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aula prática sabão 1

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FACULDADE META – FAMETA
BACHARELADO EM FARMÁCIA
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE PRODUÇÃO DE SANEANTES
PROF. MSc. ALCIDES LOUREIRO SANTOS
		9º PERÍODO
RELATÓRIO REFERENTE À AULA PRÁTICA:
Tema: Produção de sabão e teste de sua ação
DISCENTES
Eline Dessirrê Vieira de Sousa
Érica Silva de Lima
Fernando Conceição Moura 
Talita Karollyne Matny da Costa
RIO BRANCO
SETEMBRO DE 2017
INTRODUÇÃO E OBJETIVOS
A aula prática com o tema produção de sabão e teste de sua ação, realizada no dia 22 de agosto de 2017 no laboratório da instituição de ensino Faculdade Meta – FAMETA, ministrada pelo Prof. Msc. Alcides Loureiro Santos apresentou como objetivo o processo de fabricação de sabão (reação de saponificação), avaliar a mistura entre dois líquidos imiscíveis (controle do teste de emulsão), observar o sabão quebrando a tensão superficial da água permitindo um contato do óleo com a água (teste de emulsão), observar a formação de espumas na amostra (teste de espuma) e verificar a presença de precipitados (teste de precipitação).
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
A reação de saponificação é aquela em que um éster reage em meio aquoso com uma base forte, ou seja, é uma hidrólise alcalina. Os produtos formados são um sal e um álcool. Essas reações são denominadas de reações de saponificação, pois ao reagir com um triéster proveniente de ácidos graxos, formam-se os sabões. Os ácidos graxos são ácidos carboxílicos de cadeia longa, em geral com 12 átomos de carbono ou mais. Eles reagem com a glicerina (glicerol ou propanotriol), formando os glicerídeos, também denominados de triglicerídeos ou triacilgliceróis, que compõem os óleos e gorduras animais e vegetais. Os sabões produzidos com hidróxido de potássio (KOH) são mais moles ou até mesmo líquidos e quanto maior o índice de saponificação, menor a massa molar do triglicerídeo (FOGAÇA, 2016).
O sabão e o detergente pertencem a um mesmo grupo de substâncias químicas, os tensoativos, ambos são redutores de tensão superficial e possuem a característica de, quando em solução e submetidos à agitação, produzirem espuma, por esse motivo ambos são utilizados para limpeza. Com base nisso, o sabão é empregado na remoção de sujeiras, na medida em que suas partes apolares se dissolvem na sujeira, que geralmente é um lipídio, ficando as extremidades do carboxilato imerso na camada aquosa circundante. A repulsão entre cargas de mesmo sinal impedem as partículas da sujeira de se aglutinarem uma nas outras, assim forma-se uma emulsão estável de óleo em água que é facilmente removida da superfície a ser limpa (SANTANA et al., 2015, p.1).
PARTE EXPERIMENTAL
Materiais e Equipamentos
	QTD
	Descrição
	200 mL
	Solução alcóolica de KOH a 10% - 200 mL
	100 mL
	Solução de ‎CaCl2 a 10%
	200 mL
	Óleo de soja
	05 
	Tubos de ensaio
	01 
	Estante para tubos
	01 
	Banho Maria
	04 
	Pipetas
	01 
	Água destilada
	04 
	Pipetadores
	01 
	Pinça de madeira
Procedimento
Identificou-se cinco tubos de ensaios com letras de A à E. Sendo A (reação de saponificação), B (controle de teste de emulsão), C (teste de emulsão), D (teste de espuma) e E (teste de precipitação).
No tubo A, adicionou-se 200 mL de óleo de soja + 5 mL de solução KOH a 10%, posteriormente, após homogeneização com auxílio de bastão de vidro, conduziu-se ao banho-maria para o aquecimento e formação de sabão. O resultado do procedimento, inicialmente, aparentou-se incorreto. Todavia, desconsiderou-se que após o aquecimento, seria necessário um período de tempo para que o material se tornasse viscoso. Com a insciência momentânea, impossibilitou-se o prosseguimento da aula prática com aquela solução, substituindo-a por um sabão líquido aprestado para prossecução das atividades.
No tubo B, adicionou-se 200 mL de água + 200 mL de óleo, mormente, por serem dois líquidos imiscíveis, não se verificou homogeneização.
