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Suficiência
Contábil
Ano 2017
Prova 2011.1
Comentada
Suficiência  Contábil  
 
ÍNDICE 
Caderno de Prova do Exame de Suficiência 2011.1.........P. 3 
Gabarito .................................................................. P. 25 
Resolução da Prova ..................................................P. 26 
 
 
Olá! 
Este material corresponde à resolução detalhada de cada 
questão do Exame de Suficiência 2011.1. 
Temos aprovado centenas de candidatos a cada exame. 
Tenho certeza que, com um pouco de dedicação, você também irá 
entrar para a lista de aprovados(as)! 
A nossa meta é a sua aprovação. Aproveite bastante este 
material. E você já sabe, em caso de dúvidas, basta entrar em 
contato conosco pelo email abaixo: 
Contato@SuficienciaContabil.com.br 
 
Bons estudos, 
  
Érico Almeida 
Coordenador 
 
	
  
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE 
EXAME DE SUFICIÊNCIA 
Bacharel em Ciências Contábeis 
 
 
 7 
1. Uma sociedade empresária adquiriu mercadorias para revenda por R$5.000,00, 
neste valor incluído ICMS de R$1.000,00. No mesmo período, revendeu toda a 
mercadoria adquirida por R$9.000,00, neste valor incluído ICMS de R$1.800,00. A 
sociedade empresária registrou, no período, despesas com representação 
comercial no montante de R$1.200,00 e depreciação de veículos de R$200,00. 
 
Na Demonstração do Valor Adicionado - DVA, elaborada a partir dos dados 
fornecidos, o valor adicionado a distribuir é igual a: 
 
 
a) R$1.800,00. 
b) R$2.600,00. 
c) R$3.200,00. 
d) R$4.000,00. 
 
 
 
 
 
 
 
2. Uma companhia efetuou, em dezembro de 2010, a venda de mercadorias para 
recebimento com prazo de 13 meses, considerando uma taxa de juros de 10% no 
período. O valor da nota fiscal foi de R$110.000,00. 
 
O registro contábil CORRETO no ato da transação é: 
 
 
 
a) Débito: Contas a Receber (Ativo Não Circulante) R$110.000,00 
 Crédito: Receita Bruta de Vendas R$110.000,00 
 
 
b) Débito: Contas a Receber (Ativo Não Circulante) R$110.000,00 
 Crédito: Receita Bruta de Vendas R$100.000,00 
 Crédito: Receita Financeira R$10.000,00 
 
 
c) Débito: Contas a Receber (Ativo Não Circulante) R$100.000,00 
 Crédito: Receita Bruta de Vendas R$100.000,00 
 
 
d) Débito: Contas a Receber (Ativo Não Circulante) R$110.000,00 
 Crédito: Receita Bruta de Vendas R$100.000,00 
 Crédito: Receita Financeira a Apropriar (Ativo Não Circulante) R$10.000,00 
 
 
 
 
 
3
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE 
EXAME DE SUFICIÊNCIA 
Bacharel em Ciências Contábeis 
 
 
 8 
3. Uma sociedade empresária realizou as seguintes aquisições de produtos no 
primeiro bimestre de 2011: 
 
3.1.2011 40 unidades a R$30,00 
24.1.2011 50 unidades a R$24,00 
1.2.2011 50 unidades a R$20,00 
15.2.2011 60 unidades a R$20,00 
Sabe-se que: 
 
 A empresa não apresentava estoque inicial. 
 No dia 10.2.2011, foram vendidas 120 unidades de produtos ao preço de 
R$40,00 cada uma. 
 Não será considerada a incidência de ICMS nas operações de compra e 
venda. 
 O critério de avaliação adotado para as mercadorias vendidas é o PEPS. 
 
O Lucro Bruto com Mercadorias, a quantidade final de unidades em estoque e o 
valor unitário de custo em estoques de produtos, no dia 28.2.2011, são de: 
 
a) R$1.800,00 e 80 unidades a R$20,00 cada. 
b) R$1.885,71 e 80 unidades a R$24,29 cada. 
c) R$1.980,00 e 80 unidades a R$23,50 cada. 
d) R$2.040,00 e 80 unidades a R$23,00 cada. 
 
4. Uma determinada sociedade empresária, em 31.12.2010, apresentou os 
seguintes saldos: 
 
Caixa R$ 6.500,00 
Bancos Conta Movimento R$ 14.000,00 
Capital Social R$ 20.000,00 
Custo das Mercadorias Vendidas R$ 56.000,00 
Depreciação Acumulada R$ 1.500,00 
Despesas Gerais R$ 23.600,00 
Fornecedores R$ 9.300,00 
Duplicatas a Receber em 60 dias R$ 20.900,00 
Equipamentos R$ 10.000,00 
Reserva de Lucros R$ 3.000,00 
Estoque de Mercadorias R$ 4.000,00 
Receitas de Vendas R$ 97.700,00 
Salários a Pagar R$ 3.500,00 
 
Após a apuração do Resultado do Período e antes da sua destinação, o total do 
Patrimônio Líquido e o total do Ativo Circulante são, respectivamente: 
 
a) R$37.100,00 e R$41.400,00. 
b) R$37.100,00 e R$46.100,00. 
c) R$41.100,00 e R$45.400,00. 
d) R$41.100,00 e R$50.400,00. 
 
4
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE 
EXAME DE SUFICIÊNCIA 
Bacharel em Ciências Contábeis 
 
 
 9 
5. A movimentação ocorrida nas contas de Reservas de Lucros em um determinado 
período é evidenciada na seguinte demonstração contábil: 
 
a) Balanço Patrimonial 
b) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido 
c) Demonstração dos Fluxos de Caixa 
d) Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados 
 
 
6. Uma determinada sociedade empresária apresentou os seguintes dados 
extraídos da folha de pagamento: 
 
Empregados Salário mensal 
Empregado A R$1.500,00 
Empregado B R$1.200,00 
 
Foi solicitado que a empresa elaborasse as demonstrações contábeis para 
janeiro de 2011. 
Considerando os dados da folha de pagamento e a premissa de que o percentual 
total dos Encargos Sociais é de 20%, em janeiro de 2011, a empresa deverá 
registrar um gasto total com o 13º Salário e Encargos Sociais no montante de: 
 
a) R$112,50. 
b) R$225,00. 
c) R$270,00. 
d) R$540,00. 
 
7. Uma determinada sociedade empresária vendeu mercadorias para sua 
controladora por R$300.000,00, auferindo um lucro de R$50.000,00. No final do 
exercício, remanescia no estoque da controladora 50% das mercadorias 
adquiridas da controlada. O valor do ajuste referente ao lucro não realizado, para 
fins de cálculo da equivalência patrimonial, é de: 
 
a) R$25.000,00. 
b) R$50.000,00. 
c) R$150.000,00. 
d) R$300.000,00. 
 
8. Uma empresa adquiriu um ativo em 1º de janeiro de 2009, o qual foi registrado 
contabilmente por R$15.000,00. A vida útil do ativo foi estimada em cinco anos. 
Espera-se que o ativo, ao final dos cinco anos, possa ser vendido por R$3.000,00. 
Utilizando-se o método linear para cálculo da depreciação e supondo-se que não 
houve modificação na vida útil estimada e nem no valor residual, ao final do ano 
de 2010, o valor contábil do ativo líquido será de: 
 
a) R$7.200,00. 
b) R$9.000,00. 
c) R$10.200,00. 
d) R$12.000,00. 
5
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE 
EXAME DE SUFICIÊNCIA 
Bacharel em Ciências Contábeis 
 
 
 10 
9. Uma entidade apresenta, em 31.12.2010, os seguintes saldos de contas: 
 
CONTAS Saldos (R$) 
Ações de Outras Empresas - Para Negociação Imediata 400,00 
Ações em Tesouraria 300,00 
Ajustes de Avaliação Patrimonial (saldo devedor) 900,00 
Aplicações em Fundos de Investimento com Liquidez Diária 2.600,00 
Bancos Conta Movimento 6.000,00 
Caixa 700,00 
Capital Social 40.000,00 
Clientes - Vencimento em março/2011 12.000,00 
Clientes - Vencimento em março/2012 6.600,00 
Clientes - Vencimento em março/2013 4.000,00 
Depreciação Acumulada 8.800,00 
Despesas Pagas Antecipadamente (prêmio de seguro com 
vigência até dezembro/2011) 300,00 
Estoque de Matéria-Prima 5.000,00 
Financiamento Bancário (a ser pago em 12 parcelas mensais 
de igual valor, vencendo a primeira em janeiro de 2011) 30.000,00 
Fornecedores 19.000,00 
ICMS a Recuperar 600,00 
Imóveis de Uso 26.000,00 
Impostos a Pagar (Vencimento em janeiro/2011) 6.400,00 
Máquinas 18.000,00 
Obras de Arte 4.000,00 
Participação Societária em Empresas Controladas 14.000,00 
Participações Permanentes no Capital de Outras Empresas 1.000,00 
Reserva Legal 4.000,00 
Reservas de Capital 2.200,00 
Veículos 8.000,00 
 
 
 
No Balanço Patrimonial, o saldo do Ativo Circulante é igual a: 
 
 
 
a) R$24.300,00. 
b) R$25.000,00. 
c) R$27.200,00. 
d) R$27.600,00. 
 
 
 
6
CONSELHOFEDERAL DE CONTABILIDADE 
EXAME DE SUFICIÊNCIA 
Bacharel em Ciências Contábeis 
 
 
 11 
10. Uma sociedade empresária apresentou, no exercício de 2010, uma variação 
positiva no saldo de caixa e equivalentes de caixa no valor de R$18.000,00. 
Sabendo-se que o caixa gerado pelas atividades operacionais foi de 
R$28.000,00 e o caixa consumido pelas atividades de investimento foi de 
R$25.000,00, as atividades de financiamento: 
 
 
a) geraram um caixa de R$21.0000,00. 
b) consumiram um caixa de R$15.000,00. 
c) consumiram um caixa de R$21.000,00. 
d) geraram um caixa de R$15.000,00. 
 
 
11. Uma empresa pagou, em janeiro de 2010, o aluguel do galpão destinado à área 
de produção, relativo ao mês de dezembro de 2009. O lançamento 
correspondente ao pagamento do aluguel irá provocar: 
 
 
a) um aumento nas Despesas e uma redução de igual valor no Ativo. 
b) um aumento nos Custos e uma redução de igual valor no Ativo. 
c) uma redução no Ativo e uma redução de igual valor no Passivo. 
d) uma redução no Ativo e uma redução de igual valor no Patrimônio Líquido. 
 
 
12. De acordo com os dados abaixo e sabendo-se que o Estoque Final de 
Mercadorias totaliza R$350.000,00, em 31.12.2010, o Resultado Líquido é de: 
 
 
 
Contas Valor 
Caixa R$ 80.000,00 
Capital Social R$ 50.000,00 
Compras de Mercadorias R$ 800.000,00 
Depreciação Acumulada R$ 65.000,00 
Despesas com Juros R$ 110.000,00 
Despesas Gerais R$ 150.000,00 
Duplicatas a Pagar R$ 355.000,00 
Duplicatas a Receber R$ 140.000,00 
Estoque Inicial de Mercadorias R$ 200.000,00 
Móveis e Utensílios R$ 70.000,00 
Receita com Juros R$ 80.000,00 
Receitas com Vendas R$ 1.000.000,00 
 
 
a) R$170.000,00. 
b) R$240.000,00. 
c) R$350.000,00. 
d) R$390.000,00. 
 
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CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE 
EXAME DE SUFICIÊNCIA 
Bacharel em Ciências Contábeis 
 
 
 12 
13. Uma indústria apresenta os seguintes dados: 
 
Aluguel de setor administrativo R$ 80.000,00 
Aluguel do setor de produção R$ 56.000,00 
Depreciação da área de produção R$ 38.000,00 
Mão de Obra Direta de produção R$ 100.000,00 
Mão de Obra Direta de vendas R$ 26.000,00 
Material requisitado: diretos R$ 82.000,00 
Material requisitado: indiretos R$ 70.000,00 
Salários da diretoria de vendas R$ 34.000,00 
Seguro da área de produção R$ 38.000,00 
 
Analisando-se os dados acima, assinale a opção CORRETA. 
 
a) O custo de transformação da indústria totalizou R$302.000,00, pois o custo de 
transformação é a soma da mão de obra direta e custos Indiretos de 
fabricação. 
b) O custo do período da indústria totalizou R$444.000,00, pois o custo da 
empresa é a soma de todos os itens de sua atividade. 
c) O custo do período da indústria totalizou R$524.000,00, pois o custo da 
empresa é a soma de todos os itens apresentados. 
d) O custo primário da indústria totalizou R$208.000,00, pois o custo primário 
leva em consideração a soma da mão de obra e do material direto. 
 
14. No mês de setembro de 2010, foi iniciada a produção de 1.500 unidades de um 
determinado produto. Ao final do mês, 1.200 unidades estavam totalmente 
concluídas e restaram 300 unidades em processo. O percentual de conclusão 
das unidades em processo é de 65%. O custo total de produção do período foi 
de R$558.000,00. O Custo de Produção dos Produtos Acabados e o Custo de 
Produção dos Produtos em Processo são, respectivamente: 
 
a) R$446.400,00 e R$111.600,00. 
b) R$480.000,00 e R$78.000,00. 
c) R$558.000,00 e R$0,00. 
d) R$558.000,00 e R$64.194,00. 
 
15. Uma matéria-prima foi adquirida por R$3.000,00, incluídos nesse valor R$150,00 
referentes a IPI e R$342,00 relativos a ICMS. O frete de R$306,00 foi pago pelo 
vendedor, que enviou o material via aérea, mas a empresa compradora teve que 
arcar com o transporte entre o aeroporto e a fábrica, que custou R$204,00. 
Considerando-se que os impostos são recuperáveis, o valor registrado em 
estoques será: 
 
a) R$2.508,00. 
b) R$2.712,00. 
c) R$3.018,00. 
d) R$3.204,00. 
 
8
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE 
EXAME DE SUFICIÊNCIA 
Bacharel em Ciências Contábeis 
 
 
 13 
16. O comprador de uma indústria tem a opção de compra de 5.000kg de matéria-
prima por R$2,00 o quilo, à vista, ou R$2,20 o quilo, para pagamento em dois 
meses. Em ambos os casos, incidirá IPI à alíquota de 10% e ICMS à alíquota de 
12%, recuperáveis em 1 (um) mês. Considerando uma taxa de juros de 10% ao 
mês, a melhor opção de compra para a empresa é: 
 
 
a) à vista, pois resulta em valor presente de R$9.000,00, enquanto a compra a 
prazo resulta em valor presente de R$9.900,00. 
b) à vista, pois resulta em valor presente de R$8.800,00, enquanto a compra a 
prazo resulta em valor presente de R$9.680,00. 
c) a prazo, pois resulta em valor presente de R$8.000,00, enquanto a compra à 
vista resulta em valor presente de R$9.000,00. 
d) a prazo, pois resulta em valor presente de R$7.800,00, enquanto a compra à 
vista resulta em valor presente de R$9.000,00. 
 
 
17. Uma determinada empresa apresentou os seguintes dados referentes ao ano de 
2010: 
 
- Estoque inicial igual a zero. 
- Produção anual de 500 unidades com venda de 400 unidades. 
- Custo Variável unitário de R$15,00. 
- Preço de Venda unitário de R$20,00. 
- Custo Fixo anual de R$2.000,00. 
- Despesas Fixas anuais de R$350,00. 
- Despesa Variável unitária de R$1,50 para cada unidade vendida. 
 
 
Sabendo-se que a empresa utiliza o Custeio por Absorção, seu Lucro Bruto e o 
Resultado Líquido em 2010, são, respectivamente: 
 
 
a) Lucro Bruto de R$2.000,00 e Lucro Líquido de R$1.050,00. 
b) Lucro Bruto de R$2.000,00 e Prejuízo de R$950,00. 
c) Lucro Bruto de R$400,00 e Lucro Líquido de R$50,00. 
d) Lucro Bruto de R$400,00 e Prejuízo de R$550,00. 
 
18. Uma determinada empresa, no mês de agosto de 2010, apresentou custos com 
materiais diretos no valor de R$30,00 por unidade e custos com mão de obra 
direta no valor de R$28,00 por unidade. Os custos fixos totais do período foram 
de R$160.000,00. Sabendo-se que a empresa produziu no mês 10.000 unidades 
totalmente acabadas, o custo unitário de produção pelo Método do Custeio por 
Absorção e Custeio Variável é, respectivamente: 
 
a) R$46,00 e R$44,00. 
b) R$58,00 e R$46,00. 
c) R$74,00 e R$58,00. 
d) R$74,00 e R$74,00. 
9
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE 
EXAME DE SUFICIÊNCIA 
Bacharel em Ciências Contábeis 
 
 
 14 
19. Uma empresa industrial aplicou no processo produtivo, no mês de agosto de 
2010, R$50.000,00 de matéria-prima, R$40.000,00 de mão de obra direta e 
R$30.000,00 de gastos gerais de fabricação. O saldo dos Estoques de Produtos 
em Elaboração, em 31.7.2010, era no valor de R$15.000,00 e, em 31.8.2010, de 
R$20.000,00. 
O Custo dos Produtos Vendidos, no mês de agosto, foi de R$80.000,00 e não 
havia Estoque de Produtos Acabados em 31.7.2010. Com base nas 
informações, assinale a opção que apresenta o saldo final, em 31.8.2010, dos 
Estoques de Produtos Acabados. 
 
a) R$35.000,00. 
b) R$55.000,00. 
c) R$120.000,00. 
d) R$135.000,00. 
 
20. Uma instituição social recebe recursos públicos e, portanto, está dentro do 
campo de aplicação da Contabilidade Aplicada ao Setor Público, devendo seguir 
o Princípio da Competência. A referida instituição tem ainda como fonte de 
receita a contribuição mensal de seus associados, que se reuniram e resolveram 
pagar de uma só vez o valor de R$30.000,00 correspondente a três exercícios, 
com o objetivo de formar um fundo financeiro. Nos três exercícios, essa 
organização tem custos de impressão de folhetos informativos da ordem de 
R$5.000,00 em cada ano e, no segundo ano, resolveu fazer um seguro cujo 
prêmio foi pago em dinheiro no valor de R$3.000,00 com cobertura para o 
segundo e o terceiro anos. Com base nos valores informadose nos conceitos 
relativos ao Princípio de Competência, é CORRETO afirmar que a instituição irá 
apurar: 
 
a) déficit de R$8.000,00 em todos os exercícios. 
b) déficit de R$8.000,00 no segundo e de R$5.000,00 no terceiro ano; superávit 
de R$25.000,00 no primeiro ano. 
c) superávit de R$5.000,00 no primeiro ano e de R$3.500,00 no segundo e no 
terceiro anos. 
d) superávit de R$8.000,00 em todos os exercícios. 
 
21. Indique o registro contábil CORRETO, considerando as informações disponíveis, 
para registrar a Previsão Inicial da Receita Orçamentária: 
 
a) Débito: Previsão Inicial da Receita Orçamentária 
 Crédito: Receita Orçamentária a Realizar 
 
b) Débito: Receita a Realizar 
 Crédito: Receita Fixada 
 
c) Débito: Variação Patrimonial Diminutiva 
 Crédito: Variação Patrimonial Aumentativa 
 
d) Débito: Receita a Realizar 
 Crédito: Variação Patrimonial Aumentativa 
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CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE 
EXAME DE SUFICIÊNCIA 
Bacharel em Ciências Contábeis 
 
 
 15 
22. Em 31 de dezembro de 2010, uma determinada companhia publicou a seguinte 
demonstração contábil: 
 
 
 
Balanço Patrimonial (em R$) 
 
 2009 2010 2009 2010 
ATIVO 88.400,00 107.000,00 PASSIVO E PL 88.400,00 107.000,00 
Ativo Circulante 57.400,00 61.800,00 Passivo Circulante 36.600,00 43.400,00 
Disponível 1.400,00 6.600,00 Fornecedores 22.000,00 28.000,00 
Clientes 24.000,00 27.200,00 Contas a Pagar 
Empréstimos 
5.600,00 
9.000,00 
9.400,00 
6.000,00 Estoques 32.000,00 28.000,00 
Ativo Não Circulante 31.000,00 45.200,00 Passivo Não Circulante 21.800,00 30.000,00 
Realizável a Longo Prazo 
Imobilizado 
12.000,00 
19.000,00 
18.000,00 
27.200,00 
Empréstimos 
Patrimônio Líquido 
21.800,00 
30.000,00 
30.000,00 
33.600,00 
 Capital 30.000,00 33.600,00 
 
 
 
 
Com relação ao Balanço Patrimonial acima, assinale a opção CORRETA: 
 
 
 
a) O Capital Circulante Líquido foi ampliado em R$2.400,00 e o Quociente de 
Liquidez Corrente foi reduzido em 0,15. 
b) O Capital Circulante Líquido foi ampliado em R$4.600,00 e o Quociente de 
Liquidez Corrente foi reduzido em 0,10. 
c) O Capital Circulante Líquido foi reduzido em R$2.400,00 e o Quociente de 
Liquidez Corrente foi reduzido em 0,15. 
d) O Capital Circulante Líquido foi reduzido em R$4.600,00 e o Quociente de 
Liquidez Corrente foi reduzido em 0,10. 
 
 
 
23. Uma empresa de treinamento está planejando um curso de especialização. Os 
custos previstos são: Custos Variáveis de R$1.200,00 por aluno e Custos Fixos 
de R$72.000,00, dos quais R$4.800,00 referem-se à depreciação de 
equipamentos a serem utilizados. O curso será vendido a R$6.000,00 por aluno. 
O Ponto de Equilíbrio Contábil se dá com: 
 
 
 
a) 10 alunos. 
b) 12 alunos. 
c) 14 alunos. 
d) 15 alunos. 
 
 
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 16 
24. Uma fábrica de camisetas produz e vende, mensalmente, 3.500 camisetas ao 
preço de R$5,00 cada. As despesas variáveis representam 20% do preço de 
venda e os custos variáveis são de R$1,20 por unidade. A fábrica tem 
capacidade para produzir 5.000 camisetas por mês, sem alterações no custo fixo 
atual de R$6.000,00. Uma pesquisa de mercado revelou que ao preço de 
R$4,00 a unidade, haveria demanda no mercado para 6.000 unidades por mês. 
 
Caso a empresa adote a redução de preço para aproveitar o aumento de 
demanda, mantendo a estrutura atual de custos fixos e capacidade produtiva, o 
resultado final da empresa: 
 
a) aumentará em R$2.200,00. 
b) aumentará em R$200,00. 
c) reduzirá em R$3.500,00. 
d) reduzirá em R$800,00. 
 
25. Um analista de custos resolveu aplicar as técnicas de análise do Ponto de 
Equilíbrio Contábil para verificar o desempenho de uma determinada empresa. 
Sabia que a empresa vinha vendendo, nos últimos meses, 30.000 pacotes de 
produtos/mês, à base de R$35,00 por pacote. Seus custos e despesas fixas têm 
sido de R$472.500,00 ao mês e os custos e despesas variáveis, de R$15,00 por 
pacote. 
 
 A margem de segurança é de: 
 
a) R$223.125,00. 
b) R$270.000,00. 
c) R$826.875,00. 
d) R$1.050.000,00. 
 
26. Uma empresa incorreu nas seguintes operações em determinado mês: 
 
- O Departamento de Compras comprou matéria-prima no valor de R$25,00 e 
incorreu em gastos próprios no valor de R$5,00. 
- O Departamento de Produção recebeu a matéria-prima do Departamento de 
Compras e incorreu em gastos próprios no valor de R$50,00 para produzir o 
produto. 
- O Departamento de Vendas recebeu o produto produzido pelo Departamento 
de Produção e incorreu em gastos próprios no valor de R$20,00. 
- O preço de venda para o consumidor final foi de R$120,00. 
 
Considerando que a transferência entre os departamentos ocorreu pelo custo 
total realizado, é INCORRETO afirmar que: 
 
a) o custo total do Departamento de Produção é de R$80,00. 
b) o custo total do Departamento de Vendas é de R$100,00, dos quais R$80,00 
transferidos de outros departamentos. 
c) o Departamento de Compras apurou um prejuízo de R$30,00. 
d) os Departamentos de Compras e de Produção somaram no período receitas 
com vendas internas no montante de R$110,00. 
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Bacharel em Ciências Contábeis 
 
 
 17 
27. A Lei no. X, publicada no dia 30 de agosto de 2010, majorou a alíquota do 
Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, sendo omissa quanto à sua 
entrada em vigor. 
 
Com relação à situação hipotética apresentada e à vigência das leis tributárias, 
assinale a opção CORRETA. 
 
a) A referida majoração somente poderá ser cobrada nos casos em que os fatos 
geradores tenham ocorrido a partir de 1°.1.2011, devido aos Princípios da 
Legalidade, da Anualidade e da Tipicidade Cerrada. 
b) De acordo com o Princípio da Anterioridade Nonagesimal, a referida 
majoração somente poderá ser cobrada em face dos fatos geradores 
ocorridos após noventa dias da sua publicação. 
c) Os valores provenientes dessa majoração podem ser cobrados em face dos 
fatos geradores ocorridos a partir de sua publicação, já que o IPI não se 
submete ao Princípio da Anterioridade. 
d) Poderá ser cobrada a referida majoração em face dos fatos geradores 
ocorridos após quarenta e cinco dias da publicação na Lei no. X, devido à 
regra contida na Lei de Introdução ao Código Civil, já que aquela Lei foi 
omissa quanto a sua entrada em vigor. 
 
