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MICROECONOMIA E MACROECONOMIA 
AULA 04 – MICROECONOMIA 
Microeconomia é o campo de estudos da Economia que observa mercados específicos, o 
equilíbrio parcial, as partes que compõem um todo. 
Lógica da Produção, Estrutura Produtiva e Estruturas de Custos 
Professora: Heloísa de Puppi e Silva 
 
CONTEÚDO 
1. LÓGICA DA PRODUÇÃO (LIMITES DA OFERTA; CURVA DE APRENDIZAGEM) 
2. A OFERTA COMO FUNÇÃO DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO 
3. PRODUTIVIDADE E ELASTICIDADE-PREÇO DA OFERTA 
4. ESTRUTURA DE CUSTOS 
5. VALORES TOTAIS E VALORES UNITÁRIOS 
6. RESULTADO 
7. CUSTOS E POSICIONAMENTO ESTRATÉGICO NO MERCADO 
 
CONTEXTUALIZAÇÃO 
Competitividade Empresarial 
Ambiente Empresarial 
Ambiente Estrutural 
Ambiente Sistêmico 
 
Nesta Aula 04, relembraremos conteúdos das Aulas 01, 02 e 03, para que a 
compreensão sobre o estudo de uma Estrutura Produtiva seja completo. Iniciaremos 
lembrando que à capacidade de sobrevivência das empresas no mercado, dá-se o nome 
de Competitividade Empresarial. Tal sobrevivência é determinada pelas decisões 
estratégicas das firmas, que se baseiam na observação dos Ambientes de Competitividade: 
o Empresarial, o Estrutural e o Sistêmico. Esta distinção está relacionada à capacidade da 
empresa decidir e intervir sobre as variáveis que garantem sua sobrevivência no mercado. 
No ambiente empresarial a firma detém poder total de controle sobre as variáveis, como 
decisões sobre contratação de mão de obra, marketing, finanças, estrutura de custos, 
conhecimento sobre a produção e a produtividade, entre outras. Se necessário, relembre o 
que estudamos sobre a Oferta, na Aula 02. No ambiente estrutural a empresa participa e 
pode afetar o comportamento das variáveis e isto também está de acordo com a estrutura 
do mercado em que a firma participa. Por exemplo, em um oligopólio, o poder de uma firma 
interferir sobre os preços do mercado é maior que em uma concorrência monopolística. Se 
necessário reveja Estruturas de Mercado e Equilíbrio de Mercado na Aula 03. Por fim, no 
ambiente sistêmico o poder de uma firma intervir sobre uma variável é nulo. Uma firma não 
tem poder sobre decisões da política macroeconômica, variações do câmbio, entre outras 
variáveis. O Ambiente Sistêmico será aprofundado nas Aulas 05 e 06. 
A sobrevivência das empresas não depende apenas do lucro, mas de variáveis 
internas, chamadas de empresariais, e externas, chamadas de estruturais e sistêmicas. As 
variáveis dos ambientes estrutural e sistêmico da Competitividade podem influenciar nas 
variáveis empresariais. Quanto mais competitiva for a firma, melhores as chances de 
sobreviver no mercado. Para isto é importante a compreensão sobre o funcionamento das 
diversas atividades econômicas, relacionando o ambiente externo e interno. Quanto maior 
o volume de informações estruturadas e estudadas, ou seja, “colocadas no papel”, maiores 
são as chances de a empresa se posicionar estrategicamente. 
Lembre-se da Aula 01. Vamos abrir uma discussão paralela apenas para fazer 
analogias sobre este entendimento. Pense em um indivíduo. O que ele precisa para 
sobreviver? Você pode responder que ele precisa de alimentos, abrigo, relações sociais, 
entretenimento, relações de poder, entre outros. Mas, sua sobrevivência depende única e 
exclusivamente dos esforços que faz para si próprio. Desde a procura por alimentos, até as 
relações que estabelece no decorrer de sua vida. Então, a sobrevivência de um indivíduo 
depende do seu próprio comportamento e, a final, como se comportar? 
Para se comportar o indivíduo fará escolhas e tomará decisões o tempo todo. Qual 
a melhor escolha? Qual é a melhor decisão? Aquela que acarreta na maximização da 
satisfação. 
Continuando... 
Mas, como sabemos quando estamos satisfeitos? Ou, qual a satisfação de cada 
indivíduo? Só a uma forma de responder: se conhecendo. E como se autoconhecer? 
 Observando, pensando e refletindo sobre como cada uma das variáveis da vida em 
sociedade nos afeta e como podemos nos posicionar em busca do bem estar. 
 Observando, pensando e refletindo sobre como cada uma das variáveis biológicas 
nos afeta e como podemos nos posicionar em busca do bem estar. 
Assim, quanto maior o número de experiências, dados e informações sobre a nossa 
própria biologia e o nosso comportamento diante da vida em sociedade, mais satisfeitos 
ficaremos com as nossas escolhas e posicionamentos. A nossa sobrevivência trata de uma 
busca de redução de incerteza sobre as decisões que tomamos e seus efeitos e impactos 
sobre nós mesmos. Trata-se de uma busca pela otimização e maximização da satisfação. 
Mas, por que queremos isto? Porque queremos sobreviver e ser feliz. Lembre-se da Aula 
01. 
 Para sermos felizes precisamos estar satisfeitos. 
 A felicidade e a satisfação passam pela percepção dos sentidos. 
 Para sermos felizes precisamos ter sensações boas captadas por nosso olfato, visão, paladar, 
escutar, ver, degustar. 
 Ou seja, para sermos felizes precisamos nos preocupar com nosso entorno. 
 Não há como ser feliz em um ambiente de desigualdade de renda, pobreza, miséria, esgoto a céu 
aberto, trânsito caótico... 
 Assim, se desejamos a felicidade, precisamos contribuir para o alcance da sustentabilidade e esta 
depende do comportamento humano, individual, empresarial, ou econômico, quando fazemos uso de 
recursos escassos para atender as necessidades ilimitadas das pessoas em uma sociedade. 
 
