Prévia do material em texto
Professora: Júnia Alexandrino Disciplina: Caracterização Mineralógica e Tecnológica de Minérios. Caracterização Química ANÁLISE QUÍMICA Classificação: Qualitativa Quantitativa Tipos de análises: Aproximada Parcial Completa Constituintes: i - Principal - > 1% ii - Microconstituinte – entre 0,01 e 1% iii - Traço - < 0,01% Amostragem i – Análise de todo o material ii – Amostragem casual ou não científica iii – Seleção de proporções de material com base na probabilidade estatística. • Precisão – concordância entre um conjunto de resultados de uma mesma quantidade. • Exatidão – diferença entre o valor medido e o valor verdadeiro para a quantidade que foi determinada. • Erro = valor observado – valor verdadeiro • Erro relativo percentual: • Erro(%) = [(valor observado – valor verdadeiro)/ (valor verdadeiro)] x 100 • Tamanho da amostra Onde: Sa= estimativa do erro total de amostragem expresso como desvio-padrão; d = diâmetro máximo das partículas no material a ser amostrado, normalmente aproximado pela abertura de peneira, em centímetros, que retém 5% do material; Q = fator de composição mineralógica, em g/cm3; w = massa mínima da amostra, em gramas; W = massa do material a amostrar, em gramas; l = fator de forma das partículas, adimensional; h = fator de distribuição de tamanho das partículas, adimensional. hfl Ww QdSa 113 • Fator de composição mineralógica (Q) Onde: ρ = média ponderada dos pesos específicos de todas as partículas, em g/cm3; x = teor do mineral de interesse na amostra, em %; ρA= peso específico do mineral de interesse, em g/cm 3; ρB= peso específico da ganga, em g/cm 3 . Obs.: Usa a tabela t-Student Técnicas comuns i – Reações químicas ii – Titrimetria – mede a quantidade de reagente para reação completa. iii – Gravimetria – verificação do peso do produto pouco solúvel resultante. Medidas de propriedades óticas i – Absorção da energia radiante ii – Espectrometria do visível - Espectrometria do ultravioleta - Espectrometria do infravermelho - Espectrometria de absorção atômica - Turbidimetria – medida da luz impedida ou desviada pelas suspensões. iii – Emissão de energia radiante iii.iv – Fluorometria – substância em solução (complexo de metal com reagente fluorescente) excitado por radiação visível ou U.V. e a radiação é examinada Tabela 1 - Comparação entre os métodos clássicos e instrumentais de análise química. Métodos Clássicos Métodos Instrumentais Análise demorada Análise rápida Maiores concentrações Menores concentrações Aparelhagem barata e disponível em qualquer laboratório Instrumentos caros. Só justificado para número considerável de amostra a analisar. Empregado para análise de padrões Calibrado por padrões, analisados pelos métodos clássicos. Fluorescência de raios X – (FRX) A espectroscopia por fluorescência de raios-X, X-Rays Fluorescence Spectroscopy, é um método de análise para determinação quantitativa e qualitativa da concentração de elementos em uma ampla variedade de tipos de amostras. Fluorescência de raios X – (FRX) A emissão característica é resultante da excitação dos elementos da amostra por uma fonte de raios-X (tubo, fonte síncrotron, entre outras). A fluorescência emitida por elementos presentes na amostra incide em um detector com eletrônica associada que resolve a energia dos fótons incidentes com precisão suficiente para fornecer uma distribuição espectral de intensidades versus energia. Fluorescência de raios X – (FRX) Analisadores multicanal computadorizados são utilizados para adquirir, mostrar o espectro e realizar a análise dos dados. Este método é geralmente aplicado para determinação de elementos com número atômico igual ou maior a 11 (Na). Fluorescência de raios X – (FRX) Os limites de detecção em materiais sólidos é tipicamente algumas partes por milhão, mas a obtenção destes resultados depende de alguns fatores como o elemento sobre análise e a composição da matriz de átomos. Amostras sólidas finas são ideais para análise, mas amostras grossas e líquidas também podem ser analisadas sem problemas. Fluorescência de raios X – (FRX) Fluorescência de raios X – (FRX) A amostra é excitada por um feixe primário de raios-X, elementos presentes na amostra absorvem os fótons de raios-X decaem e emitem fluorescência característica, a fluorescência emitida pela amostra (feixe secundário) é detectada e “classificada” de acordo com sua energia, o sistema de aquisição de dados transforma os pulsos elétricos provenientes da etapa de detecção em um espectro de fluorescência (comprimento de onda vs. Intensidade). Fluorescência de raios X – (FRX) Existem várias formas de realização de um experimento de XRF, cada qual tenta otimizar uma medida, minimizar efeitos indesejados, realizar análise localizada. Convencional, XRF por reflexão total (TXRF) e XRF com microfeixe ( μ-XRF). Fluorescência de raios X – (FRX) XRF Convencional - WDX Fluorescência de raios X – (FRX) Este é o diagrama esquemático de um aparelho comercial de XRF. Neste caso é utilizado um tubo de raios-X para excitar a amostra. A fluorescência emitida é colimada e o conjunto cristal+goniômetro+detector é responsável pela separação em energia dos fótons emitidos pela amostra. Esta separação é feita basicamente pelo cristal. De acordo com a lei de Bragg a energia do fóton refletido depende do ângulo de incidência da radiação. Desta forma variando-se o ângulo do cristal com a ajuda de um goniômetro conseguimos fazer a separação em energia da fluorescência emitida. A detecção dos fótons discriminados é feita basicamente com um destes três tipos de detectores: proporcional, cintilador e proporcional com fluxo. Fluorescência de raios X – (FRX) No detector proporcional