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Conjunto de questões comentadas sobre responsabilidade civil (Módulo I): questões de múltipla escolha com justificativas tratando conceito e obrigação de reparar, artigos do CC (927, 935, 942), direito romano (Tábuas, Lex Aquilia) e comparação CC/1916 e CC/2002.

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ESTUDOS DISCIPLINARES
993V- RESPONSABILIDADE CIVIL
MÓDULO I
1) Considere as seguintes proposições:
I. Entende-se por responsabilidade civil a obrigação que incumbe uma pessoa de reparar o prejuízo
causado a outra, por ação ou omissão própria.
II. A obrigação que tem como fonte o ato ilícito, por descumprimento de contrato ou de preceito
normativo ocorre apenas no âmbito penal.
III. A obrigação de reparar o dano é princípio geral de direito dos mais antigos. Quem causa dano a
outrem tem o dever de reparar.
IV. A reparação visa em geral à recomposição do prejuízo. A responsabilidade civil é a obrigação
que tem como fonte o ilícito.
São corretas:
A I, II e III.
B I, III e IV.
C I, II e IV.
D Todas as proposições.
E Somente as proposições III e IV.
Justificativa: e)I- Correto. Trata-se do que está previsto no art. 927, parágrafo único do CC:Art.
927(...)Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos
casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano
implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem;II- Errado! A responsabilidade civil
independe da penal. O que restou decidido na esfera penal quanto à autoria ou à existência do fato
não poderá ser novamente questionado no civel. Vejamos o que diz o CC exatamente: Art. 935. A
responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a
existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas no
juízo criminal. III- Correto. Trata do que está expressamente previsto no art. 942 do CC:Art. 942.
Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do
dano causado; e, se a ofensa tiver mais de um autor, todos responderão solidariamente pela
reparação.
2) No direito romano antigo, os delitos que acarretavam a responsabilidade civil do agente eram 
furto, injúria e dano. Também é correto afirmar que:
A A vingança, permitida nas origens, importava a retribuição privada contra o autor do 
prejuízo, com a ideia de que o dano poderia ser reparado com outro dano.
Justificativa: A vingança, permitida nas origens, importava a retribuição privada contra o autor do 
prejuízo, com a ideia de que o dano poderia ser reparado com outro dano. Com a Lei das XII 
Tábuas, em 450 a.C., inicia-se a ideia de autocomposição, com a restituição do prejuízo causado, 
pelo seu autor.
B Com a Lei das XII Tábuas, em 450 a.C., inicia-se a ideia de vingança, com a restituição do 
prejuízo causado, pelo seu autor.
C Em 286 a.C., no direito romano, na fase republicana, é criada a Lex Aquilia de damnum, 
fixando a desnecessidade de culpa para a caracterização da responsabilidade civil pela reparação do 
dano causado.
D Com a Lex Aquilia, em 286 a.C., as penas passam a não depender mais da culpa para serem 
aplicadas.
E O direito romano não tolerava a ideia da vingança na aplicação das penas.
3) No Cód. Civil de 2002, a matéria da responsabilidade civil está sistematizada no Livro I da Parte 
Especial, que trata do direito das obrigações. O Título IX do Livro I da Parte Especial trata da 
responsabilidade civil (Cap. I – da obrigação de indenizar; Cap. II – da indenização).
No Cód. Civil de 1916 a matéria da responsabilidade civil:
A Não era mencionada em nenhum artigo.
B Não estava sistematizada.
Justificativa: A matéria da responsabilidade civil não estava sistematizada no CC/1916. Havia dois 
artigos, 159 e 160, na parte geral, regulando a responsabilidade aquiliana e algumas excludentes de 
responsabilidade. Alguns artigos na parte especial, em dois diversos capítulos, também tratavam do 
tema. 
C Embora sistematizada, recebia tratamento precário e errôneo.
D Aparecia apenas na parte contratual.
E Era preocupação somente no Livro que disciplinava o Direito de Família.
4) Considere as proposições que seguem:
O ato ilícito pode repercutir na ordem civil e na ordem penal.
Porque
A responsabilidade civil, normalmente patrimonial, depende de violação de norma criminal, não se 
podendo questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas 
questões se acharem decididas no juízo criminal.
Pode-se afirmar que:
A As duas proposições são corretas e a segunda justifica a primeira.
B As duas proposições são corretas e a segunda não justifica a primeira.
C As duas proposições são incorretas.
D Apenas a primeira proposição é correta.
Justificativa: O ato ilícito pode repercutir na ordem civil e na ordem penal. Ocorre que a
responsabilidade civil, normalmente patrimonial (já que a privação da liberdade atualmente só é
possível em caso de falta de pagamento de pensão alimentícia, quando o alimentante pode recolher
e não paga os alimentos), depende de violação de norma de direito privado.
E Apenas a segunda proposição é correta.
5) No CC/1916 não importava o grau de culpa. A indenização se media pela extensão do dano. 
Ainda que a culpa do agente fosse levíssima, cumpria-lhe reparar o dano. A indenização deveria ser 
a mais completa. Indenizar significa tornar indene a vítima.
Assinale, quanto ao grau da culpa, a alternativa correta:
A Conforme o Cód. Civil de 2002, se a culpa for levíssima (agente prudente e cauteloso) e 
o dano muito grande, o juiz pode reduzir a indenização.
Justificativa: No CC/1916 não importava o grau de culpa. A indenização se media pela extensão do
dano (ainda que a culpa do agente fosse levíssima, cumpria-lhe reparar o dano). A indenização
deveria ser a mais completa. Indenizar significa tornar indene a vítima. Ocorre que em caso de
culpa levíssima tal solução não é justa. Às vezes, por culpa levíssima, causa-se um dano milionário.
No CC de 2002, em seu parágrafo único do artigo 944, está escrito que se a culpa for levíssima
(agente prudente e cauteloso) e o dano muito grande, o juiz pode reduzir a indenização.
B No CC de 2002, não importa o grau da culpa. A indenização será medida pela extensão do 
dano.
C No atual sistema, o CC/2002 é omisso, mas o juiz pode reduzir o valor da indenização 
considerando o grau da culpa.
D A redução da indenização considerando o grau da culpa é matéria tratada exclusivamente 
pela doutrina, até os dias de hoje.
E A redução do valor da indenização considerando-se o grau da culpa é ilícita no atual sistema 
normativo.
6) Quanto aos danos morais, considere as proposições que seguem:
I. O Dano moral não atinge o patrimônio da vítima, mas causa dor, tristeza, mágoa – perda de ente 
querido, de um membro; e dano à imagem, à vida privada, à honra, à intimidade.
II. Pessoa jurídica pode ter direito à indenização por dano moral.
III. A honra, a imagem, a privacidade, a intimidade, são direitos fundamentais, que devem ser 
protegidos inclusive quando não se comprova a ocorrência de dano material.