Retomando a discussão sobre a sobrevivência das empresas no mercado a partir 
da analogia estabelecida como comportamento do indivíduo. A sobrevivência das 
empresas no mercado está relacionada ao volume de informações que possui sobre as 
variáveis internas, externas e a relação entre estes dois ambientes. Ou seja, como a 
empresa fará para se posicionar e decidir, conhecendo sobre si e sobre o mercado que 
atua. Quanto maior o volume de dados e informações a empresa tiver sobre si e sobre o 
mercado em que atua, maiores as chances de otimizar suas escolhas e decisões. Isto 
acarreta em uma redução do risco sobre a sua sobrevivência no mercado e sobre a redução 
da incerteza de sua sobrevivência no mercado. Diante de recursos escassos e 
necessidades ilimitadas a empresa precisa fazer escolhas. Pesquise livremente sobre a 
Teoria da Decisão na Internet. 
Todo posicionamento e escolha tem um risco ou um custo relacionado ao risco da 
escolha não obter sucesso. Da mesma forma, há incertezas sobre os posicionamentos, 
sobre as escolhas e sobre as decisões estratégicas. A decisão pode trazer impactos 
positivos e negativos e estes impactos são incertos. Apenas a busca pelo conhecimento e 
esgotamento dos possíveis resultados e impactos podem reduzir o insucesso da 
sobrevivência. Além de levantar dados e informações internas e externas para se 
autoconhecer e conhecer as implicações dos posicionamentos estratégicos não é o 
suficiente. Os membros das organizações precisam ter conhecimento sobre estas 
questões. Isto só pode ser garantido pelo compartilhamento e fluxo de informações 
estabelecido pelas empresas. A teoria da informação contribui para justificar esta 
necessidade à sobrevivência empresarial. Pesquise livremente na internet sobre a Teoria 
da Informação. 
 Os mercados apresentam informações assimétricas. Ou seja, há firmas com maior 
conhecimento sobre dados e informações internas e externas e, por isso, com maiores 
chances de se posicionar estrategicamente e obter sucesso nos resultados de suas 
escolhas. A forma como a empresa levanta dados e informações, os processa, os 
compartilham e os utiliza para tomar decisão é um diferencial competitivo. 
Então, até o momento, justifica-se o estudo sobre a competitividade empresarial a 
partir das teorias do produtor,do consumidor da informação e da decisão. Agora lhe 
pergunto: como fazer os estudos sobre a competitividade empresarial? Estes estudos são 
feitos por meio da análise da competitividade e análises de mercado. 
 
Análise da Competitividade 
 
A empresa terá vantagem competitiva quando se conhecer e conhecer o ambiente 
em que atua e que interfere em sua atividade. Entre todas as variáveis dos ambientes de 
competição, algumas determinam a sobrevivência das empresas no mercado e são 
denominadas de Fatores Determinantes da Competitividade. As empresas se comportam 
nos mercados de acordo com os Fatores Determinantes da Competitividade. Nesse 
sentido, estabelece-se o Padrão de Concorrência dos Mercados. Como compreender e 
relacionar os fatores determinantes da competitividade e determinar o padrão de 
concorrência dos mercados? Realizando estudos de mercado e Análises da 
Competitividade. 
As Análises da Competitividade respondem à problemática levantada de que quanto 
maior o volume de informações a empresa tiver sobre si e sobre os mercados em que atua, 
melhor será seu posicionamento, maiores serão suas vantagens competitivas, menor o 
risco e a incerteza sobre sua sobrevivência no mercado. Mas, como devem ser feitas as 
análises da competitividade? 
Para isto existem métodos já utilizados pela administração e pela economia. Entre 
eles: Modelo Estrutura-Conduta-Desempenho, Modelo de Porter e Análise SWOT. 
Pesquise livremente sobre estes métodos na Internet. Você provavelmente conheceu, ou 
conhecerá, alguns métodos no decorrer do Curso de Administração, principalmente nas 
disciplinas relacionadas à administração estratégica. Mas, entre as formas abordadas da 
Análise da Competitividade, qual devemos utilizar na organização que trabalhamos? 
Diversas ponderações devem ser feitas. 
A escolha do Método de Análise da Competitividade deve considerar: o 
conhecimento do analista sobre cada modelo; o tempo disponível para a análise; o custo 
benefício das informações; o levantamento de dados; a escolha das ferramentas de análise 
dos dados; a elaboração dos relatórios; a abrangência das análises; a relação entre 
elementos internos e externos das organizações; entre outros. 
Primeiramente, o conhecimento do analista sobre cada modelo. De nada adianta 
existirem ótimas ferramentas de análise da competitividade e não haver um profissional 
qualificado para estruturá-las. Isto também pode variar de acordo com a formação do 
analista. Profissionais da área administrativa estão acostumados com as observações da 
análise SWOT e o Modelo de Porter. O tempo necessário para aprender outras análises 
poderia atrasar os resultados esperados pelos responsáveis pela decisão estratégica nas 
organizações. É preferível que exista uma análise bem feita com domínio técnico pelo 
analista do que uma análise superficial utilizando outros modelos. Os resultados precisam 
ser consistentes porque guiarão o posicionamento estratégico das organizações. Há, 
portanto, a necessidade de haver confiança sobre a informação e sobre quem a realiza! 
Outra ponderação importante é o tempo disponível para a análise. O analista 
precisa estabelecer um cronograma de pesquisa para que possa atender os anseios de 
prazos e metas de tomada de decisão dos diversos setores das organizações e dos cargos 
diretivos. Há possibilidade de estruturar análises fabulosas da competitividade, mas quanto 
tempo levaria? 
O responsável pela análise da competitividade também deve considerar os custos 
inerentes à estruturação de uma análise como: o número de funcionários que participarão 
dos estudos e pesquisas, o uso de base dados primária ou secundária, os softwares 
necessários, a estrutura física, as máquinas e equipamentos, entre outros. 
A confiança na informação das pesquisas depende: de sua consistência e da 
qualidade do levantamento de dados; da escolha das ferramentas de análise dos dados; e 
da qualidade da elaboração dos relatórios. Para isso, deve se ter conhecimento sobre a 
diversidade e sobre a consistência das diversas fontes de informações. Conhecer a 
disponibilidade e a atualidade das informações, as séries temporais e a possibilidade de 
cruzamento de dados. Além disso, deve haver organização e classificação dos dados. 
Pesquise livremente sobre Gestão do Conhecimento e Gerenciamento de Dados. 
A compreensão das Cadeias Produtivas com as quais a empresa interage são 
importantes para o conhecimento do ambiente estrutural. Estão presentes nas Cadeias 
Produtivas os bens de consumo intermediário, os bens finais e os bens de capital. As 
Cadeias Produtivas apresentam o encadeamento das etapas dos processos de produção. 
Contudo, esboçar cadeias produtivas melhora a visualização das relações com 
fornecedores e com consumidores dos mercados. 
Depois de conhecidos e levantados os dados, parte-se para a escolha das 
ferramentas de análise. Podem ser realizadas pelos modelos estudados ou também por 
meio do uso de métodos quantitativos (pesquisa operacional) e estatística. A melhor análise 
depende da escolha adequada da ferramenta de análise. Em seguida, o esforço segue no 
sentido de pensar a melhor forma de estruturar a informação à tomada de decisão. 
Relatórios longos não são lidos na íntegra. Neste momento é preciso selecionar as 
informações mais relevantes e estruturá-las com fácil visualização. Não esqueça do BOM 
Português! 
Lembre-se que a escolha dos instrumentos da análise da competitividade está 
relacionada ao conhecimento técnico do responsável pelo estudo. Sinta-se confortável em 
pensar que é difícil realizar todas estas tarefas ao posicionamento estratégico. Se você tiver 
vontade, disposição e tempo, conhecerá cada vez mais sobre o assunto e verá que tudo o 
que abordamos por aqui são assuntos introdutórios e de fácil compreensão. Certas vezes 
parece “difícil” porque ainda não temos o vocabulário técnico da área. 
Além dos itens tratados acima, vale também mencionar a abrangência das análises 
da competitividade. Sobre isso se deve pensar: estudar um setor de atividade econômica? 
Uma cadeia produtiva? Um complexo industrial? O ambiente interno? As variáveis 
sistêmicas? Não há regras. Os estudos são adequados às necessidades de quem utilizará 
a informação. Sobre a relação entre elementos internos e externos das organizações, qual 
o nível de abrangência desta relação? Cruzar elementos internos com informações do 
mercado já é suficiente? É necessário conhecer como variáveis sistêmicas afetam as 
variáveis internas? 
Não há regras para a estruturação das análises de competitividade. Elas 
dependerão do conhecimento dos analistas, da abrangência necessária e dos elementos 
inerentes à tomada de decisão. Estará, portanto, de acordo com a identidade de cada 
organização. 
A fonte de informação pode variar de acordo com a especificidade de cada 
atividade econômica estudada. Onde encontrar informações para o ambiente empresarial? 
Nas organizações, nos sites, em jornais, em órgãos de classe, com pesquisa de campo, 
entre outras. Onde encontrar informações para o ambiente estrutural? Em órgãos de classe, 
nos sites governamentais, nos organismos internacionais, em institutos de pesquisa, 
pesquisa de campo, sindicatos, associações, entre outros. Onde encontrar informações 
para o ambiente sistêmico? Em órgãos governamentais e organismos internacionais. Na 
Aula 05 e 06 veremos algumas fontes de informações. Procure livremente dados e 
informações na internet, nos sites do BACEN, do IPEA, do MDIC e do IBGE. Não esqueça 
que a Constituição e a legislação nacional também são fatores sistêmicos. 
 
