempo 
real e prover informações das propriedades elásticas dos tecidos (algumas 
imperceptíveis através dos raios x). 
Segundo HULL et al., (1994); NICHOLSON et alii., (1997); NJEH et alli, 
(2001) a ultrassonografia é um método não invasivo e principalmente à sua 
 27 
característica de radiação não ionizante, o que permite a repetição dos testes 
com segurança. Além disso, na área médica o sistema poderá ser utilizado 
nas pesquisas do ultrassom no auxílio ao diagnóstico de doenças de forma 
não-invasiva, como por exemplo, no auxílio ao diagnóstico da osteoporose. 
Trabalhos futuros poderão explorar e dar continuidade ao sistema proposto 
para a pesquisa dos parâmetros e aplicações do ultrassom, utilizando a alta 
capacidade de processamento dos DSPs para eliminar a necessidade do 
microcomputador. Segurança para o profissional e o paciente, e atraumático. 
Capaz de detectar fenômenos não perceptíveis pela radiologia convencional 
(raios x). O método utiliza a velocidade de propagação do som e a atenuação 
em banda larga (BUA - Broadband Ultrasonic Attenuation), que corresponde à 
expressão da taxa de atenuação em uma determinada faixa de freqüências das 
ondas de pressão, para acessar informações sobre a estrutura de tecidos e 
órgãos STRELITZKI et al.; (1996); ASSEF e MAIA, (2009). Ultrassom na 
Endodontia segundo Costa, Antoniazzi et al. (1986) pesquisadores uniram-se a 
Empresas para desenvolver equipamentos próprios para esta especialidade, 
culminando com o sistema ultrassônico de preparo dos canais radiculares. 
Novas técnicas de tratamento de canais radiculares endodonticamente 
possibilitando o cirurgião-dentista de realizar de modo fácil e rápido a 
instrumentação e irrigação simultânea dos canais radiculares. Produz menor 
fadiga ao paciente e ao profissional. Aumenta as propriedades de limpeza e 
desinfecção na instrumentação, quando substâncias irrigantes antissépticas 
são constituintes integrantes do sistema, com ação simultânea remove corpos 
estranhos, cones de prata e pinos protéticos, além de obturações antigas de 
canal radicular. 
Sinônimos: ultrassonografia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 28 
4 DISCUSSÃO 
 
Coutinho, (2007) considera que o exame diagnóstico por imagem é 
utilizado pelo profissional “quando não se sabe o que fazer nem por onde 
começar”, porém há de se ressaltar que esses métodos são de vital 
importância para a definição do tratamento a ser proposto. Teria ele razão para 
afirmar tal proposta? 
Pensando em melhor promover a saúde bucal do paciente podemos 
julgar, segundo Mondelli et al., (1984) um precursor quanto às preciosas 
informações de imagens, dos tecidos duros e moles, e em todas as 
Especialidades Odontológicas, e ainda, estar atento a outros tipos de exames 
que não as imagens? 
Qual seria a melhor proposta de Exame Complementar de Diagnóstico 
para ser utilizado frente a uma patologia? Quais são os fatores que podem 
afetar nessa decisão? Será que experimentalmente poderemos expor o 
paciente a riscos desnecessários? E o que dizer da: formação, experiência 
(conhecimento) e capacidade dos profissionais que operam esses aparelhos? 
E os prognósticos, serão sempre como os profissionais esperam ou desejam? 
Bittencourt et al., (2005) relata que a técnica da Cintilografia é precisa no 
que tange a pacientes com lesões cancerígenas já instaladas, Pinto Giorgi, 
(2000) descreve o grande auxílio do exato local do órgão para procedimento 
cirúrgico, já Freitas et al. (2000) contesta os autores, supracitados, em relação 
a não identificar as lesões cancerígenas em seu estado inicial, e ainda, Abreu 
et alii., (2005) afirma que a técnica é invasiva, expõe o paciente a índices ainda 
alto de radiação e também dispendioso, determinando assim uma 
desvantagem em seu custo benefício. A questão é, será necessário mais 
estudos e pesquisas para melhorar esta técnica tornando-a de mais rápida 
execução, diminuindo o tempo de exposição e consequentemente tornando-a 
mais acessível e viável aos pacientes? 
Quanto à técnica de Prototipagem rápida, guias cirúrgicas, segundo 
Azevedo-Marques, (1990) será que sua utilização estaria simplesmente no 
campo didático? 
Como pode Machado, (2004-b) afirmar que as evoluções tecnológicas, 
na Radiologia Digital, trazem vantagens e benefícios, se para Álvares-Tavano, 
(1990) o uso da Radiologia Convencional é o resultado fotográfico ou no 
monitor de uma imagem de ótima visualização e interpretação em busca do 
diagnóstico. 
Ribeiro-Rotta, (2009) na Termografia está correto em afirmar que de 
uma estrutura tridimensional quando visualizada em um monitor, em imagem 
bidimensional, esta perde suas características por software não compatível? 
Equipamentos que utilizam em suas operações a radiação ionizante, 
abriram discussões sobre a preocupação nos exames dosimétricos de 
radiações, em seres humanos, provocados pelos diversos tipos de aparelhos 
disponíveis no mercado. 
 
