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1 
 
 
“A DIFERENÇA ENTRE O ESTUDANTE EXCELENTE E O MEDÍOCRE ESTÁ NO 
QUE ELE FAZ COM MÉTODOS DE ESTUDO BÍBLICO DEPOIS DE TERMINAR O 
CURSO” 
 
Métodos de Estudo Bíblico1 
 
COMECE COM UM LIVRO 
 
Idealmente, quando se estuda uma porção da bíblia já se deve ter 
estudado panoramicamente o livro. Isto dará ao estudante maior 
capacidade de entender corretamente o parágrafo que estuda em 
detalhes. 
 
Este processo sugere as seguintes etapas para o estudo bíblico: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Como demonstrado na figura acima, começamos com uma visão geral 
do TODO e depois vamos para as PARTES a fim de verificar o que os 
detalhes (as palavras e expressões) significam. Algo de suma 
importância é manter a visão geral do livro em mente enquanto 
estudamos os detalhes, pois com a linha de raciocínio do autor em 
mente, os detalhes não serão interpretados isoladamente. 
 
Depois de estudarmos em detalhe cada parágrafo, voltamos a fazer 
uma nova leitura do TODO para: verificar como cada parágrafo contribui 
para formar a idéia geral do livro, e ajustar, tanto a síntese como o 
propósito e mensagem do livro, à luz dos detalhes estudos. 
 
Estude um Livro 
 
No estudo de um livro, deve-se seguir os seguintes passos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 Este material teve duas fontes principais: “How To Study The Bible: 
For Beginners”. Stage One & Two por Greg Herrick, e Apostila não 
publicada “Métodos de Estudo Bíblico” por Davi Cox Jr., Seminário 
Bíblico Palavra da Vida. A compilação atual contem material de Marcelo 
Dias e atualizações de Josué Alves de Oliveira. 
 
ANOTAÇÕES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Análise Panorama 
Livro 
Síntese 
Livro Parágrafos 
TODO PARTES TODO 
2 
 
1. Ler o livro inteiro de uma vez 
 
Não pare para fazer notas, formular questões ou meditar. Leia para ter 
o livro como um todo na mente. Alguns recomendam que se deve ler 
um livro três vezes desta maneira antes de começar o estudo. 
 
 
2. Leia o livro novamente procurando respostas para as 
seguintes perguntas: 
 
2.1 Qual é o fundo histórico em que o livro foi escrito? 
Autor, Data (dos acontecimentos e da escrita), Leitores 
(condição espiritual e necessidades); Lugar (da escrita e 
dos leitores); etc. 
 
2.2 Qual é a atmosfera do livro? Coloque-se no lugar dos 
leitores originais e defina como se sentiu quando estava 
lendo o livro? Bravo, triste, inquieto, consolado, exortado, 
incentivado, expectante. A atmosfera também pode ser de 
desespero, ansiedade, medo, perplexidade, alegria, 
confiança, gratidão, surpresa, segurança etc. 
 
2.3 Qual é o assunto CENTRAL de cada parágrafo? Divida 
o livro em parágrafos e dê um título provisório para cada 
um dos parágrafos: 
2.3.1 …Que tenha poucas palavras. 
2.3.2 …Que recorde o conteúdo do parágrafo. 
2.3.3 …Que se ajuste ao parágrafo. 
2.3.4 …Que seja aplicável somente ao parágrafo. 
2.3.5 …Que reflita o assunto principal do parágrafo e 
não um assunto subordinado. 
 
2.4 Qual a relação entre os parágrafos? Escreva com suas 
palavras a ligação (ou não) que você percebe haver entre 
os parágrafos. 
 
2.5 Como poderia sintetizar os principais assuntos do livro 
em um assunto maior? Este assunto maior será o título do 
livro todo, o seu assunto principal provisório. 
 
2.6 O que o livro fala sobre este assunto principal? 
 
2.7 Como posso escrever numa só frase o assunto principal e 
o que se fala sobre este assunto? Esta é a mensagem 
sintética do livro. 
 
2.8 Qual é o principal tipo de literatura do livro? Histórica? 
Biográfica? Poética? Proverbial? Profética? Epistolar? 
Apocalíptica? Procure saber quais os princípios para a 
interpretação de tal literatura2. 
 
 
 
 
 
2 Livros que podem ajudar são: “A Interpretação Bíblica” de Roy B. 
Zuck; “Hermenêutica Avançada” de Henry A. Virkler; e “Entendes o que 
lês?” de Gordon D. Fee & Douglas Stuart. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
2.9 Qual é o propósito do livro? 
Tudo que um autor escreve num livro é designado para 
alcançar um propósito maior. Usando as informações já 
obtidas e fazendo uma nova leitura, procure responder as 
seguintes perguntas para descobrir este propósito: Quais 
eram as necessidades dos leitores? Por que este livro foi 
escrito? O que levou o autor a escrever para estas 
pessoas? Ele quis convencer, advertir, instruir, relembrar, 
encorajar, orientar, produzir, etc? Há um versículo que 
comunica, ainda que não totalmente, o propósito da carta 
 
 
 Escreva um propósito provisório começando a frase com 
um verbo no infinitivo. 
 
3. Construa um gráfico do livro se você for um aprendiz visual. 
É de grande ajuda. 
Um gráfico deve refletir as divisões que você notou, bem como 
os títulos das divisões do livro que ajudarão a recordar o 
conteúdo. 
 
4. Faça anotações sobre qualquer dúvida que você tenha neste 
ponto de seu estudo. 
É importante dizer que as perguntas acima serão mais 
precisamente respondidas à medida que o estudante lê o livro 
panoramicamente mais vezes. 
 