 
28. De acordo com a legislação trabalhista, julgue os itens abaixo como Verdadeiros 
(V) ou Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção CORRETA. 
 
I. Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas, 
personalidade jurídica própria, estiver sob a direção, controle ou 
administração de outra, constituindo grupo industrial, comercial ou de 
qualquer outra atividade econômica, serão, para os efeitos da relação 
de emprego, solidariamente responsáveis a empresa principal e cada 
uma das subordinadas. 
 
II. Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do 
empregador e o executado no domicílio do empregado, desde que 
esteja caracterizada a relação de emprego. 
 
III. Considera-se como “de serviço efetivo” o período em que o empregado 
esteja à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, 
salvo disposição especial expressamente consignada. 
 
 
A sequência CORRETA é: 
 
 
a) F, F, F. 
b) F, F, V. 
c) V, F, F. 
d) V, V, V. 
 
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29. No que diz respeito ao parcelamento disposto no Código Tributário Nacional, 
assinale a opção CORRETA. 
 
 
a) O parcelamento afasta o cumprimento da obrigação acessória. 
b) O parcelamento constituiuma das modalidades de extinção dos créditos 
tributários prescritas pelo Código Tributário Nacional. 
c) O parcelamento é uma modalidade de suspensão da exigibilidade do crédito 
tributário. 
d) O parcelamento extingue o crédito tributário de forma fracionada e 
continuada, quando a legislação tributária não dispuser a respeito. 
 
 
30. Um investidor fez uma aplicação financeira a juros compostos com capitalização 
mensal a uma taxa de juros nominal de 8,7% ao semestre. Ao fim de dois anos e 
meio, o aumento percentual de seu capital inicial foi de: 
 
 
a) 43,50%. 
b) 49,34%. 
c) 51,76%. 
d) 54,01%. 
 
 
31. Um gestor de empresa tem três cotações de preços de fornecedores diferentes, 
da mesma quantidade de uma determinada matéria-prima, nas seguintes 
condições de pagamento: 
 
 
 
Fornecedor A R$3.180,00 para pagamento à vista 
Fornecedor B R$3.200,00 para pagamento em 1 (um) mês 
Fornecedor C R$3.300,00 para pagamento em 2 meses 
 
 
 
Considerando as condições de pagamento e um custo de oportunidade de 1% 
(um) ao mês, é mais vantajoso adquirir a matéria-prima: 
 
 
 
a) do Fornecedor A. 
b) do Fornecedor B. 
c) dos Fornecedores A ou C. 
d) dos Fornecedores B ou C. 
 
 
 
 
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32. A quantidade diária de unidades vendidas do produto X em uma determinada 
indústria segue uma distribuição normal, com média de 1.000 unidades e desvio 
padrão de 200 unidades. O gráfico abaixo representa a distribuição normal 
padrão com média igual a 0 (zero) e desvio-padrão igual a 1 (um), cujas 
percentagens representam as probabilidades entre os valores de desvio-padrão. 
 
 
Com base nas informações fornecidas, é CORRETO afirmar que: 
 
a) a probabilidade de a quantidade vendida ficar abaixo de 800 unidades é de 
34,13%. 
b) a probabilidade de a quantidade vendida ficar acima de 1.200 unidades é de 
13,6%. 
c) a probabilidade de a quantidade vendida ficar entre 800 e 1.200 unidades é 
de 68,26%. 
d) a probabilidade de a quantidade vendida ficar entre 800 e 1.200 unidades é 
de 31,74%. 
 
 
33. Os preços em reais (R$) para uma amostra de equipamentos de som estão 
indicados na tabela abaixo. 
 
 
Equipamento. 1 2 3 4 5 6 7 
Preço (R$) 500,00 834,00 470,00 480,00 420,00 440,00 440,00 
 
 
Com base na amostra, o valor CORRETO da mediana é igual a: 
 
a) R$440,00. 
b) R$470,00. 
c) R$512,00. 
d) R$627,00. 
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 20 
34. Classifique os métodos de avaliação do Ativo a seguir enumerados, como valor 
de entrada ou saída: 
 
 
 
 
 
 
 
 
A sequência CORRETA é: 
 
 
a) entrada, saída, entrada, entrada. 
b) entrada, saída, saída, entrada. 
c) saída, entrada, saída, entrada. 
d) saída, saída, saída, entrada. 
 
 
35. Presume-se que a entidade não tem a intenção nem a necessidade de entrar em 
liquidação, nem reduzir materialmente a escala das suas operações; se tal 
intenção ou necessidade existir, as demonstrações contábeis têm que ser 
preparadas numa base diferente e, nesse caso, tal base deverá ser divulgada. 
 
A afirmação acima tem por base o Princípio da: 
 
a) Continuidade. 
b) Oportunidade. 
c) Prudência. 
d) Relevância. 
 
36. Em relação ao Passivo, julgue os itens abaixo e, em seguida, assinale a opção 
CORRETA. 
 
I. Passivos podem decorrer de obrigações formais ou legalmente exigíveis. 
 
II. Existem obrigações que atendem ao conceito de passivo, mas não são 
reconhecidas por não ser possível mensurá-las de forma confiável. 
 
III. A extinção de um passivo pode ocorrer mediante a prestação de serviços. 
 
Está(ão) CERTO(S) o(s) item(ns): 
 
 
a) I, II e III. 
b) I e II, apenas. 
c) II e III, apenas. 
d) III, apenas. 
- Custo Histórico 
- Valor de Liquidação 
- Valor Realizável Líquido 
- Custo Corrente de Reposição 
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 21 
37. Conforme a legislação vigente que regula o exercício profissional, o contabilista 
poderá ser penalizado por infração legal ao exercício da profissão. Assinale a 
opção que NÃO corresponde à penalidade ético-disciplinar aplicável. 
 
a) Advertência pública. 
b) Advertência reservada. 
c) Cassação do exercício profissional. 
d) Suspensão temporária do exercício da profissão. 
 
38. Um contabilista, em razão do enquadramento de empresa cliente em regime de 
tributação simplificado, resolve elaborar a escrituração contábil em regime de 
caixa. A atitude do contabilista: 
 
a) está em desacordo com os Princípios de Contabilidade e consiste em infração 
ao disposto no Código de Ética Profissional do Contabilista, qualquer que seja 
o porte da empresa. 
b) está em desacordo com os Princípios de Contabilidade, mas não consiste em 
infração ao disposto no Código de Ética Profissional do Contabilista, qualquer 
que seja o porte da empresa. 
c) não consiste em infração ao disposto no Código de Ética Profissional do 
Contabilista e está em conformidade com os Princípios de Contabilidade, 
caso a empresa em questão seja uma microempresa. 
d) não consiste em infração ao disposto no Código de Ética Profissional do 
Contabilista, mas está em desacordo com os Princípios de Contabilidade, 
caso a empresa em questão seja uma microempresa. 
 
39. Com relação ao comportamento dos profissionais da Contabilidade, analise as 
situações hipotéticas apresentadas nos itens abaixo e, em seguida, assinale a 
opção CORRETA. 
 
I. Um contabilista iniciante contratou um agenciador de serviços para atuar 
na captação de clientes. Para cada cliente captado, o agenciador irá 
receber 1% dos honorários acertados. 
II. Em razão de sua aposentadoria, o contabilista transferiu seus contratos de 
serviço para seu genro, também contabilista. Os clientes foram contatados 
um a um, por telefone, e se manifestaram de acordo com a mudança. 
III. Um perito-contador, indicado pelo juiz para atuar em uma questão relativa 
a uma dissolução de sociedade, recusou-se a assumir o trabalho por não 
se achar capacitado. 
 
De acordo com as três situações acima descritas, o comportamento do 
profissional da Contabilidade está em DESACORDO com os deveres descritos 
no Código de Ética Profissional do Contabilista nos itens: 
 
a) I, II e III. 
b) I e II, apenas. 
c) I, apenas. 
d) II e III, apenas. 
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 22 
40. A respeito dos Princípios de Contabilidade, julgue os itens abaixo e, em seguida, 
assinale a opção CORRETA. 
 
I. A observância dos Princípios de Contabilidade é obrigatória no exercício da 
profissão e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de 
Contabilidade. 
II. Os ativos avaliados pelo seu valor de liquidação baseiam-se no Princípio da 
Continuidade, pressupondo que a Entidade continuará em operação no 
futuro. 
III. A falta de integridade e tempestividade na produção e na divulgação da 
informação contábil pode ocasionar a perda de sua relevância, por isso é 
necessário ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade da 
informação. 
 
Está(ao) CERTO(S) apenas o(s) item(ns): 
 
 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) II. 
d) III. 
 
 
41. Relacione a situação descrita na primeira coluna com o procedimento a ser 
adotado na segunda coluna e, em seguida, assinale a opção CORRETA. 
 
(1) Há obrigação presente que, 
provavelmente, requer uma 
saída de recursos. 
( ) Nenhuma provisão é 
reconhecida, mas é exigida 
divulgação para o passivo 
contingente. 
(2) Há obrigação possível ou 
obrigaçãopresente que pode 
requerer, mas provavelmente 
não irá requerer uma saída de 
recursos. 
( ) Nenhuma provisão é 
reconhecida e nenhuma 
divulgação é exigida. 
(3) Há obrigação possível ou 
obrigação presente cuja 
probabilidade de uma saída de 
recursos é remota. 
( ) A provisão é reconhecida e é 
exigida divulgação para a 
provisão. 
 
 
 
A sequência CORRETA é: 
 
 
a) 2, 3, 1. 
b) 1, 3, 2. 
c) 2, 1, 3. 
d) 1, 2, 3. 
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 23 
42. A Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações 
Contábeis estabelece os conceitos que fundamentam a preparação e a 
apresentação de demonstrações contábeis destinadas a usuários externos. 
 
Com base nessa observação, julgue os itens a seguir como Verdadeiros (V) ou 
Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção CORRETA. 
 
 
( ) Estão fora do alcance da Estrutura Conceitual informações financeiras 
elaboradas para fins exclusivamente fiscais. 
( ) Uma qualidade essencial das informações apresentadas nas 
demonstrações contábeis é que elas sejam prontamente entendidas pelos 
usuários. Por esta razão, informações sobre assuntos complexos devem 
ser excluídas por serem de difícil entendimento para usuários que não 
conheçam as particularidades do negócio. 
( ) Regime de Competência e Continuidade são apresentados na Estrutura 
Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações 
Contábeis como pressupostos básicos. 
( ) Compreensibilidade, relevância, confiabilidade e comparabilidade são 
apresentadas na Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação 
das Demonstrações Contábeis como pressupostos básicos. 
 
A sequência CORRETA é: 
 
a) F, F, F, F. 
b) F, F, V, F. 
c) V, F, V, F. 
d) V, V, V, F. 
 
43. De acordo com a NBC TA 240 – Responsabilidade do Auditor em Relação a 
Fraude no Contexto da Auditoria de Demonstrações Contábeis, a fraude é 
considerada o ato intencional de um ou mais indivíduos da administração, dos 
responsáveis pela governança, empregados ou terceiros que envolva: 
 
a) a obtenção de vantagem justa ou legal. 
b) culpa para obtenção de vantagens. 
c) dolo ou culpa para obtenção de vantagem injusta ou ilegal. 
d) dolo para obtenção de vantagem injusta ou ilegal. 
 
44. De acordo com as Normas Brasileiras de Auditoria convergentes com as Normas 
Internacionais de Auditoria, o risco de que uma distorção relevante possa ocorrer 
e não ser evitada, ou detectada e corrigida em tempo hábil por controles internos 
relacionados é considerado um risco: 
 
a) de controle. 
b) de detecção. 
c) inerente. 
d) inevitável. 
 
19
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 24 
45. Uma empresa apresentava um quadro societário de cinco sócios, com as 
seguintes participações: sócio A: 20%; sócio B: 20%; sócio C: 20%; sócio D: 
20%; e sócio E: 20%. O sócio D foi excluído da sociedade pelos demais sócios, 
os quais arquivaram uma Alteração Contratual na Junta Comercial, na qual 
constou em uma das cláusulas que os haveres do sócio excluído estariam a sua 
disposição, cuja apuração de haveres teria sido realizada com base em Balanço 
Patrimonial Especial. O sócio D ajuizou uma ação de apuração de haveres na 
qual pediu a avaliação dos bens da sociedade, com base em valores de 
mercado. O juiz nomeou dois peritos. Para a avaliação dos bens imóveis, foi 
nomeado um perito engenheiro e para a apuração dos haveres foi nomeado o 
perito-contador. O trabalho do perito-contador utilizou os dados apresentados 
pela perícia de engenharia e os valores do Balanço Patrimonial Especial 
juntados aos autos, para, por fim, elaborar um novo Balanço Patrimonial 
Ajustado. 
O Balanço Patrimonial Especial era assim representado: 
Balanço Patrimonial Especial em 31.1.2011 
ATIVO 
Ativo Circulante R$ 742.465,53 
Caixa R$ 3.466,40 
Bancos Conta Movimento R$ 19.360,36 
Aplicações R$ 51.656,48 
Estoques R$ 124.019,03 
Duplicatas a Receber R$ 214.734,00 
Adiantamentos R$ 8.728,57 
Impostos a Recuperar R$ 35.834,51 
Despesas Pagas Antecipadamente R$ 284.666,18 
Ativo Não Circulante R$ 1.899.933,61 
Investimentos R$ 14.814,87 
Imobilizado R$ 1.884.292,23 
Intangível R$ 826,51 
Total do Ativo R$ 2.642.399,14 
Passivo a Descoberto R$ 389.219,93 
Capital Social Realizado (R$ 121.260,00) 
Prejuízos Acumulados R$ 510.479,93 
Total do Ativo + Passivo a Descoberto R$ 3.031.619,07 
PASSIVO 
Passivo Circulante R$ 2.366.717,69 
Fornecedores R$ 1.332.217,17 
Empréstimos Bancários R$ 20.000,00 
Obrigações Sociais a Recolher R$ 234.200,21 
Impostos e Taxas a Recolher R$ 678.683,18 
Obrigações Trabalhistas R$ 52.086,21 
Provisões R$ 37.324,65 
Adiantamento de Clientes R$ 12.206,27 
Passivo Não Circulante R$ 664.901,38 
Empréstimos de Longo Prazo R$ 451.765,96 
Impostos Federais Parcelados R$ 213.135,42 
Total do Passivo R$ 3.031.619,07 
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 25 
Os bens imóveis avaliados pela perícia de engenharia foram agrupados 
conforme a seguir: 
 
DESCRIÇÃO 
Valor antes da 
avaliação 
Valor após a 
avaliação 
Ativo Não Circulante R$ 1.899.933,61 R$ 2.456.701,90 
Investimentos R$ 14.814,87 R$ 714.944,89 
Propriedades para Investimento R$ 13.769,98 R$ 713.900,00 
Participações em Sociedade de Crédito R$ 1.044,89 R$ 1.044,89 
Imobilizado R$ 1.884.292,23 R$ 1.740.930,50 
Máquinas e Equipamentos R$ 1.884.292,23 R$ 1.740.930,50 
Intangível R$ 826,51 R$ 826,51 
Marcas e Patentes R$ 826,51 R$ 826,51 
 
O perito-contador realizou os ajustes necessários a um novo Balanço 
Patrimonial, no qual os haveres do sócio excluído ficaram apurados em: 
 
a) R$33.509,67. 
b) R$167.548.36. 
c) R$491.340,38. 
d) R$639.833,49. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
21
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EXAME DE SUFICIÊNCIA 
Bacharel em Ciências Contábeis 
 
 
 26 
46. De acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicáveis aos trabalhos 
de Perícia Contábil, o Laudo Pericial Contábil é: 
 
 
a) a indagação e a busca de informações, mediante conhecimento do objeto da 
perícia solicitada nos autos. 
 
b) a investigação e a pesquisa sobre o que está oculto por quaisquer 
circunstâncias nos autos. 
 
c) a peça escrita elaborada pelo perito assistente, na qual ele deve registrar, de 
forma abrangente, o conteúdo da perícia e particularizar os aspectos e as 
minudências que envolvam o seu objeto e as buscas de elementos de prova 
necessários para a conclusão do seu trabalho. 
 
d) o documento escrito no qual o perito deve registrar, de forma abrangente, o 
conteúdo da perícia e particularizar os aspectos e as minudências que 
envolvam o seu objeto e as buscas de elementos de prova necessários para a 
conclusão do seu trabalho. 
 
 
 
47. O auditor realizou uma contagem física no caixa da empresa auditada. 
Considerando que nessa data o saldo anterior existente era de R$100.000,00 e, 
levando em consideração os eventos após a contagem, o CORRETO valor do 
saldo final do caixa da empresa é de: 
 
 
Eventos: 
 
 
- Pagamento de duplicata de um determinado fornecedor, efetuado por meio 
de cheque no valor de R$57.000,00. 
- Recebimento de duplicatas em carteira no valor de R$72.000,00, acrescido 
de juros por atraso de 2%. 
- Pagamento em dinheiro de despesas diversas no valor de R$21.900,00. 
- Pagamento em dinheiro de serviços terceirizados no valor de R$51.000,00. 
 
 
a) R$27.100,00. 
b) R$43.540,00. 
c) R$100.540,00. 
d) R$173.440,00. 
 
 
 
 
22
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EXAME DE SUFICIÊNCIA 
Bacharel em Ciências Contábeis27 
Leia o texto a seguir para responder às questões 48, 49 e 50. 
 
 
As Ciências Contábeis inseridas na sustentabilidade 
Rosangela Beckman e Dandara Lima; 
Colaboraram Fabrício Santos e Maria do Carmo Nóbrega. 
 
Em decorrência do progresso crescente, diversos segmentos da sociedade 
voltaram suas preocupações para uma esfera de que até bem pouco tempo não se 
falava muito: a preservação ambiental e o ônus decorrente dessa expansão mundial. 
Em vista disso, determinados setores da sociedade partiram em busca de 
estratégias controladoras com a finalidade de que fossem produzidas soluções 
eficazes para o desenvolvimento sustentável. 
A Contabilidade, que é uma ciência que tem como objeto de estudo o 
patrimônio das entidades, enveredou nessa linha social e recoloca-se como uma 
ferramenta gerencial fundamental com vistas a conferir os encargos decorrentes dos 
impactos ambientais deflagrados pelas atuais atividades econômicas. 
Com o objetivo de tornar evidente esse relacionamento entre empresa e meio 
ambiente, a Contabilidade Socioambiental, autenticada como mais um segmento das 
Ciências Contábeis, que vem ganhando espaço privilegiado atualmente na 
sociedade, foi concebida para fornecer informações e interpretações pontuais a 
empresas, governos e demais usuários a respeito de seu patrimônio ambiental e os 
respectivos efeitos ocasionados pelos danos ao meio ambiente, os quais podem ser 
mensurados em moeda. 
(Revista Brasileira de Contabilidade. Maio / junho de 2007 – nº 183, p. 20. Com 
adaptações.) 
 
 
 
48. Segundo o texto, é INCORRETO afirmar que 
 
 
a) a Contabilidade Socioambiental tem como objeto o relacionamento entre 
entidade e meio ambiente. 
b) encargos relativos ao impacto ambiental são mensuráveis em moeda. 
c) estratégias de controle ambiental levam ao desenvolvimento sustentável. 
d) o progresso mundial implica degradação ambiental. 
 
 
49. No texto, é CORRETA a substituição, sem mudança de sentido, de 
 
 
a) “até bem pouco tempo” (linha 2) por a bem pouco tempo atrás. 
b) “de que fossem produzidas” (linha 5) por de que se produza. 
c) “eficazes” (linha 6) por eficientes. 
d) “Em decorrência” (linha 1) por Como resultado. 
 
 
 
 
23
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE 
EXAME DE SUFICIÊNCIA 
Bacharel em Ciências Contábeis 
 
 
 28 
50. De acordo com o texto, assinale a descrição gramatical INCORRETA. 
 
a) O uso de dois pontos, na linha 3, anuncia a identificação sumária do tema 
pouco discutido. 
b) Para evitar a repetição do pronome relativo, reescreve-se o enunciado das 
linhas 7 a 8 da seguinte maneira, sem mudança de sentido: A Contabilidade, 
ciência que o objeto de estudo é o patrimônio das entidades, enveredou 
nessa linha social. 
c) A próclise pronominal em “não se falava muito” (linhas 2 e 3) é o resultado da 
regra de colocação do pronome átono precedido de palavra de sentido 
negativo. 
d) A justificativa para o emprego obrigatório da vírgula, em “danos ao meio 
ambiente, os quais podem ser mensurados em moeda” (linhas 16 e 17), é a 
natureza explicativa da oração adjetiva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
24
 
 
 
 
 
 
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE 
1º EXAME DE SUFICIÊNCIA/2011 
REALIZAÇÃO: 27 DE MARÇO DE 2011 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CATEGORIA: BACHAREL EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS 
 
Questão 
1 
2 
3 
4 
5 
6 
7 
8 
9 
10 
11 
12 
13 
14 
15 
16 
17 
18 
19 
20 
21 
22 
23 
24 
25 
 
Resposta 
B 
D 
A 
C 
B 
C 
A 
C 
D 
D 
C 
A 
A 
B 
B 
D 
D 
C 
A 
C 
A 
C 
D 
B 
A 
 
Questão 
26 
27 
28 
29 
30 
31 
32 
33 
34 
35 
36 
37 
38 
39 
40 
41 
42 
43 
44 
45 
46 
47 
48 
49 
50 
 
Resposta 
ANULADA 
B 
D 
C 
D 
B 
C 
B 
B 
A 
A 
A 
A 
B 
B 
A 
C 
D 
A 
A 
D 
C 
D 
D 
B 
Disponibilizado em 4 de abril de 2011 
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  Tudo	
  sobre	
  o	
  Exame	
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  Suficiência!	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
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RESOLUÇÃO  
Recomendações: 
 
1)  Separe um tempo e tente resolver a prova inteira em um ambiente 
tranquilo. Utilize apena caneta e a calculadora HP. 
2)  Mesmo que você não saiba algumas matérias, tente resolver todas as 
questões. Há questões que, por lógica, você consegue acertar. 
3)  Após a resolução da prova, anote o número de acertos (isto é 
importante para você verificar a evolução do aprendizado). 
4)  Agora sim! Utilize o nosso gabarito comentado para compreender a 
resolução das questões em que você teve dúvidas. 
 
 
 
 
RESOLUÇÃO DO EXAME DE SUFICIÊNCIA 2011.1 
 
1) 
Matéria: Contabilidade Geral 
Assunto: Demonstração do Valor Adicionado - DVA 
Dificuldade: 2 
      
     O  examinador  requer  do  candidato  o  conhecimento  acerca  da  Demonstração  
do  Valor  Adicionado  (DVA).  Façamos  uma  rápida  revisão:  
  
     A   Lei   nº   11.638/2007   trouxe   importante   alteração   à   Lei   6.404/76   no   que  
tange  à  DVA.   Incluiu  o  art.   176,   inc.  V,   estatuindo  que  a  partir   de  01/Jan/2008  a  
Demonstração   do   Valor   Adicionado   (DVA)   passa   a   ser   obrigatória   no   Brasil  
apenas  para  as  sociedades  por  ações  de  capital  aberto.    
          
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           Art.   176.   (...)   V   –   se   companhia   aberta,   demonstração   do  
         valor     adicionado.	
  (Incluído	
  pela	
  Lei	
  nº	
  11.638,de	
  2007)  
  
   O  art.  188,  inc.  II,  com  a  Lei  11.638/2007,  passou  a  dispor  acerca  do  
Conteúdo  da  Demonstração  do  Valor  Adicionado  da  seguinte  forma:  
  
         Art.  188.   (...)II  –  demonstração  do  valor  adicionado  –  o  valor  
       da  riqueza  gerada  pela  companhia,  a  sua  distribuição  entre  
       os  elementos  que  contribuíram  para  a  geração  dessa  riqueza,  
       tais  como  empregados,  financiadores,  acionistas,  governo
       e  outros,  bem  como  a  parcela  da  riqueza  não    
       distribuída.	
  (Redação	
  dada	
  pela	
  Lei	
  nº	
  11.638,de	
  2007)  
  
     A   DVA   é   subdividida   em   duas   partes.   Na   primeira,   calcula-­se   o   valor  
adicionado  a  distribuir.  Já  na  segunda,  quem  se  beneficiou  com  a  distribuição.    
  
     Entende-­se  por  valor  adicionado  como  sendo  a  diferença  entre  a  receita  
gerada  e  os  insumos.  
  
     Valor  Adicionado  =  Receita  Gerada  -­  Insumos  
        
     O  valor  adicionado  líquido  (VAL)é  obtido  descontando  a  retenção(R)  do  
valor  adicionado  bruto  (VAB).    
      
