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PROFILAXIA COM ANTIBIÓTICOS CHECK-LIST PRÉ - com paciente acordado Checar oximetro Tem alergias? Identificar o paciente Identificar o local com o paciente Hemocomponentes disponíveis? CHECK-LIST INTRA - antes da incisão Antibiótico feito Equipe completa Problemas previstos e plano de continência CHECK-LIST PÓS Recomendações para a recuperação Amostras identificadas assim como requisições Há dois tipos de flora, a residente e a transitória. Para profilaxia das incisões (vai pegar pele -> staphilo) utiliza-se cefalosporina de 1ªgeração (cefazolina 2 g -> dose de ataque) -> isso deve ser feito antes da incisão. Alguns locais do organismo há uma flora diferente (outras que não o staphilo e o strepto), um exemplo é no intestino onde há os gram negativos, anaeróbios -> há outros mas não são importantes para a profilaxia. Outro exemplo é na boca -> anaeróbios e strepto Seios da face e ouvido médio -> strepto pneumoneae -> cafalosporina de 2ª geração-> cefuroxima – tem pqueno espectro para gram - (já que as 1ª não tem espectro contra o strepto pneumoneae, e as de 3ª são utilizadas para tto e não profilaxina) OBS: cefalosporinas não tem ação contra anaeróbios, a opção nesse caso é a cefaxetina(Cx até 2 horas – 1,5-2g - tem que repetir a cada 4 horas, pois seu nível tecidual fica baixo) Flora residente x Flora transitórias: evitar inoculação na ferida cirúrgica. Osso: sempre ATB profilaxia para reduzir flora residente. Normalmente, Cefalosporina de 2ª geração (Cefazolina – dose dobrada: 2g). Pele: estafilococos (Cefazolina) Alça intestinal: gram negativos, anaeróbios e enterococos (não interessa tanto para profilaxia). ÚNICA cefalosporina de 2ª geração com ação contra anaeróbio: Cefoxitima --> 1ª opção profilaxia cirurgia abdominal. Boca: estreptococos, anaeróbios Seios da face e ouvido médio: estreptococo pneumoniae. Neurocirurgia abordada através dos seios de face. 1ª geração não tem cobertura estreptococos e 3ª geração é utilizada para tratamento. Profilaxia: Cefalosporina 2ª geração (Cefuroxima) Cirurgia cardíaca: Cefuroxima. Cefuroxima: não tem espectro para anaeróbio. Cefuroxima x Cefazolina: Cefuroxima um pouco mais de espectro para GRAM negativos. Cefazolina vamos pensar mais em estafilococos mesmo. Profilaxia endocardite: amoxicilina ou ampicilina. Profilaxia strepto do grupo B (agalacteae) – prematuro é sempre indicado fazer, já que ainda não tem disponibilidade das culturas. Cultura é sempre feita entre a 35-37 semana. Quando a cultura vem positiva faz-se a profilaxia com penicilina (5.000.000 ui). *indicações: prematuro (<37 semanas); sepse previa, bacteriúria, infecção materna. *se a mãe for alérgica a penicilina pode-se utilizar a cefazolina, clindamicina e azitromicina (nessa ordem de escolha) *se for cesárea faz somente se a mãe já entrou em trabalho de parto. Estreptococos do grupo B: poucos laboratórios capacitados para o tipo de cultura. Atualmente, PCR pode ser utilizado. Cultura: necessidade de tempo hábil. Prematuro: sempre indicação de fazer profilaxia. Criança que nasce a termo: cultura deve ser feita entre 35ª-37ª semana. É feita com dose de ataque (5.000.000 U) de Penicilina. Inicia-se na entrada de trabalho de parto e vai fazendo doses a cada 4h. Outras indicações: sepse prévia, bacteriúria (qualquer cultura durante a gestação deve ser informada que a paciente é GESTANTE), infecção materna (sinais clínicos: febre, secreção purulenta, etc). *Caso não tenha sido feito o rastreamento a decisão se dá pela prevalência populacional ou PCR. **Cesárea: apenas se a mãe entrar em trabalho de parto. Alternativas a penicilinas em casos de alergia: Cefazolina -> Clindamicina -> Azitromicina. Paciente com diabetes, insuf vascular, imunodeprimidos (medicações, câncer, AIDS...), câncer -> individualizar a cnduta de atbc profilaxia, ou seja, mesmo que normalmente naquele local que vai ser operado não se faça o atbc nesses casos se considera fazer. **anaeróbios -> clidamicina (pega gram + também) e metronidazol -> utilizados quando há alergia aos outros atbcs para anaeróbios **gram - -> ciplofloxacina e gentamicina Antibióticos inibidores de síntese proteica: (a vantagem desses atbc é que há bacs que são intracelulares, ou seja, não adianta usar atbcs que atuem na parede celular.) - sítio de RNA transportador -> clindmicina (gram +, anaeróbios -> infecções de origem odontogenicas; pode usar para abdome, porem não é efetivo, já que não pega enterococo (gram +presente no intestino) nem gram -), -> macrolideos: • Azotromicina -> mais tolerável por via oral, melhor para o haemophilos influenzae; concentração tecidual mais alta e estave. Boa posologia (1 vez por dia) • Claritromicina -> usada como 1ª escolha para tto do helicobacter pylore. Boa ara micobacterias atípicas -> avium (comum em pct HIV+), abcessos... • eritromicina – não é muito boa para infecções respiratórias, muitas pessoas tem intolerância quando por via oral-> vômitos, mais antiga, não tem no Brasil a forma parenteral, se usa usa como substituto das cefalos de 1ª geração em pcts alergico, tto da coqueluche. Dividido em eritrocmicina base (não absorve pela via intestinal -> descolonizar o intestino do pct), eritromicina estolato (não pode usar na gestante -> hepatite toxica) e eritromicina estearato (pode ser usado em gestante) • espiramicina-> profilaxia/tto de toxo em gestante -> cloranfenicol – único dessas drogas que tem penetração em SNC e via urinaria. Bom espectro.desvantagem: há toxicidade medular (Faz aplasia de medula – porem é difícil.) primeira opção para febre tifoide. *desvantagens dos atbcs inibidores de síntese proteica: dificilmente se usa atbc bacteriostático em imunodeprimidos e sepse. Um ousco menos seguras (a dose toxica é menor); todas essas agem no mesmo local, ou seja, não adianta associar, pois elas vao antagonizar o efeito da oura (concorrem pelo mesmo receptor) --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- -------------------------- Há duas situações: - O paciente não tem a doença e vai se expor a uma situação te pode desenvolver uma infecção. Por exemplo: o paciente vai fazer uma cirurgia e nessa vai ocorrer uma quebra da barreira da pele, ou um militar que vai se expor a uma área de pântano onde pode haver leptospirose. - O paciente ainda não está no período de doença, podendo ser esse: no período de latência (ex:TB), no período de incubação (ex: HIV) ou colonizado. Período de latência: Período na evolução clínica de uma doença parasitária no qual os sintomas desaparecem, apesar de estar o hospedeiro ainda infectado e de já ter sofrido o ataque primário, ou uma ou várias recaídas. Ex: Tuberculose primária e Tuberculose Pós-primária (nesse o agente pode ficar inativo até reaparecer, ou a pessoa pode se recontaminar com a bactéria). Período de incubação: Intervalo entre a exposição efetiva do hospedeiro suscetível a um agente biológico e o início dos primeiros sinais e sintomas clínicos da doença nesse hospedeiro, antes da fase aguda (se a doença tiver mais fases). Colonizado: É o indivíduo que não tem a doença, mas é portador do agente causador. Observações: Obs.: Em cirurgias limpas, superficiais, em áreas sem seqüelas importantes não se faz ABTC, pois o risco de usar é maior que o benefício. Caso tivesse que usar ABTC, esse deveria cobrir estafilococos. Normal Substituição em casos especiais Geral -> cefazolina vancomicina Alça intestinal/vias biliares -> cefoxitina clindmicina + genta ou clinda+cipro Seios da face -> cefuroxima clindmicina Obs.: Se faz anti-sepsia + ABTC em alguns casos, pois a anti-sepsia não é capaz