IV. A indenização moral depende de dano material e pode com este se acumular.
É possível afirmar que:
A São corretas as proposições I, II e III.
Justificativa: O dano moral não atinge o patrimônio da vítima, mas causa dor, tristeza, mágoa. Ex: 
perda de ente querido, de um membro; e dano à imagem, à vida privada, à honra, à intimidade (art. 
5º, V e X da CF).
Pessoa jurídica pode ter direito à indenização por dano moral, de acordo com a Súmula 227 do STJ. 
A imagem não é só a imagem retrato, mas também a imagem-atributo, como a honra, o nome, a 
voz, conforme Luiz Alberto David Araújo – A Proteção Constitucional da Própria Imagem, ed. Del 
Rey).
Art. 5º, V e X da CF: a honra, a imagem, a privacidade, a intimidade, são direitos fundamentais, que
devem ser protegidos inclusive quando não se comprova a ocorrência de dano material.
A indenização moral independe de dano material e pode com este se acumular.
O conflito entre princípios constitucionais podeocorrer (não ocorre entre leis infraconstitucionais, 
onde só uma pode ser aplicada). 
B São corretas as proposições I, II e IV.
C São corretas as proposições I, III e IV.
D Todas as proposições estão corretas.
E Nenhuma das proposições é correta.
MÓDULO II
1) O Enunciado 37 do CEJ – Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal 
estabelece:
“A responsabilidade civil decorrente do abuso do direito independe de culpa, e fundamenta-se 
somente no critério objetivo-finalístico”.
Pode-se afirmar, então, que a responsabilidade civil por abuso de direito:
A Tem fundamento exclusivamente jurisprudencial.
B É responsabilidade civil objetiva.
Justificativa: Independe da comprovação de dolo ou culpa.
C É subjetiva.
D É facultativa.
E Tem fundamento exclusivamente doutrinário.
2) Não podem acarretar responsabilidade civil:
A Atos que não violem texto expresso de lei.
B Atos que não violem texto expresso de lei e nem de contrato.
C Atos de terceiro.
D Atos praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido.
Justificativa: Não é cabível indenização por dano material ou moral diante das excludentes de 
culpabilidade mencionadas.
E Atos praticados em estado de necessidade.
3) Considere as proposições abaixo:
A exclusão da responsabilidade civil ocorre em caso de culpa concorrente da vítima
PORQUE
Em caso de culpa exclusiva da vítima não há como imputar culpa ao agente e o dano é inevitável.
Pode-se afirmar que:
A As duas proposições são corretas e a segunda justifica a primeira.
B As duas proposições são corretas e a segunda não justifica a primeira.
C As duas proposições são falsas.
D Apenas a primeira proposição é correta.
E Apenas a segunda proposição é correta.
Justificativa: Não há exclusão da responsabilidade civil diante de culpa concorrente da vítima.
4) Considere as seguintes afirmações:
I. O abuso de direito só pode ser considerado ato ilícito quando o agente viola cláusula contratual 
expressa.
II. O abuso de direito só pode ser considerado ato ilícito quando o agente causador do dano viola 
texto expresso de lei.
III. O abuso de direito enseja a responsabilidade civil apenas quando o comportamento do agente 
causador do dano é doloso.
É possível dizer que:
A As afirmações I e III são falsas.
B As afirmações I e II são falsas.
C A afirmação III é falsa.
D As afirmações II e III são falsas.
E Todas as afirmações são falsas.
Justificativa: As proposições são falsas na medida em que não relativizam o abuso de direito.
5) Para a exclusão da responsabilidade civil pode ocorrer:
A Caso fortuito, força maior, culpa exclusiva da vítima ou culpa exclusiva de terceiro.
Justificativa: são causas totalmente independentes da conduta do agente.
B Caso fortuito, força maior, culpa exclusiva da vítima ou culpa concorrente da vítima.
C Culpa concorrente ou exclusiva de terceiro.
D Apenas caso fortuito ou força maior.
E Somente a culpa exclusiva da vítima.
6) Prescreve o art. 21, XXIII, d da CF (alínea acrescida pela Emenda Constitucional 49, de 
8.2.2006): “a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa.”
Pode-se concluir, quanto à responsabilidade descrita no dispositivo citado, que:
A É subjetiva.
B Decorre do abuso de direito.
C É objetiva, por isso a necessidade de previsão constitucional.
D Pode ser evidenciada apenas na hipótese de imperícia, já que a atividade nuclear depende de 
tecnologia e ciência específicas.
E É objetiva por força de lei.
Justificativa: É responsabilidade estatal prevista na CF por atingir um número inestimado de
pessoas.
MÓDULO III
1) Ocorrendo usurpação ou esbulho do alheio, além da restituição da coisa, a indenização inclui o
pagamento do valor das suas deteriorações e o devido a título de lucros cessantes. Faltando a coisa,
dever-se-á reembolsar o seu equivalente ao prejudicado. Neste caso, conforme a lei:
A Para se restituir o equivalente, quando não exista a própria coisa, estimar-se-á ela pelo
seu preço ordinário e pelo de afeição, contanto que este não se avantaje àquele.
Justificativa: Art. 952, CC – “havendo usurpação ou esbulho do alheio, além da restituição da coisa,
a indenização consistirá em pagar o valor das suas deteriorações e o devido a título de lucros
cessantes; faltando a coisa, dever-se-á reembolsar o seu equivalente ao prejudicado. Parágrafo
único. Para se restituir o equivalente, quando não exista a própria coisa, estimar-se-á ela pelo seu
preço ordinário e pelo de afeição, contanto que este não se avantaje àquele”.
B Para se restituir o equivalente, quando não exista a própria coisa, estimar-se-á ela pelo seu
preço ordinário e pelo de afeição, ainda que este se avantaje àquele.
C Para se restituir o equivalente, quando não exista a própria coisa, estimar-se-á ela pelo seu
preço ordinário desconsiderando-se o valor de afeição, que dependeria de critérios absolutamente
subjetivos.
D Para se restituir o equivalente, quando não exista a própria coisa, estimar-se-á ela apenas
pelo seu preço de afeição.
E Para se restituir o equivalente, quando não exista a própria coisa, estimar-se-á ela pelo seu
valor venal, desconsiderando-se outros critérios.
2) Não é exemplo de responsabilidade civil extracontratual:
A A responsabilidade por danos provocados por animais, objetiva. O dono ou o detentor
responde, salvo excludentes: força maior ou culpa exclusiva da vítima.
B A obrigação do dono de edifício ou construção pelos danos que resultarem de sua ruína, se
esta provier de falta de reparos, cuja necessidade fosse manifesta.
C A responsabilidade do que habitar prédio, ou parte dele, pelo dano proveniente das coisas
que dele caírem ou forem lançadas em lugar indevido.
