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Instituto Federal de Alagoas – IFAL Engenharia Agronômica Microbiologia geral RELATÓRIO DA AULA PRÁTICA DE MICROSCOPIA ÓPTICA E COLORAÇÃO DE GRAM (Microbiologia geral) Por: André Anjos José Luciano Piranhas – AL 2018 André Anjos José Luciano RELATÓRIO DA AULA PRÁTICA DE MICROSCOPIA ÓPTICA E COLORAÇÃO DE GRAM Piranhas – AL 2018 Relatório de aula pratica com exigência da disciplina de microbiologia geral orientada pela Prof.(a) Ma. Juliana de Oliveira Morais no dia 25 de maio de 2018. Sumário 1. Introdução ............................................................................................................. 4 2. Objetivos ............................................................................................................... 5 2.1. Objetivo Geral ................................................................................................ 5 2.2. Objetivos específicos ................................................................................. 5 3. Metodologia .......................................................................................................... 6 3.1. Técnica de Coloração de Gram ..................................................................... 6 3.2. Microscopia óptica.......................................................................................... 7 4. Resultados e discussão ........................................................................................ 8 4.1. Microscopia óptica.......................................................................................... 8 4.2. Coloração de Gram ........................................................................................ 8 5. Conclusão ............................................................................................................. 9 6. Apêndice ............................................................................................................. 10 4 1. Introdução Os microscópios são de grande importância para os estudos em microbiologia, com ele é possível observar organismo invisíveis a olho nu. Conhecer o mundo dos micro- organismos explica diversos fatores que interferem no ambiente macroscópico. Diversas doenças, antes inexplicáveis, foram estudas com o auxílio do microscópio e assim foi possível criar os métodos de cura. Hoje, num laboratório de microbiologia o microscópio é essencial para diversas pesquisas, desde uma simples visualização de um micro-organismo até desenvolvimento de um remédio num laboratório farmacêutico. Alguns usos do microscópio é a técnica de coloração de Gram, técnica usada para diferencia bactérias, as bactérias são classificadas em dois grandes grupos: Gram- positivas e Gram-negativas. A definição para a coloração de Gram pode ser dita como uma técnica que permite identificar grupos específicos bacterianos através da sua estrutura. A parede celular da bactéria é composta de peptideoglicana, se a parede celular deste microrganismo for espessa será classificada como Gram positivas; já as bactérias que possuem parede celular delgada são chamadas de Gram negativas. Gram foi o pesquisador que conseguiu desenvolver uma técnica para diferenciar esses dois tipos de parede celular. A coloração de Gram promove essa diferenciação. Dependendo da estrutura da parede bacteriana, teremos cores diferentes da bactéria. O resultado é o seguinte: se a bactéria for Gram negativa, a coloração dele será mais voltada para o vermelho, os corantes não fixam na parede da bactéria e um contra corante utilizado fixa na parede, mostrando que ela é mais delgada. Já as bactérias que são Gram positivas ficam em uma coloração que tendem ao roxo, isso porque o corante inicial se incorpora na estrutura da parede bacteriana. Dessa forma, você pode ver qual bactéria é Gram positiva e qual é Gram negativa. Isso é muito importante nas análises clínicas porque existem abordagens diferentes para tratar bactérias através da antibioticoterapia. 5 2. Objetivos 2.1. Objetivo Geral • Observar estrutura e organismos com auxílio do microscópio óptico. • Realizar a técnica de coloração de Gram e verificar a diferença entre bactérias Gram-positivas e Gram-negativas de acordo com a estrutura da parede celular bacteriana. 2.2. Objetivos específicos • Entender o funcionamento das partes que compõem o microscópio óptico. • Visualizar estruturas em diferentes aumentos (40x, 100x, 400x e 1000x) através do microscópio óptico. • Perceber a importância do uso dos microscópios para o estudo dos micro- organismos. • Aprender a preparar esfregaço de bactérias; • Realizar a técnica de coloração de Gram; • Aprender o funcionamento do método de coloração de Gram; • Permitir a observação da morfologia bacteriana e fornecer informações a respeito do comportamento do seu material celular diante dos corantes de Gram. 6 3. Metodologia 3.1. Técnica de Coloração de Gram Material e métodos: • Alça de inoculação • Cultura bacteriana • Lâminas • Conta gotas • Lamparinas • Solução crista violeta • Lugol • Solução álcool/acetona • Solução fuscina • Papel toalha • Óleo de imersão Equipamentos