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MICROECONOMIA E MACROECONOMIA AULA 04 – MICROECONOMIA Microeconomia é o campo de estudos da Economia que observa mercados específicos, o equilíbrio parcial, as partes que compõem um todo. Lógica da Produção, Estrutura Produtiva e Estruturas de Custos Professora: Heloísa de Puppi e Silva CONTEÚDO 1. LÓGICA DA PRODUÇÃO (LIMITES DA OFERTA; CURVA DE APRENDIZAGEM) 2. A OFERTA COMO FUNÇÃO DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO 3. PRODUTIVIDADE E ELASTICIDADE-PREÇO DA OFERTA 4. ESTRUTURA DE CUSTOS 5. VALORES TOTAIS E VALORES UNITÁRIOS 6. RESULTADO 7. CUSTOS E POSICIONAMENTO ESTRATÉGICO NO MERCADO CONTEXTUALIZAÇÃO Competitividade Empresarial Ambiente Empresarial Ambiente Estrutural Ambiente Sistêmico Nesta Aula 04, relembraremos conteúdos das Aulas 01, 02 e 03, para que a compreensão sobre o estudo de uma Estrutura Produtiva seja completo. Iniciaremos lembrando que à capacidade de sobrevivência das empresas no mercado, dá-se o nome de Competitividade Empresarial. Tal sobrevivência é determinada pelas decisões estratégicas das firmas, que se baseiam na observação dos Ambientes de Competitividade: o Empresarial, o Estrutural e o Sistêmico. Esta distinção está relacionada à capacidade da empresa decidir e intervir sobre as variáveis que garantem sua sobrevivência no mercado. No ambiente empresarial a firma detém poder total de controle sobre as variáveis, como decisões sobre contratação de mão de obra, marketing, finanças, estrutura de custos, conhecimento sobre a produção e a produtividade, entre outras. Se necessário, relembre o que estudamos sobre a Oferta, na Aula 02. No ambiente estrutural a empresa participa e pode afetar o comportamento das variáveis e isto também está de acordo com a estrutura do mercado em que a firma participa. Por exemplo, em um oligopólio, o poder de uma firma interferir sobre os preços do mercado é maior que em uma concorrência monopolística. Se necessário reveja Estruturas de Mercado e Equilíbrio de Mercado na Aula 03. Por fim, no ambiente sistêmico o poder de uma firma intervir sobre uma variável é nulo. Uma firma não tem poder sobre decisões da política macroeconômica, variações do câmbio, entre outras variáveis. O Ambiente Sistêmico será aprofundado nas Aulas 05 e 06. A sobrevivência das empresas não depende apenas do lucro, mas de variáveis internas, chamadas de empresariais, e externas, chamadas de estruturais e sistêmicas. As variáveis dos ambientes estrutural e sistêmico da Competitividade podem influenciar nas variáveis empresariais. Quanto mais competitiva for a firma, melhores as chances de sobreviver no mercado. Para isto é importante a compreensão sobre o funcionamento das diversas atividades econômicas, relacionando o ambiente externo e interno. Quanto maior o volume de informações estruturadas e estudadas, ou seja, “colocadas no papel”, maiores são as chances de a empresa se posicionar estrategicamente. Lembre-se da Aula 01. Vamos abrir uma discussão paralela apenas para fazer analogias sobre este entendimento. Pense em um indivíduo. O que ele precisa para sobreviver? Você pode responder que ele precisa de alimentos, abrigo, relações sociais, entretenimento, relações de poder, entre outros. Mas, sua sobrevivência depende única e exclusivamente dos esforços que faz para si próprio. Desde a procura por alimentos, até as relações que estabelece no decorrer de sua vida. Então, a sobrevivência de um indivíduo depende do seu próprio comportamento e, a final, como se comportar? Para se comportar o indivíduo fará escolhas e tomará decisões o tempo todo. Qual a melhor escolha? Qual é a melhor decisão? Aquela que acarreta na maximização da satisfação. Continuando... Mas, como sabemos quando estamos satisfeitos? Ou, qual a satisfação de cada indivíduo? Só a uma forma de responder: se conhecendo. E como se autoconhecer? Observando, pensando e refletindo sobre como cada uma das variáveis da vida em sociedade nos afeta e como podemos nos posicionar em busca do bem estar. Observando, pensando e refletindo sobre como cada uma das variáveis biológicas nos afeta e como podemos nos posicionar em busca do bem estar. Assim, quanto maior o número de experiências, dados e informações sobre a nossa própria biologia e o nosso comportamento diante da vida em sociedade, mais satisfeitos ficaremos com as nossas escolhas e posicionamentos. A nossa sobrevivência trata de uma busca de redução de incerteza sobre as decisões que tomamos e seus efeitos e impactos sobre nós mesmos. Trata-se de uma busca pela otimização e maximização da satisfação. Mas, por que queremos isto? Porque queremos sobreviver e ser feliz. Lembre-se da Aula 01. Para sermos felizes precisamos estar satisfeitos. A felicidade e a satisfação passam pela percepção dos sentidos. Para sermos felizes precisamos ter sensações boas captadas por nosso olfato, visão, paladar, escutar, ver, degustar. Ou seja, para sermos felizes precisamos nos preocupar com nosso entorno. Não há como ser feliz em um ambiente de desigualdade de renda, pobreza, miséria, esgoto a céu aberto, trânsito caótico... Assim, se desejamos a felicidade, precisamos contribuir para o alcance da sustentabilidade e esta depende do comportamento humano, individual, empresarial, ou econômico, quando fazemos uso de recursos escassos para atender as necessidades ilimitadas das pessoas em uma sociedade. Retomando a discussão sobre a sobrevivência das empresas no mercado a partir da analogia estabelecida como comportamento do indivíduo. A sobrevivência das empresas no mercado está relacionada ao volume de informações que possui sobre as variáveis internas, externas e a relação entre estes dois ambientes. Ou seja, como