de tirar a flora residente do paciente (que é mais profunda e só sai com ABTC). Obs.: Cirurgias de peritônioteoricamente limpa, não se faz profilaxia, mas caso rompa uma alça intestinal no meio da cirurgia, ai se faz profilaxia (período de incubação da bactéria) contra bactérias intestinais (enterobactérias e anaeróbios) Obs.: Se for necessário o uso de drenos na cirurgia, é adequado deixa a ATBC profilático. Obs.: Cirurgia em seios paranasais teria que cobrir estreptococos pneumone, por exemplo. Obs.: A decisão de profilaxia leva em consideração três coisas: 1 – Risco da cirurgia (potencial de contaminação): Cirurgias Limpas: eletivas, sem drenos, sem exposição de tecidos não estéreis, sem contaminação externa. Cirurgias potencialmente contaminadas (tem probabilidade maior de contaminação): sem muita sujeira, com drenos, cirurgias em alças intestinais. Faz ABTC. Cirurgia contaminada (infectada): áreas extensas com sujeira (ex: terra no politrauma). Faz ABTC. Cirurgia infectada: ai não se faz profilaxia, mas sim tratamento. Como a drenagem de abscesso. Faz ABTC. 2 – Paciente de risco de infecção: doenças orgânicas descompensadas (DM), imunossupressoras. Faz ABTC mesmo em cirurgias limpas. 3 – Risco do procedimento: exemplos: neurocirurgia pode levar a uma doença grave (encefalite, meningite), prótese de quadril (artrite séptica, retirada da prótese, trombose, perda de membro). Prejuízos potenciais Paciente: risco de sequelas; tempo de internação em isolamento; prejuízos psicológicos Hospital: Custos diretos; Custos indiretos; Transmissão de patógenos resistentes Sociedade: Custos do paciente; Perda de dias de trabalho; Incapacidades definitivas Caso clínico: Paciente hígido realizará cirurgia de retirada de lipoma abdominal Realizar profilaxia com antibiótico para infecção cirúrgica? Porque? - Objetivo da profilaxia: Reduzir a flora da pele durante o ato cirúrgico ( Nível tecidual elevado; Tempo de ação do antibiótico reduzido) ; Eventualmente pode haver quebra da barreira por tempo mais prolongado (ex. Drenos) - Que bactérias queremos reduzir: Pele: Staphylococcus, Streptococcus.; Intestino: E.coli, anaeróbios; Seios paranasais: S. pneumoniae - Quando utilizar profilaxia: ►Risco elevado da cirurgia (potencialmente contaminadas ou contaminadas) ►Risco elevado do paciente (insuficiência vascular, DM, imunossupressão) ►Risco elevado de morbimortalidade em casos de infecção (cirurgias neurológicas ou ortópédicas) Caso clínico: Paciente hígido realizará neurocirurgia com retirada de meningioma em região parietal, em área de acesso relativamente simples. Realizar profilaxia com antibiótico para infecção cirúrgica? Porque? Qual antibiótico usar e por qual via? Como administrar -> Em geral endovenoso (maior nível tecidual) *Cuidados com medicações Potenciais causadores de: Reações anafiláticas; Choque endotóxico Perguntar ao paciente sobre alergias: Iodo; Penicilinas, outros antibióticos Farmacocinética ►nas cirurgias limpas, o antimicrobiano deve se concentrar na pele, de forma a diminuir a contagem bacteriana nesta; ►em cirurgia de cólon, o alvo deve ser o intestino; ►na biópsia prostática transretal, o antimicrobiano deve estar bem concentrado no intestino e, não necessariamente, no órgão alvo, como a próstata. Antibioticoprofilaxia Uma hora antes da cirurgia (no máximo 2 horas). Manter nível tecidual durante a cirurgia - Usar a meia vida tecidual do antibiótico Cirurgias ortopédicas deve ser administrado antes do garroteamento do membro Em cesareanas após o clampeamento do cordão. Principais indicações Cirurgias potencialmente contaminadas ou contaminadas em geral (se exposição só da pele): Cefazolina 2g Cirurgias em SNC, tambem usada em cirurgias ortopédicas e cardíacas: Cefuroxima 2g Cirurgias abdominais com exposição do colón e reto: