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Sanidade Animal - Resumão N2

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Epidemiologia e Sanidade Animal – 08/02/2018 Professora Cristiene 
 
Em sanidade animal para trabalhar é necessário conhecimento de várias áreas da 
veterinária: clínica, cujo objetivo é chegar no diagnóstico para definir o tratamento. 
Para trabalhar com a população é necessário conhecer os indivíduos dessa população. 
A patologia e laboratório clínico é muito utilizado para diagnóstico. O individuo que vai 
a óbito é muito importante e não pode negligenciar (anotar qual a causa da morte, 
quando) pensando em proteger os indivíduos que estão vivos. 
Quantos indivíduos estão afetados (por isso importante o registro para contabilizar) 
Prevenção e controle. 
Todo programa de sanidade deve ser acompanhado por uma ação de educação caso 
contrário pode não ser compreendido. 
 
 
Epidemiologia e Sanidade Animal – 15/02/2018 Professora Cristiene 
 
Cadeia Epidemiológica 
 
Me dá informação de como uma doença é transmitida e é composta por 5 elos. 
 
Usa muito para doença infecciosa (vírus, bactérias e fungos) 
Não usa muito para doença parasitária, pra parasitária usa um modelo diferente (o 
ciclo), normalmente trabalha o ciclo porque fica melhor representado, para parasitária 
nem sempre consegue definir os 5 elos. 
 
 
5 elos: 
1- Fonte de infecção; 
2- Vias de eliminação; 
3- Vias de transmissão; 
4- Portas de entrada; 
5- Suscetíveis; 
 
 
 
1- Fonte de Infecção; 
Sempre hospedeiro vertebrado que alberga e transmite o agente etiológico de alguma forma; 
(mosquito não é fonte de infecção porque não é vertebrado) 
 
2- Vias de Eliminação; 
Como o hospedeiro vertebrado vai disponibilizar o agente. Ele pode eliminar efetivamente do 
corpo ou pode disponibilizar, por exemplo, para um vetor. (exemplo um vetor hematófago que 
consegue adquirir um agente através do sangue) 
 
 
 
 
 
Exemplos: 
Vias de Eliminação Doenças 
Secreções oro-nasais Tuberculose, garrotilho, raiva, 
aftosa 
Secreções vaginais Brucelose, Metrites 
Urina Leptospirose 
Fezes Verminose 
Leite Mastites, brucelose, tuberculose 
Sangue Babesiose, anemia infecciosa equina 
Placenta Brucelose 
Cutânea Sarna, Micose 
 
 
Doenças veiculadas por vetor: (sangue: babesiose (carrapato) anemia infecciosa equina 
(moscas) 
 
A via de eliminação é extremamente importante para saber qual amostra colher para 
identificar o agente. A via de eliminação determina o mecanismo de transmissão! 
 
Outro fator importante para compreender a via de eliminação é que ela determina o 
mecanismo de transmissão, a forma que elimina está muito relacionado com a 
transmissão (o que estará contaminado? Como será feito o isolamento desses animais?) 
– Ex.: é muito comum em abrigo de gatos, aqueles que são positivos para FeLV ficam 
separado por uma grade. Será que é efetivo? Como será a forma de transmissão. Pra 
pacientes com FIV posso fazer a mesma coisa? Ou não é eficiente para nenhum dos 
dois? Então a via de eliminação nos ajuda a determinar esse isolamento também. 
 
 
3- Vias de Transmissão; 
É UM ELO CENTRAL NA CADEIA EPIDEMIOLÓGICA 
 
Normalmente as ações de controle/prevenção estão relacionadas com a via de 
transmissão e por isso é importante estabelecer. 
É uma etapa critica porque depende muito da sobrevivência do agente no ambiente. 
Ex.: O vírus não envelopado (é muito mais resistente ao ambiente, quanto ele vai 
resistir? Qual a característica deste agente? A transmissão é imediata? O agente 
pode permanecer viável no ambiente por anos ? Qual a biologia do vetor para que 
eu possa intervir? 
 
Ex.: os programas de prevenção de carrapato são todos ligados a biologia do 
carrapato. Tanto que os equinos (que têm os carrapatos amblyomma e o 
dermacentor) para cada um deles tem um controle diferente porque as características 
biológicas dos carrapatos são diferentes. 
 