a empresa fará para se posicionar e decidir, conhecendo sobre si e sobre o mercado que atua. Quanto maior o volume de dados e informações a empresa tiver sobre si e sobre o mercado em que atua, maiores as chances de otimizar suas escolhas e decisões. Isto acarreta em uma redução do risco sobre a sua sobrevivência no mercado e sobre a redução da incerteza de sua sobrevivência no mercado. Diante de recursos escassos e necessidades ilimitadas a empresa precisa fazer escolhas. Pesquise livremente sobre a Teoria da Decisão na Internet. Todo posicionamento e escolha tem um risco ou um custo relacionado ao risco da escolha não obter sucesso. Da mesma forma, há incertezas sobre os posicionamentos, sobre as escolhas e sobre as decisões estratégicas. A decisão pode trazer impactos positivos e negativos e estes impactos são incertos. Apenas a busca pelo conhecimento e esgotamento dos possíveis resultados e impactos podem reduzir o insucesso da sobrevivência. Além de levantar dados e informações internas e externas para se autoconhecer e conhecer as implicações dos posicionamentos estratégicos não é o suficiente. Os membros das organizações precisam ter conhecimento sobre estas questões. Isto só pode ser garantido pelo compartilhamento e fluxo de informações estabelecido pelas empresas. A teoria da informação contribui para justificar esta necessidade à sobrevivência empresarial. Pesquise livremente na internet sobre a Teoria da Informação. Os mercados apresentam informações assimétricas. Ou seja, há firmas com maior conhecimento sobre dados e informações internas e externas e, por isso, com maiores chances de se posicionar estrategicamente e obter sucesso nos resultados de suas escolhas. A forma como a empresa levanta dados e informações, os processa, os compartilham e os utiliza para tomar decisão é um diferencial competitivo. Então, até o momento, justifica-se o estudo sobre a competitividade empresarial a partir das teorias do produtor,do consumidor da informação e da decisão. Agora lhe pergunto: como fazer os estudos sobre a competitividade empresarial? Estes estudos são feitos por meio da análise da competitividade e análises de mercado. Análise da Competitividade A empresa terá vantagem competitiva quando se conhecer e conhecer o ambiente em que atua e que interfere em sua atividade. Entre todas as variáveis dos ambientes de competição, algumas determinam a sobrevivência das empresas no mercado e são denominadas de Fatores Determinantes da Competitividade. As empresas se comportam nos mercados de acordo com os Fatores Determinantes da Competitividade. Nesse sentido, estabelece-se o Padrão de Concorrência dos Mercados. Como compreender e relacionar os fatores determinantes da competitividade e determinar o padrão de concorrência dos mercados? Realizando estudos de mercado e Análises da Competitividade. As Análises da Competitividade respondem à problemática levantada de que quanto maior o volume de informações a empresa tiver sobre si e sobre os mercados em que atua, melhor será seu posicionamento, maiores serão suas vantagens competitivas, menor o risco e a incerteza sobre sua sobrevivência no mercado. Mas, como devem ser feitas as análises da competitividade? Para isto existem métodos já utilizados pela administração e pela economia. Entre eles: Modelo Estrutura-Conduta-Desempenho, Modelo de Porter e Análise SWOT. Pesquise livremente sobre estes métodos na Internet. Você provavelmente conheceu, ou conhecerá, alguns métodos no decorrer do Curso de Administração, principalmente nas disciplinas relacionadas à administração estratégica. Mas, entre as formas abordadas da Análise da Competitividade, qual devemos utilizar na organização que trabalhamos? Diversas ponderações devem ser feitas. A escolha do Método de Análise da Competitividade deve considerar: o conhecimento do analista sobre cada modelo; o tempo disponível para a análise; o custo benefício das informações; o levantamento de dados; a escolha das ferramentas de análise dos dados; a elaboração dos relatórios; a abrangência das análises; a relação entre elementos internos e externos das organizações; entre outros. Primeiramente, o conhecimento do analista sobre cada modelo. De nada adianta existirem ótimas ferramentas de análise da competitividade e não haver um profissional qualificado para estruturá-las. Isto também pode variar de acordo com a formação do analista. Profissionais da área administrativa estão acostumados com as observações da análise SWOT e o Modelo de Porter. O tempo necessário para aprender outras análises poderia atrasar os resultados esperados pelos responsáveis pela decisão estratégica nas organizações. É preferível que exista uma análise bem feita com domínio técnico pelo analista do que uma análise superficial utilizando outros modelos. Os resultados precisam ser consistentes porque guiarão o posicionamento estratégico das organizações. Há, portanto, a necessidade de haver confiança sobre a informação e sobre quem a realiza! Outra ponderação importante é o tempo disponível para a análise. O analista precisa estabelecer um cronograma de pesquisa para que possa atender os anseios de prazos e metas de tomada de decisão dos diversos setores das organizações e dos cargos diretivos. Há possibilidade de estruturar análises fabulosas da competitividade, mas quanto tempo levaria? O responsável pela análise da competitividade também deve considerar os custos inerentes à estruturação de uma análise como: o número de funcionários que participarão dos estudos e pesquisas, o uso de base dados primária ou secundária, os softwares necessários, a estrutura física, as máquinas e equipamentos, entre outros. A confiança na informação das pesquisas