5. Aula Briofitas 2014
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BRIÓFITAS 
Organização do Reino Vegetal 
Criptógamas 
Sem tecido vascular 
Com tecido vascular 
hepáticas 
antóceros 
 musgos 
\u2022 Psilotófita 
\u2022 Licófita 
\u2022 Esfenófitas 
\u2022 Pterófitas 
 
 
Sem fruto verdadeiro 
Fanerógamas 
Com fruto verdadeiro 
coníferas 
cicadófitas 
ginkgofita 
gnetófitas 
(gimnospermas) 
(angiospermas) 
antófitas 
eudicotiledôneas monocotiledôneas 
CRIPTÓGAMAS - kryptos = escondido; 
 gamós = casamento. Significa "órgãos 
reprodutores escondidos ou pouco 
evidentes\u201d. SEM FLORES. 
FANERÓGAMAS - phanerós = evidente; 
gamós = casamento. Significa " órgãos 
reprodutivos evidentes \u201c. COM 
FLORES. 
Relações filogenéticas 
Algas verdes 
(grupo externo) Briófitas Pteridófitas Gimnospermas Angiospermas 
Gametângios revestidos por células estéreis 
Embrião retido no gametângio feminino 
Vasos condutores de seiva 
Sementes 
Flores e frutos 
Espermatófitas (plantas que produzem sementes) 
Traqueófitas (plantas vasculares) 
Embriófitas 
Passagem evolutiva da água para o 
ambiente terrestre 
Passagem evolutiva da água para o 
ambiente terrestre 
\uf0d8 O mais crucial foi evitar a dessecação 
 
\uf0d8 Os gametas são encerrados em estruturas protetoras 
multicelulares 
 
\uf0d8 Um vestígio de seus ancestrais aquáticos (algas) persiste, no 
sentido de que o anterozóide ainda precisa nadar num meio 
aquoso para alcançar a oosfera 
 
\uf0d8 A fecundação ocorre dentro do arquegônio, e o embrião 
resultante é alimentado e protegido pela planta materna 
 
\uf0d8 O embrião em crescimento (esporófito) nunca se torna 
independente da planta parental (gametófito) 
 
\uf0d8 O gametófito corresponde a fase duradoura 
 
\uf0d8 A meiose ocorre rapidamente no esporófito 
 
\uf0d8 Esporos com paredes contendo esporopolenina 
Briófitas são vegetais, na maioria terrestres, 
apresentando características que as separam das algas e 
das plantas vasculares 
São plantas pequenas, geralmente com alguns poucos 
centímetros de altura 
Uma das características mais marcantes das briófitas é a 
ausência de vasos para a condução de nutrientes 
(xilema e floema) 
Briófitas 
Estes são transportados de célula a célula por todo 
o vegetal 
É por isso que não existem briófitas muito grandes 
O transporte de água de célula a célula é muito lento e 
as células mais distantes morreriam desidratadas 
As briófitas não tem raízes 
Fixam-se ao solo por meio de filamentos chamados 
rizóides 
Também não possuem verdadeiro caule 
Tem uma haste denominada caulóide que não apresenta 
vasos para a condução da seiva 
Suas "folhas" denominam-se filóides e são apenas partes 
achatadas do caulóide 
Seus gametângios são pluricelulares, com uma camada 
estéril que protege as células sexuais da dessecação, 
sendo esta uma adaptação à vida no ambiente terrestre 
O corpo vegetativo corresponde ao gametófito haplóide 
(n), sendo que o esporófito diplóide (2n) cresce sobre 
este. 
São vegetais relativamente pequenos, habitando 
ambientes mésicos, xéricos e higrófilos, tendo alguns 
representantes aquáticos continentais (água doce) 
Crescem em uma variedade de substratos, naturais ou 
artificiais, sob diversas condições microclimáticas 
Abrigam vasta comunidade biótica, como pequenos 
animais, algas, fungos, mixomicetos, cianobactérias e 
protozoários 
Propiciam condições, em muitos ambientes, para o 
desenvolvimento de plantas vasculares devido à 
capacidade de reter umidade 
A reprodução pode ser assexuada e sexuada. 
Assexuadamente ocorre por propágulos (gemas). 
A reprodução sexuada envolve uma alternância 
heterofásica e heteromorfa de gerações, sendo a meiose 
espórica e o gametófito haplóide, a fase dominante 
do ciclo 
O gametófito masculino produz gametas móveis, com 
flagelos, chamados de anterozóides. Já o feminino 
produz gametas imóveis, chamados de oosferas 
Levados pelas gotas de chuva, os anterozóides alcançam 
a planta feminina e nadam em direção à oosfera 
Da união de um anterozóide com uma oosfera, surge o 
zigoto, que, sobre a planta feminina cresce e forma um 
embrião, que se desenvolve originando a fase assexuada 
chamada de esporófito, isto é, a fase produtora de 
esporos 
O esporófito possui uma haste e uma cápsula, no 
interior da qual formam-se os esporos 
Quando maduros, os esporos são liberados e podem 
germinar no solo úmido 
Cada esporo, então, pode formar uma espécie de "broto" 
chamado de protonema 
Cada protonema, por sua vez, desenvolve-se e origina 
um novo musgo verde (gametófito) 
O esporófito diplóide é nutricionalmente 
dependente do gametófito para sua nutrição 
As briófitas, tal como os fungos liquenizados, por suas 
características anatômicas, apresentam sensibilidade 
específica aos poluentes, sendo bons indicadores de 
poluição, prestando-se eficientemente para estudos de 
biomonitoramento ambiental 
Ainda as briófitas podem ser utilizadas como: 
antibactericidas, ornamentais em floriculturas, controle de 
erosão do solo e o gênero Sphagnum usado na 2ª Guerra 
Mundial como algodão (anti-séptico) 
Com cerca de 20.000 espécies, as briófitas são o segundo 
grupo mais importante de plantas verdes do ambiente 
terrestre 
O Brasil conta com cerca de 3.200 táxons de briófitas, 
sendo 23 táxons de Anthocerotophyta (antóceros), 
distribuídos em seis gêneros e três famílias; 1023 de 
Marchantiophyta (hepáticas), em 147 gêneros e 39 
famílias e 1154 táxons de Bryophyta (musgos), em 311 
gêneros e 76 famílias. 
Este grupo vegetal é representado por três filos: 
Anthocerotophyta (antóceros); Hepatophyta 
(hepáticas) e Bryophyta (musgos) 
Características gerais 
\u2022 Em geral vivem em locais úmidos e como característica 
marcante, não apresentam tecidos de condução 
para o transporte de água (xilema) e matéria orgânica 
(floema); 
 
