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Preparação Física Geral

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em uma corrida de velocidade 
por exemplo através do intervalo de tempo entre o estímulo de 
"start" e a realização do primeiro movimento. Já a velocidade de 
ação pode ser entendida pela velocidade de realização de movi-
mentos rápidos, não repetitivos, únicos, chamados de acíclicos, 
com a máxima velocidade e contra pequenas resistências. 
E por último nas formas puras de velocidade temos a ve-
locidade de frequência, onde são realizados gestos motores se-
quenciados e repetidos, com máxima velocidade. 
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Já as formas “complexas” de velocidade encontraram a ve-
locidade de força, a qual se relaciona a trabalhos realizados com 
grande intensidade, contra a resistência, como exemplo pode-
mos cita o momento em que o velocista dá a saída no bloco de 
partida, acelerando até atingir a máxima velocidade. 
Outra forma complexa de velocidade é a resistência de for-
ça rápida é a capacidade que caracteriza a manutenção da má-
xima velocidade possível em movimentos acíclicos sob fadiga e 
resistência crescente.
Finalizando, temos ainda como forma complexa de a re-
sistência de velocidade máxima, que é definida pela capacidade 
de se manter a velocidade em movimentos cíclicos em máxima 
velocidade, durante o maior tempo possível, sob fadiga.
Flexibilidade
"A flexibilidade é a capacidade e a característica de um 
atleta executa movimentos com grande amplitude de movimen-
to. Sob forças externas, ou ainda que requerem movimentação 
de muitas articulações" (WEINECK, 1999, p. 470).
Para Tubino (2003): “É a qualidade física que condiciona 
a capacidade funcional das articulações a movimentarem-se 
dentro dos limites ideais de determinadas ações”, sendo com-
plementado por Barbanti (1997) que define a flexibilidade como 
a capacidade física de aproveitar todas as possibilidades articula-
res de movimento em todas as direções de maneira mais ampla 
possível. 
Segundo zakharov (1992), a flexibilidade é a capacidade 
física que o organismo tem de obter grandes amplitudes de mo-
vimento. Frey (1977 apud Weineck, 1999) define ainda alguns 
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sinônimos de flexibilidade, os termos “mobilidade”, “articula-
ridade”, que se refere a flexibilidade articular, e "elasticidade" 
que se refere a flexibilidade dos músculos, tendões, fáscias e 
ligamentos.
Dantas (2005) nos elucida diversos termos para a flexibili-
dade dando-nos as seguintes definições:
• Mobilidade: termo que utilizado no tocante ao grau de 
liberdade de movimento da articulação.
• Elasticidade: quando tratarmos do estiramento elástico 
dos componentes musculares.
• Plasticidade: referente ao grau de deformação tempo-
rária das estruturas musculares ou articulares para rea-
lização do movimento restando ainda um grau residual 
de deformação após a aplicação do estímulo conhecido 
como histeresis.
• Maleabilidade: que são as modificações da pele devido 
a tensões parciais devido as acomodações do segmento 
utilizado.
Todos estes fatores podem ser estimulados ou restritivos 
na flexibilidade assim como os fatores apresentados pelo quadro 
a seguir.
Quadro 1 Fatores que influenciam a resistência à flexibilidade.
ESTRuTuRA RESISTÊNCIA À FLEXIBILIDADE
Cápsula articular 47%
Músculo 41%
Tendão 10%
Pele 2%
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Contribuição relativa das estruturas dos tecidos moles para 
resistência articular, adaptado de Dantas (2005, p. 58).
Platonov (2001) ensina ainda complementando estas ex-
planações anteriores de Dantas (2005) que o nível de flexibili-
dade ainda pela eficácia da regulação nervosa da tensão muscu-
lar, pelo volume muscular e pela integridade das estruturas das 
articulações.
Podemos dizer que a flexibilidade é uma qualidade física 
que abrange propriedades morfofuncionais do aparelho motor 
que determinarão a amplitude de movimento (ADM), a flexibili-
dade pode ser percebida de maneira integral, sendo este, flexibi-
lidade, o melhor termo e o mais adequado para referir se quan-
do se quer definir a mobilidade geral das articulações de todo 
corpo, no entanto a flexibilidade também acontece de modo 
específico em cada articulação e neste caso o mais adequado é 
utilizar o termo mobilidade articular (DANTAS, 2005; PLATONOV, 
2004).
Podemos dizer que através da flexibilidade podemos de-
terminar em parte o nível de habilidade do nosso aluno/atleta 
em diferentes modalidades ou atividades físicas, restrições na 
flexibilidade podem trazer prejuízos e atrasos no tempo de trei-
namento e na assimilação de hábitos motores limitando também 
os níveis de força, coordenação e velocidade, aumentando subs-
tancialmente a probabilidade de lesões musculares, ligamen-
tares e articulares. Além dos prejuízos físicos, os resultados da 
performance também são afetados uma vez que a falta de flexi-
bilidade afeta a mobilidade articular não permitindo a execução 
devida e total das amplitudes articulares, não permitindo ainda 
a utilização devida das propriedades elásticas musculares, preju-
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dicando ainda as possibilidades metodológicas do treinamento 
que visam a economia de energia (PLATONOV, 2004).
Barbanti (1997) acrescenta ainda que com a flexibilidade 
a movimentação global do indivíduo é otimizada em uma ação 
conjunta dos segmentos e complexos articulares, musculares e 
ligamentares, é clara a ideia de que a mobilidade articular (flexi-
bilidade é específica de cada articulação ou o conjunto de articu-
lações) estarão também relacionadas com as exigências individu-
ais de cada modalidade esportiva ou atividade praticada.
Para Weineck (1999) podemos diferenciar a flexibilidade 
em flexibilidade geral e específica, em ativa e passiva e ainda 
flexibilidade estática.
Podemos entender como flexibilidade geral, a flexibilidade 
dos principais segmentos articulares em grande extensão (qua-
dril, ombro, coluna vertebral). Dantas (1999, p. 87) complemen-
ta esta definição dizendo que a flexibilidade geral "é observada 
em todos os movimentos da pessoa englobando todas as articu-
lações". Já a flexibilidade específica é referente a um ou alguns 
movimentos realizados em determinadas articulações.
 Definimos como flexibilidade ativa como a capacidade 
de executar movimentos com a maior amplitude de movimen-
to (ADM) possível sem ajuda, ou seja, pela contração da muscu-
latura agonista e naturalmente pelo relaxamento dos músculos 
antagonistas.
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Figura 3 Exemplo de flexibilidade ativa. 
Já a flexibilidade passiva "é a capacidade de alcançar a 
maior mobilidade ou a maior amplitude de movimento por meio 
de forças externas a gerada por outra pessoa, com sua própria 
força ou com o peso do próprio corpo ou ainda com auxílio de 
aparelhos por exemplo, sendo sempre maior que a ativa" (BAR-
BANTI, 1996; PLATONOV, 2001).
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Figura 4 Exemplos de alongamento passivo.
Frey (1977 apud WEINECK 1999) explica que a diferença 
na amplitude de movimento entre a flexibilidade passiva e ativa 
é chamada de "reserva de movimento" e é um indicador que 
fornece informações sobre as possibilidades de melhoria na 
flexibilidade ativa pela ativação direcionada dos agonistas e pelo 
aumento da capacidade de extensibilidade e elasticidade dos 
antagonistas.
Figura 5 Exemplo da reserva de movimento. 
A flexibilidade estática é definida a capacidade de ma-
nutenção de um estado de alongamento por um determinado 
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período de tempo a flexibilidade estática é realizada pela mobi-
lização dos grupamentos corporais lenta e gradualmente

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