     VAL  =  VAB  –  R  
  
     A   retenção   seriam   os   valores   correspondentes   à   depreciação,  
amortização   ou   à   exaustão.   Tais   valores   não   podem   ser   distribuídos   pois  
referem-­se  à  recuperação  de  Capital  investido  em  ativos  não  circulantes.  
  
     Ovalor  total  adicionado  a  distribuir  (VTAD)  é  obtido  somando-­se  o  valor  
adicionado  recebido  de  terceiros  (VART)  ao  valor  adicionado  líquido  (VAL).  
  
     VTAD  =  VART  +  VAL  
  
     O   valor   adicionado   recebido   de   terceiros,   também   chamado   de   valor  
adicionado   recebido  em   transferência,  é  constituído  dos  ganhos  em  função  da  
aplicação  de   recursos  em  ação  ou  quotas  de  capital   (dividendos  ou  ganhos  de  
capital),  receitas  de  aluguéis  (inclusive  leasing  operacional),  licenciamento  de  
ativos  (royalties  ou  taxas  de  franquia)  e  comissões.  
  
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     Agora,  para  facilitar  sua  vida  quando  da  resolução  de  questões  que  a  DVA,  
utilize  sempre  o  modelo  a  seguir,  trazido  pela  Deliberação  CVM  557/2008:  
    
DEMONSTRAÇÃO	
  DO	
  VALOR	
  ADICIONADO	
  
1.	
   RECEITAS	
  
ATENÇÃO:	
  (inclui	
  os	
  valores	
  dos	
  impostos	
  -­‐	
  IPI,	
  ICMS,	
  PIS	
  e	
  COFINS)	
  
1.1)	
   Vendas	
  de	
  mercadorias,	
  produtos	
  e	
  serviços	
  
1.2)	
   Provisão	
  p/	
  devedores	
  duvidosos	
  –	
  Reversão	
  /	
  (Constituição)	
  
1.3)	
   Outras	
  Receitas	
  (Não	
  operacionais)	
  
2.	
   INSUMOS	
  ADQUIRIDOS	
  DE	
  TERCEIROS	
  
ATENÇÃO:	
  (inclui	
  os	
  valores	
  dos	
  impostos	
  -­‐	
  IPI,	
  ICMS,	
  PIS	
  e	
  COFINS)	
  
2.1)	
   Custo	
  das	
  mercadorias	
  e	
  serviços	
  vendidos	
  
2.2)	
   Materiais,	
  energia,	
  serviço	
  de	
  terceiros	
  e	
  outros	
  
2.3)	
   Perda	
  /	
  Recuperação	
  de	
  valores	
  ativos	
  
2.4)	
   Outras	
  (ex.	
  Despesas	
  Comerciais	
  e	
  Administrativas)	
  
3.	
   VALOR	
  ADICIONADO	
  BRUTO	
  (1-­‐2)	
  
4.	
   DEPRECIAÇÃO,	
  AMORTIZAÇÃO	
  E	
  EXAUSTÃO	
  
4.1)	
   Depreciação,	
  amortização	
  e	
  exaustão	
  
5.	
   VR.	
  ADICIONADO	
  LÍQUIDO	
  PRODUZIDO	
  P/	
  ENTIDADE	
  (3-­‐4)	
  
6.	
   VALOR	
  ADICIONADO	
  RECEBIDO	
  EM	
  TRANSFERÊNCIA	
  
ATENÇÃO:	
  Muito	
  cobrado!!!	
  
6.1)	
   Resultado	
  de	
  equivalência	
  patrimonial	
  
6.2)	
   Receitas	
  financeiras	
  
6.3)	
   Outras	
  (Dividendos	
  avaliados	
  ao	
  custo,	
  Aluguéis,	
  Direitos	
  de	
  Franquias	
  “RECEBIDOS”)	
  
7.	
   VALOR	
  ADICIONADO	
  TOTAL	
  A	
  DISTRIBUIR	
  (5+6)	
  
8.	
   DISTRIBUIÇÃO	
  DO	
  VALOR	
  ADICIONADO*	
  
8.1)	
   Pessoal	
  e	
  encargos	
  
ATENÇÃO:	
  Não	
  incluir	
  encargos	
  com	
  o	
  INSS,	
  pois	
  estão	
  no	
  item	
  seguinte.	
  
8.2)	
   Impostos,	
  taxas	
  e	
  contribuições(Inclusive	
  as	
  devidas	
  ao	
  INSS)	
  
8.3)	
   Juros(Inclusive	
  Variações	
  Cambiais	
  Passivas)	
  
8.4)	
   Aluguéis(Inclusive	
  Leasing	
  Operacional)	
  
8.5)	
   Outras	
  (Royalties,	
  Franquias,	
  Direitos	
  Autorais...	
  “PAGOS”)	
  
8.6)	
   Juros	
  s/	
  capital	
  próprio(Exceto	
  os	
  contabilizados	
  como	
  Reservas)	
  e	
  dividendos	
  /	
  Lucros	
  
Retidos/	
  Prejuízo	
  do	
  Exercício	
  
8.7)	
   Participação	
  dos	
  Não	
  Controladores	
  nos	
  Lucros	
  Retidos	
  (só	
  para	
  consolidação,	
  evidencia	
  a	
  
parcela	
  da	
  riqueza	
  obtida	
  destinada	
  aos	
  sócios	
  não	
  controladores)	
  
*	
  O	
  total	
  do	
  item	
  8	
  deve	
  ser	
  exatamente	
  igual	
  ao	
  item	
  7.	
  
  
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     Passemos  a  nossa  questão:  
  
     Dados  fornecidos:  
  
     Vlr  Merc.  adquirida  (ICMS  de  R$  1.000,00  incluso)  =  R$  5.000,00  
     Vlr  Venda  Merc.  adquirida  (ICMS  de  R$  1.800,00  incluso)  =  9.000,00  
     Desp.  c/  representação  comercial  =  R$  1.200,00  
     Depreciação  de  veíc.  =  R$  200,00  
  
     Pede-­se  o  Valor  Adicionado  a  Distribuir!!!  
  
     Ora,   utilizando   a   tabela   e   lembrando   dos   detalhes   que   vimos   acima,   fica  
fácil!  Cuidado!!!  O  ICMS,  assim  como  o   IPI,  o  PIS  e  COFINS,  não  deverão   ser  
abatidos  dos  valores  brutos  de  compra  e/ou  de  venda.    
  
DEMONSTRAÇÃO	
  DO	
  VALOR	
  ADICIONADO	
  
1.   RECEITA	
  
1.1)   Vendas	
  de	
  mercadorias	
   9.000,00	
  
2.   INSUMOS	
  ADQUIRIDOS	
  DE	
  TERCEIROS	
  
2.1)   (-­‐)	
  Custo	
  das	
  Mercadorias	
  Vendidas(CMV)	
  
(5.000,00)	
  
2.4)	
  	
  	
  (-­‐)	
  Despesas	
  Comerciais	
  	
  
(1.200,00)	
  
3.   VALOR	
  ADICIONADO	
  BRUTO	
  (1	
  +	
  2)	
  
2.800,00	
  
4.   (-­‐)	
  DEPRECIAÇÃO	
  	
  
(200,00)	
  
5.   VALOR	
  ADICIONADO	
  LÍQUIDO	
  (3	
  –	
  4)	
  
2.600,00	
  
6.   VALOR	
  ADICIONADO	
  RECEBIDO	
  EM	
  TRANSFERÊNCIA	
  	
  
0,00	
  
7.   VALOR	
  ADICIONADO	
  TOTAL	
  A	
  DISTRIBUIR	
  (5+6)  
2.600,00  
 
Gabarito: B 
  
  
  
  
          
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  o	
  Exame	
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2) 
Matéria: Contabilidade Geral 
Assunto: Avaliação de Ativos – Ajuste a Valor Presente (AVP) 
Dificuldade: 2 
 
Questão tranquila! Bastaria o candidato lembrar do que dispõe a 
Lei 6.404/76, no seu art. 183, inc. VIII, incluído pela Lei 11.638/2007, 
quanto aos critérios de avaliação do ativo. 
 
Recapitulemos, haja vista sua similaridade, também como são 
avaliados os elementos do passivo: 
 
 De acordo com o Art. 183, inciso VIII, Lei 6.404/76 com redação 
dada pela Lei 11.638/2007: 
 
     “VIII   –   os   elementos   do   ativo   decorrentes   de   operações   de  
       longo   prazo   serão   ajustados   a   valor   presente,   sendo   os  
       demais  ajustados  quando  houver  efeito  relevante.”  
 
 Consoante o art. 184, inciso III, Lei 6.404/76, com redação dada 
pela Lei 11.941/2009: 
 
“as  obrigações,  encargos  e  riscos  classificados  no  passivo  
não   circulante   serão   ajustados   a   seu   valor   presente,  
sendo    os  demais  ajustados  quando  houver  efeito  relevante.”  
 
 Os elementos integrantes do ativo e do passivo, quando 
decorrentes de operações de longo prazo, devem ser ajustados ao 
seu valor presente, mediante descontos que considerem os juros 
embutidos. 
 
 Caso haja efeitos relevantes, serão também ajustados os 
ativos ou passivos decorrentes de operações de curto prazo. 
 
 Tais tratamentos permitem a homogeneização das operações e 
possibilitam a comparação de demonstrações,independentemente de as 
empresas operarem à vista ou aprazo. 
 
 
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 Para facilitar a assimilação acerca do assunto, segue o esquema 
seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Passemos à análise da questão: 
 
 Observem que a venda foi efetivada em dezembro de 2010 para 
recebimento em 13 meses, gerando um direito para a companhia 
realizável após o término do exercício seguinte. 
 
 Logo, por força do art. 179, inc. II, Lei 6.404/76, classificaremos 
tal direito como um Ativo Realizável a Longo Prazo. 
 
 Por conseguinte, cumprindo com o que preceitua o art. 183, VIII, 
Lei 6.404/76, a empresa deve realizar o ajuste a valor presente por 
meio do seguinte lançamento: 
 
 Débito: Contas a Receber (Ativo Não Circ.)R$110.000,00 
 Crédito: Rec. Bruta de Vendas R$100.000,00 
 Crédito: Rec. Financ. a Apropriar (Ativo Não Circ.)R$10.000,00 
 
 Gabarito: D 
  
  
Ajustes	
  a	
  
Valor	
  Presente	
  
Passivos	
  
184,	
  III	
  
Ativos	
  
183,	
  VIII	
  
LP	
  
Demais	
  
LP	
  
Demais	
  
SuficienciaContabil.com.br–	
  Tudo	
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  o	
  Exame	
  de	
  Suficiência!	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
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3) 
Matéria: Contabilidade Geral 
Assunto: Operações com Mercadorias - Inventário Permanente 
Dificuldade: 2 
 
 Nesta questão, o examinador aborda o inventário permanente. Tal 
inventário consiste em controlar permanentemente o estoque de 
mercadorias efetuando as respectivas anotações a cada compra ou 
devolução. Dessa forma, como os estoques de mercadorias são mantidos 
atualizados constantemente, as empresas podem apurar o resultado da 
conta “Mercadorias” no momento em que desejarem. 
 
 Especificamente a questão trata do método do PEPS, também 
conhecido como FIFO (First In, First Out), esse critério para valoração 
dos estoques tem como característica principal o fato de que a empresa 
atribuirá às mercadorias estocadas os custos mais recentes. 
 
 Por conseguinte, a saída dos produtos dos estoques é quantificada 
nos produtos adquiridos em épocas mais antigas, ou seja, como o 
próprio nome diz, a primeira mercadoria comprada é a primeira a 
ser considerada como vendida. 
 
 Passemos à questão: 
 
 Dados fornecidos: 
 
 Aquisições: 
 
 03/01/2011 - 40 unidades a R$30,00 
 24/01/2011 - 50 unidades a R$24,00 
 01/02/2011 - 50 unidades a R$20,00 
 15/02/2011 - 60 unidades a R$20,00 
 
 Vendas: 
 10/02/2011 – 120 unidades a R$ 40,00 
 
 Observemos, agora, a Ficha Controle de Estoques relativa às 
movimentações ocorridas até o dia da venda: 
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FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUES (PEPS) 
 ENTRADA SAÍDA SALDO 
Data Qtde V.Un V.Total Qtde V.Un V.Total Qtde V.Un V.Total 
03/01/11 40 30,00 1.200,00 40 30,00 1.200,00 
24/01/11 50 24,00 1.200,00 
40 
50 
30,00 
24,00 
1.200,00 
1.200,00 
01/02/11 50 20,00 1.000,00 
40 
50 
50 
140 
30,00 
24,00 
20,00 
1.200,00 
1.200,00 
1.000,00 
10/02/11 
 
40 
50 
30 
30,00 
24,00 
20,00 
1.200,00 
1.200,00 
600,00 
3.000,00 
20 20,00 400,00 
15/02/11 60 20,00 1.200,00 
20 
60 
20,00 
20,00 
400,00 
1.200,00 
TOTAL 80 20,00 1.600,00 
 
 A questão pede o Lucro Bruto, logo, precisaremos achar o valor das 
Vendas Líquidas, subtraí-la do Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) e 
chegarmos, enfim, ao Lucro Bruto. 
 
 Para chegarmos ao valor das Vendas Líquidas, sigamos o caminho 
abaixo: 
 
 (=) Receita Bruta de Vendas 
 
 (-) Deduções da Receita Bruta 
•   Devoluções de Vendas 
•   Abatimentos s/ Vendas 
•   Descontos Incondicionais Concedidos 
•   Impostos e Contribuições sobre Vendas 
 
 (=) Receita Líquida de Vendas 
 
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 Observem que o examinador foi bondoso e não incluiu na questão 
nenhuma dedução da Receita Bruta e, portanto, nessa questão a 
Receita Líquida de Vendas será igual à Receita Bruta. 
 
 (=) Receita Bruta de Vendas 120u x R$ 40,00 = R$ 4.800,00 
 (-) Deduções da Receita Bruta = 0,00 
 (=) Receita Líquida de Vendas = R$ 4.800,00 
 
 Podemos, agora, calcular o Lucro Bruto, também chamado 
Resultado com Mercadorias: 
 
 (=) Vendas Líquidas = R$ 4.800,00 
 (-) CMV = 40u x 30,00 + 50u x 24,00 + 30u x 20,00 = R$ 
3.000,00 
 
 (=) Lucro Bruto = 4.800,00 – 3.000,00 = R$ 1.800,00 
 
 Chegando ao valor do Lucro Bruto, o candidato já poderia partir 
para outra questão, pois somente a alternativa “A” apresenta como 
resposta o valor de R$ 1.800,00. Mas continuemos! Lembro que na sua 
prova você, de olho sempre nas alternativas, NÃO PERDERÁ TEMPO! 
Prossiga na missão!!! 
 
 A questão pede, ainda, a quantidade final em estoque e seu valor 
unitário de custo. Calculemos: 
 
 Observem na Ficha Controle que no dia 01/02/2011 tínhamos um 
total de 140 unidades em estoques. Utilizando o método PEPS, 
vendemos 120 unidades. Restou 20 unidades a R$ 20,00. 
 
 No dia 15/02/2011, a empresa adquiriu mais 60 unidades ao custo 
também de R$ 20,00. 
 
 Logo, somando essa aquisição às 20 unidades que havia 
restado após a venda, teremos em estoque final um total de 80 
unidades a um custo de R$ 20,00. 
 
 Gabarito: A 
 
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4) 
Matéria: Contabilidade Geral 
Assunto: Classificação de Contas Contábeis 
Dificuldade: 2 
 
 “Não é preciso ter olhos abertos para ver o sol, nem é preciso ter ouvidos 
afiados para ouvir o trovão. Para ser vitorioso você precisa ver o que não está 
visível.” (Sun Tzu) 
 
 É de fundamental importância conhecermos muito bem as contas 
contábeis e sua classificação. Não somente para responder questões 
específicas sobre o assunto, mas, principalmente, para se ter agilidade 
nas resoluções que envolvam a aplicaçãodo método das partidas 
dobradas. 
 Quando precisarem efetuar um lançamento contábil, sabendo a 
função, funcionamento e classificação de cada conta envolvida no fato 
em análise, perceberão tamanha importância desse conhecimento. 
Antes de iniciarmos a análise das contas apresentadas na questão, 
observem que o examinador alerta para fazê-lo após a apuração do 
Resultado do Período e antes da sua destinação. 
 
 Sendo assim, vamos apurar o resultado do exercício: 
 
 Dados fornecidos: 
 
 Caixa R$ 6.500,00 
 Bancos Conta Movimento R$ 14.000,00 
 Capital Social R$ 20.000,00 
 Custo das Mercadorias Vendidas R$ 56.000,00 
 Depreciação Acumulada R$ 1.500,00 
 Despesas Gerais R$ 23.600,00 
 Fornecedores R$ 9.300,00 
 Duplicatas a Receber em 60 dias R$ 20.900,00 
 Equipamentos R$ 10.000,00 
 Reserva de Lucros R$ 3.000,00 
 Estoque de Mercadorias R$ 4.000,00 
 Receitas de Vendas R$ 97.700,00 
 Salários a Pagar R$ 3.500,00 
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 Apuração do Resultado do Exercício 
 
 (=) Receita de Vendas Brutas = R$ 97.700,00 
 (-) Deduções da Receita Bruta = (R$ 0,00) 
 
 (=) Receita Líquida de Vendas = R$ 97.700,00 
 (-) CMV = (R$ 56.000,00) 
 
 (=) Lucro Bruto ou Res. c/ Merc.= R$ 41.700,00 
 (-) Despesas Operacionais = (R$ 23.600,00) 
 
 (=) Lucro Líquido do Exercício = R$ 18.100,00 
 
 O Lucro Líquido do Exercício entra no Patrimônio Líquido (PL) pelo 
crédito na conta “Lucros Acumulados”, aumentando-o, com débito na 
conta transitória “Apuração do Resultado do Exercício. 
 
 Logo, classificaremos o Lucro Líquido do Exercício como uma conta 
do Patrimônio Líquido. 
 
 Analisemos as contas apresentadas em nossa questão: 
 
Contas Saldo Classificação 
Lucro Líquido do Exercício 18.100,00 PL 
Caixa 6.500,00 AC 
Bancos Conta Movimento 14.000,00 AC 
Capital Social 20.000,00 PL 
Custo das Mercadorias Vendidas 56.000,00 Despesa 
Depreciação Acumulada 1.500,00 Retificadora do ANC Imobilizado 
Despesas Gerais 23.600,00 Despesa 
Fornecedores 9.300,00 PC 
Duplicatas a Receber em 60dias 20.900,00 AC 
Equipamentos 10.000,00 ANC Imobilizado 
Reserva de Lucros 3.000,00 PL 
Estoque de Mercadorias 4.000,00 AC 
Receitas de Vendas 97.700,00 Receita 
Salários a Pagar 3.500,00 PC 
 Logo, em verde grifamos as contas do Patrimônio Líquido e em 
laranja as do Ativo Circulante. 
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 PL = 18.100 + 20.000 + 3.000 = R$ 41.100,00 
 
 AC = 6.500 + 14.000 + 20.900 + 4.000 = R$ 45.400,00 
 
 Gabarito: C 
 
 
  
5) 
Matéria: Contabilidade Geral 
Assunto: Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) 
Dificuldade: 1 
 
 O examinador presenteia o candidato com esta questão. Aquele 
que estivesse afiado, levaria não mais que 30 segundos em sua 
resolução. 
 
 A questão aborda, simploriamente, a Demonstração das Mutações 
do Patrimônio Líquido (DMPL). Façamos uma rápida revisão: 
 
 A Lei 6.404/76permite que a DLPA seja incluída na DMPL, sendo 
esta última, portanto, mais abrangente que a primeira: 
 
§ 2º A demonstração de lucros ou prejuízos 
acumulados deverá indicar o montante do 
dividendo por ação do capital social e poderá 
ser incluída na demonstração das mutações 
do patrimônio líquido, se elaborada e 
publicada pela companhia. 
 
 A Instrução CVM nº 59/86 tornou a DMPL obrigatória para as 
companhias abertas: 
 
Art. 1º - As companhias abertas deverão 
elaborar e publicar, como parte integrante de 
suas demonstrações financeiras, a 
demonstração das mutações do patrimônio
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 líquido, referida ao artigo 186, § 2º "in fine", 
da LEI Nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. 
 
 O CPC 26 (R1) passa a dispor que a DMPL será obrigatória para 
praticamente todas as empresas e substituiria a DLPA (conforme 
preceitua o FIPECAFI – Livro Manual de Contabilidade Societária, 2010). 
Informação a ser apresentada na demonstração 
das mutações do patrimônio líquido 
 
106. A entidade deve apresentar a demonstração das 
mutações do patrimônio líquido conforme requerido no 
item 10. A demonstração das mutações do 
patrimônio líquido inclui as seguintes 
informações: 
 
(a) o resultado abrangente do período, apresentando 
separadamente o montante total atribuível aos 
proprietários da entidade controladora e o montante 
correspondente à participação de não controladores; 
 
(b) para cada componente do patrimônio líquido, os 
efeitos da aplicação retrospectiva ou da 
reapresentação retrospectiva, reconhecidos de acordo 
com o Pronunciamento Técnico CPC 23 – Políticas 
Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de 
Erro; 
 
(c) [eliminado]; 
 
(d) para cada componente do patrimônio líquido, 
a conciliação do saldo no início e no final do 
período, demonstrando-se separadamente as 
mutações decorrentes: 
 
(i) do resultado líquido; 
(ii) de cada item dos outros resultados 
abrangentes; e 
(iii) de transações com os proprietários 
realizadas na condição de proprietário, demonstrando 
separadamente suas integralizações e as distribuições 
realizadas, bem como modificações nas participações 
em controladas que não implicaram perda do controle. 
 
Informação a ser apresentada na demonstração 
das mutações do patrimônio líquido ou nas notas 
explicativas 
 
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106A. Para cada componente do patrimônio 
líquido, a entidade deve apresentar, ou na 
demonstração das mutações do patrimônio 
líquido ou nas notas explicativas, uma análise dos 
outros resultados abrangentes por item (ver item 106 
(d)(ii)). 
 
106B. O patrimônio líquido deve apresentar o 
capital social, as reservas de capital, os ajustes de 
avaliação patrimonial, as reservas de lucros, as 
ações ou quotas em tesouraria, os prejuízos 
acumulados, se legalmente admitidos os lucros 
acumulados e as demais contas exigidas pelos 
Pronunciamentos Técnicos emitidos pelo CPC. 
 
 Observem que o item 106, "d", dispõe que na DMPL deverá 
haver a conciliação dos saldos inicial e final de cada componentedo Patrimônio Líquido, o que inclui a Reserva de Lucros!!! 
 
Gabarito: B 
 
 
 
6) 
Matéria: Contabilidade Geral 
Assunto: Provisões, Folha de Pagamento e Encargos Sociais 
Dificuldade: 2 
 
 O examinador adentra, agora, às principais operações contábeis 
efetuadas no quotidiano de uma empresa comercial. 
 Embora não seja, propriamente, uma operação contábil (como uma 
operação com mercadorias, financeira ou com pessoal), a constituição 
de provisões, assim como suas reversões, é um importante fator de 
avaliação de ativos e passivos e prática muito importante nas 
sociedades. 
 As provisões são contas que representam quantificações cujos 
valores corretos dependem de fatos ainda não ocorridos, mas que devem 
ser contabilizados em função dos princípios da Oportunidade, 
Competência e principalmente da Prudência. 
 Na análise da questão, observem que o que se pede, na verdade, 
é o valor a ser contabilizado como provisão no mês de janeiro de 2011, 
relativa ao 13º salário e aos encargos sociais sobre o 13º, cujo 
percentual estabelecido é de 20% sobre o total da folha de pagamentos. 
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 O 13º salário é calculado sobre o salário integral do trabalhador a 
partir da seguinte fórmula: valor do salário ÷ 12 x nº de meses 
trabalhados. 
 O trabalhador deixará de ter direito a 1/12 avos relativos ao mês 
de trabalho se, porventura, tiver mais de 15 faltas não justificadas no 
mês. 
 As médias dos demais rendimentos como hora extra e 
comissões adicionais deverão também ser somadas ao valor do salário 
usado como base para o cálculo para o 13º. 
 Aqueles trabalhadores que só recebem comissão, devem ter 
como base de cálculo para o 13º a média aritmética das comissões 
recebidas durante o ano. 
 Apesar de a questão não ter pedido, é fundamental que o 
candidato saiba diferenciar, por exemplo, o INSS do empregado e o INSS 
patronal. Pois, enquanto o INSS do empregado é apenas uma 
retenção que a empresa faz, o INSS patronal é um gasto extra, ou 
seja, despesa da empresa. 
 
 Assim, a despesa total com empregados é basicamente: 
 
 
 
 
 
 
 
 Passemos aos cálculos: 
 
 Dados fornecidos: 
 
 Empregados Salário mensal 
 Empregado A R$1.500,00 
 Empregado B R$1.200,00 
 Total da Folha R$ 2.700,00 
 
 - % total dos Encargos Sociais =20% 
 Total de encargos R$ 2.700,00 x 20% = R$ 540,00 
 
 
 
TOTAL DE DESPESAS 
COM PESSOAL 
	
  
1. Salários; 
2. Horas Extras; 
3. INSS Patronal; 
 4. FGTS. 
 
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 Valor da Provisão para 13º salário e Encargos Sociais: 
 
 - Valor do 13º = R$ 2.700,00 
 - Encargos =R$ 540,00 
 
 Provisão p/ jan de 2011 = 2.700 + 540 = 3.240,00 = R$ 
270,00 
 
 Gabarito: C 
 
 
 
7) 
Matéria: Contabilidade Geral 
Assunto: Lucros Não Realizados no Método de Equivalência Patrimonial 
Dificuldade: 1 
 
 A banca examinadora aborda aqui o caso de transações da 
investida com a investidora que geram lucro para a investida e, assim, 
acarretarão aumento do PL desta. 
 