Cefoxitina 2g Casos de alergia ►Em geral – substituir por Vancomicina; ►Neurocirurgia – por Vancomicina; ►Cirurgia gastrointestinal – por Clindamicina + Gentamicina; Redosagem (durante procedimento) ►Cefazolina – 4h ►Cefoxitina – 2h ►Vancomicina – Não fazer Redosagem (em caso de atraso) ►Cefazolina – 4h ►Cefoxitina – 2h ►Vancomicina – Não fazer Redosagem em caso de atraso de cirurgia ►Cefazolina – >1h ►Cefoxitina - >1h ►Vancomicina - >2h – 500mg Caso clínico: Paciente realizará cirurgia de colectomia por tumor intestinal. Utilizar antibiótico profilático? Qual e por qual via? Repetir o antibiótico durante a cirurgia? Repetir o antibiótico após a cirurgia? R: geralmente é eletivo, usar cefoxitina na hora da cirurgia, colón vazio e uso na noite anterior de neomicina + eritromicina base + cartáricos e enemas (para limpar o intestino). Obs.: a meia vida plasmática é diferente da meia vida tecidual. Nas cirurgias, os ABTCs têm que estar em níveis teciduais elevados. E depois da cirurgia não precisa manter o ATBC, exceto se teve exposição extensa, e prolongar por no máximo 24 horas. Caso clínico: Paciente realizará colecistectomia laparoscópica eletiva. Tem DM de difícil controle e é portador de imunodeficiência comum variável. Utilizar antibiótico? Qual e por qual via? ►Tem DM descompensada e imunodeficiência comum variável (redução de Ac e mais riscos de infecções de pele e pulmonares). R: Se fosse só colicistéctomia por vídeo e sem sinais de translocação bacteriana ou obstrução, não precisaria fazer ABTC profilático. Mas nesse caso tem que fazer profilaxia cefoxitina (para as enterobactérias, anaeróbios e as bactérias da pele) Caso clínico: Paciente masculino, 26anos, quadro de tosse, coriza, mialgia, cefaléia, febre de 39º C a 3 dias. Há casos de influenza na região em que ele mora. Mora com duas pessoas não vacinas: uma gestante de 19 semanas e sem comorbidades e filho de 18 meses, ambos assintomáticos. R: Eles podem contrair influenza. E o paciente pode transmitir 24 horas antes de ter os sintomas e se manter por 7 dias depois dos sintomas. Os contactantes podem estar em incubação ou não ter se contaminado. Está indicado anti-viral profilático para grupos de risco (extremos de idade — mais de 60 anos e menos de 2 anos, população indígena, menores de 18 anos que usam AAS por síndrome de Reth, gestantes e puérperas ou 2 semanas após aborto, imunissuprimidos — por medicamentos, neoplasia, HIV, obesidade (IMC>40), doenças crônicas—Doenças respiratórias, renais, DM, Insuficiência coronária por aumento de mortalidade). A profilaxia com oseltamiviré não é necessária em paciente vacinados naquele ano (não adianta vacina do ano passado) e se a vacina foi feita a mais de 2 semanas para desenvolver Ac. Em crianças, que não fizeram a segunda da vacina da gripe, são consideradas não vacinadas e deve receber profilaxia. Imunossuprimidos devem receber a profilaxia mesmo que receberam a vacina, pois há chance da vacina não ter feito resposta. Indicado em contactantes em caso de surto ou exposição com fatores de risco para gravidade, até 48 horas após o contato. Oseltamivir 75mg dia por 10 dias como profilaxia no adulto. A dose de tratamento é de 75 mg a cada 12 horas. Há o zamivir como opção inalatória. Nas crianças de 3 a 11 meses, tem correção de dose. Fatores de risco para complicações nos casos de influenza: Grávidas Puérperas ate duas semanas apos o parto adultos ≥60 anos; crianças <2 anos; população indígena aldeada; indivíduos menores de 19 anos de idade em uso prolongado de acido acetilsalicilico (risco de síndrome de Reye); indivíduos com doenças crônicas Imunossupressão associada a medicamentos, neoplasias, HIV/aids ou outros; obesidade (índice de massa corporal – IMC ≥40 em adultos). Indicações de profilaxia de influenza: Pessoas com risco