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1 “A DIFERENÇA ENTRE O ESTUDANTE EXCELENTE E O MEDÍOCRE ESTÁ NO QUE ELE FAZ COM MÉTODOS DE ESTUDO BÍBLICO DEPOIS DE TERMINAR O CURSO” Métodos de Estudo Bíblico1 COMECE COM UM LIVRO Idealmente, quando se estuda uma porção da bíblia já se deve ter estudado panoramicamente o livro. Isto dará ao estudante maior capacidade de entender corretamente o parágrafo que estuda em detalhes. Este processo sugere as seguintes etapas para o estudo bíblico: Como demonstrado na figura acima, começamos com uma visão geral do TODO e depois vamos para as PARTES a fim de verificar o que os detalhes (as palavras e expressões) significam. Algo de suma importância é manter a visão geral do livro em mente enquanto estudamos os detalhes, pois com a linha de raciocínio do autor em mente, os detalhes não serão interpretados isoladamente. Depois de estudarmos em detalhe cada parágrafo, voltamos a fazer uma nova leitura do TODO para: verificar como cada parágrafo contribui para formar a idéia geral do livro, e ajustar, tanto a síntese como o propósito e mensagem do livro, à luz dos detalhes estudos. Estude um Livro No estudo de um livro, deve-se seguir os seguintes passos: 1 Este material teve duas fontes principais: “How To Study The Bible: For Beginners”. Stage One & Two por Greg Herrick, e Apostila não publicada “Métodos de Estudo Bíblico” por Davi Cox Jr., Seminário Bíblico Palavra da Vida. A compilação atual contem material de Marcelo Dias e atualizações de Josué Alves de Oliveira. ANOTAÇÕES Análise Panorama Livro Síntese Livro Parágrafos TODO PARTES TODO 2 1. Ler o livro inteiro de uma vez Não pare para fazer notas, formular questões ou meditar. Leia para ter o livro como um todo na mente. Alguns recomendam que se deve ler um livro três vezes desta maneira antes de começar o estudo. 2. Leia o livro novamente procurando respostas para as seguintes perguntas: 2.1 Qual é o fundo histórico em que o livro foi escrito? Autor, Data (dos acontecimentos e da escrita), Leitores (condição espiritual e necessidades); Lugar (da escrita e dos leitores); etc. 2.2 Qual é a atmosfera do livro? Coloque-se no lugar dos leitores originais e defina como se sentiu quando estava lendo o livro? Bravo, triste, inquieto, consolado, exortado, incentivado, expectante. A atmosfera também pode ser de desespero, ansiedade, medo, perplexidade, alegria, confiança, gratidão, surpresa, segurança etc. 2.3 Qual é o assunto CENTRAL de cada parágrafo? Divida o livro em parágrafos e dê um título provisório para cada um dos parágrafos: 2.3.1 …Que tenha poucas palavras. 2.3.2 …Que recorde o conteúdo do parágrafo. 2.3.3 …Que se ajuste ao parágrafo. 2.3.4 …Que seja aplicável somente ao parágrafo. 2.3.5 …Que reflita o assunto principal do parágrafo e não um assunto subordinado. 2.4 Qual a relação entre os parágrafos? Escreva com suas palavras a ligação (ou não) que você percebe haver entre os parágrafos. 2.5 Como poderia sintetizar os principais assuntos do livro em um assunto maior? Este assunto maior será o título do livro todo, o seu assunto principal provisório. 2.6 O que o livro fala sobre este assunto principal? 2.7 Como posso escrever numa só frase o assunto principal e o que se fala sobre este assunto? Esta é a mensagem sintética do livro. 2.8 Qual é o principal tipo de literatura do livro? Histórica? Biográfica? Poética? Proverbial? Profética? Epistolar? Apocalíptica? Procure saber quais os princípios para a interpretação de tal literatura2. 2 Livros que podem ajudar são: “A Interpretação Bíblica” de Roy B. Zuck; “Hermenêutica Avançada” de Henry A. Virkler; e “Entendes o que lês?” de Gordon D. Fee & Douglas Stuart. 3 2.9 Qual é o propósito do livro? Tudo que um autor escreve num livro é designado para alcançar um propósito maior. Usando as informações já obtidas e fazendo uma nova leitura, procure responder as seguintes perguntas para descobrir este propósito: Quais eram as necessidades dos leitores? Por que este livro foi escrito? O que levou o autor a escrever para estas pessoas? Ele quis convencer, advertir, instruir, relembrar, encorajar, orientar, produzir, etc? Há um versículo que comunica, ainda que não totalmente, o propósito da carta Escreva um propósito provisório começando a frase com um verbo no infinitivo. 3. Construa um gráfico do livro se você for um aprendiz visual. É de grande ajuda. Um gráfico deve refletir as divisões que você notou, bem como os títulos das divisões do livro que ajudarão a recordar o conteúdo. 