No tubo C, adicionou-se 200 mL de água + 200 mL de óleo + 1 mL de sabão líquido. Verificou-se a presença de emulsão onde o óleo obteve maior contato com água.
No tubo D, adicionou-se 200 mL de água + 1 mL de sabão líquido, posteriormente, agitou-se vigorosamente a solução. Observou-se a presença de espumas no tubo.
No tubo E, adicionou-se 200 mL de sabão líquido + 0,5mL de solução de CaCl2+ 200 mL de água. Identificou-se que a solução presente obteve quantidade menor de espuma em relação à solução do tubo D, proveniente da presença de cloreto de cálcio, tornando-a “água dura”.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Discorra sobre e apresente as equações das reações químicas ocorridas em cada teste realizado, explicando os resultados alcançados.
Reação de Saponificação 
Ao aquecer gordura em presença de uma base, intercorreu-se reação química e formou-se sabão. Essa reação é a hidrólise básica de um triéster de ácidos graxos e glicerol.
Figura 1 - Reação de Saponificação a Presença de Hidróxido de Potássio (KOH)
Fonte: PICCOLO (2006)
Controle de teste de emulsão
Ao adicionar água e óleo no tubo B, observou-se que os líquidos não se homogeneizaram, por obterem diferenças de polaridades onde água é polar e óleo apolar, formando-se duas fases no tubo.
Figura 2 –Reação água e óleo
Fonte: Estudo da vida (2015)
Teste de emulsão
Ao adicionar água, óleo e sabão no tubo C, observou-se diminuição da tensão superficial na água, pois os sabões possuem uma parte hidrofílica e outra lipofílica, facilitando a interação com a água pela quebra das moléculas de gordura.
Figura 3 – Estrutura típica de um sabão
Fonte: ROCHA (2015)
Teste de espuma
Ao agitar vigorosamente o tubo D contendo água e sabão, observou-se a formação de espumas na superfície do líquido, onde as moléculas de espumas por terem a cauda hidrofóbica, separam-se da água, direcionando-se para o ar.
Figura 4 – Formação de espuma
Fonte: Espaço UFF de ciências (2014)
Teste de precipitação 
Ao adicionar água, sabão e CaCl2, observou-se diminuição da quantidade de espumas no tubo E, comparado ao tubo D (Figura 5). Isso ocorre quando o cálcio reage com sal orgânico e forma compostos pouco solúveis, diminuindo sua concentração e seu efeito espuma.
Figura 5– Tubos de ensaio da referida aula prática
Fonte: Elaborada pelos autores (2017)
Quais as diferenças físicas e químicas de sabões sólidos e líquidos?
Os sabões sólidos utilizam-se o hidróxido de sódio (NaOH), enquanto que nos sabões líquidos, utiliza-se o hidróxido de potássio (KOH) na reação de saponificação. Os sabões líquidos com KOH apresentam características menos viscosas do que com NaOH. A melhor capacidade de solubilização (água, etanol, metanol acetona e éter de petróleo), é adquirida com os sabões com KOH. Os sabões sólidos são tanto de origem animal (sebo) quanto vegetal (óleos). Enquanto que os sabões líquidos são elaborados com ácidos graxos de origem vegetal, como óleos de algodão, soja, côco (CARVALHO, 2013, p.35).
	
Quais as matérias-primas mais importantes na produção de sabões e detergentes? Qual a função de cada uma delas?
Na produção de sabão são usadas as seguintes matérias primas: água, hidróxido de sódio ou potássio e gordura. Suas respectivas funções são:
Água: utiliza-se no fabrico do sabão, tem a função de dissolver o hidróxido de sódio ou potássio, e de ser o meio onde ocorre a saponificação;
Hidróxido de sódio ou potássio: utilizada na fabricação de sabão para promover a reação química chamada de "saponificação". Nessa reação química a mesma irá promover a aglutinação e a coagulação dos ingredientes líquidos, além de funcionar como um removedor;
Gordura: não interagem com água. Desta forma, quando constituem sujeiras ou deseja-se removê-las de algum recipiente, torna-se necessária a presença de algum composto que tenha caráter “híbrido”, polar e apolar ao mesmo tempo (caráter anfifílico),

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