depende: de sua consistência e da qualidade do levantamento de dados; da escolha das ferramentas de análise dos dados; e da qualidade da elaboração dos relatórios. Para isso, deve se ter conhecimento sobre a diversidade e sobre a consistência das diversas fontes de informações. Conhecer a disponibilidade e a atualidade das informações, as séries temporais e a possibilidade de cruzamento de dados. Além disso, deve haver organização e classificação dos dados. Pesquise livremente sobre Gestão do Conhecimento e Gerenciamento de Dados. A compreensão das Cadeias Produtivas com as quais a empresa interage são importantes para o conhecimento do ambiente estrutural. Estão presentes nas Cadeias Produtivas os bens de consumo intermediário, os bens finais e os bens de capital. As Cadeias Produtivas apresentam o encadeamento das etapas dos processos de produção. Contudo, esboçar cadeias produtivas melhora a visualização das relações com fornecedores e com consumidores dos mercados. Depois de conhecidos e levantados os dados, parte-se para a escolha das ferramentas de análise. Podem ser realizadas pelos modelos estudados ou também por meio do uso de métodos quantitativos (pesquisa operacional) e estatística. A melhor análise depende da escolha adequada da ferramenta de análise. Em seguida, o esforço segue no sentido de pensar a melhor forma de estruturar a informação à tomada de decisão. Relatórios longos não são lidos na íntegra. Neste momento é preciso selecionar as informações mais relevantes e estruturá-las com fácil visualização. Não esqueça do BOM Português! Lembre-se que a escolha dos instrumentos da análise da competitividade está relacionada ao conhecimento técnico do responsável pelo estudo. Sinta-se confortável em pensar que é difícil realizar todas estas tarefas ao posicionamento estratégico. Se você tiver vontade, disposição e tempo, conhecerá cada vez mais sobre o assunto e verá que tudo o que abordamos por aqui são assuntos introdutórios e de fácil compreensão. Certas vezes parece “difícil” porque ainda não temos o vocabulário técnico da área. Além dos itens tratados acima, vale também mencionar a abrangência das análises da competitividade. Sobre isso se deve pensar: estudar um setor de atividade econômica? Uma cadeia produtiva? Um complexo industrial? O ambiente interno? As variáveis sistêmicas? Não há regras. Os estudos são adequados às necessidades de quem utilizará a informação. Sobre a relação entre elementos internos e externos das organizações, qual o nível de abrangência desta relação? Cruzar elementos internos com informações do mercado já é suficiente? É necessário conhecer como variáveis sistêmicas afetam as variáveis internas? Não há regras para a estruturação das análises de competitividade. Elas dependerão do conhecimento dos analistas, da abrangência necessária e dos elementos inerentes à tomada de decisão. Estará, portanto, de acordo com a identidade de cada organização. A fonte de informação pode variar de acordo com a especificidade de cada atividade econômica estudada. Onde encontrar informações para o ambiente empresarial? Nas organizações, nos sites, em jornais, em órgãos de classe, com pesquisa de campo, entre outras. Onde encontrar informações para o ambiente estrutural? Em órgãos de classe, nos sites governamentais, nos organismos internacionais, em institutos de pesquisa, pesquisa de campo, sindicatos, associações, entre outros. Onde encontrar informações para o ambiente sistêmico? Em órgãos governamentais e organismos internacionais. Na Aula 05 e 06 veremos algumas fontes de informações. Procure livremente dados e informações na internet, nos sites do BACEN, do IPEA, do MDIC e do IBGE. Não esqueça que a Constituição e a legislação nacional também são fatores sistêmicos. Posicionamento Estratégico O melhor posicionamento estratégico depende da qualidade da análise de dadose informações. Para isso, devemos buscar e aprofundar os estudos sobre teorias relacionadas à base de tomada de decisão. Há diversos instrumentos de análise de dados e informações. Precisamos buscá-los, inclusive em outras áreas do conhecimento. Algumas dicas são: Análise da Competitividade, Teoria da Decisão e a Teoria dos Jogos. Quanto melhor a qualidade das Análises da Competitividade, melhor o Planejamento Estratégico da empresa. Até o momento estudamos que as Análises da Competitividade reduzem a incerteza sobre a sobrevivência das organizações à medida que permitem um melhor conhecimento sobre as informações de sobre si e sobre o mercado. Estas organizações precisam compreender a existência de um risco, relacionado ao conhecimento e ao domínio de informações de mercado. Além disso, as Análises da Competitividade levantam indicadores empresariais, estruturais e sistêmicos que merecem acompanhamento e monitoramento. Agora, precisamos relacionar as Análises da Competitividade ao Planejamento Estratégico das Organizações. O que é Planejamento Estratégico? Vale lembrar que de nada adianta o Planejamento Estratégico se a organização não souber quem ela é (definição da Atividade Econômica que realiza) e o que ela pensa. Para isso, é necessário estabelecer sua missão, visão e valores. Tratam-se dos princípios e de diretrizes que orientarão os estudos e a elaboração do Planejamento Estratégico. Ao conhecimento das variáveis relacionadas à atividade econômica da organização damos o nome de diagnóstico. Com base no diagnóstico, a organização precisa estabelecer as variáveis de acompanhamento e de impacto de seu Planejamento. As variáveis relacionadas à atividade econômica da organização são utilizadas para o estabelecimento de objetivos, metas, ações, projetos e atividades. Além disso, estas variáveis devem ser