 
 
 
 
 
 
 29 
5 CONCLUSÃO 
 
Após este estudo de imagens chega-se a conclusão de que como não 
há um único método de diagnóstico complementar de exame odontológico que 
possa ser usado em todas as circunstâncias, o profissional deve estar 
preparado para solicitar, dentre as várias modalidades, a mais apropriada para 
cada situação. Deve-se considerar o que a técnica permite avaliar e visualizar, 
os efeitos colaterais e o custo benefício para o paciente. 
Dos métodos e técnicas observadas podemos verificar que cada uma 
tem seu uso ou utilização, suas vantagens e desvantagens, e o seu custo 
benefício, porém cabe ao profissional saber qual é a melhor delas para resolver 
os problemas que aflingem o paciente, independentemente do poder sócio-
econômico do mesmo, existe aquelas que poderão ser realizadas direta e 
imediatamente em consultórios ou clínicas próprias, outras dentro de Clínicas 
melhor aparelhadas ou Hospitais, mas sempre, deverá ser colocada a 
disposição do paciente para que o Exame Complementar de Diagnóstico 
auxilie de forma rápida, objetiva e resolutiva todos os males dos indivíduos. A 
radiografia simples é muito empregada pela sua disponibilidade, baixo custo e 
por fazer o diagnóstico diferencial com outras patologias, SAPIENZA, (2000). 
 Gǖner et al., (2003) que afirma ser a Cintilografia, um método de 
Imagem, que tem sensibilidade para refletir a atividade esquelética metabólica; 
o questionamento pertinente é: pacientes com problemas na ATM não 
deveriam ser submetidos a esse método complementar de exames? Apesar de 
seu custo ser relativamente alto, porém define assim seu diagnóstico de forma 
mais precoce e, consequentemente, mais ágil será o plano de tratamento a ser 
proposto e solucionado. 
 O processo de construção de protótipos biomédicos (guia cirúrgico) 
surgiu da união das tecnologias de Prototipagem Rápida e do diagnóstico por 
imagens. No entanto, este processo é complexo, em função da necessária 
interação entre as ciências biomédicas e a engenharia. Para que bons 
resultados sejam obtidos, especial atenção deve ser dispensada à aquisição 
das imagens por tomografia computadorizada e à manipulação dessas 
imagens em softwares específicos, (AZEVEDO-MARQUES, 1990). 
A confirmação diagnóstica de uma patologia em atividade pode indicar a 
necessidade de antibioticoterapia prolongada ou intervenção cirúrgica. O 
quadro clínico-radiológico, entretanto, nem sempre é conclusivo (RESNICK; 
NIWAYAMA, 1995).Machado, (2004b) demonstra que um dos grandes benefícios que a 
evolução tecnológica proporcionou à Ortodontia foi a utilização de imagens da 
Radiologia Digital. 
Reichel, (1997), apresentaram resultados como as características do 
sistema digital por meio de um levantamento bibliográfico, verificando a sua 
aplicabilidade em diferentes especialidades da Odontologia, também as 
vantagens e desvantagens dessa técnica em relação ao sistema convencional. 
Essa técnica utiliza-se de um sensor eletrônico, conectado ao computador, 
possibilitando aos profissionais, com a ampliação de imagens, uma melhor 
qualidade diagnóstica e permitindo assim a visualização de mínimas alterações 
nas estruturas, tanto ósseas quanto dentárias, evidenciaram os pesquisadores. 
Na Radiologia Digital, Imagens com datas diferentes, não muito 
próximas, poderão acompanhar a evolução ou regressão de processos 
patológicos, tanto na Radiografia Convencional e Radiologia Digital. 
 
