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* TRANSTORNOS DE ANSIEDADE Tereza Prado * ANSIEDADE Emoção de desconforto que os seres humanos experienciam em resposta a um perigo presente que os faz se preparar para uma situação que reduza ou previna a sua ocorrência: sensação de apreensão quanto a algum perigo futuro bem delineado Processo passageiro Característica permanente de personalidade Processos transitórios e/ou predisposições ou traços duradouros de personalidade * O QUE É ANSIEDADE É um estado emocional composto por 3 aspectos: Fisiológico: dores, tremores, contraturas, tensão, calafrios, adormecimento. Cognitivo: Nervosismo, apreensão, insegurança, dificuldade de concentração, sensação de estranheza, preocupação, antecipação catastrófica. •Comportamental: fuga e esquiva ` hipervigilância insonia congelamento * O QUE NOS DEIXA ANSIOSOS? A ansiedade é uma reação emocional de defesa frente a sinais de perigo. Sinais são: indícios, prenúncios, presságios, avisos Exemplo de sinais: Fumaça é sinal de fogo ? Vento é sinal de chuva ? * O que nos deixa ansiosos? Ansiedade inata Existem situações nas quais todos nós reagimos com ansiedade (sinais de perigo universais) Ansiedade aprendida Em outras situações, alguns aprenderam a reagir com ansiedade enquanto outros não. * * FUNÇÕES DA ANSIEDADE Diminuir o desconforto ( impulso) Aumentar o grau de vigília Ampliar a capacidade de agir em situações de estresse Sintoma predominante de um grupo de transtornos * Ansiedade Inata e Aprendida 5 tipos de estímulos fóbicos (Gray) 1) intensidade: Estímulos que eliciam reação ansiosa à distância. Visual, auditivo, pelo odor. 2)Novidade: estímulos súbitos. Susto, medo de estranhos, de situações novas. 3)Perigo evolutivo especial: valor adaptativo. Sombra do predador, altura, escuro. 4) Interações sociais. Aprendidos por condicionamento 4 inatos (universais) * Ansiedade Inata e Aprendida Sinais universais de perigo: Exemplo: Barulho Escuro Altura Animais e Insetos Mudança brusca no ambiente Contato social Contato com Estranhos * Os pensamentos podem interferir na ansiedade? Sim, nossas reações emocionais são influenciadas pelo modo como interpretamos as situações. Se interpretarmos uma situação como ameaçadora tendemos a ter reações emocionais de acordo com essa interpretação (Ansiedade), e não de acordo com o perigo “real” da situação Quando a ameaça é suscitada por uma “percepção equivocada”, a resposta do “programa de ansiedade” é também inadequada. * Os pensamentos podem interferir na ansiedade? Situação (qualquer) Pensamento (interpretação catastrófica) Emoção (ansiedade) Comportamento (fuga e esquiva) * Exemplo de pensamento catastrófico São bandidos querendo arrombar a porta Ansiedade Apenas seu filho chegando em casa Barulho na porta Meu filho está chegando Alegria, satisfação * A ansiedade é uma vivência universal Os principais sinais e sintomas da ansiedade patológica são compartilhados pelos indivíduos normais e sujeitos ansiosos * QUANDO A ANSIEDADE SE TORNA UM TRANSTORNO Contínuo entre apreensão até ataques de pânico Impedimento do comportamento Grau de sofrimento Frequência Intensidade * * Transtornos ansiosos são uma condição na qual a ansiedade, como sintoma diretamente relatado ou observado, está anormalmente elevada ou é desproporcional ao contexto ambiental São os transtornos mentais mais freqüentes na população Levam a comprometimentos funcionais duradouros (profissional, pessoal) * Neurose de angústia 4 grupos de sintomas: irritabilidade generalizada, expectativa e apreensão ansiosa crônica (não preocupação) NUCLEAR ataques de ansiedade e evitação fóbica secundária * Apreensão x preocupação De acordo com Freud: A expectativa ansiosa está cronicamente presente porém pode vir à consciência cronicamente sob a forma de preocupações ou de ataques de angústia * Estados ansiosos repetitivos causando sofrimento e/ou prejuízo no funcionamento cotidiano do Indivíduo, e que não se devem à