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1 I – SELAMENTO DE CICATRÍCULAS E FISSURAS (OK) 6 1.1 Introdução 6 2.1 Materiais para selamento 6 2.2 Indicações 7 2.3 Aplicação dos selantes 7 2.3.1 Técnica não invasiva 7 2.3.2 Técnica invasiva 7 2.4 Laser de Nd:YAG 8 2.5 Selamento biológico 8 II – PLANEJAMENTO 9 2.1 Organização das mesas clínicas 9 2.2 Lista de materiais de acordo com procedimentos 9 2.2.1 Isolamento do campo operatório. 9 2.2.2 Selamento de cicatrículas e fissuras. 9 2.2.3 Restaurações de amálgama – Classe I e II. 10 2.2.4 Restaurações de resina composta – Classe III e IV 11 2.2.5 Restaurações de resina composta – Classe I e II 12 2.2.6 Restaurações de amálgama – Classe V. 13 2.2.7 Restaurações de resina composta – Classe V. 14 2.2.8 Polimento de restaurações de amálgama. 15 2.2.9 Polimento de restaurações de resina composta. 16 III – MANUTENÇÃO PERIÓDICA PREVENTIVA EM DENTÍSTICA (OK) 17 3.1 Introdução 17 3.2 Reparo de restaurações 17 3.2.1 Reparo de restaurações de amálgama 18 3.2.2 Recondicionamento de restaurações de amálgama 18 3.2.3 Selamento da interface de restaurações de amálgama 18 3.2.4 Reparo de restaurações de resina composta 19 3.2.5 Repolimento de restaurações de resina composta 19 3.2.5 Selamento de restaurações de resina composta 19 IV – NÚCLEOS DE PREENCHIMENTO 20 4.1 Proteção do remanescente dental 20 4.2 Proteção interna 20 4.2.1 Núcleo de preenchimento em dentes polpados 20 4.2.1.1 Pinos intra-dentinários + resina composta (para dentes posteriores que receberão restaurações metálicas – onlay) 20 4.2.1.2 Cimento de ionômero de vidro 21 4.2.2 Núcleo de preenchimento em dentes tratados endodonticamente 21 4.2.2.1 Pino intrarradicular 21 4.2.2.2 Sistemas de pinos pré-fabricados 22 4.2.2.3 Pino metálico 23 4.2.2.4 Pino não-metálico 25 4.2 Protocolo para cimentação de pinos estéticos 28 V – DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DE HIPERSENSIBILIDADE DENTINÁRIA E LESÕES NÃO-CARIOSAS (ok) 32 5.1 Introdução 32 5.2 Laser 32 5.3 Lesões não-cariosas 33 5.3.1 Abrasão 33 5.3.2 Erosão 34 5.3.3 Abfração 35 5.4 Diagnóstico e tratamento 35 5.4.1 Agentes dessensibilizantes 35 5.4.2 Oxalato de potássio 35 5.4.3 Oxalato de ferro 35 5.4.4 Hidróxido de cálcio 36 5.4.5 Compostos fluoretados 36 5.4.6 Coreto de estrôncio 36 5.4.7 Dentifrícios 36 5.4.8 Vernizes 36 5.4.9 Sistemas adesivos 37 5.4.10 Nitrato de potássio 37 5.4.11 Arginina 37 VI – OCLUSÃO EM DENTÍSTICA 38 6.1 Pontos de contatos dos dentes 38 VII – CLAREAMENTO DENTAL PARTE I 41 7.1 Introdução 41 7.2 Alterações cromáticas extrínsecas 41 7.3 Alterações cromáticas intrínsecas – congênitas 41 7.3.1 Fluorose 41 7.3.2 Hipoplasia do esmalte 41 7.3.3 Dentinogênese imperfeita 42 7.3.4 Icterícia grave 42 7.3.5 Eritroblastose fetal 42 7.3.6 Tetraciclina 42 7.4 Agentes clareadores 43 7.4.1 Peróxido de hidrogênio 43 7.4.2 Peróxido de carbamida 44 7.4.3 Perborato de sódio 45 VIII – CLAREAMENTO DENTAL PARTE II 46 8.1 Técnicas de clareamento dental 46 8.2 Clareamento de dentes polpados 46 8.2.1 Técnica supervisionada com moldeira 46 8.2.1.1 Vantagens 46 8.2.1.2 Limitações: 46 8.2.1.3 Protocolo de tratamento – técnica da moldeira: 46 8.2.1.4 Moldeira individualizada: 47 8.2.1.5 Instruções ao paciente 47 8.2.1.6 Precauções para o CD 47 8.2.1.7 Informações importantes para o CD 47 8.2.2 Técnica in-office ou ambulatorial 47 8.2.2.1 Vantagens 47 8.2.2.2 Limitações 47 8.2.2.3 Protocolo de tratamento – técnica mabulatorial 47 8.3 Clareamento dental em dentes despolpados 48 8.3.1 Indicações 48 8.3.1 Técnica Walking Bleaching ou endógena 48 8.3.2 Técnica Power bleaching ou exógena 48 8.3.3 Reabsorção cervical externa 49 8.3.4 Confecção do tampão cervical (todos os dentes despolpados que precisa de clareamento endógeno) 49 8.4 Neutralização do agente clareador 50 8.5 Efeitos dos agentes clareadores na estrutura dental 50 8.6 Efeitos dos agentes clareadores nos materiais restauradores 50 IX – MICROABRASÃO E SOLUÇÕES PARA MANCHAS BRANCAS 51 9.1 Introdução 51 9.1.1 Alterações cromáticas – Etiologia e proposta de tratamento 51 9.1.1.1 Alterações intrínsecas (fluorose e hipoplasia de esmalte) 51 9.2 Microabrasão 51 9.2.1 Definição de microabrasão dental 51 9.2.2 Química da microabrasão dental 52 9.2.3 Protocolo – microabrasão dental 52 9.2.4 Desgaste seletivo do esmalte 52 9.2.5 Efeitos da microabrasão no esmalte 52 X – FACETAS DIRETAS DE RESINA COMPOSTA 54 10.1 Introdução 54 10.2 Classificação das facetas diretas 54 10.2.1 Quanto à cor do dente a ser restaurado 54 10.2.2 Quanto à profundidade do preparo 54 10.2.3 Quanto à técnica restauradora 54 10.3 Indicações 54 10.4 Vantagens 54 10.5 Limitações 55 10.6 Procedimentos prévios 55 10.6.1 Análise estética 55 10.6.2 Análise da higiene e saúde periodontal 55 10.6.3 Morfologia gengival e textura superficial 55 10.7 Instrumental necessário 55 10.8 Fases do preparo 55 10.8.1 Sequência clínica 55 10.8.2 Características finais (facetas diretas em resina composta) 56 10.9 Sequência operatória 56 XI – COLAGEM DENTÁRIA E TRATAMENTO DE DENTES ANTEIORES FRATURADOS 58 11.1 Introdução 58 11.2 Classificação 58 11.3 Fraturas coronárias 58 11.4 Colagem dentária 59 11.4.1 Vantagens 59 11.4.2 Limitações 59 11.4.3 Classificação 59 11.4.4 Procedimentos prévios 59 11.4.4.1 Exame radiográfico 59 11.4.4.2 Acondicionamento do fragmento dental 59 11.4.4.3 Adaptação do fragmento ao remanescente dental 59 11.4.4.4 Condição e tamanho do fragmento dental 59 11.4.4.5 Grau de desidratação do fragmento dental 60 11.4.4.6 Expectativa estética 60 11.4.4.7 Oclusão 60 11.4.5 Técnica operatória 60 11.4.5.1 Preparo do fragemento e do ramanescente 60 11.4.5.2 Proteção da dentina exposta 60 11.4.5.3 Tratamento da polpa exposta 60 11.4.5.4 Protocolo clínico 60 1. Profilaxia da arcada com taça de borracha e escova de Robinson (pedra-pomes + água); 60 11.4.6 Dentes anteriores fraturados 61 11.4.6.1 Protocolo clínico 61 XII – FUNDAMENTOS DE ESTÉTICA E COSMÉTICA 62 12.1 Introdução 62 12.2 Estética branca 62 12.2.1 Cor 62 12.2.1.1 Matiz 62 12.2.1.2 Croma 62 12.2.1.3 Valor 62 12.2.1.4 Fenômenos ópticos 62 Translucidez: 62 Opacidade: 63 Fluorescência: 63 Opalescência: 63 12.3 Forma 63 12.3.1 Formas básicas dentais 63 12.3.2 Tamanho dos dentes 63 12.3.3 Ilusão óptica 64 12.3.4 Textura superficial 64 12.3.5 Reflexão de luz 64 12.3.6 Área plana 64 12.3.7 Ameias incisais 64 12.3.8 Tamanho real e aparente 64 I – SELAMENTO DE CICATRÍCULAS E FISSURAS (OK) 1.1 Introdução Mecanismo de ação dos selantes: capacidade de escoar nas fóssulas e fissurar penetrando nas microporosidades do esmalte previamente condicionados. Formando projeções de resina (tags). Selante de RC: ácido fosfórico (penetra mais em profundidade); Selante de ionômero: ácido poliacrílico (penetra mais em lateralidade); Tags: projeções no espaço interprismático do esmalte. Selante sem carga forma mais tags. 2.1 Materiais para selamento Materiais resinosos: autopolimerizáveis e fotopolimerizáveis; São polímeros à base de Bis-GMA Autopolimerizáveis > incolores/matizados; branco-opaco/colorido; Fotopolimerizáveis > melhor tempo de trabalho > incolores/matizados; branco-opaco/colorido; Sem carga > maior fluidez (maior desgaste) > não invasivo Áreas com pouco esforço mastigatório. Com carga > menor fluidez (menor desgaste) > invasivo > incolores/matizados; branco-opaco/colorido; Áreas com muito esforço mastigatório. Fluoroshild: 50% de carga; foto, libera flúor e tem alta viscosidade; Ultrassil: Tem mais carga, 60% de carga e tem alta viscosidade (escoa pouco); libera fluor Deoton: não tem carga, não é foto, é químico e não libera fluor. Translúcido. Baixa viscosidade (mas na realidade ele tem alta viscosidade). Problema: quando manipulado ele não penetra no sulco porque a viscosidade dele é alta, mesmo não tendo carga. Isso ocorre pq ele toma presa muito rápido e poderá incorporar bolhas durante a misutura. Cimentos de ionômeros de vidro: quimicamenteativados ou fotoativados; Materiais híbridos: cimento de ionômero de vidro modificado por resina composta; Pq materiais inonomericos híbridos tem maior resistência a tração? Pq tem primers acídicos que condicionam mais a estrutura dental, partícula resinosa e carga ao comparados com ionômeros químicos. Selante de Ionomero de vidro Vitrofil – químico – tipo anidro por causa do esquema do ácido no pó (ácido poliacrílico no pó e no líquido água destilada com 10% de ácido itacônico) Dentes decíduos, selamentos de fissuras extensas; Maxion L – químico (líquido tipo convencional, porque o líquido é mais viscoso) Fóssulas e fissuras pq possui grande quantidade de carga - ART Vidrion F – químico (ácido poliacrílico no pó e no líquido água destilada com 10% de ácido itacônico) F – forramento USA PARA SELANTE. É mais viscoso porque tem mais carga. C – cimentação R – restauração N - núcleo Vitremer – modificado por resina (indicado pra selante, pq além de ter ácido poliacrílico, possui primer acídico. Cor A1, 2, 3; B1 e 2. Possui até 9% de partícula resinosa. Condiciona melhor a estrutura dental com primer acídico e fotopolimeriza formando tags. 1 gota do azul, uma medida do pó, mistura, aplica e foto por 40 seg. Ajuste de oclusão e aplica o gloss que é um líquido para finalizar a restauração) Vitrofil LC (condicionar com ácido poliacrílico 11,5%) é igual ao vitremer só que de outra marca – pede para condicionar com ácido poliacrílico. Pq possui maior resistência a tração? Tem primer acidico que condicionam mais a estrutura dental do que os ionômeros convencionais (químicos). Além da resistência pq tem partícula resinosa e carga. Selante de fóssulas e fissuras. 2.2 Indicações Pacientes com alto risco de cárie; Dentes com complexa configuração anatômica apresentada pelas fóssulas e fissuras; Dentes com sulcos escurecidos e presença de debris (material amolecido) – sonda tipo WHO; 2.3 Aplicação dos selantes Superfícies oclusais dos dentes (zonas mais vulneráveis à cárie dentária): sulcos e fóssulas, fissuras e cicatrículas – quente, úmido e escuro. No diagnóstico devem ser observadas características de profundidade e estreitamento das regiões de cicatrículas e fissuras. Duas técnicas são empregadas: Técnica não-invasiva; Técnica invasiva. “O sucesso clínico está diretamente relacionado ao emprego de uma técnica extremamente acurada, uma vez que a perda do material é atribuída, quase que exclusivamente, à ineficiência da técnica adotada.” Diagnostico: Visual; Inspeção com sonda tipo WHO Se prender e não tiver nenhum debri, deverá ser analisada a atividade de cárie do paciente. Apenas é uma configuração anatômica propensa a desenvolver cárie. Se ele tem uma boa qualidade de higiene e etc deverá apenas ser proservado; Se tiver debri, obrigatóriamente deverá ser selado; 2.3.1 Técnica não invasiva Aplicação do selante sobre áreas sem preparo mecânico e sem suspeita de cárie. Técnica: Isolamento do campo operatório; Profilaxia: escova de robbinson em forma de pincel, pedra pomes e tergensol – substancia efervescente; Condicionamento ácido do esmalte; Lavagem e secagem do dente; Aplicação do selante; Polimerização; Verificação do selante; Avaliação da oclusão; Aplicação tópica de flúor - transparente; Avaliação periódica. Atividade de cárie elevada, avaliar de 4 em 4 meses; Atividade de cárie baixa, avaliar de 6 em 6 meses. 