 Caso os bens objetos destes lucros venham permanecer no 
patrimônio da investidora, estes lucros deverão ser excluídos do 
resultado da aplicação da equivalência patrimonial. 
 
 O objetivo seria não superestimar o ativo, obedecendo, assim, o 
princípio da prudência, haja vista que este lucro, caso não seja excluído, 
estaria computado em duplicidade no ativo da investidora (dentro do 
valor do investimento e embutido no custo de aquisição dos estoques). 
 
 A Lei nº 6.404/76 dispõe, em seu artigo 248, inciso I, que no 
patrimônio líquido da investida não serão computados os resultados não 
realizados decorrentes de negócios com a entidade ou com outras 
sociedades coligadas à companhia, ou por ela controladas. 
 Art. 248, I –(...) no valor de patrimônio líquido não
 serão computados os resultados não realizados
 decorrentes de negócios com a companhia, oucom 
 outras sociedades coligadas à companhia, ou por 
 ela controladas; 
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Passemos à análise de nossa questão: 
 
 
Dados fornecidos: 
 
 Venda da investida p/ controladora = R$ 300.000,00 
 Lucro na venda = R$ 50.000,00 
 Estoque final da controladora = 50% da aquisição 
 
 Pede-se o valor a ser ajustado referente ao lucro não 
realizado no MEP. 
 
 Lucro da investida contra a controladora = R$ 50.000,00; 
 Lucro realizado= R$ 50.000,00 x 50% = R$ 25.000,00 
 Lucro não realizado = R$ 50.000,00 x 50% = R$ 25.000,00 
 
 Como a controladora vendeu 50% da mercadoria adquirida, o lucro 
é 50% não realizado. 
 
 Devemos excluir esse lucro não realizado da seguinte forma: 
 
 Primeiramente, aplicamos o % de participação da controladora na 
investida (sempre em relação ao capital total) ao PL da investida, como 
se não houvesse lucro não realizado: 
 
 P% x Vlr PL da Investida = I’ 
 
 Note que I’ seria o valor do investimento da controladora na 
investida, caso não houvessem lucros não realizados a excluir. Mas como 
eles existem, deveremos excluí-los do valor obtido nesse primeiro passo: 
 
I’ – Vlr Lucro não realizado = I’ - R$ 25.000,00 
 
Logo, o valor do investimento seria de I’ - R$ 25.000,00. 
 
 Muito cuidado! Observem que, conforme prevê a Instrução CVM 
247/96, primeiro aplicaremos o percentual de participação da 
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controladora na investida e, só depois, eliminaremos os lucros não 
realizados. 
 
 Esta é a forma que vocês utilizarão na sua prova. Caso 
eliminássemos primeiro os lucros não realizados do PL da controlada e 
depois aplicássemos o percentual de participação, encontraríamos outro 
valor e erraríamos a questão. 
 
 Agora relaxem...rs, pois, o examinador brindou-os nesta questão e 
não pediu nada disso. Apenas exigiu do candidato o valor a ser 
expurgado, conforme prevê o art. 248, I, da Lei 6.404/76, para fins de 
ajuste no MEP, referente aos lucros ainda não realizados. 
 
 Portanto, bastaria chegarmos ao valor do lucro não realizado no 
estoque da controladora, qual seja, 50% de R$ 50.000,00 = R$ 
25.000,00, e já mataríamos a questão! 
 
 Gabarito:A 
 
 
8)   
Matéria: Contabilidade Geral 
Assunto: Depreciação, amortização e exaustão. 
Dificuldade: 2 
 
 O examinador trata nesta questão do assunto depreciação, 
amortização e exaustão. Que são formas de consumo do valor econômico 
dos ativos imobilizado (depreciação, amortização ou exaustão) ou 
intangível (apenas amortização), conforme preceitua o art. 183, incs. V e 
VII, da Lei 6.404/76. 
 
 Observem as definições destes fenômenos contidas no §2º do 
mesmo artigo supramencionado: 
 
 Depreciação: perda do valor dos direitos que têm por objeto bens 
físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da 
natureza ou obsolescência; 
 
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 Amortização: perda do valor do capital aplicado na aquisição de 
direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com 
existência ou exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens 
de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado; 
 
 Exaustão: perda do valor, decorrente da sua exploração, de 
direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens 
aplicados nessa exploração. 
 
 Cabe salientar que há diversos métodos para calcularmos a 
depreciação. Dentre os quais, destacamos os três que são aceitos pela 
Deliberação CVM 583/2009 (CPC 27 – Ativo Imobilizado), quais sejam, 
Método Linear, Método da Soma dos Dígitos em Quotas Decrescentes 
(Método Cole) e Método das Unidades Produzidas. 
 
 No entanto, o mais utilizado na prática e na esmagadora maioria 
das questões de prova (não foi diferente nesta prova) é o Método Linear 
também chamado Método das Quotas Constantes ou da Linha Reta). 
 
 No Método Linear a depreciação acumulada varia de forma 
constante e diretamente proporcional ao tempo. 
 
 Passemos a nossa questão: 
 
 Dados fornecidos: 
 
 Data aquisição: 01/01/2009 
 Vlr contábil = R$ 15.000,00 
 Vida útil estimada = 5 anos 
 Vlr residual=R$ 3.000,00 
 
 *não houve modificação na vida útil estimada e nem no valor 
residual. 
 O primeiro passo é sabermos qual será o Valor Depreciável: 
 Valor Depreciável = Custo de Aquisição -Valor Residual* 
 Valor Depreciável = 15.000 – 3.000 = R$ 12.000,00 
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 Já o Valor Residual será sempre o valor estimado que a entidade 
obteria com a venda do ativo caso o mesmo já tivesse a idade e a 
condição esperadas para o fim de sua vida útil. Ou seja, será o valor da 
provável realização dobem após totalmente depreciado. 
 A questão pede o valor contábil do ativo líquido que 
corresponde ao Custo de Aquisição do ativo deduzido da 
Depreciação Acumulada. 
 Calculemos, portanto, a Depreciação Acumulada: 
 Observem que o bem tem vida útil de 5 anos (60 meses) e que de 
1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2010 temos 2 anos (24 
meses). 
Dep. Acum.=(15.000 – 3.000)x 24 meses = 12.000 = 200 x 
24=R$4.800 
 60 meses 60 
 
 Depreciação Acumulada = R$ 4.800,00 
 Desta forma, o valor contábil líquido do bem ao final do ano de 
2010 era: 
 Máquinas e Equipamentos R$ 15.000,00 
 (−) Depreciação Acumulada (R$ 4.800,00) 
 (=) Valor contábil R$ 10.200,00 
 Gabarito: C 
  
9) 
Matéria: Contabilidade Geral 
Assunto: Balanço Patrimonial - Classificação de Contas Contábeis. 
Dificuldade: 2 
 
 Conforme vimos nos comentários da questão 4, é de EXTREMA 
IMPORTÂNCIA conhecermos muito bem as CONTAS CONTÁBEIS E 
SUA CLASSIFICAÇÃO. O edital do Exame de Suficiência traz um plano 
de contas orientativo para os candidatos. Vale a pena consultar. 
 
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 Observem que nesta prova temos, com esta, 02 questões de mera 
classificação de contas contábeis, o que corrobora o que falamos acerca 
da importância do candidato dominar muito bem esse assunto. 
 
 Passemos à análise das contas da questão: 
 
 O examinador pede que o candidato apure o saldo do Ativo 
Circulante. Classifiquemos, portanto, cada conta: 
 
Contas em 31/12/2010 Saldo Classificação 
Ações de Outras Emp. p/ Neg. Imed. 400,00 AC 
Ações em Tesouraria 300,00 Retif. PL 
Ajustes de Avaliação Pat.(saldo devedor) 900,00 Retif. PL 
Aplic. em Fundos Inv. c/ Liquidez Diária 2.600,00 AC 
Bancos Conta Movimento 6.000,00 AC 
Caixa 700,00 AC 
Capital Social 40.000,00 PL 
Clientes - Vencimento em março/2011 12.000,00 AC 
Clientes - Vencimento em março/2012 6.600,00 ANC 
Clientes - Vencimento em março/2013 4.000,00 ANC 
Depreciação Acumulada 8.800,00 Retif. ANC Imob. 
Desp. Pg. Antec. (prêmio seg. vig.dez/11 300,00 AC 
Estoque de Matéria-Prima 5.000,00 AC 
Fin. Banc.(pg 12 parc. mens., 1ª em jan/11) 30.000,00 PC 
Fornecedores 19.000,00 PC 
ICMS a Recuperar 600,00 AC 
Imóveis de Uso 26.000,00 ANC Imob. 
Impostos a Pagar (Venc. em janeiro/2011) 6.400,00 PC 
Máquinas 18.000,00 ANC Imob. 
Obras de Arte 4.000,00 ANC Investimento 
Participação Societária em Emp. Controladas 14.000,00 ANC Investimento 
Part. Perm. no Capital de Outras Emp. 1.000,00 ANC Investimento 
Reserva Legal 4.000,00 PL 
Reservas de Capital 2.200,00 PL 
Veículos 8.000,00 ANC Imob. 
 
 
Gabarito: D 
 
 
 
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10)  
Matéria: Contabilidade Geral 
Assunto: Demonstrações Contábeis - DFC 
Dificuldade: 2 
A questão trata da Demonstração de Fluxos de Caixa (DFC). 
Geralmente, o Exame de Suficiência cobra uma ou duas questões sobre o 
tema. Relembrando: 
- A DFC é a demonstração que tem o objetivo de evidenciar os fatos que 
modificam o valor das disponibilidades em determinado exercício social. 
- A DFC é obrigatória às Sociedades por Ações de Capital aberto e às 
Sociedades por Ações com Capital Fechado e patrimônio líquido superior 
a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) na data do balanço. 
- Os “fluxos de caixa” referem-se ao caixa, bancos conta movimento, 
poupanças e outras contas que podem ser facilmente convertidas em 
moeda sendo pouco provável a alteração de valores (títulos públicos ou 
privados resgatáveis em até 3 meses, por exemplo). 
- Pode ser elaborada pelo “método direto” ou pelo “método indireto”. 
- A sua estruturaé dividia em: 
 Fluxo das Atividades Operacionais 
 Fluxo das Atividades de Financiamento 
 Fluxo das Atividades de Investimento 
 
Vamos resolver esta questão pelo método indireto. Vejamos: 
 
A questão informa que a sociedade 
1-  Apresentou variação positiva de caixa e equivalente-caixa no valor 
de 18.000,00. 
2-  Caixa Gerado pelas atividades Operacionais foi de 28.000,00 
(valor foi positivo pois houve “caixa gerado”) 
3-  Caixa Consumido pelas atividades de financiamento foi de ( 
25.000,00) – Valor negativo pois o caixa foi “consumido”, ou seja, 
as atividades de financiamento provocaram uma redução de 
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25.000,00 nas disponibilidades, caixa e equivalentes caixa, da 
empresa. 
4-   
Por fim, a questão requer o fluxo gerado/consumido pela atividade de 
financiamento. Veja só como a questão é fácil, basta colocar os valores 
na estrutura: 
Fluxo das Atividades Operacionais (AO): 28.000,00 
Fluxo das Atividades de Finaciamento (AF): (25.000,00) 
Fluxo das Atividades de Investimento(AI): ? 
Variação das disponibilidades (TOTAL): 18.000,00 
 
Agora, basta somar: 
TOTAL = AO + AF + AI 
18.000,00 = 28.000,00 – 25.000,00 + AI 
18.000,00= 3.000,00 + AI 
18.000,00 – 3.000,00 = AI 
15.000,00 = AI 
Logo, as atividades de Investimento Geraram, pois foi positivo, R$ 
15.000,00. 
Gabarito: D.  
  
11)  
Matéria: Contabilidade Geral 
Assunto: Escrituração Contábil 
Dificuldade: 1 
  
Primeiramente, vamos contabilizar a ocorrência da despesa relativa 
ao aluguel da fábrica, que ocorreu em dezembro de 2009: 
 
D- Despesa com aluguéis 
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C- Aluguéis a pagar 
 
Pelo princípio da competência, temos que lançar a despesa no 
período em que ela foi incorrida, no caso, em dezembro de 2009. 
Posteriormente, houve o pagamento, que deve ser contabilizado da 
seguinte forma: 
D- Aluguéis a pagar – Passivo 
C- Caixa ou Bancos Conta Movimento – Ativo 
Logo, como o passivo reduz a débito e o ativo reduz a crédito, 
tivemos uma redução do passivo e do ativo. 
Gabarito: C. 
 
 
12) 
Matéria: Contabilidade Geral 
Assunto: Demonstrações contábeis - DRE 
Dificuldade: 2 
A questão solicita o Resultado Líquido do Exercício. O Resultado 
Líquido do Exercício é evidenciado na Demonstração do Resultado do 
Exercício. Quando nos deparamos com uma questão como essa, o 
primeiro passo é diferenciar as contas. Neste caso, vamos agrupá-las 
didaticamente de três formas: 
1-  Contas que compõem o Balanço Patrimonial (BP) 
2-  Contas que irão diretamente para a DRE (Demonstração do 
Resultado do Exercício). 
3-  Contas que serão encerradas para formar o Custo das Mercadorias 
Vendidas (CMV). Lembrando que o CMV, depois de calculado, irá 
compor a DRE. 
 
 
 
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CONTA VALOR Destinação 
Caixa R$ 80.000,00 BP 
Capital Social R$ 50.000,00 BP 
Compras de Mercadorias R$ 800.000,00 Cálc. CMV 
Depreciação Acumulada R$ 65.000,00 BP 
Despesas com Juros R$ 110.000,00 DRE 
Despesas Gerais R$ 150.000,00 DRE 
Duplicatas a Pagar R$ 355.000,00 BP 
Duplicatas a Receber R$ 140.000,00 BP 
Estoque Inicial de Mercadorias R$ 200.000,00 Cálc. CMV 
Móveis e Utensílios R$ 70.000,00 BP 
Receita com Juros R$ 80.000,00 DRE 
Receitas com Vendas R$ 1.000.000,00 DRE 
Estoque Final de Mercadorias * R$ 350.000,00 Cálc. CMV 
* Dado do enunciado 
	
   	
  
Relembrando... 
Custo das Mercadorias Vendidas = Estoque inicial + Compras - Estoque Final 
Agora, vamos substituir os valores para encontrarmos o CMV: 
CMV = 200.000 + 800.000 – 350.000 
CMV= 650.000 
Pronto! Agora vamos ver como fica a distribuição das contas: 
CONTA VALOR DEMONSTRAÇÃO 
Caixa R$ 80.000,00 BP 
Capital Social R$ 50.000,00 BP 
Depreciação Acumulada R$ 65.000,00 BP 
Despesas com Juros R$ 110.000,00 DRE 
Despesas Gerais R$ 150.000,00 DRE 
Duplicatas a Pagar R$ 355.000,00 BP 
Duplicatas a Receber R$ 140.000,00 BP 
Móveis e Utensílios R$ 70.000,00 BP 
Receita com Juros R$ 80.000,00 DRE 
Receitas com Vendas R$ 1.000.000,00 DRE 
Custo das Merc. Vendidas R$ 650.000,00 DRE 
 
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Agora é só montarmos a estrutura da DRE: 
Receita de Vendas 1.000.000,00 
(-)Deduções (0) 
= Receita Líquida 1.000.000,00 
(-)CMV (650.000,00) 
=Lucro Bruto 350.000,00 
(-) Despesas Gerais (150.000,00) 
= Resultado Antes das Receitas e Despesas Financeiras 200.000 
(+) Receitas Financeiras 80.000 
(-) Despesas Financeiras (110.000) 
= Resultado Líquido do Exercício 170.000 
 
Gabarito: A. 
 
  
  
13)  
Matéria: Contabilidade de Custos 
Assunto: Classificação de custos e Nomenclatura aplicada a custos 
Dificuldade: 1 
 
Questão tranquila! O candidato precisava apenas lembrar da 
nomenclatura aplicada à contabilidade de custos e diferenciar custos x 
despesas. 
 
Recapitulemos a nomenclatura aplicada a custos: 
 
- Gastos: é a compra de um produto ou serviço qualquer, que gera 
sacrifício financeiro para a entidade (desembolso), sacrifício esse 
representado por entrega ou promessa de entrega de ativos 
(normalmente dinheiro). (Eliseu Martins, “contabilidade de custos”.) 
 
Todo gasto importa em desembolso, mas eles podem ocorrer em 
momentos distintos. Isso porque o gasto ocorre no momento em que há 
a transmissão da propriedade de um de um bem ou serviço. E não 
necessariamente coincide com o desembolso (pagamento a prazo, por 
exemplo, por tais bens ou serviços). 
 
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Exemplos de gastos: 
•   Gastos com aquisição de equipamentos; 
•   Gastos com o consumo de energiaelétrica; 
•   Gastos com aquisição de mercadorias para revenda; 
•   Gastos com aquisição de matérias-primas para 
industrialização; 
•   Gastos com aquisição de máquinas; 
- Desembolso: pagamento pela aquisição de bem ou serviço. 
Os gastos subdividem-se em: 
1)   Investimentos; 
2)  Custos; e 
3)  Despesas. 
 
- Investimentos: gasto ativado em função de sua vida útil ou de 
Benefícios atribuíveis a futuro(s) período(s). (Eliseu Martins, 
“contabilidade de custos”.) 
 
Exemplos: 
•   aquisição de imóveis; 
•   despesas pré-operacionais; 
•   aquisição de marcas e patentes; 
•   aquisição de móveis e utensílios. 
 
- Custos: Gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de 
outros bens ou serviços. (Eliseu Martins, “contabilidade de custos”.) 
 
Os custos são gastos diretamente relacionados ao consumo 
durante a atividade de produção. 
 
Exemplos: 
•   Matéria-prima utilizada no processo produtivo; 
•   Combustíveis e lubrificantes utilizados nas máquinas da fábrica; 
•   Seguro das instalações da fábrica; 
•   Aluguéis das instalações da fábrica; 
•   Seguros do maquinário utilizado na produção. 
 
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- Despesa: Bem ou serviço consumido diretamente ou 
indiretamente para a obtenção de receitas.(Eliseu Martins, “contabilidade 
de custos”.) 
 
As despesas são gastos relacionados às atividades de 
administração, vendas, e financiamento. 
 Para melhor diferenciar os Custos das Despesas adote o seguinte 
posicionamento: custos são todos os gastos realizados até que o 
produto fique pronto; a partir deste ponto, todos os gastos 
passam a ser despesas. 
Passemos a outras nomenclaturas importantes para a resolução da 
questão: 
- Custo de Produção do Período(CPP):são os custos incorridos 
no processo de produção num determinado período de tempo. A fórmula 
do CPP é a seguinte: 
CPP = MD + MOD + CIF em que “MD” seriam os Materiais 
Diretos(matéria-prima, materiais secundários apropriados diretamente 
ao produto e embalagens), “MOD” seria a Mão-de-Obra Direta(mão-de-
obra que é diretamente apropriável ao produto) e “CIF” seriam os 
demais gastos indiretos de fabricação. 
Observem que os CIF também podem ser chamados Gastos Gerais de 
Fabricação, Despesas Indiretas de Fabricação e Gastos Gerais de 
Produção. 
- Custo de Transformação (CT) ou de Conversão: é a soma de 
todos os Custos de Produção, exceto os relativos a matérias-primas e 
outros eventuais adquiridos e empregados sem nenhuma modificação 
pela empresa (componentes adquiridos prontos, embalagens compradas, 
etc.). (Eliseu Martins, “Contabilidade de Custos”.) 
É definido pela seguinte fórmula: 
CT = MOD + CIF. 
- Custos Primários (CP): é a soma dos Materiais Diretos e da 
Mão-de-obra direta. 
CP = MD + MOD. 
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Vamos às alternativas: 
a)  O custo de transformação da indústria totalizou R$302.000,00, 
pois o custo de transformação é a soma da mão de obra direta e 
custos Indiretos de fabricação. 
CT = MOD + CIF 
- MOD = 100.000,00 
- CIF = 56.000 + 38.000 + 70.000 + 38.000 = 202.000,00 
 
Logo, CT = 100.000 + 202.000 = 302.000,00 
 
Eis o gabarito! Já podemos partir pro abraço!!! rsrs 
 
Vamos verificar o erro das outras alternativas. 
 
b)  O custo do período da indústria totalizou R$444.000,00, pois o 
custo da empresa é a soma de todos os itens de sua atividade. 
Item errado. 
 
Como dissemos anteriormente, os custos de produção do 
período, o nosso CPP, são os gastos diretamente relacionados à 
produção, portanto, entendendo que o examinador quis dizer 
“sua atividade de produção” estaria perfeita a definição do 
item, ocorre que o valor apresentado na alternativa não 
corresponde com o CPP. 
 
CPP = MD + MOD + CIF 
 
- MD = 82.000,00 
- MOD = 100.000,00 
- CIF = 56.000 + 38.000 + 70.000 + 38.000 = 202.000,00 
 
Logo, 
CPP = 82.000 + 100.000 + 202.000 = 384.000,00 
 
c)   O custo do período da indústria totalizou R$524.000,00, pois o 
custo da empresa é a soma de todos os itens 
apresentados.Item errado. Conforme vimos no item anterior, o 
CPP seria a soma dos gastos diretamente relacionados à 
produção. 
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d)  O custo primário da indústria totalizou R$208.000,00, pois o 
custo primário leva em consideração a soma da mão de 
obra*(direta) e do material direto. Item errado. 
 
O custo primário é a soma do Material Direto e da Mão-de-obra 
DIRETA. Muito cuidado pois a mão-de-obra INDIRETA é CIF, 
ou seja, um GASTO INDIRETO DE FABRICAÇÃO. 
 
CP = MD + MOD 
 
- MD = 82.000,00 
- MOD = 100.000,00 
Logo, 
 
CP = 82.000 + 100.000 = 182.000,00 
Gabarito: A 
  
14) 
Matéria: Contabilidade de Custos 
Assunto: O Custeio por Processo e Produção Equivalente 
Dificuldade: 2 
A questão trabalhou o conceito de Produção Equivalente ou 
Equivalente de Produção que é utilizado quando a produção é 
contínua e, ao final do período, a indústria apresenta estoques de 
produtos acabados e estoques de produtos em processo ou em 
elaboração. 
A solução consiste em determinar o nível equivalente de 
produção dos produtos em elaboração para, a partir de então, estimar o 
custo médio dos produtos acabados. 
Portanto, se 300 unidades possuem um percentual de conclusão de 
65%, elas são equivalentes a 195 unidades (ou seja, 65% de 300 unid.) 
acabadas. 
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Então, no mês em consideração, foram produzidas 1200 unidades 
acabadas e 300 semiacabadas, que equivalem a 195 acabadas, 
totalizando 1395 unidades acabadas. 
Neste caso, o Custo Médio(CM) seria dado por 
CM = CPP/EP 
Em que EP é o Equivalente de Produção do período e CPP corresponde 
ao Custo da Produção. 
Passemos aos cálculos da questão: 
I) Determinação do Equivalente de Produção: 
Produtos Acabados: 1200unid. 
Produtos em Elaboração: 300 unid. x 65% processados = 195 unid. 
Equivalente de Produção do Período: 1395 unidades. 
II) Cálculo do Custo Médio por unidade acabada: 
CM = 558.000,00/1395 unid. = R$ 400,00/unid. 
III) Atribuição dos custos: 
Produtos Acabados = 1200 x R$ 400,00 = R$ 480.000,00 
Produtosem Elaboração = 300 x R$ 400,00 x 65% = R$ 78.000,00 
Total do Custo = 558.000,00 
Gabarito: B 
 
 
 
15) 
Matéria: Contabilidade de Custos 
Assunto: Materiais Diretos 
Dificuldade: 2 
 Questão em que o candidato deveria ficar atento ao que integrará 
o custo da mercadoria adquirida! 
 
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 Recuperação de Impostos 
 São compensáveis/recuperáveis os Impostos que apesar de pagos 
pelo contribuinte de direito, numa primeira etapa, podem ser 
compensados ou deduzidos do que tiver de ser pago pelo mesmo 
contribuinte, numa etapa seguinte, ou seja, quando haja incidência desse 
tributo na saída das mercadorias ou produtos. 
 
 Exemplos: 
 a. O IPI pago na aquisição de matéria-prima pela indústria; 
 b. O ICMS pago na aquisição de matéria-prima pela indústria; 
 c. O ICMS pago na aquisição de mercadorias pelo comerciante. 
 
 Os impostos compensáveis/recuperáveis são registrados em contas 
representativas de direitos realizáveis, enquanto que os não recuperáveis 
integram o custo das mercadorias. 
 