consideradas nos processos de tomada de decisão e elaboração de cenários. O planejamento pode ser entendido como um projeto. Desta forma, possui diversas etapas que exigem um posicionamento, estratégico, de seus elaboradores. A organização está tomando decisão e se posicionando estrategicamente toda vez que: estabelecer sua atividade econômica; definir seus funcionários de acordo com as habilidades necessárias para as atividades que desempenha; escolher as variáveis de acompanhamento e de impacto; escolher entre a realização de um ou de outro projeto; estruturar uma análise de viabilidade; escolher entre um ou outro produto; escolher entre um ou outro layout de produção; escolher uma tecnologia a ser utilizada; decidir sobre um investimento; definir um posicionamento de acordo com cenários estabelecidos; definir um posicionamento político; estabelecer uma estratégia de venda; definir um preço de venda; ... ; e relacionar e estabelecer todo ou qualquer custo de oportunidade. A competitividade está relacionada ao conceito de otimização. Vale lembrar que, por natureza, o comportamento econômico leva a organização ou o indivíduo a pensar e decidir sobre a otimização dos recursos que possui para atender as necessidades ilimitadas das pessoas e organizações. Consiste na eficiência produtiva e na eficácia alocativa dos fatores de produção. Nós observamos isto por meio dos custos de produção. 1 LÓGICA DA PRODUÇÃO (LIMITES DA OFERTA; CURVA DE APRENDIZAGEM) Lei dos Custos Crescentes Curva de Aprendizagem Escala de Produção Otimização Lei dos Rendimentos Decrescentes Entre outros elementos, para compreender a Competitividade em seu ambiente empresarial, precisamos saber sobre os fatores relacionados à Produção e à Produtividade das empresas. Esses conceitos estão relacionados à Lei dos Custos Crescentes, à Lei dos Rendimentos Decrescentes e à Escala de Produção. O conhecimento sobre si e sobre o meio diz respeito à Curva de Aprendizagem e ela é uma vantagem competitiva. O produtor precisa ter paciência e consciência de que uma estrutura de custos leva tempo para ser formada. Não é possível ter domínio completo sobre os custos do dia para a noite. Leva anos a formação de dados históricos sobre o comportamento dos custos. Além disso leva anos a compreensão do comportamento da demanda. Estas são informações estratégicas. Nenhuma empresa abre sua estrutura de custos para os outros porque levou anos para adquirir esta experiência e isto lhe garante vantagem competitiva. Uma vantagem que resulta da curva de aprendizagem e da produtividade que se ganha por conhecer mais sobre si e sobre o mercado. Lembre-se também que a lei dos Custos Crescentes diz que no longo prazo todos os custos tendem aumentar na economia dada a escassez dos recursos. A Lei dos Rendimentos Decrescentes está relacionada ao esgotamento de uma estrutura produtiva e determina os momentos de produção, bem como a elasticidade. Na Aula 02, vimos que os rendimentos de produção tendem a crescer até um determinado ponto, depois atingem o nível ótimo de produção e depois disso, podem continuar crescendo, mas em taxas inferiores ao nível de produção anterior. Curva de Produção e Curva de Aprendizagem Na curva de produção é possível perceber o esforço de se empregar fatores variáveis e o impacto disto na quantidade produzida. Faça a suposição de que o fator variável é mão de obra. No início da produção, o incremento de mão de obra é menor que a necessidade de mão de obra para produzir uma unidade a mais quando se avança ao limite da estrutura produtiva. Chegará um momento em que pode colocar mais milhares de trabalhadores e não será possível produzir uma unidade a mais. Esta é a produtividade da mão de obra, fator variável, ou esforço da produção em relação à Lei dos Rendimentos Decrescentes. Trata-se de uma medida de produtividade em relação ao fator variável e responde a seguinte questão: quantas unidades a mais de fator variável eu preciso incrementar na estrutura produtiva para produzir uma unidade a mais? Se a relação for baixa, a transformação do fator variável é mais produtiva. Se for alta, há muito esforço de produção para uma unidade a mais do bem. Para medir isto, basta dividir a variação do fator variável pela variação do número de unidades produzidas. Pesquise livremente na internet sobre medidas de produtividade. Você pode encontrar a produtividade do trabalho em relação ao capital. Da mesma forma que a Curva de Produção nos possibilita a compreensão sobre a produtividade, a Curva de Aprendizagem também nos mostra isto. Quer dizer que quanto mais se sabe ou pratica uma atividade, melhor ou mais produtivo você se torna e menor o volume de fator variável para incrementar uma unidade a mais na produção. Mais barata é a produção de uma unidade a mais do bem. Mas isto tem limites que também estão relacionados à Lei dos Rendimentos Decrescentes. Chegará um momento que o esforço para aprender um pouco mais será muito alto, assim como você assistindo aulas ou estudando em casa pelo ensino EAD. Chega um momento que precisa descansar ou dormir PRODUTO Unidades Produzidas FATOR VARIÁVEL (MO) 0 para voltar a ser produtivo. Comece a se observar como uma estrutura produtiva que possui limites. Ajudará a compreender o uso e a administração do seu próprio tempo. 