2.3.2 Técnica invasiva Áreas onde se suspeita da presença de lesão de cárie: Diagnóstico visual; Exame radiográfico Técnica: Anestesia; Isolamento do campo operatório; Profilaxia: escova de robbinson em forma de pincel, pedra pomes e tergensol – substancia efervescente; Remoção do tecido cariado com ponta diamantada 1191F (em alta) ou esférica ½ ou ¼ (em baixa) - kit invasivo; Condicionamento ácido – ácido fosfórico (resinoso); Lavagem e secagem do dente; Aplicação do selante com carga, pq tem alta viscosidade de maior resistência a compressão; Avaliação da oclusão; Aplicação tópica de flúor – neutro e transparente; Avaliação periódica. 2.4 Laser de Nd:YAG Neodíneo e água: ???? Entregue por fibra óptica, ou seja, por contato; Meio ativo sólido; Efeito local fototérmico; Provoca fusão e ressolidificação do substrato (esmalte – fundir e solidificar o esmalte superficialmente. Penetra de 10 a 20 micrometros. Com condicionamento ácido penetra até 30); Associação com ATF – íons aprisionados; Mecanismo de ação. Absorvido (esmalte e dentina - pela cárie solúvel) ; Sai água e carbonato de cálcio; Fusão; Decomposição proteica; Íons OH vão embora; Diminui a solubilidade (transforma a hapatita solúvel em menos solúvel – forma o Pirofosfato B2O7 (altamente resistente a ácidos de origem orgânica/ ex: ácidos de origem bacteriana)); 2.5 Selamento biológico Cronificação ou paralisação da atividade de cárie em nichos de retenção. ***Qual é a diferença de longevidade e desempenho clínico entre materiais resinosos X materiais ionoméricos? Longevidade: depende da técnica – invasiva (selante com carga) e não invasiva (selante sem carga). Do ajuste oclusal (resistência mecânica), recarga ou não de flúor. Com CIV (ionomérico): deve fazer pressão para aumentar a adesão, melhorando e evitando bolhas. Penetram menos em sulco e mais em lateralidade por serem condicionados com ácido poliacrílico. Resinosos: O que são condicionados com ácido fosfórico e penetra mais profundamente (mais em sulco) e menos em lateralidade * Deoton – selante químico sem carga 91% de sucesso após três anos ** Clorogildi – com carga 92% após 10 anos *** Químico e modificado por resina, qual é o melhor? CIV químico usa acido fraco e os radicais carboxílicos reagem com cálcio e fosfato. CIV mod. por resina, não tem acido, possui primer acídico que condiciona muito mais a superfície dental. CIV mod. por resina é melhor. **** Cárie ativa restrita ao esmalte: tira de lixa metálica (plastia em esmalte), tira de polimento de resina e aplica flúor. II – PLANEJAMENTO 2.1 Organização das mesas clínicas Seleção prévia do instrumental e material; Padronização da sequência dos trabalhos clínicos; Objetivos: Racionalização das atividades; Economia de tempo; Organização do trabalho Regras gerais: Padronização dos trabalhos para que o pessoal auxiliar organize as bandejas; Adequação do pessoal auxiliar ao padrão de trabalho do cirurgião-dentista Fluxograma: Equipo: bandeja de inox com instrumental estéril; Mesa auxiliar: materiais acessórios Plano de tratamento. 2.2 Lista de materiais de acordo com procedimentos 2.2.1 Isolamento do campo operatório. Bandeja de inox. Espelhos bucal plano (sem aumento) com cabo; Sonda exploradoras nº. 5; Pinça clínica; Espátula para inserção (metálica) para silicato nº. 1; Grampos para isolamento absoluto: 200, 201, 207, 209 e 212; Grampos para isolamento absoluto sem asa: 26 e W8A; Alicate perfurador de lençol de borracha (Aisnworth) metálico com 5 furos; Pinça porta-grampo (de Palmer) metálica; Arco de metal para dique (Young); Tesoura reta ponta fina (12 cm); Mesa auxiliar. Lençol de borracha (espessura média) cor verde ou azul; Tubo de fio dental (100 m) encerado Jhonson & Jhonson®; Caneta hidrográfica office pen preta 2.0 mm PILOT®; Tubo pequeno gel hidrossolúvel KY®; Frascos Dappen de vidro; Régua de plástico 20 cm (nova); Guardanapo de papel. 2.2.2 Selamento de cicatrículas e fissuras. Bandeja de inox. Espelhos bucal plano (sem aumento) com cabo; Sonda exploradoras nº. 5; Pinça clínica; Sonda milimetrada; Seringa Carpulle (com refluxo); Aplicador de hidróxido de cálcio com ponta dupla Cânula para seringa com agulhas sem bisel grossas (irrigação e aspiração – utilizada em Endodontia); Escova de Robson branca; Taça de borracha para profilaxia dental; Broqueiro misto com o kit de Dentística da UNIGRAN. Mesa auxiliar. Frasco Dappen de vidro; Frasco Dappen de plástico; Caixa de micro-aplicadores (Microbrush®); Porta-algodão (limpo) – pote de inox com tampa; Porta-algodão (sujo)– pote de inox com tampa; Papel absorvente de coador de papel Melitta® autoclavado; Bolinhas de algodão autoclavadas; Rolo de Papel-carbono AccuFilm® de espessura fina. 2.2.3 Restaurações de amálgama – Classe I e II. Bandeja de inox. Espelhos bucal plano (sem aumento) com cabo; Sonda exploradoras nº. 5; Pinça clínica; Seringa Carpulle (com refluxo); Porta-matriz Tofllemire (tamanho adulto); Espátula para inserção (metálica) para silicato nº. 1; Escavador de dentina compatível com a lesão de cárie; Enxada monoangulada nº. 8-9; Cortante simples nº. 26; Recortador de margem gengival nº. 26 e 27; Machado para esmalte 14-15; Kit de esculpidores de Frahn nº. 2,6 e 10; Esculpidor Discoide-cleóide; Esculpidor Clev Dent nº. 21; Esculpidor Andrews no 1; Esculpidor Hollenback 3S ou 3SS; Aplicador de hidróxido de cálcio com ponta dupla; Condensador duplo para amálgama tipo Ward nº. 1 e 2; Brunidor de Bennet para amálgama nº. 33; Brunidor para amálgama nº. 29; Brunidor de Hollenback nº. 6; Pinça porta-agulhas pequena; Cânula para seringa com agulhas sem bisel grossas (irrigação e aspiração – utilizada em Endodontia); Escova de Robson branca; Taça de borracha para profilaxia dental; Broqueiro misto com o kit de Dentística da UNIGRAN. Mesa auxiliar. Rolo de matriz de aço para amálgama (5 mm); Rolo de matriz de aço para amálgama (7 mm); Matriz unitária curva Tofflemire Bands (tamanho adulto); Frasco Dappen de vidro; Frasco Dappen de plástico; Dedeira de borracha; Lençol de camurça ou linho (12 x 12 cm); Cunhas de madeira coloridas TDV®; Bastão de godiva de baixa fusão (verde); Alicate nº. 121 (JON® ou Golgran®); Alicate nº. 141 (JON® ou Golgran®); Seringa porta-amálgama metálica ou plástica (para inserção de amálgama); Placa de vidro grossa (20 mm) ou média (10 mm); Seringa para inserção de materiais (kit completo com pontas sortidas); Espátula plástica para Cimento de Ionômero de Vidro (azul, rosa ou branca); Caixa de micro-aplicadores (Microbrush®); Porta-algodão (limpo) – pote de inox com tampa; Porta-algodão (sujo) – pote de inox com tampa; Papel absorvente de coador de papel Melitta® autoclavado; Bolinhas de algodão autoclavadas; Tiras de lixa de aço (4 e 6 mm) importada KOMET® ou similar; Estilete pequeno; Rolo de Papel-carbono AccuFilm® de espessura fina. 2.2.4 Restaurações de resina composta – Classe III e IV Bandeja de inox. Espelhos bucal plano (sem aumento) com cabo; Sonda exploradoras nº. 5; Pinça clínica; Seringa Carpulle (com refluxo); Espátula para inserção (metálica) para silicato nº. 1; Escavador de dentina compatível com a lesão de cárie; Recortador de margem gengival nº. 26 e 27; Machado para esmalte 14-15; Aplicador de hidróxido de cálcio com ponta dupla; Separador mecânico de Elliot - JON®; Cabo de bisturi nº. 3; Espátula para resina composta Mini - 3® HU-FRIEDY ou Thompson® nº. 4 (ponta ativa dourada e cabo verde) ou Indusbello® nº. 4; Espátula para resinas compostas POCL - COSMEDENT®; Espátula para resinas compostas tipo Almore/Safident® – Cosmedent – Espátula avulsa – cor verde. Mesa auxiliar. Rolo de matriz de aço para amálgama (7 mm); Cunhas de madeira coloridas TDV®; Frasco Dappen de vidro; Frasco Dappen de plástico; Placa de vidro grossa (20 mm) ou média (10 mm); Seringa para inserção de materiais (kit completo com pontas sortidas); Espátula plástica para Cimento de Ionômero de Vidro (azul, rosa ou branca); Caixa de micro-aplicadores (Microbrush®); Porta-algodão (limpo) – pote de inox com tampa; Porta-algodão (sujo) – pote de inox com tampa; Papel absorvente de coador de papel Melitta® autoclavado; Bolinhas de algodão autoclavadas; Estilete pequeno; Compasso de ponta seca; Lâminas de bisturi nº. 15 e 12; Rolo de Papel-carbono AccuFilm® de espessura fina; Pincel ponta chata nº. 3 COSMEDENT® ou pincel ponta chata Hot Spot Design® para Resinas Compostas – ORALTECH; Pacote de tiras de poliéster; Caixa de fita veda-rosca pequena (à venda em loja de materiais para construção); Tiras de lixa para polimento de resinas compostas 3M - ESPE®; Escova de Robson branca; Taça de borracha para profilaxia dental. 2.2.5 Restaurações de resina composta – Classe I e II Bandeja de inox. Espelhos bucal plano (sem aumento) com cabo; Sonda exploradoras nº. 5; Pinça clínica; Seringa Carpulle (com refluxo); Porta-matriz Tofllemire (tamanho adulto); Espátula para inserção (metálica) para silicato nº. 1; Escavador de dentina compatível com a lesão de cárie; Enxada monoangulada nº. 8-9; Cortante simples nº. 26; Recortador de margem gengival nº. 26 e 27; Machado para esmalte 14-15; Kit de esculpidores de Frahn nº. 2,6 e 10; Esculpidor Discoide-cleóide; Esculpidor Clev Dent nº. 21; Esculpidor Andrews no 1; Esculpidor Hollenback 3S ou 3SS; Aplicador de hidróxido de cálcio com ponta dupla; Pinça porta-agulhas pequena; Cânula para seringa com agulhas sem bisel grossas (irrigação e aspiração – utilizada em Endodontia); Escova de Robson branca; Taça de borracha para profilaxia dental; Broqueiro misto com o kit de Dentística da UNIGRAN; Espátula para resina composta Mini - 3® HU-FRIEDY ou Thompson® nº. 4 (ponta ativa dourada e cabo verde) ou Indusbello® nº. 4; Espátula para resinas compostas POCL - COSMEDENT®; Espátula para resinas compostas tipo Almore/Safident® – Cosmedent – Espátula avulsa – cor verde. Mesa auxiliar. Rolo de matriz de aço para amálgama (5 mm); Rolo de matriz de aço para amálgama (7 mm); Matriz unitária curva Tofflemire Bands (tamanho adulto); Kit Unimatrix® – TDV (kit completo com 2 grampos e matrizes unitárias) ou 01 kit Palodent® – Caulk Dentsply (kit completo com 2 grampos e matrizes unitárias); Frasco Dappen de vidro; Frasco Dappen de plástico; Cunhas de madeira coloridas TDV®; Bastão de godiva de baixa fusão (verde); Alicate nº. 121 (JON® ou Golgran®); Alicate nº. 141 (JON® ou Golgran®); Placa de vidro grossa (20 mm) ou média (10 mm); Seringa para inserção de materiais (kit completo com pontas sortidas); Espátula plástica para Cimento de Ionômero de Vidro (azul, rosa ou branca); Caixa de micro-aplicadores (Microbrush®); Porta-algodão (limpo) – pote de inox com tampa; Porta-algodão (sujo) – pote de inox com tampa; Papel absorvente de coador de papel Melitta® autoclavado; Bolinhas de algodão autoclavadas; Estilete pequeno; Rolo de Papel-carbono AccuFilm® de espessura fina. Pincel ponta chata nº. 3 COSMEDENT® ou pincel ponta chata Hot Spot Design® para Resinas Compostas – ORALTECH; Pacote de tiras de poliéster. 