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• Conceito de: endemia, epidemia, surto epidêmico e pandemia. • Conceito de frequência absoluta e frequência relativa; • incidência e prevalência; • Diagnóstico de saúde: principais indicadores de morbidade e principais indicadores de mortalidade. Processo epidêmico: endemia, epidemia, surto epidêmico e pandemia Epidemiologia • é o estudo da distribuição e dos fatores determinantes da frequência de uma doença (ou de outro evento). • a distribuição (sexo, idade, raça, localização geográfica, etc.) • os fatores determinantes da frequência (tipo de patógenos, meios de transmissão, etc.) de uma doença. Exemplo: na epidemiologia da esquistossomose, no Brasil, devem ser estudados: idade, sexo, raça, distribuição geográfica, criadouros peridomiciliares, suscetibilidade do molusco, hábitos da população, etc. Neves et. al, Principais diferenças entre Epidemiologia e Medicina Clínica Epidemiologia Medicina Clínica Objeto de Estudo População indivíduo Diagnóstico de saúde Levantamento de saúde Diagnóstico individual Objetivo do diagnóstico Prevenção de doenças Tratamento Avaliação Avaliação das ações e programas de saúde Avaliação de cura Ação Planejamento de saúde Atenção ao indivíduo Classificação dos Agentes de doenças Agentes Exemplos Agentes Biológicos Protozoários, metazoários, bactérias, fungos Elementos nutritivos Excesso: colesterol Deficiência: vitaminas, proteínas Agentes químicos Venenos, alérgenos, medicamentos Agentes físicos Traumas, radiação, fogo Neves et. al, adaptado Endemia: Prevalência usual de determinada doença com relação à áreas. - doença cuja incidência permanece constante por vários anos, dando uma ideia de equilíbrio entre a doença e a população, ou seja, é o número esperado de casos de um evento em determinada época. Exemplo: no início do inverno espera-se que, de cada 100 habitantes, 25 estejam gripados. Neves et. al, adaptado ENDEMIA “Dá-se a denominação de endemia à ocorrência coletiva de uma determinada doença que, no decorrer de um largo período histórico, acometendo sistematicamente grupos humanos distribuídos em espaços delimitados e caracterizados, mantém sua incidência constante, permitidas as flutuações de valores, tais como as variações sazonais”. (Rouquayrol, 2003). IN C ID ÊN C IA INTERVALO DE TEMPO Endemicidade: refere-se à intensidade da endemia da uma doença em lugar e tempo considerados Epidemia: é a ocorrência, numa coletividade ou região, de casos que ultrapassam nitidamente a incidência normalmente esperada de uma doença e derivada de uma fonte comum de infecção ou propagação. Quando do aparecimento de um único caso em área indene de uma doença transmissível (p. ex.: esquistossomose em Curitiba), podemos considerar como uma epidemia em potencial, da mesma forma que o aparecimento de um único caso onde havia muito tempo determinada doença não se registrava (p.ex.: varíola, em Belo Horizonte). EPIDEMIA endemia epidemia Tempo N o . d e ca so s d e d o en ça Neves et. al, adaptado SURTO EPIDÊMICO Ocorrência epidêmica restrita a um espaço extremamente delimitado: colégio, quartel, edifício, bairro, etc. Todos os casos estão relacionados entre si. PANDEMIA Ocorrência epidêmica caracterizada por uma larga distribuição espacial, atingindo várias nações, podendo passar de um continente a outro. EXERCÍCIO: A AIDS é uma doença presente em todos os continentes e em progressão lenta. Tecnicamente esta doença é: a) Uma endemia b) Um surto epidêmico c) Uma pandemia d) Uma epidemia explosiva e) Uma sequência de múltiplos casos alóctones Resposta c) Uma pandemia Uma vez definido o processo epidêmico, vamos aos diagnósticos de saúde com seus indicadores de morbidade e de mortalidade. Indicadores • Os indicadores de saúde podem ser expressos em frequência absoluta ou frequência relativa. • Números absolutos não são utilizados para avaliar o nível de saúde, pois não levam em conta o tamanho da população. • Desta forma, os indicadores de saúde são construídos por meio de razões (frequências relativas), em forma de proporções ou coeficientes. Medida de Frequência = Quantificação da ocorrência de eventos Indicadores de Morbidade: A morbidade é frequentemente estudada segundo quatro indicadores básicos: - incidência - prevalência - taxa de ataque - distribuição proporcional. Morbidade • Expressa o número de pessoas doentes com relação à População. • Exemplo: na época do inverno, a