4. Faça anotações sobre qualquer dúvida que você tenha neste ponto de seu estudo. É importante dizer que as perguntas acima serão mais precisamente respondidas à medida que o estudante lê o livro panoramicamente mais vezes. ESCOLHA UM PARÁGRAFO DO LIVRO Depois que você leu o livro todo algumas vezes e respondeu perguntas que contribuíram para o entendimento PANORÂMICO do livro, escolha um dos parágrafos para estudar em DETALHES. É óbvio que, se irá estudar detalhadamente todo o livro, deve começar no primeiro parágrafo. Mas se quer estudar apenas um parágrafo, escolha-o. Alguém pode perguntar, “por que não começo com um versículo?” A razão é porque o parágrafo é a unidade básica do pensamento, e não o versículo. Mas talvez você tenha um versículo favorito e gostaria de refletir um pouco mais sobre ele, só que não dispõe de tempo para estudar o livro antes. Isto pode tirar a precisão de seu estudo, mas se seguir os seguintes passos terá boas chances de acertar. ESTUDE O PARÁGRAFO 1. Identifique os limites do parágrafo onde o versículo está O primeiro passo é verificar onde o parágrafo começa e onde ele termina. Essencialmente você pergunta: “Qual a unidade de pensamento que este versículo está imediatamente relacionado?”. 4 É importante dizer que o parágrafo é um bloco de pensamento formado por uma ou mais orações. O começo de um novo bloco de pensamento é o começo de um novo parágrafo. 2. Leia o parágrafo várias vezes Uma vez que sabe a divisão do parágrafo, o texto deveria ser lido várias vezes em espírito de oração e com o assunto central do livro em mente. As vezes vale a pena ler o prágrafo de trás para frente. Também é importante lembrar que a leitura não pode ser substituída por nada. Deve-se ler repetidamente e meditativamente o parágrafo. 3. Note o que vem antes do parágrafo e o que vem depois dele As perguntas aqui, às vezes difíceis de responder, são as seguintes: Como aquilo que vem antes prepara o parágrafo estudado? E, como aquilo que vem depois dá seqüência natural (ou não) ao parágrafo? Você pode ter de esperar até que tenha lido muitas vezes antes desta ligação ficar bem clara em sua mente e conseguir escrevê- la, mas é estritamente necessária. 4. Note como o parágrafo começa e como termina. Isto provê uma pista sobre o assunto que o autor está falando? Provê uma pista sobre a linha de raciocínio desenvolvida através do parágrafo?5. Observe o próprio parágrafo para verificar quais são suas divisões internas e dê um título para cada divisão Estas divisões são unidades de pensamento menores dentro do parágrafo. Elas podem ajudá-lo a adquirir um quadro claro sobre o desenvolvimento do pensamento do autor. Palavras como mas e porém podem indicar divisões. 6. Verifique qual é ou quais são as expressões/palavras-chave neste parágrafo Uma expressão ou frase-chave pode ser descoberta de duas formas: Ela é algo que o autor escreve repetidamente (pode ser repetição em forma de idéias equivalentes); ou Algo que, se removido do texto, o deixa destituído de significado. Isto porque o termo é muito importante para o texto e geralmente essencial para entender seu significado. 7. Faça observações gerais sobre o texto As observações são fundamentais para a compreensão do texto, pois um deslize pode causar uma interpretação errada. 7.1 Observe pessoas e suas características 7.2 Observe lugares e suas características 7.3 Observe idéias/conceitos abordado 7.4 Observe acontecimentos/eventos e suas características 7.5 Observe data do acontecimento, tempo de duração e suas características 5 8. Entenda a estrutura gramatical Analise a relação entre as Palavras Esboço Mecânico Definição É o processo de reescrever o texto numa forma que revele sua estrutura gramatical. É uma demonstração visual da relação entre as palavras da passagem. Nesta demonstração as idéias principais são colocadas à esquerda e as idéias subordinadas à direita, debaixo das idéias principais. Valor do Esboço Mecânico Ajuda a visualizar o texto Serve como folha de trabalho (observações, perguntas, etc.) Revela a estrutura do texto Fornece sugestões para o esboço Algumas Diretrizes As declarações principais do parágrafo (ordens, perguntas, etc.) devem ser colocadas na margem esquerda da folha. (Geralmente são as que trazem verbos finitos no imperativo e indicativo) Cada linha deverá conter apenas uma declaração principal. Orações coordenadas por “e, mas, ou, nem, etc.”, geralmente são considerados como declarações principais e vão à margem esquerda. Orações subordinadas vão debaixo da linha da declaração principal a que se referem. Os modificadores geralmente são escritos debaixo da palavra de que modificam (dependem) para demonstrar subordinação. Listas de nomes, qualidades, ações, etc., devem ser colocadas na vertical para facilitar clareza. Sugestões Há várias maneiras de visualizar o texto. Não se frustre pensando que tem que descobrir “O ESBOÇO”. Há muitos trechos da Bíblia, especialmente nas narrativas e na história, onde um esboço mecânico não adiantaria muita coisa. Embora haja várias maneiras de elaborar o esboço, há SOMENTE UMA interpretação do texto, com várias aplicações. Lembre-se que o esboço mecânico é simplesmente mais uma técnica para nos aprofundarmos cada vez mais na estrutura e detalhes do texto; ele é provisório, especialmente porque se baseia no texto em português, não no texto original. 