D A do condomínio quando da impossibilidade de identificação do causador do dano
decorrente de objetos lançados, consoante interpretação jurisprudencial.
E A do empreiteiro que não entrega a obra no prazo previsto ao dono da obra.
Justificativa: Responsabilidade civil contratual.
3 Considere as proposições seguintes:
I. A indenização em caso de homicídio compreende, sem excluir outras reparações: pagamento de
despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da família; e prestação de alimentos a
quem a vítima os devia, levando-se em conta a provável duração da vida da vítima.
II. A responsabilidade civil por danos físicos em caso de lesão ou outra ofensa à saúde compreende
despesas de tratamento e lucros cessantes até o fim da convalescença, além de outro prejuízo
eventualmente sofrido.
III. Na responsabilidade civil por danos físicos em caso de lesão ou outra ofensa à saúde, se da
ofensa resultar defeito que impossibilite a prática da profissão ou do ofício, como a dificuldade de
locomoção do atleta, a cicatriz para o modelo, por exemplo, ou se diminuir a capacidade de
trabalho, a indenização ainda incluirá pensão correspondente à parte que se perdeu nos rendimentos
do ofendido.
IV. Na responsabilidade civil por danos físicos em caso de lesão ou outra ofensa à saúde o
prejudicado não pode optar pelo pagamento da indenização de uma só vez.
São corretas:
A I, II e IV.
B I, III e IV.
C II, III e IV.
D I, II e III.
Justificativa: Art. 948. No caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras reparações:
Ver tópico (18018 documentos) I - no pagamento das despesas com o tratamento da vítima, seu
funeral e o luto da família; Ver tópico (1444 documentos) II - na prestação de alimentos às pessoas a
quem o morto os devia, levando-se em conta a duração provável da vida da vítima.
E Todas as proposições.
4) Considere as afirmações seguintes:
Se a obrigação for determinada, e não houver na lei ou no contrato disposição fixando a indenização
devidapelo inadimplente, apurar-se-á o valor das perdas e danos na forma que a lei processual
determinar.
porque
Não sendo possível o cumprimento da obrigação em espécie, a lei determina o pagamento do seu
valor em pecúnia (moeda corrente).
Pode-se dizer que:
A As duas afirmações são corretas e a segunda justifica a primeira.
B As duas proposições são corretas e a segunda não justifica a primeira.
Justificativa: Sim, pois conforme o princípio da liquidação de danos e art. 946 do CC, se a
obrigação for determinada, e não houver na lei ou no contrato disposição fixando a indenização
devida pelo inadimplente, apurar-se-á o valor das perdas e danos na forma que a lei processual
determinar.
C Apenas a primeira proposição é correta.
D Apenas a segunda proposição é correta.
E As duas proposições são falsas.
5) Prescreve o art. 936, CC:
O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da vítima ou
força maior.
Com tal dispositivo, a responsabilidade do dono ou do detentor do animal por dano por este causado
pode ser considerada:
A Subjetiva.
B Objetiva.
Justificativa: A responsabilidade por danos provocados por animais é objetiva, independe de culpa.
O dono ou o detentor responde, salvo excludentes: força maior ou culpa da vítima.
C Contratual.
D Aquiliana por ato de terceiro.
E Dolosa.
6) Após sair de um restaurante, Ana atravessou a rua para pegar o seu carro e, por causa de um
buraco na via pública, caiu e se machucou gravemente. Passou por duas cirurgias para corrigir uma
fratura no ombro e por sessões de fisioterapia. Ficou afastada do trabalho por seis meses, por ser
dentista e pela impossibilidade de exercer normalmente o seu ofício.
Resolveu mover ação contra a prefeitura, pela omissão em preservar a via pública.
Nesse caso:
A Ana perderá a ação porque a responsabilidade patrimonial do Estado não pode ocorrer em
caso de omissão.
B Ana deverá provar a culpa, porque em matéria de responsabilidade do Estado por
omissão de seus agentes não se pode presumir a culpa, por força de corrente doutrinária.
Justificativa: responsabilidade objetiva do Estado só existe em caso de ato comissivo, pois na
omissão é preciso que a vítima prove que o Estado deveria ter feito o que não fez, ninguém pode ser
responsabilizado por não ter feito algo, a menos que se prove que o agente deveria ter feito o que
não fez.
C Ana vencerá a demanda porque o Estado responde por ação ou omissão de seus agentes,
independentemente de culpa.
D Ana perderá a ação porque a obrigação de conservar a rua é dos proprietários dos imóveis
que existem em cada região.
E Ana vencerá a ação porque a presunção de culpa da Prefeitura ocorre sempre que o dano à
vítima é muito grave.
MÓDULO IV
1) “Remanesce a responsabilidade objetiva e solidária do Estado nas questões ambientais, sem
qualquer possibilidade de excludentes, pois o Poder Público é o sujeito responsável pelo controle,
vigilância, planificação e fiscalização do meio ambiente. A responsabilidade do Estado por danos
ambientais encontra fundamento no art. 225. §3º, da CF e não no art. 37, §6º, da mesma Carta, pois
neste a proteção é de bens individuais, naquele, de direito difuso insuscetível de desamparo jurídico.
O Superior Tribunal de Justiça, em julgamento realizado em junho de 2007, considerou a União
Federal, por omissão no dever de fiscalizar, solidariamente responsável pelos danos causados ao
meio ambiente, ao longo de duas décadas, por empresas mineradoras (REsp 647.493-SC, 2ª T., rel.
Min. João Otávio Noronha)”. (Darlan R. Bittencourt e Ricardo K. Marcondes, apud Carlos Roberto
Gonçalves, Direito Civil Brasileiro, vol. 4, Responsabilidade Civil. Ed. Saraiva, 5ª Ed., 2010, pp. 95
e 96).
Em matéria de dano ambiental, a responsabilidade civil do agente causador do dano:
A Não estará configurada se o ato praticado for autorizado por lei.
B Depende de culpa ou dolo do seu agente causador.
C Não poderia ser solidária porque a solidariedade não se presume no direito brasileiro.
D Não depende de culpa e não se exclui ainda que o ato praticado pelo agente causador
do dano seja autorizado por lei.
Justificativa: Havendo mais de um causador do dano ambiental, a responsabilidade civil será
solidária. A responsabilidade por dano ambiental é objetiva (Lei n. 6.938/1981), envolvendo a
restituição in natura, pelo causador do dano, ou a indenização por perdas e danos. 
E É subjetiva do Estado nas atividades sujeitas a aprovação pelo Poder Público e envolve a
responsabilidade solidária do Estado pela omissão em fiscalizar.
2) A responsabilidade nuclear se configura mesmo se o dano for oriundo de caso fortuito e força
maior, que não elidem a presunção de culpa. Assim, é correto afirmar que:
A A responsabilidade de quem explora atividade nuclear nunca pode ser elidida.