2.2.6 Restaurações de amálgama – Classe V. Bandeja de inox. Espelhos bucal plano (sem aumento) com cabo; Sonda exploradoras nº. 5; Pinça clínica; Seringa Carpulle (com refluxo); Espátula para inserção (metálica) para silicato nº. 1; Escavador de dentina compatível com a lesão de cárie; Enxada monoangulada nº. 8-9; Cortante simples nº. 26; Recortador de margem gengival nº. 26 e 27; Esculpidor Andrews no 1; Esculpidor Hollenback 3S ou 3SS; Aplicador de hidróxido de cálcio com ponta dupla; Condensador duplo para amálgama tipo Ward nº. 1 e 2; Brunidor de Bennet para amálgama nº. 33; Brunidor para amálgama nº. 29; Brunidor de Hollenback nº. 6; Pinça porta-agulhas pequena; Cânula para seringa com agulhas sem bisel grossas (irrigação e aspiração – utilizada em Endodontia); Escova de Robson branca; Taça de borracha para profilaxia dental; Broqueiro misto com o kit de Dentística da UNIGRAN. Mesa auxiliar. Frasco Dappen de vidro; Frasco Dappen de plástico; Dedeira de borracha; Lençol de camurça ou linho (12 x 12 cm); Cunhas de madeira coloridas TDV®; Bastão de godiva de baixa fusão (verde); Alicate nº. 121 (JON® ou Golgran®); Seringa porta-amálgama metálica ou plástica (para inserção de amálgama); Placa de vidro grossa (20 mm) ou média (10 mm); Seringa para inserção de materiais (kit completo com pontas sortidas); Espátula plástica para Cimento de Ionômero de Vidro (azul, rosa ou branca);Caixa de micro-aplicadores (Microbrush®); Porta-algodão (limpo) – pote de inox com tampa; Porta-algodão (sujo) – pote de inox com tampa; Papel absorvente de coador de papel Melitta® autoclavado; Bolinhas de algodão autoclavadas; Tiras de lixa de aço (4 e 6 mm) importada KOMET® ou similar; Estilete pequeno; Rolo de Papel-carbono AccuFilm® de espessura fina. 2.2.7 Restaurações de resina composta – Classe V. Bandeja de inox. Espelhos bucal plano (sem aumento) com cabo; Sonda exploradoras nº. 5; Pinça clínica; Seringa Carpulle (com refluxo); Espátula para inserção (metálica) para silicato nº. 1; Escavador de dentina compatível com a lesão de cárie; Enxada monoangulada nº. 8-9; Cortante simples nº. 26; Recortador de margem gengival nº. 26 e 27; Aplicador de hidróxido de cálcio com ponta dupla; Pinça porta-agulhas pequena; Cânula para seringa com agulhas sem bisel grossas (irrigação e aspiração – utilizada em Endodontia); Escova de Robson branca; Taça de borracha para profilaxia dental; Broqueiro misto com o kit de Dentística da UNIGRAN; Espátula para resina composta Mini - 3® HU-FRIEDY ou Thompson® nº. 4 (ponta ativa dourada e cabo verde) ou Indusbello® nº. 4; Espátula para resinas compostas POCL - COSMEDENT®; Espátula para resinas compostas tipo Almore/Safident® – Cosmedent – Espátula avulsa – cor verde. Mesa auxiliar. Rolo de matriz de aço para amálgama (7 mm); Frasco Dappen de vidro; Frasco Dappen de plástico; Cunhas de madeira coloridas TDV®; Bastão de godiva de baixa fusão (verde); Alicate nº. 121 (JON® ou Golgran®); Placa de vidro grossa (20 mm) ou média (10 mm); Seringa para inserção de materiais (kit completo com pontas sortidas); Espátula plástica para Cimento de Ionômero de Vidro (azul, rosa ou branca); Caixa de micro-aplicadores (Microbrush®); Porta-algodão (limpo) – pote de inox com tampa; Porta-algodão (sujo) – pote de inox com tampa; Papel absorvente de coador de papel Melitta® autoclavado; Bolinhas de algodão autoclavadas; Estilete pequeno; Rolo de Papel-carbono AccuFilm® de espessura fina. Pincel ponta chata nº. 3 COSMEDENT® ou pincel ponta chata Hot Spot Design® para Resinas Compostas – ORALTECH; Pacote de tiras de poliéster. 2.2.8 Polimento de restaurações de amálgama. Bandeja de inox. Espelhos bucal plano (sem aumento) com cabo; Sonda exploradoras nº. 5; Pinça clínica; Espátula para inserção (metálica) para silicato nº. 1; Esculpidor Andrews no 1; Esculpidor Hollenback 3S ou 3SS; Cânula para seringa com agulhas sem bisel grossas (irrigação e aspiração – utilizada em Endodontia); Escova de Robson preta (formato tipo pincel); Taça de borracha para profilaxia dental; Broqueiro misto com o kit de Dentística da UNIGRAN; Kit de fresas multilaminadas para baixa-rotação KOMET® ou similar. Cabo de bisturi nº. 3. Mesa auxiliar. Kit de pontas e taças de borracha (Marrom – Verde – Azul); Ponta montada abrasiva de óxido de alumínio (cinza, verde ou branca), para contra-ângulo, para acabamento em restaurações de amálgama, forma de ponta de lápis. Lâminas de bisturi nº. 15 e 12; Discos de feltro para polimento com diâmetro de 8 mm de engate com mandril Diamond Flex® (Roxo), com 24 unidades e 1 mandril do kit – FGM ou Discos de feltro para polimento de engate com mandril Disco Buff® SHOFU – 12 unidades e 1 mandril do kit ou Discos de feltro para polimento com diâmetro ½ polegada de engate com mandril Flexi-Wheel® COSMEDENT – 12 unidades e 1 mandril do kit; Frasco Dappen de vidro; Frasco Dappen de plástico; Porta-algodão (limpo) – pote de inox com tampa; Porta-algodão (sujo) – pote de inox com tampa; Bolinhas de algodão autoclavadas; Tiras de lixa de aço (4 e 6 mm) importada KOMET® ou similar; Estilete pequeno; Rolo de Papel-carbono AccuFilm® de espessura fina. 2.2.9 Polimento de restaurações de resina composta. Bandeja de inox. Espelhos bucal plano (sem aumento) com cabo; Sonda exploradoras nº. 5; Pinça clínica; Seringa Carpulle (com refluxo); Espátula para inserção (metálica) para silicato nº. 1; Cabo de bisturi nº. 3. Mesa auxiliar. Frasco Dappen de vidro; Frasco Dappen de plástico; Porta-algodão (limpo) – pote de inox com tampa; Porta-algodão (sujo) – pote de inox com tampa; Bolinhas de algodão autoclavadas; Estilete pequeno; Lâminas de bisturi nº. 15 e 12; Tiras de lixa para polimento de resinas compostas 3M - ESPE®; Escova de Robson branca; Taça de borracha para profilaxia dental; Caixa completa de discos para polimento Super Snap® SHOFU com mandril (Discos: Preto – Violeta – Verde – Rosa) ou 01 caixa completa de discos para polimento Sof-Lex Pop On® 3M - ESPE ref. 2380 com mandril (Discos: Marrom – Laranja médio – Laranja claro – Amarelo) ou 01 caixa de discos para polimento Flexidiscs® COSMEDENT com mandril (Discos: Branco – Azul – Amarelo – Rosa) de ½ polegada; Kit para polimento Jiffy® - ULTRADENT: pontas siliconizadas em forma de torpedo, taça e lentilha (nas cores verde, amarela e branca) + disco pêlo-de-cabra + escova com ponta tipo torpedo (pincel) de carbeto de silício ou kit de borrachas para polimento COSMEDENT: pontas siliconizadas em forma de torpedo, taça e lentilha (nas cores rosa e azul) + disco pêlo-de-cabra + escova com ponta tipo torpedo (pincel) de carbeto de silício; Bisnaga pequena de Pasta Diamantada ORALTECH® para polimento de resinas compostas com granulação de 0.5 ou 1.0 ou 01 bisnaga pequena de pasta de óxido de alumínio para polimento de resinas compostas Enamelize® COSMEDENT; Discos de feltro para polimento com diâmetro de 8 mm de engate com mandril Diamond Flex® (Roxo), com 24 unidades e 1 mandril do kit – FGM ou Discos de feltro para polimento de engate com mandril Disco Buff® SHOFU – 12 unidades e 1 mandril do kit ou Discos de feltro para polimento com diâmetro ½ polegada de engate com mandril Flexi-Wheel® COSMEDENT – 12 unidades e 1 mandril do kit. III – MANUTENÇÃO PERIÓDICA PREVENTIVA EM DENTÍSTICA (OK) 3.1 Introdução Eras e ciclo evolutivo da odontologia Era primitiva – empírica; Era curativa – restauradora; Era moderna – odontologia preventiva; Era contemporânea – conservadora ou proservativa; Era preditiva – aquela em que estamos. Renovação contínua Materiais restauradores; Instrumentos empregados. Tecnologia; Prevenção. Microdentística – minimamente invasiva Mínima perda de estruturas dentais sadias; Manutenção da resistência do dente; Tempo de trabalho e arsenal operatório; Extensão interface dente/restauração. Sistema CVDentus: Pontas de liga de molibdênio (metal mais flexível); Diamante artificial de carbono “crescido”; Deposição química da fase vapor; Acopladas a aparelhos de ultrassom (não tem ruído e não tem vibração); Ciclos de 10.000 a 20.000 vibrações. Sistema de abrasão a ar (Mac 3): Ar comprimido + agente abrasivo/ óxido de alumínio (2200) – margem superior ao esmalte (380); - não utilizar a pedra pomes porque precisa de material com dureza maior do que o esmalte; Partículas de óxido de alumínimo; Granulometria: 27 (remover debris – age em profundidade) e 50 (para abrir o sulco – age em lateralidade) micrometros; Vantagens: Menor pressão e ruído; Desgaste mínimo de estrutura dental; Conforto para o paciente; Desvantagens: Contaminação ambiental (precisa de uma ventilação muito bem feita com exaustores). Precauções: Proteção do paciente e equipe operacional; Isolamento absoluto; 3.2 Reparo de restaurações Fazer radiografia interproximal, mas ainda assim, SÓ FAÇA REPARO EM RESTAURAÇÕES QUE VOCÊ FEZ. Definição: é a remoção parcial de restaurações já existentes; Vantagens: Preservação do tecido dentário; Menor custo; Menor tempo de tratamento; Minimiza a possibilidade de injúrias ao órgão pulpar; Fácil execução. Análise da restauração – indicações Pequenas fraturas; Degradação marginal de restaurações; Greenning – esverdeamento quando submetidas a clareamento (por causa do peróxido de carbamida liberando o mercúrio das restaurações de amálgama. Deverá ser polidoantes para evitar a liberação de mercúrio). Restabelecimento de contato ou contorno proximal; Manchamento ou alteração de cor superficial em restaurações estéticas de resina composta; Análise da restauração – contra-indicações Presença de cáries secundárias; Presença de creep ou escoamento tardio – amálgama crescido que forma uma borda. 3.2.1 Reparo de restaurações de amálgama Técnica operatória: Localização dos contatos cêntricos com papel carbono; Anestesia; Isolamento absoluto do campo operatório; Remoção da área fraturada ou a ser reparada com fresa carbide 1157; Preparo cavitário e confecções de retenções; Limpeza da cavidade; Proteção pulpar; Preenchimento com amálgama; Pré-escultura e escultura; Verificação da oclusão; Acabamento; Polimento. 3.2.2 Recondicionamento de restaurações de amálgama Técnica operatória: Localização dos contatos cêntricos com papel carbono; Isolamento absoluto do campo operatório; Verificação da interface dente/restauração com sonda exploradora nº 5; Utilização de fresas multilaminadas para acabamento de amálgama (esféricas para sulcos e em forma de chama para vertentes); Polimento. 