Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
PROBLEMAS FREQUENTES NO ESTUDO DA BÍBLIA 
1.Tirar o texto de seu contexto e utilizá-lo como fundamento para uma prática 
ou ideia; 
2.Estudar a Bíblia apenas intelectualmente, como se estivesse dissecando um 
sapo morto em um laboratório. 
3.Estudar a Bíblia de modo aleatório. 
 
A IMPORTÂNCIA DE UM MÉTODO DE ESTUDOS 
Por que utilizar um método de estudos? 
• Para saber por onde começar e quando terminar; 
• Para não se sentir frustrado depois de muito trabalho; 
• Para ter um processo pessoal, sistemático e produtivo. 
“O estudo bíblico efetivo requer um método. Não se ensina uma criança nadar, jogando-a na parte 
funda de uma piscina e dizendo: ‘Tudo bem, agora nade.” H. Hendricks e W. Hendricks 
 
O QUE É UMA METODOLOGIA? 
“Conjunto dos meios dispostos convenientemente para alcançar um fim; ordem ou sistema 
que se segue no estudo ou no ensino de qualquer disciplina; maneira sistemática de dispor 
as matérias de um livro; maneira de fazer as coisas; modo de 
proceder.” (Dicionário Michaelis) 
“Uma estratégia, um plano de ataque, que produzirá resultados máximos para seu 
investimento de tempo e esforço”. (Vivendo na Palavra, p. 27) 
OS DIVERSOS MÉTODOS DE ESTUDO BÍBLICO 
 
Analítico 
É o exame cuidadoso de um capítulo, trecho ou versículo bíblico. É o estudo do objeto em 
seus pormenores, tendo o cuidado de notar até os mais diminutos aspectos. As partes da 
passagem são estudadas como por um microscópio. É como entrar numa biblioteca e focali- 
zar um livro na estante. 
Exemplo: "A Grande Comissão" (Mt 28.19-20); a salvação em Ef 1; o significado de ósculo 
santo (Rm 16.16). 
 
Sintético 
É o exame amplo, global de um livro da Bíblia. É a abordagem de cada livro bíblico como 
uma unidade, visando entender seu sentido como um todo. Este estudo não se preocupa 
com os pormenores, mas com o escopo global do livro, como que por um telescópio. É como 
entrar numa biblioteca e focalizar uma estante inteira. Usa gráficos, tabelas, quadros etc. 
Exemplo: Efésios: minha nova vida em Cristo; Gálatas: justificados pela fé vivendo no poder 
do Espírito; pregações panorâmicas sobre livros inteiros. 
 
Tópico ou Temático 
É a investigação sobre um tópico ou tema escolhido, em toda a Bíblia ou numa porção dela. 
Nesse método um tópico é "caçado" através da Bíblia. Este estudo exige o uso de uma 
3 
 
concordância bíblica para a coleta de informações. 
Exemplos: o "amor" no Evangelho de João; as orações de Jesus; os dons espirituais; uma 
doutrina bíblica. 
 
Biográfico 
É o estudo que remonta a vida ou parte da vida de pessoas ou personagens bíblicos. A este 
estudo pode associar-se elementos cronológicos, geográficos ou históricos. O estudo pode 
enfatizar exemplos positivos e negativos, virtudes, feitos, relacionamento com Deus, etc. 
Exemplos: A vida de Moisés: 40 anos no Egito, 40 anos em Midiã e 40 anos no deserto; 
Daniel; Paulo; Pedro etc. 
 
Cronológico 
É o estudo que remonta e traça uma linha de tempo, organizando fatos históricos 
relacionados a pessoas, reinos, eventos, acontecimentos etc. Este estudo pode servir como 
pano de fundo histórico para outros estudos. Exemplo: os anos do ministério de Jesus; as 
dispensações; o reinado de Davi. 
 
Geográfico 
É o estudo que procura relacionar aspectos geográficos para ilustrar movimentação de 
personagens ou fatos históricos. Este exame inclui lugares, cidades, montes, rios etc. 
Exemplo: Elias nos montes Carmelo e Horebe (1Rs 18-19); viagens missionárias de 
Paulo; cidades refúgios etc. 
 
Histórico 
É o estudo que se preocupa com a história bíblica. Pode envolver aspectos cronológi- 
cos, geográficos ou biográficos. 
Exemplo: O povo de Israel no deserto; o retorno do exílio; a criação; queda do homem; 
narrativas de Atos, etc. 
 
Doutrinário 
É o estudo de uma doutrina ou conceito teológico, que pode abranger toda Bíblia, ou algum 
livro, autor ou gênero literário bíblico. A abordagem deste estudo pode seguir um pa- 
drão sintético, analítico ou tópico, podendo ser apoiado por livros de teologias sistemáticas. 
Exemplo: justificação, fé, arrependimento, graça, salvação, inferno, etc. 
 
Etimológico 
É o estudo minucioso do significado e ocorrência de termos, palavras e expressões bíblicas. 
A eficácia deste estudo necessita a consulta nos idiomas originais bíblicos, através de 
léxicos, comentários exegéticos, concordâncias nas línguas bíblicas ou texto bíblico original. 
Exemplo: o selo do Espírito em Ef 1.14; palavra "misericórdia" no Antigo Testamento; termo 
"alma" na Bíblia. 
 
MÉTODO DE ESTUDO EXEGÉTICO 
Em nosso estudo bíblico faremos uma mescla de alguns métodos apresentados - partindo 
do Geral para o Específico. Buscaremos uma abordagem exegética, não eisegética. Uma 
abordagem eisegética tenta explicar um texto com base em pressupostos. O estudo exegético 
4 
 
visa chegar a conclusões extraídas do próprio texto em seu contexto, tomando cuidado com 
os pressupostos, embora não seja possível anulá-los por completo. O objetivo é que o texto 
conduza à conclusão; e não, a conclusão ao texto. 
 
O vocábulo “exegese” significa “exposição, explicação”. O sentido de exegese é extrair, 
conduzir para fora como um comentário crítico que analisa o texto no contexto original. A 
eisegese é o inverso. A preposição grega eis, “para dentro”, indica movi- 
mento de “fora para dentro”. 
Basicamente, o método pode ser resumido em 4 passos: 
A. Oração – Deve iniciar, permear e concluir todo o estudo. 
 