 
ESCOLHA UM PARÁGRAFO DO LIVRO 
 
Depois que você leu o livro todo algumas vezes e respondeu perguntas 
que contribuíram para o entendimento PANORÂMICO do livro, escolha um 
dos parágrafos para estudar em DETALHES. É óbvio que, se irá estudar 
detalhadamente todo o livro, deve começar no primeiro parágrafo. Mas 
se quer estudar apenas um parágrafo, escolha-o. 
 
Alguém pode perguntar, “por que não começo com um versículo?” A 
razão é porque o parágrafo é a unidade básica do pensamento, e não o 
versículo. 
 
Mas talvez você tenha um versículo favorito e gostaria de refletir um 
pouco mais sobre ele, só que não dispõe de tempo para estudar o livro 
antes. Isto pode tirar a precisão de seu estudo, mas se seguir os 
seguintes passos terá boas chances de acertar. 
 
 
ESTUDE O PARÁGRAFO 
 
1. Identifique os limites do parágrafo onde o versículo está 
O primeiro passo é verificar onde o parágrafo começa e onde ele 
termina. Essencialmente você pergunta: “Qual a unidade de 
pensamento que este versículo está imediatamente 
relacionado?”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
É importante dizer que o parágrafo é um bloco de pensamento 
formado por uma ou mais orações. O começo de um novo bloco 
de pensamento é o começo de um novo parágrafo. 
 
2. Leia o parágrafo várias vezes 
Uma vez que sabe a divisão do parágrafo, o texto deveria ser 
lido várias vezes em espírito de oração e com o assunto central 
do livro em mente. As vezes vale a pena ler o prágrafo de trás 
para frente. 
Também é importante lembrar que a leitura não pode ser 
substituída por nada. Deve-se ler repetidamente e 
meditativamente o parágrafo. 
 
3. Note o que vem antes do parágrafo e o que vem depois dele 
As perguntas aqui, às vezes difíceis de responder, são as 
seguintes: Como aquilo que vem antes prepara o parágrafo 
estudado? E, como aquilo que vem depois dá seqüência natural 
(ou não) ao parágrafo? 
Você pode ter de esperar até que tenha lido muitas vezes antes 
desta ligação ficar bem clara em sua mente e conseguir escrevê-
la, mas é estritamente necessária. 
 
4. Note como o parágrafo começa e como termina. 
Isto provê uma pista sobre o assunto que o autor está falando? 
Provê uma pista sobre a linha de raciocínio desenvolvida através 
do parágrafo?5. Observe o próprio parágrafo para verificar quais são suas 
divisões internas e dê um título para cada divisão 
 Estas divisões são unidades de pensamento menores dentro do 
parágrafo. Elas podem ajudá-lo a adquirir um quadro claro sobre o 
desenvolvimento do pensamento do autor. Palavras como mas e porém 
podem indicar divisões. 
 
6. Verifique qual é ou quais são as expressões/palavras-chave 
neste parágrafo 
 Uma expressão ou frase-chave pode ser descoberta de duas 
formas:  Ela é algo que o autor escreve repetidamente (pode ser 
repetição em forma de idéias equivalentes); ou  Algo que, se 
removido do texto, o deixa destituído de significado. Isto porque o 
termo é muito importante para o texto e geralmente essencial para 
entender seu significado. 
 
7. Faça observações gerais sobre o texto 
 As observações são fundamentais para a compreensão do texto, 
pois um deslize pode causar uma interpretação errada. 
7.1 Observe pessoas e suas características 
 
7.2 Observe lugares e suas características 
 
7.3 Observe idéias/conceitos abordado 
 
7.4 Observe acontecimentos/eventos e suas características 
 
7.5 Observe data do acontecimento, tempo de duração e 
suas características 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
8. Entenda a estrutura gramatical 
 
Analise a relação entre as Palavras  Esboço Mecânico 
 
Definição 
 É o processo de reescrever o texto numa forma que revele 
sua estrutura gramatical. 
 É uma demonstração visual da relação entre as palavras 
da passagem. Nesta demonstração as idéias principais 
são colocadas à esquerda e as idéias subordinadas à 
direita, debaixo das idéias principais. 
 
Valor do Esboço Mecânico 
 Ajuda a visualizar o texto 
 Serve como folha de trabalho (observações, perguntas, 
etc.) 
 Revela a estrutura do texto 
 Fornece sugestões para o esboço 
 
Algumas Diretrizes 
 As declarações principais do parágrafo (ordens, perguntas, 
etc.) devem ser colocadas na margem esquerda da folha. 
(Geralmente são as que trazem verbos finitos no imperativo e 
indicativo) 
 Cada linha deverá conter apenas uma declaração principal. 
 Orações coordenadas por “e, mas, ou, nem, etc.”, geralmente 
são considerados como declarações principais e vão à 
margem esquerda. 
 Orações subordinadas vão debaixo da linha da declaração 
principal a que se referem. 
 Os modificadores geralmente são escritos debaixo da palavra 
de que modificam (dependem) para demonstrar subordinação. 
Listas de nomes, qualidades, ações, etc., devem ser colocadas 
na vertical para facilitar clareza. 
 Sugestões 
 Há várias maneiras de visualizar o texto. Não se frustre 
pensando que tem que descobrir “O ESBOÇO”. 
 Há muitos trechos da Bíblia, especialmente nas narrativas e na 
história, onde um esboço mecânico não adiantaria muita coisa. 
 Embora haja várias maneiras de elaborar o esboço, há 
SOMENTE UMA interpretação do texto, com várias aplicações. 
 Lembre-se que o esboço mecânico é simplesmente mais uma 
técnica para nos aprofundarmos cada vez mais na estrutura e 
detalhes do texto; ele é provisório, especialmente porque se 
baseia no texto em português, não no texto original. 
 
8.1 Analise as Palavras 
 
8.1.1 Verbos – Em geral são os termos-chave do texto. 
Verifique o tempo, o modo e a voz dos verbos. 
Verifique também a que pessoa(s) se refere(m). 
 