3.2.3 Selamento da interface de restaurações de amálgama Professor Conceição, não utilizada na unigran pois não tem embricamento entre a resina e o amálgama; Técnica operatória: Localização dos contatos cêntricos com papel carbono; Isolamento do campo absoluto do campo operatório; Verificação da interface dente/restauração com sonda exploradora nº 5; Análise da escultura; Utilização de fresas multilaminadas para acabamento de amálgama; Condicionamento ácido da interface dente/restauração com ácido fosfórico a 37% por 30 segundos; Lavar abundantemente e secar com papel absorvente; Aplicação de sistema adesivo; Para unir utiliza apenas o Panávia, por isso não se pode utilizar qualquer sistema adesivo; Inserção de resina flow; Fotopolimerização por 40 segundos; Acabamento e polimento. 3.2.4 Reparo de restaurações de resina composta Técnica operatória: Localização dos contatos cêntricos com papel carbono; Isolamento absoluto do campo operatório; Verificação da interface dente/restauração com sonda exploradora nº 5; Remoção parcial da restauração com ponta diamantada 1090 (dentes posteriores) ou 1012 (dentes anteriores); Confecção de bisel em dentes anteriores com ponta diamantada 2200, 1111 ou 3118 e/ou canaletas retentivas em dentes posteriores (ângulos diedros do 2º grupo) com fresa esférica ½ ou ¼; Condicionamento ácido da interface dente/restauração com ácido fosfórico 37%; Lavar abundantemente e secar com papel absorvente; Aplicação de sistema adesivo; Inserção de resina composta; Fotopolimerização por 40 segundos; Acabamento e polimento. 3.2.5 Repolimento de restaurações de resina composta Técnica operatória: Localização dos contatos cêntricos com papel carbono; Isolamento relativo do campo operatório; Verificação da interface dente/restauração com sonda exploradora nº 5; Análise da escultura; Utilização de fresas multilaminadas para acabamento de resina composta; Cabo de bisturi com lâmina nº 12; Ponta diamantada 2135F e FF na reanatomização da escultura; Fresas multilaminadas para acabamento de resina composta no término cervical; Discos de óxido de alumínio (Sof-lex Pop On 3M – ESPE); Pontes siliconizadas em forma de torpedo, taça e lentilha (Jiffy – ultradente); Discos de feltro (Diamond Flex) associado à pasta polidora (pasta diamantada oraltech ou enamelize – cosmedent). 3.2.5 Selamento de restaurações de resina composta São materiais resinosos, normalmente sem carga, utilizados para selamento de interface dente/restauração de resinas compostas. Selante de superfície. Técnica operatória: Profilaxia com pedra-pomes + água e escova de Robinson ou taça de borracha; Condicionamento ácido da interface dente/restauração com ácido fosfórico a 37% por 15 segundos; Lavar abundantemente e secar com papel absorvente; Aplicação do selante de superfície; Inconveniente desse selante – por ser um selante sem carga, possui muita matriz polimérica que absorve muito pigmento e muita água. Fotopolimerização por 40 segundos. IV – NÚCLEOS DE PREENCHIMENTO 4.1 Proteção do remanescente dental Quais os tipos de proteção que podemos dar ao dente? Proteção externa: Preparo cavitário (bisel, ombro, chanfrado); Restauração provisória; Cimentação provisória de RMF (protege da diferença de temperatura e equilíbrio elétrico) – é feita com Oxido de zinco eugenol (na clínica Temps 100) ou cimento a base de hidróxido de cálcio; Cimentação definitiva de RMF – Cimento de fosfato de zinco ou cimento de ionômero de vidro; Proteção interna: Proteção do complexo dentina-polpa; Materiais protetores pulpares: Hidróxido de Cálcio [Ca(OH)2] – cimento, pasta ou em pó; adesivos; vernizes (amalgama); CIV (melhor material quando eu preciso de dentina artificial). Confecção de Bases cavitárias: Bases cavitárias: cimento Fosfato de zinco (melhor resistência a compressão), fosfato de zinco eugenol (muito bom para propriedades terapêuticas – camada fina entra em contato com a água e inibe a síntese de prostaglandinas e atividade sensorial das células); cimentos ionoméricos (melhor material pq tem adesão ao dente); cimento de policarboxilato (misto de óxido de zinco com ácido poliacrílico – precursor do CIV – resistência a tração 40% a mais que o cimento fosfato de zinco); etc. 4.2 Proteção interna Núcleos de preenchimento (só é considerado núcleo de preenchimento, quando rebaixar a base e restaurar com restauração indireta); Para dentes polpados; Dentes despolpados Indicações: Restaurações unitárias; Dentes com estrutura dentária hígida – com remanescente dental; com necessidade de desgaste para ponte fixa; Materiais utilizados Amálgama; CIV (Fuji LC, Vidrion N – com partículas de prata); Resina composta autopolimerizável (não tem na clínica) – fácil de incorporar bolhas, toma presa muito rápido; Resina composta fotopolimerizável (Híbrida, micro ou nano partículas); 4.2.1 Núcleo de preenchimento em dentes polpados 4.2.1.1 Pinos intra-dentinários + resina composta (para dentes posteriores que receberão restaurações metálicas – onlay) Vantagens: Boa estética em relação ao amálgama; Adesividade – da resina composta com a margem do dente; Boa resiliência – não é um material rígido, pois absorve e transfere impacto; Fácil manipulação; Rápida polimerização; Tempo; Custo; Ausência de laboratório; Resiliência comparada aos núcleos metálico fundidos; Retenção – tanto na resina composta quanto nas ancoragens dos pinos; Desvantagens: Contração de polimerização – em torno de 0,6% - colocar em incrementos; Coeficiente de expansão térmica diferente dos dentes (as vezes associada com uma base de ionômero para melhorar essa desvantagem); Infiltração marginal – adesivos sofrem degradação pela água (saliva); Sequência clínica de núcleos de preenchimento Resina Composta + Pino intra-dentinário: Avaliação pulpar e periodontal (RX para ver a distância dos cornos pulpares e se possui espessamento da lâmina dura); Remoção de cárie ou de restauração antiga; Avaliação das estruturas: cúspides comprometidas devem ser rebaixadas; Perfuração em regiões com grande volume de estrutura dental – na base das cúspides; Cuidado com a câmara pulpar – sempre direcionar com a sonda para ver a inclinação das vertentes; Iniciar com fresa ½ ou ¼ - pq a fresa speral dreel tem báscula; Inserir os pinos manualmente com pouca pressão – verificar se foram os dois milímetros/ dois de ancoragem e dois para fora; Rosquear até alcançar resistência – fratura por si só ou você induz a fratura com porta firmando com porta agulha e ponta diamantada em alta; Evitar o dobramento da extremidade do pino; Colocação de matriz da resina composta – se necessário; Manipulação da resina composta; Preenchimento do preparo cavitário; Remoção da cunha e matriz; Ajuste oclusal. 4.2.1.2 Cimento de ionômero de vidro Vantagens: Adesividade (ao esmalte,dentina e cemento porque o ácido poliacrílico condiciona e expõe cálcio e fosfato e os radicais carboxílicos reagem formando interação química); Liberação de flúor; Biocompatibilidade (o ácido que condiciona o dente é um ácido fraco); Coeficiente de expansão térmica linear semelhante ao dente; 4.2.2 Núcleo de preenchimento em dentes tratados endodonticamente Estética + Resistência + Retenção; Resistência + retenção; Núcleo de preenchimento; Pinos no conduto radicular; Princípios de restauração de dentes tratados endodônticamente: Preservação do tecido dentário remanescente; Redução da tensão e sua distribuição favorável ao longo do tecido dentário remanescente – materiais de proteção que possuam semelhança com a dentina e esmalte – coeficiente de expansão térmico linear - CIV; Adaptação ao conduto radicular – quanto mais adaptado, mais resistente a fratura; o núcleo (pino) não serve só de retenção, mas aumenta a resistência; 4.2.2.1 Pino intrarradicular Funções do pino intrarradicular; Tipos de pino: Metálicos; Pinos metálicos fundidos (núcleos metálicos fundidos - NMF); Vantagens: Apresenta menor tensão durante a cimentação; Apresenta maior facilidade de remoção; Desvantagens: Maior número de sessões; Custo mais elevado; Maior remoção de estrutura dental hígida; Maior tensão (efeito de cunha) – reconstrói com Ribond – fibras de polietileno; Pinos pré-fabricados (utilizados na dentística) – 2/3 do comprimento total (desobturação para prótese), para dentística deixamos remanescente de em média 4mm (de 3 a 5 mm); Não metálicos; 4.2.2.2 Sistemas de pinos pré-fabricados Vantagens Economia de tempo; Baixo custo; Melhor retenção; Não necessitam de procedimentos laboratoriais. Desvantagens: Maior tensão de inserção; Dificuldade de remoção; Mínimo ‘stress’ de tensão; Distribuição uniforme das forças; Boa retenção; Resistência cíclica do metal – forças cíclicas na boca são forças de fadiga, repetição de um mesmo movimento; Características ideais dos pinos pré-fabricados: Cabeça altamente retentiva porém não muito grande; Fisicamente semelhante à dentina – difícil encontrar pq não tem o mesmo coeficiente de expansão térmica linear; Técnica simples e rápida; Facilidade de remoção – alguns desaparecem na radiografia; RGM Withpost – ficava radiolúcido – para corrigir a indústria colocou um filete de metal bem fino para aparecer Fatores que afetam a retenção do pino do canal radicular: Desenho (paralelo/cônico) – cônico e com serrilhas é mais retentivo; Paralelo – podem fazer trincas na dentina. Profundidade de penetração – profundidade que desobturei o conduto; Diâmetro – não se deve ampliar muito o diâmetro – vantagem em relação ao núcleo metálico fundido; Configuração da superfície – algumas são tratadas com jatos de óxido de alumínio; Cimento – compatível com o cimento; Indicações: Dentes anteriores: Destruição de uma ou mais paredes proximais – perdeu crista marginal e cíngulo já é indicação de pinos estéticos; Dentes posteriores: Destruição de duas ou mais paredes adjacentes. Tipos de pinos pré-fabricados: Cônico-liso; Cônico rosqueável – é o melhor – cimentado passivamente com roscas para retenção – quanto mais roscas melhor; Paralelo serrilhado; Paralelo rosqueado; Paralelo com extremidade cônica; Liso; Serrilhado; Rosqueado; Não tem rosqueavel: pede fio de metal (ortodôntico) número 18 e um alicate; 4.2.2.3 Pino metálico Aço inoxidável (econômico); Fabricado pelo profissional (fio ortodôntico nº. 18); Pinos metálicos pré-fabricados (industrializados): Unimetric (maillefer); Sistema Radiz – Anker (maillefer); Flexi – Flange (EDS); Flexi-Post (EDS); Anthogyr (Euro-post); Para-post System (Coltene); Luminex (Dentatus); Tipos: Cônico liso: Mais antigo; Cimentado com diâmetro compatível ao canal; Menos retentivo; Maior afunilamento e em consequência maior efeito cunha; Indicado para dentes onde não atuam forças parafuncionais; Cônico rosqueável: Maior retenção; Efeito de cunha e linhas de fratura na dentina – diminui as fraturas; Concentração de esforços produzida pelas roscas – cimentação; Menos indicado devido ao alto índice de fraturas radiculares – não colocar em raízes fragilizadas fazer com fibra de polietileno; Paralelos serrilhados: Maior retenção em relação aos pinos cônicos, com menor tensão; Largamente