elevado de complicações não vacinadas ou vacinadas há menos de duas semanas, apos exposição a caso suspeito ou confirmado de influenza. Crianças - com menos de 9 anos de idade, primovacinadas, quenecessitem de uma 2ª dose de vacina com intervalo de 1 mes para serem consideradas vacinadas. - E aquelas com condições ou fatores de risco, e que foram expostas a caso suspeito ou confirmadas no intervalo entre a 1a e a 2a dose ou com menos de duas semanas apos a 2ª dose. Pessoas com graves deficiências imunológicas (por exemplo, pessoas que usam medicamentos imunossupressores e pessoas com aids com imunodepressão avançada) ou outros fatores que possam interferir na resposta a vacinação contra a influenza, após contato com pessoa infectada. Detalhes sobre profilaxia: Não se indica habitualmente se última exposição foi há mais de 48 horas. Se amplia por cerca de 7 dias após a última exposição. Caso clínico: ►Paciente com 2 anos de idade interna com quadro de febre há 1 dia acompanhado de alternancia de irritabilidade e sonolência, vômitos, coletando líquor com presença de diplococos gram negativos. Na sua casa mora com a mãe e dois irmãos de 5 e 7 anos. Haviam 20 profissionais no pronto socorro no dia que foi atendido. ►Suspeita de Neisséria meningitidis. Outros que causam meningite com frequência -> haemophilos, sreptococos pneumoneae, porem nesses doiscasos não há transmissão de uma pessoa para outra. ►Mora com mãe e 2 irmãos, teve contato com pessoas no posto de saúde. Quem tem indicação de ABTC? - São raros casos de meningite secundária. Então os profissionais de saúde não precisam de ATBC profilático exceto se: fizeram intubação oro-traqueal (sempre usar óculos e máscaras simples) e os que passaram sonda nasoenteral ou aspiração de fluídos da traquéia ai nesses casos está está indicado profilaxia. A dispersão ocorre somente a menos de 1 m. - Deve-se usar profilaxia para contactantes diretos (pessoas do mesmo domicílio, dormitório, albergues, creches e escolas). - A profilaxia é feita com preferência a rifampicina 300mg de 12 em 12 horas em 1 dia. Ou ceftriaxona em dose única IM ou com ciprofloxacino dose única por via oral (mas tem contra-indicações em gestantes e crianças). Obs.: o Haemofilos influenza B pode causar meningite e é mais comum em menores de 4 anos, logo a profilaxia para essa bactérias é so para contactantes próximo, menor de 4 anos que não foi vacinado eu foi parcialmente vacinado para Haemófilos influenza B. Em creche só é feito em caso de surto (mais de 2 casos em 60 dias). As crianças não vacinas, deve-se fazer a vacina mesmo se não contactante. A profilaxia também é feita com rifampicina, 600mg de 1 x ao dia por 4 dias. Correção da dose por peso. Conduta profilática (contactantes): Meningite meningocócica tem transmissão por gotículas de saliva (dispersão de até 1 metro de distância) Quimioprofilaxia para meningococo: Contatos próximos - moradores do mesmo domicílio, indivíduos que compartilham o mesmo dormitório (em alojamentos, quartéis, entre outros), comunicantes de creches e escolas, e pessoas diretamente expostas às secreções do paciente. Profissionais de saúde que tiveram procedimentos sem proteção sobre as vias aéreas do paciente (intubação, aspiração, passagem de sonda). contatos íntimos § familiares intrado-miciliares §pessoas que durmam no mesmo ambiente §contato por mais de quatro horas em, pelo menos, cinco dias dos últimos sete dias §Para profissionais de saúde, expostos à secreção oral do paciente, através de manobras de respiração boca-a-boca, intubação orotraqueal, manuseio de tubo endotraqueal. ! *ciprofloxacin -> uso restrito em crianças. ►quimioprofílaxia está indicada para contatos domiciliares, onde existir crianças com menos de quatro anos, sem a vacinação específica ►em crianças imunodeprimidas, a