Logo Passei Direto
Buscar

Resumo Geral Historia da Arte- Arquitetura

Texto sobre a arte na era das revoluções (1776–1848), discute influência da Revolução Industrial, Americana e Francesa, a laicização temática, academicismo e obras napoleônicas (Jacques-Louis David, A Morte de Marat), e o Realismo francês (Courbet, Millet, Rodin).

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

A ARTE NA ERA DAS REVOLUÇÕES
O período compreendido entre os anos de 1776 e 1848 foi marcado, tanto na 
Europa como na América, por importantes movimentos que conduziram à 
transformação da sociedade ocidental. Esses movimentos foram: a Primeira Revolução 
Industrial, ocorrida inicialmente na Inglaterra a partir de 1750, e que modificou o modo 
de produção econômico e as próprias relações sociais na Europa; a Revolução 
Americana (1776), da qual resultaram a indepedência dos Estados Unidos e o início da 
derrocada do antigo sistema colonial no continente americano; a Revolução Francesa
(1789), que pôs fim ao sistema feudal na França; e as diversas revoluções que 
eclodiram em diferentes regiões da Europa no 1848, com base em ideias como o 
liberalismo, o socialismo e o nacionalismo, princípios novos queconduziram à derrubada 
das relações políticas, econômicas e sociais que predominavam no continente desde a 
Idade Média. A produção artística desse período de intensas transformações também 
sofreu modificações importantes.
A Revolução Francesa constituiu um dos mais importantes momentos da história 
da civilização ocidental, sendo responsável pelo estabelecimento dos princípios 
humanistas da igualdade, da liberdade e da fraternidade, que se contrapunham ao 
sistema de privilégios do Antigo Regime. Fundada nos ideais da racionalidade 
iluminista, a Revolução Francesa abriu as portas para uma nova forma de arte, que não 
mais expressaria a vontade divina, mas os anseios, dramas e práticas cotidianas dos 
próprios seres humanos. Foi neste sentido que a arte ocidental caminhou, a partir de 
então, na direção de sua constante laicização: os temas bíblicos foram substituídos, na 
pintura e na escultura, por temas mitológicos e do cotidiano burguês. Ademais, os 
artistas passaram a servir não mais à Igreja, doravante decadente como centro de 
irradiação do poder político, mas aos novos líderes políticos, em especial Napoleão 
Bonaparte, tornado imperador francês em 1799, e que pretendeu estender a toda a 
Europa os ideais da Revolução Francesa e suplantar a sua principal rival, a Inglaterra, 
no campo econômico, como principal fornecedora de produtos industrializados para o 
velho continente e para o Novo Mundo. Em diferentes obras, a representação de temas 
da mitologia greco-romana servia ao propósito de simbolização do caráter eterno do 
poder, encarnado na figura de Napoleão. Particularmente, no que se refere à pintura, 
predominavao denominado academicismo, pois os artistas seguiam modelos e regras 
que eram aprendidas nas escolas de Belas Artes. Entre os pintores do período, cabe 
destacar a atuação de Jacques Louis David, artista oficial do Império napoleônico, cujas 
obras representam momentos históricos, cenas mitológicas, paisagens, além de 
retratos e nus, em geral carregados de realismo e emoção.
A pintura a seguir, chamada A morte de Marat ou Marat assassinado, retrata o 
revolucionário francês Jean-Paul Marat em sua casa, após ter sido assassinado por 
Charlotte Corday em 13 de julho de 1793. Note que, na caixa de madeira cuja forma se 
assemelha à uma pedra tumular, há uma inscrição, tratando-se de uma homenagem a 
Marat, quem o pintor conhecia em vida e supostamente teria visto um dia antes de sua 
morte.
Acesso em 17/05/2015
http://www.jornalopcao.com.br/arquivos_2013/images/2008/A%20morte%20de%20Mar at,%
20de%20Jacques-Louis%20David.jpg
A ARTE E A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
REALISMO
A pintura Realista desenvolveu-se principalmente na França, na segunda 
metade do século XIX, paralelamente ao contínuo processo de transformação 
promovido, sobretudo nas cidades, pela Revolução Industrial. O Realismo consistiu 
numa nova estética, a qual se fundava no propósito de aplicar, no campo artístico, o 
mesmo rigor de interpretação e domínio da natureza conquistado no campo científico. 
