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Semiologia do Sistema Respiratório Curso de Graduação em Fisioterapia Disciplina: Fisioterapia Respiratória Professora Aline Ramos 3) Percussão • A percussão do tórax deve ser sempre realizada quando existem alterações na inspeção e/ou na palpação ou na ausculta. • Essa técnica tem sensibilidade (53%) e especificidade (71%) relativamente baixas, portanto, as alterações apresentadas podem não estar relacionadas a patologias do tórax (variação normal do som em função das diferentes estruturas encontradas no tórax e adjacências). • Assim, é uma técnica que deve ser realizada para confirmação de alterações previamente encontradas. Seu objetivo é avaliar a densidade (relação ar/tecido), produzindo vibrações na parede torácica que se transmite às estruturas subjacentes. (SILVA, 2014) 3) Percussão • O avaliador realiza a percussão digitodigital das faces anterior, lateral e posterior do tórax de cima para baixo de forma simétrica, devendo estar atento ao som gerado • A energia mecânica aplicada ao tórax alcança apenas 5 a 7cm de profundidade: obesidade, hipertrofia torácica acentuada e presença de edema reduzem a eficiência da percussão • Ajuda a avaliar se os tecidos localizados internamente estão preenchidos com ar, liquido ou se são mais sólidos. 3) Técnica da Percussão • Posicionar a interfalangeana distal do dedo médio da mão esquerda (se avaliador for destro) sobre o tórax (espaços intercostais), em perfeito contato, mas sem grande compressão. Os demais dedos devem estar separados e um pouco elevados da superfície torácica; • Realizar flexão e extensão do punho direito, mantendo dedo médio da mão direita levemente fletido e percutindo sobre a interfalangeana distal do dedo médio da mão esquerda posicionada sobre o tórax; • A percussão deve ser realizada com a região distal do dedo, não com a polpa digital. Na região posterior do tórax, não percutir a região escapular. 3) Técnica da Percussão • Avaliação anterior: paciente em DD, em pé ou, de preferência, sentado com os braços ao longo do corpo. As áreas a serem avaliadas são: linha hemiclavicular, no sentido das costelas. Não há necessidade de percutir a região precordial ou sobre a mama (mulheres), devido a desconforto e dor. • Avaliação posterior: paciente sentado ou em pé. As áreas a serem avaliadas são a região supraclavicular, nas linhas interescapulovertebral e infraescapular, até o fim do pulmão. • Avaliação lateral: paciente deve levantar um dos braços e colocar a mão na cabeça. A percussão deve ser feita na região da linha axilar média, até o fim do pulmão. (SILVA, 2014) 3)Técnica da Percussão • Observações: A percussão deve ser feita suavemente, dando apenas 2 golpes rápidos. Em cada golpe, o dedo percussor deve ser suspenso imediatamente, para não abafar o som. Locais para Percussão e Ausculta 3) Avaliação do som torácico na percussão (Fonte: MIDDLETON; MIDDLETON, 2010; TARANTINO, 2009; PORTO; PORTO, 2013). 3) Avaliação do som torácico na percussão • Sons ouvidos na percussão: • Maciço – som agudo, de pequena intensidade e pequena duração (ex.: massas, derrame pleural) • Surdo – som médio, de média intensidade e média duração (ex.: atelectasia, pneumonia) • Timpânico – som agudo, de alta intensidade e longa duração (ex.: pneumotórax) • Ressonante – som grave, de alta intensidade e longa duração (som normal) • Hiper-ressonante – som ainda mais grave, muito alto e de duração mais longa (ex.: enfisema) Quanto mais grave = mais ar / Mais agudo = menos ar 4) Ausculta Pulmonar • Permite avaliar o fluxo de ar e a ventilação pulmonar realizada com auxilio do estetoscópio • Durante a ausculta, o fisioterapeuta identifica os sons normais pulmonares e a presença de ruídos adventícios. A ausência ou redução dos sons pulmonares já pode ser indicativo de anormalidade pulmonar 4) Técnica da Ausculta • O paciente é posicionado sentado. O tórax deve estar descoberto e o estetoscópio não deve ser posicionado sobre a roupa. • A respiração é realizada mais pausada e profundamente, com os lábios entreabertos. O ambiente externo deve ser silencioso. • Se houver limitação para que o paciente se sente, pode-se auscultar o pulmão em decúbito dorsal ou lateral. 4) Técnica da Ausculta • Devem-se auscultar as regiões anterior, lateral e posterior do tórax de forma simétrica, bilateral e comparativa em toda a extensão do pulmão por no mínimo um ciclo respiratório em cada posição. • Evitar posicionar o diafragma do estetoscópio sobre proeminências ósseas, lembrando ainda que a obesidade dificulta a ausculta. 4) Técnica da Ausculta Os sons pulmonares normais variam quanto a intensidade, duração e localização no pulmão, incluindo som traqueal, respiração brônquica, respiração broncovesicular e murmúrio vesicular 4) Avaliação da Ausculta • O murmúrio vesicular tem maior intensidade na região anterosuperior do tórax, nas axilas e nas regiões infraescapulares. • O som pode ser mais intenso quando o paciente respira de boca aberta apos esforço e em pacientes emagrecidos, tendo menor intensidade em indivíduos musculosos e obesos. • Na presença de derrame pleural e pneumotórax, o murmúrio vesicular estará ausente. • Os sons pulmonares e extrapulmonares anormais são conhecidos como ruídos adventícios. 4) Avaliação da Ausculta 4) Avaliação da Ausculta 4) Avaliação da Ausculta Referência • SILVA, Rose Mary Ferreira Lisboa da. Tratado de Semiologia Médica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. • Livro Didático de Fisioterapia Respiratória – Faculdade Estácio.