8.1 Analise as Palavras 8.1.1 Verbos – Em geral são os termos-chave do texto. Verifique o tempo, o modo e a voz dos verbos. Verifique também a que pessoa(s) se refere(m). 8.1.2 Termos modificadores – Adjetivos, advérbios (dão “cor” à passagem) 6 8.1.3 Conectivos importantes – Preposições (de, com, para, em, por, contra, etc.), conjunções (mas, e, se, porque, entretanto, todavia, por causa de, pois, portanto, quanto mais, de modo que, etc.) 8.1.4 Substantivos – Verifique se é importante o fato de estarem no singular ou plural.o 9. Entenda a estrutura literária 9.1 Leis de Composição Toda passagem ou livro tem um estilo literário geral (narrativa, poesia, didática, profecia, parábola, etc.), porém você poderá encontrar uma estrutura literária que dá indicações sobre as ênfases do autor, esta estrutura também é chamada de leis de composição. Algumas delas são: 9.1.1 Comparação – Mostra semelhanças entre coisas, pessoas, idéias, etc. Sl 1:1-3, 4; Mt 13 9.1.2 Contraste – Mostra diferenças entre coisas, pessoas, idéias, etc. Sl 1:1-4; Pv 10:1; Jo 3-4 (Nicodemos X Samaritana); Gn 38-39 (Judá X José); 1Sm 1-3 (Samuel filhos de Eli Samuel). Mat 16 (Pedro), Mat 24. 9.1.3 Geral Específico – O parágrafo começa com uma declaração geral e depois dá mais detalhes e/ou vice-versa. Mt 6:1-18 9.1.4 Repetição – Usa os mesmos termos, frases ou idéias. 1Co 13; Hb 11. Muito usado no Hebráico para mostrar todas as facetas de uma só verdade (Sl 18:1) 9.1.5 Quiasmo – O arranjo do texto onde o conteúdo se cruza (A, B, C, C’,B’, A’). Geralmente o ponto de interseção é o clímax (Gal 2:16; Fi 2,5-11). 9.1.6 Paralelismo – O arranjo do texto mais longo onde o conteúdo parece se repetir (A, B, C, A’, B’, C’; Gen 1). Existe também paralelismos dentro de parágrafos mais curtos: sinónimo (Sl 120:2; Pr 3:11; Is 53:5), antitético (Ec 10:2; Pr 8:35-36; 19:16), sintético (Pr 21:4; 27; Ec 7:5) e emblemático (Pr 11:22; 25:11; 12; 13; 18). 9.1.7 Causa efeito – A progressão de causa para o efeito e/ou vice-versa. Dt 28; At 1:8; 1Jo 4:7,8 9.1.8 Explicação – Introduz uma idéia que é então explicada ou ampliada. Mc 4:3-9; 10-20 9.1.9 Ilustração – Introduz uma idéia seguida por uma ilustração da idéia. Fp 2:1-4 cp. 5-11; 19-23; 25- 30 9.1.10 Clímax – O arranjo do texto de tal forma que há uma progressão do menos importante para o mais importante ou do ponto baixo para o alto, antes de prosseguir. Êx 40:34-35; Mc 8:27-30 9.1.11 Dobradiça – O arranjo do material é de tal forma que há pontos em que a história muda de direção, ou gira em torno de um eixo. Ef 4:1; At 2; 2Sm 11,12, Dobradiças em Gen, Ex 20. 7 9.1.12 Interrogação – O uso de perguntas ou perguntas e respostas. Malaquias; Rm 6, 7; Hc 1:2, 3 9.1.13 Propósito – Declaração das intenções do autor. Jo 20:30-31; Lc 1:3-4 PRINCÍPIOS GERAIS DE INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA O objetivo do estudo bíblico é entender o que o autor quis dizer e não encontrar base para opiniões pessoais. Por isto, à medida que se estuda o texto, deve-se ter em mente princípios de interpretação da bíblia. Estes princípios são fundamentais para evitar erros, pois estamos separados do contexto original por vários séculos. Separados pela cultura, pela língua e pela história. Deste modo, é necessário passar o texto pelo crivo destes princípios. 1. Interprete contextualmente Um texto deve ser entendido à luz de seu próprio contexto (O que vem antes e o que vem depois). Isto quer dizer que precisamos entender o texto dentro da linha de raciocínio que o autor desenvolveu. Exemplo 2. Interprete literalmente / normalmente Por ser também um livro humano, a Bíblia é literatura como qualquer outro livro. Por isto, suas palavras devem ser entendidas de forma literal, a menos que o contexto indique o contrário, demonstrando tratar- se de uma figura de linguagem. Algumas dicas para descobrir se uma linguagem é literal ou figurada: 2.1 Quando o sentido literal for uma impossibilidade (Jo 1:29, 15:1; Sl 23:1; Dt1:28; Jr 1:18) 2.2 Quando o sentido literal for imoralidade (Jo 6:53-58) 2.3 Quando uma palavra no texto explica a outra demonstrando que ela é figurada (1Ts 4:13-15; Ef 2:1; 1Cr 5:25) 2.4 Quando um objeto inanimado é usado para descrever um ser vivo (Jo 1:23; 6:35; 8:12; 10:7) 2.5 Quando são atribuídas características ou ações humanas a um objeto inanimado ou a animais (Is 35:1; 55:12) 2.6 Quando são atribuídas características humanas a Deus (Sl 34:15). 