 Os tributos não-cumulativos sobre compras serão considerados 
como “Tributos a Recuperar” ou recuperáveis (direito da empresa – 
Ativo), caso a empresa seja contribuinte de tais tributos. 
 
 Então, caso o adquirente dos produtos sobre os quais incidiu o 
imposto seja contribuinte do IPI (empresa industrial ou equiparada a 
industrial) e os produtos adquiridos sejam utilizados em seu 
processo de industrialização, o IPI incidente na operação de compra 
poderá ser recuperado quando das vendas dos bens industrializados 
pelo industrial (imposto não cumulativo). 
 
 Entretanto, se o adquirente não for contribuinte do IPI ou, 
sendo contribuinte, não utilize os produtos adquiridos em seu 
processo de fabricação, o IPI incidente na operação de compra não 
poderá ser recuperado e INTEGRARÁ O CUSTO DE AQUISIÇÃO do 
produto. 
 
 O tratamento dado ao ICMS se assemelha ao do IPI quanto ao 
mecanismo da não-cumulatividade. Ou seja, o valor do ICMS pago ao 
fornecedor por ocasião da compra corresponde a um direito da empresa 
(ICMS a Recuperar). E o valor do ICMS que a empresa recebe de um 
cliente por ocasião da venda de mercadorias representa uma obrigação 
(ICMS a Recolher). 
 Reforçando todo o exposto, transcrevemos a lição da professora 
Misabel Derzi quanto ao princípio da não-cumulatividade: 
 
"O princípio da não-cumulatividade, como já 
realçamos, quer no Imposto sobre Produtos 
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Industrializados, quer no Imposto sobre Operações de 
Circulação de Mercadorias e Serviços, atribui ao 
produtor ou ao promotor da operação tributada 
o direito- dever de compensar o crédito gerado 
pelo imposto incidente na matéria-prima OU 
NA OPERAÇÃO ANTERIOR, recolhendo o 
contribuinte aos cofres públicos apenas a 
diferença." (Grifo nosso) 
 
 Quanto ao frete, especial atenção deve ser dada! 
 
 O frete, assim como o valor correspondente a eventual seguro e 
outras despesas de movimentação de estoques, INTEGRARÃO O 
CUSTO DA MERCADORIA quando forem pagos diretamente ao 
fornecedor ou a uma empresa transportadora ou companhias 
seguradoras (seguro). 
 Resumo dos Ajustes das Compras de MD 
- Devoluções de compras(-); 
- Fretes(+); 
- Seguros(+); 
- Abatimentos(-); 
- Carga e Descarga(+); 
- Armazenagem(+); 
- Descontos Incondicionais Obtidos(-); 
- Tributos recuperáveis(-); e 
- Tributos não-recuperáveis(+). 
 
(+) Compras 
(-) Tributos a Recuperar (recuperáveis) 
 
(=) Compras Brutas 
(-) Devoluções 
(+) Fretes + Seguros 
(+) Carga + Descarga + Armazenagem 
(-) Abatimentos 
(-) Descontos Incondicionais Obtidos 
 
(=) Compras Líquidas 
 Vamos a nossa questão! 
 Uma matéria-prima foi adquirida por R$3.000,00. Observem que o 
examinador diz que ESTÃO INCLUÍDOS nesse valor o IPI (R$ 150,00) e o 
ICMS (R$ 342,00). E diz, ainda, que tais impostos SÃO RECUPERÁVEIS. 
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 Então, como vimos, os valores desses impostos deverão ser 
abatidos do custo da mercadoria adquirida. 
 Custo de aquisição = 3.000 - 150 - 342 = 2508,00 
 Além disso o examinador dispõe que o vendedor arcou com o frete 
até o aeroporto no valor de R$ 306,00. Este valor não integrará o custo 
de aquisição, pois não onerou o adquirente. 
 Já o frete do aeroporto até a fábrica foi pago pelo comprador e 
portanto INTEGRARÁ o custo de aquisição da matéria-prima. 
 Portanto, o valor a ser registrado em estoques será: 
 Custo de aquisição = 3.000 - 150 - 342 = 2508,00 
 Custo de aquisição = 2508 + 204 = 2.712,00 
 
 Gabarito: B 
  
16) 
Matéria: Contabilidade Avançada 
Assunto: Ajuste a Valor Presente 
Dificuldade: 2 
Vejamos o que o art. 183, inciso VIII e o art. 184, inciso III, da Lei 
6.404/76 (Lei das Sociedades Anônimas) dizem: 
Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados 
segundo os seguintes critérios: 
... 
VIII – os elementos do ativo decorrentes de operações de longo 
prazo serão ajustados a valor presente, sendo os demais ajustados 
quando houver efeito relevante. 
 
Art. 184. No balanço, os elementos do passivo serão avaliados de 
acordo com os seguintes critérios: 
... 
III – as obrigações, os encargos e os riscos classificados no passivo 
não circulante serão ajustados ao seu valor presente, sendo os 
demais ajustados quando houver efeito relevante. 
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Ou seja, Ajuste a Valor Presente (AVP) nada mais é do que 
trazer para valores monetários atuais algo que está previsto para ser 
realizado somente numa data futura. 
 
Vamos à analise das compras à vista e a prazo. 
À vista: 
Matéria-prima: 5.000 Kg x R$ 2,00 = R$ 10.000,00 
ICMS: R$ 10.000,00 x 12% = R$ 1.200,00 
IPI: R$ 10.000,00 x 10% = R$ 1.000,00 
Total = R$ 11.000,00 
Na compra à vista, devemos ajustar a valor presente apenas os 
impostos recuperáveis em um mês. O valor total, como foi à vista, já 
está a valor presente. 
VP = 
!"($%&)( 
VP = 
).)++($%+,$)¹ 
VP = 
).)++$,$ 
VP = 2.000 (impostos a recuperar a valor presente). 
O valor que entrará no estoque de matéria-prima deve ser o valor 
totaldescontado dos impostos a recuperar. Portanto, esse valor será de 
R$ 9.000,00. 
Matéria-prima = Valor total - impostos 
Matéria-prima = 11.000 - 2.000 
Matéria-prima = 9.000 
A prazo: 
Matéria-prima: 5.000 Kg x R$ 2,20 = R$ 11.000,00 
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ICMS: R$ 11.000,00 x 12% = R$ 1.320,00 
IPI: R$ 11.000,00 x 10% = R$ 1.100,00 
Total = R$ 12.100,00 
Na compra a prazo, devemos ajustar a valor presente tanto o 
valor total a pagar quanto o valor dos impostos recuperáveis. 
Valor a pagar: 
VP = 
!"($%&)( 
VP = 
$).$++($%+,$)² 
VP = 
$).$++$,)$ 
VP = 10.000 
Impostos: 
VP = 
!"($%&)( 
VP = 
).-)+($%+,$)¹ 
VP = 
).-)+$,$ 
VP = 2.200 (impostos a recuperar a valor presente). 
 
Portanto: 
O valor que entrará no estoque de matéria-prima, líquido dos 
impostos recuperáveis será de R$ 7.800,00. 
Matéria-prima = Valor total - impostos 
Matéria-prima = 10.000 - 2.200 
Matéria-prima = 7.800 
GABARITO: D 
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17)    
Matéria: Contabilidade de Custos 
Assunto: Tipos de Custeio (Custeio por Absorção) 
Dificuldade: 2 
 O Custeio por Absorção consiste na apropriação de todos os 
custos de produção (fixos ou variáveis, diretos ou indiretos) à produção 
do período. Os gastos não fabris (despesas) são excluídos. 
 
 Este método de Custeio distingue custos e despesas. As despesas 
são contabilizadas diretamente no resultado do período, ao passo que 
somente os custos relativos aos produtos vendidos recebem tratamento 
similar. Os custos relativos aos produtos em elaboração e aos produtos 
acabados que não tenham sido vendidos estarão ativados nos estoques 
destes produtos. 
 
 O Custeio por Absorção utiliza o seguinte mecanismo: 
 
 1. Separação de Custos e Despesas; 
 2. Apropriação dos Custos Diretos diretamente à produção do 
 período; 
 3. Rateio dos Custos Indiretos à produção realizada no período; 
 4. Inventário dos estoques; e 
 5. Apuração do resultado. 
 
 Já no Custeio Variável ou Direto, considera-se para o cálculo do 
Custo de Produção do Período (CPP) somente os ""custos" variáveis" 
incorridos (entendam que o termo “custos” engloba também as despesas 
variáveis), ou seja, apropria-se ao produto somente os custos e as 
despesas variáveis, excluindo-se os Custos Fixos, que não são 
considerados como custos de produção e sim como despesas. São, 
portanto, encerrados diretamente no resultado do período. 
 
 A apuração segue o seguinte esquema (custeio por absorção): 
 
 
 
 
 
 
 
 
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APURAÇÃO DO CPV 
 
 1) Estoque inicial de Materiais Diretos (EIMD) 
 2) (+) Compras de Materiais Diretos 
 3) (-) Estoque Final de Materiais Diretos (EFMD) 
 
 4)(=) Materiais Diretos Consumidos (MD) 
 
 5) (+) Mão-de-Obra Direta (MOD) 
 6) (+) Custos Indiretos de Fabricação (CIF) 
 
 7) (=) Custo de Produção do Período (CPP) 
 
 CPP = MD + MOD + CIF 
 
 8) (+) Estoque Inicial de Produtos em Elaboração (EIPE) 
 9) (-) Estoque Final de Produtos em Elaboração (EFPE) 
 
 10) (=) Custo da Produção Acabada (CPA) do período 
 
 11) (+) Estoque Inicial de Produtos Acabados (EIPA) 
 12) (-) Estoque Final de Produtos Acabados (EFPA) 
 
 13) (=) CPV 
 
 Compras de materiais Diretos 
 
 1) Valor da Compra 
 2)(-) Impostos Recuperáveis 
 3) (+) Valor do frete suportado pelo adquirente 
 4) (-) ICMS recuperável incidente no frete 
 5) (+) Seguros 
 6) (+) Armazenagem, Carga e Descarga 
 7) (+) Gastos com Desembaraço Aduaneiro (importação) 
 8) (-) Descontos Incondicionais Obtidos 
 
 9) (=) Compras de Materiais Diretos 
 
 
 
 
 
 
 
 
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APURAÇÃO DO RESULTADO 
 
 1) Vendas Líquidas 
 2) (-) CPV 
 
 3) (=) Lucro Bruto (LB) 
 
 4) (-) Despesas Operacionais 
 5) (+) Receitas Operacionais 
 6) (-) Outras Despesas 
 7) (+) Outras Receitas 
 
 8) (=) Lucro Operacional (LOp) 
 
 9) (-) Contribuição Social sobre o Lucro (CSSL) 
 10) (-) Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) 
 11) (-) Participações 
 
 12)(=)Lucro Líquido do Exercício ou Resultado 
Líquido(LLEx) 
 
 
 Passemos à questão: 
 
 Dados fornecidos: 
 
 - Estoque inicial igual a zero. 
 - Produção anual de 500 unid.. 
 - Venda de 400 unid.. 
 - Custo Variável unitário de R$15,00. 
 - Preço de Venda unitário de R$20,00. 
 - Custo Fixo anual de R$2.000,00. 
 - Despesas Fixas anuais de R$350,00. 
 - Despesa Variável unitária de R$1,50 p/unidade vendida. 
 
 Apuração do Lucro Bruto no Custeio por absorção: 
 
 LB = Vendas Líquidas (VL) - Custo dos produtos vendidos 
(CPV) 
 
 Foi dada a quantidade vendida de 400 unid. a R$ 20,00 a unid. 
 
 Logo, as vendas totalizaram R$ 8.000,00 
 
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 Pelo custeio por absorção devemos apropriar todos os custos de 
produção (fixos ou variáveis, diretos ou indiretos) à produção do 
período. 
 
 Foi dado o custo variável unitário(CVu) no valor R$ 15,00. Quanto 
ao custo fixo, ATENÇÃO!!! 
 
 Foi dado o custo fixo (CF)ANUAL de R$ 2.000,00. Portanto, 
devemos dividir pela produção anual para termos o valor custo fixo 
unitário(CFu). 
 
 
 Ou seja, CF (anual) = 2.000,00 = 4,00 
 500 unid. 500 
 
 Logo, o Custo Total Unitário (CTu)= CFu + CVu = 4,00 + 15,00 = 
19,00 
 
 Em seguida, multiplicando pela quantidade vendida, obtém-se o 
Custo dos Produtos Vendidos (CPV): 
 
 CPV = 19,00 x 400 unid. = 7.600,00 
 
 Portanto, LB = VL - CPV = 8.000 - 7.600 = 400 
 
 LB = 400,00 
 
Apuração do Resultado Líquido (2010) no Custeio por absorção: 
 
 3) (=) Lucro Bruto (LB) 
 
 4) (-) Despesas Operacionais 
 5) (+) Receitas Operacionais 
 6)(-) Outras Despesas 
 7) (+) Outras Receitas 
 
 8) (=) Lucro Operacional (LOp) 
 
 9) (-) Contribuição Social sobre o Lucro (CSSL) 
 10) (-) Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) 
 11) (-) Participações 
 
 12)(=)Lucro Líquido do Exercício ou Resultado 
Líquido(LLEx) 
 
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 Na nossa questão, o RL = LB - Despesas Totais 
 
 As Despesas Operacionais de 2010 foram dadas: 
 
 - Desp. Fixas anual = R$ 350,00 
 - Desp. Variável p/ unid. vendida = R$ 1,50 
 - Desp. Variável TOTAL =R$ 1,5 x 400 unid. vendidas = R$ 600,00 
 
 Logo, o total das despesas é igual a R$ 350,00 + R$ 600,00 = R$ 
950,00 
 
 Desp. Total = 950,00 
 
 RL = LB - Desp. Totais = 400,00 - 950,00 = (550,00) 
 
 Ou seja, o Resultado Líquido foi um Prejuízo de R$ 550,00. 
 
 Gabarito: D 
 
18)   
Matéria: Contabilidade de Custos 
Assunto: Tipos de Custeio 
Dificuldade: 2 
 Como vimos na questão 17, no Custeio por Absorção devemos 
apropriar todos os custos de produção (fixos ou variáveis, diretos ou 
indiretos) à produção do período. Os gastos não fabris (despesas) 
deverão ser excluídos. 	
  
 Já no Custeio Variável ou Direto, devemos considerar para o 
cálculo do Custo de Produção do Período (CPP) somente os ""custos" 
variáveis" incorridos (os “custos” englobam também as despesas 
variáveis). 
 Vamos à questão: 
 Apuração do Custo Unitário de Produção no Custeio por 
Absorção: 
 Custo Prod. Período Unit.(custeio por absorção)(CPPu) = CFu + 
CVu 
 - CFu = 160.000,00 =R$ 16,00 
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 10.000unid. 
 
 - CVu = 30,00 (MD) + 28,00 (MOD) = R$ 58,00 
 
 CPPu = 16,00 + 58,00 = R$ 74,00 
 
Apuração do Custo Unitário de Produção no Custeio Variável: 
 Custo Prod. Período Unit.(custeio variável) (CPPu) = CVu + Desp. 
Variáveis Unit. 
 
 - CVu = 30,00 (MD) + 28,00 (MOD) = R$ 58,00 
 
 CPPu = 58,00 
 
 Gabarito: C 
19)    
Matéria: Contabilidade de Custos 
Assunto: Tipos de Custeio (Apuração do Inventário de Estoques) 
Dificuldade: 2 
 APURAÇÃO DO CPV 
 
 1) Estoque inicial de Materiais Diretos (EIMD) 
 2) (+) Compras de Materiais Diretos 
 3) (-) Estoque Final de Materiais Diretos (EFMD) 
 
 4)(=) Materiais Diretos Consumidos (MD) 
 
 5) (+) Mão-de-Obra Direta (MOD) 
 6) (+) Custos Indiretos de Fabricação (CIF) 
 
 7) (=) Custo de Produção do Período (CPP) 
 
 CPP = MD + MOD + CIF 
 
 8) (+) Estoque Inicial de Produtos em Elaboração (EIPE) 
 9) (-) Estoque Final de Produtos em Elaboração (EFPE) 
 
 10) (=) Custo da Produção Acabada (CPA) do período 
 
 11) (+) Estoque Inicial de Produtos Acabados (EIPA) 
 12) (-) Estoque Final de Produtos Acabados (EFPA) 
 
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 13) (=) CPV 
 
 Para facilitar a resolução da maioria das questões em que se faz 
necessária a apuração do inventário de estoques, é interessante o 
uso de razonetes, conforme o esquema abaixo: 
 
 Materiais Diretos (MD) 
 Estq. inic. de MD (EIMD) MD (consumo produção) 
 Compras 
 
 Estq. final de MD (EFMD) 
 
 
Produtos em Processo/Elaboração (PE) 
 Estq. Inic. Prod.Elab. (EIPE) Custo Prod. Acabados (CPA) 
 MD 
 MOD 
 CIF 
 
Estq. Final Prod. Elab. (EFPE) 
 
 
Produtos Acabados (PA) 
Estq. Inic. Prod. Acab.(EIPA) Custo Prod. Vendidos (CPV) 
Custo Prod. Acabados (CPA) 
 
Estq. Final Prod. Acab.(EFPA) 
 
 
 
Passemos à questão: 
 Produtos em Processo/Elaboração (PE) 
 EIPE = R$ 15.000,00 CPA = R$ 115.000,00 
 MD = R$ 50.000,00 
 MOD = R$ 40.000,00 
 CIF = R$ 30.000,00 
 R$ 135.000,00 
 
 EFPE = R$ 20.000,00 
 
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CPA = EIPE + MD + MOD + CIF - EFPE = 15.000 + 50.000 + 
40.000 + 30.000 - 20.000 = R$ 115.000,00 
 
 
Produtos Acabados (PA) 
EIPA = 0CPV = R$ 80.000,00 
CPA = R$ 115.000,00 
 
 EFPA = ? 
 
 
CPV = EIPA + CPA - EFPA 
 
Logo, EFPA = EIPA + CPA - CPV = 0 + 115.000 - 80.000 = 
35.000,00 
 
EFPA = 35.000,00 em 30.08.2010. 
 
Gabarito: A 
  
  
  
20) 
Matéria: Contabilidade Pública 
Assunto: Princípio da Competência 
Dificuldade: 1 
 
A Resolução 1.282/2010 do CFC, em seu artigo 9º, diz que: 
 
"O Princípio da Competência determina que os efeitos das 
transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se 
referem, independentemente do recebimento ou pagamento. 
Parágrafo único. O Princípio da Competência pressupõe a 
simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas." 
 
Por isso, os R$ 30.000,00 referente às contribuições dos associados 
da entidade filantrópica em questão, mesmo tendo sido recebido 
totalmente no primeiro ano, não devem ser apurados em sua totalidade 
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já no primeiro ano, mas sim devidamente divididos igualmente pelos três 
anos aos quais o valor corresponde. 
 
Pelo mesmo motivo o seguro de R$ 3.000,00 deve ser apropriado 
em duas parcelas de R$ 1.500,00 no segundo e no terceiro anos. 
 
Sendo assim, vamos à apuração dos resultados de cada exercício: 
 
A receita total de R$ 30.000,00 refere-se aos três exercícios. Logo, 
a receita é de R$ 10.000,00 por exercício (R$ 30.000,00 / 3). 
 
As despesas com os custos de impressão de folhetos informativos 
somam R$ 5.000,00 em cada ano. 
 
No segundo ano fez-se o seguro no valor de R$ 3.000,00, com 
cobertura para o segundo e o terceiro anos. Portanto, o custo anual do 
seguro é de R$ 1.500,00 (R$ 3.000,00 / 2). 
 
Apurando-se o resultado(Receitas – Despesas), temos: 
- No primeiro ano: R$ 10.000,00 - R$ 5.000,00 = R$ 5.000,00; 
- No segundo ano: R$ 10.000,00 - R$ 5.000,00 - R$ 1.500,00 = R$ 
3.500,00; 
- No terceiro ano: R$ 10.000,00 - R$ 5.000,00 - R$ 1.500,00 = R$ 
3.500,00. 
 
Portanto, temos superávit de R$ 5.000,00 no primeiro ano e de R$ 
3.500,00 no segundo e no terceiro anos. 
 
GABARITO: C 
 
 
21) 
Matéria: Contabilidade Pública 
Assunto: Lei Orçamentária Anual (LOA), Receita Orçamentária e de 
Contas Aplicado ao Setor Público 
Dificuldade: 3 
 
De acordo com o Plano de Contas Aplicado ao Setor Público 
(PCASP), a natureza das informações das contas pode ser: 
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-Patrimonial: fatos financeiros e não financeiros relacionados com 
as variações qualitativas e quantitativas do patrimônio público, 
representadas pelas contas que integram o ativo, o passivo, o patrimônio 
líquido, as variações patrimoniais diminutivas e as variações patrimoniais 
aumentativas. 
 
-Orçamentárias: atos e fatos relacionados à execução 
orçamentária, representadas pelas contas que registram aprovação e 
execução do planejamento e orçamento, inclusive Restos a Pagar. 
 
-Típica de Controle: atos de gestão cujos efeitos possam produzir 
modificações no patrimônio da entidade do setor público, bem como 
outras que tenham função precípua de controle. 
 
A previsão da receita orçamentária não é uma receita, nem 
representa item patrimonial. Por isso, a previsão inicial da receita 
orçamentária deve ser tratada como um ato administrativo de natureza 
orçamentária. 
 
O Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP) da 
Secretaria do Tesouro Nacional (STN), em sua parte IV, diz que o Plano 
de Contas Aplicado ao Setor Público (PCASP) foi elaborado para 
estabelecer conceitos básicos, regras para registro dos atos e fatos e 
estrutura contábil padronizada, de modo a atender a todos os entes da 
Federação e aos demais usuários da informação contábil, permitindo a 
geração de base de dados consistente para compilação de estatísticas e 
finanças públicas. 
 
Esta questão trata apenas da previsão da receita, um dos quatro 
estágios da receita orçamentária. 
 
Os quatro estágios são: 
 
- Previsão: é a estimativa de arrecadação da receita. Será 
calculada através de uma metodologia de projeção de receitas 
orçamentárias. 
 
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- Lançamentos: são onde serão identificados e relacionados os 
contribuintes, sucessores tributários ou responsáveis (sujeitos passivos), 
as matérias tributárias, os vencimentos e os valores devidos; 
 
- Arrecadação: é o estágio em que os sujeitos passivos irão 
entregar, aos agentes arrecadadores, os valores devidos; 
 
- Recolhimento: é a transferência, feita pelos agentes 
arrecadadores, para a conta específica de cada tributo do Tesouro. 
 
Portanto, para registrar a Previsão Inicial da Receita 
Orçamentária, ou seja, a aprovação do orçamento anual (LOA), 
devemos realizar o seguinte lançamento: 
 
Débito: Previsão Inicial da Receita Orçamentária 
Crédito: Receita Orçamentária a Realizar 
 
A título de curiosidade, caso a questão pedisse o registro do 
momento da arrecadação, ou seja, o recebimento dos valores, o registro 
seria o seguinte: 
 
Débito: Receita Orçamentária a Realizar 
Crédito: Receita Orçamentária Realizada 
GABARITO: A 
 
22) 
Matéria: Análise de Balanço 
Assunto: Capital Circulante Líquido e Liquidez Corrente 
Dificuldade: 1 
 
O Capital Circulante Líquido (CCL) e a Liquidez Correntes 
(LC) são dois índices que comparam o Ativo Circulante com o Passivo 
Circulante. 
Estes índices evidenciam se há, neste momento, recursos a curto 
prazo (ativo circulante) para cobrir as obrigações com terceiros a curto 
prazo (passivo circulante), caso fossem agora exigidos. 
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A diferença entre os dois é que, enquanto com o CCL teremos um 
valor monetário resultando desta comparação, na LC teremos um índice 
proporcional. 
Quando o AC for maior do que o PC, o CCL será maior do que R$ 
0,00 e o LC maior do que 1,00. Sendo assim, serão denominados 
positivos. 
Quando o PC for maior do que o AC, o CCL será menor do que R$ 
0,00 e o LC menor do que 1,00. Sendo assim, serão denominados 
negativos. 
Vamos à questão: 
Essa questão envolve o Capital Circulante Líquido (CCL) e a 
Liquidez Corrente (LC), fazendo uma comparação dos resultados desses 
dois índices em dois anos subsequentes. 
É facilmente resolvida com as fórmulas destes índices, que utilizam 
apenas os valores do Ativo Circulante (AC) e do Passivo Circulante (PC): 
CCL=AC-PC e LC=
𝐀𝐂𝐏𝐂 
 
 
Em 2009: 
AC = 57.400 e PC = 36.600 
Então: 
CCL = 57.400 - 36.600 LC = 
12.-++34.4++ 
CCL = 20.800 LC = 1,57 
 
Em 2010: 
AC = 61.800 e PC = 43.400 
Então: 
CCL = 61.800 - 43.400 LC = 
4$.5++-3.-++ 
CCL = 18.400 LC = 1,42 
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Comparando 2010 com 2009 temos: 
CCL = 18.400 - 20.800 LC = 1,42 - 1,57 
CCL = - 2.400 LC = - 0,15 
GABARITO: C 
  
  
  
23) 
Matéria: Contabilidade de Custos 
Assunto: Análise das Relações Custo/Volume/Lucro (Ponto de Equilíbrio) 
Dificuldade: 2 
 
A questão aborda importante e muito cobrado assunto em 
Contabilidade de Custos. Questão certa em cada exame e ponto 
praticamente ganho, haja vista seu grau de dificuldade, geralmente uma 
questão muito tranquila!!! 
Vamos aos conceitos e fórmulas aplicáveis: 
 
O Ponto de Equilíbrio é o ponto em que o Custo Total (CT) se iguala 
à Receita Total (RT). 
PE	
  =Ponto	
  de	
  Equilíbrio	
  
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O Custo Total corresponde à soma de todos os custos edespesas fixos (chamaremos de CF) com todos os custos e 
despesas variáveis (chamaremos de CV), ou seja: 
 
CT = CF + CV 
 
A Receita Total é dada por: 
 
RT=Preço Venda Unitário(PVu)xQuantidade produzida(Q) 
 
RT = PVu x Q 
 
Outro conceito de fundamental importância é o de Margem 
de Contribuição Unitária (MCu) que representa o quanto a 
produção e venda de uma unidade de produto resulta em recursos 
monetários para a empresa, para que esta possa amortizar seus 
custos fixos e obter lucro. 
 
