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UNIVERSIDADE DO GRANDE RIO - “Prof. José de Souza Herdy”
UNIGRANRIO - ESCOLA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA
ENGENHARIA DE QUÍMICA
Déborah Labres Camargo
Camilla Matos Belmiro
Elidivalda Aparecida Alves Viana 
Juliana das Dores dos Santos
Lorraine de Souza Vidigal Vernek
Nathalie Goulart Lopes 
Rayana Ferreira Soares 
Suellen Rodrigues Bernado
PRÁTICA 4 – POMADA 
Duque de Caxias – RJ
2017
Déborah Labres Camargo
Camilla Matos Belmiro
Elidivalda Aparecida Alves Viana 
Juliana das Dores dos Santos
Lorraine de Souza Vidigal Vernek
Nathalie Goulart Lopes 
Rayana Ferreira Soares 
Suellen Rodrigues Bernado
PRÁTICA 4 – POMADA 
Relatório de Laboratório de Processos Industrias Orgânicos da Universidade do Grande Rio – “Prof. José de Souza Herdy” como parte dos requisitos necessários para a obtenção do grau de Bacharel em Engenharia Química.
Orientador: Luciano 
Duque de Caxias – RJ
2017
SUMÁRIO 
	
	
	
TÍTULO
Pomada 
OBJETIVO
Realizar o processo de fabricação de 500g de pomada.
INTRODUÇÃO/REVISÃO
A pomada é uma forma farmacêutica semi-sólida (plásticas deformáveis) que constituem preparações de aplicação tópica, constituídas de base monofásica na qual podem estar dispersas substâncias sólidas ou líquidas. Devendo apresentar aspecto homogêneo, ser inerte, inodoro e de boa consistência. Uma das principais características da pomada é que não fluem em condições normais, somente quando aplicada alguma tensão. Nestas condições, amolece ou funde com a temperatura corporal e devem apresentar boa espalhabilidade. Possuem poder de penetração epidérmica, sendo pouco; endodérmicas, possuindo poder de penetração na epiderme, atuando nas camadas mais profundas, mas sem ingressar na corrente circulatória; e diadérmica, sendo uma pomada de penetração tão profunda que o ativo ingressa na corrente circulatória. 
Alguns fatores interferem na absorção que são pH, concentração, solubilidade, veículo e coeficiente de partição. Possuem ação emoliente ou protetora.
Podem ainda ser classificadas como hidrofóbicas, sendo de baixa penetração na pele (oclusivas), não são laváveis e possuem substâncias graxas que atuam pelo efeito congestivo, impedindo a perspiração pela oclusão; pomadas que absorvem água, com incorporação de soluções aquosas, sendo umectantes, composta de componentes hidrossolúveis; ou pomadas hidrofílicas.
MATERIAIS E MÉTODOS
4.1. Materiais utilizados
Béquer de vidro 250 mL
Béquer de vidro 100ml
Béquer de vidro 1L
Espátula
Balança
Tripé de ferro 
Bico de Busen 
Tela de amianto 
Termômetro 
 