presença de outros quadros clínicos. Presença de estados emocionais persistentes nos quais a ansiedade patológica desempenha papel fundamental O QUE É UM TRANSTORNO ANSIOSO * TRANSTORNOS DE ANSIEDADE Transtorno de Pânico Agorafobia Fobias específicas Fobia social Transtorno de Ansiedade generalizada Transtorno obsessivo-compulsivo Transtorno de Estresse pós-traumático * Qual a frequência do problema? Transtornos de Ansiedade 23% Transtorno do Pânico 3% Fobia Social 13,3% Agorafobia 6% Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) 2% Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) 3% * Relevância médico social dos transtornos ansiosos Custo Social dos Transtornos Ansiosos DIRETO: demanda desta população pelos sistemas de saúde. INDIRETOS: conseqüências individuais nos casos não tratados ECA: um em cada cinco portadores procura tratamento (80% em CG) Os resultados sugerem forte disfunção vocacional * TRANSTORNO DE PÂNICO Prof.: Tereza Prado Disciplina: Saúde Mental * TRANSTORNO DE PÂNICO O transtorno de pânico é caracterizado por ataques de pânico inesperados e recorrentes acerca do quais a pessoa se sente constantemente preocupada. O ataque de pânico é um período inconfundível de medo intenso ou desconforto, no qual quatro ou mais dos seguintes sintomas aparecem abruptamente e alcançam um pico em dez minutos. * Sintomas Palpitações sudorese falta de ar sensação de aperto na garganta tremor náusea e/ou desconforto intestinal fraqueza Ondas de frio ou calor Tontura pressão na cabeça dor ou pressào no peito sensação de irrealidade ou de estar distante de si mesmo anestesias e sensação de formigamento * Sintomas Dificuldade para relaxar, tremores, dores diversas e inespecíficas medo de ter um infarto, medo de ficar louco.medo de perder o controle medo de morrer Medo de desmaiar reação de susto a pequenos estímulos irritação insônia procura ficar em locais de onde possa sair facilmente caso venha a passar mal * Epidemiologia Maior incidência entre as mulheres - Primeira manifestação entre 21 e 35 anos Raro iniciar após os 40 anos Parece não haver variação transcultural * Pânico - Fatores predisponentes Fatores emocionais e ambientais estão relacionados e interagindo com uma disfunção biológica básica no momento de eclosão das crises e na sua progressão para o aparecimento do transtorno de pânico. Gentil (1986) * Pânico - Fatores predisponentes A perda de alguém importante, perda de suporte social, freqüentemente antecede o transtorno de pânico Perda relacionada com o ano que antecedeu o primeiro episódio de pânico. Faravelli & Pallanti (1989) * Pânico - fatores precursores dos ataques Ansiedade Percepção e sensação de controle Expectativa sobre a ocorrência do ataque de pânico Percepção de sintomas somáticos Kenardy et. al. ( 1992) * * Pacientes com transtorno de pânico, em geral, avaliam negativamente os eventos que ocorrerão no futuro próximo, apresentando uma ansiedade antecipatória. por exemplo, tem um pensamento ou imagem de ter um ataque de pânico na próxima saída de casa, cada vez mais este paciente não sai de casa, ou se sair, busque sempre a companhia de alguém. * DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Hipertireoidismo Prolapso da válvula mitral Labirintites Hipoglicemias Fenocromocitomas * TRATAMENTO BIOLÓGICO Antidepressivos - tricíclicos (clomipramina,imipramina) / ISRS ( fluoxetina, paroxetina, citalopram) Benzodiazepínicos (alprazolam, clonazepam) * TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA Prof.: Tereza Prado Disciplina: Saúde Mental * Transtorno de Ansiedade Generalizada Transtorno crônico de ansiedade caracterizado por preocupações irreais ou excessivas ou incontroláveis * CONCEITO Ansiedade- "...estado emocional vivenciado com a qualidade subjetiva do medo ou de emoção a ele relacionado... desagradável... dirigida para o futuro... desproporcional... com desconforto somático subjetivo e com alterações somáticas manifestas“ (Aubrey Lewis, 