8 3. Interprete entendendo o ambiente históricocultural Desde que a Escritura se originou dentro da história, só pode ser compreendida a luz da própria história. Dos tempos bíblicos para cá muitas coisas têm mudado. Por essa razão, quanto mais aprendemos sobre o ambiente, o estilo de vida e a cultura, mais correta será nossa interpretação. Ao estudar um texto, é preciso informar-se sobre o fundo históricocultural do autor, personagens e leitores. Assim, pesquise fatores e costumes religiosos, econômicos, políticos, sociais, geográficos etc. O objetivo aqui é ter uma visão da história e da cultura, que envolvem o texto e o livro. 4. Interprete gramaticalmente No estudo bíblico é preciso observar o uso das palavras, o relacionamento entre elas, e o relacionamento entre as frases. Isto quer dizer que precisamos conhecer regras gramaticais. 4.1 Deve-se entender os vários significados que uma palavra tem. 4.2 Deve-se entender o sentido da palavra dentro da frase e parágrafo que está, derivando do contexto o sentido da palavra. Ex.: Salvar Mt 18:11, 27:42; Jo 3:17, 12:27. 4.3 Deve-se entender o sentido da palavra de acordo com regras gramaticais. Ex.: Singular/Plural (Gl 3:16); Pessoa/Número/Tempo/Modo/Voz/ (Mc 12:26-27) 4.4 Deve-se entender quais idéias estão coordenadas e quais estão subordinadas. Ex.: Ef 3:14-19. 4.5 Deve-se entender qual palavra modifica e qual é modificada. 5. Interprete conforme seus gêneros literários A bíblia tem muitos gêneros literários (Narrativa/História; Poesia; Epístola; Profecia; Provérbios; Leis; Parábolas etc.). É necessário tratar devidamente cada um deles. No entanto, saber se um texto tem princípio normativo ou didático resolve muitos problemas. 6. Interprete estando ciente do progresso da revelação Deus revelou progressivamente sua vontade ao homem (cf. Hb 1:1-2, poligamia). Isto demonstra que muitos autores e leitores não entendiam certas coisas como nós, pois temos toda a revelação. Mas também demonstra que Deus lidou de formas diferentes nas várias fases da história. 9 7. Interprete coerentemente com o propósito do autor Cada livro da bíblia teve a sua razão particular para ser escrito, e a interpretação deve considerar esta razão. Se uma interpretação não for coerente com o propósito do autor, ela está errada. 8. Interprete comparando Escritura com Escritura A Bíblia não contém contradições. Por isto, a interpretação de um texto difícil não pode contradizer um texto mais fácil. Sendo assim, uma passagem obscura deve ser iluminada pela mais clara. ENTENDA O SIGNIFICADO DAS PALAVRAS E EXPRESSÕES Certifique-se de que entende todas as palavras e expressões do texto. Lembre-se que além de palavras cujos significados são desconhecidos, há palavras e expressões que precisam ser mais estudadas por serem muito importantes para o entendimento do texto. Para estudá-las, siga os seguintes passos filtrando-os pelos princípios gerais de interpretação: 1. Faça uma proposta inicial baseada no CONTEÚDO da passagem Isto nada mais é do que “um chute inteligente” dizendo o que você acha ser o significado. É claro que você deve basear sua resposta na passagem. Verifique qual é a tradução da palavra (ou expressão) em versões diferentes: Atualizada, Corrigida, NVI, católica, Bíblia na Linguagem de Hoje etc. Então, olhando somente para este trecho, responda: Qual parece ser a resposta mais óbvia? Se você só tivesse este trecho, qual seria sua resposta? Escreva sua conclusão desta fase. Mas, caso não tenha a mínima idéia do que pode significar, siga para o próximo passo. 2. Examine o CONTEXTO. O contexto é formado pelos versículos e capítulos que cercam o texto estudado. Assim, cada passagem deve ser entendida dentro do cenário mais amplo (capítulo e livro) do qual faz parte. Desta forma, procure adequar a palavra (ou expressão) à linha de raciocínio do autor dentro do contexto. Isto é seguir o fluxo natural do texto. Escreva sua conclusão desta fase. 3. COMPARE o texto estudado com a Bíblia toda. A idéia aqui é comparar sua expressão ou palavra com outros versículos que trazem a mesma palavra ou tratam do mesmo assunto. Pode-se usar as referências cruzadas que algumas bíblias têm, mas deve-se conferir se realmente há relação com sua passagem. Também use uma concordância para verificar como tal palavra é usada em outros textos. Para usar a Concordância Fiel do Novo Testamento, você deve procurar sua palavra no Volume 2, verificar o número que está ao lado da palavra e encontrar o mesmo número no Volume 1. Depois verifique como a palavra é usada em vários textos. No AT isto pode ser feito com o programa “Bíblia Online”. Escreva sua conclusão desta fase. 10 4. CONSULTE outros livros. Estes livros podem ser: Comentários, Dicionários Bíblicos e da Língua Portuguesa, Livros de Teologia, Atlas, Manual Bíblico, Chave Lingüística (nela é mais difícil encontrar a palavra, mas é muito útil), etc. Em sua consulta, também observe se a cultura da época ajuda a entender melhor a palavra (ou expressão). Este passo só deve ser dado depois que você passou pelos outros passos. Use estes livros com discernimento e cautela, pois, mesmo sendo crentes graduados, os autores ainda são homens e podem cometer erros. Avalie !! 