Posicionamento Estratégico 
 
O melhor posicionamento estratégico depende da qualidade da análise de dadose 
informações. Para isso, devemos buscar e aprofundar os estudos sobre teorias 
relacionadas à base de tomada de decisão. Há diversos instrumentos de análise de dados 
e informações. Precisamos buscá-los, inclusive em outras áreas do conhecimento. Algumas 
dicas são: Análise da Competitividade, Teoria da Decisão e a Teoria dos Jogos. Quanto 
melhor a qualidade das Análises da Competitividade, melhor o Planejamento Estratégico 
da empresa. 
Até o momento estudamos que as Análises da Competitividade reduzem a 
incerteza sobre a sobrevivência das organizações à medida que permitem um melhor 
conhecimento sobre as informações de sobre si e sobre o mercado. Estas organizações 
precisam compreender a existência de um risco, relacionado ao conhecimento e ao domínio 
de informações de mercado. Além disso, as Análises da Competitividade levantam 
indicadores empresariais, estruturais e sistêmicos que merecem acompanhamento e 
monitoramento. 
Agora, precisamos relacionar as Análises da Competitividade ao Planejamento 
Estratégico das Organizações. O que é Planejamento Estratégico? 
Vale lembrar que de nada adianta o Planejamento Estratégico se a organização 
não souber quem ela é (definição da Atividade Econômica que realiza) e o que ela pensa. 
Para isso, é necessário estabelecer sua missão, visão e valores. Tratam-se dos princípios 
e de diretrizes que orientarão os estudos e a elaboração do Planejamento Estratégico. 
Ao conhecimento das variáveis relacionadas à atividade econômica da organização 
damos o nome de diagnóstico. Com base no diagnóstico, a organização precisa estabelecer 
as variáveis de acompanhamento e de impacto de seu Planejamento. As variáveis 
relacionadas à atividade econômica da organização são utilizadas para o estabelecimento 
de objetivos, metas, ações, projetos e atividades. Além disso, estas variáveis devem ser 
consideradas nos processos de tomada de decisão e elaboração de cenários. 
O planejamento pode ser entendido como um projeto. Desta forma, possui diversas 
etapas que exigem um posicionamento, estratégico, de seus elaboradores. A organização 
está tomando decisão e se posicionando estrategicamente toda vez que: 
 estabelecer sua atividade econômica; 
 definir seus funcionários de acordo com as habilidades necessárias para as atividades que 
desempenha; 
 escolher as variáveis de acompanhamento e de impacto; 
 escolher entre a realização de um ou de outro projeto; 
 estruturar uma análise de viabilidade; 
 escolher entre um ou outro produto; 
 escolher entre um ou outro layout de produção; 
 escolher uma tecnologia a ser utilizada; 
 decidir sobre um investimento; 
 definir um posicionamento de acordo com cenários estabelecidos; 
 definir um posicionamento político; 
 estabelecer uma estratégia de venda; 
 definir um preço de venda; 
 ... ; e 
 relacionar e estabelecer todo ou qualquer custo de oportunidade. 
 
A competitividade está relacionada ao conceito de otimização. Vale lembrar que, 
por natureza, o comportamento econômico leva a organização ou o indivíduo a pensar e 
decidir sobre a otimização dos recursos que possui para atender as necessidades ilimitadas 
das pessoas e organizações. Consiste na eficiência produtiva e na eficácia alocativa dos 
fatores de produção. Nós observamos isto por meio dos custos de produção. 
 