B A responsabilidade civil de quem explora atividade nuclear pode ser elidida, dentre
outras hipóteses, por culpa exclusiva da vítima.
Justificativa: A responsabilidade de quem explora atividade nuclear é objetiva nos termos do art. 21,
XXIII. CF. A responsabilidade civil por danos nucleares independe de culpa.
C Ainda que o dano nuclear resulte de conflito armado ou guerra civil, não está exonerado de
responsabilidade aquele que explora atividade nuclear.
D A responsabilidade civil de quem explora atividade nuclear é subjetiva e contratual.
E O fundamento para a responsabilidade civil objetiva de quem explora atividade nuclear
advém exclusivamente de norma infraconstitucional.
3) Quanto aos direitos autorais, considere as proposições seguintes:
I. A violação de direito autoral pode ensejar danos morais e materiais, ambos suscetíveis de
indenização.
II. Os direitos morais do autor são imprescritíveis e irrenunciáveis.
III. São imprescritíveis os direitos materiais do autor, inclusive o de exploração exclusiva da obra.
É correto afirmar que:
A São verdadeiras I, II e III.
B São verdadeiras I e II.
Justificativa: Assertiva III está incorreta, pois são imprescritíveis apenas os crimes de racismo e
formação de grupos armados contra o estado democrático de direito.
C São verdadeiras I e III.
D São verdadeiras II e III.
E Nenhuma das proposições é verdadeira.
4) Há casos em que a reprodução da obra alheia não é considerada ofensa ao direito autoral. O caso
mais importante é a reprodução de pequenos trechos, bem como a transcrição do magistério de um
autor (citação), quando estas reproduções ou transcrições estejam inseridas no corpo da obra maior
e se destinem a fins científicos, literários, didáticos, polêmicos, críticos etc. Há aqui o interesse
social de aproveitar da melhor forma o produto da inteligência humana, e nenhum prejuízo é
causado ao autor do transcrito, dado o tamanho insignificante da transcrição. Isto é até bom para o
autor, como propaganda de seu nome e de sua obra.
Na responsabilidade civil por violação de direito autoral,
A A citação só não ensejará a indenização ao autor se houver indicação da origem, como
nota de rodapé com o nome, obra, edição e página do original de onde se tirou o trecho citado.
Justificativa: O caso mais importante é a citação de pequenos trechos, bem como a transcrição do
magistério de um autor.
B Ainda que não haja citação da fonte em nota de rodapé não há violação de direito autoral na
reprodução de pequenos trechos.
C A reprodução de pequenos trechos sem citação da fonte em rodapé pode ensejar apenas a
responsabilidade civil por danos morais.
D A reprodução de pequenos trechos sem citação da fonte em rodapé pode ensejar a
responsabilidade civil por danos exclusivamente materiais.
E A reprodução de pequenos trechos sem citação da fonte em nota de rodapé pode ensejar a
responsabilidade penal e não civil.
5) Considere as assertivas seguintes:Danos ambientais ensejam sanções civis, penais e administrativas.
Porque
A responsabilidade civil por danos ambientais não depende de culpa.
Pode-se afirmar que:
A As duas proposições são verdadeiras e a segunda justifica a primeira.
B As duas proposições são verdadeiras e a segunda não justifica a primeira.
Justificativa: Danos ambientais ensejam isolada ou cumulativamente sanções civis, penais e
administrativas, o que não está relacionado com o fato de que são de responsabilidade objetiva.
C Apenas a primeira proposição é verdadeira.
D Apenas a segunda proposição é verdadeira.
E As duas proposições são falsas.
6) “Crescem, a cada dia, os negócios celebrados por meio da Internet. Entretanto, o direito
brasileiro não contém nenhuma norma específica sobre o comércio eletrônico, nem mesmo o
Código de Defesa do Consumidor. Ressalve-se a tramitação no Congresso Nacional de vários
projetos que tratam da regulamentação jurídica do comércio eletrônico e da assinatura digital, e a
edição da Medida Provisória n. 2.200-2/2001, que confere à assinaturas eletrônicas o mesmo poder
e validade jurídica daquelas lançadas de próprio punho nos documentos” (Carlos Roberto
Gonçalves, Direito Civil Brasileiro, vol. 4, Responsabilidade Civil. Ed. Saraiva, 5ª Ed., 2010, p.
103).
Com base na doutrina supra, pode-se afirmar que:
A Não se pode atribuir responsabilidade por negócios firmados pela Internet, por não haver
norma específica sobre o comércio eletrônico.
B O empresário que oferece produtos e serviços pela internet se submete às regras da venda e
compra e da responsabilidade civil previstas no Código Civil.
C O empresário que oferece produtos e serviços pela Internet se submete às regras do Código
de Defesa do Consumidor, ainda que se trate de contrato internacional em que o proponente esteja
domiciliado no exterior.
D O empresário que oferece produtos e serviços pela Internet se submete às regras do
Código de Defesa do Consumidor, salvo em caso de contrato internacional em que o
proponente esteja domiciliado no exterior, quando então será aplicada a lei do domicílio do
proponente.
Justificativa: Princípio da lex loci contractus.
E Responderá apenas o provedor quando o consumidor se sentir lesado por contrato firmado
via Internet
MÓDULO V
1) Considere as proposições que seguem:
I. O erro médico pode ensejar sanções nos âmbitos penal, civil e administrativo.
II. A responsabilidade civil do médico é objetiva, não depende de culpa, por se tratar, o paciente, de
consumidor dos serviços do profissional da saúde.
III. A doutrina aponta exclusivamente vantagens na contratação do seguro de responsabilidade civil
por parte do médico.
Pode-se afirmar que:
A I, II e III são corretas.
B I e II são corretas.
C apenas I é correta.
Justificativa: Se não houver culpa ou dolo, não há obrigação de indenizar a responsabilidade do
médico não é objetiva. 
D apenas II é correta.
E I e III são corretas.
2) Considere as seguintes proposições:
É preciso estabelecer se houve dolo ou culpa, ou se o erro médico decorreu de caso fortuito, ou da
culpa de terceiro, como o Estado, que não forneceu material ou ambiente necessário para o
tratamento.
Porque
Se não houver culpa ou dolo, não há obrigação de indenizar – a responsabilidade do médico não é
objetiva.
Pode-se afirmar que:
A As duas proposições são corretas e a segunda justifica a primeira.
Justificativa: Sem culpa ou dolo não há nem responsabilidade penal e nem responsabilidade civil
(não se indeniza). A fatalidade também está presente na prática médica. 
 
B As duas proposições são corretas e a segunda não justifica a primeira.
C As duas proposições são falsas.
D Apenas a primeira proposição é correta.
E Apenas a segunda proposição é correta.
