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Preparação Física Geral

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com base num grande número de experiências e observação e 
de diversos autores concluiu-se que:
a) estímulos débeis - não acarretam conseqüências; 
b) estímulos médios - apenas excitam; 
c) estímulos médios para fortes - provocam adaptações; 
d) estímulos muito fortes - causam danos (TuBINO, 2003, p. 
95-96).
Tubino (2003, p. 95) demonstra ainda em seus estudos que 
"todos os estímulos atenuantes sobre o organismo podem se 
tornar fatores estressantes", embasados nos estudos do sueco, 
Von Euler, realizados em 1969 "classificou-se o estresse segun-
do a origem de seus estressores", uma vez que estes agentes 
estressores podem ser de qualquer natureza, denominou-se os 
agentes estressores em três tipos clássicos os quais denominou:
• Estresse Físico.
• Estresses Bioquímicos.
• Estresses mentais.
Assim, o estresse físico pode ser provocado por quaisquer 
agentes de natureza física, podendo ser desencadeado pela tem-
peratura, pela umidade, ou pelo esforço físico por exemplo.
Os estresses bioquímicos são desencadeados por quais-
quer agentes farmacológicos, de natureza química, tais como 
analgésicos, anestésicos, calmantes, estimulantes, tóxicos, dro-
gas em geral.
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Dantas (2003, p. 49) cita ainda outros fatores Bioquímicos 
estressantes, como insulina, qu provoca hipoglicemia, ácidos e 
bases que podem provocar acidose e alcalose sucessivamente, 
hormônios que agem conforme suas características específicas, 
álcool, que provoca diversos efeitos entre eles vasodilatação ge-
ral, cigarro (fumo) que provoca alterações sobre os sistemas res-
piratório circulatório e também digestivo.
Por fim os estresses mentais, que são os que têm origem 
na mente e estão relacionados por fatores como ansiedade, de-
pressão, angustia, preocupações ou por outros fatores oriundos 
do córtex cerebral (DANTAS, 2003).
Tubino (2003) concordando com Dantas (2003), expõe e 
relaciona as colocações referentes à estimulação dos diferentes 
fatores estressores no organismo quando este é estimulado e 
imediatamente aparecem mecanismos de resposta e compen-
sação para equilibrar e suprir a um aumento de necessidades fi-
siológicas. Assim, podemos claramente notar a relação existente 
entre a adaptação dos diversos e diferentes estímulos oferecidos 
pelo treinamento e o fenômeno de estresse que este gera no 
organismo.
Quando o organismo é estimulado, imediatamente aparecem 
mecanismos de compensação para responder a um aumento 
de necessidades fisiológicas. Assim após constatar que existe 
uma relação entre a adaptação aos estímulos e o fenômeno de 
estresse (base do princípio científico da adaptação) é preciso 
frisar que o estresse ou síndrome de adaptação geral (SAG), se-
gundo SELYE (1956) é a reação do organismo aos estímulos que 
provocam adaptações ou danos ao mesmo.
A síndrome de adaptação geral (SAG) é dividida em três fases 
que podem se suceder até que o agente estressante, na sua 
ação sobre o organismo, atinja o limite da capacidade fisiológi-
ca de compensação do mesmo (TuBINO, 2003, p .96).
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A Síndrome de Adaptação Geral está dividida em três fases:
• 1ª Fase: Reação de alarme. 
• 2ª Fase: Fase da resistência (adaptação).
• 3ª Fase: Fase da exaustão.
Descrita por Tubino (2003) e Dantas (2003), a fase de alar-
me ou fase de excitação é caracterizada pela mobilização de me-
canismos que causam desconforto que para proteger a vida ou 
o organismo o colocam em um "estado de alerta", encontramos 
esta fase subdividida em duas partes, o choque e o contrachoque:
[...] sendo o choque a resposta inicial do organismo a estímulos 
aos quais não está adaptado, e pode provocar, por exemplo, 
a diminuição da pressão sanguínea, enquanto o contrachoque, 
neste caso, ocasionaria uma inversão de situação, isto é, um 
aumento da pressão sanguínea (TuBINO, 2003, p. 96). 