A forma de transmissão vertical (da mãe pro feto) pode ser empregada tanto para 
humanos quanto para animais. Dentro da cadeia epidemiológica, muitas vezes, a 
doença a princípio é no animal e o homem entra num sistema em que não pertence e 
acaba adquirindo a enfermidade ( a leishmaniose cutânea e visceral é um exemplo 
disso, onde o homem não faz parte do ciclo, mas acaba entrando acidentalmente). 
 
A transmissão acontece de um animal pra outro? De qual forma? 
 
 
Definição das rotas de transmissão: diretas 
 
• Aerógenas: particulas são passadas através do ar de um animal a outro (aerosol 
ou poeira) ex.: não varrer para não levantar e correr o risco de aspiração 
 
• Oral: (tanto pela via hídrica ou alimentos) - Consumir agentes causadores de 
doenças em alimentos ou fômites contaminados (água, lambendo ou mastigando 
objetos contaminados); 
 
• Contato Direto: Um animal susceptível fica exposto quando o agente da doença 
atinge diretamente feridas abertas, membranas, mucosas ou pele, através do 
sangue, saliva, nariz para nariz, contato, fricção, coito ou mordedura. 
 
• Reprodutiva: um subtipo de contato direto que inclui doenças propagadas 
através do acasalamento ou ao feto durante a gravidez (coito ou inseminação). 
As infecções verticais (da mãe pro feto) também entram nesse quesito. 
 
• Fômite: SEMPRE um objeto inanimado (bota, pá, luva, brinquedo) que esteja 
contaminado com agente patológico de um animal suscetível a outro. 
 
Veículo animado é diferente de fonte de infecção porque é um subtipo de 
transmissão de fômites em que um animal ou humano distribui material 
orgânico para outro local. 
Exemplo: um estagiário chega em casa com as mãos contaminadas e põe a mão 
em seu animal. O estagiário é o veículo animado que não foi infectado pelo 
agente, apenas carreou de um lugar para o outro. 
 
• Vetores : SEMPRE um invertebrado que adquire um agente da doença de um 
animal e transmite-o à outro. Pode ser um carrapato, uma mosca, pode ser uma 
mosca, um piolho, um mosquito, pulga, etc... que podem transmitir o agente 
etiológico da doença. 
- Vetor mecânico; (agente não tem dependência biológica com o vetor) 
- Vetor biológico; (ocorre alguma transformação biológica dentro do vetor) 
 
Exemplo: 
Vetor Mecânico: o agente não tem dependência biológica alguma com o vetor – 
Berne: a mosca do berne deposita os ovos em qualquer inseto alado que ela consiga 
capturar, esses ovos vão se desenvolver independentemente dos insetos que ela 
depositou, eles só aproveitam a carona sem ter nenhuma dependência biológica. 
Vetor Biológico: ocorre alguma transformação biológica dentro do vetor. Nesses casos 
observaremos que existem vetores específicos para determinadas enfermidades que 
pode ser multiplicação ou ainda uma mudança de fase. – Babesia: dentro do carrapato 
(vetor) a babesia muda de fase e se multiplica. 
 
Quando o vetor é biológico a gente tenta caracterizar esse vetor para poder achar o 
caminho de combate-lo. 
A contaminação ambiental sempre deve ser levada em consideração. 
 
4- Portas de Entrada; 
Uma vez que eu tenho a transmissão, para cada animal eu tenho uma porta de 
entrada, ou seja, a forma que ele irá se infectar. 
 
Porta de Entrada (vias) Forma de Contaminação 
Respiratória Gotículas de poeira e aerossóis 
Digestiva Água e alimentos contaminados 
Urinária Contágio direto, vetores, mãos 
contaminadas 
Conjuntiva Vetores mecânicos,gotículas, poeira 
Galactófora (canal do teto ) Mãos, equipamento de ordenha 
contaminados, solo, fomites. 
Onfaloflébica Solo, vetores, água, 
Cutânea Contágio direto, vetores, solo, água, fomites. 
 
5- Suscetíveis; 
Que vai ser o Novo hospedeiro. 
Importante estabelecer qual a suscetibilidade desses indivíduos. A gente observa 
nas enfermidades que alguns indivíduos são mais resistentes, outros são mais 
sensíveis e outros são refratários. 
 
ü Suscetibilidde x resistência 
 
ü Susceptibilidade natural x experimental 
A natural tem doses diferentes de inóculos, algumas enfermidades