 30 
Como método complementar de diagnóstico, definido como imagem, 
além dos raios x tem-se a Imagem Digital (Via Computador ou Computer-Aidet 
Diagnosis – CAD) e a Tomografia Computadorizada. Estes são métodos 
complementares de diagnóstico, ou seja, não promovem o tipo de tratamento a 
ser ofertado e praticado, mas sim, como meio auxiliar dessa conduta por parte 
do profissional, este por sua vez treinado, capacitado e com determinada 
bagagem de experiência é quem definira a terapêutica a ser adotada. 
O comparativo entre o custo de uma inspeção termográfica e a 
economia que ela proporciona é imensurável, considerando-se que, através de 
um programa periódico de inspeção termográfica, elimina-se a ocorrência de 
falhas imprevistas e a necessidade de paradas não programadas, sem contar a 
minimização da ocorrência de acidentes de prejuízos materiais e até humanos, 
e a economia alcançada através da eliminação de falhas que propiciam perdas 
de temperatura ou energia, (BRIOSCH, 2010a). 
Atualmente várias técnicas baseadas em radiação têm sido utilizadas 
para auxílio no diagnóstico médico, tais como a tomografia por raios x, 
tomografia axial computadorizada (TAC), tomografia por emissão de pósitron 
(TEP), ressonância nuclear magnética (RNM), tomografia ultrassônica 
computadorizada (TUC), entre outras (WEBB, 1988). Entretanto, na busca 
contínua por tecnologias mais seguras e simples para aplicação na medicina, o 
ultrassom vem apresentando um papel cada vez mais importante, sendo 
atualmente a segunda técnica de formação de imagens mais utilizada 
clinicamente, preterida apenas pelo exame de raios x Convencional (SHUNG, 
1996). 
Pensando em relação custo benefício para o paciente deve-se solicitar 
uma Tomografia Têmporo-mandibular (ATM) conjunta com Tomografia 
Computadorizada (TC) ou uma Ressonância Magnética (RM). Em conclusão, a 
ausência de estudos sobre a eficácia terapêutica de ressonância magnética e 
tomografia na, Disfunção Têmporo-Mandibular (DTM) reforça a necessidade de 
investimento na tomada de decisões, entretanto, os testes de imagens 
seccionais devem ser prescritos com precaução, especialmente quando os 
orçamentos da saúde são limitados (RIBEIRO-ROTTA et al., 2011). 
Segundo Azevedo-Marques, (1990) apesar do aumento no uso de 
modalidades de imagem que permitem a realização de cortes seccionais, de 
modo geral, estes fornecem imagens em formato digital. Os exames de 
radiologia convencional continuam representando 70% dos exames realizados 
em um departamento de radiologia. Essa definição conseguida pelo Computer-
Aidet Diagnosis - CAD nunca deveria ser considerada a mais importante e sim, 
utilizada como ferramenta, sendo que o laudo final deve ser apresentado por 
um radiologista, o profissional dessa área. 
Segundo Oliveira, (1994), a ultrassonografia (US), é um dos métodos de 
diagnóstico por imagem mais versátil, de aplicação relativamente simples, com 
excelente relação custo-benefício. 
De fato, a incorporação de sofisticadas tecnologias nos procedimentos 
diagnósticos questionam a economia do Sistema Único de Saúde (SUS) 
quanto à relação custo benefício destes procedimentos. A garantia do direito 
constitucional a assistência médica tem que ser cotejada vis-à-vis à viabilidade 
econômica do Sistema, que não pode ser perdulário sob pena de violar a 
universalidade do direito. 
 
 
 31 
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