1967). * Ansiedade Generalizada : Preocupação caracterizada por ser: Excessiva Difusa Incontrolável Acompanhada de: inquietação, irritabilidade tensão muscular fadiga distúrbios do sono dificuldades de concentração Causa de significante perda da capacidade * Barlow et al. Am J Psychiatry 1986;143: 40-44. Sanderson and Barlow. J Nerv Ment Dis 1990; 178: 588-591. Você se preocupa excessivamente com as menores coisas? Apreensão Ansiosa Um estado de humor caracterizado por sentimento negativo hiper-excitação crônica senso de descontrole atenção perigo-orientada * Quadro Clínico Sintoma central: preocupação permanente e excessiva com os pequenos problemas do cotidiano Tensão motora tremores, dificuldade de relaxar, inquietação, fadiga, cefaléia, dores musculares * Quadro Clínico Hipervigilância insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração, antecipações negativas, preocupações excessivas * Quadro Clínico Hiperatividade autonômica taquicardia, hiperpnéia, sudorese, náusea, boca seca, tontura, urgência miccional, sintomas gastrointestinais (dificuldade de digestão, diarréia) * informação / evento / imagem (cues ou gatilhos) Percepção do risco Ansiedade antecipatória 1.Hipervigilância 3. Excitação fisiológica 2. Checagem reasseguramento aumento da preocupação com alterações percebidas das sensações corporais interpretação dos sinais corporais como doenças * Massion AO et al. Am J Psychiatry 1993;150:600 Impacto na qualidade de vida Pacientes com Transtorno de Ansiedade Generalizada Pensam ter saúde emocional regular ou baixa Tendem a se preocupar excessivamente sobre as experiências rotineiras da vida diária * Kessler RC et al. Arch Gen Psychiatry 1994;51:8 DSM-IV. Washington, DC: American Psychiatric Association, 1994:433 Epidemiologia Transtorno de ansiedade mais comum na prática médica geral, mais diagnosticado Prevalência ao longo da vida 3,6% homens 6,6% mulheres * Epidemiologia Relacionada a eventos vitais estressantes Prevalência sem depressão na 3a. Idade apenas 1,9% Nos 8 principais mercados farmacêuticos, 50 milhões de consultas foram realizadas por transtornos ansiosos, somente 17 a 38% vão a um psiquiatra Não psiquiatras não usam drogas complicadas ou com efeitos colaterais inesperados * Evolução Clínica Início insidioso (adolescência ) Quadro crônico e flutuante períodos de agravamento e remissões parciais Piora no pré menstrual Maioria é tratada por clínicos gerais, cardiologistas ou gastroenterologistas * Weiller et al. Br J Psychiatry 1998;173 (suppl.34): 8-23. 1.973 entrevistas em cinco cidades européias Estudo da OMS na Clínica Geral Sublimiar Ansiedade Generalizada 4,1 38 52 TAG isolada 4,8 27 52 TAG e depressão 3,7 59 72 Ponto de Prevalência % Incapacidade Social % Reconheci-mento pelo Clínico Geral % * *Porcentagens lifetime; †P=0.043, chi-quadrado: 4.07; ‡P=0.499, chi-quadrado: 0.457 c/t. dep. maior s/t. dep. maior Alguma vez hospitalizado† 45% 30% Alguma vez tentou suicídio‡ 14% 11% Transtorno de ansiedade generalizada* Hospitalização e tentativas de suicídio * Homem Mulher n = 16.037 n = 32.403 Neurose de Ansiedade CID-8 6,7 4,9 Allgulander. Arch Gen Psychiatry 1994; 51: 708-712. *Taxa de Mortalidade Padronizada Risco de suicídio (TMP*) em pacientes hospitalizados entre 15 e 44 anos de idade * Tratamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada, alternativas Opções não-farmacoterapêuticas incluem: apoio Psicoterapias específicas Opções farmacoterapêuticas incluem: antidepressivos TCAs SSRIs venlafaxina XR * Prevalência da ansiedade nos serviços de clínica médica: 22,7 a 39,6 %. Incidência: 4,3 a 4,7 casos novos por cada 1000 habitantes. Crônica: 56% pessoas diagnosticadas em 1952 sintomáticas em 1968 (Canadá). EPIDEMIOLOGIA * EPIDEMIOLOGIA Prevalência geral dos transtornos ansiosos na população geral EUA. (1982) ECA. Prevalência por 6 meses = 8,9%, prevalência por toda a vida =14,6%. É duas vezes mais freqüente em mulheres. início em jovens, somente 1 em cada 