3) O Código de Hamurabi estabelecia que teria a mão cortada o médico que causasse a morte de um
awilum (membro da classe social superior) ou lhe destruísse o olho. Se o morto fosse um escravo
(objeto), o médico então deveria substituí-lo por outro (§§218 e 219). À época, a responsabilidade
civil do médico era, então:
A subjetiva com a exigência do dolo.
B subjetiva e caracterizada pela culpa grave.
C objetiva.
Justificativa: Era objetiva, pois o médico tinha uma punição pelo não cumprimento do seu dever,
sendo rigorosamente punido.
D contratual e subjetiva.
E objetiva como nos dias de hoje.
4) Não pode ser considerada uma desvantagem do seguro de responsabilidade em caso de
profissional da saúde:
A O paciente vai enxergar na falha de tratamento a possibilidade de lucro – pode querer tirar
vantagem da própria doença.
B Terceiros lucram com o erro.
C O mau médico se preocupa menos em errar, pois tem o seguro.
D O médico enxerga o paciente como um inimigo, pois deve fazer seguro para dele se
proteger.
E O médico tem mais liberdade e calma ao trabalhar, não empobrece ao ter que pagar
indenização: o preço é dividido por todos os membros da sociedade, que pagam os prêmios; e
a vítima não corre o risco de não receber a indenização.
Justificativa: Terceiros lucram com o erro e o mau médico se preocupa menos em errar, por ter o
seguro e o médico enxerga o paciente como inimigo, pois deve fazer o seguro para dele se proteger
e a profissão fica mercantilizada, deixando de ser importante o salvamento de vidas humanas,
passando a ser mais uma prestação de serviços.
5) A responsabilidade civil contratual é estudada junto com o inadimplemento das obrigações. Aqui
quem descumpre o contrato deve provar que não agiu com culpa. A presunção da culpa do
inadimplente:
A Ocorre de forma absoluta.
B É relativa.
Justificativa: Presume-se em favor da vítima a culpa do inadimplente. Há vínculo, pacto, contrato
entre causador do dano (inadimplente) e vítima.
C Não pode ocorrer na responsabilidade civil extracontratual.
D Não é a regra na responsabilidade civil contratual.
E Dificulta a situação da vítima.
6) Por ser contratual, a responsabilidade civil do médico envolve, em regra, a inversão do ônus da
prova, pela presunção relativa da culpa. Esta afirmação é acolhida:
A Pela jurisprudência unânime.
B Por parte da doutrina e da jurisprudência.
Justificativa: Todavia, há jurisprudência em sentido contrário dizendo que, como a obrigação do
médico é de meio, e não de resultado, o paciente que deve provar a culpa do médico, não havendo
inversão do ônus da prova.
C Pela doutrina unânime.
D Pelo legislador, que assim determinou em texto expresso de lei.
E Pelo Código de Defesa do Consumidor.
MÓDULO VI
1) Em uma cirurgia plástica estética, a obrigação do médico é de resultado. No entanto, a ementa
abaixo não acolhe recurso especial de paciente que pleiteia indenização:
 Ementa: RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. ERRO MÉDICO. ART. 14 DO
CDC. CIRURGIA PLÁSTICA. OBRIGAÇÃO DE RESULTADO. CASO FORTUITO.
EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE.
1. Os procedimentos cirúrgicos de fins meramente estéticos caracterizam verdadeira obrigação de
resultado, pois neles o cirurgião assume verdadeiro compromisso pelo efeito embelezador
prometido.
2. Nas obrigações de resultado, a responsabilidade do profissional da medicina permanece
subjetiva. Cumpre ao médico, contudo, demonstrar que os eventos danosos decorreram de fatores
externos e alheios à sua atuação durante a cirurgia.
3. Apesar de não prevista expressamente no CDC, a eximente de caso fortuito possui força
liberatória e exclui a responsabilidade do cirurgião plástico, pois rompe o nexo de causalidade entre
o dano apontado pelo paciente e o serviço prestado pelo profissional.
4. Age com cautela e conforme os ditames da boa-fé objetiva o médico que colhe a assinatura do
paciente em “termo de consentimentoinformado”, de maneira a alertá-lo acerca de eventuais
problemas que possam surgir durante o pós-operatório.
RECURSO ESPECIAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
REsp 1180815 / MG
RECURSO ESPECIAL
2010/0025531-0 (J. 19.8.2010. Publ. 26.8.2010) Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI.
No caso acima,
A A indenização à paciente é concedida.
B Não se acolhe recurso da paciente porque o caso fortuito exclui a responsabilidade
civil, ainda que a obrigação seja de resultado.
Justificativa: A cirurgia plástica: se for reparadora envolve obrigação de meio e se for estética (para
embelezamento, mudança de padrão estético) a obrigação é de resultado, sendo assim, não é cabível
indenização.
C Não se acolhe o recurso especial da paciente porque a responsabilidade civil do médico,
sendo de resultado, não depende de culpa.
D O caso fortuito não exclui o nexo de causalidade.
E O paciente é indenizado somente pelos danos morais
2) Leia com atenção a ementa abaixo, de julgado do Superior Tribunal de Justiça, e responda à
questão proposta:
Ementa:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO.
RESPONSABILIDADE CIVIL. ERRO MÉDICO. PRESCRIÇÃO.
TERMO A QUO. CIÊNCIA INEQUÍVOCA DA VÍTIMA DO DANO
IRREVERSÍVEL. PRINCÍPIO DA ACTIO NATA. MATÉRIA DE
PROVA. SÚMULA 7/STJ.
1. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que o prazo prescricional da ação para
indenizar dano irreversível causado por erro médico começa a fluir a partir do momento em que a
vítima tomou ciência inequívoca de sua invalidez, bem como da extensão de sua incapacidade.
Aplicação do princípio da actio nata.
2. O acórdão recorrido fundamentou sua decisão no fato de que o julgamento da lide pelo
magistrado de primeiro grau, com declaração da ocorrência da prescrição, foi prematuro, tendo em
vista que o delineamento da controvérsia depende ainda da análise de um contexto probatório não
produzido pelas partes.
3. Qualquer conclusão em sentido contrário ao que decidiu o aresto impugnado envolve o reexame
do contexto fático-probatório dos autos, providência incabível em sede de recurso especial,
conforme o que dispõe a Súmula 7/STJ.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos, em que são partes as acima indicadas, decide a Quarta Turma, por
unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Honildo Amaral de Mello Castro (Desembargador convocado do TJ/AP), Aldir
Passarinho Junior, João Otávio de Noronha (Presidente) e Luis Felipe Salomão votaram com o Sr.
Ministro Relator.
Brasília, 22 de junho de 2010 (Data do Julgamento).
MINISTRO RAUL ARAÚJO FILHO (Relator).
O prazo prescricional a que faz menção o julgado, cuja ementa se transcreveu acima, é de:
A 3 anos.