1 LÓGICA DA PRODUÇÃO (LIMITES DA OFERTA; CURVA DE APRENDIZAGEM) 
 
Lei dos Custos Crescentes 
Curva de Aprendizagem 
Escala de Produção 
Otimização 
Lei dos Rendimentos Decrescentes 
 
Entre outros elementos, para compreender a Competitividade em seu ambiente 
empresarial, precisamos saber sobre os fatores relacionados à Produção e à Produtividade 
das empresas. Esses conceitos estão relacionados à Lei dos Custos Crescentes, à Lei dos 
Rendimentos Decrescentes e à Escala de Produção. O conhecimento sobre si e sobre o 
meio diz respeito à Curva de Aprendizagem e ela é uma vantagem competitiva. O produtor 
precisa ter paciência e consciência de que uma estrutura de custos leva tempo para ser 
formada. Não é possível ter domínio completo sobre os custos do dia para a noite. Leva 
anos a formação de dados históricos sobre o comportamento dos custos. Além disso leva 
anos a compreensão do comportamento da demanda. Estas são informações estratégicas. 
Nenhuma empresa abre sua estrutura de custos para os outros porque levou anos para 
adquirir esta experiência e isto lhe garante vantagem competitiva. Uma vantagem que 
resulta da curva de aprendizagem e da produtividade que se ganha por conhecer mais 
sobre si e sobre o mercado. 
Lembre-se também que a lei dos Custos Crescentes diz que no longo prazo todos 
os custos tendem aumentar na economia dada a escassez dos recursos. A Lei dos 
Rendimentos Decrescentes está relacionada ao esgotamento de uma estrutura produtiva e 
determina os momentos de produção, bem como a elasticidade. Na Aula 02, vimos que os 
rendimentos de produção tendem a crescer até um determinado ponto, depois atingem o 
nível ótimo de produção e depois disso, podem continuar crescendo, mas em taxas 
inferiores ao nível de produção anterior. 
 
 
 
 
Curva de Produção e Curva de Aprendizagem 
 
Na curva de produção é possível perceber o esforço de se empregar fatores 
variáveis e o impacto disto na quantidade produzida. Faça a suposição de que o fator 
variável é mão de obra. No início da produção, o incremento de mão de obra é menor que 
a necessidade de mão de obra para produzir uma unidade a mais quando se avança ao 
limite da estrutura produtiva. Chegará um momento em que pode colocar mais milhares de 
trabalhadores e não será possível produzir uma unidade a mais. Esta é a produtividade da 
mão de obra, fator variável, ou esforço da produção em relação à Lei dos Rendimentos 
Decrescentes. Trata-se de uma medida de produtividade em relação ao fator variável e 
responde a seguinte questão: quantas unidades a mais de fator variável eu preciso 
incrementar na estrutura produtiva para produzir uma unidade a mais? Se a relação for 
baixa, a transformação do fator variável é mais produtiva. Se for alta, há muito esforço de 
produção para uma unidade a mais do bem. Para medir isto, basta dividir a variação do 
fator variável pela variação do número de unidades produzidas. Pesquise livremente na 
internet sobre medidas de produtividade. Você pode encontrar a produtividade do trabalho 
em relação ao capital. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Da mesma forma que a Curva de Produção nos possibilita a compreensão sobre a 
produtividade, a Curva de Aprendizagem também nos mostra isto. Quer dizer que quanto 
mais se sabe ou pratica uma atividade, melhor ou mais produtivo você se torna e menor o 
volume de fator variável para incrementar uma unidade a mais na produção. Mais barata é 
a produção de uma unidade a mais do bem. Mas isto tem limites que também estão 
relacionados à Lei dos Rendimentos Decrescentes. Chegará um momento que o esforço 
para aprender um pouco mais será muito alto, assim como você assistindo aulas ou 
estudando em casa pelo ensino EAD. Chega um momento que precisa descansar ou dormir 
PRODUTO 
Unidades Produzidas 
FATOR VARIÁVEL 
(MO) 0 
para voltar a ser produtivo. Comece a se observar como uma estrutura produtiva que possui 
limites. Ajudará a compreender o uso e a administração do seu próprio tempo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 A OFERTA COMO FUNÇÃO DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO 
 
 
Estrutura Produtiva – Oferta 
 
 
A Oferta é uma Estrutura Produtiva e está em função da Estrutura de Custos (πx). 
Isto quer dizer que os limites e momentos de produção também são determinado pelo 
comportamento dos custos na empresa.Custos de Produção 
 
Em Economia nós entendemos que a estrutura de custos é dada por πx. Nós 
economistas não fazemos a distinção entre gastos, despesas, custos e investimentos. 
Estas são nomenclaturas da contabilidade e da administração. Nós observamos o Custo 
Custo Fator Variável (MO)/Unidade 
Unidades Produzidas 
0 
Preço do Bem x 
Quantidade do Bem x 0 
Oferta do Bem x 
P1 
P2 
Q1 Q2 
P2 
P1 
P2 
P2 
Q1 Q2 
mais inelástica mais elástica 
Ox = f(πx) 
Total (CT) que é representado por πx. O Custo Total é a soma do custo fixo e do custo 
variável e nós incluímos nestes valores todos os gastos, ou seja, despesas, custos e 
investimentos. Fazemos isto para compreender os momentos de produção e estudar a 
decisão sobre o posicionamento estratégico da empresa no mercado. Nós sempre 
consideramos no custo total de produção o custo de oportunidade ou custo de atratividade 
do capital. No curso de Administração você vai estudar estes termos em análise e gestão 
de custos e decisão sobre investimentos em projetos de viabilidade econômica e financeira. 
 
Resultado = RT – CT 
RT = ∑P x Q 
P ► formado a partir dos custos 
CT = CF + CV 
 
Note a importância do estudo de custos para a sobrevivência, ou competitividade 
empresarial. Custos está presente no cálculo do resultado da empresa. Se ela tem lucro ou 
prejuízo. O resultado é determinado por tudo aquilo que a empresa recebe menos tudo 
aquilo que a empresa gasta para produzir. 
Resultado = RT (Receita Total) – CT (Custo Total) 
 
A Receita Total (RT) é calculada a partir do somatório de preço vezes a quantidade 
que ela vende do bem. O preço é formado no mercado, mas a empresa calcula os preços 
(P ou Px) que deseja praticar, de acordo com cada quantidade (Q ou Qx) que deseja 
produzir, a partir dos custos de produção. Reveja uma curva de oferta e as diversas 
combinações de preço e quantidade. Antes de ir ao mercado a empresa faz simulações do 
preço que pode ser pago e da quantidade que se consegue produzir de acordo com o preço 
praticado no mercado. 
P ou Px► formado a partir dos custos 
 
Então a Receita da Empresa depende do cruzamento de um preço calculado a 
partir de seus custos com aquilo que o consumidor está apto e disposto a pagar no 
mercado. 
RT = ∑P x Q 
 
Os Custos da empresa são a soma de sua estrutura física fixa (CF – custo fixo) 
com os fatores variáveis que inclui no processo produtivo (CV – custo variável). 
CT = CF + CV 
 
Se você lembrar da Lei dos Rendimentos Decrescentes, ela diz que dada uma 
estrutura produtiva física fixa (CF – Custo Fixo), à medida em que se incrementa fatores 
variáveis (CV – Custo Variável) A produção cresce a taxas cada vez menores. Por isso é 
possível observar os momentos de produção a partir do comportamento dos custos da 
empresa. Como a Lei dos Rendimentos Decrescentes determina o limite da produção, os 
comportamentos dos custos nos mostram se estamos perto ou longe de esgotar a 
capacidade produtiva. 
 