5. Escreva sua CONCLUSÃO Geral. Tendo estudado o texto, o contexto, outras passagens e consultados livros extrabíblicos, chegou a hora de escrever sua conclusão. Juntando todas as informações obtidas em cada fase você conclui que a palavra ou expressão, em seu texto, significa… Exemplo CONTEÚDO: CONTEXTO: COMPARAÇÃO: CONSULTA: CONCLUSÃO: RESUMA O PARÁGRAFO E SUAS DIVISÕES PROVISORIAMENTE Depois de ter passado seu texto pelo crivo das regras de interpretação e entendido cada palavra e expressão, você deve sintetizar o parágrafo e suas divisões. Leia-o mais uma vez e resuma-o em sua idéia básica. Para isto, além de usar suas observações anteriores, você deve fazer duas perguntas ao texto: 1. “Sobre o que o autor está falando?” O objetivo aqui é descobrir o assunto principal do parágrafo. Na verdade, já foi dado um título para cada parágrafo quando se estudava o livro, mas neste ponto deve-se refazê-lo à luz das informações estudadas. 11 2. “O que o autor diz sobre o assunto de que está falando?” Esta parte é o restante da idéia, o complemento do assunto (título). Toda idéia completa tem duas partes: (1) o assunto, e (2) complemento(o que se fala sobre o assunto). Todo parágrafo tem um assunto e um complemento que formam a idéia principal dele. É nosso trabalho descobrir qual é. Este processo deve ser feito também com as divisões do parágrafo. Use como ponto de partida os títulos que deu para cada divisão. Este é seu esboço sintético do parágrafo. VALIDE SEU RESUMO DO PARÁGRAFO E DAS DIVISÕES Depois de ter observado o texto, entendido todas as palavras e expressões e resumido o parágrafo, é preciso validá-lo. A questão aqui é ler atenciosamente o parágrafo com seu resumo ao lado para ter certeza que, de uma forma ou de outra, todos os versículos contribuem com o resumo que você fez. É preciso verificar se nenhum versículo é contrário a sua declaração, ou seja, verificar se o resumo se harmoniza com todos os versículos. Além disto, para validar seu resumo, é preciso verificar se ele também abrange corretamente o parágrafo todo. A pergunta a responder aqui é: “O resumo concorda com e abrange todos os versículos do parágrafo?” Se você não consegue fazer o ajuste dos versículos com o resumo, isto demonstra que é preciso meditar mais sobre o parágrafo e depois escrever o resumo novamente. Faça o mesmo processo com as divisões do parágrafo, no entanto cada divisão é validada dentro dos versículos da qual derivou. Sem, contudo, desconectar o resumo da divisão do parágrafo onde está inserida. Esta validação deve ser escrita, portanto escreva como cada resumo se relaciona com os versículos de onde derivaram. Também é necessário verificar se o resumo se harmoniza com o propósito do livro, se isto não acontece, há algo de errado. APLIQUE O PARÁGRAFO À SUA VIDA DIÁRIA Aplicação é o processo de relacionar as verdades da Bíblia à nossa vida, visando a transformação. Precisamos atingir a nós mesmos com a Palavra de Deus (2Tm 3.16,17; Rm 12:2; Tg 1:22-25; Mt 7:24- 29). Para isto, siga os passos abaixo: 1. Transporte o ensino da época para agora Usando as regras de interpretação, transporte o ensino que o autor deu aos leitores para a sua realidade. Isto quer dizer que é necessário fazer uma ponte do então para o agora. 12 Algumas vezes, o ensino dado aos leitores originais é transportado diretamente para nós hoje, especialmente ordens que são dadas para as igrejas repetidas vezes e em cartas diferentes. Tal ensino é transportado diretamente para nós porque, em tal texto, compartilhamos das situações de vida semelhantes às situações do século I e da mesma dispensação que eles. No entanto, é necessário cuidar para saber se o ensino é temporal e/ou cultural. Muitas vezes isto é resolvido quando se observa a razão porque tal ensino foi dado. Em suma, deve-se responder a pergunta: “Qual é o ensino eterno deste texto?” Ensino eterno é aquele que permanece por todas as eras. Assim, transporte o ensino da época para hoje. Isto pode ser feito a partir do esboço sintético. 2. Não use substitutos para aplicação 2.1 Interpretação Encontramos o ensino e dizemos: – “O texto manda fazer isto”. 2.2 Obediência superficial Sondamos áreas de nossa vida diante de uma determinada aplicação e deixamos de lado justamente as áreas que estamos em falta. 2.3 Aplicar onde já aplicou. 2.4 Racionalizar - No momento em que a verdade começa a incomodar, procura-se desculpas para se defender. Arrumam-se argumentos para justificar ou dar outro nome ao pecado. Encontram-se argumentos para não chegar na raiz do problema ou para tratar a parte mais fácil do pecado. 2.5 Emocionar-se, mas não fazer. Aquela experiência típica de domingo (ou fim de acampamento/retiro) quando são feitos compromissos, derramam-se lágrimas etc, mas em poucos dias tudo é esquecido e não se produz nenhuma verdadeira transformação. 