8.1.2 Termos modificadores – Adjetivos, advérbios (dão 
“cor” à passagem) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
8.1.3 Conectivos importantes – Preposições (de, com, 
para, em, por, contra, etc.), conjunções (mas, e, 
se, porque, entretanto, todavia, por causa de, 
pois, portanto, quanto mais, de modo que, etc.) 
 
8.1.4 Substantivos – Verifique se é importante o fato de 
estarem no singular ou plural.o 
 
9. Entenda a estrutura literária 
9.1 Leis de Composição 
 
 Toda passagem ou livro tem um estilo literário geral 
(narrativa, poesia, didática, profecia, parábola, etc.), porém você 
poderá encontrar uma estrutura literária que dá indicações sobre 
as ênfases do autor, esta estrutura também é chamada de leis 
de composição. Algumas delas são: 
9.1.1 Comparação – Mostra semelhanças entre 
coisas, pessoas, idéias, etc. Sl 1:1-3, 4; Mt 13 
9.1.2 Contraste – Mostra diferenças entre coisas, 
pessoas, idéias, etc. Sl 1:1-4; Pv 10:1; Jo 3-4 
(Nicodemos X Samaritana); Gn 38-39 (Judá X 
José); 1Sm 1-3 (Samuel  filhos de Eli  
Samuel). Mat 16 (Pedro), Mat 24. 
9.1.3 Geral  Específico – O parágrafo começa com 
uma declaração geral e depois dá mais detalhes 
e/ou vice-versa. Mt 6:1-18 
9.1.4 Repetição – Usa os mesmos termos, frases ou 
idéias. 1Co 13; Hb 11. Muito usado no Hebráico 
para mostrar todas as facetas de uma só 
verdade (Sl 18:1) 
9.1.5 Quiasmo – O arranjo do texto onde o conteúdo 
se cruza (A, B, C, C’,B’, A’). Geralmente o ponto 
de interseção é o clímax (Gal 2:16; Fi 2,5-11). 
9.1.6 Paralelismo – O arranjo do texto mais longo 
onde o conteúdo parece se repetir (A, B, C, A’, 
B’, C’; Gen 1). Existe também paralelismos 
dentro de parágrafos mais curtos: sinónimo (Sl 
120:2; Pr 3:11; Is 53:5), antitético (Ec 10:2; Pr 
8:35-36; 19:16), sintético (Pr 21:4; 27; Ec 7:5) e 
emblemático (Pr 11:22; 25:11; 12; 13; 18). 
9.1.7 Causa  efeito – A progressão de causa para 
o efeito e/ou vice-versa. Dt 28; At 1:8; 1Jo 4:7,8 
9.1.8 Explicação – Introduz uma idéia que é então 
explicada ou ampliada. Mc 4:3-9; 10-20 
9.1.9 Ilustração – Introduz uma idéia seguida por uma 
ilustração da idéia. Fp 2:1-4 cp. 5-11; 19-23; 25-
30 
9.1.10 Clímax – O arranjo do texto de tal forma que há 
uma progressão do menos importante para o 
mais importante ou do ponto baixo para o alto, 
antes de prosseguir. Êx 40:34-35; Mc 8:27-30 
9.1.11 Dobradiça – O arranjo do material é de tal forma 
que há pontos em que a história muda de 
direção, ou gira em torno de um eixo. Ef 4:1; At 
2; 2Sm 11,12, Dobradiças em Gen, Ex 20. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
9.1.12 Interrogação – O uso de perguntas ou 
perguntas e respostas. Malaquias; Rm 6, 7; Hc 
1:2, 3 
9.1.13 Propósito – Declaração das intenções do autor. 
Jo 20:30-31; Lc 1:3-4 
 
 
 
PRINCÍPIOS GERAIS DE INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA 
 
 O objetivo do estudo bíblico é entender o que o autor quis dizer e 
não encontrar base para opiniões pessoais. Por isto, à medida que se 
estuda o texto, deve-se ter em mente princípios de interpretação da 
bíblia. Estes princípios são fundamentais para evitar erros, pois 
estamos separados do contexto original por vários séculos. Separados 
pela cultura, pela língua e pela história. Deste modo, é necessário 
passar o texto pelo crivo destes princípios. 
 
 
1. Interprete contextualmente 
 Um texto deve ser entendido à luz de seu próprio contexto (O 
que vem antes e o que vem depois). Isto quer dizer que precisamos 
entender o texto dentro da linha de raciocínio que o autor desenvolveu. 
Exemplo 
 
 
2. Interprete literalmente / normalmente 
 
Por ser também um livro humano, a Bíblia é literatura como qualquer 
outro livro. Por isto, suas palavras devem ser entendidas de forma 
literal, a menos que o contexto indique o contrário, demonstrando tratar-
se de uma figura de linguagem. 
 Algumas dicas para descobrir se uma linguagem é literal ou 
figurada: 
2.1 Quando o sentido literal for uma impossibilidade (Jo 1:29, 
15:1; Sl 23:1; Dt1:28; Jr 1:18) 
2.2 Quando o sentido literal for imoralidade (Jo 6:53-58) 
2.3 Quando uma palavra no texto explica a outra 
demonstrando que ela é figurada (1Ts 4:13-15; Ef 2:1; 
1Cr 5:25) 
2.4 Quando um objeto inanimado é usado para descrever um 
ser vivo (Jo 1:23; 6:35; 8:12; 10:7) 
2.5 Quando são atribuídas características ou ações humanas 
a um objeto inanimado ou a animais (Is 35:1; 55:12) 
2.6 Quando são atribuídas características humanas a Deus 
(Sl 34:15). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
3. Interprete entendendo o ambiente históricocultural 
 Desde que a Escritura se originou dentro da história, só pode ser 
compreendida a luz da própria história. Dos tempos bíblicos para cá 
muitas coisas têm mudado. Por essa razão, quanto mais aprendemos 
sobre o ambiente, o estilo de vida e a cultura, mais correta será nossa 
interpretação. Ao estudar um texto, é preciso informar-se sobre o fundo 
históricocultural do autor, personagens e leitores. Assim, pesquise 
fatores e costumes religiosos, econômicos, políticos, sociais, 
geográficos etc. O objetivo aqui é ter uma visão da história e da cultura, 
que envolvem o texto e o livro. 
 
