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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO – UFPE
FACULDADE DE DIREITO DO RECIFE – FDR
PRÉ-PROJETO DE MONOGRAFIA 
 
RECUPERAÇÃO JUDICIAL E O PARCELAMENTO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
SIMONE DUTRA BAYER
Turma: N8
Recife, 02/11/2016
1. INTRODUÇÃO 
 A Lei 11.101/2005, além de trazer alterações significativas ao instituto da falência, introduziu a recuperação judicial na ordem jurídica, como mecanismo jurídico destino à supressão de dificuldades pelas quais as empresas passam no seu ciclo de vida. A intenção precípua do referido instituto é a preservação da empresa, do interesse dos trabalhadores dos credores, e por fim, da atividade econômica. 
	No processo de recuperação judicial, assunto de interesse é o cumprimento das obrigações tributárias. Sendo assim, a lei previu no seu art. 57, a necessidade de comprovação da regularidade fiscal, através de certidões negativas de débitos tributários. A comprovação de quitação de tributos também é exigência para a concessão da recuperação judicial, conforme no art 191-A do CTN. Observe que a regularidade fiscal, para fins de recuperação judicial, não é apenas alcançada pelo pagamento integral à vista, mas também pelo parcelamento, previsto nos arts 68, da Lei 11.101/05, §3º e § 4º, art 155-A, do CTN. No entanto, pelo dispositivo, o parcelamento dependia de lei específica que só veio em 2014 sob o número 13.043 de 13/11/2014.
	
	
 
2. JUSTIFICATIVA
	
	A lei 13.403/2014 veio para cumprir a exigência de lei específica para regrar o parcelamento dos débitos fiscais no procedimento de recuperação judicial. No artigo 44 da citada Lei, existe a previsão de edição de ato conjunto da Secretaria da Receita Federal e Procuradoria Geral da Fazenda Nacional necessário à efetivação, concretizada pela Portaria 01 SRFB/PGFN
	A Lei 13.403/2014, exige a inclusão, no parcelamento, de todos débitos tributários, inscritos ou não em dívida ativa, discutidos ou não judicialmente:
Art 43....
§ 1o O disposto neste artigo aplica-se à totalidade dos débitos do empresário ou da sociedade empresária constituídos ou não, inscritos ou não em Dívida Ativa da União, mesmo que discutidos judicialmente em ação proposta pelo sujeito passivo ou em fase de execução fiscal já ajuizada, ressalvados exclusivamente os débitos incluídos em parcelamentos regidos por outras leis.
	Outro ponto a considerar é a exigência de desistência da ação judicial e recurso administrativo para a concessão do parcelamento nos processos judiciais: 
Art. 43 ...
§ 2o No caso dos débitos que se encontrarem sob discussão administrativa ou judicial, submetidos ou não à causa legal de suspensão de exigibilidade, o sujeito passivo deverá comprovar que desistiu expressamente e de forma irrevogável da impugnação ou do recurso interposto, ou da ação judicial, e, cumulativamente, renunciou a quaisquer alegações de direito sobre as quais se fundem a ação judicial e o recurso administrativo.
		Esses dois pontos revelam a importância da análise crítica da citada lei, em todos seus dispositivos, e da portaria que a regulamenta frente ao ordenamento jurídico como um todo. E mais, a necessidade de perquirir se o objetivo para o qual foi criada, compatibilizar a recuperação da empresa com o direito de recebimento pelo Estado dos créditos tributários devidos, foi finalmente alcançado.
3. OBJETIVOS
3.1 GERAL 
	O objetivo geral deste trabalho é compreender a forma como o parcelamento dos créditos tributários na recuperação judicial é hoje disciplinado pela legislação.
 
3.2 ESPECÍFICOS 
	O objetivo específico do presente estudo é analisar criticamente os dispositivos presentes na Lei 13.403 e sua compatibilidade com os diversos princípios e outras normas presentes em nosso ordenamento jurídico. Ademais, busca-se verificar se a resposta trazida para a lei quanto ao parcelamento do crédito tributário consegue compatibilizar o direito do devedor à recuperação com o direito do Estado ao recebimento dos créditos devidos.
4. METODOLOGIA DA PESQUISA
Esse projeto será dividido em duas partes, uma referente ao estudo dos dispositivos da Lei 13.403/05 e da portaria conjunta 1/2015 que disciplina o parcelamento dos créditos tributários na recuperação judicial frente o ensinamentos da doutrina, conceitos e princípios pertinentes. Na segunda parte e com base nesse estudo, procurar-se-á, através da pesquisa de julgados, levantar as orientações dos tribunais do país quanto ao assunto. 
5. CRONOGRAMA
Atividades
Quando
Pesquisa do Tema
02/111/2016 a 10/11/2016
Pesquisa Bibliográfica
11/11/2016 a
17/11/2016
Coleta de Dados
18/11/2016
24/11/2016
Análise de Dados
25/11/2016
30/11/2016
Elaboração do Trabalho
01/12/2016
10/12/2016
6. REFERÊNCIAS
SALOMÃO, Luis Felipe; SANTOS, Paulo Penalva. A Lei de Recuperação Judicial e a questão tributária. JOTA. 24 fev. 2015. Disponível em: http://jota.info/lei-de-recuperacaojudicial-e-questao-tributaria. Acesso em: 02/11/2016
http://www.cassiocavalli.com.br/?p=494
https://books.google.com.br/books?id=nqs6DQAAQBAJ&pg=PT102&lpg=PT102&dq=Lei+13.043/14+coment%C3%A1rios+parcelamento&source=bl&ots=ZP1chGZ5og&sig=AgdoMEArzRbcIqvJEUQDGpcFuyM&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwigsd_z0NvQAhWKhpAKHRK7AxM4ChDoAQgcMAE#v=onepage&q=Lei%2013.043%2F14%20coment%C3%A1rios%20parcelamento&f=false
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