2 A OFERTA COMO FUNÇÃO DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO Estrutura Produtiva – Oferta A Oferta é uma Estrutura Produtiva e está em função da Estrutura de Custos (πx). Isto quer dizer que os limites e momentos de produção também são determinado pelo comportamento dos custos na empresa.Custos de Produção Em Economia nós entendemos que a estrutura de custos é dada por πx. Nós economistas não fazemos a distinção entre gastos, despesas, custos e investimentos. Estas são nomenclaturas da contabilidade e da administração. Nós observamos o Custo Custo Fator Variável (MO)/Unidade Unidades Produzidas 0 Preço do Bem x Quantidade do Bem x 0 Oferta do Bem x P1 P2 Q1 Q2 P2 P1 P2 P2 Q1 Q2 mais inelástica mais elástica Ox = f(πx) Total (CT) que é representado por πx. O Custo Total é a soma do custo fixo e do custo variável e nós incluímos nestes valores todos os gastos, ou seja, despesas, custos e investimentos. Fazemos isto para compreender os momentos de produção e estudar a decisão sobre o posicionamento estratégico da empresa no mercado. Nós sempre consideramos no custo total de produção o custo de oportunidade ou custo de atratividade do capital. No curso de Administração você vai estudar estes termos em análise e gestão de custos e decisão sobre investimentos em projetos de viabilidade econômica e financeira. Resultado = RT – CT RT = ∑P x Q P ► formado a partir dos custos CT = CF + CV Note a importância do estudo de custos para a sobrevivência, ou competitividade empresarial. Custos está presente no cálculo do resultado da empresa. Se ela tem lucro ou prejuízo. O resultado é determinado por tudo aquilo que a empresa recebe menos tudo aquilo que a empresa gasta para produzir. Resultado = RT (Receita Total) – CT (Custo Total) A Receita Total (RT) é calculada a partir do somatório de preço vezes a quantidade que ela vende do bem. O preço é formado no mercado, mas a empresa calcula os preços (P ou Px) que deseja praticar, de acordo com cada quantidade (Q ou Qx) que deseja produzir, a partir dos custos de produção. Reveja uma curva de oferta e as diversas combinações de preço e quantidade. Antes de ir ao mercado a empresa faz simulações do preço que pode ser pago e da quantidade que se consegue produzir de acordo com o preço praticado no mercado. P ou Px► formado a partir dos custos Então a Receita da Empresa depende do cruzamento de um preço calculado a partir de seus custos com aquilo que o consumidor está apto e disposto a pagar no mercado. RT = ∑P x Q Os Custos da empresa são a soma de sua estrutura física fixa (CF – custo fixo) com os fatores variáveis que inclui no processo produtivo (CV – custo variável). CT = CF + CV Se você lembrar da Lei dos Rendimentos Decrescentes, ela diz que dada uma estrutura produtiva física fixa (CF – Custo Fixo), à medida em que se incrementa fatores variáveis (CV – Custo Variável) A produção cresce a taxas cada vez menores. Por isso é possível observar os momentos de produção a partir do comportamento dos custos da empresa. Como a Lei dos Rendimentos Decrescentes determina o limite da produção, os comportamentos dos custos nos mostram se estamos perto ou longe de esgotar a capacidade produtiva. 3 PRODUTIVIDADE E ELASTICIDADE-PREÇO DA OFERTA Elasticidade da oferta Momentos de produção 1 - Rendimento crescente 2 - Rendimento constante 3 - Rendimento decrescente Produtividade • Três momentos da produção: 1 - Início – ganho de produtividade – rendimento crescente – oferta + elástica 2 - Ótimo de produção – estabilização da produtividade – rendimento constante 3 - Saturação da produção – perda de produtividade – rendimento decrescente – oferta + inelástica Veja no gráfico abaixo os três momentos de produção. Eles querem dizer que nós começamos a produzir, ganhamos produtividade e depois esgotamos a capacidade produtiva. Para ampliar a produção seria necessário realizar um novo investimento o que deslocaria a curva de oferta para a direita. Se necessário reveja o exemplo do funcionamento de uma batedeira na aula 04. A forma de funcionamento de estruturas produtivas é sempre a mesma. Se necessário também reveja os deslocamentos de oferta para compreender o efeito de um novo investimento na estrutura produtiva. Preço do Bem x Quantidade do Bem x 0 Oferta do Bem x P1 P2 Q1 Q2 P2 P1 P2 P2 Q1 Q2 mais inelástica mais elástica Ox = f(πx) Curto prazo Longo prazo Uma curva de oferta representa o curto prazo. O deslocamento da curva de oferta representa o longo prazo. Isto ocorre porque no longo prazo a empresa pode realizar investimentos e alterar sua estrutura de custos, bem como a capacidade de produção. A diferença de curto e longo prazo variam de atividade econômica para atividade econômica. O longo prazo de investimento de uma empresa de celulose e papel é diferente do longo prazo de uma empresa de tecelagem. 4 ESTRUTURA DE CUSTOS Custos de Produção Resultado = RT – CT CT = CF + CV O gráfico abaixo mostra o comportamento dos custos de produção de acordo com suas definições. O custo fixo (CF) é o mesmo independentemente do volume produzido. O custo variável (CV) varia de acordo com o volume de produção e o custo total é a soma dos dois. (CV + CF). Os momentos de produção estão representados no gráfico abaixo. No início da produção é necessário incrementar bastante fator variável até a empresa se tornar produtiva e atingir o momento ótimo de produção. Depois, se a empresa continuar a incluir fator variável, não conseguirá mais aumentar a quantidade produtiva porque a estrutura física não consegue mais transformar o fator variável em bem ou serviço. Unidades Monetárias $ Quantidade Produzida 0 CF CV CT 5 VALORES TOTAIS E VALORES UNITÁRIOS Custo Médio, Custo Variável Médio e Custo Fixo Médio Custo Marginal (depende do nível de produção) Abaixo está esboçado o gráfico com valores totais de produção e ao lado o gráfico com os valores unitário de produção. Para sair de um para o outro basta dividir os valores totais pela quantidade para obter os valores dos custos para cada unidade produzida. Os resultados da divisão mostram que o: Como o valor do Custo Fixo “Total” é sempre o