B. Observação - exame cuidadoso e completo do texto. Quanto mais nos saturarmos do 
texto melhor será o estudo. 
 
 
C. Interpretação – é o discernimento do significado do texto, baseado nas observações 
já feitas. Exige a busca pelo significado e compreensão do sentido escrito e transmitido pelo 
autor bíblico aos seus ouvintes contemporâneos. 
 
D. Aplicação – é a significância do texto. Deve ser tomada como o alvo de todo estudo 
bíblico, pois se refere à prática do que foi estudado. A ausência da aplicação revela uma 
tarefa incompleta. 
 
EXEGESE 
EISEGESE 
5 
 
OBSERVAÇÃO – O QUE VEJO? 
• Estudo Macro 
Como foi dito, partiremos do geral para o específico. 
Isso significa que olharemos para o todo de um 
livro, depois para suas divisões, depois para um 
de seus parágrafos, então para um versículo desse 
parágrafo e, por fim, uma de palavra desse 
versículo. 
Para o nosso estudo em sala de aula utilizaremos como exemplo o livro de 2 João. 
◦ Leitura Panorâmica do Livro 
▪ Faça algumas leituras rápidas do livro inteiro. 
▪ Procure não se deter em detalhes agora. 
▪ Foque em buscar um tema central do livro. 
▪ Preencha os 'Dados Introdutórios' abaixo à medida que for possível. 
◦ Dados Introdutórios 
▪ Autor – quem escreveu? 
▪ Data – quando foi escrito? 
▪ Destinatários – quem recebeu? Qual o tipo de relacionamento entre o autor e os leitores 
primários? 
▪ Pano de Fundo – qual o contexto? O que motivou o autor a escrever a carta? 
▪ Temas Principais – Quais assuntos predominam a carta? Quais são as palavras-chave? 
▪ Interesses do Autor – Quais os objetivos do autor ao escrever a carta? 
Quem? Para quem? O quê? Onde? Como? Quando? Quanto? Por quê? Para quê? 
Quem ? 
Quem são as pessoas ? 
O que sabemos sobre elas de antemão ? 
O que elas dizem ? 
O que dizem delas ? 
Escreveu ? (autor) 
Para quem escreveu ? (público) 
O que ... ? 
O que está acontecendo? 
Um milagre? De que tipo? 
Uma História? Você consegue descrevê-la? 
Uma ordem? 
O que cada personagem está falando, fazendo? 
O que acontece antes do evento? e depois? [tente entender a relação entre o que vem antes 
e o que vem depois]. 
Que eventos acontecem? 
Qual a ordem dos eventos ? 
6 
 
Onde... ? (use um mapa) Onde as coisas 
aconteceram? 
De onde vinham as pessoas? 
Para onde iam? Poronde passaram? 
Onde estava o autor? 
Onde estava o público alvo? 
A maioria das Bíblias tem um mapa no final, o que já é um bom começo. Geografia bíblica 
é assunto normalmente ignorado. 
Quando... ? 
Quando as coisas aconteceram? 
Cedo? A tarde? De madrugada? 
Que dia? O que aconteceu na véspera? 
Em que período? (contexto) 
Em que época da vida dos personagens? Quando foi escrito o livro? 
Como...? 
Como as coisas aconteceram? 
Rapidamente? 
Vagarosamente? 
Por meio de um milagre? Por mãos humanas? 
Por que...? 
Por que as coisas aconteceram? 
Por que foi incluído? (veja Jo 20.30,31; 1Jo 2.26, 5.13) Por que antes disso 
/ depois daquilo ? Por que alguém disse algo? Se calou? 
Para que? 
Houve um propósito? Um objetivo? 
◦ Estrutura Gramatical 
 
▪ Verbos – Observe com calma. Avalie o tempo verbal, voz (passiva ou ativa), pessoa e 
número. 
 
▪ Substantivos – Observe o quanto ao número e o gênero. 
 
▪ Modificadores – São os advérbios; adjetivos; e adjuntos nominais e verbais (veja o anexo 5, 
sobre advérbios). 
 
▪ Conectivos – Conjunções e preposições (ver anexo 2). 
◦ Estrutura Literária 
7 
 
◦ Esboço Mecânico 
Exemplo – Estudo Micro da Observação em 2João 
Para essa parte do estudo focaremos no parágrafo v.9-11. Vamos estudar todo o 
parágrafo e os termos “prevarica” (v.9) e “doutrina” (v.9). 
◦ Leitura cuidadosa do parágrafo 
◦ Gênero Literário do Parágrafo – Exposição, um argumento lógico minucioso. Típico 
das 
epístolas apostólicas. 
◦ Perguntas Observadoras 
Quem está falando? - o presbítero (v.1). 
O que sabemos delas? - conhecia seus ouvintes e se importava muito com eles (v.1). 
Para quem? - Uma senhora e seus filhos (v.1). 
O que dizem delas? - São crentes e estão nos caminhos da verdade (v.1,4). 
O que está acontecendo? - A influência de falsos mestres tem corrompido a muitos 
cristãos. 
O quê está falando? - O apóstolo ensina que os cristãos não deveriam cumprimentar ou 
receber em casa aqueles que “prevaricaram e não perseveraram” na dou- 
trina de Cristo. 
(Note que a explicação foi bem óbvia, pois não se deve 
 interpretar o texto agora, somente observá-lo.) 
Onde está acontecendo? - O texto não especifica. 
Como fazer o que está sendo dito? - Não receber em casa nem cumprimentar os 
falsos mestres. 
Quando fazer? - Sempre 
 
8 
 
Quanto? - (não cabe essa pergunta aqui) 
Por quê? - Porque quem hospeda ou cumprimenta os falsos mestres tem parte 
nas suas más obras (cf. v.11). 
Para quê? - O texto não diz explicitamente, mas o v.8 parece mostrar o objetivo central. 
◦ Estrutura Gramatical 
Verbos principais 
“prevarica” → Indica uma ação presente, atual. 
“persevera” → Indica uma ação presente, atual. 
“tem” → Indica uma ação presente, atual. 
“recebais” → Imperativo, indica ordem; está no plural; 
“saudeis” → Imperativo, indica ordem; está no plural; 
Substantivos principais 
“doutrina” → singular, pois se refere a uma doutrina (a de Cristo – v.9), e não de várias 
outras doutrinas. 
“obras” → plural, indicando variedade de ações. Modificadores 
“muitos” (v.7) → Pronome Indefinido – quantifica os “enganadores”. 
“inteiro” (v,8) → Adjetivo – qualifica o “galardão”. 
“más” (v.11) → Adjetivo – qualifica as obras dos falsos mestres. 
“todo” (v.9) → Adjetivo – qualifica “aquele”. Indicando que não há exceções. 
Conectivos – Conjunções e preposições 
“e” (v.9) – conj. aditiva, liga duas orações. 
“na” (v.9) – prep. “em” + “a” (artigo definido) – se refere a uma doutrina específica. 
“Se” (v.10) – conj. condicional – indica possibilidade. 
“porque” (v.11) – conj. explicativa – fornece uma explicação para o que foi dito antes. 
 