A fase da resistência é a fase caracterizada pela da adapta-
ção, ou seja, nesta fase o organismo obtém o desenvolvimento 
adequado dos canais específicos de defesa, ou seja, nesta fase 
o organismo está resistindo a ação do agente estressor inicial, 
sendo assim, esta fase, a fase da resistência é a fase que mais 
interessa ao Treinamento Desportivo (TuBINO, 2003). 
Por fim a última fase descrita pelo autor supracitado, a fase 
da exaustão e corroborada por Dantas (2003, p. 49) que des-
creve esta fase "provoca danos temporários ou permanentes", 
este momento é caracterizado pela disseminação das reações, 
em consequência da saturação dos canais apropriados de defe-
sa, apresentando o que os autores classificam como "presença 
do colapso", que pode levar inclusive a morte.
O treinamento tem por objetivo provocar adaptações or-
gânicas, fazendo assim com que através deste, o aluno/atleta se 
torne apto a desenvolver suas capacidades atingindo níveis de 
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performance, portanto, de maneira geral os atletas estão sub-
metidos de modo permanente a agentes estressores de várias 
origens, no entanto há também no atleta, por mais treinado que 
esteja um limite de adaptação, assim quando estes são submeti-
dos a treinamentos com grandes solicitações, os agentes estres-
sores têm seus efeitos acumulativos que restringem a adaptação 
(DANTAS, 2003; TuBINO, 2003).
Desta forma, os treinadores (educadores físicos) devem 
conhecer os limites de seus alunos/atletas e referenciar-se nos 
indicadores fisiológicos dos agentes estressantes determinando 
cargas de treinamento mensuradas dentro das capacidades de 
adaptação. "O treinador dependerá de parâmetros fisiológicos, 
e seu feeling, para situar a intensidade do treinamento dentro de 
uma faixa que provoque adapetaçãoe são organismo" (DANTAS, 
2003, p. 50).
Tubino (2003) explica que um dos principais propósitos 
em treinar, ou do treinamento é estimular o corpo para que este 
chegue a forma física especificada e objetivada, sempre por meio 
de renovadas técnicas de exercícios, assim os estímulos estres-
sores aplicados de maneira correta subsidiarão adaptações po-
sitivas ao organismo, portanto, os agentes estressantes os quais 
o atleta não esteja adaptado proporcionarão um desgaste físico 
bem maior fazendo com que o atleta/ aluno chegue ao estado de 
exaustão bem mais cedo, assim o treinamento deve ser progra-
mado de forma que não ultrapasse a fase de adaptação.
É muito importante estabelecer que é a adaptação do or-
ganismo que determinará o nível de treinamento e que se for 
utilizada uma intensidade fraca ou média, não ocorrerão efeitos 
ao treinamento, assim de maneira inversa, se os estímulos foram 
muito fortes provocarão um estado de exaustão.
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É natural (e desejável) que o atleta, após uma sessão de treina-
mento, esteja cansado.
Porém, é imprescindível que após um período de repouso, ele 
consiga recuperar-se totalmente e esteja em perfeitas condi-
ções para o treino seguinte. Se, no entanto, estiver aplicado es-
tímulos muito fortes, e em um período de recuperação ou ali-
mentação insuficiente, ou na presença de estados psicológicos, 
não haverá esta recuperação e o atleta entrará num processo 
de exaustão que Carlyle (1967) e diversos autores denominam 
como strain (DANTAS, 2003, p. 50).
Segundo Carlyle (apud Tubino, 2003) em qualquer treina-
mento poderão surgir agentes estressores negativos que pode-
rão gerar um estado indesejável como fadiga, sobretreinamento, 
exaustão (estafa), chamando este fenômeno de "strain" termo 
que passou a ser conhecido e adotado e aceito pela comunidade 
científica internacional.
Dantas (2003) define os termos utilizado para descrever 
este desgaste orgânico

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