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RELATÓRIO SOBRE O EDIFICIO BURJ KHALIFA
As observações foram feitas a partir do documentário da National Geographic a respeito do edifício.Burj Khalifa Bin Zayid é um arranha-céu localizado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, sendo a maior estrutura e, consequentemente, o maior arranha-céu já construído pelo ser humano, com 828 metros de altura e 160 andares. Sua construção começou em 21 de setembro de 2004 e foi inaugurado no dia 4 de janeiro de 2010.
A sua dimensão, ultrapassa o domínio dos edifícios objetos de estudo neste documento, contudo representa um excelente exemplo de aplicação de engenharia de vento. Durante o seu dimensionamento foram efetuados estudo iterativos intensivos. Dada a complexidade e dimensão do edifício, estes estudos foram desenvolvidos sobretudo em túnel de vento.
A forma do edifício é baseada numa planta local, aproximando-se a sua planta a grupos de formas idênticas a asas,com o núcleo reforçado para reduzir o toruqe as forças de torção no edifício, terminando em pontos de esteira angulosos na direcção da maior acção. As análises finais , permitiram concluir a disposição da estrutura aos mais altos modos de vibração bem como refinar as variáveis aleatórias representando a evolução de um sistema de valores com o tempo. A descrição do vento na camada limite foi efectuada com recurso a um conjunto de dados passados obtidos em estruturas existentes, posteriormente regenerados por algoritmos matemáticos.
Devido a altura do edifício , o mesmo sofre com as ações das forças naturais, com a gravidade, o vento e o sol.
Agora apresentaremos alguns problemas e soluções encontradas para que fosse possível esse grandioso edifício:
 Enfrentavam o problema de mobilidade , este não era parar um elevador com o rompimento de um cabo, mas pará-lo a 56 km/h sem causar danos aos ocupantes. A solução encontrada foi a de, assim que o elevador ultrapassar o limite de velocidade, acionar freios de emergência; pastilhas de metal “abraçam” os trilhos e geram uma força capaz de deter o elevador em poucos metros, não de forma abrupta.
Em relação aos materiais, a estrutura do prédio foi feita a partir de estruturas de aço embutido em concreto recoberto por paredes de vidro e aço. Os painéis são encaixados em estruturas de até dois andares de altura, rígidos, mas com juntas flexíveis. Se um móvel pesado for colocado na extremidade do edifício, o piso se deformará, forçando a parede externa. No entanto, a junta entre os painéis irá absorver o movimento, impedindo que haja danos à parede. As juntas também permitem que cada seção se expanda e se contraia em virtude da variação térmica ambiente.
Devido a localização do edifício ser em Dubai , ele sofreria muito com o clima, (temperaturas chegando a 40ºC na sombra e umidade do ar próxima dos 90%) levou os engenheiros a pensarem em outra solução, pois ar condicionados não seriam capazes de resfriar o edifício em tais condições. Por isso foram feitas paredes de vidro com duas faces; a face externa (revestida com uma fina camada de metal) refletindo a radiação ultravioleta e a face interna (revestida com uma fina camada de prata) refletindo a radiação infravermelha da areia do deserto.
 A velocidade da construção tornou-se um fator importantissimo. o “guindaste canguru” e as seções pré-fabricadas foram utilizados, mas contaram também com formas deslizantes. Os operários faziam a estrutura de metal que seria içada e colocada na forma deslizante. A forma se encheria com concreto e 12 horas depois mudava de posição.
A concretagem era feita somente à noite para evitar o superaquecimento e endurecimento do concreto durante o bombeamento para os andares superiores.
Outro fator climático era o vento a estrutura não suportaria os fortes ventos da região,então um fator importantíssimo era à aerodinâmica do prédio. Cada uma das seções foi projetada para desviar o vento numa direção diferente. Isso reduz o poder dos vórtices e a força do vento sobre o edifício,como as sacadas que direcionam o vento e o impedem de bater diretamente.
Devido ao solo do deserto,a solução era escavar duzentos buracos de 50m de profundidade e os preenchendo com um polímero antes da retirada da maquina de escavação para evitar que as paredes do buraco cedessem. Em seguida era preenchido com concreto (o polímero era mais denso que a terra e água, mas menos denso que o concreto).
Como existe normas , precisariam de um sistema para que em casos de incêndios a integridade humana fosse mantida,pensando nisso as paredes das salas de refúgio são de concreto reforçado com revestimento à prova de fogo. São capazes de suportar um incêndio durante 2h. Cada sala recebe um suprimento de ar bombeado através de uma tubulação resistente ao fogo. Portas corta fogo impedem a entrada da fumaça. Os usuários do edifício podem se abrigar nas salas até que o serviço de emergência controle o incêndio. Há uma sala a cada 30 andares, permitindo que se chegue a elas sem muito esforço.
O Burj Khalifa tem uma tecnologia de detecção de fumaça que funciona permanentemente. Se a fumaça ativa um detector, ativam-se ventiladores de alta potencia que expulsam a fumaça das escadas, mantendo limpas as rotas de evacuação.

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