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ENFERMAGEM 1º SEMESTRE ELAINE DE SOUZA FERREIRA JONANTAN RODRIGO DA SILVA FELIX LETICIA AGUIAR DA SILVA LUCAS DE GODOY ROSA PABLIANNE CARNEIRO DA SILVA PAULA RENATA DE MELO SANTOS VITORIA CARNEIRO MONTEIRO HOMEM, CULTURA E SOCIEDADE Produção textual interdisciplinar em grupo Marabá-PA 2018 ELAINE DE SOUZA FERREIRA JONANTAN RODRIGO DA SILVA FELIX LETICIA AGUIAR DA SILVA LUCAS DE GODOY ROSA PABLIANNE CARNEIRO DA SILVA PAULA RENATA DE MELO SANTOS VITORIA CARNEIRO MONTEIRO HOMEM, CULTURA E SOCIEDADE Produção textual interdisciplinar em grupo Trabalho apresentado em requisito à Produção Textual Interdisciplinar em grupo, relativa ao 1º Semestre, portfólio para as disciplinas de: Homem, Cultura e Sociedade Prof. Marcio Gutuzo Saviani Ética, Política e Sociedade Prof.ª Maria Luzia Silva Mariano Saúde Coletiva Prof.ª Renata Cristina Goes Empreendedorismo Prof.ª Indiara Beltrame Brancher Orientadora: Natacha Bolorino Da Universidade Norte do Paraná - UNOPAR Marabá-PA 2018 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO.......................................................................................................................1 2. DESAFIO 1.............................................................................................................................2 2.1 A crise do feudalismo.............................................................................................................2 2.2 Ascensão da burguesia..........................................................................................................2 2.3 O surgimento da moeda como valor de troca.........................................................................2 2.4 A valorização da prática de lucro............................................................................................2 3. DESAFIO 2.............................................................................................................................3 3.1 Caos na saúde pública...........................................................................................................3 3.2 Defesa da atendente..............................................................................................................3 3.3 Acusação da atendente..........................................................................................................4 3.4 Veredito do juiz.......................................................................................................................5 4. DESAFIO 3.............................................................................................................................6 4.1 Conceito de intraempreendedorismo......................................................................................6 4.2 Ações intraempreendedoras para a resolução do problema..................................................6 4.3 Humanização do atendimento no sistema de saúde..............................................................7 5. CONCLUSÃO........................................................................................................................8 REFERÊNCIAS......................................................................................................................9 1 1. INTRODUÇÃO Com o intuito de cumprir com as metas estabelecidas no material de orientação do portfólio, o presente trabalho, visa aplicar à situação geradora de aprendizagem – SGA, na qual houve uma série de consequências, em virtude da falta de atendimento médico a um paciente, o conteúdo estudado no 1º semestre do curso de enfermagem, abrangendo as seguintes disciplinas: Homem, cultura e sociedade; Ética, política e sociedade; Saúde coletiva; Empreendedorismo e Seminário interdisciplinar. A fim de encontrar soluções para os desafios propostos, após várias pesquisas, estabelecemos uma relação entre os fatos ocorridos na situação geradora de aprendizagem - SGA e as disciplinas anteriormente mencionadas, através da produção de textos elucidativos, procurando contemplar, desta forma, os objetivos previstos na atividade interdisciplinar. E dessa maneira, ao englobar todas as disciplinas estudadas durante o semestre, esse trabalho irá contribuir para o nosso crescimento pessoal e profissional, pois além de promover a interação, também nos faz refletir sobre como agir em determinadas situações que podem ocorrer no ambiente de trabalho. 