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Relatório Psicodiagnóstico Final Corrigido

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CENTRO UNIVERSITÁRIO PAULISTANO – UNIPAULISTANA
PSICOLOGIA
RELATÓRIO FINAL DE PSICODIAGNÓSTICO
JÔFRAN PALMEIRA DE OLIVEIRA
VÂNIA DAS GRAÇAS FREITAS
SÃO PAULO
2014
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CENTRO UNIVERSITÁRIO PAULISTANO – UNIPAULISTANA
PSICOLOGIA
 JÔFRAN PALMEIRA DE OLIVEIRA
VÂNIA DAS GRAÇAS FREITAS
RELATÓRIO FINAL DE PSICODIAGNÓSTICO
Relatório apresentado ao Curso de Graduação em Psicologia do Centro Universitário Paulistano – UNIPAULISTANA como exigência para o estágio da disciplina Psicodiagnóstico. Orientadora: Profa. Dra. Eliete de Fátima R.R. dos Santos.
SÃO PAULO
2014
I- Introdução
O presente relatório de estágio enquadra-se no 9º semestre do curso do Curso de Graduação em Psicologia do Centro Universitário Paulistano – UNIPAULISTANA apresentado como exigência para o estágio da disciplina Psicodiagnóstico.
Considerando o estágio um processo de aprendizagem indispensável para os profissionais estarem preparados para enfrentar os desafios da profissão. Assim, o estágio teve como objetivo aplicar os conhecimentos teóricos adquiridos ao longo do curso, contribuir para a aquisição de experiências e competências profissionais, refletir sobre as práticas e as aprendizagens no contato com a realidade do indivíduo e promover a formação ética alicerçada com a componente teórica. 
O Processo Psicodiagnóstico:
O psicodiagnóstico se estabeleceu no Brasil como prática clínica pautado no modelo médico de atuação. Seus procedimentos visavam a ações observáveis e quantitativas, devido a sua ênfase na Psicometria, que buscava resultados mais fiéis para aquele momento histórico. Com o desenvolvimento científico e histórico, o psicodiagnóstico passou a ser percebido dentro de um referencial terapêutico, associando a investigação à possibilidade de entendimento dos mecanismos que possivelmente produzem as doenças, dando origem a uma proposta investigativa e interventiva que propicie mudanças terapêuticas. O psicodiagnóstico teve sua origem na conscientização de que as doenças mentais não eram advindas de castigos divinos ou possessões, mas análogas às doenças físicas (ANCONA-LOPEZ, 1984). Nasceu da psicologia clínica, que foi iniciada por Linghter Witmer em 1896, e se fundamentou na tradição médica, produzindo efeitos marcantes na identidade profissional do psicólogo (CUNHA, 2003). 
Influenciado pelo modelo médico, o psicodiagnóstico era realizado por meio de avaliações psicométricas, que valorizavam os aspectos técnicos da testagem. Foi um período em que, apenas, utilizavam testes para obter dados que revelassem uma série de traços ou descrições da capacidade de uma pessoa, desconsiderando suas características peculiares relacionadas ao contexto total (CUNHA, 2003). O psicólogo atuava de modo “objetivo”, visando, apenas, ao contato com aspectos parciais da personalidade humana, não estabelecendo compromissos com suas características pessoais e afetivas (TRINCA 1984). 
Por muito tempo, o psicodiagnóstico foi percebido como um processo que envolvia a aplicação de testes como forma de satisfazer a solicitação de outros profissionais, tais como psiquiatras, neurologistas, pediatras, etc. (OCAMPO & COLABORADORES, 1981). Nesse contexto, o processo psicodiagnóstico era visto, somente, como meio de investigação e levantamento de demandas a serem tratadas posteriormente por outros profissionais. 
Ainda hoje, o psicodiagnóstico é considerado por muitos profissionais como um meio somente de investigação de sintomas físicos, psíquicos e suas causas. Entretanto é relevante considerar que esse processo não envolve somente a investigação, mas também oferece espaço de acolhimento, escuta compreensiva dos problemas e dificuldades do paciente, além de outras intervenções também consideradas terapêuticas. Contudo, Paulo (2004) pontua que o psicodiagnóstico permite uma intervenção eficaz quando possibilita a apreensão da dinâmica intrapsíquica do paciente, compreensão de sua problemática e intervenção nos aspectos determinantes dos desajustamentos responsáveis por seu sofrimento psíquico.