4. Interprete gramaticalmente 
No estudo bíblico é preciso observar o uso das palavras, o 
relacionamento entre elas, e o relacionamento entre as frases. Isto quer 
dizer que precisamos conhecer regras gramaticais. 
4.1 Deve-se entender os vários significados que uma 
palavra tem. 
4.2 Deve-se entender o sentido da palavra dentro da frase 
e parágrafo que está, derivando do contexto o sentido 
da palavra. Ex.: Salvar Mt 18:11, 27:42; Jo 3:17, 12:27. 
4.3 Deve-se entender o sentido da palavra de acordo com 
regras gramaticais. Ex.: Singular/Plural (Gl 3:16); 
Pessoa/Número/Tempo/Modo/Voz/ (Mc 12:26-27) 
4.4 Deve-se entender quais idéias estão coordenadas e 
quais estão subordinadas. Ex.: Ef 3:14-19. 
4.5 Deve-se entender qual palavra modifica e qual é 
modificada. 
 
5. Interprete conforme seus gêneros literários 
 A bíblia tem muitos gêneros literários (Narrativa/História; Poesia; 
Epístola; Profecia; Provérbios; Leis; Parábolas etc.). É necessário tratar 
devidamente cada um deles. No entanto, saber se um texto tem 
princípio normativo ou didático resolve muitos problemas. 
 
 
6. Interprete estando ciente do progresso da revelação 
 Deus revelou progressivamente sua vontade ao homem (cf. Hb 
1:1-2, poligamia). Isto demonstra que muitos autores e leitores não 
entendiam certas coisas como nós, pois temos toda a revelação. Mas 
também demonstra que Deus lidou de formas diferentes nas várias 
fases da história. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
7. Interprete coerentemente com o propósito do autor 
 Cada livro da bíblia teve a sua razão particular para ser escrito, e 
a interpretação deve considerar esta razão. Se uma interpretação não 
for coerente com o propósito do autor, ela está errada. 
 
8. Interprete comparando Escritura com Escritura 
 A Bíblia não contém contradições. Por isto, a interpretação de 
um texto difícil não pode contradizer um texto mais fácil. Sendo assim, 
uma passagem obscura deve ser iluminada pela mais clara. 
 
 
ENTENDA O SIGNIFICADO DAS PALAVRAS E EXPRESSÕES 
 
 Certifique-se de que entende todas as palavras e expressões do 
texto. Lembre-se que além de palavras cujos significados são 
desconhecidos, há palavras e expressões que precisam ser mais 
estudadas por serem muito importantes para o entendimento do texto. 
 Para estudá-las, siga os seguintes passos filtrando-os pelos 
princípios gerais de interpretação: 
 
1. Faça uma proposta inicial baseada no CONTEÚDO da 
passagem 
 Isto nada mais é do que “um chute inteligente” dizendo o que 
você acha ser o significado. É claro que você deve basear sua resposta 
na passagem. 
 Verifique qual é a tradução da palavra (ou expressão) em 
versões diferentes: Atualizada, Corrigida, NVI, católica, Bíblia na 
Linguagem de Hoje etc. Então, olhando somente para este trecho, 
responda: Qual parece ser a resposta mais óbvia? Se você só tivesse 
este trecho, qual seria sua resposta? 
 Escreva sua conclusão desta fase. Mas, caso não tenha a 
mínima idéia do que pode significar, siga para o próximo passo. 
 
2. Examine o CONTEXTO. 
 O contexto é formado pelos versículos e capítulos que cercam o 
texto estudado. Assim, cada passagem deve ser entendida dentro do 
cenário mais amplo (capítulo e 
 
 
livro) do qual faz parte. Desta forma, procure adequar a palavra (ou 
expressão) à linha de raciocínio do autor dentro do contexto. Isto é 
seguir o fluxo natural do texto. 
 Escreva sua conclusão desta fase. 
 
3. COMPARE o texto estudado com a Bíblia toda. 
 A idéia aqui é comparar sua expressão ou palavra com outros 
versículos que trazem a mesma palavra ou tratam do mesmo assunto. 
 Pode-se usar as referências cruzadas que algumas bíblias têm, 
mas deve-se conferir se realmente há relação com sua passagem. 
 Também use uma concordância para verificar como tal palavra é 
usada em outros textos. Para usar a Concordância Fiel do Novo 
Testamento, você deve procurar sua palavra no Volume 2, verificar o 
número que está ao lado da palavra e encontrar o mesmo número no 
Volume 1. Depois verifique como a palavra é usada em vários textos. 
 No AT isto pode ser feito com o programa “Bíblia Online”. 
 Escreva sua conclusão desta fase. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 
4. CONSULTE outros livros. 
 Estes livros podem ser: Comentários, Dicionários Bíblicos e da 
Língua Portuguesa, Livros de Teologia, Atlas, Manual Bíblico, Chave 
Lingüística (nela é mais difícil encontrar a palavra, mas é muito útil), etc. 
Em sua consulta, também observe se a cultura da época ajuda a 
entender melhor a palavra (ou expressão). 
 
Este passo só deve ser dado depois que você passou pelos outros 
passos. Use estes livros com discernimento e cautela, pois, mesmo 
sendo crentes graduados, os autores ainda são homens e podem 
cometer erros. Avalie !! 
 