3. Dê passos específicos para aplicação a Palavra 3.1 Conheça bem o texto. Já sabemos o que ele ensina. 3.2 Conheça a si mesmo Como eu estou em relação ao ensino? (Sl 139:23-24) Faça as seguintes perguntas para ajudar no autoconhecimento: 3.2.1 Há algum exemplo que não estou seguindo? Ou alguma ordem que não estou obedecendo? 3.2.2 Há algum pecado que devo abandonar? 3.2.3 Há algum erro que devo evitar e não estou evitando? 3.2.4 Há alguma promessa que devo me apropriar? 3.2.5 Há algum novo pensamento acerca de Deus que eu não tenho em mente? 3.2.6 O que este ensino fala sobre o meu relacionamento com Deus? E comigo mesmo? E com outros? (lar, igreja, emprego, escola, comunidade, incrédulos) E com Satanás? Há princípios aqui que direcionam estes relacionamentos? Quais? 13 3.2.7 O que aconteceria se eu realmente seguisse o que o texto ensina? Eu veria certas pessoas e situações com olhos diferentes? Como? Faria qualquer coisa diferente? O que? 3.2.8 Como tenho negligenciado a aplicação deste ensino? 3.2.9 O está controlando meu coração para que eu cometa este pecado? Obs.: Nem todas as perguntas poderão ser respondidas em todos os textos estudados. 3.3 Faça um Plano mensurável Estabeleça coisas práticas que vai fazer. 4. Verifique se sua aplicação está bem formulada Uma boa aplicação é… 4.1 Pessoal resista à tentação de usar pronomes no plural: nós, eles, nosso, nossa... Use apenas a primeira pessoa do singular: eu. 4.2 Específica Não seja superficial, “coloque o dedo na ferida”. Ou seja, vá direto ao problema. Não diga: “Deus quer que eu obedeça mais”. Isto é muito geral. Obedecer mais em que área? Qual área eu menos obedeço? Escreva a área e faça um plano para mudar. 4.3 Mensurável Que se possa medir. É preciso em algum momento verificar se algo foi mudado. 5. Há pecados difíceis de lidar Há pecados que nos atormentam. Tentamos deixá-lo, mas não conseguimos. Ficamos tristes e não sabemos o que fazer. Alguns crentes sofrem por muito tempo. Outros se convencem de que não conseguem mudar e passam a “conviver bem” com o pecado de modo que a consciência já não incomoda tanto. No entanto, Deus quer que apliquemos Sua Palavra, mesmo que a mudança seja difícil e demorada. Assim, a seguir, é proposto um método para lidar com estes pecados. 6. Como lidar com pecados difíceis 6.1 Identifique o(s) pecado(s). Dê o nome ao pecado. Ex.: Impureza sexual; engano; ira etc. É ação? Intenção? Pensamento? 6.2 Identifique o ídolo do coração o que motiva o pecado? Os pecados têm sua sede no coração (Mt 15:19-20, Lc 6:45). Por isto faça a seguinte pergunta a si mesmo: Por que este pecado acontece? O que está no lugar de Deus dentro do meu coração motivando tal pecado? Três ídolos do coração: (1Jo 2:16) 6.2.1 Desejo de DESFRUTAR Desejo de satisfazer as vontades do corpo. 6.2.2 Desejo de TER Desejo de possuir coisas. 6.2.3 Desejo de SER Desejo de aparecer, de mostrar tanto o que é quanto o que se faz ser. Um pecado acontece quando deixamos uma destas áreas ser deus em nosso coração. E isto também é pecado. Assim, faça a pergunta: Por que este pecado acontece? 14 6.3 Arrependa-se e confessa o(s) pecado(s). Confesse a ação e o ídolo que você deixou dominar seu coração. Se não tiver arrependido, entre no seu quartoe ore até Deus lhe trazer ao arrependimento. Lembre-se, arrependimento é mudança de mente, mudança de opinião sobre o pecado. Não é mudança de ação. É a mudança de nossa disposição interior em relação ao pecado (Mt 3:8). E esta disposição deve levar à mudança. 6.4 Identifique o que contribui para o pecado acontecer. Lugares, Amigos, Palavras que você diz, etc. 6.5 Identifique o que a bíblia fala sobre o assunto. Se possível tudo o que ela diz sobre o assunto. Use uma concordância, pesquise em livros, pergunte para vários crentes se sabem de textos que falam sobre o assunto, etc. 6.6 Faça um projeto para mudar. 6.6.1 Acerte todas as pendências Resolva da maneira que a bíblia diz tudo o que porventura tenha feito contra Deus e/ou contra pessoas. É necessário estar limpo diante de Deus e dos homens (1Jo 1:9; Hb 10:19-22; Mt 5:23-24; Rm 12:18). Faça mesmo que suas emoções forem contrárias. 6.6.2 Abandone/evite tudo o que contribui para o pecado (Mt 5:29-30) 6.6.3 Escolha os versículos principais sobre o assunto e decore-os um por semana. Não deixe de lado o versículo da semana anterior quando tiver decorado. Acumule os versículos decorados a cada semana. (Rm 12:2; Cl 3:1-3, 16; Sl 119:11) 6.6.4 Faça devocional sobre o assunto durante várias semanas. Pelo menos oito semanas ou até ter conseguido mudar. Escreva num papel um ensino bíblico por semana e leva consigo para meditar durante o dia (Sl 119:97). Sem meditação durante o dia será mais difícil mudar. (Mt 26:41; Fp 4:8; Cl 3:1-3) 6.6.5 Fique o dia em espírito de oração. Faça algo que o ajude a lembrar: Colocar o alarme do relógio, amarrar uma fita, etc. (Mt 26:41; Cl 4:2) Obs.1: Se pecar, não desista. Confesse o pecado a Deus e acerte novamente todas as pendências (reveja 6.6.1). Se não estiver com o coração arrependido vá orar, derramar seu coração diante de Deus mesmo que não queira. E só pare de orar quando estiver com o coração quebrantado (arrependido). É necessário manter o coração inclinado a Deus para ter êxito, conseguir mudar (Hb 3:12-13). Obs.2: Continue o processo até conseguir deixar o pecado. Seja perseverante (Hb 12:1; 2Pe 1:6) e fique atento para perceber a melhora. 