3 PRODUTIVIDADE E ELASTICIDADE-PREÇO DA OFERTA 
 
Elasticidade da oferta 
Momentos de produção 
1 - Rendimento crescente 
2 - Rendimento constante 
3 - Rendimento decrescente 
 
Produtividade • Três momentos da produção: 
1 - Início – ganho de produtividade – rendimento crescente – oferta + elástica 
2 - Ótimo de produção – estabilização da produtividade – rendimento constante 
3 - Saturação da produção – perda de produtividade – rendimento decrescente – oferta + inelástica 
 
Veja no gráfico abaixo os três momentos de produção. Eles querem dizer que nós 
começamos a produzir, ganhamos produtividade e depois esgotamos a capacidade 
produtiva. Para ampliar a produção seria necessário realizar um novo investimento o que 
deslocaria a curva de oferta para a direita. Se necessário reveja o exemplo do 
funcionamento de uma batedeira na aula 04. A forma de funcionamento de estruturas 
produtivas é sempre a mesma. Se necessário também reveja os deslocamentos de oferta 
para compreender o efeito de um novo investimento na estrutura produtiva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Preço do Bem x 
Quantidade do Bem x 0 
Oferta do Bem x 
P1 
P2 
Q1 Q2 
P2 
P1 
P2 
P2 
Q1 Q2 
mais inelástica mais elástica 
Ox = f(πx) 
Curto prazo 
Longo prazo 
 
Uma curva de oferta representa o curto prazo. O deslocamento da curva de oferta 
representa o longo prazo. Isto ocorre porque no longo prazo a empresa pode realizar 
investimentos e alterar sua estrutura de custos, bem como a capacidade de produção. A 
diferença de curto e longo prazo variam de atividade econômica para atividade econômica. 
O longo prazo de investimento de uma empresa de celulose e papel é diferente do longo 
prazo de uma empresa de tecelagem. 
 
 
4 ESTRUTURA DE CUSTOS 
 
Custos de Produção 
Resultado = RT – CT 
CT = CF + CV 
 
 
O gráfico abaixo mostra o comportamento dos custos de produção de acordo com 
suas definições. O custo fixo (CF) é o mesmo independentemente do volume produzido. O 
custo variável (CV) varia de acordo com o volume de produção e o custo total é a soma dos 
dois. (CV + CF). 
 
 
 
 
 
 
 
Os momentos de produção estão representados no gráfico abaixo. No início da 
produção é necessário incrementar bastante fator variável até a empresa se tornar 
produtiva e atingir o momento ótimo de produção. Depois, se a empresa continuar a incluir 
fator variável, não conseguirá mais aumentar a quantidade produtiva porque a estrutura 
física não consegue mais transformar o fator variável em bem ou serviço. 
 
 
 
 
 
 
 
Unidades 
Monetárias 
$ 
Quantidade 
Produzida 
0 
CF 
CV 
CT 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 VALORES TOTAIS E VALORES UNITÁRIOS 
 
Custo Médio, Custo Variável Médio e Custo Fixo Médio 
Custo Marginal (depende do nível de produção) 
 
Abaixo está esboçado o gráfico com valores totais de produção e ao lado o gráfico 
com os valores unitário de produção. Para sair de um para o outro basta dividir os valores 
totais pela quantidade para obter os valores dos custos para cada unidade produzida. Os 
resultados da divisão mostram que o: 
Como o valor do Custo Fixo “Total” é sempre o mesmo, cada vez que o dividimos 
por uma quantidade cada vez maior, observamos que Custo Fixo Médio (CFMe) ou Custo 
Fixo Unitário (CFu) reduz, tendendo a um limite próximo de zero. 
Como o Custo Variável “Total” cresce em um primeiro instante, depois estabiliza e 
por fim volta crescer bastante por unidade, o Custo Variável Médio (CVMe) ou Custo 
Variável Unitário (CVu), primeiramente reduz, e depois volta a crescer. 
Como o Custo Médio (CMe), Custo Total Médio (CTMe) ou Custo Unitário (Cu) é a 
soma do CFMe e do CVMe, ele também reduz e volta a crescer, mas quando volta a subir, 
sobe menos que o CVMe porque, como o CFMe apenas reduz, este valor do custo fixo 
unitário o “puxa para baixo”. 
Já o Custo Marginal (CMg) representa quanto se gasta a mais para produzir uma 
unidade a mais do bem e este valor varia de acordo com o momento de produção. Quando 
a empresa inicia a produção, se torna mais produtiva na transformação do fator variável e 
tem ganhos pelo aumento da escala (volume) de produção, o custo marginal cai. Quando 
perde produtividade ele volta a crescer. 
 CT/quantidade = CMe 
 CV/quantidade = CVMe 
 CF/quantidade = CFMe 
 CMg = ∆CT/∆Quantidade (∆ simboliza a variação >>> valor “final” – valor “inicial”) 
Unidades 
Monetárias 
$ 
Quantidade 
Produzida 
0 
CF 
CV 
CT6 RESULTADO 
 
Prejuízo ► RT < CT 
Ponto de Equilíbrio ► RT = CT 
Lucro ► RT > CT 
 
Quando cruzamos a curva da receita total da empresa com a curva de custo total, 
observamos os possíveis resultados de Lucro, Ponto de Equilíbrio e Prejuízo. Quando a 
empresa satura a estrutura produtiva, ela volta a ter prejuízo porque estará desperdiçando 
fatores variável, visto que já não tem capacidade de processamento. Note que a maior 
distância entre o preço e o custo unitário médio, bem como a maior distância entre a receita 
total e o custo total representam o maior lucro da empresa. 
 