9 
 
◦ Estrutura Literária 
9 Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. 
EFEITO CAUSA 
Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. 
EFEITO CAUSA 
10 Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem 
tampouco o saudeis. 
CAUSA EFEITO 
11 Porque quem o saúda tem parte nas suas más obras. 
EXPLICAÇÃO 
◦ Esboço Mecânico 
 aquele que 
todo 
prevarica, 
e na doutrina de Cristo, 
não persevera não tem a Deus. 
Quem 
 persevera na doutrina de Cristo, 
 tem tanto ao Pai como ao Filho. 
esse 
Se alguém vem ter convosco, 
 e não traz esta doutrina, 
 não o recebais 
em casa, 
 nem o saudeis. 
tampouco 
 Porque quem o saúda tem parte nas suas más obras. 
 
10 
 
EXERCÍCIO – Construa um esboço mecânico para o texto abaixo; 
“Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, 
para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” 
(1Pe 2.9). 
 
EXERCÍCIO - Utilizando flechas, círculos, linhas, marcadores etc. identifique os 
instrumentos da estrutura literária de Fp 2.1-11 
1 Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se algu- 
ma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, 
2 Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, 
sentindo uma mesma coisa. 
3 Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros 
superiores a si mesmo. 
4 Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos 
outros. 
5 De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, 
6 Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, 
7 Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; 
8 E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até 
à morte, e morte de cruz. 
9 Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o 
nome; 10 Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, 
e debaixo da terra, 
11 E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai. 
 
INTERPRETAÇÃO – O QUESIGNIFICA? 
Neste passo buscaremos determinar de modo objetivo qual o significado do texto para os seus 
primeiros leitores. Uma pergunta que nos auxilia muito nesse ponto é: “O que o autor queria 
que os seus leitores primários entendessem e/ou fizessem?”. 
 
 • A Necessidade da Interpretação 
 
A interpretação é necessária devido à existência 
de algumas barreiras: 
 
• Barreira Linguística 
• Barreira Cultural 
• Barreira Histórica 
• Barreira Geográfica 
• Barreira Literária 
 
11 
 
 
Algumas armadilhas durante o processo de interpretação: 
• Má leitura do texto bíblico 
• Distorção equivocada do texto 
• Manipulação proposital do texto 
• Contradição do texto 
• Subjetivismo/Relativismo 
• Neo-ortodoxismo 
• Desconhecimento da característica literária de uma passagem 
 
NORMALMENTE 
Costuma-se dizer “literalmente”, porém, é necessário lembrar que há figuras de linguagem no 
texto. Isso precisa ser considerado. Uma leitura normal é que a leva em conta o gênero literário, 
estilo do autor, figuras de linguagem, contexto, etc. 
 
▪ A Bíblia deve ser interpretada gramaticalmente 
Ela foi escrita em idiomas que seguiram estruturas gramaticais coerentes aos termos, palavras, 
objetos e complementos. ▪ A Bíblia deve ser interpretada sintaticamente 
Ela segue a estrutura da lógica do autor, mediante a qual as ideias principais e subordinadas 
se relacionam pelos termos e orações. 
 
▪ A Bíblia deve ser interpretada historicamente 
A interpretação honesta respeita todo um conjunto de pano de fundo, situação política, 
ambiente social e contexto religioso da época. 
 
▪ A Bíblia deve ser interpretada contextualmente “Texto fora de contexto vira pretexto.” 
Versículo – Parágrafo – Capítulo – Divisão Maior – Livro(propósito) – Toda Bíblia. 
 
▪ A Bíblia deve ser interpretada progressivamente 
O AT aponta para NT; O NT ilumina o AT. Jesus Cristo é a revelação máxima. O Judaísmo 
aponta para o Cristianismo. Hb 1.1-3; Gl 3.23. 
 
▪ A Bíblia deve ser interpretada Literariamente 
A Bíblia deve ser entendida como uma literatura divinamente inspirada, na qual cada texto 
deve estar amarrado à natureza literária a que pertence. 
 
▪ A Bíblia deve ser interpretada Teocentricamente/Cristocêntricamente Toda 
interpretação deve ser entendida na perspectiva que Deus está no centro da aplicação de 
toda mensagem. • Cuidado com tipologia em cima de Jesus. 
▪ Cada texto tem UM ÚNICO significado/sentido Cuidado com o 
subjetivismo ou o relativismo. 
◦ Mensagem do Livro 
Busque resumir a mensagem do livro inteiro em uma oração. 
 
12 
 
 
Alguns exemplos de mensagens de livros bíblicos: 
1João 
Os verdadeiros filhos de Deus são revelados por uma vida semelhante a de Cristo 
2João 
 A cooperação ministerial depende da comunhão da fé segundo a Verdade. 
Efésios 
Privilégios espirituais no Cristo exaltado devem levar o corpo ao crescimento em união, à santificação 
na vida diária e ao triunfo no conflito espiritual. 
Gálatas 
O cristão é justificado e santificado pela fé em Cristo, no poder do Espírito Santo, sem as obras da lei. 
 
ELABORANDO UMA PROPOSIÇÃO: 
1. Busque o _______________ principal do livro - (SUJEITO) 
2. Defina _______________ sobre o assunto principal do livro - (PREDICADO) 
3. Procure formar uma frase com _________ + _________ + _________ = Proposição. 
 