15 6.7 Ensinos adicionais sobre o processo. 6.7.1 Todos que são salvos podem deixar qualquer tipo de pecado. Alguns são mais difíceis e exigem uma grande luta (Hb 12:4), mas não é impossível (1Co 10:13; 2Pe 1:3). 6.7.2 É necessário ter alguém para prestar contas, pois além de ser um sistema que Deus estabeleceu (Hb 10:25), ajuda a não sermos indisciplinados. 6.7.3 Mesmo depois de ter conseguido mudar, não se deve “relaxar”, pois há possibilidade de se cair novamente (1Co 10:12). TIPOS DE ESTUDO QUE VOCÊ PODE FAZER 1. Orientação para os tipos de estudo O estudo de um parágrafo, de certa maneira é básico para todos os outros tipos de estudo de Bíblia. Assim, todos os versículos estudados usando o método tópico, teológico, histórico, ou biográfico, deveriam ser estudados dentro de seus determinados parágrafos para que haja maior precisão no resultado, e assim unir cada parte do estudo para chegar ao objetivo final. 2. Estudo de livro O propósito de estudar um livro é entender seus vários temas e como eles se integram à linha de pensamento como um todo. Geralmente isto é feito realizando uma síntese inicial do livro onde os temas principais e secundários são observados e passagens difíceis são trazidas à tona. Junto com isto está a necessidade de colocar o livro em seu contexto histórico numa tentativa inicial de entender por que, por quem, e sob quais circunstâncias foi escrito. As primeiras leituras são iniciais, preparatórias, uma visão geral em essência. Ninguém estará numa situação boa para entender o livro antes de o ter lido inteiro algumas vezes. Em outras palavras, as primeiras leituras iniciais de um livro são cruciais para adquirir uma perspectiva apropriada do conteúdo. Depois que esta fase preliminar for terminada, o leitor deverá levar ao fim uma análise mais detalhada das várias partes (i.e., palavras, frases, cláusulas, orações, e a unidade básica do parágrafo). Depois que este segundo passo for completado, o leitor deverá fazer uma síntese do livro para entender melhor o significado das várias declarações ao longo do livro e como elas se relacionam com o todo. Isto inclui fazer uma declaração do significado de cada parágrafo e demonstrar como as declarações se relacionam com o livro inteiro. No fim deve-se perguntar como o significado deste livro contribui para o cânon como um todo e que diferença deve fazer em minha vida e na vida da igreja. 16 3. Estudo tópico No método tópico você escolhe um assunto (o tópico) e estuda o que a Bíblia, um livro ou um autor diz sobre este tópico. O seu objetivo é resumir tudo o que se diz sobre este assunto. Veja uma pequena lista de tópicos: Conceitos: amor, pecado, alegria, paz, ira Doutrinas: salvação, santificação, eleição, justificação Teologia: Deus—Pai, filho, Espírito Santo, igreja, Bíblia Biografias: a vida de Cristo, de Paulo, de Barnabé, de Davi, de Salomão etc. E outros: sermões, a língua, autoridade, orações, hospitalidade, mordomia, mutualidade, vida familiar, honestidade, amizade, trabalho, preguiça, etc. . . Veja uma grande lista no apêndice da Bíblia Vida Nova. É importante lembrar que o estudo de parágrafo aprendido até agora é a base para todos os outros tipos de estudo. 3.1 Escolha um tópico De preferência a um assunto que lhe interesse, ou que pode lhe ajudar numa área fraca de sua vida. Sugiro que, na sua leitura diária, vá anotando possíveis tópicos, temas ou palavras que gostaria de estudar. Mantenha uma lista e periodicamente estude um deles. 3.2 Junte todas as informações Use uma concordância. Se o seu assunto for grande demais (como o “amor de Jesus”), talvez queira escolher apenas algumas referências de cada livro. Ou se a Bíblia tem pouca informação sobre o seu tópico (por ex..: Unidade), procure também idéias e conceitos semelhantes (ex.: mútuo, comum, um, mesmo, etc.). Junte toda a informação que puder antes de analisá-la. 3.3 Organize suas informações Leia cada versículo ou trecho sobre o seu tópico e os separe em grupos diferentes de acordo com as idéias que apresentam. Organize o material de tal forma que será mais fácil de entender e comunicar para os outros. 3.4 Escolha a passagem principal Se alguém lhe perguntasse qual é a passagem principal na Bíblia sobre o amor, provavelmente diria que é 1Co 13. Raramente você vai achar uma passagem que resuma tudo sobre o tópico, mas em cada estudo tópico você deve escolher uma ou duas passagens que melhor reflitam o ensinamento bíblico sobre o assunto. 