mesmo, cada vez que o dividimos por uma quantidade cada vez maior, observamos que Custo Fixo Médio (CFMe) ou Custo Fixo Unitário (CFu) reduz, tendendo a um limite próximo de zero. Como o Custo Variável “Total” cresce em um primeiro instante, depois estabiliza e por fim volta crescer bastante por unidade, o Custo Variável Médio (CVMe) ou Custo Variável Unitário (CVu), primeiramente reduz, e depois volta a crescer. Como o Custo Médio (CMe), Custo Total Médio (CTMe) ou Custo Unitário (Cu) é a soma do CFMe e do CVMe, ele também reduz e volta a crescer, mas quando volta a subir, sobe menos que o CVMe porque, como o CFMe apenas reduz, este valor do custo fixo unitário o “puxa para baixo”. Já o Custo Marginal (CMg) representa quanto se gasta a mais para produzir uma unidade a mais do bem e este valor varia de acordo com o momento de produção. Quando a empresa inicia a produção, se torna mais produtiva na transformação do fator variável e tem ganhos pelo aumento da escala (volume) de produção, o custo marginal cai. Quando perde produtividade ele volta a crescer. CT/quantidade = CMe CV/quantidade = CVMe CF/quantidade = CFMe CMg = ∆CT/∆Quantidade (∆ simboliza a variação >>> valor “final” – valor “inicial”) Unidades Monetárias $ Quantidade Produzida 0 CF CV CT6 RESULTADO Prejuízo ► RT < CT Ponto de Equilíbrio ► RT = CT Lucro ► RT > CT Quando cruzamos a curva da receita total da empresa com a curva de custo total, observamos os possíveis resultados de Lucro, Ponto de Equilíbrio e Prejuízo. Quando a empresa satura a estrutura produtiva, ela volta a ter prejuízo porque estará desperdiçando fatores variável, visto que já não tem capacidade de processamento. Note que a maior distância entre o preço e o custo unitário médio, bem como a maior distância entre a receita total e o custo total representam o maior lucro da empresa. Unidades Monetárias $ Quantidade Produzida 0 CTMe CVMe CFMe CMg Unidades Monetárias $ Quantidade Produzida 0 CF CV CT Valores TOTAIS Valores Unitários ou Médios Valores TOTAIS/Quantidade Unidades Monetárias $ Quantidade Produzida 0 CTMe CVMe CFMe CMg 7 CUSTOS E POSICIONAMENTO ESTRATÉGICO NO MERCADO Observe a relação da Curva de Oferta com o Comportamento dos Custos. Ambas refletem os três momentos de produção. Os produtores gostariam que a Demanda por seu produto fosse inelástica, assim, poderiam aumentar o preço do bem que os consumidores continuariam adquirindo. Além disso, os produtores precisam compreender sua própria elasticidade, para saber em que momento estão da produção. Conhecer a demanda diz respeito ao ambiente estrutural da competitividade e conhecer a estrutura de custos diz respeito ao ambiente interno da competividade. Ao cruzar estas informações, o produtor pode decidir como se posicionar estrategicamente no mercado. A partir deste momento abrimos a discussão sobre a estrutura de custos das empresas. Unidades Monetárias $ Quantidade Produzida 0 Curva de Oferta = f(custo de produção) Curva de Custo Total CTMe Preço = RT/q Unidades Monetárias $ Quantidade Produzida 0 PE Unidades Monetárias $ Quantidade Produzida 0 CT RT PE Vamos observar as situações abaixo. Primeiramente, lembre-se da elasticidade- preço da oferta e da elasticidade-preço da demanda. Quando a Oferta faz propaganda, torna a demanda mais dependente, ou mais inelástica em relação ao seu produto. Para compreender em que momento a demanda está, mais inelástica ou mais elástica, o produtor precisa fazer pesquisa de mercado e perguntar quantas unidades a demanda adquiriria a mais do bem caso houvesse uma redução do preço. Se a demanda Preço do Bem x Quantidade do Bem x 0 Oferta do Bem x P1 P2 Q1 Q2 P2 P1 P2 P2 Q1 Q2 mais inelástica mais elástica Ox = f(πx; Pi; S; T; ...) Melhor nível de produção Preço do Bem x Quantidade do Bem x 0 Demanda do Bem x P1 P2 Q1 Q2 P2 P1 P2 P2 Q1 Q2 mais inelástica mais elástica Dx = f(R; Pi; G; S; ...) Neste momento a demanda depende muito do bem ou do serviço P1 P Quantidade do Bem x Q2 P2 0 Demanda do Bem x Dxa Dxb Q1 Q2 mais inelástica mais elástica Q1 Preço do Bem x O produtor prefere uma demanda mais inelástica. responder que compraria muito mais unidade, ela está em um momento mais dependente e isto quer dizer, mais inelástica. Caso o produtor perguntasse quantas unidades o consumidor compraria mais do bem se ocorresse uma redução do preço e o impacto fosse insignificante, ou seja, a demanda não compraria muito mais se o preço reduzisse, então ela estaria em um momento mais elástico. Para decidir se deve investir mais ou não o produtor precisa saber se o consumidor ainda está absorvendo seu produto. Se a demanda já estiver saturada, ou seja, elástica, não vale a pena investir. Ou, o produtor pode pensar em rever o produto, trabalhar com propaganda, pós venda, entre outras alternativas para que o consumidor perceba maior utilidade no bem ou serviço a ser adquirido. Para o posicionamento estratégico, a melhor situação seria aquela em que a demanda depende muito do bem ou do serviço e o produtor está no melhor nível de produção. Veja a situação abaixo e vamos entender como o estudo dos custos nos permite conhecer em que momento o produtor está em relação a sua própria elasticidade. Ao longo do tempo a demanda pode se deslocar, por variações de renda gosto e percepção da utilidade do bem, e o produtor precisa estar atenta aos movimentos para decidir em que momento deve ou não realizar novos investimentos. Preço do Bem x Quantidade do Bem x 0 Mercado do Bem x PE QE P2 P2 Dx = f(R; Pi; G; S; ...) Ox = f(πx; Pi; S; T; ...) Preço do Bem x Quantidade do Bem x 0 Mercado do Bem x PE QE Dx = f(R; Pi; G; S; ...) Ox = f(πx; Pi; S; EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1. Leia os Capítulos 3 e 4 – “Decisões de Produção” e “Estruturas de mercado”, do livro “Princípios de Economia: micro e macro”, de Flávio Ribas Tebchirani, da Editora IBPEX. 