OBS.: Evite utilizar verbos de ligação (“ser”/”estar”) como verbo principal da proposição. 
Prefira verbos como almeja, conduz, promove, resulta, aponta, impede, delimita, auxilia, 
motiva, 
encoraja, desfruta, realiza, compartilha, lembra, ajuda, etc. 
Exercício - Construa proposições para os trechos abaixo: 
 
Sl 23.1 
 
Jo 3.16 
 
Mt 6.25-33 
 
 
◦ Propósito do Livro 
 
13 
 
Resuma o propósito do livro inteiro em uma sentença. Isso será muito importante para a 
interpretação de qualquer parágrafo do livro, pois tudo deverá estar re- 
lacionado com o propósito do autor. 
Exemplos: 
1João 
Capacitar os crentes a discernir os verdadeiros filhos de Deus, fortalecendo-lhes a fé e 
motivando-os à santificação e perseverança na verdade. 
2João 
Fortalecer a fé dos cristãos ao instruí-los sobre a hospitalidade e relacionamento sadios. 
Efésios 
Encorajar o desfrute da posição privilegiada da Igreja em Cristo e sua aplicação na 
vida cotidiana para Cristo no mundo. 
Gálatas 
Convencer os crentes sobre a autoridade apostólica de Paulo e a verdadeira relação 
entre a lei, o evangelho e a liberdade em Cristo, conduzindo-lhes à verdadeira vida 
pela graça e pela fé. 
◦ Esboço Sintético 
Nível Básico: Dar um título para cada divisão do texto. 
Nível avançado: Dê um título para cada parágrafo e depois faça uma proposição para cada 
um deles. Esse ponto é importante pois auxilia o estudante a ter uma visão mais ampla do 
desenvolvimento da mensagem e de como os parágrafos se rela- 
cionam. 
Exemplo em 2 João: 
 
14 
 
ESBOÇO SINTÉTICO – 2 João 
1. SAUDAÇÃO (1-3) 
A saudação apostólica visa se identificar com os leitores como participantes eternos da 
Verdade cristã. 
2. ORIENTAÇÃO (4-11) 
2.1 Exortação à Perseverança na Verdade (4-8) 
A presença de falsos mestres na comunidade cristã promoveu a necessidade de uma 
exortação à perseverança na fé pura e à rejeição dos anticristos, atitude que possibilita o 
progresso do discipulado outrora iniciado. 
2.2 Exortação contra a Comunhão com Enganadores (9-11) 
A cooperação com falsos mestres demonstra a unidade de pensamento entre as duas 
partes, o que exclui a possibilidade da prática da hospitalidade e envolvimento fraternal com 
eles. 
3. DESPEDIDA (12-13) 
O término da breve carta sugere um ambiente de urgência para uma solução. 
 
 
OBS.: Note que há um verbo principal que separa o “sujeito” do “predicado”. 
• Estudo Micro 
◦ Hermenêutica Especial 
O nível micro exigirá a aplicação dos princípios de interpretação segundo a Hermenêutica 
Especial. Uma vez que a hermenêutica geral trata de princípios gerais universais, a especial 
trata de princípios específicos relacionados ao gênero literário a que pertence o texto ou 
passagem bíblica. Ver quadro "Gêneros Literários da Bíblia" (Anexo 1). 
Após identificar o gênero literário, o estudante deve cuidar para tratar distintamente cada 
gênero. Por exemplo, parábolas não devem receber o mesmo tratamento concedido às 
epístolas; apesar, de toda Bíblia ser a Palavra de Deus, o próprio Deus permitiu que os 
escritores bíblicos livremente utilizassem gêneros literário diferentes ao escreverem seus 
livros e epístolas - elemento que evidencia ainda mais a riqueza 
da unidade bíblica. 
Algumas orientações: 
• As narrativas não devem ser vistas como normativas, sim como descritivas; 
• As parábolas estão sempre relacionadas a um princípio ou ensino; 
 
15 
 
• As profecias devem ser entendidas à luz do plano histórico revelado nas Escrituras; 
• As epístolas são normativas e suas aplicações devem cuidar das questões culturais da 
época; 
• As poesias refletem ideias e pensamentos que devem ser interpretados como princípios; 
 Os provérbios devem ser vistos como princípios, não como mandamentos ou promessas; 
Os discursos devem ser vistos como normativos, no caso de Jesus. 
Para uma melhor compreensão e aplicação da Hermenêutica Especial o estudante deve 
consultar: 
"A Interpretação Bíblica", por Roy B. Zuck. Edições Vida Nova 
"Entendes o Que Lês", por Gordon Fee e Douglas Stuart . Edições Vida Nova 
◦ Figuras de Linguagem 
Na Bíblia encontra-se muitas figuras de linguagem, principalmente nos livros poéticos e 
proféticos. O Novo Testamento também vemos a presença da linguagem figurada nas 
palavras de Jesus, nos escritos do apóstolo Paulo e no Apocalipse, em especial. 
 
 
16 
 
 FIGURADO OU LITERAL? 
Sempre usar o sentido literal, a menos que: 
• A passagem indique que se deve usar o sentido figurado, por meio de figura de 
linguagem; 
• O sentido literal indicar algo absurdo, ilógico, impossível ou imoral; 
• O sentido literal contrariar o contexto imediato ou maior da passagem; 
• O sentido literal contrariar o propósito e a mensagem do autor; 
• O sentido literal contrariar outras partes da Bíblia ou ensino doutrinários. 
EXERCÍCIO - Identifique nas seguintes passagens as figuras de linguagem presente, 
explicado seu sentido dentro da própria passagem 
 
◦ Estudo de Vocábulos 
Texto 
Figura 
( palavra no texto ) 
Categoria Sentido no Texto 
Sl 17.6 
Mt 5.14 
Is 55.12 
Dt 1.28 
Rm 11.34 
1 Pe 1.24 
Gn 18.14 
Sl 84.11 
Sl 98.8 
Lc 8.4-15 
Pv 15.3 
 