3.5 Faça uma lista de princípios Faça uma lista de todos os princípios que você achou até este ponto no estudo tópico. Uma maneira de fazer isto é responder a pergunta: “O que o tópico está ensinando que seria útil para a vida cristã ou para a Igreja em geral?”. Não se esqueça que deve ser o princípio eterno do texto. 3.6 Compare o princípio com a Bíblia toda Depois de fazer a lista de versículos, você deve confirma- los com o restante da Bíblia (contexto e outros livros da Bíblia que tratam de assuntos semelhantes). Se houver alguma divergência, reavalie o princípio. Ou talvez outraspassagens vão modificar ou acrescentar algo ao seu estudo. 17 3.7 Consulte outros livros O que dizem os comentários, dicionários bíblicos, etc., sobre o tópico? Muitas vezes eles terão idéias que você nem pensou ainda, outras vezes terão idéias que você já tinha notado. O que é novo e bom, anote! 3.8 Escreva sua conclusão Escreva uma ou duas sentenças resumindo os princípios sobre o tópico. 3.9 Escreva várias aplicações Não esqueça que a aplicação é o alvo do estudo bíblico. Durante seu estudo, você deve ficar atento para ver possíveis aplicações. Anote-as. Pegue a lista dos princípios que você fez na interpretação e escreva pelo menos uma aplicação para cada princípio. Use o método aprendido no parágrafo. 3.10 Escolha uma aplicação para pôr em prática hoje Escolha uma das aplicações da sua lista. Siga os passos para aplicação indicados acima. 4. Estudo biográfico O estudo biográfico só foi incluído aqui porque há algumas diferenças do método tópico. No entanto, aqueles passos devem ser seguidos também para este estudo. O propósito dele é reunir um perfil do personagem Bíblico em questão com o objetivo de identificar o que nós podemos aprender dele para nos ajudar em nossas vidas hoje. Como o relacionamento dele com Deus pode, positiva ou negativamente, nos ajudar em nosso relacionamento com Deus? 4.1 Escolha o Personagem Escolha alguém que você gostaria de estudar, mas tenha cuidado! Não confunda os personagens bíblicos. Por exemplo, Pedro também é chamado de Simão, Simeão, Cefas. Há várias pessoas na Bíblia cujos nomes são iguais (há 15 Jônatas, 8 Judas, 7 Marias, 5 Tiagos, e 6 Joãos). Cuidado !!! 4.2 Faça as seguintes perguntas 4.2.1 Quem era? 4.2.2 Quem eram os pais e sua família? Como eram? Quais eram as características de sua família? Como se relacionavam? 4.2.3 Qual era a educação e as circunstâncias da vida dele? 4.2.4 Por que ele fez tais e tais coisas? 4.2.5 Ele sempre creu em Deus? Onde, por que, e como? 4.2.6 Como o que ele fez se relaciona com o que ele acredita sobre Deus? Isto de fato nos ensina que ele realmente crê em Deus? 4.2.7 Quais eram as qualidades positivas e negativas dele? 4.2.8 Que tipo de erros cometeu? Estes erros fizeram ele aprender? 4.2.9 O que ou quem foi de grande influência na vida dele? 4.2.10 Quem e como foram seu cônjuge e filhos? 18 4.2.11 Como eles são vistos por outros escritores Bíblicos (por exemplo, Abraão por Lucas em Atos)? 4.2.12 De que forma ele cresceu como pessoa ou não há nenhuma evidência sobre isto? Houve um ponto decisivo em sua vida? 4.2.13 Como ele lidou com decepção? Sucesso? ETC. 4.3 Faça um Gráfico Cronológico da Vida do Personagem. Um gráfico cronológico é simplesmente uma linha reta que mostra todos os eventos principais da vida de alguém, junto com as datas destes eventos e os principais textos bíblicos que falam sobre estes eventos. Um manual bíblico, dicionário bíblico, ou atlas podem ajudar muito nesta área. Veja um exemplo de um gráfico cronológico: GRÁFICO CRONOLÓGICO - DAVI 4.4 Escolha a passagem principal Procure a passagem que melhor resume a vida do personagem escolhido. Esta passagem também deve ter algo de significante da vida desta personagem para podermos aplicar em nossa vida. Ou podemos aplicar os ensinos que alistamos. Mas sempre usando o método ensinado para transportar o ensino da época para os nossos dias. 4.5 Faça aplicações 19 BIBLIOGRAFIA BRAGA, J. – “Como Estudar A Bíblia”. São Paulo, Vida. FEE, Gordon D. & STUART, Douglas – “Entendes o que lês?” São Paulo, Vida Nova. HENDRICKS, H. G. & HENDRICKS W. D. – “Vivendo Na Palavra”. São Paulo, Editora Batista Regular. HENRICHSEN, W. – “Princípios de Interpretação Bíblica”. São Paulo, Mundo Cristão. _______________ – “Métodos de Estudo Bíblico”. São Paulo, Mundo Cristão. HERRICK, GREG “How To Study The Bible: For Beginners”. Stage One & Two. www.bible.org, Janeiro 2003. VIRKLER, Henry A. – “Hermenêutica: Princípios E Processos De Interpretação Bíblica”. São Paulo, Vida. ________________ – “Hermenêutica Avançada” São Paulo, Vida. ZUCK, R. B. – “A Interpretação Bíblica”. São Paulo, Vida Nova. “How To Do Inductive Bible Study” www.path-light.com, Janeiro 2003.