5. Escreva sua CONCLUSÃO Geral. 
 Tendo estudado o texto, o contexto, outras passagens e 
consultados livros extrabíblicos, chegou a hora de escrever sua 
conclusão. Juntando todas as informações obtidas em cada fase você 
conclui que a palavra ou expressão, em seu texto, significa… 
 
Exemplo 
 
CONTEÚDO: 
 
 
CONTEXTO: 
 
 
COMPARAÇÃO: 
 
 
CONSULTA: 
 
 
CONCLUSÃO: 
 
 
RESUMA O PARÁGRAFO E SUAS DIVISÕES PROVISORIAMENTE 
 
 Depois de ter passado seu texto pelo crivo das regras de 
interpretação e entendido cada palavra e expressão, você deve 
sintetizar o parágrafo e suas divisões. Leia-o mais uma vez e resuma-o 
em sua idéia básica. Para isto, além de usar suas observações 
anteriores, você deve fazer duas perguntas ao texto: 
 
1. “Sobre o que o autor está falando?” O objetivo aqui é 
descobrir o assunto principal do parágrafo. Na verdade, já foi 
dado um título para cada parágrafo quando se estudava o livro, 
mas neste ponto deve-se refazê-lo à luz das informações 
estudadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2. “O que o autor diz sobre o assunto de que está falando?” 
Esta parte é o restante da idéia, o complemento do assunto 
(título). 
 Toda idéia completa tem duas partes: (1) o assunto, e (2) 
complemento(o que se fala sobre o assunto). Todo parágrafo tem um 
assunto e um complemento que formam a idéia principal dele. É nosso 
trabalho descobrir qual é. 
 Este processo deve ser feito também com as divisões do 
parágrafo. Use como ponto de partida os títulos que deu para cada 
divisão. 
 Este é seu esboço sintético do parágrafo. 
 
 
VALIDE SEU RESUMO DO PARÁGRAFO E DAS DIVISÕES 
 
 Depois de ter observado o texto, entendido todas as palavras e 
expressões e resumido o parágrafo, é preciso validá-lo. A questão aqui 
é ler atenciosamente o parágrafo com seu resumo ao lado para ter 
certeza que, de uma forma ou de outra, todos os versículos contribuem 
com o resumo que você fez. É preciso verificar se nenhum versículo é 
contrário a sua declaração, ou seja, verificar se o resumo se harmoniza 
com todos os versículos. Além disto, para validar seu resumo, é preciso 
verificar se ele também abrange corretamente o 
 
 
parágrafo todo. A pergunta a responder aqui é: “O resumo concorda 
com e abrange todos os versículos do parágrafo?” 
 Se você não consegue fazer o ajuste dos versículos com o 
resumo, isto demonstra que é preciso meditar mais sobre o parágrafo e 
depois escrever o resumo novamente. 
 Faça o mesmo processo com as divisões do parágrafo, no 
entanto cada divisão é validada dentro dos versículos da qual derivou. 
Sem, contudo, desconectar o resumo da divisão do parágrafo onde está 
inserida. 
 Esta validação deve ser escrita, portanto escreva como cada 
resumo se relaciona com os versículos de onde derivaram. 
 Também é necessário verificar se o resumo se harmoniza com o 
propósito do livro, se isto não acontece, há algo de errado. 
 
 
APLIQUE O PARÁGRAFO À SUA VIDA DIÁRIA 
 
 Aplicação é o processo de relacionar as verdades da Bíblia à 
nossa vida, visando a transformação. Precisamos atingir a nós mesmos 
com a Palavra de Deus (2Tm 3.16,17; Rm 12:2; Tg 1:22-25; Mt 7:24-
29). Para isto, siga os passos abaixo: 
 
1. Transporte o ensino da época para agora 
 Usando as regras de interpretação, transporte o ensino que o 
autor deu aos leitores para a sua realidade. Isto quer dizer que é 
necessário fazer uma ponte do então para o agora. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
Algumas vezes, o ensino dado aos leitores originais é transportado 
diretamente para nós hoje, especialmente ordens que são dadas para 
as igrejas repetidas vezes e em cartas diferentes. Tal ensino é 
transportado diretamente para nós porque, em tal texto, compartilhamos 
das situações de vida semelhantes às situações do século I e da 
mesma dispensação que eles. 
 No entanto, é necessário cuidar para saber se o ensino é 
temporal e/ou cultural. Muitas vezes isto é resolvido quando se observa 
a razão porque tal ensino foi dado. 
 Em suma, deve-se responder a pergunta: “Qual é o ensino 
eterno deste texto?” Ensino eterno é aquele que permanece por todas 
as eras. 
 Assim, transporte o ensino da época para hoje. Isto pode ser 
feito a partir do esboço sintético. 
 
2. Não use substitutos para aplicação 
2.1 Interpretação  Encontramos o ensino e dizemos: – “O 
texto manda fazer isto”. 
2.2 Obediência superficial  Sondamos áreas de nossa vida 
diante de uma determinada aplicação e deixamos de lado 
justamente as áreas que estamos em falta. 
2.3 Aplicar onde já aplicou. 
2.4 Racionalizar - No momento em que a verdade começa a 
incomodar, procura-se desculpas para se defender. 
Arrumam-se argumentos para justificar ou dar outro nome 
ao pecado. Encontram-se argumentos para não chegar 
na raiz do problema ou para tratar a parte mais fácil do 
pecado. 
2.5 Emocionar-se, mas não fazer.  Aquela experiência típica 
de domingo (ou fim de acampamento/retiro) quando são 
feitos compromissos, derramam-se lágrimas etc, mas em 
poucos dias tudo é esquecido e não se produz nenhuma 
verdadeira transformação. 
 
