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Preparação Física Geral

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Koogan, 1991.
MATVEEV, L. P. Preparação desportiva. Londrina: CID, 1996.
MEINEL, K. Motricidade: teoria da motricidade esportiva sob o aspecto pedagogico. 
Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1984. (Educação Física Série Fundamentação).
PLATONOV, V. N. Teoria geral do treinamento desportivo olímpico. Porto Alegre: 
Artmed, 2004.
______. Teoria geral do treinamento desportivo olímpico. Porto Alegre: Artmed, 2008.
POWERS, S. K.; HOWLEY, E. T. Fisiologia do exercício: teoria e aplicação ao 
condicionamento e ao desempenho. São Paulo: Manole, 2000.
TRITSCHLER, K. A. Medida e avaliação em educação física e esportes de Barrow & 
McGee. São Paulo: Manole, 2003.
TuBINO, M. J. G. Metodologia científica do treinamento desportivo. 13. Ed. Rio de 
Janeiro: Shape, 2003.
VERKHOSHANSKI, I. V. Força: treinamento de potência muscular. Londrina: CID, 1996.
WEINECK, J. Treinamento ideal. São Paulo: Manole, 2003.
zAKHAROV, A.; GOMES, A. C. Ciência do treinamento desportivo. Rio de Janeiro: Grupo 
Palestra, 1992.
© PREPARAÇÃO FÍSICA GERAL
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PLANEjAMENTO E PERIODIzAÇÃO DA 
FORÇA
Objetivos
• Compreender a Periodização da Força.
• Analisar cada uma das fases de Planejamento e Periodização.
• Identificar os períodos de planejamento e periodização da força para 
aplicação na preparação Física.
Conteúdos 
• Planejamento dos Programas de treinamento.
• Preparação Física Geral e especial.
• Periodização.
Orientações para o estudo da unidade
Antes de iniciar o estudo desta unidade, leia as orientações a seguir:
1) Nesta unidade, precisaremos que você retome alguns ensinamentos 
sobre Fisiologia e Antropometria, pois eles serão imprescindíveis para que 
entenda como se dá o envelhecimento do corpo e dos sistemas e como 
outros componentes físicos são afetados pelo passar do tempo.
2) Caso tenha dificuldades de entendimento, não se limite somente ao 
conteúdo desta obra; faça pesquisas em sites, artigos e revistas confiáveis 
e/ou nas referências bibliográficas para complementar seu entendimento.
3) Esta unidade é muito importante para que possamos atuar na prática e 
prescrição de atividades físicas; nosso intuito não foi esgotar o assunto, 
UNIDADE 3
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UNIDADE 3 – PlANEjAmENto E PErIoDIzAção DA ForçA
mas criar subsídios para que, ao estudar, você seja atraído a buscar uma 
especificidade dentro do que pretende atuar.
4) Não deixe de recorrer aos materiais complementares descritos no 
Conteúdo Digital Integrador.
5) Esta unidade é muito importante para que possamos atuar na prática e 
prescrição de atividades físicas. Nosso intuito não foi esgotar o assunto, 
mas criar subsídios para que, ao estudar, você seja atraído a buscar 
uma especificidade dentro do que pretende atuar. Tenha isso em mente 
sempre.
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UNIDADE 3 – PlANEjAmENto E PErIoDIzAção DA ForçA
1. INTRODuÇãO
Nesta unidade poderemos observar os principais aspectos 
do planejamento e periodização da força, poderemos tomare-
mos conhecimento da composição desta que é a base das ca-
pacidades físicas, a força está relacionada em todos os métodos 
de treinamento, por isso todas as áreas afins a educação física 
estuda de maneira a aprimorá-la e a conseguir os resultados 
esperados.
Destacamos também que, devido à extensão do assunto, 
abordaremos dento desta unidade a abordagem de periodização 
feita por Oliveira (2009) que pelos seus diversos estudos sinteti-
za o assunto de maneira clara e pedagógica, privilegiando assim 
não somente a escolha dos caminhos que seguiremos, como a 
oportunidade de já iniciarmos nossa explanação tomando como 
base de nossas reflexões a pertinência e o aprofundamento já 
pesquisados pelo autor. 