4.2. REAGENTES
1. Álcool cetoestearílico (3,5 %) / Pesagem (17,5g);
2. Ácido esteárico (1,0 %); / Pesagem (5g);
3. Álcool cetílico (1,0 %) / Pesagem (5g);
4. Álcool cetoestearil etoxilado (0,90%) / Pesagem (4,5g);
5. Óleo mineral farmacêutico (2,50 %) / Pesagem (12,5g);
6. Butil - hidróxitolueno (0,05%)/ Pesagem (0,25g);
7. Nipazol (0,10%) / Pesagem (0,5g);
8. Óleo de semente de uva (0,50%) / Pesagem (2,5g);
9. Monoestearato de gliorila (0,25%) / Pesagem (1,25g);
10. Quaternário de amônio (2,50%) / Pesagem (12,5g);
11. Etileodiamino tetra acético (0,10%) / Pesagem (0,5g);
12. Nipagin (0,10%) / Pesagem (0,5g);
13. Extrato glicólico (0,30%) / Pesagem (1,5g);
14. Corante solução;
15. Água purificada;
16. Essência (0,40%)/ Pesagem (2,0g).
4.3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
Separou-se um béquer de vidro de 1L limpo e seco, pesou-se todos os reagentes da fase aquosa. Em seguida, utilizando o bico de Bunsen, tripé de ferro e tela de amianto, a solução foi aquecida a 80°C. O controle da temperatura foi realizado com o auxílio de um termômetro. 
Separou-se um béquer de vidro de 250mL limpo e seco, pesou-se todos os reagentes da fase gordurosa. Em seguida, utilizando o bico de Bunsen, tripé de ferro e tela de amianto, a solução foi aquecida a 80°C. O controle da temperatura foi realizado com o auxílio de um termômetro. 
Após as duas soluções atingirem a temperatura desejada, verteu-se a fase oleosa para a fase aquosa. Com o auxílio de um bastão de vidro, homogeneizou-se constantemente a solução até atingir a temperatura de 85°C.
Logo após adicionou-se a solução de quaternário de amônio e homogeneizou-se lentamente a solução.
Utilizando água gelada em cima bacia, resfriou-se a solução até 40°C. O controle da temperatura foi realizado com o auxílio de um termômetro.
Após atingir a temperatura desejada, adicionou- se a essência. A solução foi homogeneizada. 
RESULTADOS E DISCUSSÃO
1 – Estrutura molecular de cada componente 
	
Álcool cetoestearílico
	
Uréia
	
EDTA
	
Benzoato de sódio 
	
Lauril sulfato de sódio 
	
Álcool cetoestearílico etoxilado
	
Monoestearato de glicerila
	
Salicitado de metila 
	
 Mentol
	
Água
	
Glicerina bidestilada
	
BHT
	
Cânfora
3 – Papel de cada componente
Álcool cetoestearílico: Função de espessante e dar consistência.
Álcool cetílico: Doador de consistência ao produto.
Álcool ceto estearílico etoxilado: Função emulsionante. Garante a obtenção de emulsões óleo/água.
Monoesterato de glicerina: Doador de consistência em emulsões, tanto óleo em água (O/A) como água em óleo (A/O).
Vaselina sólida: Sua função principal é dar corpo para as formulações assim como aumentar a lubrificação no ato da aplicação sobre a pele, tornando o produto mais agradável. Ela também pode ser utilizada como veículo em unguentos, pois apresenta elevada penetração.
Óleo mineral farmacêutico: Tem a função de lubrificar, proteger os fios das agressões térmicas e criar um filme de proteção ao redor do fio para, supostamente, “segurar” a hidratação.
Uréia: Propriedade hidratante.
Salicilato de metila: Função analgésica e anti-inflamatória característica dos salicilatos.
Mentol: Possui capacidade de ativar os sensores responsáveis pela sensação de frio. Aplicado localmente, causa sensação de frio por estímulo específico dos receptores e, em seguida, anestesia discreta.
Cânfora: Consiste em um terpeno oxigenado, volátil, aromático, com odor penetrante. Possui ação irritativa cutânea revulsiva, útil nos processos dolorosos de estruturas profundas, como fibrosite, mialgia e lumbago, e produz ainda leve anestesia local.
Butil – hidroxitolueno (BHT): Função conservante, inibe o crescimento de microrganismos e como antioxidantes os compostos impedem a oxidação e sequestram radicais livres.
Lauril Sulfato de Sódio: Tensoativo que é capaz de modificar as propriedades da superfície de um líquido, ou seja, os surfactantes atuam reduzindo a tensão superficial do líquido, permitindo a sua interação com outras substâncias.
Glicerina bidestilada: Tem função hidratante e umectante (promove a retenção de umidade).
Benzoato de Sódio: Aplicado como conservante e agente antimicrobiano.
EDTA: Tem a função de impedir que os metais contidos na água se depositem nos fios capilares. Os metais se ligam ao EDTA e são totalmente removidos dos cabelos durante o enxágue.
Água: Veículo de dispersão.
conclusão
Após a realização do procedimento de fabricação obteve-se um produto com de coloração branco leitoso.

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