utilizado; Indicado para dentes que apresentam aplicação de forças mais elevadas; Pressão hidráulica durante a cimentação; Paralelo rosqueável: É mais retentivo de todos os pinos; Suporte de cargas muito elevadas; Produz tensão apical intensa; Tensão funcional relativamente baixa. Sistema unimetric: Pinos cônicos providos de roscas (parafusável ou cimentamos com cimento); Três comprimentos para cada diâmetro; Kit de diferentes diâmetros – melhor ajuste depois do preparo; Titânio; Cabeça pequena; Tem que ter 2mm de restauração sob a cabeça do pino; Núcleo de preenchimento de amálgama (coroa metálica ou RMF) Vantagens: Baixo custo; Estabilidade dimensional – quando não é estável dimensionalmente ele sofre creep ou escoamento tardio; Baixa infiltração marginal – forma camada de óxidos entre a interface restauração e dentina; Resistências à tração e compressão; Larga experiência clínica; Desvantagens: Longo tempo de presa; Não estético; Corrosão; Restauração metálica RMF; Sistema Luminex Pinos cônicos providos de roscas; Inserção direta (cimentado); Segmento do núcleo – técnica de...; Fresas alargadoras; Pinos fotoransmissores; Chaves rosqueáveis; Pinos metálicos (9-14mm); O pino transmissor do sistema luminez possibilita o reforço intra-radicular da estrutura dental comprometida com resina composta; Quando o canal de um dente (anterior) perdeu muito diâmetro na endodontia, executa-se reforço com resina composta pelo sistema luminex. Quando tira o pino foto transmissor já tem o formato do pino metálico para inserção. Quando se coloca resina composta em um canal com o pino luminex ele fotopolimeriza e já deixa o conduto pronto para colocar o pino metálico. É o único que faz reforço radicular; Condutos com grande destruição interna, executa-se reforço com resina composta com o sistema luminex. Vantagens: Fácil, rápido e seguro; Permite uso de materiais resinosos; Diminui o risco de fratura radicular – por causa do reforço do canal; Preserva a morfologia natural do canal radicular; Permite reforço de estrutura fragilizada; Promove retenção máxima de pino pré-fabricado – pq o pino fototransmissor tem o mesmo diâmetro do pino; Reduz tempo de trabalho; Diminui o custo do tratamento; Desvantagens: Cimento para a resina, de preferência quimicamente ativado; O ácido e o adesivo usados para a resina podem ter degradação da interface. Conclusões: Em dentes radicularmente comprometidos o sistema de reforço luminex pode melhorar em 50% a resistência quando comparado aos núcleos metálicos fundidos; A utilização de núcleos metálicos fundidos não proporciona benefício adicional para retenção, resistência à fratura e causa a perda adicional de estrutura; A estética pode ser melhorada em raízes debilitadas estruturalmente, através do uso do sistema luminex. Corrosão: Problema grave para os núcleos metálicos; Para contornar este problema foram desenvolvidos os pinos não metálicos 4.2.2.4 Pino não-metálico Pinos não metálicos (estéticos e não estéticos): Pinos de carbono (estético e não estético); Pinos de dióxido de zircônio (cerâmica); Pinos de Fibras de vidro (estético); Pinos de Fibras de polietileno (estético); Vantagens: Biocompatíveis e estáveis (não sofrem corrosão); Preservam dentina radicular; Resistentes à fadiga e à corrosão (modo de elasticidade semelhante ao da dentina); Compatíveis com materiais restauradores (fibras e cobertos com matriz resinosa – compatível com cimento resinoso); Técnica direta; Melhoram integridade do remanescente; Ancoragem para colagens; Pino ideal: Forma similar ao volume dentinário perdido – forma cônica e diâmetroadequado; Propriedades mecânicas similares às da dentina; Deve exigir mínimo desgaste da estrutura dental – aumentar resistência preservando o conduto; Resistências mínimas Cisalhamento (breckts e adesivo): 150 MPa; Tração (alimentos pegajosos): 400 a 500 MPa; Módulo de elasticidade: 18 a 90 GPa Aspectos importantes: O fator mais importante para o sucesso é a estrutura dental remanescente. Portanto, recomenda-se a utilização de pinos os mais finos possíveis, com adequada resistência; Comprimento de pino na raiz; Diâmetro do pino; Remoção da dentina; Cimentação. Pinos de fibra de carbono: Cosmositpost-RTD; C-post-Bisco Características: Confeccionadas à base de fibras de carbono – 64%; Matriz epóxica (resinosa) – 36% - é compatível com o adesivo; É compatível com o cimento resinoso. Não preciso silanizar (condicionamento com ácido de cerâmica a 10%) por causa da compatibilidade. Não precisa de silano também. Duas áreas de secções de diferentes diâmetros; Módulo de elasticidade – 21GPa; Alta performance passiva – não faço pressão; Resistência flexural compatível com a dentina; Elimina problemas de ‘stress’ e fratura; Fácil remoção frente a possível problema endodôntico; Possibilita adesão à estrutura dental pq tem matriz resinosa e é cimentado com cimento resinoso; Resistência à compressão 440 MPa; Resistência ao cisalhamento 170 MPa; Resistência à tração 1.600 MPa – porque tem matriz resinosa, ocorrendo a união possibilitando maior resistência. Indicação: Núcleos de preenchimento de dentes anteriores e posteriores; Ancoragem de restaurações extensas de dentes anteriores; Núcleo de preenchimento com resina composta + pino de carbono Possibilita maior conservação de estrutura dental sadia; Ganho de tempo clínico; Baixo custo; Boa resistência; Elimina procedimento laboratoriais quando comparado ao NMF; Sistema CPOST-BISCO: Pino de fibra de carbono; Cônico e altamente resistente; Módulo de elasticidade semelhante a dentina; Dentes anteriores e posteriores; Cimentação com cimento resinoso (tem na clínica); O índice de falha dos núcleos de preenchimento associado a pinos intrarradiculares de fibra de carbono foi significantemente menor do que aquele apresentado por pinos metálicos – PQ? Porque eles permitem adesão a estrutura dental; Vantagens: Não sofre corrosão; Completa integração com os sistemas adesivos e resinas compostas; - pq tem matriz resinosa na composição; Resistência à tração maior que os pinos de titânio e aço; Módulo de elasticidade semelhante à dentina; Limitações: Impossibilidade de isolamento do campo operatório; Fraturas comprometendo o espaço biológico; Raízes curtas – difíceis de serem cortados, pois vem de tamanho único. Cortar com disco de carborudum ou disco diamantado; Desvantagens: Complexidade da técnica; Estética; Radiolucidez; Pino estético de fibra de carbono: Vantagens: Resistente à corrosão; Biocompatível; Elevada resistência mecânica; Dentes anteriores e posteriores; Cimentação com cimento resinoso (dente não hígido) ou com cimento de ionômero de vidro (dente hígido); Aestheti-post-bisco – mais indicados para dentes anteriores. Pino de cerâmica – dióxido de zircônio: Cosmopost-ivoclar (o mais famoso) Cerapost-komet; Usados para moldar os condutos; Em dente tratado endodonticamente usa pino de cerâmica; Mais estético porque passa a luz; Características: 94,9% de Dióxido de zircônio (cerâmica de zircônio – zircônia); 5,1% de óxido de ítrio (estabilizante); Cor branco opaca; Desvantagens: Alto módulo de elasticidade; Dificuldade de remoção do conduto; Vantagens: Estética; Material inerte; Não sofre corrosão; Usar condicionador de cerâmica; Excelentes propriedades óticas e são radiopacos; A alta translucidez do pino de dióxido de zircônio facilita a obtenção de uma estética natural para porção coronária do dente; Núcleos de resina composta e pinos de cerâmica parecem ser o tratamento estético de escolha para dentes anteriores quando estes são restaurados com cerâmica pura. Técnica operatória: Preparo do pino; Pré-jateado; Condicionar com ácido fosfórico à 37% para a limpeza descontaminação (prova no conduto); Obs: não é preciso silanizar o pino, mas sim o núcleo quando da cimentação; Preparo do dente: Condicionar o conduto com ‘primer’; Secar o conduto com pontas de papel absorvente; Aplicar o adesivo dentinário; Secar o conduto com pontas de papel absorvente; Preparar o cimento, inserir parte no conduto e o restante aplicar ao redor no pino; Posicionar o pino no conduto radicular; Manter o pino em posição sob leve pressão; Remover os excessos de cimento e polimerizar por 40 segundos (VLO) Preparo do pino (confeccionado em laboratório): Jateamento com óxido de alumínio (50 micrômetros) pressão de 2 bar por 30 segundos, ou, condicionamento com ácido fluorídrico; Aplicar ácido fosfórico à 37% caso haja contaminação durante a prova (prova do conduto); Pino de fibra de vidro: Fibrrekor posta Características Melhor para reforçar raízes do que fazer ancoragem; Pinos em 3 diâmetros: 1 mm – liso; 1,25 mm – serrilhado; 1,50 mm – serrilhado; Resiliência; Estética e transmissão de luz; Facilidade de remoção; Composto por matriz resinosa; Propriedades mecânicas: Resistência à compressão – 340 MPa; Resistência à flexão – 960MPa; Resistência à tração – 1.200 MPa; Módulo de elasticidade – 13,5 GPa; Composição Fibras de vidro – 42% peso; Carga – 29% peso; Resina – 29% peso – cimentar com cimento resinoso ou CIV; Tamanho das partículas – 0,04 a 3 micrômetros; Técnica operatória: Remoção da guta percha do interior do conduto; Medir comprimento e diâmetro do conduto; Limpeza do pino com álcool; Silanização do pino; Condicionamento ácido do dente; Aplicação do sistema adesivo; Cimentação. 4.2 Protocolo para cimentação de pinos estéticos Capítulo 1. Exame Radiográfico e Desobturação do Conduto Radicular. 1a radiografia periapical: analisar a qualidade do tratamento endodôntico e possíveis alterações na região periapical; Desobturação do conduto inicialmente com brocas de Gattes-Glidden. Utilização de calcadores de Paiva aquecidos para remoção de gutta-percha. Alternar o procedimento com irrigação de hipoclorito de sódio a 0,5%. Utilizar as brocas Largo para alargar o conduto radicular, se necessário. Irrigar novamente. Utilizar a broca pertencente ao kit do pino estético para finalizar a formatação do conduto radicular; Finalizar o procedimento com irrigação de hipoclorito de sódio a 0,5%; 2ª radiografia periapical: comprobatória da desobturação do conduto radicular; Ao final da desobturação, se você desobturou o comprimento planejado, verifique o remanescente da obturação do canal radicular: deve restar cerca de 4 a 5 mm; Analisar se houve remoção completa da gutta-percha das paredes laterais do conduto radicular; Compactar o remanescente de gutta-percha no terço apical com calcadores de Paiva ligeiramente aquecidos. Capítulo 2. Prova e Preparo do Pino Estético. Prova do pino: analisar a adaptação do pino às paredes laterais e se chegou até o final da desobturação; Caso o conduto seja demasiado amplo pode-se também cortar o ápice do pino para ganhar maior diâmetro em regiões mais profundas do conduto; Demarcar o pino no local desejado com uma lapiseira ponta fina ou cursor de lima endodôntica. Cortar o pino com ponta diamantada, com refrigeração e estabilizado em porta-agulhas; Respeitar o espaço necessário para o material restaurador quando for reconstruir a porção coronária do dente (cerca de 2 mm aquém do limite cavo - superficial se for restaurar diretamente o dente); Remover ferpas ou bordas agudas do pino com sistema de discos de óxido de alumínio com refrigeração abundante. Capítulo 3. Tratamento do Pino Estético. Observações: Tanto para cimentação com Cimento de Ionômero de Vidro de Presa Química, Cimento Resinoso de Presa Química ou Dual; Recomenda-se esterilizar os pinos estéticos em autoclave (121ºC e 15 psi) antes de sua cimentação.O pino deverá estar bem seco no momento da cimentação. Utilize uma embalagem própria (frascos de vidro com tampa) e durante a esterilização e observe as condições de esterilização especificadas. Condições diferentes das especificadas podem danificar o produto; Pino estético com matriz cerâmica: deve-se condicionar o pino com o ácido fluorídrico (condicionador de porcelana) a 10% por 1 minuto. Lavar e secar; Pino estético com matriz resinosa: faça a limpeza do pino com álcool 70% ou solução de digluconato de clorexidina a 2%, friccionando com um microaplicador por 30 segundos. Capítulo 4. Aplicação do Agente Silano. Observações: Apenas para a cimentação com Cimento Resinoso de Presa Química ou Dual; Apenas para pinos cerâmicos. 