despeito da sua história vacinal. ►Creches e instituições - Na ocorrência de mais de dois casos de meningite por H. influenzae B num período de 60 dias - profilaxia para todos os funcionários Indicações de profilaxia – Haemophylus: Contatos próximos de qualquer idade, e que tenham pelo menos um contato menor que 4 anos não vacinado ou parcialmente vacinado. Em creches e escolas maternais, está indicada quando dois ou mais casos de doença invasiva ocorreram em um intervalo de até 60 dias. Também é indicada para o doente em tratamento, caso não esteja recebendo cefalosporina de terceira geração. As crianças que não são vacinadas deverão receber a quimioprofilaxia e atualizar o cartão vacinal. Caso clínico: ►Paciente de 3 anos de idade sem vacinas, inicia com quadro há 3 semanas de tosse em crises, quando chega a ter cianose durante as crises de tosse e febre baixa. ►Rx com infiltrado perihilar e borramento da área cardíaca. ►Hemograma com 30.000 leucócitos (aduros), 2% de bastões. Trata-se de um quadro de pneumonia por Coqueluche, pois é leucocitose alta (>20.000 e maduros), tosse em crises (paroxística). É uma doença transmissível em que todos os contactantes devem tomar profilaxia mesmo te tenham a vacina. É feita com eritromicina estearato de 6 em 6 horas por 14 dias (como no tratamento) para todos os contactantes. Coqueluche Há indicação de profilaxia para todos os contatos independentemente de vacinação A droga de escolha é a eritromicina (40 a 50mg/kg/dia) de 6/6 horas por 14 dias Profilaxia indicada para contactantes: Crianças menores de um ano Menores de 7 anos não vacinados Maiores de sete anos Imunodeprimidos, trabalhadores de creches, comunicantes de vulneráveis. Doenças crônicas graves. Caso clínico: ►Paciente apresenta lesão em válvula mitral por febre reumática com insuficiência, há 2 anos colocou protese biológica. ►Vai realizar extração dentária (pode dar bacteremia na operação, mas sem sintomas) Deve-se usar ABTC profilático(AMOXACILINA) em casos de risco de endocardite Endocardite infecciosa ►Bacteremia transitória em alguns procedimentos ►Defeitos valvulares - Endocardite *cirurgias feitas cobre a mucosa, mas principalmente aquelas que envolvem o dente. Situações de Risco para Endocardite ►A. Categorias de alto risco: Próteses valvares cardíacas, incluindo-se biopróteses e valvas homólogas. **Endocardite bacteriana prévia. Doença cardíaca cianótica congénita (tetralogia de Fallot, transposição de grandes vasos). Shunts pulmonares sistémicos construídos cirurgicamente. ►B. Categorias de risco moderado: Doenças cardíacas congénitas (exceto as consideradas de alto risco). Disfunções valvares adquiridas. Cardiomiopatia hipertrófica. Prolapso de valva mitral com regurgitação e espessamento dos folhetos. ►C. Categorias de baixo risco (sem indicação de profilaxia): Defeito septal atrial tipo ostium secundum isolado. Reparos cirúrgicos sem defeitos residuais (superior a seis meses), em casos de defeito septal atrial tipo ostium secundum ou dueto arterioso patente. Cirurgia de revascularização miocárdica prévia. Prolapso de valva mitral sem sopro ou regurgitação valvar. Sopros cardíacos inocentes, fisiológicos ou funcionais. Doença de Kawasaki prévia sem disfunção valvar. Marcapassos e desfíbríladores implantados. Procedimentos com Indicação de Profilaxia Dentários: usa profilaxia tanto nas de alto risco como nas de risco moderado. - extração, procedimentos periodontais, limpeza causando sangramento gengival, colocação de implante, reimplantação de dente arrancado, procedimentos endodônticos, colocação de bandas ortodônticas, anestesia local injetável íntraligamentar. Trato respiratório: só em alto risco - amidalectomia ou adenoidectomia, cirurgia que envolva a mucosa respiratória, broncoscopia com endoscópio rígido. Esôfago: alto