B 10 anos.
C 15 anos.
D 5 anos.
Justificativa: Prazo para prescrição de punição administrativa é de 5 anos. O prazo pode ser
interrompido com notificação do médico ou o seu conhecimento expresso do ocorrido.
E 2 anos.
3) Considere as proposições abaixo:
I. Processo penal e no Conselho Regional de Ética podem correr ao mesmo tempo ou não, e a
absolvição em um não obriga a absolvição em outro, e vice-versa.
II. Nem sempre que há falta ética há erro médico, mas sempre que há erro médico há falta ética.
III. O prazo prescricional para se pleitear a indenização por erro médico é o do Código Civil de
2002 – 10 Anos.
Pode-se afirmar que:
A I e II são corretas.
Justificativa: A assertiva III está incorreta, pois o prazo para requerer a reparação de danos é de 5
anos a contar do conhecimento do dano e da autoria.
B I e III são corretas.
C II e III são corretas.
D Todas são corretas.
E Nenhuma das proposições é correta
4) Leia atenciosamente a ementa abaixo:
Ementa:
CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. CONSUMIDOR. REPARAÇÃO DE DANOS MORAIS E
MATERIAIS. CIRURGIA PLÁSTICA. ERRO MÉDICO. DEFEITO NO SERVIÇO
PRESTADO. CULPA MANIFESTA DO ANESTESISTA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA
DO CHEFE DA EQUIPE E DA CLÍNICA.
1. O Tribunal a quo manifestou-se acerca de todas as questões relevantes para a solução da
controvérsia, tal como lhe fora posta e submetida. Não cabe alegação de violação do artigo 535 do
CPC, quando a Corte de origem aprecia a questão de maneira fundamentada, apenas não adotando a
tese da recorrente. Precedentes.
2. Em regra, o cirurgião chefe dirige a equipe, estando os demais profissionais, que participam do
ato cirúrgico, subordinados às suas ordens, de modo que a intervenção se realize a contento.
3. No caso ora em análise, restou incontroverso que o anestesista, escolhido pelo chefe da equipe,
agiu com culpa, gerando danos irreversíveis à autora, motivo pelo qual não há como afastar a
responsabilidade solidária do cirurgião chefe, a quem estava o anestesista diretamente subordinado.
4. Uma vez caracterizada a culpa do médico que atua em determinado serviço disponibilizado por
estabelecimento de saúde (art. 14, § 4º, CDC), responde a clínica de forma objetiva e solidária pelos
danos decorrentes do defeito no serviço prestado, nos termos do art. 14, § 1º, CDC.
5. Face as peculiaridade do caso concreto e os critérios de fixação dos danos morais adotados por
esta Corte, tem-se por razoável a condenação da recorrida ao pagamento de R$ 100.000,00 (cem mil
reais) a título de danos morais.
Recurso especial conhecido em parte e, nesta parte, provido.
STJ. REsp 605435 / RJ
RECURSO ESPECIAL
2003/0167564-1 Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO. J. 22.9.2009.
Nos termos da ementa acima, a responsabilidade civil do médico anestesista:
A Não foi considerada pelo STJ no caso em questão.
B Foi constatada pelo STJ e considerada subjetiva.
Justificativa: Sem culpa não há como responsabilizar o médico. Por isso mesmo sem o resultado o
trabalho diligente impede a responsabilização do anestesista 
C Foi considerada objetiva pelo STJ e não foi constatada no caso em questão.
D Foi considerada subjetiva mas não foi levada em conta no caso em tela.
E Foi levada em conta no caso em questão e considerada objetiva.
5) Considere as assertivas que seguem:
I. Deixar de atender o paciente em caso de urgência, quando não haja outro médico que possa fazer
o atendimento, é omissão que prescreve em 2 (dois) anos.
II. Deixar de atender o paciente em caso de urgência, quando não haja outro médico que possa fazer
o atendimento, configura crime de omissão de socorro.
III. Deixar de atender o paciente em caso de urgência, quando não haja outro médico que possa
fazer o atendimento, pode ensejar a responsabilidade civil do médico.
Pode-se afirmar que:
 
A I e II são corretas.
B I e III são corretas.
C II e III são corretas.
Justificativa: O médico pode ser parcialmente responsabilizado sendo omisso em socorro.
D Todas são corretas.
E Nenhuma das proposições é correta.
6) Leia o texto abaixo e responda:
“A responsabilidade civil do advogado é subjetiva. O advogado em geral tem responsabilidade civil
de meio, e não de resultado. Deve atuar com diligência, para o alcance de bom êxito, mas não
responde se simplesmente deixar de alcançar o resultado mais vantajoso para o seu cliente.
Por ter responsabilidade em regra contratual, posto que um contrato de mandato é firmado entre o
advogado (mandatário) e seu cliente (o mandante), que lhe transfere poderes, podemos entender que
diante da ação que visa atribuir, ao advogado, a responsabilidade civil, cabe a inversão do ônus da
prova, com a culpa presumida do mandatário”.
É correto afirmar que:
A A responsabilidade civil do advogado tem previsão no Código de Defesa do Consumidor, e
não no Código Civil.
B O advogado só pode ser contratado pelo cliente mediante contrato de mandato.
C A presunção de culpa do advogado é absoluta.
D Não se admite, na responsabilização do advogado, a inversãodo ônus da prova.
E A responsabilidade civil do advogado depende de culpa, como regra geral.
Justificativa: Responsabilidade civil do advogado é subjetiva, respondendo apenas por culpa (dolo
ou imprudência, negligência ou imperícia).
MÓDULO VII
1) Leia o texto abaixo e responda:
“A modernização, com carros mais rápidos, máquinas modernas, traz mais riscos. A vítima não
pode provar a culpa. A culpa pode nem existir. Muitos danos são conexos às atividades, são
inevitáveis, como mostram as estatísticas”.
O trecho acima faz referência à responsabilidade civil:
A Objetiva.
Justificativa: As relações de consumo, pela dificuldade de demonstrar a prova, para que terceiro
vítima de acidente de consumo tenha direito de indenização, para responsabilizar o fornecedor
diretamente, a responsabilidade é objetiva.
 
B Subjetiva.
C Contratual.
D Extracontratual.
E Por abuso de direito.
2) Considere as afirmações abaixo:
I. O Código Civil prescreve o dever geral de não causar prejuízo a outrem.
II. O Código de Defesa do Consumidor prescreve o dever especial de não colocar no mercado
produtos e serviços que possam acarretar riscos à saúde e segurança do consumidor.
III. O fornecedor por causa do dever geral de não causar prejuízo, nos termos do Código Civil, não
pode colocar no mercado produtos e serviços que impliquem riscos à saúde e à segurança, exceto os
havidos normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição; e deve dar ao consumidor
informações necessárias e adequadas a respeito do funcionamento e da potencialidade danosa.