morbidade da gripe é alta [isto é, o número de pessoas doentes (incidência) é grande]. Incidência e Prevalência A medida ideal para expressar doenças ou mortes em uma população é a taxa, que é caracterizada pelos seguintes componentes: Numerador = número de eventos; Denominador = população em risco; Tempo= período de tempo definido. Incidência: é a frequência com que uma doença ou fato ocorre num período de tempo definido e com relação à população (casos novos, apenas). Exemplo: a incidência de piolho (Pediculus humanus) na Escola X no mês de dezembro, foi de 10%. Neves et. al, adaptado Incidência = Número de casos NOVOS de uma determinada doença presente em uma população, em um período de tempo definido Número de pessoas, em risco de desenvolver esta doença nesta população, no mesmo período de tempo definido Prevalência = Número de casos de uma determinada doença presente em uma população, em um período de tempo Número de pessoas existentes na população no mesmo período de tempo Prevalência é o Número total de casos de uma doença ou qualquer outra ocorrência numa população e tempo definidos (casos antigos somados aos novos). Exemplo: no Brasil (população definida), a prevalência de esquistossomose foi de 8 milhões de pessoas no ano de 1992. Neves et. al, adaptado Exemplo: Em um povoado de 2000 habitantes ocorreu um epidemia de gripe. A investigação epidemiológica detectou 400 casos sintomáticos e 280 pessoas assintomáticas, mas apresentaram títulos elevados de anticorpos específicos e ainda 1320 indivíduos sadios. A incidência de infecção foi: a) 14% b) 20% c) 34% d) 66% A incidência da doença foi: a) 14% b) 20% c) 34% d) 66% Taxa de Ataque •Usada quando se investiga um surto de uma determinada doença em um local onde há uma população bem definida. •Expressa em percentual. Distribuição Proporcional •Indica como se distribuem os casos entre as pessoas afetadas, por grupos etários, sexo, localidade e outras variáveis. •Expressa em percentual. DEFINIÇÃO DE CASO Caso: Pessoa ou animal infectado Caso alóctone: Importado de outra localidade. Doente, atualmente presente na área sob consideração, que tenha adquirido a sua doença em outra região. Caso autóctone: Oriundo do mesmo local onde ocorreu a doença. PREVALÊNCIA AUMENTA -Doenças de longa duração -Casos novos de doenças -Aumento de sobrevida -Emigração de pessoas doentes -Melhorias de técnicas de diagnóstico PREVALÊNCIA DIMINUI -Doenças de curta duração -Doenças que causam a morte -Terapêutica eficaz -Imigração de pessoas doentes Fatores que influenciam a taxa de prevalência Comparação entre incidência e prevalência INCIDÊNCIA PREVALÊNCIA Probabilidade de desenvolver a doença Probabilidade de ter tido a doença Numerador: somente casos novos Numerador: casos novos e antigos Requer acompanhamento da população NÃO requer acompanhamento da população NÃO depende da duração da doença Depende da duração da doença (doença de longa duração aumenta a taxa de prevalência) Mortalidade - Determina o número geral de óbitos em determinado períodode tempo e com relação à população. - Exemplo: em Belo Horizonte morreram 1.032 pessoas no mês de outubro de 2004 (acidentes, doenças, etc.). Taxa de mortalidade = Número total de mortes em uma população, em um período de tempo Número de pessoas existentes nesta população no meio do período CL: Mortes devido à doença em determinada comunidade e tempo x 100 Casos da doença na mesma área e tempo EXEMPLO (FICTÍCIO) : 2 casos de raiva humana no Brasil, em 2012, com 2 mortes. CL: 2/2/.100= 100% Letalidade: proporção de óbitos entre os casos da doença. Indica a gravidade da doença ou agravo da doença na população, sendo característica da própria doença ou de fatores agravantes. Deve ser expresso em percentual. Ex. raiva humana que tem 100% de letalidade. *CL = coeficiente de letalidade Taxa de letalidade = Número total de mortes Número casos da doença Fase aguda: É aquele período após a infecção em que os sintomas clínicos são mais marcantes (febre alta, etc.). É um período de definição: o indivíduo se cura ou entra na fase crônica ou morre. Fase crônica: É a que se segue à aguda; caracteriza-se pela diminuição da sintomatologia clínica e existe um equilíbrio relativo entre o hospedeiro e o agente infeccioso. O número de parasitos se mantém em uma certa constância. É importante dizer que este equilíbrio pode ser rompido em favor de ambos os lados. Fase aguda e Fase crônica