4.1. Agente Silano Ângelus®. Frasco único: já vem hidrolisado. Aplicação do agente silano por 1 minuto. Esperar mais 1 minuto e depois secar. 4.2. Agente Silano Dentsply®. 2 frascos: misturar o primer com o ativador. Proporcionar 1 gota de primer e 1 gota do ativador em um pote com tampa ou blister. Homogeneizar e aguardar 4 minutos pra hidrólise da mistura. Aplicar sobre o pino por 1 minuto e secar. 4.3. Agente Silano Scotchprimer® – 3M ESPE. Frasco único: já vem hidrolisado. Aplicação do agente silano por 1 minuto. Esperar mais 1 minuto e depois secar. Capítulo 5. Aplicação do Sistema Adesivo no Pino Estético. Observações: Apenas para a cimentação com Cimento Resinoso de Presa Química ou Dual; Tanto para pinos cerâmicos ou resinosos. 5.1. Sistema Adesivo de Presa Química. Aplicação do sistema adesivo 2 passos: aplicar o Ativador + Primer (pré-misturado em pote Dappen) com o auxílio de um microaplicador. Esperar 10 segundos. Leves jatos de ar por 5 segundos. Aplicação do Adesivo com o auxílio de um microaplicador por 10 segundos. Fotopolimerização por 40 segundos. 5.2. Sistema Adesivo de Fotoativado. Aplicação do Adesivo com o auxílio de um microaplicador por 10 segundos. Fotopolimerização por 40 segundos. Observações: 1. Incompatibilidade do Sistema Adesivo e Cimento Resinoso. No que se refere à cimentação de pinos estéticos intrarradiculares que requer uma união adequada entre o pino e o cimento, o adesivo e a dentina e adesivo com o cimento resinoso, pesquisas têm sido realizadas e neste sentido, têm-se observado que o problema está na união entre o adesivo e o cimento. Para entendermos como cimentar corretamente nossos pinos estéticos devemos conhecer a classificação dos sistemas adesivos disponíveis. Conhecendo essa classificação e reconhecendo efetivamente qual deles utilizarmos para cimentar nossas peças estéticas, podemos entender como este problema de incompatibilidade entre o adesivo ocorre. Ao se aplicar o adesivo simplificado sobre a dentina e realizar a fotopolimerização, a camada superficial do adesivo não se polimeriza, pois, está em contato com o oxigênio. Sabe-se que os adesivos simplificados ou de frasco único sejam eles convencionais ou auto-condicionantes tem ácidos em sua composição e desta maneira, a camada que não se polimeriza e que entrará em contato com o cimento resinoso (químico ou dual) no momento da cimentação terá características ácidas. Além disso o cimento resinoso químico ou dual em sua composição contém aminas terciárias básicas que tem atração molecular por elementos ácidos e que comumente reage internamente com seu próprio peróxido, deflagrando a polimerização (sistema peróxido – amina). Quando o cimento que foi aplicado na peça se encontra com o adesivo que foi aplicado na dentina, as aminas terciárias contidas no cimento reagem com os ácidos contidos na superfície do adesivo simplificado e deste modo, o cimento não polimeriza naquela interface. A acidez do adesivo consome as aminas terciárias do cimento as quais são as responsáveis pela efetiva polimerização do cimento resinoso. Levando essa importante informação para a clínica entendemos que os adesivos simplificados não são indicados para cimentação de peças indiretas, pois tem incompatibilidade com os cimentos resinosos. Carvalho RM et al. Adhesive permeability affects coupling of resin cements that utilize self-etching primers to dentine. Journal of Dentistry (2004) 32: 55-65. FOXTON RM et al. Adhesion to root canal dentine using one and two-step adhesives with dual-cure composite core material. Journal of Oral Rehabilitation (2005) 32: 97-104. MAKYF et al. Micro-tensile bond testing of resin cements to dentin and an indirect resin composite. Dental Materials (2002) 18: 609-621. 2. Portanto, não se devem utilizar Sistemas Adesivos de frasco único (simplificados) ou auto-condicionantes para associação com cimentos resinosos químicos ou duais. 3. Utilizar somente Sistemas Adesivos de 2 ou 3 passos. Capítulo 6. Tratamento do Conduto Radicular. Observações: Tanto para pinos cerâmicos ou resinosos. 6.1. Tratamento do Conduto Radicular para Cimentação com Cimento de Ionômero de Vidro de Presa Química. Inicialmente realiza-se a limpeza do conduto radicular com solução de digluconato de clorexidina a 2%; O tratamento do conduto radicular para CIV deve ser realizado com ácido poliacrílico a 11,5% por 30 segundos. Aplicar com o auxílio de um microaplicador; Irrigar com soro fisiológico com o auxílio de agulhas compatíveis e seringa Luer. Lavar abundantemente; Secar com cone de papel absorvente. 6.2. Tratamento do Conduto Radicular para Cimentação com Cimento Resinoso de Presa Química ou Dual. Condicionamento com ácido fosfórico a 37% por 15 segundos. Aplicar com o auxílio da própria seringa do ácido fosfórico; Irrigar com soro fisiológico com o auxílio de agulhas compatíveis e seringa Luer. Lavar abundantemente; Secar com cone de papel absorvente; Aplicação de solução de digluconato de clorexidina a 2% por 30 segundos com o auxílio de um microaplicador; Secar com cone de papel absorvente. Capítulo 7. Aplicação do Sistema Adesivo no Conduto Radicular. Observações: Apenas para a cimentação com Cimento Resinoso de Presa Química ou Dual; Tanto para pinos cerâmicos ou resinosos. 7.1. Sistema Adesivo de Presa Química. Aplicação do sistema adesivo de 3 passos (reação química): Aplicar o Ativador com o auxílio de um microaplicador por 10 segundos; Leves jatos de ar por 5 segundos; Aplicar o Primer com o auxílio de um microaplicador por 10 segundos; Leves jatos de ar por 5 segundos; Aplicar o Catalisador com o auxílio de um microaplicador por 10 segundos; Leves jatos de ar por 5 segundos; Aplicação do Adesivo com o auxílio de um microaplicador por 10 segundos; Remover os excessos com cone de papel absorvente imediatamente. 7.2. Sistema Adesivo de Presa Dual. Aplicação do sistema adesivo de 2 passos (reação dual): Aplicação do sistema adesivo 2 passos: aplicar o Ativador + Primer (pré-misturado em pote Dappen) com o auxílio de um microaplicador por 10 segundos. Esperar 10 segundos. Leves jatos de ar por 5 segundos; Aplicação do Adesivo com o auxílio de um microaplicador por 10 segundos; Remover os excessos com cone de papel absorvente imediatamente; Fotopolimerizar por 60 segundos. Capítulo 8. Cimentação do Pino Estético. 8.1. Cimentação com Cimento de Ionômero de Vidro de Presa Química. Proporcionamento de acordo com o fabricante; - colocar pra esquerda Inserção do cimento no conduto com o auxílio da seringa Centrix® ponta agulhada (não preencher completamente o conduto); Cobrir o pino com cimento e levar em posição, mais para vestibular; Aguardar de 4 a 8 minutos, segurando o pino em posição. 8.2. Cimentação com Cimento Resinoso de Presa Química. (ideal) Proporcionar a pasta base e catalisadora em porções iguais na cor escolhida; Alterar a rotação do micro-motor para a esquerda; Inserção do cimento no conduto com o auxílio de brocas Lentulo. Inicialmente levar o cimento com a ponta da broca Lentulo e preencher o conduto radicular. Acionar o contra-ângulo e inserir a broca Lentulo concomitantemente; Remover a broca Lentulo ainda em movimento; Cobrir o pino com o cimento e levar em posição, mais para vestibular; Aguardar5 minutos, segurando o pino em posição. 8.3. Cimentação com Cimento Resinoso Dual. Proporcionar a pasta base e catalisadora em porções iguais na cor escolhida; Alterar a rotação do micro-motor para a esquerda; Inserção do cimento no conduto com o auxílio de brocas Lentulo. Inicialmente levar o cimento com a ponta da broca Lentulo e preencher o conduto radicular. Acionar o contra-ângulo e inserir a broca Lentulo concomitantemente; Remover a broca Lentulo ainda em movimento; Cobrir o pino com o cimento e levar em posição, mais para vestibular; Fotopolimerizar por vestibular e lingual por 60 segundos cada face. V – DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DE HIPERSENSIBILIDADE DENTINÁRIA E LESÕES NÃO-CARIOSAS (ok) 5.1 Introdução Hipersensibilidade dentinária é uma resposta exagerada ou uma dor passageira relacionada à exposição da dentina a estímulos químicos, táteis, térmicos ou osmóticos provenientes do meio bucal, os quais, normalmente, não causariam resposta em um dente sem perda tecidual. Resumidamente, o mecanismo da hipersensibilidade dentinária está relacionado com as fibras nervosas do complexo pulpar. As fibras nervosas são classificadas da seguinte forma: 3 a 8% dos túbulos dentinários possuem prolongamento de fibras nervosas A Mielinizadas: Fibras A – Delta; Menos mielinizadas; Velocidade moderada; Ativada pelo fluido dentinário, doces; Penetram junto do prolongamento citoplasmático, base do odontoblasto ou plexo nervoso de Hachum. Fibras A – Beta; Mais mielinizada – conduz impulso nervoso mais rapidamente por possuir o nós; Velocidade Alta. Amielínicas: Fibras C; Sem mielina; Velocidade baixa; Região mais profunda da polpa; Estímulos térmicos nocivos, acima de 5,5 e 5,4ºC gerando um quadro de (congestão dos vasos) hiperemia pulpar. Secar demais a dentina irá provocar o efeito pistão. Mesmo que a restauração esteja perfeita. Depois que remover a resina, será removido o sistema adesivo com fresa em baixa. 