É possível afirmar que:
A I e II são corretas e III é falsa.
Justificativa: Os prazos curtos de prescrição e decadência, contados da tradição da coisa, resultavam
na dificuldade de indenização em caso de vício redibitório. Os prazos curtos de prescrição e
decadência, contados da tradição da coisa, resultavam na dificuldade de indenização em caso de
vício redibitório. Os prazos curtos de prescrição e decadência, contados da tradição da coisa,
resultavam na dificuldade de indenização em caso de vício redibitório.
B I e III são corretas e II é falsa.
C II e III são corretas e I é falsa.
D I, II e III são corretas.
E I, II e III são incorretas.
3) O Código de Defesa do Consumidor prescreve o dever especial de não colocar no mercado
produtos e serviços que possam acarretar riscos à saúde e segurança do consumidor. Por conta de tal
dever especial, o fornecedor não pode causar prejuízo. Não pode colocar no mercado produtos e
serviços que impliquem riscos à saúde e à segurança, exceto os havidos normais e previsíveis em
decorrência de sua natureza e fruição; e deve dar ao consumidor informações necessárias e
adequadas a respeito do funcionamento e da potencialidade danosa.
Se não cumprir tais obrigações, o fornecedor:
A Tem responsabilidade pelo fato do produto e do serviço, e obrigação de indenizar
consumidor e vítimas por causa dos defeitos nos produtos e serviços.
Justificativa:Tem responsabilidade pelo fato do produto ou do serviço, consoante art. 12 e 14 do
CDC (responsabilidade civil do fornecedor e a obrigação de indenizar consumidor e vítimas por
causa dos defeitos nos produtos e serviços).
B Tem somente responsabilidade pelo fato do produto, e obrigação de indenizar consumidor e
vítimas por causa dos defeitos nos produtos.
C Tem responsabilidade pelo fato do serviço, exclusivamente, e obrigação de indenizar
consumidor e vítimas por causa dos defeitos nos serviços.
D Tem responsabilidade pelo fato do produto e do serviço, e obrigação de indenizar
exclusivamente o consumidor por causa dos defeitos nos produtos e serviços.
E Responde pelo fato do produto e do serviço: é obrigado a indenizar o consumidor e vítimas
por causa dos defeitos nos produtos e serviços, desde que provada a sua culpa.
4) Quanto à responsabilidade civil nas relações de consumo, não é correto afirmar, quanto ao
regime anterior ao Código de Defesa do Consumidor, que:
A O consumidor devia demonstrar a culpa (responsabilidade subjetiva) do fornecedor – art.
159 , CC/1916.
B O consumidor só podia acionar comerciante vendedor, e não fornecedores em geral – não
tinha ação direta contra eles.
C Os prazos curtos de prescrição e decadência, contados da tradição da coisa, resultavam na
dificuldade de indenização em caso de vício redibitório (art. 178, §§ 2º e 5º, IV CC/1916). E não
havia o vício de serviço. Falava-se apenas em vício oculto de bem – vício aparente e de fácil
constatação não geravam direito de proteção.
D Na responsabilidade por vício redibitório só havia ação ex empto (de redibição), e quanti
minoris (abatimento de preço), insuficientes para o interessado.
E O consumidor não tinha o ônus da prova e a responsabilidade civil do fornecedor não
dependia de culpa.
Justificativa: A outra relação que não seria correto afirmar seria que a persecução executória sobre o
patrimônio do devedor era dificultada pela não adoção, na lei, da teoria da desconsideração da
personalidade jurídica.
5) Fornecedores procuram produzir bens e serviços adequados ao consumo, seguros, eficientes e
indenes de defeitos, utilizando-se, para tanto, de testes e controles de produção e qualidade, para
eliminar ou reduzir (pelo menos) a colocação no mercado de produtos defeituosos.
Ainda assim,
A Mesmo com diligência e rigoroso controle, ocorrem defeitos e lesões à saúde, segurança
e patrimônio dos consumidores e usuários. Tais danos, anônimos e inevitáveis, são produzidos
por coisas (produtos e serviços) e não por pessoas, e se repetem com frequência, conforme as
estatísticas. Tais defeitos, danos e lesões são passíveis de indenização.
Justificativa: Tais danos, anônimos e inevitáveis, são produzidos por coisas (produtos e serviços), e
não por pessoas, e se repetem com frequência, conforme as estatísticas.
B Sempre são evitados os defeitos e lesões à saúde, segurança e patrimônio dos consumidores
e usuários.
C Mesmo com diligência e rigoroso controle, ocorrem defeitos e lesões à saúde, segurança e
patrimônio dos consumidores e usuários. Tais danos, anônimos e inevitáveis, são produzidos por
pessoas, e se repetem com frequência, sem ensejar direito a indenização.
D Danos ocorrem sempre por dolo do fornecedor e somente por isso geram direito à
indenização.
E Mesmo com diligência e rigoroso controle, ocorrem defeitos e lesões à saúde, segurança e
patrimônio dos consumidores e usuários. Tais danos, anônimos e inevitáveis, são produzidos por
coisas (produtos e serviços) e não se repetem com frequência, conforme as estatísticas.
6) Assinale, dentre as alternativas abaixo, a que não se refere a exclusão de responsabilidade civil
do fornecedor:
A O fornecedor prova que não colocou o produto no mercado. Aqui, a responsabilidade é do
real fornecedor, que verdadeiramente colocou o produto ou serviço no mercado.
B Está excluída a responsabilidade se o fornecedor não executou o serviço (exclusão sem
previsão expressa no CDC).
C Defeito inexistente: mesmo que o fornecedor tenha colocado no mercado o produto ou
serviço, ainda que haja dano. Ocorre que o dano não decorreu do defeito. O dano tem origem em
causas diversas, e não em defeito atribuído à coisa.
D Culpa concorrente do consumidor. Nesse caso não há nexo causal entre defeito e dano.
Trata-se de uso negligente e anormal do produto. O consumidor ou usuário não segue as
instruções ou advertências, emprega o produto de modo inadequado; ou o produto é usado
por pessoa a quem a mercadoria é contraindicada. O uso é diverso do objetivamente previsto.
Não se respeita o prazo de validade (usa ou consome fora do prazo). Quando não se percebe
vício ou defeito manifesto.
Justificativa: A culpa pode ser concorrente ou exclusiva da vítima para o evento danoso, naculpa
concorrente, a responsabilidade do fornecedor não desaparece, é só atenuada.
E Nas hipóteses de caso fortuito ou força maior. Para produto ou serviço. Não há neste caso
nexo causal entre defeito e dano. Ex.: raio faz explodir o eletrodoméstico e pega fogo na casa – não
há nexo causal. Não há como ligar defeito eventual a evento danoso.