17 
 
Este nível de estudo também requer a análise de detalhes. Palavras ou expressões 
específicas, quando estudados minuciosamente, têm sua compreensão ampliada à luz do 
entendimento dos leitores contemporâneos ao autor bíblico. O nível de pesquisa do estudo 
de vocábulos pode variar de acordo com a profundidade desejada ou pela disponibilidade 
de fontes de pesquisa disponíveis. 
▪ Nível Básico 
• Verificar o significado de termos ou nomes próprios (pessoas, locais) 
em dicionários bíblicos e dicionários comuns; 
• Comparar uso da palavra estudada em diferentes versões de Bíblias 
(em português). 
• Concluir com um resumo de sua compreensão sobre o termo. 
 ▪ Nível Avançado 
• Verificar ocorrências do termo no livro, no autor e na Bíblia (concor- 
dância hebraica ou grega); 
• Verificar o significado original do termo (texto bíblico original, léxi- 
co, Dicionário Internacional de Teologia do AT ou NT., etc); 
• Consultar enciclopédias bíblicas; 
• Consultar crítica e cuidadosamente os comentários bíblicos; • Fazer uma 
conclusão sobre o termo analisado. 
Observação: 
Muitos destes recursos podem ser encontrados em softwares ou em recursos naInternet. 
Recomendo os softwares: TheWord e E-Sword, são gratuitos. 
Exemplo: 2Jo 9-11 – vocábulo escolhido: “prevarica” (ACF). 
1. Verificar ocorrências do termo no livro, no autor e na Bíblia (concordância he- 
braica ou grega); 
A palavra aparece 4 vezes no NT: 
Mt 15.2,3 (2x) → o conceito está ligado a transgredir os mandamentos de Deus. 
At 1.25 → o termo é utilizado para se referir ao desvio de Judas Escariotes. 2 Jo 9 → A 
expressão é traduzida como ultrapassa (ARA), não fica com 
(NTLH), não permanece (NVI), passar além (VIVA). 
 
18 
 
2. Verificar o significado original do termo (texto bíblico original, léxico, 
Dicioná- 
rio Internacional de Teologia do AT ou NT., etc); 
Dic. Strong (TheWord) 
1) ir para o lado de 
2) passar a frente ou por sobre sem tocar em algo 
3) ultrapassar, negligenciar, violar, transgredir 
4) passar tanto a ponto de desviar-se de 
4a) partir, sair, ser dissuadido de 
5) alguém que abandona sua verdade 
Dicionário VINE 
Literalmente, “ir à parte, afastar-se”, por implicação, “ir além”. 
3. Consultar enciclopédias bíblicas 
4. Consultar crítica e cuidadosamente os comentários bíblicos 
Conclusão 
 Como João estava falando sobre os falsos mestres, que não permaneceram na doutrina 
de Cristo e passaram a ensinar outras doutrinas, negando a Cristo. Pode-se, afirmar 
que “prevaricar” é se desviar, se apartar. Os falsos profetas daquele tempo se 
afastaram da verdade do evangelho de Cristo. E por isso eles não eram de Deus. 
IMPORTANTE: 
• O estudo de vocábulo tem como objetivo lançar luz ao entendimento do estudante e 
ouvintes, uma vez que existe uma barreira linguística levantada pelos séculos que separaram 
o escritor 
bíblico e o leitor original dos leitores do século XXI. 
• O estudante não fará um estudo de vocábulo de todas as palavras e termos de seu 
texto. Dependendo do seu conhecimento e habilidade com línguas bíblicas (hebraico e grego), 
terá maior facilidade em identificar e definir palavras e expressões centrais. Porém, de 
maneira geral, deverá observar qual ou quais termos apresentam um valor importante ou 
destaque no texto em estudo (dentro do raciocínio do escritor bíblico) que “merecem” uma 
análise específica a fim de ajudar na compreensão do texto em questão. 
◦ Correlação 
 
19 
 
Um próximo passo no nível micro da interpretação é a correlação, que implica na verificação 
do relacionamento do texto ou da passagem em estudo como seu contexto e com outras 
passagens bíblias (correlação interna), e na consulta de outras fer- 
ramentas que explicam o texto, como comentário bíblicos (correlação externa). 
Pode-se resumir a Correlação em 6 C's: Conteúdo, Contexto, Comparação, Con- 
sulta, Conclusão e Comprovação. Utilizaremos como exemplo o parágrafo 2 João 10. 
1. Conteúdo 
Qual o significado aparente da expressão/trecho de seu parágrafo quando 
olhado de forma isolada? 
Exemplo: 2Jo 10 
Qual o significado do expressão/trecho de seu parágrafo? 
Parece que João está falando que há um tipo de pessoa que se desviou da dou- 
trina de Cristo. Essa pessoa não tem a Deus, não é convertida (v.9). Assim, se ela viesse 
ao encontro dos cristãos, eles não deveriam recebê-la (v.10). Pois isso significaria que 
os cristãos estão apoiando o incrédulo. 
Conclusão 1: O v.10 significa que os crentes não devem falar com desviados da fé. 
2. Contexto 
Como os parágrafos anteriores e posteriores auxiliam na interpretação do texto? Como seu 
parágrafo se relaciona com o restante do livro (antes e depois)? Como 
ele se encaixa na linha de raciocínio do autor? 
Exemplo: 2Jo 10 
João, após uma saudação (1-4), expressa sua alegria por saber que alguns de 
 
20 
 
seus conhecidos perseveram na verdade, no evangelho (5,6). Sua felicidade tem ainda 
mais motivos diante da realidade de falsos mestres, que tem pregado heresias a 
respeito de Jesus. Por isso, João também exorta aos cristãos que tenham muito cuidado, 
para permanecerem na Verdade (7,8). 
Então vem o parágrafo 9-11, com uma ordem para não se associar com os des- 
viados do evangelho. 
Por fim, uma despedida breve (12,13). 
Conclusão 2: João pode não estar se referindo a qualquer crente desviado ou 
incrédulo. Seu foco deve estar nos falsos mestres que ensina heresias sobre Jesus. 
Assim, o v.10 significa que os cristãos não deveriam receber e conversar com esses 
mentirosos. 
3. Comparação 
Veja se o ensino extraído de seu parágrafo está presente em outros textos bíbli- 
cos. É aconselhado que você siga o seguinte roteiro: 
• com outros textos do mesmo livro; 
• com outros textos do mesmo autor; • com outros textos do mesmo testamento; 
• com a Bíblia inteira. 
Exemplo: 2Jo 10 
Rm 16:17,18 - E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e 
escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. Porque os tais não 
servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e 
lisonjas enganam os corações dos simples. 
Gl 1:8 - Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho 
além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. 
2 Tm 3.4-6 - Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de 
Deus, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque 
deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias 
carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; 
Tt 3:10 - Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o, 
 