Neste sentido, a arte preconizava o abandono da subjetividade e da emoção, 
caracterizando-se pela busca da objetividade, de modo racional. 
O principal representante do Realismo, na pintura, é Gustave Courbet 
(1819-1877), que retratou em suas obras, principalmente, cenas da vida cotidiana das 
classes trabalhadoras. Courbet era declaradamente socialista. Outro artista importante 
ligado ao Realismo é Jean-François Millet, homem muito religioso, amante da natureza 
e que trabalhara desde jovem no campo. Sua pintura representa, sobretudo, os 
vínculos entre o homem e a terra. Imagem: Moças Peneirando o Trigo, 1854.
http://warburg.chaa-unicamp.com.br/img/obras/4468_original.jpg
Além da obra pictórica de Courbet e Millet, cabe fazer referência, no Realismo, à 
produção do escultor Auguste Rodin, que se afastou dos princípios idealistas e 
procurou criar estátuas que representavam a realidade no modo como ela é, dando 
preferência a temáticas contemporâneas e à busca de registrar o momento específico 
de uma atitude, como na sua obra O Beijo, década de 1890, escultura em mármore. 
Museu Rodin, Paris.
Acesso em 17/05/2015
https://pizzaburnets.files.wordpress.com/2011/04/rodin_obeijo_exposicao.jpg
NATURALISMO
A partir de 1830, surge uma nova forma de representação da realidade com as 
inovações que a máquina permitia: a fotografia.Os artistas perceberam o limite das 
possibilidades da arte na mimese do real. Abandonando um pouco as questões 
ideológicas (crítica social) do Realismo, os artistas naturalistas empreenderam uma 
caminhada em busca da reprodução fiel das paisagens urbanas ou não, sem o caráter 
idealizado do Realismo. Sua prática ocorria ao ar livre, característica adotada 
posteriormente também pelos impressionistas para garantir o contato direto com o real. 
Entre os principais artistas naturalistas estão Theodore Rousseau (1812-1867) e 
Camille Corot (1796-1875). Imagem a seguir de Camille Corot.
Acesso em 17/05/2015 http://www.pototschnik.com/wp-content/uploads/2014/05/corot-a-the-path.jpg
ROMANTISMO
No Romantismo, os artistas afastaram-se da representação do real. O interesse 
era o de representar valores sociais simbolizados nas próprias pinturas por figuras 
humanas, seus trajes, seus gestos e mesmo os objetos que portavam. A pintura 
adquire um caráter eminentemente retórico, tornando-se discurso sobre o rela, 
representando as mudanças sociais e políticas decorrentes da ascensão da burguesia 
ao poder. Por esse motivo, as cenas do cotidiano, do povo e seus costumes são os 
preferidos pelos artistas. Um dos artistas mais representativos desse período foi 
Eugène Delacroix (1798-1863), autor do primeiro quadro político da História da Arte, A 
Liberdade guiando o povo (1830). A ideia de liberdade estava impregnada de valores 
nacionalistas e de independência da pátria. Delacroix sintetiza nesta obra os principais 
elementos da pintura romântica: a sua forte carga emocional e o apelo a símbolos da 
nacionalidade e liberdade, que representavam a ideia de mobilização das camadas 
populares no caminho da libertação dos grilhões do Antigo Regime.