MÓDULO VIII
1) Na responsabilidade por vício o consumidor escolhe as alternativas de ressarcimento da lei. O
escopo é garantir o perfeito funcionamento do produto vendido. O vício de qualidade no produto
não pode ensejar:
A Substituição das partes viciadas (conserto).
B Não sendo sanado o vício em 30 dias, substituição do produto por outro da mesma espécie,
em perfeitas condições de uso. Se não tiver na loja ou no mercado, exigência da substituição por
outro de espécie, marca ou modelo diversos, complementando, o consumidor, o pagamento, ou
obtendo a restituição da diferença.
C Restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais
perdas e danos.
D Abatimento proporcional do preço.
E Indenização pecuniária por danos causados ao consumidor.
Justificativa: Deve-se analisar que se o produto for essencial deve ser feita a substituição imediata,
não tendo que analisar os 30 dias.
2) Quanto aos DEFEITOS EM SERVIÇOS, considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa
correta:
I. Os defeitos em serviços relacionam-se a prestação de serviço em qualquer modalidade, exceto de
caráter trabalhista, e a insuficiência ou inadequação de informações sobre fruição e riscos.
II. Conforme o CDC, é defeituoso o serviço quando não oferece a segurança que o consumidor pode
dele esperar.
III. Deve-se considerar modo de fornecimento ou de prestação, resultado e riscos razoáveis que se
esperam do serviço e época em que foi fornecido – não se considera defeituoso pelo simples fato de
adoção de novas técnicas.
A I e II são corretas.
B I e III são corretas.
C II e III são corretas.
D I, II e III são corretas.
Justificativa: Todas as alternativas estão corretas conforme art. 3º , § 2º e art. 14,§§ 1º e 2º do CDC.
E I, II e III são incorretas.
3) Quanto à garantia legal e ao regime de responsabilização do Código de Defesa do Consumidor,
considere as proposições seguintes e assinale a alternativa correta:
O CDC determina que os produtos e serviços colocados no mercado sejam de boa qualidade: sem
vícios ou defeitos que os tornem impróprios para uso ou consumo ou que lhes diminuam o valor.
PORQUE
O CDC adotou o regime de garantia legal. A própria lei dá a garantia, independentemente de
garantia contratual.
A As duas proposições são corretas e a segunda justifica a primeira.
Justificativa: É lícito que o fornecedor se exonere da garantia por meio de contrato,
responsabilidade solidária entre todos os fornecedores.
B As duas proposições são corretas e a segunda não justifica a primeira.
C Apenas a primeira proposição é correta.
D Apenas a segunda proposição é correta.
E As duas proposições são incorretas.
4) Leia as frases abaixo e assinale a alternativa correta:
I. Aquisição, pelo consumidor, do produto colocado no mercado de consumo, de fabricante ou de
vendedor, ou contratação de serviço.
II. Ocorrência de vício de qualidade ou quantidade que comprometa a funcionalidade do produto ou
serviço ou lhe diminua o valor.
III. Que a reclamação acerca do vício ocorra dentro do prazo fixado em lei.
No regime do Código de Defesa do Consumidor, são pressupostos da responsabilidade por vício:
A I e II.
B I, II e III.
Justificativa: Prova de que não é o fabricante, produtor, construtor, importador, comerciante ou
incorporador do produto ou serviço.
C I e III.
D II e III.
E Nenhuma das proposições colocadas.
5) Considere as proposições abaixo e assinale a alternativa correta:
I. Está excluída a responsabilidade civil por vício do produto e do serviço quando há prova de que
não é o fabricante, produtor, construtor, importador, comerciante ou incorporador do produto ou
prestador do serviço (prova que não foi ele que colocou o produto ou serviço no mercado).
II. Está excluída a responsabilidade civil por vício do produto e do serviço quando há prova de que
o vício inexiste, embora reconheça a colocação no mercado.
III. Exclui a responsabilidade civil por vício do produto e do serviço a decadência (decurso de prazo
para reclamar, sem que seja tomada tal providência).
IV. Exclui a responsabilidade civil por vício do produto e do serviço a culpa exclusiva do
consumidor ou de terceiro.
V. Exclui a responsabilidade civil por vício do produto e do serviço o caso fortuito ou a força maior.
A I, III e V são corretas.
B I, IV e V são corretas.
C II, III e IV são corretas.
D Todas são incorretas.
E Todas são corretas.
Justificativa: Diante do exposto, todas as afirmações estão corretas.
6) Leia com atenção a ementa abaixo e responda à questão proposta:
REsp 567333 / RN
RECURSO ESPECIAL
2003/0078182-5
Ministro FERNANDO GONÇALVES (Relator). Quarta turma.
J. 02/02/2010. Publ. 08/03/2010.
Ementa:
CONSUMIDOR. VEÍCULO NOVO. DEFEITO. RESTITUIÇÃO DO VALOR DO BEM
ACRESCIDO DE PERDAS E DANOS. VÍCIO DO PRODUTO. PRAZO DECADENCIAL.
1. Adquirido veículo novo com defeito não sanado no prazo de trinta dias, pode o consumidor exigir
a restituição da quantia paga, acrescida de eventuais perdas e danos. Inteligência do art. 18 do
Código de Defesa do Consumidor.
2. O prazo a ser tomado em conta para o ingresso com a ação nas hipóteses de vício do produto é o
previsto no art. 26 do Código de Defesa do Consumidor (90 dias quando se tratar de bem durável).
3. Nos termos do § 1º, do referido art. 26, o prazo decadencial de noventa dias se inicia quando
termina a execução dos serviços realizados na tentativa de conserto do bem, sendo previstas, ainda,
no § 2º, circunstâncias que obstam a decadência, como, por exemplo, a reclamação feita pelo
consumidor. Nesse contexto, como a verificação da data inicial do prazo, bem como de eventuais
situações obstativas demandam incursão no conjunto fático-probatório dos autos, necessário se faz
o retorno do processo ao Tribunal de origem para que se manifeste sobre a questão.
4. Recurso conhecido em parte e, nesta extensão, provido.
Assinale a alternativa incorreta:
A No CDC os prazos são maiores e há vantagem quanto ao termo inicial.
B O CDC prevê os seguintes prazos: 30 dias para produto ou serviço não durável; 90 dias para
produto ou serviço durável.
C Não prevê, o CDC, circunstâncias que obstam a decadência, como, por exemplo, a
reclamação feita pelo consumidor.
Justificativa: Como o bem trata de um vicio oculto ele não trata de prazo de decadência e não de
trato dos prazos previsto no CDC.
D O termo inicial do prazo varia conforme a natureza do vício: aparente ou de fácil
constatação conta-se a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução do serviço;
oculto conta-se a partir do momento em que ficar evidenciado.
E O prazo não corre enquanto não decidida reclamação formulada perante o fornecedor, nem
enquanto durar a tramitação de inquérito civil.

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