21 
 
Jo 8:47 - Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque 
não sois de Deus. 
1Jo 4:2 - Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus 
Cristo veio em carne é de Deus; 
Conclusão 3 – a 2ª conclusão pode ser reforçada com base nos textos acima. 
4. Consulta 
Somente neste momento o estudante utilizará de ferramentas interpretativas do significado da 
passagem em estudo. Você poderá usar livros, Bíblias de Estudo, 
Comentários, Dicionários etc. 
Exemplo: 2Jo 10 
1. John MacArthur comenta que João não está proibindo os cristãos de receber 
pessoas que estão em desacordo com questões de menor importância. Seu alvo era os 
falsos mestres, que estavam promovendo uma campanha contra o evangelho, visando 
destruir os fundamentos do cristianismo. Assim, era necessário cortar qualquer tipo 
de vínculo com eles. Pois os cristãos só poderiam ajudar aqueles que proclamam a 
verdade. (Bíblia de Estudo MacArthur p.1767) 
2. Simon Kistemaker explica que era comum que os cristãos se reunissem em 
casaspara se edificarem mutuamente. Assim, o apóstolo estava exortando os irmãos a 
não darem espaço para as pessoas que querem destruir a igreja de Jesus com suas 
falsas 
doutrinas. Aquele que fizesse poderia ser considerado cúmplice das más obras desse falsos 
mestre. ( CNT – Tiago e epístolas de João - Simon Kistemaker p.513,514) 
3. Segundo John Stott, João não estava proibindo o recebimento de visitantes casuaise 
normais, mas sim de mestres oficiais, que vinham com uma doutrina errada a ensinar. A 
esses, não se devia receber em casa, nem mesmo dar-lhes boas vindas. (I,II e III João – 
Introdução e Comentário – John Stott p.183). 
4. C.H. Dodd diverge dos comentaristas acima. Ele defende que João estava proibindo 
a hospedagem de qualquer cristão devido um momento de emergência causado pelos falsos 
 
22 
 
mestres. Assim, não se deve entender o v.10 como uma ordem para hoje. (I,II e III João – 
Introdução e Comentário – John Stott p.183). 
Conclusão 4 – João tem em mente os falsos mestres (cf. 7-9), que viviam de casa em casa, 
buscando seduzir os crentes verdadeiros para si. O v.10 significa que os cristãos não 
deveriam receber esses homens, nem sequer dar-lhes boas vindas. Pois isso de- 
monstraria apoio nas más obras deles. 
5. Conclusão 
Pronto. Agora basta escrever uma conclusão final para o texto analisado no es- 
tudo micro deinterpretação. 
6. Comprovação 
Esse ponto é melhor aplicado no caso de um ensino amplo, como o significado de um 
parágrafo ou capítulo. Para frases, orações ou versículos pequenos sua aplicação não é 
impossível, mas pode ser bem mais difícil. Pois a ideia aqui é comprovar que sua última 
conclusão se encaixa na mensagem e propósito do livro, os quais você registrou no seu 
Estudo Macro, no passo da Observação. Para tanto, faça o seguinte: 
• Relacione sua conclusão final com a mensagem do Livro. Demonstre que sua 
conclusão faz sentido no todo do livro. 
• Relacione sua conclusão final com o propósito do Livro. 
Caso você encontre muita dificuldade em relacionar o ensino do seu texto com a mensagem 
ou propósito do livro então algo pode estar errado. Verifique se sua mensagem e propósito do 
livro estão corretas e depois verifique se seu estudo de interpretação micro seguiu todos os 
passos. 
◦ Elabore uma Proposição Final 
O último passo da Interpretação é resumir o significado de seu texto em uma proposição (Tema 
central + Verbo + Complemento). Essa frase deve resumir o ensino 
básico da passagem. 
OBS.: É possível que o seu texto tenha palavras que necessitaram de um estudo mais 
profundo para que você as compreendesse melhor. Assim, ao construir sua proposição 
procure utilizar expressões que facilitem o entendimento do texto para um leitor que não 
teve todo o trabalho de pesquisa sobre o texto. Procure utilizar termos 
 
23 
 
auto explicativos, interpretativos (que revelam o significado). 
Por exemplo: Em vez de escrever “A justificação pela graça de Deus ocorre mediante a fé em 
Cristo”, escreva “A culpa do pecado é anulada pela graça de Deus mediante a fé em Cristo“, ou “A 
culpa pelo pecado é cancelada pelo favor imerecido de Deus por meio 
da confiança na pessoa e obra salvadora de Jesus”. 
Lembre-se que nesse momento nós devemos interpretar o texto, dizer o que significa. 
Portanto, a proposição final deve resumir seu entendimento do significado do texto. 
1.1 APLICAÇÃO – COMO FUNCIONA? 
A Aplicação é o estágio mais negligenciado, porém, essencial 
no processo do estudo bíblico. Tudo o que foi feito até aqui 
deve caminhar na direção da prática, pois a Aplica- 
ção é o alvo de todo estudo bíblico. 
A conclusão da interpretação não significa o término do 
estudo. Infelizmente, muitos estudantes param antes da 
conclusão de seus estudos e perdem a praticidade que Deus 
espera de todo cristão. 
“O propósito primário da Bíblia é mudar as nossas vidas e não aumentar o nosso 
conhecimento.” 
W.Henrischen 
 
“O estudo Bíblico que não leva a aplicação é um aborto espiritual.” 
H. Hendriks 
 
A aplicação “é o conjunto de modos, maneiras ou jeitos de usar a verdade interpretada nos 
dias atuais, nas mais diferentes situações. Desta forma há somente uma interpretação 
verdadeira e correta para o texto, ainda que possa haver muitas aplicações possíveis.” (U. 
Crespo). 
 
Uma vez que o estudo bíblico conduz à aplicação, o estudante deve entender que durante o 
processo a Aplicação deve receber a mesma atenção que conferida à Observação e à 
Interpretação. 
 
