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2 FÁBRICAS DE LOUÇAS WEDGWOOD

Texto sobre a história das manufaturas e da cerâmica (séc. XV–XVIII): trata de oficinas e surgimento de manufaturas reais na França, expansão comercial, Meissen e Wedgwood, evolução da divisão do trabalho, venda por catálogo e técnicas de impressão em louça.

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Tipógrafos alemães se transferem para conventos e mosteiros da Itália que possuíam obras sacras.
Século XV - navegadores descobrem outras terras, continente americano e Oriente foram as principais 
descobertas e o mercado de troca se intensifica, gerando riqueza.
Itália se torna berço das artes. 
Oficinas eram separadas umas das outras, artesãos fabricavam 
seus produtos, independente uns dos outros. Oficinas em casa 
ou pequenas lojas.
Primeiras manufaturas iniciam na França e atendem à sociedade 
real de Luiz XIV. 
Superintendente da corte - Jean-Baptiste Colbert. 
Manufaturas são reunião de artesãos em local único. Aumentava a 
eficiência da produção e controle de qualidade. Fábricas produziam 
vidros e tapeçarias para o rei. Sistema passa a desenvolver móveis 
para os edifícios reais.
Manufatura real de móveis para a Coroa, Manufacture Nationale de Gobelins (1667)
Os gobelins (também chamados de gobelinos) são tapeçarias feitas em tecidos ricamente ilustrados com notáveis 
composições da Fábrica de Gobelins, na França, desde o século XVIII e ainda hoje em funcionamento.
Colbert contrata o pintor Charles Le Brun como diretor incumbido de inventar formas, conceber projetos, etc. Volume 
enorme e centenas de artesãos empregados - primeiro designer.
Disseminação por toda a Europa. 
Surgem pequenas olarias e indústrias 
têxteis, que necessitava do designer 
para a padronagem dos tecidos que 
estavam na moda. Menos de 100 anos, 
mais de 500 empregados.
Manufaturas da época eram iniciativas do governo que atendia a aristocracia do seu país e público burguês em ascensão.
Manufatura de cerâmica de Meissen na Alemanha (1709), produzindo porcelana por toda a Europa. Alemanha, França e Portugal 
próprias manufaturas reais de cerâmica.
Século XVIII: primeiras manufaturas de iniciativa privada. 
Fábrica de louças de Josiah Wedgwood (avô materno de Charles Darwin), junto com o aristocrata Thomas Bentley. Em 20 anos, 
transformou a fábrica de 2 homens em indústria de porte internacional, exportando para a Europa e Américas.
- aumento do consumo de chá, por ser em xícara de louça e não mais de metal
- aumento da população e expansão do comércio internacional.
- persistência em fazer o mais perfeito possível aos moldes estabelecidos pelos designers.
Conjunto de louça Wedgwood
imitando couve-flor, 
vidrado verde, c. 1760.
Utensílios neste estilo eram 
padrão de Wedgwood no 
começo da década de 1760.
Cerâmica preta de Wedgwood imitando basalto, usada na antiguidade, como na escultura egípcia
Meta dos empresários do fim do século XVIII: fabricar produtos de forma mais rápida e homogênea possível. 
Divisão de trabalho é mais necessária e específica. Foi feita uma divisão de trabalho especial na fábrica de Etrúria, Inglaterra 
(1769), com todos os trabalhadores em uma só fábrica, preservando cada grupo de trabalho em sub oficinas. Cada sub oficina 
dependia da outra, permitindo autonomia aos funcionários. 
A divisão melhorava a eficiência e eficácia do 
processo, reduzindo custos de produção. Adotou 
método de venda por encomenda, só 
produzindo o que já estava vendido. Em 1774, 
onde havia lojas com amostras de produtos, 
adotou-se a venda por catálogo. Seus objetos 
finais eram muito próximos aos impressos no 
catálogo.
A dupla John Sadler e Guy Green, sócios de empresa de impressão em cerâmica, a Printed Ware Factory, de Liverpool. 
Técnica revolucionária de impressão em louças que se tornou moda na Europa e EUA até a década de 1820. Impressão de 
desenhos personalizados, diferente da porcelana, muitos desenhos de cenas clássicas de flores e campestres, heróis nos 
campos de batalhas.

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