2 2. DESAFIO 1 2.1 A Crise do feudalismo O feudalismo foi um modelo de organização social e política por quase toda a idade média. Caracterizado pelas relações servis de produção, tendo a agricultura e atividades rurais, como principal fonte de renda e de subsistência. O feudalismo começa a desmoronar devido o desenvolvimento comercial e como consequência o urbano. Devido a reabertura do mar mediterrâneo, as cruzadas, que eram expedições militares custeadas pela igreja católica, promoveram a retomada do comércio, gerando um intenso desenvolvimento comercial e assim, uma nova classe social. 2.2 Ascensão da burguesia Com a retomada do comércio, muitos europeus deixaram o campo e foram viver dentro dos burgos. Muitos desses eram artesãos, operários e comerciantes, que ficaram conhecidos como burgueses. Os centros urbanos que se formaram, tornaram- se mais importantes até que as regiões rurais (feudos). Os negócios aumentaram, os artesãos abriram suas próprias oficinas e comerciantes passaram a organizar feiras. 2.3 O Surgimento da moeda como valor de troca Devido a estas mudanças, o uso de moedas tornou-se essencial. A troca de produto por produto e escambo começou a ser então substituído, possibilitando assim o aparecimento das primeiras casas bancárias, responsáveis pelas operações de câmbio e empréstimos a juros. Este fator desarticulou a política de trocas de mercadorias, que até então era a característica principal do feudalismo. 2.4 A Valorização da prática de lucro Entre os séculos XVI e XVIII ocorreu o chamado capitalismo comercial. O artesão possuía autonomia, mas nesse período surgiu uma nova prática comercial. Diferente do pré-capitalismo cuja produção era distribuída através das relações de 3 troca de produtos, além do mais, o trabalho assalariado não havia se estabilizado, o produto era fruto do trabalho e não da venda da força de trabalho. A partir desta fase, maior parte do lucro ficava nas mãos dos comerciantes e atravessadores e não nas mãos de quem realmente produzia, essa é conhecida como a fase primitiva da acumulação de capital, e consequentemente da valorização do lucro. Também pode ser considerada como uma fase de “especulação”. 3. DESAFIO 2 3.1 Caos na saúdepública No Brasil, em pleno século XXI, ainda é muito comum ouvirmos relatos da população quanto ao descaso no atendimento público em todos os setores, a área da saúde, por exemplo, se encontra em uma situação caótica, além das verbas destinadas à saúde não serem suficientes, temos que lidar com outros fatores, como a corrupção e desvios por partes dos governantes, o que acaba onerando ainda mais o sistema, gerando graves consequências, como as que vemos com bastante frequência nos dias atuais, entre elas, a superlotação, ausência de médicos e enfermeiros, falta de estrutura física, demora no atendimento, falta de medicamentos, pacientes dispersos pelos corredores dos hospitais e prontos-socorros. Tudo isso, porque o que temos disponível acaba sendo insuficiente para atender à demanda da sociedade. 3.2 Defesa da atendente Conforme o estabelecido no Art. 196 da constituição federal, a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Ao considerarmos o que se estipula no referido artigo, deve-se levar em conta, inicialmente, a deficiência do município no que diz respeito ao sistema de saúde local e não apenas a conduta da atendente. 