Acesso em 17/05/2015 http://abstracaocoletiva.com.br/wp-content/uploads/2012/11/53.jpg
AS NOVAS FORMAS DE REPRESENTAÇÃO NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO 
XIX
A síntese da forma na obra pictórica de Paul Cézanne
Um dos mais importantes artistas do Ocidente, e que influenciou muitas 
gerações de pintores, nas quais se incluem Pablo Picasso e Georges Braque, foi o 
francês Paul Cézanne (1839-1906). Ele não considerava que a arte tivesse como papel 
a fiel representação da realidade, nem o mero registro das impressões decorrentes dos 
sentidos, mas antes, a busca da interpretação do real. Noutros termos, segundo 
Cézanne, o artista não reproduz, mas interpreta a realidade. Tendo iniciado a sua 
carreira com obras de cunho sensual, como A Orgia, Cézanne destacou-se sobretudo, 
na História da Arte, pelo rigor técnico com que buscou a geometrização em suas 
pinturas, empregando com maior constância formas cilíndricas,esféricas e cônicas, 
tornando-se um precursor do Cubismo. Veja exemplo:
Paul Cézanne. Monte Sainte-Victoire. Óleo s/ tela.
Acesso em 17/05/2015
http://uploads5.wikiart.org/images/paul-cezanne/mont-sainte-victoire-3.jpg
A busca da ruptura com os padrões clássicos: pintura, design e arquitetura
A introdução da máquina como elemento fundamental do ciclo produtivo 
propiciou, em meados do século XIX, um debate exaustivo sobre a relação entre 
artesanato versus indústria e, por conseguinte, entre arte versus artesanato. Na 
Primeira Exposição Universal de 1851, realizada no Palácio de Cristal em Londres, 
ficara patente a necessidade de adequar as formas dos objetos produzidos 
artesanalmente pelo homem aos novos tempos, agora, os da máquina.Formou-se 
então na Inglaterra um movimento denominado Arts and Crafts liderado por artistas 
como William Morris (1834-1896) e John Ruskin (1819-1900), que rejeitavam a forma 
de produção industrial. Defendiam o artesanato e buscavam nas corporações e guildas 
da Idade Média, uma saída plausível para a organização da produção nos novos 
tempos. Mais ao final do século XIX, no entanto, surge na Europa um movimento 
antagônico ao Arts and Crafts nos seus objetivos. Com diversas denominações, a Arte 
Nova, ou Art Nouveau pretendia avançar a questão da produção em série a partir dos 
novos materiais: o ferro e o vidro. Por isso, era necessário buscar novas formas, que 
rompessem com o clássico, já que produzir nesses padrões implicava no artesanato. 
No entanto, as formas e as referências utilizadas pela Arte Nova para romper com o 
clássico tinham forte influência da pintura oriental, com utilização de formas da 
natureza, portanto linhas curvas e temas florais. Nesse sentido, a tentativa viu-se 
frustrada para alcançar rapidamente uma solução para a produção em série dos 
objetos, acessórios da construção e da própria edificação. Rapidamente, os arquitetos 
e artistas perceberam que as formas da Arte Nova não implementariam a produção 
racional e industrial. O trabalho manual continuava a ser necessário para obter os 
resultados formais pretendidos.
Já na primeira década do século XX, mais precisamente em 1907, na 
Alemanha é fundada a Werkbund, uma sociedade de artesãos e artistas com o objetivo 
de relacionar a arte e a indústria por meio do ensino e da propaganda. Diferentemente 
do movimento inglês Arts and Crafts, a Werkbund concilia a máquina na produção 
artística, de forma a abrir terreno seguro para que Walter Gropius (1883-1969), em 
1919 fundasse em Weimar, também na Alemanha, a primeira e mais importante escola 
de arte, design, arquitetura e urbanismo, a Bauhaus (1919-1933).
Impressionismo
A pintura denominada impressionista desenvolveu-se Europa no século XIX. 
Essa denominação tem a sua origem em uma famosa tela, de autoria de Claude Monet, 
intitulada Impressão, nascer do Sol, de 1872. Os artistas vinculados a esse movimento 
desprenderam-se da preferência por temas da mitologia greco-romana e puseram de 
lado a preocupação com a reprodução fiel (mimese) da realidade. Conferiam maior 
relevância aos próprios quadros, considerados importantes em si mesmos como obras 
de arte. O seu interesse central era a exploração dos efeitos de movimento e de 
luminosidade, obtidos a partir de pinceladas soltas, sem traço de desenho. Em geral, os 
impressionistas pintavam em meio à natureza e nos espaços abertos das cidades, 
visando observar melhor as variações decorrentes das mudanças da luz incidindo sobre 
pessoas e objetos durante o dia e a noite.