 
Unidades Monetárias $ 
Quantidade Produzida 
0 
CTMe 
CVMe 
CFMe 
CMg Unidades 
Monetárias 
$ 
Quantidade 
Produzida 
0 
CF 
CV 
CT 
Valores TOTAIS 
Valores Unitários ou Médios 
Valores TOTAIS/Quantidade 
Unidades Monetárias $ 
Quantidade Produzida 
0 
CTMe 
CVMe 
CFMe 
CMg 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 CUSTOS E POSICIONAMENTO ESTRATÉGICO NO MERCADO 
 
 
Observe a relação da Curva de Oferta com o Comportamento dos Custos. Ambas 
refletem os três momentos de produção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os produtores gostariam que a Demanda por seu produto fosse inelástica, assim, 
poderiam aumentar o preço do bem que os consumidores continuariam adquirindo. Além 
disso, os produtores precisam compreender sua própria elasticidade, para saber em que 
momento estão da produção. Conhecer a demanda diz respeito ao ambiente estrutural da 
competitividade e conhecer a estrutura de custos diz respeito ao ambiente interno da 
competividade. Ao cruzar estas informações, o produtor pode decidir como se posicionar 
estrategicamente no mercado. A partir deste momento abrimos a discussão sobre a 
estrutura de custos das empresas. 
Unidades Monetárias $ 
Quantidade Produzida 0 
Curva de Oferta = f(custo de produção) 
Curva de Custo Total 
CTMe 
Preço = RT/q 
Unidades Monetárias $ 
Quantidade 
Produzida 
0 
PE 
Unidades Monetárias $ 
Quantidade 
Produzida 
0 
CT 
RT 
PE 
Vamos observar as situações abaixo. Primeiramente, lembre-se da elasticidade-
preço da oferta e da elasticidade-preço da demanda. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quando a Oferta faz propaganda, torna a demanda mais dependente, ou mais 
inelástica em relação ao seu produto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para compreender em que momento a demanda está, mais inelástica ou mais 
elástica, o produtor precisa fazer pesquisa de mercado e perguntar quantas unidades a 
demanda adquiriria a mais do bem caso houvesse uma redução do preço. Se a demanda 
Preço do Bem x 
Quantidade do Bem x 0 
Oferta do Bem x 
P1 
P2 
Q1 Q2 
P2 
P1 
P2 
P2 
Q1 Q2 
mais inelástica mais elástica 
Ox = f(πx; Pi; S; T; ...) 
Melhor nível de 
produção 
Preço do Bem x 
Quantidade do Bem x 0 
Demanda do Bem x 
P1 
P2 
Q1 Q2 
P2 
P1 
P2 
P2 
Q1 Q2 
mais inelástica mais elástica 
Dx = f(R; Pi; G; S; ...) 
Neste momento a 
demanda depende 
muito do bem ou do 
serviço 
P1 
P
Quantidade 
do Bem x 
Q2 
P2 
0 
Demanda do Bem x 
Dxa 
Dxb 
Q1 Q2 
mais inelástica 
mais elástica 
Q1 
Preço do 
Bem x 
O produtor prefere 
uma demanda mais 
inelástica. 
responder que compraria muito mais unidade, ela está em um momento mais dependente 
e isto quer dizer, mais inelástica. Caso o produtor perguntasse quantas unidades o 
consumidor compraria mais do bem se ocorresse uma redução do preço e o impacto fosse 
insignificante, ou seja, a demanda não compraria muito mais se o preço reduzisse, então 
ela estaria em um momento mais elástico. 
Para decidir se deve investir mais ou não o produtor precisa saber se o consumidor 
ainda está absorvendo seu produto. Se a demanda já estiver saturada, ou seja, elástica, 
não vale a pena investir. Ou, o produtor pode pensar em rever o produto, trabalhar com 
propaganda, pós venda, entre outras alternativas para que o consumidor perceba maior 
utilidade no bem ou serviço a ser adquirido. 
Para o posicionamento estratégico, a melhor situação seria aquela em que a 
demanda depende muito do bem ou do serviço e o produtor está no melhor nível de 
produção. Veja a situação abaixo e vamos entender como o estudo dos custos nos permite 
conhecer em que momento o produtor está em relação a sua própria elasticidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ao longo do tempo a demanda pode se deslocar, por variações de renda gosto e 
percepção da utilidade do bem, e o produtor precisa estar atenta aos movimentos para 
decidir em que momento deve ou não realizar novos investimentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Preço do Bem x 
Quantidade do Bem x 0 
Mercado do Bem x 
PE 
 QE 
P2 
P2 
Dx = f(R; Pi; G; S; ...) 
Ox = f(πx; Pi; S; T; ...) 
Preço do Bem x 
Quantidade do Bem x 0 
Mercado do Bem x 
PE 
 QE 
Dx = f(R; Pi; G; 
S; ...) 
Ox = f(πx; Pi; S; 
 
EXERCÍCIOS PROPOSTOS 
1. Leia os Capítulos 3 e 4 – “Decisões de Produção” e “Estruturas de mercado”, do livro “Princípios de 
Economia: micro e macro”, de Flávio Ribas Tebchirani, da Editora IBPEX. 
 
 
2. Preencha o quadro abaixo e calcule os resultados: 
Preço 
Unitário 
(em R$) 
Quantidade 
Produzida / 
Vendida 
Receita 
Total 
Custo Fixo 
Unitário 
(em R$) 
Custo Fixo 
Total 
(em R$) 
Custo Variável 
Unitário (em 
R$) 
Custo Variável 
Total (em R$) 
Custo Total 
(em R$) 
Custo 
Médio 
(em R$) 
Resultado (em R$) 
 
5,30 
 
15.000,00 98.350,00 72.000,00 
 
5,30 
 
30.000,00 98.350,00 80.000,00 
 
5,30 
 
50.000,00 98.350,00 88.000,00 
 
5,30 
 
75.000,00 98.350,00 104.000,00 
 
5,30 
 
95.000,00 98.350,00 128.000,00 
 
5,30 
 
110.000,00 98.350,00 160.000,00 
 
5,30 
 
120.000,00 98.350,00 208.000,00 
 
5,30 
 
125.000,00 98.350,00 272.000,00 
 
Preço 
Unitário 
(em R$) 
Quantidade 
Produzida / 
Vendida 
Receita 
Total 
Custo Fixo 
Unitário 
(em R$) 
Custo Fixo 
Total 
(em R$) 
Custo Variável 
Unitário (em 
R$) 
Custo Variável 
Total (em R$) 
Custo Total 
(em R$) 
Custo 
Médio 
(em R$) 
Resultado (em R$) 
 