SIGNIFICADO – Expressa o sentido natural e real do texto de modo impessoal. 
SIGNIFICÂNCIA – Expressa o valor do significado do texto para o leitor. Seria o mesmo que ouvir a 
explicação de um texto e perguntar: “i daí, o que isso tem a ver comigo?”. 
PRINCÍPIOS GERAIS PARA APLICAÇÃO 
 
24 
 
◦ Aplicação deve ser baseada numa interpretação correta; 
◦ Aplicações devem ser baseadas em princípios eternos; 
 SITUAÇÃO PRINCÍPIO APLICAÇÃO 
 HISTÓRICA ETERNO BÍBLICA 
Princípios eternos são verdades independentes do tempo e cultura, sendo aplicáveis tanto 
ao leitor do primeiro século quando a nós, hoje. Por exemplo: Deus deseja que seu povo seja 
santo, assim como Ele é santo. 
◦ Aplicações apresentam limitações quanto a: 
▪ Contexto 
▪ História 
▪ Cultura 
▪ Outros ensinos bíblicos 
◦ Princípio x Literalismo 
 
Princípio = base, fundamento 
Literalismo = “ao pé da letra” 
 
O que pode nos auxiliar a descobrir qual o princípio por trás do texto é perguntar “por 
quê?”. 
• Perguntas Aplicativas 
Algumas perguntas podem ajudar na elaboração das aplicações de um estudo 
bíblico ou mensagem: 
1. Há um exemplo a seguir? 
2. Há uma ordem a obedecer? 
3. Há um erro a evitar? 
4. Há um pecado a abandonar? 
5. Há alguma promessa para me apropriar? 
6. Há um novo pensamento acerca de Deus? 
 
• Alvo das Aplicações Família: 
 pai, mãe, filhos, irmãos, educação, disciplina... 
• Pessoas: 
 adultos, idosos, jovens, adolescentes, crianças, homens, mulheres... 
 
25 
 
• Relacionamentos: 
 casamento, noivado, namoro, amizade... 
• Grupos Sociais: 
 classe média, classe baixa, profissionais liberais, autônomos... 
• Igreja: 
 liderança, ministério, membros, novos convertidos... 
• Atividades: 
 trabalho, estudo, curso, viagens, diversão, esportes, lazer, hobbies... 
• Necessidades: 
 doença, desemprego, dívidas... 
 • Formulação de Aplicações 
A aplicação deve ser vista como outra parte do Estudo e não, apenas, como uma simples 
conclusão ou desfecho. Assim como o estudante gasta tempo nos passos de Observação e 
Interpretação, precisa gastar tempo no preparo da Aplicação. 
 
Nem sempre a aplicação é tão fácil de se formular. Por isso, você pode desenvolvê-las 
observando os pontos abaixo: 
 
 
 
A Aplicação deve ser: 
 
◦ Prática – Se refere ao “o quê” e “como”. Cuidado com ideias muito abstratas, por exemplo: 
“devo amar mais as pessoas”. Essa aplicação não está errada, porém, não está completa. 
 
◦ Executável – Cuidado com a utopia, por exemplo: “vou me dedicar ao evangelismo 
traduzindo a bíblia inteira para as mais de 2000 tribos não alcançadas espalhadas pelo 
mundo”. 
 
◦ Mensurável – é importante que você seja capaz de avaliar se você tem conseguido aplicar 
ou não os princípios bíblicos propostos. Esse ponto se refere ao “Quando?” e “Como?”. 
 
◦ Pessoal – elabore uma aplicação pensando em você, e não em outras pessoas. Use sempre 
“eu”, não “nós”. 
 
 
 
 
 
26 
 
 
 
 
 
 
Para cada aplicação criada você deverá avaliar se ela atende todos os requisitos acima. 
 
Exemplo: 2 João 9-11 
Princípio Extraído: 
Deus não deseja que eu ofereça qualquer tipo de cooperação para com aqueles que 
rejeitaram o evangelho e passaram a pregar outra mensagem que compete com Cristo, 
o nega e visa destruir a verdadeira igreja. 
Aplicações: 
1. Não vou comprar o material que Testemunhas de Jeová me oferecem na por- 
ta de casa. 
2. Ao conhecer um novo pastor ou igreja, avaliarei, por meio de conversas 
etestemunhos, se o pastor/igreja é realmente um propagador do verdadeiro evange- 
lho. Se for, estarei à disposição para ajudá-lo no que for possível. Se não, não oferece- 
rei nenhum tipo de apoio formal ou informal. 
3. Não vou contribuir em campanhas de outras religiões, feitas para o seu pro- 
gresso ministerial. 
 
 
ANEXO 1 – GÊNEROS LITERÁRIOS 
A riqueza da revelação escrita de Deus pode ser vista na liberdade criativa que o Espírito 
Santo concedeu aos autores bíblicos. Essa liberdade criativa divinamente supervisionada 
implica, entre outras coisas, na variedade de gêneros ou estilos literá- 
rios contidos nas Escrituras Sagradas, de Gênesis ao Apocalipse. 
 
27 
 
Muito embora, grande parte da Bíblia registre histórias, nem toda Bíblia consiste de narrativas. 
O passo da observação exige a identificação do gênero literário 
que corresponde o texto ou passagem bíblica em estudo. 
 
 
 
 
28 
 
 
ANEXO 2 – CONJUÇÕES E PREPOSIÇÕES 
Conjunções Coordenativas 
 
 
29 
 
 
 
 
 
Principais Relações estabelecidas pelas Preposições 
▪ Autoria - Esta música é de Roberto Carlos. 
 
30 
 
▪ Lugar - Estou em casa. 
▪ Tempo -Eu viajei duranteas férias. 
▪ Modo ou conformidade - Vamos escolher por sorteio. 
▪ Causa - Estou tremendo de frio 
▪ Assunto - Não gosto de falar sobre política. 
▪ Fim ou finalidade - Eu vim para ficar 
▪ Instrumento - Paulo feriu- se com a faca. 
▪ Companhia - Hoje vou sair com meus amigos. 
▪ Meio - Voltarei a andar a cavalo. 
▪ Matéria - Devolva-me meu anel de prata. 
▪ Posse - Este é o carro de João. 
▪ Oposição - O Flamengo jogou contra Fluminense. 
▪ Conteúdo - Tomei um copo de (com) vinho. 
▪ Preço - Vendemos o filhote de nosso cachorro a (por) R$ 300, 00. 
▪ Origem - Você descende de família humilde. 
▪ Especialidade - João formou-se em Medicina. 
▪ Destino ou direção - Olhe para frente! 
Preposições, leitura e produção de textos 
A referência constante às preposições quando se estuda a Língua Portuguesa demonstra a 
importância que elas possuem na construção de frases e textos eficientes. As relações que as 
preposições estabelecem entre as apartes do discurso são tão diversificadas quanto 
imprescindíveis; seja em textos narrativos, descritivos ou dissertativos, noções como tempo, 
lugar, causa, assunto, finalidade e outras costumam participar da construção da coerência 
textual e da obtenção dos efeitos de sentido discursivos. 
 
