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Glicocorticóides | Taciana Valente
GLICOCORTICÓIDES
Também chamados de antiinflamatórios esteroidais ou hormonais
Importância: ampla aplicação terapêutica, porém possuem muitos efeitos adversos a longo prazo principalmente.
Glicocorticóide endógeno: cortisol.
 	Provém do colesterol produzido no fígado – é enviado para a adrenal – é produzido o cortisol.
 	Normalmente – 10mg/dia. Em estresse – até 10x mais esse valor.
Vias de administração:
 	via oral, IV, IM, intra-articular, intracanal, inalatória e tópica
 	a diversidade das vias está relacionada com a alta lipossolubilidade
Farmacocinética
São bem-absorvidos;
80% a 90% se ligam a proteínas plasmáticas;
Ampla distribuição;
Biotransformação hepática;
Eliminação renal.
No caso dos inalatórios: 20% é absorvido pelo pulmão e 80% vai para deglutição -> metabolismo de 1ª passagem.
Mecanismo de Ação
Após o glicocorticóide atravessar a barreira fosfolipídica e se conectar ao receptor nuclear, ele ativa a transcrição gênica no DNA, que vai desencadear síntese de proteína Lipocortina, causando efeitos celulares.
Lipocortina: enzima induzida por glicocorticóides que inibe a Fosfolipase A2.
Fosfolipase A2: é responsável por reconhecer a lesão celular e expor o ácido araquidônico à ação da COX e da LIPOOX.
Com a Fosfolipase A2 inibida, não há o reconhecimento da lesão e nem a exposição do ácido araquidônico, inibindo consequentemente a ação da COX e da LIPOX.
COX: produz mediadores inflamatórios (prostaglandinas e prostaciclinas).
Duração de Ação – Inalatórios
Alta taxa de ligação às proteínas plasmáticas
Menor afinidade à 11beta hidroxiesteróide desidrogenase (enzima hepática que o degrada na biotransformação) – metabolização menor – ação de longa duração (frequência: 1x por dia)
Pode formar reserva no tecido adiposo
Maior afinidade ao receptor
Alterações nas moléculas
Funções Fisiológicas e Efeitos Farmacológicos
Alteram o metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas.
Tem ação hiperglicemiante – deve ser administrado com cuidado em diabéticos.
Tem ação catabólica nas proteínas – crianças com uso prologado de corticoide podem ter seu desenvolvimento afetado por conta da massa muscular perdida.
Tem ação catabólica nos lipídeos – mas, em contrapartida, há o acúmulo de adipócitos na face e na cintura.
Diminui a liberação de histamina pelos mastócitos e bradicinina – pode ter efeito antialérgico (em crise aguda, o uso de glicocorticóides é o mais indicado).
Deprime a imunidade celular e produz atrofia do tecido linfóide.
Diminui a migração leucocitária e a capacidade fagocitária.
Reduz a reatividade brônquica
Mantém a integridade da membrana celular e estabiliza a membrana dos lisossomos
Diminui a deposição de fibrina e proliferação de fibroblastos – retarda o processo de cicatrização.
Aumenta Lipocortina, inibindo Fosfolipase A2 (Logo, corticoides inibem indiretamente a Fosfolipase A2).
Exemplos
Os corticóides por via oral são utilizados para tratar a maioria dos problemas – são de ação intermediária – necessita utilizar de duas a três vezes por dia – alta taxa de metabolização.
Beclometasona, Clobetasol e Ancinonida são os mais recentes para uso inalatórios.
Quanto maior a ação –> mais potente como anti-inflamatórios – maiores efeitos adversos. Ex: dexametasona é mais potente que a cortisona.
Essa tabela é a que tem no RENAME e são os mais prescritos e utilizados.
Usos Clínicos
Processos inflamatórios
Manifestações clínicas: anafilaxia, dermatite de contato, asma, etc.
Imunossupressores: doenças auto-imunes (pênfigo, artrite reumatóide, psoríase, lúpus) e transplante de órgãos
Afecções hematológicas: leucemia linfoblástica, anemia hemolítica.
Afecções de SNC: para evitar edema e evitar aumento de pressão intracraniana
Efeitos adversos
Irritação gastrointestinal – inibição da PGE2 – não formação da camada de mucina.
Alterações comportamentais
Convulsão
Glaucoma e catarata
Hipertensão
Fragilidade capilar
Hiperglicemia (associada a hipertensão)
Tromboembolia
Pele fina e elástica
Estria
Alterações em pele e circulação sangüínea 
Alterações cardiovasculares
Diminuição da massa muscular
Perda de cálcio (osteoporose, principalmente em idosos e mulheres sem reposição hormonal)
Retardo do crescimento linear (durante a infância).
Candidíase oral
Síndrome de Cushing (acúmulo de gordura corporal, aumento do cortisol, exacerbação dos efeitos do glicocorticoide)
- É necessário o cuidado com o uso contínuo do fármaco, mas a terapia como antiinflamatório (de 3 a 5 dias) não terá muitos efeitos adversos.
- O uso contínuo de corticóides inalatórios mais modernos não tem tantos efeitos adversos.
- O uso tópico pode desenvolver microorganismos da própria microbiota do organismo, por isso devem ser utilizados com cautela. Ex: candidíase
Prednisona e Prednisolona
A prednisona é convertida em prednisolona – ou seja, é um pró-fármaco (precisa de uma enzima hepática pra converté-lo)
Em uma lesão na pele, é usado logo a prednisolona, pois não precisará da ação da enzima para ter o efeito esperado
Atrofia da Adrenal
Com o uso prolongado de corticoides exógenos, a produção endógena diminui.
Para o corpo voltar a produzir, é necessário fazer o desmame do medicamento antes de tirá-lo por completo.
Porém, a longo prazo, pode ter uma atrofia completa da adrenal, causando uma síndrome metabólica.