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CONSTIPAÇÃO INTESTINAL E ANISMO Profª.: Leila Mª Alvares Barbosa Fonte: REGADAS; REGADAS, 2007. Sequência da Evacuação Normal Fonte: REGADAS; REGADAS, 2007. Músculo puborretal Esfíncter anal interno Esfíncter anal externo Puborretal relaxado Canal anal encurtado Fases da Evacuação Normal Fatores que Interferem na Evacuação o Dieta o Postura adequada durante a evacuação o Ativação da prensa abdominal o Atividade física o Fator emocional (estresse, ansiedade...) o Tempo disponível para evacuar Constipação Intestinal o Constipare (latim) = amontoar, ajuntar o Considerada um sintoma complexo e multifatorial, utilizado para descrever uma evacuação não satisfatória: infrequente, difícil e dolorosa o Prevalência de 2-28% o Mais comum em idosos/crianças e mulheres o Aspectos comportamentais Critérios de Roma III o Apresentar durante 12 semanas, consecutivas ou não, no transcurso de três meses, pelo menos 25% das evacuações com no mínimo 2 queixas relacionadas com: • Freqüência < 3 x/semana; • Esforço para evacuar; • Fezes endurecidas ou ressecadas; • Sensação de obstrução anorretal; • Sensação de evacuação incompleta; • Manobras manuais para facilitar a evacuação. Classificação da Constipação o Secundária ou orgânica o Afecção no cólon, reto, canal anal ou períneo o Doenças sistêmicas, metabólicas ou neuromusculares o Medicamentos de efeito constipante Classificação da Constipação o Primária ou funcional Anormalidade na função motora do segmento colorretal • Constipação cólica – tempo de trânsito cólico • Constipação retal – Síndrome da defecação obstruída (SDO) • Anatômica • Funcional Inércia Colônica Inércia Colônica Distal Obstrução de saída Anismo o Inabilidade de esvaziar o reto durante esforço evacuatório sem que haja obstrução mecânica o Contração involuntária dos músculos do AP e canal anal no momento do esforço de evacuação o Evacuação obstruída, obstrução de saída, anismus, disquesia, contração paradoxal do músculo puboretal, dissinergia ou disfunção do AP Anismo o Alterações dietéticas e comportamentais o Alimentação inadequada o Tempo para realizar as refeições o Vontade de evacuar em momentos ou locais inadequados o Postura para evacuar o Desconcentração no ato de evacuar o Fator psicológico o Alterações posturais hipertonia e formação de trigger points Causas do Anismo o Sensibilidade retal reduzida o Ausência de relaxamento do músculo PR o Dissinergia abdominopélvica o Hipertonia esfincteriana Sintomas do Anismo o Menor frequência evacuatória o Fezes de volume reduzido ou menor calibre ou endurecidas o Sensação de impactação fecal o Excessivo esforço para evacuar o Evacuação prolongada o Sensação de esvaziamento incompleto do reto o Uso de manobras manuais para auxiliar a evacuação o Dor retal o Mulheres sensação de peso na vagina FISIOTERAPIA NA CONSTIPAÇÃO INTESTINAL Fonte: www.santuariofeminino.com.br Objetivos o Melhorar a capacidade funcional da MAP; o Promover consciência perineal; o Promover a correção de alterações posturais; o Debelar quadros álgicos; o Informar ao paciente sobre os fatores capazes de provocar ou agravar o quadro; o Orientar o paciente. Educação o Explicações ao paciente o Anatomia o Patologia o Tratamento o Participação do paciente Fonte: magazine.ayurvediccure.com r Conscientização Perineal Relaxamento perineal + Expiração + Ativação da prensa abdominal Cinesioterapia Cinesioterapia Biofeedback o Adaptação do paciente o Realização do treinamento o Relaxamento adequado do MAPs o Treinamento da manobra evacuatória Biofeedback o Biofeedback sensitivo o Introdução de um balão no reto, o balão é retirado lentamente e o paciente é orientado a se concentrar nos estímulos sensitivos desencadeados pelo balão o Manometria o Relaxamento da musculatura o Eletroneuromiografia o Ocorrência ou ausência da contração muscular através do registro Início do tratamento Contração perineal voluntária Manobra Evacuatória CONTRACT Após tratamento Contração perineal voluntária Manobra Evacuatória Terapia Manual o Massagem nas zonas reflexas de Vogler: o Massagem no sentido do trânsito colônico o Massagem do canal anal (intracavitária) Treinamento Comportamental o Horário das evacuações o Tempo o Atenção e concentração o Treinamento ou reeducação do hábito intestinal o Horário regular após as refeições o Sentar por 10’ sem realizar esforço o Redução gradual do uso de medicamento laxativo o Uso eficaz dos músculos abdominais o Não ignorar a urgência Orientações o Posição para evacuação o Dieta o Fibras, frutas, legumes, vegetais, ingesta líquida o Atividade física Fonte: www.santuariofeminino.com.brFonte: REGADAS; REGADAS, 2007. Os bons hábitos devem ser adquiridos na infância. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS o MACHADO, N. C. Fisiopatologia da disfunção anorretal. AMARO, J.L. et al. Reabilitação do assoalho pélvico nas disfunções urinárias e anorretais. 1ed. São Paulo: Segmento Farma, 2005. o OLIVEIRA, L.C.C. Fisiologia anorretal. 1ed. Rio de Janeiro: Rubia, 2010. o REGADAS, S.P.; REGADAS, S.M.M. Distúrbios funcionais do assoalho pélvico: Atlas de ultra-sonografia anorretal bi e tridimensional. 1ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2007.