Conforme já foi dito, nossa intenção não é esgotar o assun-
to, mas dar parâmetros a novas e mais profundas investigações.
Bom estudo! 
2. CONTEúDO BÁSICO DE REFERÊNCIA
O Conteúdo Básico de Referência apresenta, de forma su-
cinta, os temas abordados nesta unidade. Para sua compreensão 
integral, é necessário o aprofundamento pelo estudo do Conteú-
do Digital Integrador.
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UNIDADE 3 – PlANEjAmENto E PErIoDIzAção DA ForçA
2.1. Planejamento e Periodização da força
Podemos encontrar entre os autores diversas definições 
para força. "Por força, devemos entender a capacidade do in-
divíduo em superar uma resistência ou agir contra ela em uma 
atividade muscular" (PLATONOV, 2008, p. 428).
Podemos verificar a manifestação da força em um regime 
de trabalho muscular estaticamente, através da isometria, onde 
não há alteração do comprimento dos músculos no momento do 
esforço, dinamicamente através das contrações isotônicas que 
geram alterações no comprimento dos músculos, encurtando 
nas contrações concêntricas ou alongando-se voltando ao seu 
estado inicial devido a resistência pelas contrações excêntricas 
(PLATONOV, 2008). Podemos encontrar ainda as contrações iso-
cinéticas, quando a velocidade de movimento é constante, fei-
ta por equipamentos especiais que é projetado para gerar uma 
contração de velocidade constante, não importando a carga 
(BOMPA, 2001).
Devido a extensão deste assunto mais uma vez pautare-
mos nossos estudos basicamente nestes dois autores que de ma-
neira simples, no entanto, bastante clara elucida o assunto de 
maneira bastante sucinta e objetiva.
Assim, destacaremos primeiramente os três tipos básicos 
de força: a Força máxima, a Força de velocidade e a Força de 
resistência. 
Podemos definir a força máxima como a máxima capacida-
de de produção de força durante uma contração muscular volun-
tária máxima. Assim, a força máxima se refere à maior força que 
pode ser executada pelo sistema neuromuscular, a força máxima 
se reflete em algumas modalidades esportivas como é o caso do 
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UNIDADE 3 – PlANEjAmENto E PErIoDIzAção DA ForçA
halterofilismo, lançamento e arremesso no atletismo, além de 
encontrarmos benefícios no desenvolvimento da força máxima 
em esportes como natação de velocidade, remo, patinação de 
velocidade, por exemplo (PLATONOV, 2008; BOMPA, 2001).
Ainda sobre a força máxima Bompa (2001, p. 26) descreve 
que "é refletida pela carga mais pesada que um atleta pode er-
guer, em uma tentativa sendo expressa como 100% do máximo 
ou uma repetição máxima".
Nos centros de treinamentos, nas academias, nas pistas de 
atletismo é muito comum a determinação de 1RM ou uma repe-
tição máxima para a elaboração dos métodos de treinamento, 
poderemos verificar nos conteúdos integradores alguns meios 
de determinação desta carga máxima, sendo mais explorada nas 
disciplinas de Medidas e Avaliações da Atividade Motora e veri-
ficaremos o método de desenvolvimento da força máxima den-
tro das fases que compõem os métodos de desenvolvimento de 
força.
A força de velocidade é definida como a capacidade do sis-
tema neuromuscular em mobilizar um potencial funcional para 
atingir altos índices de força em pouco tempo.
Alguns esportes de alto nível possuem resultados definidos 
pela influência direta da força de velocidade em seus resultados, 
como é o caso dos 50 metros na natação, ciclismo de velocidade 
(contra-relógio), 500 metros na patinação, esgrima, saltos e lutas 
como no boxe, por exemplo.
Por fim, a força de resistência, que do ponto de vista meto-
dológico, também pode se enquadrar dentro da qualidade física 
resistência, sendo inclusive indicada por alguns autores como 
Platonov (2008) e Weineck (1999) como uma variante conceitual 
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UNIDADE 3 – PlANEjAmENto E PErIoDIzAção DA ForçA
da resistência e não da força, mas para evitar conflito nas infor-
mações e sobressair os aspectos pedagógicos de classificação 
sobre os metodológicos adotamos, assim como a literatura de 
estudos mais didática esta classificação.

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