TUTELAS PROVISÓRIAS
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TUTELAS PROVISÓRIAS


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TUTELAS PROVISÓRIAS:
Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência. 
§ único: a tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser concedida em caráter antecedente ou incidental. 
Tutelas provisórias e liminares: \u201climinar\u201d traduz a ideia de que algo é concedido \u201cab initio\u201d, no limiar inicial do processo. Não há duvidas que as tutelas provisórias \u2013 antecipada e cautelar \u2013 podem ser concedidas liminarmente. Nos casos de urgência, ainda mais do que em caráter liminar, a tutela provisória pode ser concedida em caráter antecedente, isto é, antes mesmo de que tenha sido formulado o pedido principal, ou antes de que ele tenha sido formulado, conforme os arts. 303 e 305. A legislação reserva a expressão liminar para as medidas que tenham sido deferidas ab initio, antes do comparecimento do réu. 
- A tutela pode ser concedida a qualquer tempo, mesmo na fase de sentença, e até mesmo depois dela.
Características:
I. Autonomia
	a concessão da providência não pode e não deve prejudicar o andamento do processo principal. 
II. Instrumentalidade
	Serve ao processo principal.
III. Cognição Sumária/ Sumariedade da Cognição
 	O juiz aprecia somente os documentos que instruem o pedido/petição. Neste momento não aprecia os fundamentos da parte contraria. A cognição do juiz é superficial, ele não decide com base na certeza da existência do direito \u2013 o que seria incompatível com a urgência exigida. Ao proferir a decisão, o juiz não dirá se o direito invocado existe ou não, basta para o deferimento da medida, que se convença da boa aparência do direito alegado ( fumus boni juris).
IV. Provisoriedade e Revogabilidade
 	As decisões proferidas em cognição superficial não são definitivas, porque o juiz nem sempre terá ouvido todos os litigantes. Dada a natureza e as finalidades da tutela provisória, é possível, a qualquer tempo, que o juiz reveja a decisão, podendo revogar ou modificar a tutela anteriormente concedida. Art. 296. A tutela provisória conserva sua eficácia enquanto durar o processo, permanecendo até a sentença, onde o juiz a tornará definitiva ou não. Salvo decisão judicial em contrário, a tutela provisória conservará a eficácia durante o período de suspensão do processo. Art. 298.
V. Inexistência da coisa julgada
 	Conforme art. 304, §6º, a decisão que concede a tutela não fará coisa julgada, mas a estabilidade dos respectivos efeitos só será afastada por decisão que a revir, reformar ou invalidar.
VI. Conservação da eficácia da tutela
 	Conforme art. 296. A tutela provisória conserva sua eficácia na pendência do processo, mas pode, a qualquer tempo, ser revogada ou modificada.
VII. Fungibilidade
 	Fica autorizado ao órgão julgador conhecer e deferir a tutela no caso do autor requerer a tutela antecipada quando, na verdade, é cabível a tutela cautelar, desde que, estejam presentes os pressupostos legais e imprescindíveis para a concessão do provimento.
 	
TUTELA SATISFATIVA 		ANTECIPADA
ANTECIPAR OS EFEITOS DA SENTENÇA
TUTELA CONSERVATIVA 		CAUTELAR
MANTER PESSOAS, BENS, PROVAS
PRESERVA O RESULTADO ÚTIL DA AÇÃO
Tutela provisória: poderá ser de URGÊNCIA OU EVIDENCIA
- URGÊNCIA: Cautelar ou Antecipada \u2013 Podem ser Incidente ou Antecedente > conforme o momento em que é proposta a tutela.
INCIDENTE: É A TUTELA REQUERIDA NA PI
INDEPENDE DO PAGAMENTO DE CUSTAS (art.295)
porque já está incluso na inicial
ANTECEDENTE: É A TUTELA REQUERIDA ANTES DA PI
SEMPRE RECOLHE CUSTAS, COM BASE DE CALCULO NO VALOR PEDIDO.
Se não modificar o pedido, quando elaborar a PI, não há necessidade de recolher mais custas, se modificar, recolherá a diferença. 
PODER GERAL DE CAUTELA: 
Art. 297 c/c 301
O juiz poderá determinar as medidas que considerar adequadas para efetivação da tutela provisória. 