 
3. Dê passos específicos para aplicação a Palavra 
3.1 Conheça bem o texto. Já sabemos o que ele ensina. 
3.2 Conheça a si mesmo  Como eu estou em relação ao 
ensino? (Sl 139:23-24) 
 Faça as seguintes perguntas para ajudar no 
 autoconhecimento: 
3.2.1 Há algum exemplo que não estou seguindo? Ou 
alguma ordem que não estou obedecendo? 
3.2.2 Há algum pecado que devo abandonar? 
3.2.3 Há algum erro que devo evitar e não estou 
evitando? 
3.2.4 Há alguma promessa que devo me apropriar? 
3.2.5 Há algum novo pensamento acerca de Deus que 
eu não tenho em mente? 
3.2.6 O que este ensino fala sobre o meu 
relacionamento com Deus? E comigo mesmo? 
E com outros? (lar, igreja, emprego, escola, 
comunidade, incrédulos) E com Satanás? Há 
princípios aqui que direcionam estes 
relacionamentos? Quais? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
3.2.7 O que aconteceria se eu realmente seguisse o 
que o texto ensina? Eu veria certas pessoas e 
situações com olhos diferentes? Como? Faria 
qualquer coisa diferente? O que? 
3.2.8 Como tenho negligenciado a aplicação deste 
ensino? 
3.2.9 O está controlando meu coração para que eu 
cometa este pecado? 
Obs.: Nem todas as perguntas poderão ser respondidas 
em todos os textos estudados. 
3.3 Faça um Plano mensurável  Estabeleça coisas práticas 
que vai fazer. 
 
4. Verifique se sua aplicação está bem formulada 
Uma boa aplicação é… 
4.1 Pessoal  resista à tentação de usar pronomes no plural: 
nós, eles, nosso, nossa... Use apenas a primeira pessoa 
do singular: eu. 
4.2 Específica  Não seja superficial, “coloque o dedo na 
ferida”. Ou seja, vá direto ao problema. Não diga: “Deus 
quer que eu obedeça mais”. Isto é muito geral. Obedecer 
mais em que área? Qual área eu menos obedeço? 
Escreva a área e faça um plano para mudar. 
4.3 Mensurável  Que se possa medir. É preciso em algum 
momento verificar se algo foi mudado. 
 
5. Há pecados difíceis de lidar 
 Há pecados que nos atormentam. Tentamos deixá-lo, mas não 
conseguimos. Ficamos tristes e não sabemos o que fazer. 
 Alguns crentes sofrem por muito tempo. Outros se convencem 
de que não conseguem mudar e passam a “conviver bem” com o 
pecado de modo que a consciência já não incomoda tanto. 
 No entanto, Deus quer que apliquemos Sua Palavra, mesmo que 
a mudança seja difícil e demorada. Assim, a seguir, é proposto um 
método para lidar com estes pecados. 
 
6. Como lidar com pecados difíceis 
6.1 Identifique o(s) pecado(s). 
 Dê o nome ao pecado. Ex.: Impureza sexual; engano; ira 
etc. É ação? Intenção? Pensamento? 
6.2 Identifique o ídolo do coração  o que motiva o pecado? 
 Os pecados têm sua sede no coração (Mt 15:19-20, Lc 
6:45). Por isto faça a seguinte pergunta a si mesmo: Por que 
este pecado acontece? O que está no lugar de Deus dentro do 
meu coração motivando tal pecado? 
 Três ídolos do coração: (1Jo 2:16) 
6.2.1 Desejo de DESFRUTAR  Desejo de satisfazer as 
vontades do corpo. 
6.2.2 Desejo de TER  Desejo de possuir coisas. 
6.2.3 Desejo de SER  Desejo de aparecer, de mostrar 
tanto o que é quanto o que se faz ser. 
 Um pecado acontece quando deixamos uma 
destas áreas ser deus em nosso coração. E isto também 
é pecado. Assim, faça a pergunta: Por que este pecado 
acontece? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
6.3 Arrependa-se e confessa o(s) pecado(s). 
 Confesse a ação e o ídolo que você deixou dominar seu 
coração. Se não tiver arrependido, entre no seu quartoe ore até 
Deus lhe trazer ao arrependimento. 
 
Lembre-se, arrependimento é mudança de mente, mudança de 
opinião sobre o pecado. Não é mudança de ação. É a mudança 
de nossa disposição interior em relação ao pecado (Mt 3:8). E 
esta disposição deve levar à mudança. 
 
6.4 Identifique o que contribui para o pecado acontecer. 
 Lugares, Amigos, Palavras que você diz, etc. 
 
6.5 Identifique o que a bíblia fala sobre o assunto. Se 
possível tudo o que ela diz sobre o assunto. 
 Use uma concordância, pesquise em livros, pergunte para 
vários crentes se sabem de textos que falam sobre o assunto, 
etc. 
 
6.6 Faça um projeto para mudar. 
6.6.1 Acerte todas as pendências  Resolva da 
maneira que a bíblia diz tudo o que porventura 
tenha feito contra Deus e/ou contra pessoas. É 
necessário estar limpo diante de Deus e dos 
homens (1Jo 1:9; Hb 10:19-22; Mt 5:23-24; Rm 
12:18). Faça mesmo que suas emoções forem 
contrárias. 
6.6.2 Abandone/evite tudo o que contribui para o 
pecado (Mt 5:29-30) 
6.6.3 Escolha os versículos principais sobre o assunto 
e decore-os um por semana. Não deixe de lado 
o versículo da semana anterior quando tiver 
decorado. Acumule os versículos decorados a 
cada semana. (Rm 12:2; Cl 3:1-3, 16; Sl 119:11) 
6.6.4 Faça devocional sobre o assunto durante várias 
semanas. Pelo menos oito semanas ou até ter 
conseguido mudar. 
 Escreva num papel um ensino bíblico por semana e leva 
consigo para meditar durante o dia (Sl 119:97). Sem meditação 
durante o dia será mais difícil mudar. (Mt 26:41; Fp 4:8; Cl 3:1-3) 
6.6.5 Fique o dia em espírito de oração. Faça algo 
que o ajude a lembrar: Colocar o alarme do 
relógio, amarrar uma fita, etc. (Mt 26:41; Cl 4:2) 
Obs.1: Se pecar, não desista. Confesse o pecado a Deus e 
acerte novamente todas as pendências (reveja 6.6.1). Se não 
estiver com o coração arrependido vá orar, derramar seu 
coração diante de Deus mesmo que não queira. E só pare de 
orar quando estiver com o coração quebrantado (arrependido). 
É necessário manter o coração inclinado a Deus para ter êxito, 
conseguir mudar (Hb 3:12-13). 
Obs.2: Continue o processo até conseguir deixar o pecado. Seja 
perseverante (Hb 12:1; 2Pe 1:6) e fique atento para perceber a 
melhora. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
6.7 Ensinos adicionais sobre o processo. 
6.7.1 Todos que são salvos podem deixar qualquer 
tipo de pecado. Alguns são mais difíceis e 
exigem uma grande luta (Hb 12:4), mas não é 
impossível (1Co 10:13; 2Pe 1:3). 
6.7.2 É necessário ter alguém para prestar contas, 
pois além de ser um sistema que Deus 
estabeleceu (Hb 10:25), ajuda a não sermos 
indisciplinados. 
6.7.3 Mesmo depois de ter conseguido mudar, não se 
deve “relaxar”, pois há possibilidade de se cair 
novamente (1Co 10:12). 
 