5.2 Laser Efeito bioestimulador Aumenta limiar de dor, potencial de ação; Formação de dentina reparadora Efeito antiinflamatório. Atua na despolarização da membrana, modulando o seu potencial de ação. Aumenta o limite do limiar de dor; Melhor tratamento para a hipersensibilidade dentinária; Laser de baixa intensidade (infra-vermelho de hélio ou neônio) - terapêutico: Faz o diagnóstico diferencial Primeiro lugar aplicado é na região apical com fibras C (demora para transmitir a dor) – se ele sentir alívio, a dor não é de origem de hipersensibilidade dentinária, é pulpar Se a dor acusa na região cervical a dor é de origem dentinária; 2 pontos de aplicação (cervical (distal, médio e mesial para fibras A) e apical (para fibras C)); 3 vezes por sessão; Intervalo de 72 horas entre sessões; No mínimo 100 miliwatz por cm2 de potência. Laser de média intensidade Arcebeto, bálio, alumínio; Não é utilizado; Pode causar aquecimento. Laser de alta intensidade de ND YAG (neodíneo) - cirúrgico: Efeito fototérmico, não terapêutico; Luz/ ondas absorvidas pelo E D da região cervical causando fusão e ressolidificação – fundir a região que normalmente está levemente solúvel e selamento dos túbulos dentinários expostos. Fusão e ressolidificação; Selamento dos túbulos dentinários expostos (sem restaurações) Aplicar uma vez apenas. Ele aumenta a rugosidade superficial da restauração, sendo assim deverá ser feito acabamento e polimento da restauração. 5.3 Lesões não-cariosas Adequação cavitária – CIV Ponta esférica diamantada em baixa velocidade para criar uma falsa smear layar – fazer asperificação. O que importa é o término cervical para definir as restaurações. Nas lesões não-cariosas (abrasão, erosão e abfração) utiliza-se uma ponta esférica diamantada em baixa velocidade e com refrigeração para criação de uma falsa smear layer. Apenas será feita canaleta retensiva em lesões não cariosas por abfração. Tratamento das paredes de esmalte – Término cervical Sanduíche fechado: Pelo menos 1mm aquém da gengiva marginal: bisel nas paredes M. D. C. e O. Se necessário CIV como base – pode restaurar com resina porque ainda tem esmalte na cervical Sanduíche aberto: Ao nível da gengiva marginal: bisel nas paredes M, D e O. Se necessário CIV como base – cervical intacta porque não tem esmalte, faz acabamento apenas com instrumentais. Lesões de abfração: Remoção do agente de trauma oclusal e promover asperificação com ponta diamantada esférica em baixa velocidade: criar uma falsa smear layer, e retenção adicional ao diedro AG. 5.3.1 Abrasão Perda de estrutura dentária pelo desgaste mecânico que geralmente ocorre pela constante fricção por um corpo estranho. Ocorre principalmente quando existe uma exposição radicular ou histórico de raspagem ou curetagem radicular devido a uma escovação exagerada no sentido horizontal associada à escova dental dura e dentifrícios abrasivos. Caracterizada por uma superfície lisa, polida, com contorno regular e localização na face vestibular. Superfície lisa e polida por causa da constante abrasão – contorno regular; Raspagem – muita pressão; Paciente que interpõe a língua na palatina; Escova: cabeça pequena, cerdas macias, pontas arredondadas, cabo reto e não flexível, cerdas com 30 por tufo. Colgate, Sani Fiill 20, Oral B 30. Jamais usar cerdas de borracha transversais; Dentifrícios que removem manchas Não devem ser utilizados porque possuem sílica – que é um abrasivo; O desgaste de esmalte tira a mancha superficial; Proibidos: Triclosan: composto fenólico que se adere parede celular, inibe a formação de biofilme se aderindo na parede celular bacteriana causando lise (G)Dan 3: polímero que faz com que a liberação do triclosan seja mantida por 12 horas (aderida a película adquirida) Citrato de zinco: antiplaca que não deixa formar biofilme e nem cálculos Piro fosfato, bipolifosfato, hexametafosfato: quelam cálcio, inibindo a formação do cálculo. Não podem ser usado em pacientes com lesões não cariosa porque, tendo baixa solubilidade na região, vai quelar ainda mais cálcio perdendo mais substância dental. Alimentos: barra de cereal, granola, vegetais e verduras duras, frutas congeladas, gelo. 5.3.2 Erosão Perda patológica, crônica, localizada e indolor da estrutura dentária pela dissolução por ácidos não-bacterianos provenientes de alimentos, bebidas, medicamentos e, ainda, por ácidos provenientes do próprio organismo. Esse processo pode ser agravado pela xerostomia (diminuição da capacidade tampão da saliva). Caracterizada por um aspecto arredondado, raso, amplo e sem borda definida. Pacientes com bulimia, refluxo – agravados pela xerostomia; Paciente renal crônico não pode usar sal, utiliza vinagre ou limão – apresentam comumente lesão erosiva; Pacientes que usam isotônicos (esmalte opaco) – foi adicionado cálcio para neutralizar a capacidade ácida; pH 5,5 – desmineralização Fluorapatita (mais resistente em pH mais ácido) pH maior Apatita carbonatada: Erosivo: vinagre, aquários fresh, suco de laranja (Vitamina C), fanta laranja (pior que a coca cola), Pepsi light, vinho branco, cerveja, água mineral, iogurte e leite. Titularidade: disponibilidade de radicais ácidos para reagir (vinagre (ácido acético), suco de laranga (ácido ascórbico), iogurte, vinho branco, coca-cola (pouca titularidade, ácido ligado com a cola), cerveja (lúpulo com o malte e deixa com pouca titularidade)); Os medicamentos com maior potencial erosivo para os dentes são a vitamina C e o ácido acetil salicílico. O uso prolongado destes medicamentos na forma efervescente ou mastigável pode provocar desmineralizações, em função da associação do ácido ascórbico com o ácido cítrico. Repositores de saliva: Dentifrício Repositores de saliva Fluxo salivar: Gomas estimulantes – cálcio Outras com B6: com ácido cítricos, erosivas, pq a não tem a capacidade de tampão da saliva para neutralizar, são proibidas B6 clareadora: peróxido de carbamida (Suíça). Erosão ácida – Fisiopatologia (BORDO INCISAL AZULADO – pq houve perda de esmalteou na palatina ou na vestibular) Dentifrícios que ajudam na remineralização Pró-esmalte ou enamel: produto ativo e pigmento de flúor, lauril sulfato de sódio (que causa a espuma) é substituído por ingredientes ativos (vitaminas, pocamidopropilmetarina que diminui a erosão ácida mais nitrato de potássio que diminui a sensibilidade); Ihermer (??) – pancada de flúor 5000 ppm, o normal é 600 (regulamentação mínima), normalmente encontramos 1200-1400; Enamanter: flúor em compartimento e Fosfato de cálcio amorfo disponível, ionizado na hora para ser aplicado na região que está pronta para receber – é básico; Fosfositatosódico Dicálclio (??) – disponibilizar cálcio para a região ; Pastilha esvervescente (C BIon e aspirina): péssimo pq tem CO2 (borbulhinhas), proibido pq tem ácido ascórbico e ácido carbônico. Pacientes usam comprimidos mastigáveis, neste caso são preferíveis os deglutíveis; Claritin está associado a sulfa; Ácido de origem gástrica: Refluxo; Capacidade de peristaltismo comprometida; Primeiros sintomas: Brilho e textura (substância): A superfície dentária perde o seu brilho e textura, tornando-se frágil à medida que o esmalte é desgastado; Cor: Os dentes tornam-se amarelados à medida que o esmalte vai diminuindo de espessura, sobressaindo a cor amarela da dentina subjacente; Translucência: Os bordos incisais tornam-se mais finos, fazendo com que o dente pareça mais translúcido; Fases avançadas: Estrutura: Surgem pequenos traços de fratura ou fraturas nos bordos incisais fragilizados devido à menor espessura dentária; Forma: As restaurações podem parecer em sobreoclusão (parece que a restauração está saindo). Surgem lesões cuneiformes na zona cervical e as superfícies oclusais tornam-se escavadas. 5.3.3 Abfração Perda de estrutura dental devido a microfraturas do esmalte desencadeadas por tensões de tração e compressão (deflexão do dente) provenientes das forças oclusais mal dirigidas ou exageradas; geralmente se instala em decorrência da presença de um trauma oclusal e consequente excesso de força concentrada sobre o dente em questão. Caracterizada pela forma de cunha, profunda, com margens bem definidas, podendo ser encontrada em apenas um dente, ocasionalmente a lesão ou parte dela pode estar localizada subgengivalmente. Porque ocorre mais na vestibular e não na lingual: porque o cíngulo, na lingual, protege e dissipa força e o efeito de alavanca vai resultar na cervical vestibular. 5.4 Diagnóstico e tratamento 5.4.1 Agentes dessensibilizantes O agente dessensibilizante ideal não deve ser irritante pulpar, deve ser indolor e de fácil aplicação, cessar rapidamente a dor após a aplicação, promover efeito duradouro, não provocar manchamento, ter efetividade comprovada e ser de baixo custo. Laser é o mais duradouro; Menos de 1 mm, dor ausente: remoção do fator etiológico, dessensibilização e proservar (não restaurar porque é muito raso); Mais de 1 mm, com dor: remoção do fator etiológico, dessensibilização, restauração adesiva (bastante esmalte com resina, pouco esmalte com CIV foto); 5.4.2 Oxalato de potássio Mecanismo de ação: reage com o cálcio da dentina (cálcio solúvel) formando o oxalato de cálcio homogêneo (insolúvel), ácido resistente. É aplicado sobre a área afetada por 2 a 3 minutos, após leve profilaxia e isolamento relativo, podendo-se repetir o processo semanalmente (Oxagel/Art-dent). 5.4.3 Oxalato de ferro Mecanismo de ação: com o aumento do pH devido à dissolução da matriz de hidroxiapatita e outros componentes da dentina, cristais de oxalato de cálcio e fosfato de ferro se precipitam ocluindo os túbulos dentinários. Os fabricantes não recomendam realizar a remoção da lama dentinária, já que esta permanece recobrindo áreas potencialmente sensíveis. Aumenta o pH porque teremos mais íons cálcio e fosfato livres; Não fazer profilaxia porque vai tender a remover a lama dentinária que está cheia de cálcio e fosfato para reagir com o oxalato de ferro. 5.4.4 Hidróxido de cálcio Mecanismo de ação: bloqueia os túbulos pela deposição de cálcio, além da hipermineralização da dentina, tornando-a mais resistente à ação dos ácidos e, promover a neoformação dentinária. Deve-se aplicar sob forma de pasta sobre as áreas sensíveis, deixando atuar livremente por 5 minutos, através do uso de bastão de madeira ou taça de borracha sob fricção. Outra forma de aplicação é utilizar o cimento pasta-pasta sobre a região com sensibilidade dentinária. Quando tiver exposição dentinária, misturar hidróxido de cálcio PA com soro e aplicar. A hidroxila vai fazer com que o meio fique básico. 5.4.5 Compostos fluoretados Mecanismo de ação: estimulam a formação de dentina menos solúvel (por que forma fluorapatita), por reagirem com íons cálcio do fluído dentinário, formando fluoretos de hidroxiapatita, porém, o efeito é efêmero, devido à dimensão dos cristais formados. Normalmente, se preconiza a aplicação de FFA (flúor fosfato acidulado), SnF (fluoreto de estanho), ou NaF (fluoreto de sódio) por quatro semanas. Efeito passageiro porque os cristrais são grandes e não ocluem os túbulos dentinários. Pode ser aplicado pelo paciente nas concentrações de 0,05% ou 0,2% (diário e semanal, respectivamente) sob forma de bochechos. Pelo cirurgião-dentista, deve-se utilizar concentração de 0,2% (várias vezes de 1 a 2 semanas) a 2% (única). 