2. Preencha o quadro abaixo e calcule os resultados: Preço Unitário (em R$) Quantidade Produzida / Vendida Receita Total Custo Fixo Unitário (em R$) Custo Fixo Total (em R$) Custo Variável Unitário (em R$) Custo Variável Total (em R$) Custo Total (em R$) Custo Médio (em R$) Resultado (em R$) 5,30 15.000,00 98.350,00 72.000,00 5,30 30.000,00 98.350,00 80.000,00 5,30 50.000,00 98.350,00 88.000,00 5,30 75.000,00 98.350,00 104.000,00 5,30 95.000,00 98.350,00 128.000,00 5,30 110.000,00 98.350,00 160.000,00 5,30 120.000,00 98.350,00 208.000,00 5,30 125.000,00 98.350,00 272.000,00 Preço Unitário (em R$) Quantidade Produzida / Vendida Receita Total Custo Fixo Unitário (em R$) Custo Fixo Total (em R$) Custo Variável Unitário (em R$) Custo Variável Total (em R$) Custo Total (em R$) Custo Médio (em R$) Resultado (em R$) 5,30 15.000,00 79.500,00 6,56 98.350,00 4,80 72.000,00 170.350,00 11 -90.850,00 5,30 30.000,00 159.000,00 3,28 98.350,00 2,67 80.000,00 178.350,00 6 -19.350,00 5,30 50.000,00 265.000,00 1,97 98.350,00 1,76 88.000,00 186.350,00 4 78.650,00 5,30 75.000,00 397.500,00 1,31 98.350,00 1,39 104.000,00 202.350,00 3 195.150,00 5,30 95.000,00 503.500,001,04 98.350,00 1,35 128.000,00 226.350,00 2 277.150,00 5,30 110.000,00 583.000,00 0,89 98.350,00 1,45 160.000,00 258.350,00 2 324.650,00 5,30 120.000,00 636.000,00 0,82 98.350,00 1,73 208.000,00 306.350,00 3 329.650,00 5,30 125.000,00 662.500,00 0,79 98.350,00 2,18 272.000,00 370.350,00 3 292.150,00 3. Considerando que o gráfico (A) abaixo tem seu eixo “x” representado por número de unidades e seu eixo “y” representado por unidades monetárias; e que o gráfico B abaixo tem seu eixo “x” representado por número de unidades e seu eixo “y” representado por unidades monetárias, as séries 1, 2 e 3, representam. Assinale a alternativa correta: Em ordem, as séries são dadas por: a) A – (1) custo fixo, (2) custo fixo médio e (3) custo variável; B - (1) custo variável unitário, (2) custo total e (3) custo médio. b) A – (1) custo variável unitário, (2) custo fixo médio e (3) custo variável; B - (1) custo fixo, (2) custo total e (3) custo médio. c) A – (1) custo fixo, (2) custo total e (3) custo variável; B - (1) custo variável unitário, (2) custo fixo médio e (3) custo médio. d) A – (1) custo fixo, (2) custo variável e (3) custo total; B - (1) custo fixo médio (2) custo variável unitário, e (3) custo médio. 4. Caso uma empresa tenha um custo fixo unitário de R$ 9,00, um custo variável unitário de R$ 27,00, qual será o resultado da empresa se ela vender 60.000 unidades a um preço de R$ 49,00? a. A empresa cobre seus custos variáveis? E os fixos? A empresa cobre custos fixos, variáveis e ainda tem lucro de R$ 780.000,00 RT (Receita Total) = p x q ► RT = 49,00 x 60.000 = 2.940.000,00 ► RT = 2.940.000,00 CF = CFµ x q ► CF = 9,00 x 60.000 = 540.000,00 CV = CVµ x q ► CV = 27,00 x 60.000 = 1.620.000,00 CT = CF + CV ► CT = 540.000,00 + 1.620.000,00► CT = 2.160.000,00 Resultado (Lucro ou Prejuízo?) ► Resultado = RT – CT ► Resultado = 2.940.000,00 - 2.160.000,00 ► LUCRO = 780.000,00 5. Neste exercício trataremos sobre: a importância da análise de custos para a competitividade empresarial; o posicionamento estratégico no mercado a partir da análise de custos; e o exercício foi elaborado sobre a empresa Courolino. A empresa Courolino deseja melhorar seus processos de gestão e decidiu revisar seu sistema de análise de custos. Para isto, contratou seus serviços de consultoria e quer saber sua opinião sobre a necessidade de implementação de um sistema de custos à competitividade empresarial. 01) O que você falaria inicialmente à empresa? A. Que os sistemas de custos: contribuem à sobrevivência da empresa no mercado porque reduzem as incertezas do posicionamento estratégico; auxiliam as compreensões sobre as medidas de produtividade e uso da capacidade instalada; e são relevantes à formação de preço. B. Que depois de implementar o sistema de custos, em um curto período de tempo, o proprietário poderá ficar tranquilo porque terá uma avaliação de estoques, a análise de dados e a tomada de decisão. C. Que as dificuldades de implementação de um sistema de custos ocorrem apenas nas fases iniciais porque estão relacionadas ao processo de classificar as despesas, separar custos diretos de indiretos, custos fixos de variáveis e elaborar demonstrativos de resultados. D. Que o proprietário não precisa se preocupar com sua curva de aprendizagem porque os sistemas de custos suprem esta deficiência, visto que são padrões e comuns às empresas. E. Que o proprietário precisará envolver pessoas dos diversos setores da empresa, porque as informações precisam ser coletadas, estruturadas, repassadas e consolidadas à tomada de decisão. Também o alertará que os sistemas de custos são constituídos por normas, fluxos, papéis, rotinas, softwares, relatórios, pessoas, entre outros elementos. A B Unidades Monetárias $ Quantidade Produzida 0 3 2 1 Unidades Monetárias $ Quantidade Produzida 0 1 2 3 ( ) Estão corretas as alternativas B, C, D. ( ) Estão corretas as alternativas A, B, e E. ( ) Todas as alternativas estão corretas. ( X ) Apenas as alternativas A e E estão corretas. ( ) Apenas as alternativas D e E estão corretas. Para mostrar ao proprietário a importância da análise de custos ao posicionamento estratégico da empresa no mercado você falou sobre a curva de aprendizagem e sobre a relevância de calcular os custos para a formação do preço de venda. Para isto, apresentou os seguintes gráficos: 02) Esboce um gráfico de Oferta, um gráfico de Mercado, um gráfico de custos totais, um gráfico de custos unitários e mostre em cada um os 3 momentos de produção. 