 
TIPOS DE ESTUDO QUE VOCÊ PODE FAZER 
 
1. Orientação para os tipos de estudo 
 O estudo de um parágrafo, de certa maneira é básico para todos 
os outros tipos de estudo de Bíblia. Assim, todos os versículos 
estudados usando o método tópico, teológico, histórico, ou biográfico, 
deveriam ser estudados dentro de seus determinados parágrafos para 
que haja maior precisão no resultado, e assim unir cada parte do estudo 
para chegar ao objetivo final. 
 
 
2. Estudo de livro 
 O propósito de estudar um livro é entender seus vários temas e 
como eles se integram à linha de pensamento como um todo. 
Geralmente isto é feito realizando uma síntese inicial do livro onde os 
temas principais e secundários são observados e passagens difíceis 
são trazidas à tona. Junto com isto está a necessidade de colocar o 
livro em seu contexto histórico numa tentativa inicial de entender por 
que, por quem, e sob quais circunstâncias foi escrito. As primeiras 
leituras são iniciais, preparatórias, uma visão geral em 
 
essência. Ninguém estará numa situação boa para entender o livro 
antes de o ter lido inteiro algumas vezes. Em outras palavras, as 
primeiras leituras iniciais de um livro são cruciais para adquirir uma 
perspectiva apropriada do conteúdo. Depois que esta fase preliminar 
for terminada, o leitor deverá levar ao fim uma análise mais detalhada 
das várias partes (i.e., palavras, frases, cláusulas, orações, e a unidade 
básica do parágrafo). Depois que este segundo passo for completado, o 
leitor deverá fazer uma síntese do livro para entender melhor o 
significado das várias declarações ao longo do livro e como elas se 
relacionam com o todo. Isto inclui fazer uma declaração do significado 
de cada parágrafo e demonstrar como as declarações se relacionam 
com o livro inteiro. No fim deve-se perguntar como o significado deste 
livro contribui para o cânon como um todo e que diferença deve fazer 
em minha vida e na vida da igreja. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
 
3. Estudo tópico 
 No método tópico você escolhe um assunto (o tópico) e estuda o 
que a Bíblia, um livro ou um autor diz sobre este tópico. O seu objetivo 
é resumir tudo o que se diz sobre este assunto. 
 Veja uma pequena lista de tópicos: 
 Conceitos: amor, pecado, alegria, paz, ira 
 Doutrinas: salvação, santificação, eleição, justificação 
 Teologia: Deus—Pai, filho, Espírito Santo, igreja, Bíblia 
 Biografias: a vida de Cristo, de Paulo, de Barnabé, de Davi, de 
Salomão etc. 
 E outros: sermões, a língua, autoridade, orações, hospitalidade, 
mordomia, mutualidade, vida familiar, honestidade, amizade, trabalho, 
preguiça, etc. . . 
 Veja uma grande lista no apêndice da Bíblia Vida Nova. 
 É importante lembrar que o estudo de parágrafo aprendido até 
agora é a base para todos os outros tipos de estudo. 
3.1 Escolha um tópico 
 De preferência a um assunto que lhe interesse, ou que 
pode lhe ajudar numa área fraca de sua vida. Sugiro que, na 
sua leitura diária, vá anotando possíveis tópicos, temas ou 
palavras que gostaria de estudar. Mantenha uma lista e 
periodicamente estude um deles. 
3.2 Junte todas as informações 
Use uma concordância. Se o seu assunto for grande 
demais (como o “amor de Jesus”), talvez queira escolher apenas 
algumas referências de cada livro. Ou se a Bíblia tem pouca 
informação sobre o seu tópico (por ex..: Unidade), procure 
também idéias e conceitos semelhantes (ex.: mútuo, comum, 
um, mesmo, etc.). Junte toda a informação que puder antes de 
analisá-la. 
3.3 Organize suas informações 
 Leia cada versículo ou trecho sobre o seu tópico e os 
separe em grupos diferentes de acordo com as idéias que 
apresentam. Organize o material de tal forma que será mais fácil 
de entender e comunicar para os outros. 
3.4 Escolha a passagem principal 
 Se alguém lhe perguntasse qual é a passagem principal 
na Bíblia sobre o amor, provavelmente diria que é 1Co 13. 
Raramente você vai achar uma passagem que resuma tudo 
sobre o tópico, mas em cada estudo tópico você deve escolher 
uma ou duas passagens que melhor reflitam o ensinamento 
bíblico sobre o assunto. 
3.5 Faça uma lista de princípios 
 Faça uma lista de todos os princípios que você achou até 
este ponto no estudo tópico. Uma maneira de fazer isto é 
responder a pergunta: “O que o tópico está ensinando que seria 
útil para a vida cristã ou para a Igreja em geral?”. Não se 
esqueça que deve ser o princípio eterno do texto. 
3.6 Compare o princípio com a Bíblia toda 
 Depois de fazer a lista de versículos, você deve confirma-
los com o restante da Bíblia (contexto e outros livros da Bíblia 
que tratam de assuntos semelhantes). Se houver alguma 
divergência, reavalie o princípio. Ou talvez outraspassagens 
vão modificar ou acrescentar algo ao seu estudo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3.7 Consulte outros livros 
O que dizem os comentários, dicionários bíblicos, etc., 
sobre o tópico? Muitas vezes eles terão idéias que você nem 
pensou ainda, outras vezes terão idéias que você já tinha 
notado. O que é novo e bom, anote! 
3.8 Escreva sua conclusão 
 Escreva uma ou duas sentenças resumindo os princípios 
sobre o tópico. 
3.9 Escreva várias aplicações 
 