5 indivíduos ansiosos, nos EUA, procuram algum tipo de tratamento. National Comorbidity Survey (1994): prevalência por toda a vida =24,9%. * Curso Clínico Início no final da adolescência e adultos jovens. Insidioso Períodos de acalmia e recrudescência (geralmente relacionados a eventos de vida) Associação com sintomas depressivos ou presença de depressão * Acredita-se que fatores genéticos sejam importantes. Um ambiente estressante, particularmente na infância, pode ser um predisponente à ansiedade generalizada. Da mesma forma, que determinadas crenças ou princípios de vida podem predispor um indivíduo à ansiedade. * Relação entre Sintomas Depressivos e os Sintomas de Ansiedade a) Transtorno de ansiedade e Transtorno depressivo coexistente. b) Ansiedade e depressão mista. transtorno sintomas transtorno de ansiedade transtorno depressivo sintomas de ansiedade sintomas depressivo Adaptado de Stahl SM. J Clin Psychiatry 1993;54 (suppl1):33-38 * Relação entre Sintomas Depressivos e os Sintomas de Ansiedade c) Transtorno de ansiedade com sintomas depressivos relacionados com ansiedade. transtorno de ansiedade sintomas depressivo transtorno depressivo sintomas de ansiedade Adaptado de Stahl SM. J Clin Psychiatry 1993;54 (suppl1):33-38 d) Transtorno de ansiedade com sintomas depressivos relacionados com depressão. transtorno sintomas * Abuso e/ ou dependência de Substâncias psicoativas: Álcool Relaxantes musculares Analgésicos e, Benzodiazepínicos. Dificuldades no trabalho, no convívio social e no estabelecimento de relações afetivas de boa qualidade podem produzir instabilidade e sofrimento. Cria-se então um ciclo no qual o portador teme a instabilidade e a incerteza. PREJUÍZOS * CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS Ansiedade e preocupação excessivas (expectativa apreensiva), ocorrendo na maioria dos dias por pelo menos 6 meses, com diversos eventos ou atividades (tais como desempenho escolar ou profissional). O indivíduo considera difícil controlar a preocupação. Está associada a pelo menos 3 dos sintomas: Inquietação Fatigabilidade Dificuldade em concentrar-se ou sensações de branco na mente Irritabilidade Tensão muscular Perturbação do sono * CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS O foco da ansiedade ou preocupação não está confinado a um dos aspectos do Eixo I, ex: ataque de pânico. A ansiedade, a preocupação ou os sintomas físicos causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional Não se deve aos efeitos fisiológicos diretos ou uma condição médica geral. * Resumo Transtorno de Ansiedade Generalizada é: caracterizado por preocupação excessiva e tensão muscular comum e crônico compartilha o risco genético de depressão responsivo ao tratamento A maioria dos casos não é tratado * TOC - Transtorno Obsessivo compulsivo Prof.: Tereza Prado Disciplina: Saúde Mental * Transtorno Obsessivo Compulsivo ( TOC ) São obsessões ou compulsões, suficientemente severas, para consumirem tempo ( mais de uma hora )e causarem sofrimento acentuado ou prejuízo significativo. Causa Combinação de fatores genéticos com fatores ambientais. Principais Características As obsessões ou compulsões são consideradas excessivas ou irracionais. 3º transtorno psiquiátrico mais freqüente atrás da depressão e dependência química ( 1 a 3% da população ) * TRANSTORNO OBSESSIVO - COMPULSIVO Quadro clínico: Presença de pensamentos e atos compulsivos Históricos: Sec XIX - denominações de delire du toucher, folie du doute, delire emotif. Legrand du Saulle - 1875 - descrição de uma unidade nosológica. Mgnan - psicose degenerativa Janet - 1903 psicastenia Neuroses Últimos 30 anos - bases biológicas * OBSESSÕES Forma - dúvida - impulsos - medo de perder o controle - ruminação Conteúdo sujeira e contaminação agressividade e prejuízo temas impessoais diversos * Conseqüência eliciadores de ansiedade, desconforto, repugnância ou culpa corrtivos disruptivos Compulsões limpeza/ descontaminação verificação