e utensílios • Microscópio óptico • Pinça Preparo do esfregaço Antes da coloração os micro-organismo devem ser fixados na lâmina do microscópio, essa fixação mata os micro-organismo garantido que suas estruturas sejam preservadas. Primeiro a lâmina foi secada e logo após uma leve passada por cima da chama de uma lamparina, isso permite que a lâmina não apresente nenhum crescimento de micro-organismo indesejável. Identificado o lado da lâmina onde será feito o esfregaço, flambou-se a alça de inoculação e deixou-se esfriar, na lâmina colou-se uma gota de solução salina fisiológica com uma pipeta. Flambou-se a alça de inoculação deixando esfriar próxima à chama, pegou o tudo de ensaio com a solução bacteriana Salmonela entérica e retirou uma amostra com uma 7 alça de inoculação e colocou na lâmina fazendo movimentos leves de rotação, para obter um esfregaço de forma oval, bem firme e uniforme. Após a colônia ter sido colocada na lâmina, com o lado oposto do esfregaço foi colocado na chama de uma lamparina, passando 5 vezes sobre a chama. Esse processo foi repetido, mas a colônia fixada foi a Staphylococcus aureus. Técnica de Coloração Com o esfregaço feita das duas colônias de bactérias, foi feito a coloração. As duas lâminas com as colônias de Salmonela entérica e Staphylococcus aureus fixados foram postos lado a lado. Foi colocado sobre as lâminas a solução cristal violeta (corante roxo) e esperou-se 5 minutos, lavou com água destilada. Após lavada com água destilada, cobriu as lâminas com solução lugol (mordente) por um minuto e depois lavado em água destilada. Inclinou-se a lâmina álcool-acetona ou álcool absoluto (aproximadamente 15 segundo) e lavado rapidamente em água corrente, cobriu-se com fucsina de Gram e aguardou 30 segundos. Por fim, as lâminas foram lavadas em água destilada e esperando secar sem esfregar e levado para a análise no microscópio. 3.2. Microscopia óptica Observação da amostra. A amostra que foi observadano microscópio foi a adrenal HE (figura 1, anexo). Ligado o microscópio e a intensidade da luz regulada adequadamente, foi girado o revólver colocando a objetiva de menor aumento (40x) na posição. Com a objetiva de menor aumento no local desejado, a lâmina com a amostra foi colocada sobre a platina, segurando as presilhas com as duas mãos e deixando a amostra bem centralizado (em baixo da objetiva). Utilizando o charriot para centralizar a platina e movimentando o macrométrico para levantar a platina sem encostar na objetiva. Olhado através das oculares para ajustar a lâmina. 8 Acertou o ponto exato do foco com o micrométrico e assim foi visto a amostra através das oculares. Para visualizar a amostra com os aumentos de 100x, 400x, e 1000x, foi feito os mesmos procedimentos, apenas girando o revólver e colocando na posição as objetivas de aumento desejado, sempre regulando e focalizando a amostra. 4. Resultados e discussão 4.1. Microscopia óptica Resultado da observação da amostra Após a visualização da amostra de adrenal HE no microscópio óptico em diferentes aumentos, esboçou-se a imagem visualizada para cada aumento: aumento de 40x, aumento de 100x, aumento de 400x e aumento de 1000x. Os esbouço estão anexados como ESQUEMA DO MATERIAL VISUALIZADO. 4.2. Coloração de Gram Feito o esfregaço e a coloração nas duas lâminas contendo Salmonella entérica e Staphylococcus aureos em cada uma, foi feito a visualização de cada amostra no microscópio óptico e anotado suas principais características como na tabela abaixo. Bactéria Coloração Morfologia Salmonella enterica Gram-negativo Bacilos Staphylococcus aureos Gram-positivo Cocos (estafilococos) De acordo com tabela é possível observar que a Salmonella enterica ficou com a coloração Gram-negativo devido a sua camada delgada de peptideoglicana que ao lavar a lâmina com álcool ela perdeu a cor purpura e ficou transparente, quando lavamos com fucsina ela ficou rosa, e assim podemos dizer que essa bactéria é Gram- negativa. Essa bactéria é um bacilo, em forma de bastão. 9 A bactéria Staphylococcus aureos continuou em cor purpura poi a parede celular consiste em muitas camadas de peptideoglicana, formando uma estrutura espessa e rígida. A Staphylococcus aureos apresenta uma forma esférica chamada de cocos, mas a forma exata das bactérias é um arranjo de cocos denominada estafilococos. Estafilococos é um aglomerado de cocos, semelhante a um cacho de uva. 5. Conclusão Como uma introdução à microbiologia, a microscopia óptica e a técnica de coloração de Gram permitiu uma visão geral da microbiologia: como usar um microscópio, a importância do equipamento para diversos estudos; a técnica de coloração de Gram mostrou como é essencial diferenciar bactérias de acordo com a constituição da parede celular. A diferença entre uma aula teoria para uma aula prática é notável, ambas têm mesma importância, porém a aula prática permite uma absorção de conhecimento mais eficiente. A técnica de coloração de Gram, mostrou que diferenciar bactérias é importante para diversas pesquisas, no estudo de bactérias patogênicas. 10 6. Apêndice Adrenal HE Realização do esfregaço Fixação do esfregaço