4 Sobre a atendente, seu atendimento não pode ser considerado negligente, já que entende-se por negligência, deixar de tomar uma atitude ou deixar de apresen- tar conduta que era esperada para a situação. Agir com descuido, indiferença ou desatenção. No cumprimento de sua função, a atendente, recebeu, atendeu e informou a Rosângela que não haveria atendimento naquele dia. Afinal, o médico responsável e capacitado para avaliar a criança não se encontrava, sendo assim, pela falta de outro profissional, que deveria de antemão estar de sobreaviso, e pela atitude da mãe, que resolveu por conta própria medicar a criança, a situação se agravou, o que acabou levando a recém-nascida a óbito. De acordo com o laudo médico, foi constatada infecção por meningite bacteriana como causa da morte da criança, diante desse fato, é evidente que ela precisava de atendimento e tratamento especializado. Justamente por isto, a recepcionista estava, de fato, de mãos atadas, pois, ainda que tivesse boa intenção, ela não possuía a qualificação adequada para tratar ou calcular a gravidade do caso da recém-nascida, e também não teria a quem repassar o caso, devido à falta de um médico substituto na unidade. O maior erro foi cometido por parte da gestão municipal, que não disponibilizou uma quantidade suficiente de profissionais para atenderem à demanda do município, não houve a contratação de um médico substituto para casos como este. O orgão responsável pelo sistema de saúde municipal, ao saber da possibilidade de ausência de um médico, já deveria ter sempre um segundo profissional, para o cumprimento de sua função e manutenção da saúde dos pacientes. 3.3 Acusação da atendente De acordo com o Art. 135 do Código penal, que trata da omissão de socorro, deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave 5 e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública, sob pena de detenção, de um a seis meses, ou multa." Ao receber Rosângela na unidade, a atendente não se mostrou totalmente solícita no desenvolvimento de suas atividades. Embora tenha recebido e atendido a mãe, como o esperado pela sua função, ela agiu com negligência ao ver o caso da criança, e sequer repassá-lo à enfermeira, que poderia fazer um primeiro atendimento, a fim de estabilizar o quadro de saúde da recém-nascida, até que ela pudesse ser atendida pelo pediatra. Entende-se por negligência, o ato de se omitir, de agir de forma desleixada, desatenciosa, dessa maneira, podemos concluir que a atendente teve uma conduta omissiva. Já que tomou uma atitude diversa da esperada em uma situação emergencial como essa, deixando que a paciente, no estado em que estava, simplesmente fosse embora, o que a enquadra no crime de Omissão de socorro, conforme consta no Art. 135 do código penal. Afinal, o mínimo a ser feito ao ver um caso de prioridade, era passá-lo para o atendimento de emergência ou para qualquer profissional que pudesse avaliar o estado real da criança naquele instante. Se frustrar com o retorno da mãe à unidade em busca de atendimento foi atitude antiética por parte da atendente, é esperado que seja dado suporte aos familiares e pacientes, tratando-os sempre com cautela, tendo como foco as melhores atitudes e consequentemente, as melhores escolhas possíveis. A atendente não tinha capacitação para avaliar a paciente minunciosamente, mas era de sua responsabilidade reconhecer casos urgentes e retratá-los a quem poderia auxiliar no momento. 3.4 Veredito do juiz A Unidade Básica de Saúde - UBS deve ser a primeira a responder pelo óbito, já que procedeu de maneira negligente, pois com o pediatra ausente, existe a urgência de um novo médico no local, tendo em vista o fato de a UBS ser a única fonte de 6 atendimento médico da cidade. O local jamais poderia ficar sem um pediatra, para que casos de urgência, como esse, não ficassem sem o devido atendimento. Quanto ao hospital de cidade vizinha, uma sindicância deverá ser aberta, para avaliar os motivos da demora no atendimento, o que veio a agravar o caso da recém- nascida. A Lei 8.112/90, em seu art. 143, estabeleceu que a autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa. 4. DESAFIO 3 4.1 Conceito de Intraempreendedorismo Intraempreendedorismo é uma modalidade de empreendedorismo que consiste na prática dos funcionários possuírem a capacidade de atuar como donos do negócio, ajudando sobretudo a movimentar a criação de ideias dentro das organizações, mesmo que indiretamente. Esta prática tem se tornado cada vez mais comum dentro das empresas e instituições, pois permite que os profissionais possam analisar cenários, criar ideias, inovar e buscar novas oportunidades e alternativas para que a organização tenha sempre um melhor funcionamento. Além deste benefício para o bom andamento das empresas, a prática do intraempreendedorismo também é muito positiva para os colaboradores. Profissionais com este perfil são sempre mais valorizados pelas organizações, justamente por agregarem valor ao trabalho executado. Este modelo de colaborador é chamado de intraempreendedor. 