Não esqueça que a aplicação é o alvo do estudo bíblico. 
Durante seu estudo, você deve ficar atento para ver possíveis 
aplicações. Anote-as. 
Pegue a lista dos princípios que você fez na 
interpretação e escreva pelo menos uma aplicação para cada 
princípio. Use o método aprendido no parágrafo. 
3.10 Escolha uma aplicação para pôr em prática hoje 
 Escolha uma das aplicações da sua lista. Siga os passos 
para aplicação indicados acima. 
 
4. Estudo biográfico 
 O estudo biográfico só foi incluído aqui porque há algumas 
diferenças do método tópico. No entanto, aqueles passos devem ser 
seguidos também para este estudo. 
 O propósito dele é reunir um perfil do personagem Bíblico em 
questão com o objetivo de identificar o que nós podemos aprender dele 
para nos ajudar em nossas vidas hoje. Como o relacionamento dele 
com Deus pode, positiva ou negativamente, nos ajudar em nosso 
relacionamento com Deus? 
4.1 Escolha o Personagem 
 Escolha alguém que você gostaria de estudar, mas tenha 
cuidado! Não confunda os personagens bíblicos. Por exemplo, 
Pedro também é chamado de Simão, Simeão, Cefas. Há várias 
pessoas na Bíblia cujos nomes são iguais (há 15 Jônatas, 8 
Judas, 7 Marias, 5 Tiagos, e 6 Joãos). Cuidado !!! 
4.2 Faça as seguintes perguntas 
4.2.1 Quem era? 
4.2.2 Quem eram os pais e sua família? Como eram? 
Quais eram as características de sua família? 
Como se relacionavam? 
4.2.3 Qual era a educação e as circunstâncias da vida 
dele? 
4.2.4 Por que ele fez tais e tais coisas? 
4.2.5 Ele sempre creu em Deus? Onde, por que, e 
como? 
4.2.6 Como o que ele fez se relaciona com o que ele 
acredita sobre Deus? Isto de fato nos ensina que 
ele realmente crê em Deus? 
4.2.7 Quais eram as qualidades positivas e negativas 
dele? 
4.2.8 Que tipo de erros cometeu? Estes erros fizeram 
ele aprender? 
4.2.9 O que ou quem foi de grande influência na vida 
dele? 
4.2.10 Quem e como foram seu cônjuge e filhos? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4.2.11 Como eles são vistos por outros escritores 
Bíblicos (por exemplo, Abraão por Lucas em 
Atos)? 
4.2.12 De que forma ele cresceu como pessoa ou não 
há nenhuma evidência sobre isto? Houve um 
ponto decisivo em sua vida? 
4.2.13 Como ele lidou com decepção? Sucesso? ETC. 
4.3 Faça um Gráfico Cronológico da Vida do Personagem. 
 Um gráfico cronológico é simplesmente uma linha reta 
que mostra todos os eventos principais da vida de alguém, junto 
com as datas destes eventos e os principais textos bíblicos que 
falam sobre estes eventos. Um manual bíblico, dicionário bíblico, 
ou atlas podem ajudar muito nesta área. Veja um exemplo de 
um gráfico cronológico: 
 
 GRÁFICO CRONOLÓGICO - DAVI 
 
 
 
4.4 Escolha a passagem principal 
 Procure a passagem que melhor resume a vida do 
personagem escolhido. Esta passagem também deve ter algo 
de significante da vida desta personagem para podermos aplicar 
em nossa vida. 
 
Ou podemos aplicar os ensinos que alistamos. Mas sempre 
usando o método ensinado para transportar o ensino da época 
para os nossos dias. 
 
4.5 Faça aplicações 
 
 
19 
 
 
BIBLIOGRAFIA 
 
BRAGA, J. – “Como Estudar A Bíblia”. São Paulo, Vida. 
FEE, Gordon D. & STUART, Douglas – “Entendes o que lês?” São 
Paulo, Vida Nova. 
HENDRICKS, H. G. & HENDRICKS W. D. – “Vivendo Na Palavra”. São 
Paulo, Editora Batista Regular. 
HENRICHSEN, W. – “Princípios de Interpretação Bíblica”. São Paulo, 
Mundo Cristão. 
_______________ – “Métodos de Estudo Bíblico”. São Paulo, Mundo 
Cristão. 
HERRICK, GREG  “How To Study The Bible: For Beginners”. Stage 
One & Two. www.bible.org, Janeiro 2003. 
VIRKLER, Henry A. – “Hermenêutica: Princípios E Processos De 
Interpretação Bíblica”. São Paulo, Vida. 
________________ – “Hermenêutica Avançada” São Paulo, Vida. 
ZUCK, R. B. – “A Interpretação Bíblica”. São Paulo, Vida Nova. 
“How To Do Inductive Bible Study” www.path-light.com, Janeiro 2003.

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