MCu = PVu – Cvu* 
 
em que *CVu = CV 
 Q 
 
O Ponto de Equilíbrio Contábil(Qe) corresponde à quantidade 
que equilibra a receita total com a soma dos custos e despesas 
relativos aos produtos vendidos, cuja fórmula é dada por: 
 
Qe = Custos Fixos (CF)______ 
 Margem de Contrib. Unit.(MCu) 
 
O Ponto de Equilíbrio Econômico(QeE) corresponde à 
quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e 
despesas acrescidos do Custo de Oportunidade(CO). 
 
QeE = CF + CO 
 MCu 
 
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O Custo de Oportunidade representa a remuneração que a 
empresa obteria se aplicasse seu capital em outro lugar qualquer, 
ao invés de no seu próprio negócio. 
 
O Ponto de Equilíbrio Financeiro (QeF) corresponde à 
quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e 
despesas que representam desembolso financeiro para a empresa. 
 
Dessa forma, tem-se, por exemplo, que os encargos de 
depreciação são excluídos do cálculo do ponto de equilíbrio 
financeiro: 
 
QeF = CF - Deprec. 
 MCu 
 
Leve para sua prova a seguinte relação entre os pontos de 
equilíbrio: 
 
 QeE ≥ Qe ≥ QeF 
 
Breve Formulário: 	
  
1)  CT = CF + CV (Custo Total = Custo Fixo + Custo Variável) 
 
2)  RT = PVu x Q (Receita Total = Preço de Venda Unitário x 
Quantidade Produzida) 
 
3)  MCu = PVu–CVu (Margem de Contribuição Unitária = 
Preço de Venda Unitário – Custo Variável Unitário) 	
  
4)  CVu = CV/Q (Custo Variável Unitário = Custo 
Variável/Quantidade) 	
  
5)  CFu = CF/Q (Custo Fixo Unitário = Custo Fixo/Quantidade) 	
  
6)  Qe = CF/MCu(Ponto de Equilíbrio = Custo Fixo/Margem de 
Contribuição Unitária) 	
  
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7)  LT = (Q –Qe) x MCu(Lucro Total = (Q – Qe ) x Margem de 
Contribuição Unitária) 	
  
8)  QeE =CF + CO 
 MCu 
(Ponto de Equilíbrio Econômico = (Custo Fixo + Custo de 
Oportunidade)/MCu) 	
  
9)  QeF =CF –Deprec. 
 MCu 
(Ponto de Equilíbrio Financeiro = (Custo Fixo – 
Depreciação)/MCu) 	
  
10)   QeE≥Qe≥QeF 	
  
11)   Margem de Segurança (MS)= (Q – Qe)/Q 	
  
12)   Grau de Alavancagem Operacional (GAO)= variação do 
lucro total/variação das vendas) 
 
 
Passemos à questão: 
 
Dados fornecidos: 
 
- CVu = 1.200,00 
- CF = 72.000,00 
- Depreciação = 4.800,00 
- PVu = 6.000,00 
 
O examinador quer que achemos o Ponto de Equilíbrio 
Contábil(Qe). 
Vimos que o Qe é dado pela fórmula: 
Qe = CF_ 
 MCu 
 
Calculemos, portanto, a MCu, cuja fórmula é nossa velha 
conhecida: 
 
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MCu = PVu - CVu 
 
MCu = 6.000 – 1.200 = 4.800,00 
 
Logo, 
 
Qe = 72.000 = 15 alunos 
 4.800 
 
*Simples, não? Pois é, mas observe a maldade do examinador em 
tentar confundir o candidato colocando informações desnecessárias na 
questão, qual seja, a da depreciação. Como vimos tal informação só nos 
interessa quando do cálculo do Ponto de Equilíbrio Financeiro. 
CUIDADO!!! 
 
Gabarito: D 
 
 
 
24) 
Matéria: Contabilidade de Custos 
Assunto: Margem de Contribuição e Limitações na Capacidade de 
Produção 
Dificuldade: 2 
 
 
Ainda aplicaremos aqui alguns dos conceitos vistos na questão 23. 
 
Vimos que a MCu representa o quanto a venda de uma unidade 
adicional de um produto canaliza de recursos monetários para a 
empresa, para que esta possa amortizar seus custos fixos e obter um 
resultado positivo. 
 
Aqui, o cenário é outro! Existem limitações na capacidade 
produtiva da fábrica, ou seja, não há fatores de produção suficientes 
para se produzir toda a demanda prevista para os produtos no próximo 
período. 
 
Sem problemas. Vamos à questão: 
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Dados fornecidos: 
 
Situação Atual: 
- Qtde vendida mensal = 3.500 camisetas 
- PVu = R$ 5,00 
- Desp. Variáveis = 20% PVu = R$ 1,00 
- CVu = R$ 1,20 
- Capacidade de Produção = 5.000 camisetas por mês 
- CF = R$ 6.000,00 
 
 
Situação Nova: 
 
- Qtde demandada mensal = 6.000 camisetas 
- PVu = R$ 4,00 
- Desp. Variáveis = 20% PVu = R$ 0,80 
- CVu = R$ 1,20 
- Capacidade de Produção = 5.000 camisetas por mês 
- CF = R$ 6.000,00 
 
Observem que o examinador diz que uma pesquisa de 
mercado revelou que reduzindo o preço para R$ 4,00 a demanda 
que antes era de 3.500 camisetas por mês, sofreria um aumento e 
iria para 6.000 camisetas/mês. 
 
Muito cuidado! Apesar de a demanda com a redução do 
preço aumentar para 6.000 camisetas/mês, a capacidade de 
produção da fábrica é de 5.000 camisetas/mês. 
 
Portanto, a fábrica fabricará e poderá vender 5.000 
camisetas por mês. 
 
Passemos aos cálculos para sabermos qual será o resultado 
dessa medida de redução de preço: 
 
Antes (R$ 5,00): 
 
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MCu = PVu – CVu(inclui-se as despesas variáveis) 
 
MCu = 5,00 – (1,20 + 1,00) = 5,00 – 2,20 = R$ 2,80 
 
MCT = MCu x Quantidade vendida (Qv) 
 
MCT = 2,80 x 3.500 = R$ 9.800,00 
 
Logo, o resultado da fábrica quando o preço da camiseta era 
de R$ 5,00 era R$ 9.800,00. 
 
Situação Nova (R$ 4,00): 
 
MCu = PVu – CVu(inclui-se as despesasvariáveis) 
 
MCu = 4,00 – (1,20 + 0,80) = 4,00 – 2,00 = R$ 2,00 
 
MCT = MCu x Quantidade vendida (Qv) 
 
MCT = 2,00 x 5.000 = R$ 10.000,00 
 
Logo, o resultado da fábrica com a alteração do preço para 
R$ 4,00 será R$ 10.000,00. 
 
Portanto, o resultado final da empresa sofrerá um aumento 
na receita de R$ 200,00. 
 
Gabarito: B 
 
 
 
25) 
Matéria: Contabilidade de Custos 
Assunto: Análise das Relações Custo/Volume/Lucro(Margem de 
Segurança) 
Dificuldade: 2 
 
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O examinador nessa questão requer seu conhecimento acerca da 
Margem de Segurança(MS). Muito simples e ponto imperdível no seu 
exame. Bastaria aplicar a fórmula e partir para o abraço!!! 
A Margem de Segurança é o percentual de redução de vendas que 
a empresa pode suportar sem que tenha prejuízo e é dada pela fórmula 
já vista: 
MS = Q − Qe 
 Q 
Ou seja, quanto mais distante o volume de vendas Q estiver do 
ponto de equilíbrio Qe, maior será o valor de MS. 
Vamos a nossa questão: 
 
Dados fornecidos: 
 - Quantidade vendidas/mês = 30.000 pacotes 
 - PVu = R$ 35,00 
 - CF + DF = R$ 472.500,00 
 - CVu + DVu = R$ 15,00 
 
 Sabemos que a fórmula da Margem de Segurança é: 
MS = Q - Qe 
 Q 
 
Ora, observem que o examinador não forneceu o Ponto de 
Equilíbrio Contábil. E nem precisava não é mesmo? Já está na massa do 
sangue!!! rs 
 
 Calculemos o Qe: 
 
 Qe = CF + DF 
 MCu 
 
 MCu = PVu – (CVu + DVu) = 35,00 – 15,00 = R$ 20,00 
 Qe = 472.500= 23.625 
 20,00 
 Qe = 23.625 
 
 Agora já temos todas as informações necessárias para 
calcularmos nossa MS. 
 MS = 30.000 – 23.625= 6.375_= 0,2125 
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 30.000 30.000 
 
 Ou seja, MS = 21,25% das vendas. Como a empresa vende 
mensalmente 30.000 pacotes a R$ 35,00, temos que MS = 21,25% de 
30.000 x R$ 35,00. 
 Logo, MS = 21,25% de 1.050.000,00 = R$ 223.125,00. 
 
 Gabarito: A 
 
26) 
Matéria: Contabilidade de Custos 
Assunto: Apropriação de Custos (Departamentalização) 
Dificuldade: 2 
 
Essa questão gerou polêmica neste exame e, por fim, acabou 
sendo anulada. 
Mas vamos aproveitar para discorrer acerca do assunto 
“Departamentalização”. 
Para o professor Valnir Alberto Brandt (2000), por meio da 
departamentalização a empresa pode segmentar suas atividades internas 
como se existissem outras pequenas empresas dentro de um 
sistema maior. 
Nesta sistemática, a empresa seria dividida em segmentos, 
chamados de departamentos, aos quais são debitados todos os custos de 
produção neles incorridos. 
O departamento é considerado um centro de custos que são 
acumulados para posterior alocação aos produtos (departamento 
de produção) ou a outros departamentos (departamentos de 
serviços). 
Entendemos por Centro de Custo como sendo a menor fração de 
atividade ou área de responsabilidade para a qual é realizada a 
acumulação de custos. 
A Departamentalização assegura uma determinação mais 
precisa dos custos, uma vez que o critério de rateio dos CIF fica menos 
arbitrário. 
Observem os exemplos abaixo: 
1) Alguns custos, embora indiretos em relação aos produtos, são 
diretamente atribuíveis aos Departamentos. 
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1.1) Exemplos: a Depreciação das Máquinas do Departamento 
(custo indireto em relação aos vários tipos de produtos fabricados, mas 
direto em relação ao Departamento); 
 
2) Material Indireto (como cola e verniz) usado no Departamento; 
 
3) Mão-de-Obra Indireta usada no Departamento. 
 
Passemos à análise da questão: 
Dados fornecidos por Departamentos: 
Departamento de Compras: 
- Compra de MP = R$ 25,00 
- Gastos próprios = R$ 5,00______ 
Custo Dep. Compras = R$ 30,00 
 
Departamento de Produção: 
- recebeu a MP do Dep. de Compras (R$ 30,00) 
- Gastos próprios = R$ 50,00______ 
Custo Dep. Produção = R$ 80,00 
 
 
Departamento de Vendas: 
-Recebeu o produto produzido pelo Dep. Produção: R$ 80,00 
- Gastos próprios = R$ 20,00_____ 
Custo Dep. Vendas = R$ 100,00 
 
- PVu = R$ 120,00 
- A transferência entre os departamentos pelo custo total 
realizado. 
 
 a) o custo total do Departamento de Produção é de 
R$80,00.(Correto) 
Vimos que o Departamento de Produção recebeu em 
TRANSFERÊNCIA do Departamento de Compras matéria-prima, com 
todos os custos já devidamente apropriados de tal departamento, 
somando R$ 30,00. Além de ter incorrido em gastos próprios de R$ 
50,00. Acarretando um total de R$ 80,00: 
 
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Departamento de Produção: 
- recebeu a MP do Dep. de Compras (R$ 30,00) 
- Gastos próprios = R$ 50,00______ 
Custo Dep. Produção = R$ 80,00 
 b) o custo total do Departamento de Vendas é de R$100,00, dos 
quais R$80,00 transferidos de outros departamentos. (Correto) 
O Departamento de Vendas recebeu em TRANSFERÊNCIA do 
Departamento de Produção o produto produzido, com todos os custos já 
devidamente apropriados de tal departamento, somando R$ 80,00. Além 
de ter incorrido em gastos próprios de R$ 20,00. Acarretando um total 
de R$ 100,00: 
 
Departamento de Vendas: 
-recebeu o produto produzido pelo Dep. Produção(R$ 80,00) 
- Gastos próprios = R$ 20,00_____ 
Custo Dep. Vendas = R$ 100,00 
 c) o Departamento de Compras apurou um prejuízo de R$30,00. 
(Incorreto) 
Observem que o Departamento de Compras efetuou compras de 
matéria-prima no valor de R$ 25,00 e incorreu em gastos próprios de R$ 
5,00. E, no período, apropriou todos os custos do departamento, dando 
um total de R$ 30,00. 
O examinador informa que as transferências entre os 
departamentos ocorreram pelo custo total realizado em cada 
departamento. 
Por conseguinte, os R$ 30,00 acumulados no Departamento de 
Compras, referentes à matéria-prima, foram totalmente repassados para 
o Departamento de Produção. Não havendo, portanto, prejuízo algum. 
 d) os Departamentos de Compras e de Produção somaram no 
período receitas com vendas internas no montante de R$110,00. 
(Incorreto) 
 Observem a impropriedade em dizer que houve receita de 
vendas internas. 
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Ora, vimos acima que o que ocorreu entre os departamentos foram 
meras transferências e repasse de todos os custos realizados por tais 
departamentos. 
 Portanto, essas transferências entre departamentos não geram 
receita de vendas. Até porque existe um departamento específico com tal 
função, qual seja, a de “Vendas”: Departamento de Vendas”. 
 A banca preliminarmente apresentou como gabarito a alternativa 
“c”. E oficialmente decretou a anulação da questão. Muito provavelmente 
pela polêmica acima descrita. 
Gabarito Preliminar: C 
 Gabarito Oficial: ANULADA 
  
  
27) 
Matéria: Direito Tributário 
Assunto: Limitações Constitucionais ao Poder de Tributar (Princípios) 
Dificuldade: 2 
 Questão capciosa, CUIDADO!!! 
 O examinador aborda nesta questão os princípios constitucionais ao 
poder de tributar. Mais especificamente, quais tributos, quando criados 
ou majorados, deverão respeitá-los. Ou melhor ainda, e o que vai cair 
no seu exame, quais seriam as exceções a tais princípios!??? 
 Vamos passear pelos princípios, cujo conhecimento exigiu-se nessa 
questão: 
 Os princípios são os seguintes: 
1)  Legalidade Tributária; 
2)   Isonomia Tributária; 
3)   Irretroatividade Tributária; 
4)  Anterioridade Tributária; 
5)  Não-confisco; 
6)  Liberdade de Tráfego; 
7)  Uniformidade Geográfica; 
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8)  Não diferenciação da tributação da dívida públicae da 
remuneração dos agentes públicos; 
9)  Vedação às Isenções Heterônomas; 
10)   Não discriminação tributária em razão da procedência ou 
destino. 
 Princípio da Legalidade Tributária 
 A Constituição Federal, no seu art. 150, I, estatui o Princípio da 
Legalidade Tributária: 
Art. 150.Sem prejuízo de outras(Rol exemplificativo ou não 
taxativo) garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à 
União, aos Estados e aos Municípios: 
 I - Exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça.	
  
 Alinhado a esse princípio, podemos afirmar que a instituição ou 
majoração de um tributo deve ocorrer por meio de uma lei. Como não 
foi especificado que tipo de lei seria, podemos afirmar que o dispositivo 
constitucional acima refere-se a uma lei ordinária, salvo quando o 
próprio texto constitucional (e somente ele) dispuser em contrário. 
Ocorre que há tributos que só podem ser instituídos por Lei 
Complementar, por expressa disposição da própria CF/88. São eles: 
1)  Empréstimos Compulsórios – Art. 148; 
2)   Imposto sobre Grandes Fortunas – Art. 153, VII; 
3)   Impostos Residuais – Art. 154, I; e 
4)  Contribuições Residuais – Art. 195, §4º. 
São exceções à legalidade tributária: 
1)   Instituir obrigações tributárias acessórias.Art.113, §2º, CTN. 
2)  Definir prazo de vencimento de tributo. Art.160, CTN 
(Entendimento do STF). 
3)  Atualização monetária da base de cálculo de tributo. Art. 97, 
§2º,CTN. 
4)  A atualização do IPTU não pode ser superior ao índice oficial de 
correção monetária (Súmula 160 do STJ). 
5)  Majorar/reduzir as alíquotas do II, IE, IPI e IOF.Art.153, 
§1º,CF/88. 
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6)  Reduzir/restabelecer as alíquotas do ICMS-combustíveis (ICMS-
monofásico). Art.155, §4°,IV,“c”, CF/88. 
7)  Reduzir/restabelecer as alíquotas da CIDE-combustíveis. 
Art.177, §4º,I, “b”, CF/88. 
8)  Conceder benefícios fiscais do ICMS. Art. 155, §2º, XII,“g”, 
CF/88. 
 
O princípio citado na alternativa “a”, qual seja, o da Tipicidade 
Cerrada, também chamada de Tipicidade Fechada ou de Legalidade 
estrita, está previsto no art. 97, do CTN. Tal princípio, intimamente 
ligado ao da Legalidade Tributária, preceitua que a lei que instituiu o 
tributo deve prever todos os seus elementos descritivos, vale dizer, o seu 
fato gerador, sua alíquota, os sujeitos ativo e passivo. Ou seja, a lei do 
tributo deve trazer o tipo tributário. 
 O princípio da anualidade citado também na alternativa “a” não 
foi acolhido por nosso regime tributário-constitucional. Tal 
princípio foi substituído pelo princípio da anterioridade, consagrado 
pela Constituição da República em seu art. 150, III, alínea b, que 
veremos a seguir. 
Muito cuidado!!!De acordo com o ordenamento constitucional 
vigente, não há mais a necessidade dos tributos se submeterem ao 
princípio da anualidade tributária, ou seja, de que tivesse sido autorizado 
na Lei Orçamentária Anual a sua cobrança em determinado ano. 
 
Princípio da Anterioridade Tributária 
Tal princípio estabelece que nenhum tributo pode ser cobrado 
no mesmo exercício financeiro em que foi instituído ou 
aumentado. Visa, portanto, propiciar uma maior segurança jurídica 
aos contribuintes. 
 Encontra previsão no art. 150, CF/88: 
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao 
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios: 
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(...) 
III - cobrar tributos: 
(...) 
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada 
a lei que os instituiu ou aumentou; 
c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja 
sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado 
o disposto na alínea b; 
Anterioridade Anual 
Poderemos nos deparar com alguns sinônimos em nossa prova, 
tais como: Anterioridade dos Exercícios, “Anterioridade” ou 
“Anterioridade Genérica”. Esse princípio seria a aplicação isolada da 
alínea “b” do dispositivo constitucional supracitado, qual seja, aquele que 
veda a cobrança de tributos no mesmo exercício financeiro da 
publicação da lei instituidora ou majoradora de tributos. 
Cabe salientar que as regras da anterioridade anual e da 
nonagesimal são ditas relativas, pois comportam exceções, como 
veremos a seguir. 
Anterioridade Nonagesimal 
Assim como vimos na Anterioridade Anual, poderemos também 
encontrar alguns sinônimos em nossa prova para a Anterioridade 
Nonagesimal, tais como: “Noventena” ou “Anterioridade 
Mitigada”. 
Tal princípio veda a aplicação (eficácia) da lei que institui ou 
majora tributos antes de decorridos 90 dias de sua PUBLICAÇÃO. 
Vale dizer que os princípios da Anterioridade Anual e a 
Nonagesimal deverão ser interpretadas eaplicadas cumulativamente. Em 
outras palavras, o Princípio da Anterioridade Tributária exige que uma lei 
que crie ou majore tributo somente entre em vigor no primeiro dia do 
exercício se houver ao menos 90 dias entre a data da publicação da lei e 
o primeiro dia do exercício seguinte. 
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As EXCEÇÕES constitucionais a ambos os princípios estão 
veiculadas no art. 150, §1º, CF/88 e pela incidência recorrente em prova 
esquematizamos abaixo para facilitar sua assimilação: 
 
Exceções à Anterioridade Anual Exceções à Noventena (90 
dias) 
(exceções à anterioridade anual e à noventena) 
II,IE, IOF, IEG, 
Empréstimos Compulsórios (Guerra ou calamidade pública) 
 
IPI IR 
Restabelecimento de alíquotas: 
 
ICMS – combustíveis 
 
CIDE – combustíveis 
 
 
Alteração de base de cálculo: 
 
IPVA 
 
IPTU 
 
Contribuições para a seguridade 
social 
 
Passemos a nossa questão: 
 Uma Lei foi publicada em 30 de agosto de 2010 e majorou a 
alíquota do IPI, sendo omissa quanto à sua entrada em vigor. 
a) A referida majoração somente poderá ser cobrada nos casos em 
que os fatos geradores tenham ocorrido a partir de 1°.1.2011, 
devido aos Princípios da Legalidade, da Anualidade e da Tipicidade 
Cerrada.(Incorreto) 
 Ora, como vimos, o IPI é exceção à Anterioridade Anual, mas deve 
respeitar a Anterioridade Nonagesimal. Portanto, a referida majoração 
poderá ser cobrada a partir de 90 dias da PUBLICAÇÃO da lei que 
majorou a alíquota, devido, logicamente ao Princípio da Anterioridade 
Nonagesimal ou Mitigada. 
 Observem que a entrada em vigor em nada interfere na contagem 
do prazo de anterioridade, seja anual ou dos 90 dias, haja vista que a 
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CF/88 exigiu que fosse contado da PUBLICAÇÃO e não da vigência ou 
entrada em vigor da lei. 
b) De acordo com o Princípio da Anterioridade Nonagesimal, a 
referida majoração somente poderá ser cobrada em face dos fatos 
geradores ocorridos após noventa dias da sua 
publicação.(Perfeito!!!) 
c) Os valores provenientes dessa majoração podem ser cobrados 
em face dos fatos geradores ocorridos a partir de sua publicação, 
já que o IPI não se submete ao Princípio da 
Anterioridade.(Incorreto) 
Como vimos, o IPI é sim exceção à Anterioridade Anual, no 
entanto deve respeito à Anterioridade Nonagesimal. 
d) Poderá ser cobrada a referida majoração em face dos fatos 
geradores ocorridos após quarenta e cinco dias da publicação na 
Lei no. X, devido à regra contida na Lei de Introdução ao Código 
Civil, já que aquela Lei foi omissa quanto a sua entrada em vigor. 
Vimos que a entrada em vigor da lei(vigência) em nada interfere 
na contagem do prazo de anterioridade, seja anual ou dos 90 dias, 
haja vista que a CF/88 exigiu que fosse contado da PUBLICAÇÃO e 
não da vigência ou entrada em vigor da lei. 
Outra correção a ser feita na alternativa “d” é quanto à lei 
mencionada que teve sua redação de seu título alterada pela Lei nº 
12.376/2010 e hoje chama-se Lei de Introdução às normas do 
Direito Brasileiro. 
Gabarito: B 
 
 
28) 
Matéria: Direito do Trabalho 
Assunto: Contrato individual de trabalho, relação de emprego e 
remuneração. 
Dificuldade: 1 
 Questão muito tranquila!!! Explora, mais uma vez, a letra seca da 
CLT e, ainda, de artigos iniciais da consolidação, como veremos a seguir. 
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 Analisemos cada item: 
 I. Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma 
delas, personalidade jurídica própria, estiver sob a direção, controle ou 
administração de outra, constituindo grupo industrial, comercial ou de 
qualquer outra atividade econômica, serão, para os efeitos da relação de 
emprego, solidariamente responsáveis a empresa principal e cada 
uma das subordinadas. (Correto) 
 O item trata de responsabilidade solidária de um grupo 
econômico. 
 A responsabilidade, conforme a leitura do art. 264 do Código Civil, 
será solidária quando em uma mesma obrigação houver mais de um 
responsável pelo seu cumprimento. 
 Art. 264. Há solidariedade, quando na mesma obrigação 
 concorre mais de um credor, ou mais de um devedor, cada 
 um com direito, ou obrigado, à dívida toda. 
 Logo, quando a responsabilidade for solidária, poderá o credor 
exigir o cumprimento dessa responsabilidade de ambos os devedores ou 
de apenas um deles, cabendo àquele que cumprir a obrigação o direito 
de regresso contra o devedor solidário. 
 A definição de grupo econômico é veiculada no art. 2º, § 2º, da 
CLT. Observem o dispositivo: 
 
Art. 2º, § 2º. Sempre que uma ou mais empresas, tendo, 
embora, cada uma delas, personalidade jurídica própria, 
estiverem sob a direção, controle ou administração de 
outra, constituindo grupo industrial, comercial ou de 
qualquer outra atividade econômica, serão, para os efeitos 
da relação de emprego, solidariamente responsáveis a 
empresa principal e cada uma das subordinadas. 
 A lição de Maurício Godinho Delgado acerca de grupo econômico 
afirma ser esse grupo “a figura resultante da vinculação jus trabalhista 
que se forma entre dois ou mais entes favorecidos direta ou 
indiretamente pelo mesmo contrato de trabalho, em decorrência de 
existir entre esses entes laços de direção ou coordenação em face de 
atividades industriais, comerciais, financeiras, agroindustriais ou de 
qualquer outra natureza econômica”. 
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 Portanto, configura-se o grupo econômico uma 
verdadeira garantia ao trabalhador, haja vista que todos 
os integrantes desse grupo respondem solidariamente pelo 
crédito trabalhista. Ou seja, qualquer das empresas do grupo é 
responsável da mesma forma, ainda que o serviço não lhes tenha sido 
diretamente prestado. 
 II. Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento 
do empregador e o executado no domicílio do empregado, desde que 
esteja caracterizada a relação de emprego. (Correto) 
 Muito cuidado!!! Não obstante a correção do item II, conforme o 
art. 6º, vigente à época da prova, há que ser considerada uma 
importante alteração nesse dispositivo naquele mesmo ano de 2011. 
Senãovejamos: 
Art. 6º. Não se distingue entre o trabalho realizado no 
estabelecimento do empregador e o executado no domicílio 
do empregado, desde que esteja caracterizada a relação de 
emprego. 
Art. 6º. Não se distingue entre o trabalho realizado no 
estabelecimento do empregador, o executado no domicílio 
do empregado e o realizado a distância, desde que 
estejam caracterizados os pressupostos da relação de 
emprego. (Redação dada pela Lei nº 12.551, de 2011) 
Parágrafo único. Os meios telemáticos e informatizados de 
comando, controle e supervisão se equiparam, para fins de 
subordinação jurídica, aos meios pessoais e diretos de 
comando, controle e supervisão do trabalho 
alheio. (Incluído pela Lei nº 12.551, de 2011) 
O item trata acerca de Relação de emprego, a qual, na lição de 
Maurício Godinho Delgado, seria "o fenômeno sócio-jurídico da relação de 
emprego deriva da conjugação de certos elementos inarredáveis 
(elementos fático-jurídicos), sem os quais não se configura a 
mencionada relação". 
Cabe lembrarmos dos 5 elementos caracterizadores da 
relação de emprego: 
1) Prestação de trabalho por pessoa física; 
2) Pessoalidade; 
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3) Não eventualidade; 
4) Subordinação; e 
5) Onerosidade (intuito oneroso). 
 