risco; opcional para risco moderado. - escleroterapia para varizes de esôfago, dilatação de esíenose de esôfago. Gastrintestinal: alto risco; opcional para risco moderado. - colangiopancreatografia retrógrada endoscópica com obstrução biliar; cirurgia das vias biliares, cirurgia que envolvaa mucosa intestinal. Geniturinário: opcional para pacientes de alto risco. - cirurgia de próstata, cistoscopia, dilatação uretral; parto vaginal e histerectomia. Esquemas recomendados de profilaxia para endocardite: ►Amoxicilina uma hora antes do procedimento ( 2g oral). Não precisa repetir ►Ampicilina (adultos, 2g, IM ou IV; crianças, 50mg/kg, IV ou IM), 30 minutos antes do procedimento. Se não conseguir tomar via oral a amoxicilina. ► Clindamicina (adultos, 600mg; crianças, 20mg/kg); cefalexina ou cefadroxil (adultos, 2g; crianças, 50mg/kg, VO); azitromicina ou claritromicina (adultos, 500mg; crianças, 15mg/kg), para pacientes alérgicos à penicilina. ►Ampicilina + gentamicina (pega Gram - ). Nas cirurgias urológicas com risco de endocardite. Caso clínico: ►Paciente apresenta tosse com espectoração há 6 semanas, perda de 5 Kg no período. Relata sudorese noturna, cansaço excessivo. ►Rx com cavitação, BAAR no escarro positivo. A transmissão da TB necessita de ambiente fechado (os aerozois são leves e ficam suspensos no ar, sempre usar mascara contra aerozois se for entrar no local onde o paciente está). Obs: a máscara para aerozois deve ser usada na Tuberculose, no Sarampo e na Varicela. ►Contactantes: Esposa grávida de 6 meses com 20 anos, PPD 10mm, com DM. Filho de 3 anos de idade assintomatico, rx normal. Quando o PPD é positivo a TB pode estar latente (se não tem sintomas e o Raio x é normal), ativa (se tem sintomas e o Raio x é alterado) ou tuberculose tratada (se teve histórico de tratamento e Raio x normal). Mas nunca incubada, pois já houve resposta celular já que o PPD +. Na TB latente, a gestante pode ficar doente, então tem que decidir se vai tratar ou não, porem só trata depois que ganhar o bebe, só trata durante a gravidez se ela estiver doente (clinica + raio x alterado) *criança abaixo de 10 anos é feita a profilaxia Fatores para considerar imunossupressão e risco de desenvolver um TB ativa se tem TB latente: HIV, paciente jovem (pois tem a vida toda para desenvolver a TB ativa), Imunossupressores celulares. DM e uso de corticóide aumentam o risco poucamente. Crianças com <10anos de idade têm que receber profilaxia. Gestante não aumenta o risco de ativar a latência. O idoso não dá profilaxia, pois a TB demora para desenvolver. Considerar PPD positivo se maior que 10mm em adultos, maior que 5 mm em crianças e imunocomprometidos. TB: período de incubação (PPD negativo) -> Tb primaria -> período de latência (varia bastante, a pessoa pode desenvolver a dença ou não, isso depende da idade da pessoa e também de sua imunidade, sendo que quanto mais tempo de vida a pessoa tem maior a chance de ela desenvolver a doença). Tuberculose: Doença endêmica Pessoas com maior risco de adoecimento após a infecção primária Prova – Fluxogramas Profilaxia de tuberculose em crianças abaixo de 10 anos: ! ILTB = TB latente Repetir em 8 semanas, pois pode estar em encubação (o PPD demora de 4 a 8 semanas para positivar). Prova ! O RN não vai ter tuberculose ainda, mas tem grandes chacnes de ter se um dos pais tiver, ou seja, o RN não tem PPD positivo, então tratar (QP – quimioprofilaxia) assim que nasceu se algum dos pais são bacilíferos com isoniazida por 3 meses daí faz o PPD. Se o PPD for negativo, pode-se suspender QP e vacinar desde que os pais deixem de ser bacilíferos. Se o PPD positivo, mesmo com a QP, quer dizer que ele tem TB latente, ai deve-se manter a QP por mais 3 meses. ! Nesse caso ele considerou PPD positivo reatora maior 5mm, pois faz mais de 10 