5,30 
 
15.000,00 79.500,00 
 
6,56 98.350,00 4,80 72.000,00 
 
170.350,00 
 
11 
-90.850,00 
 
5,30 
 
30.000,00 159.000,00 
 
3,28 98.350,00 2,67 80.000,00 
 
178.350,00 
 
6 
-19.350,00 
 
5,30 
 
50.000,00 265.000,00 
 
1,97 98.350,00 1,76 88.000,00 
 
186.350,00 
 
4 
78.650,00 
 
5,30 
 
75.000,00 397.500,00 
 
1,31 98.350,00 1,39 104.000,00 
 
202.350,00 
 
3 
195.150,00 
 
5,30 
 
95.000,00 503.500,001,04 98.350,00 1,35 128.000,00 
 
226.350,00 
 
2 
277.150,00 
 
5,30 
 
110.000,00 583.000,00 
 
0,89 98.350,00 1,45 160.000,00 
 
258.350,00 
 
2 
324.650,00 
 
5,30 
 
120.000,00 636.000,00 
 
0,82 98.350,00 1,73 208.000,00 
 
306.350,00 
 
3 
329.650,00 
 
5,30 
 
125.000,00 662.500,00 
 
0,79 98.350,00 2,18 272.000,00 
 
370.350,00 
 
3 
292.150,00 
 
 
3. Considerando que o gráfico (A) abaixo tem seu eixo “x” representado por número de unidades e seu eixo “y” 
representado por unidades monetárias; e que o gráfico B abaixo tem seu eixo “x” representado por número de 
unidades e seu eixo “y” representado por unidades monetárias, as séries 1, 2 e 3, representam. Assinale a 
alternativa correta: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em ordem, as séries são dadas por: 
a) A – (1) custo fixo, (2) custo fixo médio e (3) custo variável; B - (1) custo variável unitário, (2) custo total e (3) custo médio. 
b) A – (1) custo variável unitário, (2) custo fixo médio e (3) custo variável; B - (1) custo fixo, (2) custo total e (3) custo médio. 
c) A – (1) custo fixo, (2) custo total e (3) custo variável; B - (1) custo variável unitário, (2) custo fixo médio e (3) custo médio. 
d) A – (1) custo fixo, (2) custo variável e (3) custo total; B - (1) custo fixo médio (2) custo variável unitário, e (3) custo médio. 
 
4. Caso uma empresa tenha um custo fixo unitário de R$ 9,00, um custo variável unitário de R$ 27,00, qual será 
o resultado da empresa se ela vender 60.000 unidades a um preço de R$ 49,00? 
a. A empresa cobre seus custos variáveis? E os fixos? A empresa cobre custos fixos, variáveis e ainda 
tem lucro de R$ 780.000,00 
 
RT (Receita Total) = p x q ► RT = 49,00 x 60.000 = 2.940.000,00 ► RT = 2.940.000,00 
CF = CFµ x q ► CF = 9,00 x 60.000 = 540.000,00 
CV = CVµ x q ► CV = 27,00 x 60.000 = 1.620.000,00 
CT = CF + CV ► CT = 540.000,00 + 1.620.000,00► CT = 2.160.000,00 
Resultado (Lucro ou Prejuízo?) ► Resultado = RT – CT ► Resultado = 2.940.000,00 - 
2.160.000,00 
 ► LUCRO = 780.000,00 
 
5. Neste exercício trataremos sobre: 
 a importância da análise de custos para a competitividade empresarial; 
 o posicionamento estratégico no mercado a partir da análise de custos; e 
 o exercício foi elaborado sobre a empresa Courolino. 
A empresa Courolino deseja melhorar seus processos de gestão e decidiu revisar seu sistema de análise de 
custos. Para isto, contratou seus serviços de consultoria e quer saber sua opinião sobre a necessidade de 
implementação de um sistema de custos à competitividade empresarial. 
 
01) O que você falaria inicialmente à empresa? 
 
A. Que os sistemas de custos: contribuem à sobrevivência da empresa no mercado porque reduzem as incertezas 
do posicionamento estratégico; auxiliam as compreensões sobre as medidas de produtividade e uso da 
capacidade instalada; e são relevantes à formação de preço. 
B. Que depois de implementar o sistema de custos, em um curto período de tempo, o proprietário poderá ficar 
tranquilo porque terá uma avaliação de estoques, a análise de dados e a tomada de decisão. 
C. Que as dificuldades de implementação de um sistema de custos ocorrem apenas nas fases iniciais porque estão 
relacionadas ao processo de classificar as despesas, separar custos diretos de indiretos, custos fixos de variáveis 
e elaborar demonstrativos de resultados. 
D. Que o proprietário não precisa se preocupar com sua curva de aprendizagem porque os sistemas de custos 
suprem esta deficiência, visto que são padrões e comuns às empresas. 
E. Que o proprietário precisará envolver pessoas dos diversos setores da empresa, porque as informações 
precisam ser coletadas, estruturadas, repassadas e consolidadas à tomada de decisão. Também o alertará que 
os sistemas de custos são constituídos por normas, fluxos, papéis, rotinas, softwares, relatórios, pessoas, entre 
outros elementos. 
 
 
 
A B Unidades Monetárias $ 
Quantidade Produzida 
0 
3 
2 
1 
 Unidades 
Monetárias 
$ 
Quantidade 
Produzida 
0 
1 
2 
3 
( ) Estão corretas as alternativas B, C, D. 
( ) Estão corretas as alternativas A, B, e E. 
( ) Todas as alternativas estão corretas. 
( X ) Apenas as alternativas A e E estão corretas. 
( ) Apenas as alternativas D e E estão corretas. 
 