 III. Considera-se como “de serviço efetivo” o período em que o 
empregado esteja à disposição do empregador, aguardando ou 
executando ordens, salvo disposição especial expressamente consignada. 
Art. 4º. Considera-se como de serviço efetivo o período 
em que o empregado esteja à disposição do empregador, 
aguardando ou executando ordens, salvo disposição 
especial expressamente consignada. 
 
Tal dispositivo da CLT estabelece que o tempo que o empregado 
estiver aguardando ordens deve ser considerado como à disposição e 
remunerado como se de efetivo trabalho fosse!!! 
Gabarito: D 
 
  
29) 
Matéria: Direito Tributário 
Assunto: Crédito Tributário (Suspensão, Extinção e Exclusão) 
Dificuldade: 1 
O examinador aborda o conhecimento acerca do parcelamento, 
como uma das modalidades de suspensão do crédito tributário. 
Façamos uma pequena revisão: 
As modalidades de suspensão do crédito tributário estão previstas 
no art. 151 do Código Tributário Nacional (CTN), senão vejamos: 
 Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito 
 tributário: 
 I - Moratória; 
 II - o Depósito do seu montante integral; 
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 III - as Reclamações e os recursos, nos termos das
 leis reguladoras do processo tributário administrativo; 
 IV - a Concessão de medida liminar em mandado de 
 segurança. 
 V – a Concessão de medida liminar ou de tutela 
 antecipada, em outras espécies de ação 
 judicial; 
 VI – o Parcelamento. 
Parágrafo único. O disposto neste artigo não 
dispensa o cumprimento das obrigações 
acessórias dependentes da obrigação principal cujo 
crédito seja suspenso, ou dela consequentes. 
Para facilitar a assimilação e lembrança das modalidades de 
suspensão do crédito, observem o processo mnemônico: 
 
Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: 
 
- Mo De Re Co Co Pa!!! 
 
As modalidades de extinção do crédito são veiculadas no art. 156 
do CTN: 
 Art. 156. Extinguem o crédito tributário: 
 I - o pagamento; 
 II - a compensação; 
 III - a transação; 
 IV - remissão; 
 V - a prescrição e a decadência; 
 VI - a conversão de depósito em renda; 
 VII - o pagamento antecipado e a homologação do 
 lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e seus §§ 
 1º e 4º; 
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 VIII - a consignação em pagamento, nos termos do disposto 
 no § 2º do artigo 164; 
 IX - a decisão administrativa irreformável, assim entendida a 
 definitiva na órbita administrativa, que não mais possa ser 
 objeto de ação anulatória; 
 X - a decisão judicial passada em julgado. 
 XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e 
 condições estabelecidas em lei. 
 
E por fim, as modalidades de exclusão do crédito encontram 
previsão no art. 175 do CTN: 
 Art. 175. Excluem o crédito tributário: 
 I - a Isenção; 
 II - a Anistia. 
Observem o processo mnemônico para a exclusão: 
Ele I A, não vai mais!!! rs...ridículo, eu sei, mas por isso mesmo 
funcionará!!!rs 
Agora pessoal, observem que quanto às modalidades de extinção 
do crédito, seria um tanto quanto complicado decorarmos, a não ser que 
tivéssemos o contato bastante frequente com o dispositivo. 
Mas, muita calma nessa hora!!!rsrs Segue um macete pra sua vida 
de concurseiro!!! 
Quanto às modalidades que afetam o crédito tributário, observem 
que basta lembrarmos do Mo, De, Re, Co, Co, Pa (Suspensão) e do I, 
A (Exclusão). 
Pois todas as outras modalidades serão hipóteses de extinção 
do crédito!!! 
 
Passemos à análise das questões: 
a) O parcelamento afasta o cumprimento da obrigação acessória. 
(Incorreto) Art. 151, § único, CTN. 
b) O parcelamento constitui uma das modalidades de 
extinção dos créditos tributários prescritas pelo Código Tributário 
Nacional. (Incorreto) Art. 151, VI, CTN. 
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c) O parcelamento é uma modalidade de suspensão da 
exigibilidade do crédito tributário. (Correto) Art. 151, VI, CTN. 
d) O parcelamento extingue o crédito tributário de forma 
fracionada e continuada, quando a legislação tributária não dispuser a 
respeito. (Incorreto) Art. 151, VI, CTN. 
Gabarito: C 
 
30) 
Matéria: Matemática Financeira 
Assunto: Taxas nominal, proporcional, efetiva e equivalente 
Dificuldade: 2 
 
Nessa questão deve-se inicialmente encontrar o montante dos juros 
conforme a periodicidade de capitalização. Na questão foi informada a 
taxa de juros semestral (nominal) de 8,7%, capitalizada mensalmente. 
Como 1 semestre possui 6 meses, para encontrar a taxa efetiva mensal 
basta dividir a taxa pela quantidade de meses. 
Logo, a taxa efetiva corresponde a 1,45% = 5,2%4 . 
O próximo passo é encontrar a acumulação de juros no período de dois 
anos e meio,que equivale a 30 meses. É necessário encontrar a taxa de 
juros acumulada nesse período: 
(1 + i30 meses) = (1 + imensal)30 
(1 + i30 meses) = (1 + 0,0145)30 
(1 + i30 meses) = (1,0145)30 
(1 + i30 meses) = (1,5401) 
i30 meses = 0,5401 ou 54,01%. 
COMO RESOLVER NA CALCULADORA HP12C: 
Devemos encontrar o valor total dos juros aplicáveis sobre um período 
de tempo. Para encontrar, basta simular um determinar um valor para o 
valor presente (PV), encontrar o valor futuro (FV) e calcular o percentual 
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de acumulação no período. Considerando o valor presente = 100, temos 
a seguinte situação: 
Inicialmente, devemos configurar o visor de modo a apresentar 4 casas 
decimais. Para tanto, efetuar os seguintes comandos: 
[f] 4; 
Posteriormente, encontrar a taxa mensal: 
8.7 / [ENTER] / 6 / [÷] 
Encontra-se o valor de i = 1,45%. Devemos agora informar os valores do 
tempo (n), valor presente (PV), pagamentos (PMT), taxa (i) e encontrar 
o valor futuro: 
30 [n] / 1,45 [i] / 0 [PMT] / 100 [PV] / [FV] 
A calculadora retornará o valor de -154,0145. Posteriormente selecionar 
a tecla de troca de sinal [CHS] para que o valor fique positivo. 
Para encontrar o valor da taxa de juros, basta subtrair o valor presente 
(PV) do resultado e depois dividir pelo próprio PV. 
154,01 / 100 / [-] / 100 / [÷]. A calculadora retornará o valor de 
0,5401, que corresponde a 54,01%. 
GABARITO: ITEM “D”. 
 
31) 
Matéria: Matemática Financeira 
Assunto: Análise de investimentos 
Dificuldade: 1 
 
A resolução dessa questão passa inicialmente pelo entendimento do 
conceito de “custo de oportunidade”. Este representa o custo causado 
pela renúncia de um ente econômico. Não representa um desembolso da 
empresa, mas sim um custo implícito de algo que poderia ser ganho no 
melhor uso alternativo (um investimento, por exemplo). 
Na questão, devemos comparar as três propostas, considerando o custo 
de oportunidade calculado à base de 1% ao mês. 
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Fornecedor A: 
0	
  
	
  
	
  
Fornecedor B: 
0	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  1	
  
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  R$	
  3.200,00	
  
	
  
Para que seja comparar corretamente com a proposta do fornecedor “A”, 
é necessário que os lançamentos sejam considerados em um mesmo 
espaço de tempo. Logo, atualizando o pagamento realizado em t = 0, 
assim como ocorre na primeira opção, temos: 
 
A0 = 
89($%:); 
A0 = 
3.)++($%+,+$)9 
A0 = 
3.)++$,+$ 
A0 = 3.168,32 
 
Fornecedor C 
0	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  1	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  2	
  
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   R$	
  3.300,00	
  
	
  
Utilizando o mesmo raciocínio do fornecedor B, é necessário atualizar o 
valor em t=2 para t=0. 
A0 = 
8<($%:); 
R$	
  3.180,00	
  
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A0 = 
3.3++($%+,+$)< 
A0 = 
3.3++($,+$)< 
A0 = 
3.3++$,+)+$ 
A0 = 3.234,98 
 
Logo, temos a seguinte situação, considerando os valores atuais: 
Fornecedor A: R$ 3.180,00 
Fornecedor B: R$ 3.168,32 
Fornecedor C: R$ 3.234,98 
Dentre as três possibilidades, devemos escolher o menor valor, haja 
vista se tratar de custo de aquisição de material prima. Logo, a melhor 
opção corresponde à do fornecedor B. 
GABARITO: ITEM “B”. 
COMO RESOLVER NA CALCULADORA HP12C: 
Devemos encontrar o valor presente (PV – Present Value) para cada 
cenário e compará-los: 
Fornecedor A: PV = 3.180,00 
Para achar PV para o fornecedor B: 
1 [n] / 1 [i] / 0 [PMT] / 3200 [FV] / [PV] 
A calculadora retornará o valor de 3.168,32. 
Para encontrar o valor de PV para o fornecedor C: 
2 [n] / 1 [i] / 0 [PMT] / 3300 [FV] / [PV] 
A calculadora retornará o valor de 3.234,98 
 
 
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32)	
  	
  
Matéria: Estatística 
Assunto: Probabilidades (Distribuição Normal) 
Dificuldade: 3 
 
Essa questão se refere a distribuição normal. Nela a distribuição é 
reduzida a uma variável aleatória Z, denominada como "Normal Padrão" 
ou "reduzida". 
 
z é encontrada a partir da equação =>	
  ?@ , onde: 
X = Variável Aleatória 𝜇= Valor esperado ou média 
σ = desvio padrão 
 
As probabilidades, segundo a distribuição normal, correspondem à área 
abrangida pelos intervalos da variável Z. 
Analisando as proposições, temos: 
Item “A”: A probabilidade de a quantidade vendida ficar abaixo de 800 
unidades é de 34,13%. 
Primeiramente é necessário encontrar Z, considerando X = 800. 
Z = =>	
  ?@ 
Temos que µ = 1000 e 𝜎 = 200 
Z = 5++	
  –	
  $.+++)++ 
Z = >)++)++ 
Z = -1 
Logo, a probabilidade de que a quantidade vendida seja inferior a 800 
unidades corresponde à área encontrada para Z < -1, ou seja: 13,60% + 
2,14% + 0,.13% = 15,87% (item falso) 
 
Item “B”: a probabilidade de a quantidade vendida ficar acima de 1.200 
unidades é de 13,6%. 
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Devemos encontrar Z, considerando X > 1200 
Z = =>	
  ?@ 
Temos que µ = 1000 e 𝜎 = 200 
Z = $)++	
  –	
  $.+++)++ 
Z = )++)++ 
Z = 1 
Logo, a probabilidade de que a quantidade vendida seja superior a 1200 
unidades corresponde à área encontrada para Z > 1, ou seja: 13,60% + 
2,14% + 0,.13% = 15,87% (item falso) 
Item “C”: a probabilidade de a quantidade vendida ficar entre 800 e 
1.200 unidades é de 68,26%. 
Devemos encontrar Z, considerando 800 < X < 1200 
Dos itens anteriores sabemos que Z800 = -1 e Z1200 = 1 
Logo, temos que identificar a probabilidade para -1 < Z < 1: 
P[z] = 34.13%+ 34,13% = 68,26% (item verdadeiro) 
GABARITO: ITEM “C” 
 
33) 
Matéria: Estatística 
Assunto: Descrição de dados 
Dificuldade: 1 
 
A mediana corresponde ao elemento central em um determinado 
conjunto, que separa a metade superior de uma amostra de dados, uma 
população ou uma distribuição de probabilidade, a partir da metade 
inferior. 
Devemos ordenar os elementos conforme o critério de preço, indicado na 
questão: 
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{420,00; 440,00; 440,00; 470,00; 480,00; 500,00; 834,00} 
A amostra apresentada contém 7 elementos. 
Para uma amostra de “n” elementos, com “n” impar, o elemento central 
é obtido a partir da seguinte equação: 
EC = G%$) , onde “n” é o número de elementos da amostra. 
EC = 2%$) = 4 
Logo, em um conjunto ordenado de 7 elementos, a mediana 
corresponderá ao 4º elemento. 
Resposta = 470,00. 
GABARITO: ITEM “B” 
 
34) 
Matéria: Contabilidade Geral 
Assunto: Princípios Contábeis 
Dificuldade: 1 
 
Atenção – Esta questão está desatualizada pois a resolução 
750/93 foi revogada. 
 Por questões didáticas, utilizaremos ainda nesta questão a 
Resolução 750/93, haja vista que não haveria outra forma de se 
chegar ao gabarito senão pela utilização desta norma. 
 No entanto, a revogação da Res. 750/93 não significa que 
os princípios contábeis deixaram de existir ou que não serão 
cobrados no Exame de Suficiência. Os princípios contábeis 
continuam presentes na NBC TG Estrutura Conceitual, embora 
com redação diversa da Res. 750/93. 
-------------------- 
 
Resolução: 
 
 
A Resolução CFC 750/93, em seu art. 7º, diz que o Princípio do 
Registro pelo Valor Original determina que os componentes do 
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Patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das 
transações, expressos em moeda nacional. 
Este princípio determina bases de mensuração a serem utilizadas 
em graus distintos e combinadas, ao longo do tempo, de diferentes 
formas, entre as quais: 
Custo histórico: os ativos são registrados pelos valores pagos ou 
a serem pagos em caixa ou equivalentes de caixa ou pelo valor justo dos 
recursos que são entregues para adquiri-los na data da aquisição. Valor 
de entrada, pois será pago na aquisição desse ativo. 
Custo corrente: os ativos são reconhecidos pelos valores em 
caixa ou equivalentes de caixa, os quais teriam de ser pagos se esses 
ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data ou no período 
das demonstrações contábeis. Valor de entrada, pois será pago na 
aquisição desse ativo. 
Valor realizável: os ativos são mantidos pelos valores em caixa 
ou equivalentes de caixa, os quais poderiam ser obtidos pela venda em 
uma forma ordenada. Valor de saída, pois será obtido com a venda do 
ativo. 
Por último, o Valor de liquidação, que não está previsto entre as 
bases de mensuração do Princípio do Registro pelo Valor Original, mas 
alguns autores como, por exemplo, o Iudícibus, o reconhece como um 
dos valores de saída. 
Valor de liquidação: normalmente indica a descontinuidade da 
empresa. Portanto, na grande maioria das vezes, os valores obtidos são 
muito abaixo do valor de custo. É um valor de saída, pois será obtido 
com a liquidação (venda) do ativo. 
GABARITO: B 
 
 
 
 
 
 
 
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35) 
Matéria: Contabilidade Geral 
Assunto: Princípios Contábeis 
Dificuldade: 1 
 
Atenção – Esta questão está desatualizada pois a resolução 
750/93 foi revogada. 
 Por questões didáticas, utilizaremos ainda nesta questão a 
Resolução 750/93, haja vista que não haveria outra forma de se 
chegar ao gabarito senão pela utilização desta norma. 
 No entanto, a revogação da Res. 750/93 não significa que 
os princípios contábeis deixaram de existir ou que não serão 
cobrados no Exame de Suficiência. Os princípios contábeis 
continuam presentes na NBC TG Estrutura Conceitual, embora 
com redação diversa da Res. 750/93. 
 
-------------------- 
 
Resolução: 
 
Pontos principais sobre os Princípios Contábeis: 
 
- A observância dos Princípios de Contabilidade é obrigatória no 
exercício da profissão e constitui condição de legitimidade das Normas 
Brasileiras de Contabilidade (NBC). 
- A essência das transações deve prevalecer sobre seus aspectos 
formais. 
PRINCÍPIOS 
 
1-ENTIDADE: reconhece o Patrimônio como objeto da 
Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da 
diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios 
existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto 
de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou 
finalidade, com ou sem fins lucrativos. O Patrimônio da empresa não se 
confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de 
sociedade ou instituição. 
O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE, mas a recíproca não é verdadeira. 
A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em 
nova ENTIDADE, mas numa unidade de natureza econômico-contábil. 
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2- CONTINUIDADE: pressupõe que a Entidade continuará em operação 
no futuro e, portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes 
do patrimônio levam em conta esta circunstância. 
 
3- OPORTUNIDADE:	
   Refere-se ao processo de mensuração e 
apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações 
íntegras e tempestivas. A falta de integridade e tempestividade na 
produção e na divulgação da informação contábil pode ocasionar a perda 
de sua relevância, por isso é necessário ponderar a relação entre a 
oportunidade e a confiabilidade da informação. 
4- REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL: Determina que os 
componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos 
valores originais das transações, expressos em moeda nacional. 
 
5- COMPETÊNCIA: Determina que os efeitos das transações e outros 
eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, 
independentemente do recebimento ou pagamento. O Princípio da 
Competência pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e 
de despesas correlatas. 
6- PRUDÊNCIA: Determina a adoção do menor valor para os 
componentesdo ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se 
apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das 
mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. 
 
O enunciado afirma que a entidade “não tem a intenção nem a 
necessidade de entrar em liquidação” . A liquidação ocorre quando a 
entidade está encerrando as suas atividades. Portanto, a afirmação do 
enunciado da questão tem por base o princípio da continuidade, o qual 
pressupõe que a empresa irá continuar operando no futuro (pois não tem 
intenção e nem necessidade de entrar em liquidação). 
 
Gabarito: A. 
 
 
 
 
 
 
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36) 
Matéria: Teoria da Contabilidade 
Assunto: CPC 00 - Estrutura Conceitual 
Dificuldade: 2 
 
Essa questão tem por base o CPC 00. Vamos analisar cada item. 
I. Passivos podem decorrer de obrigações formais ou legalmente 
exigíveis. 
Segundo o CPC 00, passivo é definido como uma obrigação 
presente da entidade, derivada de eventos já ocorridos, cuja liquidação 
se espera que resulte em saída de recursos capazes de gerar benefícios 
econômicos. 
Portanto, para se configurar a existência de um passivo, é 
necessário que a entidade tenha uma obrigação presente. 
Ainda, de acordo com o CPC 00: “Uma característica essencial para 
a existência de um passivo é que a entidade tenha uma obrigação 
presente. Uma obrigação é um dever ou responsabilidade de agir ou 
fazer de uma certa maneira. As obrigações podem ser legalmente 
exigíveis em consequência de um contrato ou de requisitos estatutários. 
Esse é normalmente o caso, por exemplo, das contas a pagar por 
mercadorias e serviços recebidos. Obrigações surgem também de 
práticas usuais de negócios, usos e costumes e o desejo de manter boas 
relações comerciais ou agir de maneira equitativa. Se, por exemplo, uma 
entidade decide, por uma questão de política mercadológica ou de 
imagem, retificar defeitos em seus produtos, mesmo quando tais defeitos 
tenham se tornado conhecidos depois que expirou o período da garantia, 
as importâncias que espera gastar com os produtos já vendidos 
constituem-se passivos.” CERTA. 
 
II. Existem obrigações que atendem ao conceito de passivo, mas não são 
reconhecidas por não ser possível mensurá-las de forma confiável. 
Conforme o CPC 00, alguns passivos somente podem ser 
mensurados com o emprego de um elevado grau de estimativa. No Brasil 
esses passivos são descritos como provisões. A definição de passivo, já 
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descrita na resolução do item anterior, tem um enfoque amplo e assim, 
se a provisão envolve uma obrigação presente e satisfaz os demais 
critérios da definição, ela é um passivo, ainda que seu valor tenha que 
ser estimado. Exemplos incluem provisões por pagamentos a serem 
feitos para satisfazer acordos com garantias em vigor e provisões para 
fazer face a obrigações de aposentadoria. CERTA. 
 
III. A extinção de um passivo pode ocorrer mediante a prestação de 
serviços. 
Por fim, a liquidação de uma obrigação presente geralmente 
implica na utilização, pela entidade, de recursos capazes de gerar 
benefícios econômicos a fim de satisfazer o direito da outra parte. A 
extinção de uma obrigação presente pode ocorrer de diversas 
maneiras, por exemplo, por meio de: 
a) pagamento em dinheiro; 
b) transferência de outros ativos; 
c) prestação de serviços; 
d) substituição da obrigação por outra; ou 
e) conversão da obrigação em capital. 
Uma obrigação pode também ser extinta por outros meios, tais 
como pela renúncia do credor ou pela perda dos seus direitos creditícios. 
CERTA. 
GABARITO: A 
 
37) 
Matéria: Ética 
Assunto: Infrações ao exercício profissional 
Dificuldade: 1 
  
Questão bem fácil, para resolvê-la bastava saber quais são as 
penalidades previstas no Resolução CFC 1370/11: 
  
RESOLUÇÃO CFC 1370/11 
Art. 25. As penas consistem em: 
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I – multas; 
II – advertência reservada; 
III– censura reservada; 
IV – censura pública; 
V – suspensão do exercício profissional; 
VI – cassação do exercício profissional. 
 
 
Vamos às alternativas da questão: 
 
a) Advertência pública. à Não há previsão de advertência pública, 
mas tão somente da censura pública. Este é o gabarito! 
b) Advertência reservada. à Inciso II, do art. 25 da Res. 1370/11. 
c) Cassação do exercício profissional. à Inciso VI, do art. 25 da Res. 
1370/11. 
d) Suspensão temporária do exercício da profissão. à Inciso V, do art. 
25 da Res. 1370/11. 
 
Gabarito: A 
  
  
  
  
38) 
Matéria: Ética 
Assunto: Infrações 
Dificuldade: 1 
 
 Quando o contabilista elaborou o enquadramento da empresa do cliente 
conforme o regime de caixa, ele deixou de observar o Princípio 
Contábil da Competência, o qual determina que os efeitos das 
transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se 
referem, independente de pagamentos ou recebimentos. 
 