rituais simetria e ordem colecionismo lentificação * 10 a 15% estão presentes isoladamente Desencadeantes internos ou externos Mal-estar semelhança aos sintomas de pânico. Urgência em ritualizar alívio pós-ritual Reasseguramento Comportamento de evitação leva a uma vida extremamente limitada Sensação de fragilidade e vulnerabilidade. Consciência de que aquilo é absurdo, pensamentos sem Lógica, superstições se tornam angustiantes e imperativas. * Exagero de responsabilidades e excesso de sentimento de culpa. Diferença de hábitos. Evidências de prejuízo no rendimento profissional ou escolar, repetição de algumas perguntas desnecessárias, atrasos costantes, demora para finalizar tarefas rotineiras, mãos avermelhadas gasto de papel e lentidão. Diferenciar os comportamentos de evitação compreensíveis dentro do contexto do TOC de comportamento mais amplo motivados por características de personalidades onde o paciente se acomoda atrás dos sintomas. Normalmente crônico, ocorrendo fases de melhora e piora em situações de estresse, mesmo que positivo. * Afeta igualmente ambos os sexos e normalmente inicia-se na adolescência. Obsessões - pensamentos, impulsos ou imagens repetidas e indesejáveis, são experimentados como intrusivos e inadequados e causam ansiedade ou sofrimento. Não tem relação com preocupação da vida real. Compulsões - comportamentos repetitivos ou atos mentais que a pessoa se sente compelida a executar em resposta, normalmente a uma obsessão. Objetivo prevenir, reduzir o sofrimento ou evitar algum evento ou situação temida. 75-90% estão presentes obsessões e compulsões. * O QUE É TOC ADULTOS CRIANÇAS E ADOLESCENTE Um homem que guarda Uma criança que guarda fósforos por 19 anos jornais “ por usados para se proteger contra acaso” sem nenhum sistema um eventual incêndio em sua casa de arquivamento ou busca Um homem que lava suas Um garoto de 14 anos que se maõs 100 vezes por dia até atrasa todo dias para ir a escola elas ficarem vermelhas em pois não consegue sair do chuveiro carne viva. até que tenha se ensaboado e enxaguado exatamente 41 vezes Uma mulher que fecha e Uma criança que checa inúmeras torna a fechar sua porta vezes se o interruptor da luz está antes de ir para o trabalho desligado, mesmo parecendo ser todo dia por meia hora óbvio que a luz está apagada * O QUE NÃO É TOC ADULTOS CRIANÇAS E ADOLESCENTE Uma mulher que dedica Uma criança cuja parede do seu todo o seu tempo livre e quarto está coberta com flâmulas dinheiro para montar sua de todos os seus times de esportes coleção de arte favoritos Uma mulher que não Uma garota de 16 anos que gasta infalivelmente lava suas mãos 20 minutos lavando e cuidando de antes de cada refeição seus cabelos todos os dias antes de ir para a escola Uma mulher que verifica e Uma criança que verifica e torna a torna a verificar se a porta verificar se as luzes estão apagadas de casa e as janelas estão quando ela sai do quarto, exatamente fechadas todas as noites antes como seus pais lhe ensinaram a fazer de ir para cama * Um estudante do colegial Uma garota de 7 anos que não que necessita bater de leve consegue parar de saltar sobre a na moldura da porta toda guia da calçada até que ela tenha aula, 14 vezes antes de entrar feito isso 99 vezes, pois ela teme que algo horrível possa acontecer com sua mãe se ela não fizer Uma mulher que gasta horas Um garoto de 5º série que não colocando em ordem alfabética consegue deixar o vestiário da todos os itens do armário da escola até que seu tênis esteja cozinha, e necessita colocar todas com o laço amarrado simetricamente as suas roupas organizadas por cor O que é TOC * Um musico que repete Uma garota de 5 anos que se uma passagem difícil diverte com seus amigos várias e várias vezes até enquanto salta sobre pedras obter a perfeição na calçada cantando a música “pulando na pedra, terei minha mãe comigo Um executivo que não deixa seu Um rapaz de 17 anos que gosta escritório até que sua mesa esteja de arrumar as mercadorias na limpa e suas gavetas vazias prateleira da loja onde trabalha O QUE NÃO É TOC * EVOLUÇÃO Infância/ Adolescência/ Início da vida adulta PREVALÊNCIA DIFERENCIAL 1 a 3% da população - terceiro transtorno psiquiátrico mais frequente Afeta igualmente ambos sexos. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Anorexia nervosa Psicoses Personalidade anancástica Stress pós - traumático Tourette Transtornos neurológicos associados epidemia de influenza de von Economo necrose bilateral do globo pálido e cavitaçào bilateral nos glanglios da base trauma cranio encefálico coréia de sydebham ( coréia reumáticaq) * TRATAMENTO FARMACOLÓGICO Clomipramina ABORDAGEM COMPORTAMENTAL - COGNITIVA Características: Terapia breve Visitas domiciliares Orientação familiar Acompanhamento terapêutico * Prof. Tereza Prado Disciplina de Saúde Mental Transtornos Neuróticos, Estresse e Somatoformes * F44. Transtornos dissociativos (ou convencionais) O tema comum compartilhado pelos transtornos dissociativos (ou convencionais) é uma perda parcial ou completa da integração normal entre as memórias do passado, consciência de identidade e sensações imediatas e controle dos movimentos corporais. Nos transtornos dissociativos, presume-se que essa capacidade de exercer um controle consciente e seletivo está comprometida, em um grau que pode variar de dia para dia ou mesmo hora pra hora. É usualmente muito difícil avaliar a extensão de quanto de perda de funções pode estar sob controle voluntário. Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10, 1993. * Transtornos dissociativos, gênicos em origem, estando intimamente associados no tempo a eventos traumáticos, problemas insolúveis e intoleráveis ou relacionamentos perturbados.É, portanto, freqüentemente possível fazer interpretações e suposições sobre os meios do paciente, tais como “motivação inconsciente” e “ganho secundário”. O termo “conversão” é amplamente aplicado a algum desses transtornos que o paciente não pode resolver é de alguma forma transformado nos sintomas. F44. Transtornos dissociativos (ou convencionais) Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10, 1993. * Indivíduos com transtornos dissociativos apresentam muitas vezes uma notável negação de problemas e dificuldades que podem ser óbvios para outras pessoas. A despersonalização e a desrealização não se incluem aqui, visto que somente aspectos limitados da identidade pessoal são usualmente afetados e não há perda associada de desempenho em termos de sensações, memórias ou movimentos. F44. Transtornos dissociativos (ou convencionais) Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10, 1993. * Diretrizes Diagnósticas: Para um diagnóstico definitivo, os seguintes critérios devem estar presentes: os aspectos clínicos, como especificados para os transtornos individuais em F44. ___; nenhuma evidência de um transtornos físico que pudesse explicar os sintomas e evidência de causação psicológica, na forma de clara associação no tempo a acontecimentos e problemas estressantes ou relacionamentos perturbados (ainda que negados pelo indivíduo). F44. Transtornos dissociativos (ou convencionais) Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10, 1993. * Diretrizes Diagnósticas: Evidências convincentes de causação psicológica podem ser difíceis de encontrar, ainda que fortemente suspeitadas. Inclui: histeria de conversão reação de conversão histeria psicose histérica Exclui: simulação (consciente) (Z76.5) F44. Transtornos dissociativos (ou convencionais) Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10, 1993. * F45. Transtornos somatoformes O aspecto principal dos transtornos somatoformes é a apresentação repetida de sintomas físicos juntamente com solicitações persistentes de investigações médicas, apesar de repetidos achados negativos e de reasseguramentos pelos médicos de que os sintomas não têm base física. Se quaisquer transtornos físicos estão presentes, eles não explicam a natureza e a extensão dos sintomas ou a angústia e a preocupação do paciente. Mesmo quando o início e a continuação dos sintomas guardam uma relação íntima com eventos de vida desagradáveis ou com dificuldades ou conflitos, o paciente usualmente resiste às tentativas de discutir a possibilidade de causação psicológica; esse pode ser o caso mesmo na presença de sintomas depressivos e ansiosos óbvios. Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10, 1993. * Nesses transtornos há, muitas vezes, um grau de comportamento de chamar atenção (histriônico), particularmente em pacientes que estão ressentidos por sua incapacidade de persuadir os médicos da natureza essencialmente física de sua doença e da necessidade de mais investigações ou exames. F45. Transtornos somatoformes Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10, 1993. * Diagnóstico diferencial: A diferenciação com delírios hipocondríacos usualmente depende de um conhecimento profundo do paciente. Embora as crenças sejam duradouras e pareçam sustentadas contrariamente à razão, ou grau de convicção em geral suscetível, em algum grau e a curto prazo, à argumentação, ao reasseguramento e ao resultado de qualquer outro exame ou investigação. F45. Transtornos somatoformes Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10, 1993. * F45.0 Transtorno de somatização Os aspectos principais são sintomas físicos múltiplos, recorrentes e freqüentemente mutáveis os quais em geral têm estado presentes por vários anos antes que o paciente seja encaminhado para um psiquiatra. A maioria dos pacientes tem uma longa e complicada história de contato com serviços médicos tanto primários quanto especializados, durante a qual muitas investigações negativas ou operações infrutíferas podem ter sido realizadas. F45. Transtornos somatoformes Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10, 1993. * F45.0 Transtorno de somatização Podem ser referidos sintomas relacionados a qualquer parte ou sistema do corpo, mas sensações gastrointestinais (dor, eructação, regurgitação, vômito, náusea, etc.) e sensações cutâneas anormais (coceiras, queimação, formigamento, dormência, sensibilidade, etc.) e erupções ou manchas estão entre as queixas sexuais e menstruais são também comuns. F45. Transtornos somatoformes Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10, 1993. * F45.0 Transtorno de somatização Depressão e ansiedade marcantes estão freqüentemente presentes e podem justificar tratamento específico. O curso do transtorno é crônico e flutuante e com freqüência está associado a rompimento duradouro do comportamento social, interpessoal e familiar. O transtorno é muito mais comum em mulheres do que em homens. Dependência ou abuso de medicação resulta muitas vezes do uso freqüente de medicação. F45. Transtornos somatoformes Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10, 1993. * F45. Transtornos somatoformes F45.0 Transtorno de somatização Diretrizes Diagnósticas: Um diagnóstico definitivo requer a presença de tudo o que segue: pelo menos 2 anos de sintomas físicos múltiplos e variáveis para os quais nenhuma explicação adequada foi encontrada; recusa persistente de aceitar a informação ou o reasseguramento de diversos médicos de que não há explicação física para os sintomas; Certo grau de comprometimento do funcionamento social e familiar atribuível à natureza dos sintomas e ao comportamento resultante. Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10, 1993. * F45.0 Transtorno de somatização Diagnóstico diferencial: No diagnóstico, a diferenciação com os seguintes transtornos é essencial: Transtornos físicos: Pacientes com transtorno de somatização duradouro têm a mesma chance de desenvolver transtornos físicos independentes de qualquer outras pessoa de sua idade e investigações ou consultas posteriores devem ser consideradas se há uma modificação na ênfase ou estabilidade das queixas físicas, a qual sugira possível doença física. F45. Transtornos somatoformes Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10, 1993. * F45.0 Transtorno de somatização Transtornos afetivos (depressivos) e de ansiedade: Graus variados de depressão e ansiedade comumente acompanham os transtornos de somatização. O início de sintomas somáticos múltiplos após a idade de 40 anos pode ser uma manifestação precoce de um transtorno primariamente depressivo. F45. Transtornos somatoformes Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10, 1993. * F45.0 Transtorno de somatização Transtorno hipocondríaco: Nos transtornos de somatização, a ênfase está nos sintomas em si e em seus efeitos individuais, enquanto que no transtorno, hipocondríaco a atenção é dirigida mais à presença de um processo mórbido subjacente sério e progressivo e às suas conseqüências incapacitantes. Transtornos delirantes (tais como esquizofrenia com delírios somáticos e transtornos depressivos com delírios hipocondríacos): As qualidades bizarras das crenças. F45. Transtornos somatoformes Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10, 1993. * F45.2 Transtorno hipocondríaco O aspecto essencial é uma preocupação persistente com a possibilidade de ter um ou mais transtornos físicos sérios e progressivos. Os pacientes manifestam queixas somáticas persistentes ou preocupação persistente com a sua aparência física. Depressão e ansiedade marcantes estão muitas vezes presentes e podem justificar um diagnóstico adicional. Os transtornos raramente se apresentampela primeira vez após a idade de 50 anos e o curso de ambos, sintomas e incapacidade, é usualmente crônico e flutuante. Essa síndrome ocorre tanto em homens quanto em mulheres e não há características familiares especiais. F45. Transtornos somatoformes Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10, 1993. * F45.2 Transtorno hipocondríaco Diretrizes Diagnósticas: Para um diagnóstico definitivo ambos os critérios seguintes devem estar presentes: crença persistente na presença de pelo menos uma doença física séria causando o sintoma ou sintomas apresentados, ainda que investigações e exames repetidos não tenham identificado qualquer explicação física adequada, ou uma preocupação persistente com uma suposta deformidade ou desfiguramento; Recusa persistente de aceitar a informação ou reasseguramento de vários médicos diferentes de que não há nenhuma doença ou anormalidade física causando os sintomas. F45. Transtornos somatoformes Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10, 1993. * F45.2 Transtorno hipocondríaco Diagnóstico diferencial: A diferenciação com os seguintes transtornos é essencial: Transtornos de somatização: A ênfase é na presença do transtorno em si e suas conseqüências futuras, ao invés de nos sintomas individuais, como no transtorno de somatização. No transtorno hipocondríaco, é provável haver também preocupação com apenas um ou dois possíveis transtornos físicos, os quais serão especificados consistentemente, ao invés das possibilidades mais numerosas e freqüentemente mutáveis no transtorno de somatização. F45. Transtornos somatoformes Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10, 1993. * F45.2 Transtorno hipocondríaco Transtornos depressivos: Se os sintomas depressivos são particularmente proeminentes e precedem o desenvolvimento das idéias hipocondríacas, o transtorno depressivo pode ser primário. Transtornos delirantes: No transtorno hipocondríaco as crenças não têm a mesma fixidez daquelas dos transtornos depressivos e esquizofrênicos acompanhados por delírios somático. Transtornos de ansiedade e de pânico: Os sintomas somáticos de ansiedade são às vezes interpretados como sinais de doença física séria, mas nesses transtornos os pacientes são usualmente tranqüilizados por explicações fisiológicas e as convicções sobre a presença de doença física não evoluem. F45. Transtornos somatoformes Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10, 1993. * FIM * * * * * * * * * * * * *