a amplitude dos pulsos é proporcional a energia do fóton absorvido, e como consequência fótons com diferentes energias podem ser separados por posterior análise de pulsos. A sensibilidade espectral deste detector depende do comprimento de onda e está no intervalo entre 1.5 e 2.3 Å (Cr Kα a Cu Kα e Ce Lα a Ta Lα). Fluorescência de raios X – (FRX) Conseguem-se altas taxas de contagem com este tipo de equipamento (tipicamente 104 a 105 contagens/s). O funcionamento do detector proporcional com fluxo é análogo ao proporcional com a diferença que existe um fluxo constante de gás (geralmente argônio) que proporciona a detecção da fluorescência emitida por elementos leves no intervalo 1.5-12 Å (Na Kα a Cu Kα e Sn Lα a Ta Lα). As taxas de contagem obtidas com este tipo de detector também são altas (104 a 105 contagens/s). Fluorescência de raios X – (FRX) – Amostras de Esgoto. Fluorescência de raios X – (FRX) XRF energia dispersiva - EDX A análise por EDX é realizada fazendo-se comque raios-X incidam com ângulo em uma superfície de tal forma que ocorra fluorescência. Os raios-X excitam átomos da superfície da amostra e a fluorescência é detectada por detector de estado sólido posicionado em um ângulo perpendicular a amostra. A fonte de raios-X pode ser um tubo convencional (normalmente de baixa potência) ou um elemento radioativo. Fluorescência de raios X – (FRX) Os detectores utilizados em EDX geralmente são de estado sólido Si(Li). Este detector é formado por uma estrutura em camadas na qual uma região ativa de Lítio difundido está posicionado entre uma camada de Si tipo p e outra de Si tipo n. Fluorescência de raios X – (FRX) Sob tensão reversa (800-1000V) a região ativa comporta-se com um isolante com um forte campo elétrico aplicado. Quando um fóton de raios-X atinge a região ativa ocorre o processo de fotoionização com um par elétron-lacuna criado para cada 3.8 eV da energia do fóton. A carga coletada cada vez que um fóton entra do detector é convertida em um valor digital que representa a energia do fóton, este valor é interpretado como um endereço de memória pelo computador. O conteúdo de cada endereço de memória é incrementado cada vez que ocorre a detecção de um fóton com aquela determinada energia. Fluorescência de raios X – (FRX) Fluorescência de raios X – (FRX) Aplicações qualitativas de XRF utilizando instrumentação moderna são de certa forma diretas. Linhas de emissão geradas por computadores podem ser sobrepostas ao espectro mostrado na tela. Estas linhas são frequentemente chamadas de marcadores KLM e suas posições são controladas através do teclado ou outros controles de entrada. Fluorescência de raios X – (FRX) Estas linhas simulam a posição e a intensidade relativa de linhas de emissão de Raios-X. Em muitos casos, a relação sinal-ruído é suficientemente grande para permitir a identificação de elementos somente pela posição das linhas. Geralmente os programas de instrumentação mostram o elemento, número atômico e linha correspondente na tela. Fluorescência de raios X – (FRX) Em alguns casos a sobreposição de linhas de emissão emitidas a partir de um ou mais elementos é possível. Um exemplo clássico é a sobreposição das linhas K do arsênio com as linhas L do chumbo. De qualquer forma é uma boa prática utilizar as intensidades relativas das linhas assim como sua posição para correta identificação do elemento. Fluorescência de raios X – (FRX) Determinações quantitativas usando XRF vão desde a simples utilização de curvas intensidade-vs-concentração padrão até sofisticados programas que convertem intensidade para concentração. Linhas de emissão que não possuem sobreposição podem ser medidas com programas que realizam integração. Estas rotinas retornam a intensidade de pico acima de um determinada radiação de fundo (background) para o pico de interesse. Elas trabalham bem, exceto quando a relação sinal-ruído é baixa. Fluorescência de raios X – (FRX) Casos onde ocorre a sobreposição de picos requerem rotinas de filtro do espectro. A resolução de detectores modernos de Si(Li) não é adequada para separação de linhas K β de um elemento químico de número atômico Z de outro com número atômico Z+1. Portanto amostras como ligas, solos e vegetais possuem um espectro com intensa sobreposição. Fluorescência de raios X – (FRX) Hoje em dia existem excelentes programas que ajustam espectros de referência em uma biblioteca, obtidos à partir de elementos puros, com o espectro do material desconhecido. Estas rotinas de ajuste são rápidas e efetivas embora devam ser tomados cuidados para manter a precisão da calibração em energia dos instrumentos. As condições de operação dos instrumentos deve ser a mesma na calibração e na obtenção do espectro da amostra. Fluorescência de raios X – (FRX) O programa de ajuste de espectro calcula a intensidade da rede de cada linha emissão em um espectro não identificado. Nos melhores casos, estas intensidades possuem correlação linear com a concentração dos elementos no conjunto de padrões.Procedimentos normais de análise de dados podem então ser efetuados. Fluorescência de raios X – (FRX) Efeito Matriz Muitas amostras que seriam adequadas para a análise por XRF apresentam problemas que são frequentemente descritos como efeitos de matriz. Exemplos destas “amostras problema” são ligas, amostras geológicas e materiais biológicos. Efeitos de matriz surgem a partir de interações de elementos da amostra que afetam a intensidade da radiação emitida de uma forma não linear. Fluorescência de raios X – (FRX) Espectro de FRX de uma amostra de Calcário ( cujo constituinte principal é a calcita, ou seja, carbonato de Cálcio). Exemplos de Espectros Exemplos de Espectros