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Preparação Física Geral

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que o aprendizado seja afixado de maneira a contribuir para seu sucesso 
profissional.
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UNIDADE 1 – PrINcíPIos cIENtífIcos Do trEINAmENto
1. INTRODuÇãO
quando falamos sobre os Princípios do Treinamento Es-
portivo, devido ao grande número de publicações e estudiosos 
sobre as ciências que regem a Preparação Física podemos nos 
deparar com diferentes nomenclaturas destes princípios, porém 
com conceitos muito bem definidos, desta forma delinearemos 
nossas definições nas obras que são mais referenciadas no estu-
do destes Princípios de Treinamento.
Desta forma, nos pautaremos em Tubino (2003) para eluci-
dar os primeiros cinco princípios que são:
1) O Princípio da Individualidade Biológica.
2) O Princípio da Adaptação. 
3) O Princípio da Sobrecarga. 
4) O Princípio da Interdependência Volume-Intensidade. 
5) O Princípio da Continuidade. 
Após a exploração dos princípios expostos pelo autor su-
pracitado e o entendimento de sua interrelação complementa-
remos nosso entendimento sobre os Princípios de Treinamento 
com Dantas (1995), acrescentando mais um princípio às defini-
ções de Tubino (1984) expondo o "Princípio de Especificidade".
Onde Tubino (2003, p. 93) ainda destaca a importância 
da interrelação entre estes princípios afirmando que "antes de 
passar ao estudo isolado de cada princípio, é importante enfa-
tizar que os princípios se interrelacionam em todas as suas apli-
cações". Posteriormente, Gomes da Costa (1996), complemen-
tando os estudos realizados por Manoel Tubino e Estélio Dantas 
com mais dois princípios, o "Princípio da Variabilidade" e o 'Prin-
cípio de Saúde".
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Assim, após estudarmos os oito Princípios de Treinamento, 
a interrelação dos cinco primeiros expostos por Tubino (2003) 
que se relacionam com o Princípio da Especificidade de Dantas 
(1995) e, por fim, a interrelação destes com os dois últimos des-
critos por Gomes da Costa (1996), entendendo assim, a impor-
tância para a preparação física de conhecermos cada princípio e 
a relação que têm entre si.
2. CONTEúDO BÁSICO DE REFERÊNCIA
O Conteúdo Básico de Referência apresenta, de forma su-
cinta, os temas abordados nesta unidade. Para sua compreensão 
integral, é necessário o aprofundamento pelo estudo do Conteú-
do Digital Integrador.
2.1. CONCEITuAçãO DOS PRINCíPIOS DE TREINAMENTO
Para Tubino (2003) os Princípios de Treinamento podem 
ser entendidos como referências essenciais na busca do alto ren-
dimento dentro da preparação física e o treinamento esportivo, 
uma vez que na comunidade científica estes são aceitos como 
ciências do treinamento, regras que ao serem adotadas duran-
te o período de treinamento, proporcionarão a obtenção de um 
maior rendimento atlético, visando obter os melhores benefícios 
possíveis em todos os componentes fisiológicos do atleta. 
Os Princípios de Treinamento contemplam particularida-
des na obtenção dos objetivos traçados para o cumprimento de 
metas baseados nas ciências biológicas, psicológicas e pedagó-
gicas. Assim, esses princípios refletem a teoria e metodologia 
do treinamento esportivo têm princípios específicos baseados 
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nas particularidades do cumprimento de importantes objetivos 
do treinamento, ou seja, a elevação dos níveis de habilidade e 
desempenho.
O Princípio da Individualidade Biológica 
A descrição dada por Tubino (2003, p. 93) para este princi-
pio é que "chama-se individualidade biológica o fenômeno que 
explica a variabilidade entre elementos da mesma espécie, o que 
faz que com que se reconheça que não existem pessoas iguais 
entre si". 
Desta forma, podemos entender a afirmação que cada pes-
soa é um ser único e irrepetível, possuindo cada qual sua própria 
estrutura e sua formação física e psíquica, o que nos leva direta-
mente ao entendimento de que a individualização do treinamen-
to proporciona melhores resultados, pelo fato de que cada variá-
vel fisiológica tem comportamento individual, com mecanismos 
de ajustes e adaptações altamente específicos que obedecem às 
características e necessidades de cada indivíduo (TuBINO, 2003).
Cada ser humano possui uma estrutura física e formação psí-
quica própria, que obriga a estabelecer-se diferentes tipos de 
condicionamentos para um processo de preparação esportiva 
que atenda às características físicas e psíquicas individuais dos 
atletas. Nestes condicionamentos físicos e psíquicos, os indica-
dores usados para revelar as possibilidades e as necessidades 
individuais dos atletas são os testes, que podem servir como 
medidas para uma avaliação do treinamento até então empre-
gada (TuBINO, 2003 p. 93).
Assim, podemos entender a colocação de Tubino (2003, 
p. 93) quando afirma que "em termos de preparação esportiva 
científica não devem existir classes heterogêneas, mas sim pe-
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quenos grupos homogêneos com características e índices quase 
semelhantes".
A homogeneidade dos grupos de treinamento também fa-
cilita o treinamento desportivo, principalmente em casos onde 
o número de treinadores é insuficiente ou existem restrições ou 
falta de horários disponíveis, portanto, quanto mais individuali-
zado for o treinamento, maiores e melhores serão seus resulta-
dos, o treinamento altamente especializado e individual é um 
fator de grande favorecimento para a obtenção de grandes per-
formances esportivas.
Outro fator muito evidente para o sucesso do treinamento 
é a experiência do treinador que é o responsável pela identifi-
cação dos pontos fortes (positivos) e fracos (negativos) de seu 
atleta, detectados estes pontos a elaboração do treinamento in-
dividualizado se tornará extremamente mais fácil.
O treinador pode através de testes específicos verificar as 
potencialidades de seu aluno/atleta que são seus pontos fortes 
que devem ser cada vez mais desenvolvidos, para que possa ha-
ver o melhor aproveitamento possível destas potencialidades 
durante o desenvolvimento da performance (desempenho), no 
entanto, as debilidades, necessidades e fraquezas (pontos fra-
cos) do atleta/aluno deverão ser corrigidos ou melhorados para 
que estas se desenvolvam da melhor forma possível afim de que 
estas fragilidades sejam amenizadas, neutralizadas ou mesmo 
suprimidas.
Para Dantas (2003, p. 47) "podemos dizer que os poten-
ciais são determinados geneticamente, e que as capacidades ou 
habilidades expressas são decorrentes do fenótipo". E que "o 
campeão seria aquele que nasceu com um "dom da natureza" 
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que, aproveitando totalmente esse dom, o desenvolve através 
de um perfeito treinamento (DANTAS, 2003, p. 48). 
 Para Dantas (2003), a individualidade biológica pode ser 
entendida como a união dos fatores genéticos (genótipo) e da 
interferência do meio (fenótipo). "O indivíduo deverá ser sempre 
considerado como a junção do genótipo e do fenótipo, dando 
origem ao somatório das especificidades que o caracterizarão" 
(DANTAS, 2003, p. 47).
Figura 1 Esquema Indivíduo = Genótipo + Fenótipo.
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Fonte: adaptado de Dantas (2003, p.47).
Figura 2 Individualidade genética.
Desta forma, embasado nas colocações de Dantas (2003, 
p. 47) podemos entender que a composição genética, é um fator 
determinante responsável pelo potencial do atleta em diversos 
fatores como:
• Composição corporal. 
• Biótipo. 
• Altura máxima esperada. 
• Força máxima possível.
• Aptidões Físicas e

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