anos que os pacientes tomaram a vacina BCG *só faz profilaxia em adulto/adolescente se ele tiver fator de risco: Alto risco: HIV/AIDS***, contatos adultos Caso clinico: Paciente de 10 anos de idade apresentando quadro de faringite há 2 semanas, com melhora espontânea, apresentando quadro de dor articular e edema em grandes articulações de caráter migratório, edema de membros inferiores, dispnéia aos esforços, ortopnéia. Após investigação recebeu diagnóstico de febre reumática com cardite. Teve melhora dos sintomas com tratamento indicado. R: Febre reumática Streptococcus beta hemolítico do grupo A A profilaxia secundária consiste na administração continuada de penicilina, prevenindo o surgimento de novos surtos. O antibiótico de escolha é a penicilina G-benzatina, nas doses de 600.000UI para menores de 30kg e l . 200.000UI para maiores de 30kg, a intervalos de 15/15 dias nos primeiros dois anos e 21/21 dias após dois anos, mantendo-se esse esquema até os 18 anos ou até cinco anos após o último episódio. Cardite: por toda a vida ou até a quarta década. recidiva, retomá-la por mais cinco anos. Alternativas - penicilina V, 400.000 a 500.000UI de 12/12 horas, e a sulfadiazina, 500mg abaixo de 30kg e l g acima de 30kg. Caso clínico: Paciente gestante de 36 semanas, assintomática, recebe cultura de swab retal e vaginal com presença de streptococcus agalactiae. Vem receber orientação sobre este resultado Sepse neonatal por SGB: - Colonização da gestante - Sepse, meningite e pneumonia no recém nascido - Triagem na 35-37a semana das portadoras Indicação: Filho(a) prévio com doença invasiva por SGB. Bacteriúria por SGB durante a gravidez. Gestação com cultura positiva no rastreamento para SGB (exceto o parto cesárea planejado, em ausência de TP e ausência de ruptura de membrana amniótica). Desconhecer colonização por SGB (não realização de cultura, resultado incompleto ou desconhecido) e ter algum dos critérios a seguir: Parto com < 37 semanas gestacionais; Ruptura de membrana amniótica ≥ 18 horas; Temperatura intra-parto ≥38º C. Antibiótico: Penicilina cristalina 5MU ataque EV, após 2,5MU de 4/4h Alergia – Cefazolina, Clindamicina, Eritromicina. Caso clinico: Paciente do sexo feminino de 22 anos sofreu violência sexual por desconhecido há 3 horas, não havendo uso de preservativos e tendo havido penetração vaginal. A paciente não faz uso de anticoncepção. PPE – exposição sexual não consentida: Profilaxia HIV - Tenofovir+lamivudina+atazanavir/ritonavir - Tenofovir+lamivudina+zidovudina - Tenofovir+lamivudina+lopinavir/ritonavir Profilaxia DSTs (chlamidia (azitromicina dose única), gonorréia (ciprofloxacino ou ceftriaxona dose única), sífilis (penicilina benzatina dose única), hepatite B (imunoglobulina e vacina), cândida(fluconazol), vaginoses (metronidazol 2g). Anticoncepção de emergência. Caso clinico Paciente do sexo feminino foi a festa onde utilizou drogas e teve relação sexual com parceiro usuário de drogas sem proteção. O fato ocorreu há 12 horas. A paciente faz uso de anticoncepção oral. Profilaxia pós exposição sexual consentida Uso de antirretroviral profilático para HIV Profilaxia de DSTs – Considerar Anticoncepção de emergência – Dependendo do caso. Caso clínico: Residente de cirurgia durante procedimento de cirurgia em paciente com trauma abdominal apresentou acidente perfurando a mão com bisturi. Corte foi profundo e o bisturí continha sangue visível do paciente. Após cirurgia a esposa informou que o paciente tinha hepatite B. Estado sorológico do HIV desconhecido, porém segundo a informante o paciente era usuário de drogas injetáveis e tinha se negado fazer o exame do HIV por medo do resultado. Tinha utilizado drogas quando teve o acidente. PPE – profissional de saúde: Antirretroviral; Profilaxia da hepatite B (imunoglobulina e vacina)