Winnicott esclarece que, aliado ao valor diagnostico, há um ganho terapêutico na medida em que esse procedimento proporciona à criança a vivencia de experiências profundas, muitas vezes temidas. Acompanhado pelo psicólogo, esse contato pode permitir que a criança integre aspectos de sua vida emocional tendo assim a possibilidade de se ver livre de bloqueios que paralisavam seu desenvolvimento.
Assim, dentro do processo realizou-se: Entrevistas com a mãe, entrevista de anamnese, entrevista com a criança (observação lúdica), entrevista devolutiva, aplicação dos testes BENDER, HTP, WISC-III e R2. 
Inicialmente foi estabelecido um rapport com a mãe, através das entrevistas, procurou-se compreender o comportamento de L utilizando técnicas e instrumentos ajustados para o psicodiagnóstico. Percebemos informações importantes fornecidas pela mãe com relação desenvolvimento psicomotor de L. Ela informa que ele balbuciou as primeiras palavras com dois anos e apenas aos 07 anos começou a falar algumas palavras com maior clareza, atualmente L não tem uma comunicação “clara” e prefere não falar, engatinhou até os 02 anos quando começou a dar os primeiros passos. A criança é destra, até os 07 anos não tinha controle dos esfíncteres. Com relação à sociabilidade de L não gosta de brincar com outras crianças, preferindo cantar e dançar sozinho. Não tem ou teve amigos imaginários. A mãe reconhece que L não foi estimulado adequadamente até o presente momento. A criança gosta de assistir desenhos na TV e não pratica nenhum esporte. A mãe trouxe como queixa principal “ele é respondão e não acompanha a turma na escola”. 
A entrevista verbal com a criança possibilitou observar que L é uma criança solitária, com dificuldades para interagir com o meio, entende-se aqui que cada indivíduo aprende a ser constituir nas relações com os outros. Segundo Vygotsky, É através da atividade que o homem se apropria do mundo, ou seja, é a atividade que propicia a transição daquilo que está fora do homem para dentro dele, processo de internalização. No caso de L percebemos que ele não se apropria adequadamente das experiências que pode vivenciar com o meio. Entendendo que para existirmos, precisamos atuar sobre o mundo, transformando-o de acordo com nossas necessidades. Ao fazer isso, estamos construindo a nós mesmo.
De acordo com Vygotsky, o desenvolvimento do sujeito esta relacionado à interação a mediação social e cultural. Dessa maneira os movimentos construídos pelo sujeito também dependem dos recursos biológicos, psicológicos e das condições do ambiente em que ela vive.
Observando o seu comportamento, pode-se perceber que ele apresenta dificuldade em interagir com o meio, apresentando um comportamento ansioso em determinados momentos. Pode-se inferir que a falta de apoio com relação à educação informal e formal, parece ter afetado algumas etapas importantes de seu desenvolvimento, fazendo com que enfrente muitas dificuldades para adquirir novas capacidades cognitivas, afetivas e sociais.
Durante os atendimentos utilizou-se uma linguagem simples de acordo com a idade e capacidade de compreensão da criança. Procurou-se estimular a verbalização, fazendo-lhe perguntas sobre o que faz o que gosta sua rotina, e assim por diante, como se fosse uma entrevista dirigida.
Foi possível observar que demonstra em suas ações ansiedade frente as atividades propostas, pois sabe o que outro espera e não consegue entender, mesmo estando atento as instruções e demonstrando cooperativo e interessado.
Quando L adentrou o consultório, pela primeira vez, a terapeuta manifesta, de forma breve e numa linguagem compreensível uma série de informações que configuram as instruções: definição de papeis, limitação do tempo e do espaço, material a ser utilizado e objetivos esperados. Enfim esclarece de forma simples para a criança como será o tratamento. L demonstra entender