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Condomínio Edilício O condomínio por edificações, também conhecido como condomínio “edilício”, é, hoje, regido pelo CC, com aplicação subsidiária da Lei 4591/64. Trata-se de uma propriedade comum ao lado de uma propriedade privativa. O condômino é titular, com exclusividade, da sua unidade autônoma e titular de partes ideais de áreas comuns (art. 1331). Grande é a divergência sobre a natureza jurídica deste tipo de condomínio, que não é pessoa jurídica, ou seja, é um ente despersonalizado, mas com ampla capacidade de ser parte em processo, sendo representado por seu síndico (CC, art. 12, IX). O condomínio por edificações pode ser instituído por ato entre vivos ou por testamento, mas demanda inscrição obrigatório no Registro de Imóveis. A convenção de condomínio, na medida em que é o ato de constituição do condomínio, deve ser subscrita por, no mínimo, 2/3 dos condôminos (CC, art. 1.333). Tal convenção não é mero contrato. Sujeita a todos os titulares de unidades ou quem venha a exercer posse sobre tais unidades condominiais. Tem caráter estatutário, sendo, com efeito, uma verdadeira lei interna da comunidade condominial. Logo, os locatários se sujeitam à convenção mesmo sem ter direito de modificá-la. Contudo, inobstante a força da convenção de condomínio, a mesma não pode ofender a Moral, o Direito, a lei. Ressalte-se ainda que para ter validade perante terceiros demanda registro no Cartório de Registro de Imóveis. Se não tiver registro no CRI, ainda assim vale em relação aos condôminos. Tal convenção, a teor do CC, art. 1334, parágrafo primeiro, pode ser por escritura pública ou documento particular. Requisitos da Convenção (art. 1.334): Quota proporcional de cada condômino; Modo de pagamento das contribuições dos condôminos; Forma de administração do condomínio; Competência das assembleias condominiais, formas de convocação e quórum para deliberações; Sanções as quais estão sujeitas condôminos e possuidores; Regimento interno do condomínio (R.I) . Quórum Alteração: 2/3 realizada na Assembleia. Modificação: Unanimidade (art. 1.351) Todas as unidades condominiais devem ter saída para a via pública (CC, art. 1331, § 4º). Um condômino pode gravar, alugar, ceder, alienar sua unidade condominial sem atentar para direito de preferência de outros condôminos na edificação (CC, art. 1331, § 1º). Contudo, se um condômino quiser alugar área no abrigo para veículos, há direito de preferência em prol dos outros condôminos (CC, art. 1338). O uso de área comum de condomínio demanda anuência da unanimidade dos condôminos. O terraço de condomínio, via de regra, é área comum, mas cabe convenção em contrário (CC, art. 1331, § 5º). Direitos (art. 1.335): Usar, gozar e dispor; Usar parte comum; Votar nas deliberações. Bizzu ! U – G – D – V Deveres: Contribuir para as despesas condominiais, na proporção de suas frações ideais; Não realizar obras que comprometam a segurança da edificação; Não alterar a cor e a forma da fachada; Não alterar a destinação das unidades da edificação; Não prejudicar o SSS (sossego, segurança e saúde) dos outros condôminos, atentando para a Moral e para os bons costumes. A obrigação dos condôminos é propter rem, de caráter ambulatorial, isto é, acompanham a coisa nas mãos de quem as detiver. Logo, por exemplo, o adquirente de unidade responde pelos débitos do alienante ao condomínio, inclusive multas e juros moratórios (CC, art. 1345). Uma unidade condominial pode ser fixada em proporção não compatível com a fração ideal, demandando convenção prévia neste sentido. Sanções (art. 1.334, § 1º): Juros: 1% ao mês; Multa: até 2% ao mês, sobre o débito. Comportamento antissocial: até o décuplo, da cota condominial (art. 1337, parágrafo único). O condômino que não cumprir obrigações, pagará multa, a qual não pode ser superior a 05 contribuições mensais, independente de perdas e danos a serem apuradas. (art. 1336, II a IV) A multa, não havendo disposição em contrário, é deliberada por 2/3 dos condôminos em Assembleia. Obras (art.1.341, CC): Voluptuárias: 2/3 Úteis: maioria dos condôminos Necessárias: independe de quórum, basta realizar. Cabe menção ao art. 1346 do CC, o qual fixa que os condôminos devem contratar seguro de toda a edificação contra o risco de incêndio ou destruição, total ou parcial. Administração (art. 1.347): Pode ser condômino ou estranho. Quórum de aprovação: maioria dos presentes. O síndico não faz jus necessariamente à remuneração, mas previsão em contrário pode constar na convenção de condomínio. Competência (art. 1.348): Convocar; Representar; Cumprir; Diligenciar; Elaborar orçamento; Cobrar; Prestar conta. Ler o artigo supracitado. A convenção de condomínio pode prever a figura do subsíndico, que será eleito em Assembleia para auxiliar o síndico, assim como pode estipular que os atos do síndico podem ser objeto de recurso para a Assembleia, convocada para tanto pelo interessado. O síndico, se a Assembleia anuir, possa transferir a outrem, total ou parcialmente, poderes de representação ou funções administrativas. Mandato: 2 anos, renovável uma vez. O síndico é assessorado por um conselho consultivo, constituído por 03 condôminos, com mandatos que não podem exercer dois anos, permitida a reeleição. Convocação de Assembleia: Ordinária: convocada pelo síndico. Extraordinária: pelo síndico ou condômino, que representem ¼ dos condôminos. (art. 1.335) As decisões tomadas em tal Assembleia vinculam todos os condôminos, mesmo os não presentes. O síndico pode ser destituído de suas funções (art. 1.349): Maioria absoluta de votos. Decorrente de irregularidade cometidas em sua gestão. Extinção (1.357): Destruição do imóvel; Demolição voluntária do imóvel, por razões urbanísticas ou arquitetônicas ou por condenação do imóvel por autoridade pública; Desapropriação; Confusão (todas as unidades condominiais nas mãos de uma só pessoa).