03) Com base nos gráficos você afirmou que: A. A oferta é uma estrutura produtiva que considera o comportamento do produtor em relação à maximização do lucro e incorpora o sistema de custos da empresa dado por πx. B. A estrutura produtiva tem um limite dado pela Lei dos Rendimentos Decrescentes. Esta Lei diz que, dada uma estrutura física (fixa) e a incorporação de recursos variáveis, os rendimentos da empresa crescem a taxas cada vez menores. Chegará um ponto em que, apesar do aumento do preço de comercialização do bem x, a empresa não conseguirá aumentar mais sua produção, porque se tornará mais inelástica. A partir disto, você complementou sua resposta apontando a alternativa de investir na ampliação da estrutura produtiva, abordando no longo prazo todos os custos são variáveis. C. O cálculo do preço da empresa está relacionado ao custo de produção e que o proprietário precisa avaliar o preço de mercado (relativo ao comportamento da demanda) de cada bem produzido. Para isto, você mostrou a diferença entre o ponto de equilíbrio de mercado e o ponto de equilíbrio da empresa. Disse também que a empresa precisa que seu ponto de equilíbrio seja inferior ao ponto de equilíbrio do mercado, porque ao praticar o preço de mercado, a empresa precisa ter lucro. Isto é possível de analisar acompanhando os custos da empresa de acordo com o volume de produção. D. O uso da capacidade instalada da empresa está relacionado à Lei dos Rendimentos Decrescentes. Por isso, no início da produção, quando a oferta é mais elástica, a empresa ganhará produtividade até atingir o nível ótimo de utilização dos bens de capital no processamento, ou incorporação dos fatores variáveis. ( ) Estão corretas as alternativas B, C, D. ( ) Estão corretas as alternativas A, B,. ( X ) Todas as alternativas estão corretas. ( ) Apenas as alternativas A e E estão corretas. ( ) Apenas as alternativas D e E estão corretas. 04) (Recalcule os valores do quadro abaixo). Já de posse de algumas informações sobre a empresa... e... Seguindo em sua justificativa sobre o conhecimento da utilização da capacidade instalada, pela análise de custos, e o processo de decisão de ampliar a estrutura produtiva ou aceitar (ou não) novas ordens de produção você apresentou o seguinte quadro ao proprietário: Preço Unitário (0,5m) (em R$) Quantidade Produzida / Vendida (em 0,5m) Receita Total Custo Fixo Unitário (em R$) Custo Fixo Total (em R$) Custo Variável Unitário (em R$) Custo Variável Total (em R$) Custo Total(em R$) Custo Médio (em R$) Resultado (em R$) Custo Marginal (em R$) 2,9 15.000 48.000,00 6,56 98.350,00 3 48.000,00 146.350,00 10 -98.350,00 - 2,9 20.000 64.000,00 4,92 98.350,00 3 64.000,00 162.350,00 8 -98.350,00 3 2,9 30.000 96.000,00 3,28 98.350,00 2 72.000,00 170.350,00 6 -74.350,00 1 2,9 45.000 144.000,00 2,19 98.350,00 2 80.000,00 178.350,00 4 -34.350,00 1 2,9 75.000 240.000,00 1,31 98.350,00 1 88.000,00 186.350,00 2 53.650,00 0 2,9 80.000 256.000,00 1,23 98.350,00 1 104.000,00 202.350,00 3 53.650,00 3 2,9 90.000 288.000,00 1,09 98.350,00 1 128.000,00 226.350,00 3 61.650,00 2 2,9 95.000 304.000,00 1,04 98.350,00 2 160.000,00 258.350,00 3 45.650,00 6 2,9 95.000 304.000,00 1,04 98.350,00 2 208.000,00 306.350,00 3 -2.350,00 - 2,9 96.000 307.200,00 1,02 98.350,00 3 272.000,00 370.350,00 4 -63.150,00 64 i. Nele, você assinalou com “1” os rendimentos crescentes de escala; com “2” os níveis de rendimentos constantes de escala e “3” os níveis de rendimentos decrescentes de escala. ii. Para confirmar onde provavelmente se localiza o nível ótimo de produção, você circulou a respectiva quantidade que deve ser produzida e vendida. iii. Também salientou ao proprietário, sublinhando na coluna do resultado e na coluna da quantidade, que caso ele exceda o ótimo de produção, poderá incorrer em prejuízo. iv. Mais adiante na conversa, o proprietário lhe perguntou quanto custaria produzir uma unidade a mais do bem e você lhe respondeu: Em qual nível de produção o Sr. Deseja saber. Se for no início, entre 15.000 e 20.000 unidades, cada unidade a mais custa $ 3,00. Se for entre 90.000 e 95.000, será $ 6,00. Note que há dois níveis de produção operando em 95.000 unidades. Isto quer dizer que foram incluídos fatores variáveis e a produção não cresceu, levando a empresa a obter prejuízo por estar operando no limite de sua capacidade instalada. Isto ocorre porque há desperdício de fator variável e alto custo de manutenção. v. Ainda neste sentido, lhe contou que opera no nível de produção de 75.000 unidades e que recebeu um pedido de mais 20.000 unidades e está em dúvidas sobre sua aceitação. Para responder, você calculou o custo marginal desta variação e apresentou o seguinte resultado: ∆CT (Variação do Custo Total) 306.350 - 258.350 = 72.000 ∆Q (Variação da Quantidade) 95.000 - 75.000 = 20.000 CMg = ∆CT/∆Q = 72.000/20.000 = $ 3,6 A produção de uma unidade a mais será de 3,6, mas o empresário precisa atentar que estará operando perto da saturação da capacidade instala e pode incorrer em prejuízo se aceitar novos pedidos. vi. Você ainda deixou claro ao produtor que caso aceite o pedido terá um Lucro de $ 45.650,00, que já é inferior ao lucro obtido quando opera no momento ótimo de produção. REFERÊNCIAS PINHO, Diva Benevides; VASCONCELLLOS, Marco Antonio Sandoval (Org.). Manual de economia. (Equipe dos Professores da USP). 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2011. ROSSETTI, José Paschoal. Introdução a Economia. 20. ed. São Paulo: Atlas, 2011. VASCONCELLOS, Marco A S.; GARCIA, Manuel Enriquez. Fundamentos de Economia. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2008.