Acesso em 17/05/2015 
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/5c/Claude_Monet,_Impression,_soleil_levant,_
1872.jpg/780px-Claude_Monet,_Impression,_soleil_levant,_1872.jpg
Expressionismo
O expressionismo desenvolveu-se na Europa entre o final do século XIX e o 
início do século XIX. Os artistas que tomaram parte nesse movimento privilegiavam os 
aspectos internos do processo de produção artística, em detrimento de suas 
manifestações exteriores. Por esse motivo, conferiam às suas obras uma forte carga de 
subjetividade, tornando-as expressão direta dos seus interiores.
Embora tenha se manifesta do em diferentes campos das artes,foi na pintura 
que se inaugurou o movimento expressionista, tendo constituído, ao lado do Fauvismo, 
o início das vanguardas históricas. Ademais, devido às suas próprias características 
que conduziam a uma supervalorização da individualidade artística, o Expressionismo 
figurou-se por certa heterogeneidade de estilos, tendo sido, por isso mesmo, sobretudo, 
uma postura diante da arte que congregou diferentes artistas, de características 
intelectuais diversas. Há ainda que observar que o Expressionismo originou-se em 
contraposição ao Impressionismo, em particular contra as suas tendências naturalistas 
e positivistas. Por essa razão, conforme indicado anteriormente, os expressionistas 
privilegiavam a intuição e o personalismo, enfatizando a interioridade de cada artista. 
Noutros termos, o Expressionismo deforma o real a fim de explicar a subjetividade do 
artista e da própria natureza, privilegiando a manifestação dos sentimentos e não a 
descrição objetiva da realidade.
Acesso em 17/05/2015 http://ulbra-to.br/encena/uploads/O-Grito.jpg
Fauvismo
O Fauvismo (também conhecido como Fovismo) nasceu em 1905, em Paris, 
a partir da exposição no Salão de Outono. Naquela ocasião, certos artistas expuseram 
obras em que empregavam as cores puras de forma muito intensa, e, por esse motivo, 
passaram a ser denominados fauves (feras, em português). Na pintura fauvista não há 
preocupação com o realismo da representação nem interessam formas ou figuras e 
técnicas de desenho, já que a própria perspectiva é abandonada em favor do 
tratamento exclusivo da cor. Henri Matisse (1869-1954) foi um dos artistas mais 
relevantes do Fauvismo. Em seguida, a pintura de Matisse, intitulada a Dança de 1909.
Acesso em 17/05/2015
http://galeriadefotos.universia.com.br/uploads/2012_04_04_23_39_110.jpg
A ERA DA MÁQUINA E AS VANGUARDAS ARTÍSTICAS
Os movimentos transformadores da arte: os ismos
Entre as principais mudanças ocorridas no campo das artes no início do 
século XX estão as denominadas vanguardas artísticas. A denominação de vanguarda 
deve-se ao caráter ideológico e político do período pré-guerra e entre guerras, ao longo 
dos quais as mudanças sociais foram bastante acentuadas (como a Revolução 
Bolchevique na Rússia em 1917, por exemplo), não ficando as artes alheias a isso. Os 
artistas pretendiam e entendiam que as transformações sociais seriam possíveis a partir 
da arte, que, neste sentido, deteria função civilizatória. O caráter urbano e industrial da 
vida cotidiana alimentou as temáticas predominantes no qual a máquina tem papel 
fundamental: a velocidade, a energia, o tema da reprodução em série e a própria guerra 
constituíram assuntos recorrentes nas obras dos artistas. A natureza, entendida agora 
como artificial, é o novo mundo com o qual a arte presta contas em seu caminho rumo à 
abstração. O termo vanguarda na História da Arte do século XX foi tomado de 
empréstimo do vocabulário militar, no qual designava as tropas de infantaria que iam à 
frente dos batalhões para verificar a situação do inimigo e eventualmente fazer 
pequenas ações subversivas (avant-garde). No campo da arte, passou a significar a 
luta contra estilos do passado que representavam os valores burgueses.

Mais conteúdos dessa disciplina