4.2 Ações intraempreendedoras para a resolução do problema De acordo com o conceito de intraempreendedorismo, ser intraempreendedor, é inovar, fazer além daquilo que é determinado pela organização, ser proativo, a fim de contribuir com a resolução dos possíveis problemas. 7 Na situação ocorrida na Unidade básica de saúde, os funcionários envolvidos agiram com descaso, a falta de atendimento imediato, acabou desencadeando o agravamento do estado de saúde da recém-nascida, evoluindo para o óbito. Atitudes intraempreendedoras, evitariam que este caso acabasse em uma tragédia, a atendente poderia agido de forma proativa, repassando o caso à enfermeira, que por sua vez, faria o acolhimento da paciente e tomaria as medidas necessárias para tentarestabilizar o quadro de saúde da recém-nascida. 4.3 Humanização do atendimento no sistema de saúde Algumas medidas podem ser tomadas para que haja uma melhora na relação entre funcionários e pacientes, como a humanização no processo de atendimento. Humanizar a assistência à saúde é dar lugar não só à palavra do usuário como também à palavra do profissional de saúde, de forma que tanto um quanto outro possam fazer parte de uma rede de diálogo. O compromisso com a pessoa que sofre pode ter as mais diversas motivações, assim como o compromisso com os cuidadores e destes entre si. Cabe a esta rede promover as ações, campanhas, programas e políticas assistenciais, tendo como base fundamentalmente a ética, o respeito, o reconhecimento mútuo, a solidariedade e responsabilidade. 8 5. CONCLUSÃO Ao finalizarmos o presente trabalho, chegamos à conclusão que o mesmo foi muito enriquecedor e sem dúvida alguma influenciará positivamente, não somente nossa trajetória enquanto acadêmicos, mas também nossa conduta profissional quando estivermos exercendo a função de enfermeiros, pois ao refletirmos sobre o caso da recém-nascida e sobre todos os seus desdobramentos, passamos a compreender que no ambiente de trabalho, devemos procurar fazer tudo da melhor maneira possível, sendo proativo e tendo atenção, vale ressaltar ainda, que na área da saúde essa atenção deve ser redobrada, prezando sempre pela postura ética e pela humanização no atendimento ao paciente, pois o profissional dessa área, lida diretamente com a vida, qualquer falta de cuidado ou atenção pode acabar gerando graves consequências tanto para quem está realizando o atendimento, quanto para quem está sendo atendido, podendo causar um dano físico ou até mesmo levar o paciente a óbito, como aconteceu na Situação geradora de aprendizagem – SG 9 REFERÊNCIAS HISTÓRIA DO MUNDO. A transição do feudalismo para o capitalismo. Disponível em: <https://historiadomundo.uol.com.br/idade-moderna/transicao- feudalismo-para-capitalismo.htm/> Acesso em: 15 de Abril de 2018. ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Filosofando: introdução à filosofia. São Paulo: Moderna, 2009. ALUNOS ONLINE. Crise do sistema feudal. Disponível em: <https://alunosonline.uol.com.br/historia/crise-sistema-feudal.html> Acesso em: 15 de Abril de 2018. POLITIZE. Saúde Municipal: O que pode e deve ser feito nessa esfera. Disponível em: <http://www.politize.com.br/saude-municipio-qual-a-responsabilidade/> em: 15 de Abril de 2018. PLANALTO. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm> Acesso em: 24 de Abril de 2018. PLANALTO. Código Penal, 1940. Disponível em: <penahttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848compilado.htm> Acesso em: 24 de Abril de 2018. 10 PLANALTO. Regime Jurídico dos Servidores Civis, 1990. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848compilado.htm> Acesso em: 25 de Abril de 2018. SIGNIFICADOS. O que é o intraempreendedorismo. Disponível em: <https://www.significados.com.br/intraempreendedorismo/> Acesso em: 14 de Abril de 2018. COORDENAÇÃO PHAS –ESP-SES/RS. Manual da Humanização. Disponível em: <http://www.humanizasaude.rs.gov.br/site/artigos/manual/> Acesso em: 14 de Abril de 2018.