Para mostrar ao proprietário a importância da análise de custos ao posicionamento estratégico da empresa no 
mercado você falou sobre a curva de aprendizagem e sobre a relevância de calcular os custos para a formação 
do preço de venda. Para isto, apresentou os seguintes gráficos: 
 
 
02) Esboce um gráfico de Oferta, um gráfico de Mercado, um gráfico de custos totais, um gráfico de custos unitários 
e mostre em cada um os 3 momentos de produção. 
03) Com base nos gráficos você afirmou que: 
A. A oferta é uma estrutura produtiva que considera o comportamento do produtor em relação à 
maximização do lucro e incorpora o sistema de custos da empresa dado por πx. 
B. A estrutura produtiva tem um limite dado pela Lei dos Rendimentos Decrescentes. Esta Lei diz que, 
dada uma estrutura física (fixa) e a incorporação de recursos variáveis, os rendimentos da empresa 
crescem a taxas cada vez menores. Chegará um ponto em que, apesar do aumento do preço de 
comercialização do bem x, a empresa não conseguirá aumentar mais sua produção, porque se tornará 
mais inelástica. A partir disto, você complementou sua resposta apontando a alternativa de investir na 
ampliação da estrutura produtiva, abordando no longo prazo todos os custos são variáveis. 
C. O cálculo do preço da empresa está relacionado ao custo de produção e que o proprietário precisa 
avaliar o preço de mercado (relativo ao comportamento da demanda) de cada bem produzido. Para isto, 
você mostrou a diferença entre o ponto de equilíbrio de mercado e o ponto de equilíbrio da empresa. 
Disse também que a empresa precisa que seu ponto de equilíbrio seja inferior ao ponto de equilíbrio do 
mercado, porque ao praticar o preço de mercado, a empresa precisa ter lucro. Isto é possível de analisar 
acompanhando os custos da empresa de acordo com o volume de produção. 
D. O uso da capacidade instalada da empresa está relacionado à Lei dos Rendimentos Decrescentes. Por 
isso, no início da produção, quando a oferta é mais elástica, a empresa ganhará produtividade até atingir 
o nível ótimo de utilização dos bens de capital no processamento, ou incorporação dos fatores variáveis. 
 
( ) Estão corretas as alternativas B, C, D. 
( ) Estão corretas as alternativas A, B,. 
( X ) Todas as alternativas estão corretas. 
( ) Apenas as alternativas A e E estão corretas. 
( ) Apenas as alternativas D e E estão corretas. 
 
04) (Recalcule os valores do quadro abaixo). Já de posse de algumas informações sobre a empresa... e... Seguindo 
em sua justificativa sobre o conhecimento da utilização da capacidade instalada, pela análise de custos, e o 
processo de decisão de ampliar a estrutura produtiva ou aceitar (ou não) novas ordens de produção você 
apresentou o seguinte quadro ao proprietário: 
 
 
Preço 
Unitário 
(0,5m) 
(em R$) 
Quantidade 
Produzida / 
Vendida 
(em 0,5m) 
Receita Total Custo 
Fixo 
Unitário 
(em R$) 
Custo Fixo 
Total 
(em R$) 
Custo 
Variável 
Unitário 
(em R$) 
Custo Variável 
Total (em R$) 
Custo Total(em R$) 
Custo 
Médio 
(em R$) 
Resultado 
(em R$) 
Custo 
Marginal 
(em R$) 
2,9 15.000 48.000,00 6,56 98.350,00 3 48.000,00 146.350,00 10 -98.350,00 - 
2,9 20.000 64.000,00 4,92 98.350,00 3 64.000,00 162.350,00 8 -98.350,00 3 
2,9 30.000 96.000,00 3,28 98.350,00 2 72.000,00 170.350,00 6 -74.350,00 1 
2,9 45.000 144.000,00 2,19 98.350,00 2 80.000,00 178.350,00 4 -34.350,00 1 
2,9 75.000 240.000,00 1,31 98.350,00 1 88.000,00 186.350,00 2 53.650,00 0 
2,9 80.000 256.000,00 1,23 98.350,00 1 104.000,00 202.350,00 3 53.650,00 3 
2,9 90.000 288.000,00 1,09 98.350,00 1 128.000,00 226.350,00 3 61.650,00 2 
2,9 95.000 304.000,00 1,04 98.350,00 2 160.000,00 258.350,00 3 45.650,00 6 
2,9 95.000 304.000,00 1,04 98.350,00 2 208.000,00 306.350,00 3 -2.350,00 - 
2,9 96.000 307.200,00 1,02 98.350,00 3 272.000,00 370.350,00 4 -63.150,00 64 
i. Nele, você assinalou com “1” os rendimentos crescentes de escala; com “2” os níveis de rendimentos constantes 
de escala e “3” os níveis de rendimentos decrescentes de escala. 
ii. Para confirmar onde provavelmente se localiza o nível ótimo de produção, você circulou a respectiva quantidade 
que deve ser produzida e vendida. 
iii. Também salientou ao proprietário, sublinhando na coluna do resultado e na coluna da quantidade, que caso ele 
exceda o ótimo de produção, poderá incorrer em prejuízo. 
iv. Mais adiante na conversa, o proprietário lhe perguntou quanto custaria produzir uma unidade a mais do bem e 
você lhe respondeu: Em qual nível de produção o Sr. Deseja saber. Se for no início, entre 15.000 e 20.000 
unidades, cada unidade a mais custa $ 3,00. Se for entre 90.000 e 95.000, será $ 6,00. Note que há dois níveis 
de produção operando em 95.000 unidades. Isto quer dizer que foram incluídos fatores variáveis e a produção 
não cresceu, levando a empresa a obter prejuízo por estar operando no limite de sua capacidade instalada. Isto 
ocorre porque há desperdício de fator variável e alto custo de manutenção. 
v. Ainda neste sentido, lhe contou que opera no nível de produção de 75.000 unidades e que recebeu um pedido 
de mais 20.000 unidades e está em dúvidas sobre sua aceitação. Para responder, você calculou o custo marginal 
desta variação e apresentou o seguinte resultado: 
∆CT (Variação do Custo Total) 306.350 - 258.350 = 72.000 
∆Q (Variação da Quantidade) 95.000 - 75.000 = 20.000 
CMg = ∆CT/∆Q = 72.000/20.000 = $ 3,6 
A produção de uma unidade a mais será de 3,6, mas o empresário precisa atentar que estará operando perto da 
saturação da capacidade instala e pode incorrer em prejuízo se aceitar novos pedidos. 
vi. Você ainda deixou claro ao produtor que caso aceite o pedido terá um Lucro de $ 45.650,00, que já é inferior ao 
lucro obtido quando opera no momento ótimo de produção. 
 
REFERÊNCIAS 
 
PINHO, Diva Benevides; VASCONCELLLOS, Marco Antonio Sandoval (Org.). Manual de 
economia. (Equipe dos Professores da USP). 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2011. 
 
ROSSETTI, José Paschoal. Introdução a Economia. 20. ed. São Paulo: Atlas, 2011. 
 
VASCONCELLOS, Marco A S.; GARCIA, Manuel Enriquez. Fundamentos de Economia. 3. 
ed. São Paulo: Saraiva, 2008.

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