 
31 
 
ANEXO 3 – ESTRUTURA LITERÁRIA 
Assim como toda literatura, cada livro bíblico possui uma estrutura literária (FLUXO), mas 
dentro do mesmo livro ou trecho, pode-se encontrar diferentes instrumentos: 
 
 
 
A análise da estrutura literária tem como objetivo identificar o fluxo do pensamento no 
texto, mostrando o relacionamento entre palavras, termos e sentenças dentro do seu sentido 
natural. Neste processo torna-se útil identificar os diferentes instrumentos da estrutura 
literária por meio de destaques com sinais gráficos para que o 
estudante visualize o fluxo e relacionamento entre termos e ideias no texto. 
Cuidado para não confundir GÊNERO LITERÁRIO e ESTRUTURA LITERÁ- 
RIA. O Gênero Literário revela o tipo de literatura, a Estrutura Literária, o “movimento 
interno” nesta literatura. 
 
 
32 
 
 
 
 
 
 
 
33 
 
 
ANEXO 4 – ESBOÇO MECÂNICO 
Corresponde a uma análise sintática esquematizada, de modo que o estudante visualize no 
próprio texto o fluxo lógico e natural da sua estrutura gramatical. O pro- 
cesso consiste em: 
• Reescrever o texto completo (conforme a versão bíblica utilizada) 
• Escrever ideias principais à esquerda 
• Escrever ideias subordinadas à direita e debaixo das principais 
(atenção às orações subordinadas, às conjunções subordinativas, gerúndios etc.) 
• Analisar a estrutura gramatical 
(atenção aos verbos, modificadores e conectivos) 
• Destacar a análise da estrutura literária 
(atenção aos instrumentos da estrutura literária – cf. Anexo 3) 
IMPORTANTE: esta técnica é muito útil para análise do fluxo de argumenta- 
ções, como as EPÍSTOLAS, não sendo muito apropriado para narrativas, poesias e 
profecias, muito embora em alguns destes casos seja possível sua utilização. 
EXEMPLOS: 
 Pedro obteve notas no seu curso 
 excelentes 
 porque 
estudou 
muito 
 a fim de 
 concorrer a uma bolsa de estudos 
integral . 
 Porém , 
 João ficou abaixo da média 
 muito geral 
e 
 desperdiçou o melhor dos seu tempo 
 livre 
 saindo com amigos assistindo 
televisão navegando na Internet. 
 
34 
 
 
 
 
 
ANEXO 5 – ADVÉRBIOS 
Compare estes exemplos: “O ônibus chegou”. | “O ônibus chegou ontem”. A palavra ontem 
acrescentou ao verbo chegou uma circunstância de tempo: ontem é um advérbio. 
“Marcos jogou bem”. | “Marcos jogou muito bem”. A palavra muito intensificou o sentido do 
advérbio bem: muito, aqui, é um advérbio. 
A criança é linda. 
 
Advérbio é uma palavra invariável que modifica o sentido do verbo, do adjetivo e do próprio 
advérbio. 
 Ef 6.10-13 
 Ef 6.1-4 
 
35 
 
Às vezes, um advérbio pode se referir a uma oração inteira; nessa situação, normalmente 
transmitem a avaliação de quem fala ou escreve sobre o conteúdo da 
oração. 
Por exemplo: 
As providências tomadas foram infrutíferas, lamentavelmente. 
Quando modifica um verbo, o advérbio pode acrescentar várias ideias, tais 
como: 
Tempo: Ela chegou tarde. 
Lugar: Ele mora aqui. 
Modo: Eles agiram mal. 
Negação: Ela não saiu de casa. 
Dúvida: Talvez ele volte. 
Observações: Os advérbios que se relacionam ao verbo são palavras que expressam 
circunstâncias do processo verbal, podendo assim, ser classificados como determinantes. 
Por exemplo: “Ninguém manda aqui!” 
mandar: verbo aqui: advérbio de lugar = determinante do verbo 
Quando modifica um adjetivo, o advérbio acrescenta a ideia de intensidade. 
Por exemplo: “O filme era muito bom”. 
Classificação dos Advérbios 
De acordo com a circunstância que exprime, o advérbio pode ser de: 
Lugar: aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, 
onde, perto, aí, abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora, 
alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distância, à distância de, de longe, de 
perto, em cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta. 
 
Tempo: hoje, logo, primeiro, ontem, tarde, outrora, amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, 
antigamente, antes, doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim, afinal, 
amiúde, breve, constantemente, entrementes, imediatamente, primeiramente, 
provisoriamente, sucessivamente, às vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez 
em quando, de quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos, em breve, 
hoje em dia. 
 
Modo: bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, depressa, acinte, debalde, devagar, às pressas, 
às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse jeito, desse modo, dessa 
maneira, em geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão e a maior parte dos que 
 
36 
 
terminam em "-mente": calmamente, tristemente, propositadamente, pacientemente, 
amorosamente, docemente, escandalosamente, bondosamente, generosamente. 
 
Afirmação: sim, certamente, realmente, decerto, efetivamente, certo, decididamente, deveras, 
indubitavelmente. 
Negação: não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de forma nenhuma, tampouco, de jeito 
nenhum. 
Dúvida: acaso, porventura, possivelmente, provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por 
certo, quem sabe. 
Intensidade: muito, demais, pouco, tão, em excesso, bastante, mais, menos, demasiado, 
quanto, quão, tanto, assaz, que (equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de muito, 
por completo, extremamente, intensamente, grandemente, bem (quando aplicado a 
propriedades graduáveis). 
 
Exclusão: apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, simplesmente, só, unicamente. 
Por exemplo: Brando, o vento apenas move a copa das árvores. 
Inclusão: ainda, até, mesmo, inclusivamente, também. Por exemplo: O indivíduo também 
amadurece durante a adolescência. 
Ordem: depois, primeiramente, ultimamente. Por exemplo: Primeiramente, eu gostaria de 
agradecer aos meus amigos por comparecerem à festa. 
 
 FIM

Mais conteúdos dessa disciplina