\u2022 Apresentam gerações esporofíticas e gametofíticas 
heteromórficas alternantes; 
 
\u2022 Gametófitos são dominantes, enquanto o esporófito é 
permanentemente ligado ao gametófito e 
nutricionalmente dependente dele; 
 
\u2022 O esporófito nunca é ramificado e possui apenas um 
esporângio; 
 
\u2022 Presença de gametângios masculinos (anterídios) e 
gametângios femininos (arquegônios); 
 
\u2022 Retenção do zigoto em desenvolvimento (esporófito 
jovem), dentro do arquegônio; 
\u2022 Presença de um esporófito multicelular diplóide; 
 
\u2022 Esporângios multicelulares, que consistem na camada de 
células estéreis e no tecido interno produtor de esporos 
(esporógeno); 
 
\u2022 Esporos com paredes contendo esporopolenina que resiste à 
decomposição e a dessecação; 
 
\u2022 Algumas briófitas apresentam células especializadas na 
condução de água (hidroma) e seiva (leptoma). 
 
Criptógamas sem tecido vascular e sementes 
hepáticas 
antóceros 
musgos 
Filo Bryophyta 
Filo Hepatophyta 
Filo Anthocerotophyta 
Os Musgos: 
-Cerca de 9.500 espécies; 
-Abundantes em áreas úmidas; 
-Os musgos são sensíveis a poluição; 
-Algumas espécies são encontradas no deserto, formam 
tapetes secos sobre rochas expostas, onde a temperatura 
pode ser muito alta; 
 
Apresenta três classes: 
\uf0d8Bryidae (referidos como musgos verdadeiros) 
\uf0d8 Sphagnidae (os musgos das turfeiras) 
\uf0d8 Andreaeidae (os musgos do granito) 
Filo Bryophyta 
Classe Bryidae: Musgo verdadeiro 
 
 
Aspecto Geral do Musgo 
Os gametófitos de todos os musgos são representados 
por duas fases distintas: 
 
\uf0d8 Protonema (da palavra grega protos, primeiro, e 
nema, fio), que origina diretamente de um esporo 
germinativo; 
\uf0d8Gametófito folhoso. 
 
Nos musgos verdadeiros, as células do protonema ocorrem em uma 
camada simples, e a ramificação do filamento lembra alga verde 
filamentosa. 
 
Os gametófitos folhosos desenvolvem-se