São as medidas judiciais (art. 301): Arresto (bem não identificado);
 			 Sequestro (bem qualificado); 
 			 Busca e Apreensão e
 			 Arrolamento de bens, e qualquer outra medida idônea para 
 			 asseguração do direito.
O próprio juiz determina qual medida aplicar. Deve-se preencher os requisitos da tutela para conseguir a medida.
Estrutura do andamento: A efetivação da tutela provisória observará as normas referentes ao cumprimento provisório da sentença, no que couber.
O juiz tomará as medidas tanto na Cautelar quanto na Antecipada.
Em regra, o juiz não concederá a tutela de ofício, sem requerimento prévio. 
Conforme art. 298. Dever de motivação das decisões: em qualquer decisão que conceder, negar, modificar ou revogar a tutela provisória, o juiz motivará seu convencimento de modo claro e preciso.
COMPETENCIA DAS TUTELAS PROVISÓRIAS (ART. 299)
	A ação deve ser distribuída idealizando o mérito da ação, ou seja, no juízo competente para julgar a ação toda. Todavia, o juízo incompetente pode analisar a tutela, o mérito não. 
Quando Juízo Arbitral:
Pode resolver o mérito
Não cabe recurso da decisão do arbitro
Pode conceder tutela
O juiz arbitral não pode determinar atos que forcem o cumprimento
Nesse caso, o juiz não reexaminará a tutela, apenas concedera as medidas necessárias para o cumprimento da tutela.
Quando Ações Originárias no Tribunal de Justiça:
1ª Instancia ------------------------------------- Tribunal de Justiça
 nega a tutela cabe agravo relator aprecia o pedido, através do agravo
 de instrumento
- Se for denegado pelo Relator, cabe agravo interno.
- Pode requerer a tutela a qualquer momento do processo. Até mesmo após a sentença, nessa situação, será analisada pelo relator da 2ª Instância. 
Cautelar incidente: art. 300
Cautelar antecedente: art. 305-310
Antecipada incidente: art. 300
Antecipada antecedente: art. 303 e 304
DA TUTELA DE URGÊNCIA \u2013 art. 300
- FUMUS BONI IURIS: fumaça do bom direito; probabilidade do direito; aparência do bom direito.
- PERICULUM IN MORA: perigo da demora; risco que se corre/prejuízo se não for concedido naquele momento. 
O fator tempo é indispensável. 
Se não demonstrar urgência não será concedido. 
Na tutela de evidência precisa preencher apenas o fumus boni iuris.
§ 1º Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso, exigir caução real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer, podendo a caução ser dispensada se a parte economicamente hipossuficiente não puder oferecê-la.
- Caução fidejussória: garantia pessoal
- Caução: possibilita que o réu seja ressarcido se a tutela for revogada
- O beneficiário da justiça gratuita é dispensado da caução.
O autor pode apresentar a caução voluntariamente, independentemente da requisição do juiz. No entanto, não obriga o juiz a conceder. 
§ 2º A tutela de urgência pode ser concedida liminarmente ou após justificação prévia.
PI DESPACHO : nega ou concede
			 AUDIÊNCIA: nega ou concede 
- Quando há dúvida do juiz, porque ele não visualiza o art. 300 (fumus boni iuris ou periculum in mora) na situação, poderá requerer audiência. 
- O juiz pode conceder a tutela \u201cinaudita altera pars\u201d (sem ouvir a parte contrária), ou pode ouvir a parte contrária. 
§ 3º A tutela de urgência de natureza antecipada não será concedida quando houver perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão.
	Periculum in mora reverso: quando é impossível caucionar; impossível voltar ao estado anterior. O dano causado ao réu é irreversível. 
Não será concedida.
RESPONSABILIDADE CIVIL DO REQUERENTE DA TUTELA \u2013 art. 302
Art. 302. Independentemente da reparação por dano processual, a parte responde pelo prejuízo que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa [...]
	- A responsabilidade do autor é objetiva. Basta existir o nexo entre o fato e o prejuízo.
	- Receberá a indenização por meio de incidente no próprio processo.
	- Pode ser condenado por litigância de má-fé e à indenização. 
Ex:
 PI -----------------------------5