 A observância dos Princípios de Contabilidade é obrigatória no exercício 
da profissão e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras 
de Contabilidade (NBC). O Código de Ética do Profissional, por sua vez, 
considera transgressão a não observância dos princípios contábeis, 
vejamos: 
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Art. 24. Constitui infração: 
... 
V – transgredir os Princípios de Contabilidade e as 
Normas Brasileiras de Contabilidade; 
 
Portanto, a atitude do contabilista está em desacordo com os Princípios 
de Contabilidade e consiste em infração ao disposto no Código de Ética 
Profissional do Contabilista, qualquer que seja o porte da empresa. 
Gabarito: A. 
 
39) 
Matéria: Ética 
Assunto: Diversos 
Dificuldade: 2 
 
Vamos analisar os itens: 
I. Um contabilista iniciante contratou um agenciador de 
serviços para atuar na captação de clientes. Para cada 
cliente captado, o agenciador irá receber 1% dos 
honorários acertados. 
 à O item está em desacordo com os preceitos do código de ética. O 
contabilista não pode utilizar de agenciador de serviços para a captação 
de clientes! 
 
 
II. Em razão de sua aposentadoria, o contabilistatransferiu 
seus contratos de serviço para seu genro, também 
contabilista. Os clientes foram contatados um a um, por 
telefone, e se manifestaram de acordo com a mudança. 
à O item está em desacordo com os preceitos do código de ética. O 
Profissional da Contabilidade pode transferir o contrato de serviços a seu 
cargo para outro profissional, mas a anuência deve ser por escrito. 
 
 
III. Um perito-contador, indicado pelo juiz para atuar em 
uma questão relativa a uma dissolução de sociedade, 
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recusou-se a assumir o trabalho por não se achar 
capacitado. 
à O item está de acordo com os preceitos do código de ética. Se o 
contador não se considerar capacitado, ele deve recusar a prestação do 
serviço contábil. 
 
Gabarito: B 
 
 
40) 
Matéria: Ética 
Assunto: Diversos 
Dificuldade: 2 
 
Vamos à análise dos itens: 
I. A observância dos Princípios de Contabilidade é 
obrigatória no exercício da profissão e constitui condição 
de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade. 
à Conforme vimos na questão 38, o item está correto. 
 
II. Os ativos avaliados pelo seu valor de liquidação 
baseiam-se no Princípio da Continuidade, pressupondo que 
a Entidade continuará em operação no futuro. 
àErrado! Conforme vimos na questão 35, o princípio da Continuidade 
pressupõe que a entidade continuará em operação no futuro, portanto os 
ativos não devem ser avaliados pelo seu valor de liquidação. 
 
III. A falta de integridade e tempestividade na produção e 
na divulgação da informação contábil pode ocasionar a 
perda de sua relevância, por isso é necessário ponderar a 
relação entre a oportunidade e a confiabilidade da 
informação. 
à O item está correto. É a literalidade do parágrafo único do artigo 6º 
da Resolução CFC 750/93. 
 
Gabarito: B. 
 
 
 
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41) 
Matéria: Contabilidade Geral 
Assunto: Provisões e Passivos Contingentes e Ativos Contingentes 
Dificuldade: 2 
 
 A questão aborda o Pronunciamento CPC 25, que trata de 
Provisões, Passivos e Ativos Contingentes, aprovado pela CVM em 
sua Deliberação 594/2009. 
 
 A provisão deverá ser reconhecida quando: 
 
 a) a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não 
formalizada) como resultado de evento passado; 
 b) seja provável que será necessária uma saída de 
recursos que incorporam benefícios econômicos para liquidar a 
obrigação; e 
 c) possa ser feita uma estimativa confiável do valor da 
obrigação. 
 
 Muito cuidado!!! Não confundam as provisões do passivo 
com o chamado "passivo contingente", pois este último 
corresponde a: 
 
 a) uma obrigação possível que resulta de eventos passados 
e cuja existência será confirmada apenas pela ocorrência ou não de 
um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob controle 
da entidade; ou 
 b) uma obrigação presente que resulta de eventos passados, 
mas que não é reconhecida porque: 
 
 - não é provável que uma saída de recursos que incorporam 
benefícios econômicos seja exigida para liquidar a obrigação; ou 
 - o valor da obrigação não pode ser mensurado com 
suficiente confiabilidade. 
 
 Gravem a tabela abaixo: 
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PROVISÃO 
 
PASSIVO 
CONTINGENTE 
 
NÃO É 
PROVISÃO E 
NEM PASSIVO 
CONTINGENTE 
Há obrigação presente 
que provavelmente 
requer uma saída de 
recursos. 
Há obrigação possível ou 
obrigação presente que 
pode requerer (mas 
provavelmente não irá 
requerer) uma saída de 
recursos. 
Há obrigação 
possível ou 
obrigação presente 
cuja probabilidade 
de uma saída de 
recursos é remota. 
A provisão é 
reconhecida. (item 14) 
Nenhuma provisão é 
reconhecida. (item 27) 
Nenhuma provisão é 
reconhecida. (item 
27) 
Divulgação(NotasExpli
cativas) é exigida para 
a provisão. (item 84 e 85) 
Divulgação(NotasExplicat
ivas) é exigida para o 
passivo contingente. (item 
86) 
Nenhuma divulgação 
é exigida. (item 86) 
 
A sequência da questão fica, portanto, 2, 3 e 1. 
Gabarito: A 
 
42) 
Matéria: Normas de Contabilidade 
Assunto: NBC T 1 - Estrutura Conceitual 
Dificuldade: 2 
 
Essa é uma questão literal retirada da NBC T 1 - Estrutura 
Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações 
Contábeis. Lembrando que esta é uma prova do primeiro semestre de 
2011 e que, em dezembro de 2011, tivemos alterações nas normas de 
contabilidade através da Resolução CFC 1.374/11, inclusive alterando o 
nome desta norma em questão para "NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL 
– Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório 
Contábil-Financeiro". Vamos analisar cada item: 
 
(_) Estão fora do alcance da Estrutura Conceitual informações 
financeiras elaboradas para fins exclusivamente fiscais. 
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"Alcance 
6. Esta Estrutura Conceitual trata das demonstrações contábeis 
para fins gerais (daqui por diante designadas como "demonstrações 
contábeis"), inclusive das demonstrações contábeis consolidadas. Tais 
demonstrações contábeis são preparadas e apresentadas pelo menos 
anualmente e visam atender às necessidades comuns de informações de 
um grande número de usuários. Alguns desses usuários talvez 
necessitem de informações, e tenham o poder de obtê-las, além 
daquelas contidas nas demonstrações contábeis. Muitos usuários, 
todavia, têm de confiar nas demonstrações contábeis como a principal 
fonte de informações financeiras. Tais demonstrações, portanto, devem 
ser preparadas e apresentadas tendo em vista essas necessidades. Estão 
fora do alcance desta Estrutura Conceitual informações financeiras 
elaboradas para fins especiais, como, por exemplo, aquelas incluídas em 
prospectos para lançamentos de ações no mercado e ou elaboradas 
exclusivamente para fins fiscais. Não obstante, esta Estrutura Conceitual 
pode ser aplicada na preparação dessas demonstrações para fins 
especiais, quando as exigências de tais demonstrações o permitirem." 
Item verdadeiro. 
 
(_) Uma qualidade essencial das informações apresentadas nas 
demonstrações contábeis é que elas sejam prontamenteentendidas 
pelos usuários. Por esta razão, informações sobre assuntos 
complexos devem ser excluídas por serem de difícil entendimento 
para usuários que não conheçam as particularidades do negócio. 
"Compreensibilidade 
25. Uma qualidade essencial das informações apresentadas nas 
demonstrações contábeis é que elas sejam prontamente entendidas 
pelos usuários. Para esse fim, presume-se que os usuários tenham 
um conhecimento razoável dos negócios, atividades econômicas e 
contabilidade e a disposição de estudar as informações com 
razoável diligência. Todavia, informações sobre assuntos 
complexos que devam ser incluídas nas demonstrações contábeis 
por causa da sua relevância para as necessidades de tomada de 
decisão pelos usuários não devem ser excluídas em nenhuma 
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hipótese, inclusive sob o pretexto de que seria difícil para certos 
usuários as entenderem." 
Item falso. 
 
(_) Regime de Competência e Continuidade são apresentados na 
Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações 
Contábeis como pressupostos básicos. 
"Pressupostos Básicos 
Regime de Competência 
22. A fim de atingir seus objetivos, demonstrações contábeis são 
preparadas conforme o regime contábil de competência. Segundo esse 
regime, os efeitos das transações e outros eventos são reconhecidos 
quando ocorrem (e não quando caixa ou outros recursos financeiros são 
recebidos ou pagos) e são lançados nos registros contábeis e reportados 
nas demonstrações contábeis dos períodos a que se referem. As 
demonstrações contábeis preparadas pelo regime de competência 
informam aos usuários não somente sobre transações passadas 
envolvendo o pagamento e recebimento de caixa ou outros recursos 
financeiros, mas também sobre obrigações de pagamento no futuro e 
sobre recursos que serão recebidos no futuro. Dessa forma, apresentam 
informações sobre transações passadas e outros eventos que sejam as 
mais úteis aos usuários na tomada de decisões econômicas. O regime de 
competência pressupõe a confrontação entre receitas e despesas que é 
destacada nos itens 95 e 96." 
"Continuidade 
23. As demonstrações contábeis são normalmente preparadas no 
pressuposto de que a entidade continuará em operação no futuro 
previsível. Dessa forma, presume-se que a entidade não tem a intenção 
nem a necessidade de entrar em liquidação, nem reduzir materialmente 
a escala das suas operações; se tal intenção ou necessidade existir, as 
demonstrações contábeis têm que ser preparadas numa base diferente e, 
nesse caso, tal base deverá ser divulgada." 
Item verdadeiro. 
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(_) Compreensibilidade, relevância, confiabilidade e 
comparabilidade são apresentadas na Estrutura Conceitual para 
Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis como 
pressupostos básicos. 
"Características Qualitativas das Demonstrações Contábeis 
24. As características qualitativas são os atributos que tornam as 
demonstrações contábeis úteis para os usuários. As quatro principais 
características qualitativas são: compreensibilidade, relevância, 
confiabilidade e comparabilidade." 
Item falso. 
GABARITO: C 
  
  
43)   
Matéria: Auditoria 
Assunto: Responsabilidade do Auditor em relação a fraude 
Dificuldade: 1 
 
Outra questão literal tratando do conceitos e definições de fraude 
previsto na NBC TA 240 (R1) no item 11. Vejamos: 
11. Para efeito desta Norma, os termos abaixo têm os 
seguintes significados: 
Fraude é o ato intencional de um ou mais indivíduos da 
administração, dos responsáveis pela governança, 
empregados ou terceiros, que envolva dolo para obtenção 
de vantagem injusta ou ilegal. 
Fatores de risco de fraude são eventos ou condições que 
indiquem incentivo ou pressão para que a fraude seja 
perpetrada ou ofereçam oportunidade para que ela ocorra. 
Analisemos nossa questão: 
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Ora, bastaria o candidato lembrar que Fraude é um ATO 
INTENCIONAL!!! Logo, nunca poderia envolver CULPA, haja vista que 
na culpa o agente não tem a intenção de produzir o resultado. 
Com a análise supra restariam a alternativa "a" e a "d". 
Eliminemos a "a", haja vista que estamos falando de FRAUDE, 
portanto a vantagem não seria justa, muito menos legal. 
Logo, até por eliminação o candidato conseguiria resolver a 
questão, caso não lembrasse da definição de fraude veiculada na NBC TA 
240. 
Portanto, não há outra alternativa a ser marcada que não a "D". 
Gabarito: D 
  
  
  
44)   
Matéria: Auditoria 
Assunto: Risco de Auditoria 
Dificuldade: 2 
A questão trata do Risco de auditoria. Façamos uma pequena 
revisão do assunto: 
Riscos de Auditoria 
Definição: 
É o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria 
inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção 
relevante. O risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção 
relevante e do risco de detecção. (NBC TA 200 R1) 
Tipos de Risco 
Risco de detecção: 
É o risco de que os procedimentos executados pelo auditor 
para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não 
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detectem uma distorção existente que possa ser relevante, 
individualmente ou em conjunto com outras distorções. 
Risco de distorção relevante: 
É o risco de que as demonstrações contábeis contenham distorção 
relevante antes da auditoria. Consiste em dois componentes, 
descritos a seguir no nível das afirmações: 
a) risco inerente é a suscetibilidade de uma afirmação a respeito 
de uma transação, saldo contábil ou divulgação, a uma distorção que 
possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras 
distorções, antes da consideração de quaisquer controles 
relacionados; 
b) risco de controle é o risco de que uma distorção que possa 
ocorrer em uma afirmação sobre uma classe de transação, saldo contábil 
ou divulgação e que possa ser relevante, individualmente ou em 
conjunto com outras distorções, não seja prevenida, detectada e 
corrigida tempestivamente PELO CONTROLE INTERNO DA 
ENTIDADE. 
 
 
Risco de Auditoria = Risco de DistorçãoRelevante x Risco de Detecção 
 
 
Levem também para sua prova a seguinte correlação: 
 
Se, CI = R = P = VT = A 
 
Se, CI = R = P = VT = A 
 
Legenda: 
CI – Controle Interno 
R – Risco 
P – Prioridade 
 VT – Volume de Testes 
 A – Amostragem 
 - Forte ou Maior 
 - Fraco ou Menor 
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Levem, ainda, o seguinte: 
 
Há uma relação inversa entre o risco de detecção e os riscos 
de distorção relevante (inerente e controle). Quanto maior o 
risco de distorção relevante encontrado pelo auditor, menor o risco 
de detecção a ser aceito por ele. 
Há uma relação inversa entre o risco de auditoria e o nível 
estabelecido de relevância, isto é, quanto maior for o nível 
estabelecido de relevância, menor será o risco de auditoria e vice-
versa. 
Diante de todo o exposto, não há outra alternativa a ser marcada 
que não a "A". 
Gabarito: A 
45) 
Matéria: Contabilidade Geral 
Assunto: Exclusão de sócio e Avaliação Patrimonial 
Dificuldade: 2 
O sócio excluído terá direito ao seu percentual de participação 
multiplicado pelo Patrimônio Líquido da entidade. 
Antes da avaliação, havia um passivo a descoberto, pois: 
Patrimônio Líquido (PL) = Ativo Total (AT) – Passivo Exigível (PE) 
PL = 2.642.399,14 – 3.031.619,07 
PL = R$ (389.219,93) 
Passivo a Descoberto ocorre quando o PL é menor do que a 
equação Ativo Total - Passivo Exigível. 
Contudo, após a avaliação dos bens a valor de mercado (pedida 
pelo sócio excluído), apurou-se um ativo não circulante superior ao 
apresentado anteriormente. Dessa forma, apurou-se uma situação 
líquida positiva: 
 
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Balanço Ajustado (após Avaliação dos Bens a Valor de Mercado) 
ATIVO 
Ativo Circulante R$ 742.465,53 
Caixa R$ 3.466,40 
Banco Conta Movimento R$ 19.360,36 
Aplicações R$ 51.656,48 
Estoques R$ 124.019,03 
Duplicatas a Receber R$ 214.734,00 
Adiantamentos R$ 8.728,57 
Impostos a Recuperar R$ 35.834,51 
Despesas Pagas Antecipadamente R$ 284.666,18 
Ativo Não Circulante R$ 2.456.701,90 
Investimentos R$ 714.944,89 
Imobilizado R$ 1.740.930,50 
Intangível R$ 826,51 
TOTAL DO ATIVO R$ 3.199.167,43 
 
PASSIVO 
Passivo Circulante R$ 2.366.717,69 
Fornecedores R$ 1.332.217,17 
Empréstimos Bancários R$ 20.000,00 
Obrigações Sociais a Recolher R$ 234.200,21 
Impostos e Taxas a Recolher R$ 678.683,18 
Obrigações Trabalhistas R$ 52.086,21 
Provisões R$ 37.324,65 
Adiantamentos a Clientes R$ 12.206,27 
Passivo Não Circulante R$ 664.901,38 
Empréstimos de Longo Prazo R$ 451.765,96 
Impostos Federais Parcelados R$ 213.135,42 
Patrimônio Líquido R$ 167.548,36 
Capital Social Realizado R$ 121.260,00 
Prejuízos Acumulados R$ 510.479,93 
Ajuste de Avaliação Patrimonial R$ 556.768,29 
TOTAL DO PASSIVO R$ 3.199.167,43 
 
 
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Ajuste de Avaliação Patrimonial foi criada a partir da aprovação 
da Lei 11.638/07, que alterou a lei 6.404/76. É uma conta do PL onde 
serão debitados e/ou creditados os ajustes, podendo ser para mais ou 
para menos, de valores de ativos e/ou passivos que, por algum motivo, 
tiveram seus valores avaliados a valor justo (valor de mercado). 
Sendo assim: 
PL = AT – PE 
PL = 3.199.167,43 – 3.031.619,07 
PL = R$ 167.548,36 
Como cada sócio tem uma participação de 20%, os haveres do 
sócio excluídos serão: 
20% x PL = 20% x 167.548,36 = R$ 33.509,67 
GABARITO: A 
 
46) 
Matéria: Perícia Contábil 
Assunto: Laudo Pericial 
Dificuldade: 1 
Vale informar que as novas normas de perícia contábil já irão ser 
cobradas pela primeira vez no próximo exame. Mas não há motivo para 
se preocupar, nós iremos resolver as questões explicando a legislação 
atualizada. 
Nesta questão o examinador requereu a interpretação do que seria 
“laudo pericial”. Conforme a nova NBC TP 01: 
48. O laudo pericial contábil e o parecer técnico-
contábil são documentos escritos, nos quais os peritos 
devem registrar, de forma abrangente, o conteúdo da 
perícia e particularizar os aspectos e as minudências 
que envolvam o seu objeto e as buscas de elementos 
de prova necessários para a conclusão do seu 
trabalho. 
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O laudo pericial é confeccionado pelo Perito do Juízo (antigamente 
denominado perito-contador). O Perito do Juízo é aquele que foi 
nomeado pelo Juiz ou outra autoridade para verificar determinada 
situação e dar o seu parecer sobre o assunto. O nome deste documento 
(parecer) é laudo pericial. 
O Perito Assistente é o perito contábil que é contratado por uma das 
partes envolvidas no processo. Ele descreve a sua opinião por meio de 
um parecer pericial. 
Memorize: 
Perito do Juízo à Nomeado pelo Juiz ou autoridade à Laudo Pericial 
Perito assistenteà Contratado pela parte no processoà Parecer Pericial 
Gabarito:  D  
  
47) 
Matéria: Auditoria 
Assunto: Auditoria da conta caixa 
Dificuldade: 2 
 
 
 A questão aborda a auditoria da conta caixa. Os procedimentos de 
auditoria na conta caixa têm como escopo o exame de bens 
numerários. 
 A auditoria fiscal contábil da conta caixa tem por finalidade 
constatar erros e irregularidades, em decorrência, principalmente, da 
falta de contabilização das receitas operacionais e não operacionais das 
empresas, mormente conhecida como omissão de receitas.    
 
Passemos à questão: 
 
1ª Solução: 
 
Caixa 
 
Débitos 
Saldo anterior 100.000,00 
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Rec. duplicatas 73.440,00* 
 173.440,00 
 
Créditos 
Pg Despesas 21.900,00 
Pg Serviços 51.000,00 
 72.900,00 
 
Saldo = Débitos - Créditos = 173.440 - 72.900 = 100.540,00 
 
Cálculodo recebimento das Duplicatas: 
 
*Duplicatas acrescidas de juros: 72.000 + 2% de 72.000 = 72.000,00 + 
1.440,00 = 73.440,00 
 
2ª Solução: 
 
Resolveremos matematicamente: 	
   Saldo final de caixa = Estoque inicial de caixa + Entradas - Saídas 
 O saldo anterior do exercício (100.000,00) é igual ao saldo inicial 
de outro. 
 
 Logo, 
 SF = 100.000,00 + 72.000 + 1.440 - 21.900 - 51.000 = R$ 100.540,00. 
 
 Muito cuidado!!! 
 - Os pagamentos ou recebimentos EM CHEQUE são irrelevantes, 
haja vista que estamos auditando a conta CAIXA e não a conta bancos. 
  
 Portanto, só nos interessam os pagamentos e recebimentos 
efetuados em dinheiro!!! 
 
 - Quando nada for dito acerca da forma que se houveram os 
pagamentos ou recebimentos, considerem que foram feitos em dinheiro. 
 
 
48. Segundo o texto, é INCORRETO afirmar que (lembre-se sempre 
de destacar a essência da questão, neste caso podemos agilizar a 
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resolução adiantando as questões que parecerem corretas, a principio, e 
procurar a que destoe do que você entendeu sobre o texto lido) 
a) a Contabilidade Socioambiental tem como objeto o relacionamento 
entre entidade e meio ambiente. CORRETA 
Trecho do texto correspondente “Contabilidade Socioambiental, (...) 
foi concebida para fornecer informações e interpretações pontuais a 
empresas, governos e demais usuários (podem ser substituídas por 
“entidade”) a respeito de seu patrimônio ambiental e os respectivos 
efeitos ocasionados pelos danos ao meio ambiente (os trechos em 
destaque podem ser substituídos por “meio ambiente”, sem perda ou 
alteração do sentido)” 
b) encargos relativos ao impacto ambiental são mensuráveis em 
moeda. CORRETA 
Trecho do texto correspondente “os quais podem ser mensurados em 
moeda”. 
c) estratégias de controle ambiental levam ao desenvolvimento 
sustentável. CORRETA 
 Trecho do texto correspondente “determinados setores da sociedade 
partiram em busca de estratégias controladoras com a finalidade de que 
fossem produzidas soluções eficazes para o desenvolvimento 
sustentável.” 
d) o progresso mundial implica degradação ambiental. INCORRETA 
Não há trecho correspondente no texto. Pela leitura do primeiro 
paragrafo “Em decorrência do progresso crescente, diversos segmentos 
da sociedade voltaram suas preocupações para uma esfera de que até 
bem pouco tempo não se falava muito: a preservação ambiental e o ônus 
decorrente dessa expansão mundial.” entendemos que a afirmação da 
opção não está de acordo com o contexto. A posição dos autores não é 
tão objetiva e pessimista quanto o afirmado na questão. 
Gabarito: D 
• Contexto é crucial para a interpretação do discurso. 
• Um texto pode ser interpretado de maneiras bastante diferentes em 
contextos diferentes. 
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• Contexto desfaz ambiguidade. 
 
49. No texto, é CORRETA a substituição, sem mudança de sentido, de 
a) “até bem pouco tempo” (linha 2) por a bem pouco tempo atrás. 
INCORRETA 
As duas expressões não produzem o mesmo sentido na leitura da 
oração. 
b) “de que fossem produzidas” (linha 5) por de que se produza. 
INCORRETA 
A alteração da voz verbal produz alteração de sentido 
c) “eficazes” (linha 6) por eficientes. INCORRETA 
As palavras possuem significados diferentes, embora sejam usadas 
vulgarmente como sinônimos: 
Eficaz: que tem eficácia. 1. que tem a virtude ou o poder de produzir, 
em condições normais e sem carecer de outro auxílio, determinado 
efeito; efetivo; 
Eficientes: que se caracteriza pelo poder de produzir um efeito real;	
  
que obtém resultados efetivos com o mínimo de perdas ou na 
consecução de um fim; competente, capaz; 
Devemos considerar a incoerência de sentido que a flexão em 
número provoca nesta afirmação. 
 
d) “Em decorrência” (linha 1) por Como resultado. CORRETA 
A substituição provoca não alteração de sentido, pois “em 
decorrência” há uma certa subjetividade, que exprime a ideia da autora 
assim como em “Como resultado” 
Gabarito: D 
 
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50. De acordo com o texto, assinale a descrição gramatical 
INCORRETA. 
a) O uso de dois pontos, na linha 3, anuncia a identificação sumária 
do tema pouco discutido. CORRETA 
Os dois pontos servem para introduzir uma explicação sobre o que se 
afirmou antes. 
b) Para evitar a repetição do pronome relativo, reescreve-se o 
enunciado das linhas 7 a 8 da seguinte maneira, sem mudança de 
sentido: A Contabilidade, ciência que o objeto de estudo é o patrimônio 
das entidades, enveredou nessa linha social. INCORRETA 
Para que não haja a mudança de sentido e o texto acompanhe a 
norma culta, deveria ser usado o pronome “cujo” ao invés de “que o” 
c) A próclise pronominal em “não se falava muito” (linhas 2 e 3) é o 
resultado da regra de colocação do pronome átono precedido de palavra 
de sentido negativo. CORRETA 
Palavras e expressões negativas atraem o pronome oblíquo para 
antes do verbo. 
d) A justificativa para o emprego obrigatório da vírgula, em “danos ao 
meio ambiente, os quais podem ser mensurados em moeda” (linhas 16 e 
17), é a natureza explicativa da oração adjetiva. CORRETA 
A vírgula é usada nesse caso para separar a oração subordinada 
adjetiva explicativa. 
 
Gabarito: B 
 
***FIM***

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