5.4.6 Coreto de estrôncio Mecanismo de ação: sua união com a dentina forma a estroncioapatita, pela troca do cálcio pelo estrôncio, reduzindo a condutibilidade hidráulica da dentina. É encontrado na forma de verniz (no Brasil) e dentifrícios. REVOLUÇÃO Profilaxia (dor), seco, rolete de algodão, microbrsh, aplicação de 30 segundos e esfregaço; Araraquara: Taça de borracha, gel, colocar no sulco gengival entre o dente e a gengiva marginal, encaixar e apertar o pedal 15 segundos intermitente – leve fricção. Tira, pega o microbrush e aplica generosamente na região por mais 10 minutos (fazer isso duas vezes). Nano P: hapatita e biovidros, aplicação mais fácil de 2 a 5 minutos. Melhor que o dessenssibilize. 5.4.7 Dentifrícios Mecanismo de ação: técnica bastante recomendada pela simplicidade de sua aplicação e com resultados positivos, principalmente quando a sensibilidade dentinária é branda. O dentifrício, fundamente com a escova dental, forma um esfregaço que obstrui os túbulos dentinários e, as substâncias mais utilizadas são o cloreto de estrôncio, flúor e nitrato de potássio. Normalmente Nitrato ou fluoreto de potássio; 5.4.8 Vernizes Mecanismo de ação: formam uma película impermeabilizante na superfície dentinária, pela associação benéfica do flúor à ação física da película seladora, porém, este último possui ação passageira. O verniz fluoretado deve ser aplicado com pincel, após profilaxia e sob isolamento relativo, seu excesso deve ser removido com bochecho com água. Recomenda-se o paciente não escovar os dentes nas primeiras 2 horas após a aplicação. Pode-se repetir o procedimento uma vez por semana. Durafat é o melhor de todos – 5%; Microbrush e aplicar uma camada generosa, tracionar o lábio do paciente e colocar em cima (tem saliva e fica certinho no contorno). 5.4.9 Sistemas adesivos Mecanismo de ação: quando não há perda de estrutura dentária, podem ser utilizados os sistemas adesivos. A camada híbrida, formada pela impregnação de monômeros na superfície dentinária desmineralizada promove o selamento dos túbulos, limitando o movimento do fluido intratubular, porém, são removidos facilmente. Deve-se empregar sistemas adesivos que utilizam o condicionamento com ácido fosfórico na etapa inicial ou os autocondicionantes. Quando não chega na dentina (quando não tem perda de estrutura) poderá ser utilizado o sistema adesivo; É pior usar o ácido porque abre ainda mais os túbulos dentinários. 5.4.10 Nitrato de potássio Mecanismo de ação: despolariza as membranas das fibras nervosas e bloqueia a passagem do estímulo nervoso. Recomenda-se a aplicação tópica do nitrato de potássio pelo cirurgião-dentista, seguida do tratamentodoméstico com dentifrício também à base de nitrato de potássio. Pra quem faz clareamento é bom, pois o efeito é na hora; Aplicar por esfregaço na concentração de 3%; 5.4.11 Arginina Mecanismo de ação: pesquisas recentes sugerem que a arginina e o carbonato de cálcio da fórmula, que são carregados positivamente em pH fisiológico, se ligam à superfície da dentina, carregada negativamente, e ajudam a formar uma camada rica em cálcio na superfície da dentina e no interior dos túbulos dentinários, selando-os. A arginina provoca oclusão dos túbulos dentinários. Esta oclusão permanece intacta mesmo depois de exposição a ácidos, evitando a transmissão dos estímulos causadores da dor. O carbonato de cálcio tbm (oclui os túbulos); Nano P: composto de vidro bio ativo e hidroxiapatita (combinados) decompõem e ocluem a dentina quando o pH está ácido. VI – OCLUSÃO EM DENTÍSTICA 6.1 Pontos de contatos dos dentes Cúspides vestibulares inferiores X dentes superiores: 1º pré-molar inferior: Vertente transversal distal (1 mm aquém do ápice) X centro da crista marginal mesial do primeiro pré-molar superior 2º pré-molar inferior: Vertente transversal mesial (1 mm aquém do ápice) X centro da crista marginal distal do primeiro pré-molar superior; Vertente transversal distal (1 mm aquém do ápice) X centro da crista marginal mesial do primeiro segundo pré-molar superior; 1º molar inferior: Cúspide mésio-vestibular: Vertente transversal mesial (1mm aquém do ápice) X centro da crista marginal distal do segundo pré-molar suprior; Vertente transversal distal (1mm aquém do ápice) X centro da crista marginal mesial do primeiro molar superior; Cúspide intermésio-vestibular: Vertente transversal mesial (1mm aquém do ápice) X (fossa central do primeiro molar superior) vertente distal oclusal da cúspide mésio-vestibular do primeiro molar superior; Vertente transversal distal (1mm aquém do ápice) X (fossa central do primeiro molar superior) vertente mesial oclusal da cúspide disto-vestibular do primeiro molar superior; Parte média da vertente oclusal mesial X vertente oclusal distal da crista triangular principal da cúspide mesio-palatina do primeiro molar superior Cúspide disto-vestibular 2º molar inferior: Cúspide mesio-vestibular: Vertente transversal mesial (1mm aquém do ápice) X centro da crista marginal distal do primeiro molar superior; Vertente transversal distal (1mm aquém do ápice) X centro da crista marginal mesial do segundo molar superior; Cúspide disto-vestibular: Vertente transversal mesial (1mm aquém do ápice) X (fossa central do primeiro molar superior) vertente distal oclusal da cúspide mésio-vestibular do segundo molar superior; Vertente transversal distal (1mm aquém do ápice) X (fossa central do primeiro molar superior) vertente mesial oclusal da cúspide disto-vestibular do segundo molar superior; Parte média da vertente oclusal mesial X vertente oclusal distal da crista triangular principal da cúspide mesio-palatina do primeiro molar superior Cúspides palatinas superiores X dentes inferiores: 1º pré-molar superior: Cúspide palatina X fossa distal do primeiro pré-molar inferior: Crista triangular mesial (1 mm aquém do ápice) X crista marginal distal do primeiro pré-molar inferior; Crista triangular transversal distal (1 mm aquém do ápice) X vertente oclusal distal da cúspide disto-vestibular do primeiro pré-molar inferior; 2-3 a partir do ápice (vertente lisa palatina) X vertente oclusal distal da cúspide lingual do primeiro pré-molar inferior; 2º pré-molar superior: Cúspide palatina X fossa distal do segundo pré-molar inferior: Crista triangular mesial (1 mm aquém do ápice) X crista marginal distal do segundo pré-molar inferior; Crista triangular transversal distal (1 mm auém do ápice) X vertente oclusal distal da cúspide vestibular do segundo pré-molar inferior; 2-3 a partir do ápice (vertente lisa palatina) X vertente oclusal distal da cúspide lingual do segundo pré-molar inferior; 1º molar superior: Cúspide mésio-palatina: Crista mesial X vertente oclusal distal da cúspide mésio-lingual do primeiro molar inferior Crista distal X vertente oclusal mesial da cúspide disto-lingual do primeiro molar inferior Crista triangular principal na vertente oclusal distal X vertente oclusal mesial triangular da cúspide mediana (intermesio-vestibular??) do primeiro molar inferior; Cúspide disto-palatina: Crista triangular mesial X crista marginal distal do primeiro molar inferior; Crista triangular distal X crista marginal mesial do segundo molar inferior; 2º molar superior: Cúspide mésio-palatina X fossa central do segundo molar inferior: Crista transversal mesial (não seria distal???) (1 mm aquém do ápice) X vertente oclusal mesial da cúspide disto-vestibular do segundo molar inferior; Crista transversal distal (1 mm aquém do ápice) X ?? (crista mesial da cúspide mesio vestibula?) Vertente oclusal distal X ??? Cúspide disto-palatina: Crista transversal mesial (1 mm aquém do ápice) X crista marginal distal do segundo molar inferir ( ?? certo isso?) Crista transversal distal (1 mm aquém do ápice) X crista marginal mesial do terceiro molar inferior; Vertente oclusal distal X Interessante: o que pode se perceber de diferença entre os superiores e os inferiores nos pontos de oclusão? As cristas marginais dos dentes posteriores superiores (todas) apresentam ponto de oclusão enquanto que as cristas mesiais do 1º e 2º pré-molares e 1º molar não tem ponto de oclusão. Por isso que normalmente nesses dentes as fraturas ocorrem nas cristas distais. VII – CLAREAMENTO DENTAL PARTE I 7.1 Introdução Etiologia e proposta de tratamento Diagnóstico das diferentes alterações cromáticas é o primeiro passo para obter sucesso no tratamento clareador; Depende da quantidade de esmalte do paciente para indicar o tipo de agente clareador; Melhor prognóstico e um plano de tratamento adequado; Resultados mais previsíveis; Reduzem a falsa expectativa, imprevistos e inconvenientes; Alterações extrínsecas Ação de substâncias cromógenas provenientes da dieta como outros elementos que se depositam na película adquirida – café, vinho tereré, chimarrão, shoyo, guaraná em pó, massa de tomate, fanta uva; Alterações intrínsecas Ocasionadas por desordens no metabolismo durante a formação do dente, causando alterações na composição ou espessura dessa estrutura. 7.2 Alterações cromáticas extrínsecas Alterações cromáticas extrínsecas Sugestão de tratamento Escurecimento ocasionado por consumo de tabaco com característica localizada (alcatrão que mancha) Profilaxia com pedra pomes e água, pasta profilática ou aplicação de jato de bicarbonato Presença de cálculo supragengival Raspagem coronária para remover o cálculo e alisamento da superfície Presença de placa bacteriana Profilaxia com pedra pomes e água, pasta profilática ou aplicação de jato de bicarbonato Escurecimento causado por substancia cromógenas advindas da dieta alimentar com características mais localizadas em determinadas regiões Profilaxia com pedra pomes e água, pasta profilática ou aplicação de jato de bicarbonato Escurecimento generalizado da arcada por ingestão frequente de alimentos ou bebidas de coloração forte Tratamento clareador externo, caseiro ou de consultório com o uso de géis . 7.3 Alterações cromáticas intrínsecas – congênitas 7.3.1 Fluorose São manchas, em geral esbranquiçadas, que aparecem nos dentes por excesso de flúor, geralmente de forma simétrica. Acomete crianças de 0 a 12 anos. Varia de nível, de acordo com o índice de Dean: Questionável – não sabe diferenciar fluorose de mancha de tetraciclina; Muito leve – manchas bem discretas; Leve (com comprometimento estético); Moderada – com grande comprometimento estético; Severa (com comprometimento estético e funcional, problemas ósseos, fraturas, problemas renais e de aprendizagem em crianças). Trat: clareamento e microabrasao (para remover esmalte rosqueado) e restaurador em caso mais severo.7.3.2 Hipoplasia do esmalte A hipoplasia do esmalte é um tipo de amelogênese imperfeita que pode ser definida como uma formação incompleta ou defeituosa da matriz orgânica do esmalte durante a formação do germe dentário. Tratamento: clareamento e tratamento restaurador. Ao clarear, a tendência é atenuar a discrepância de cor. A forma de ver isso é ver pela luz; se a mancha branca vem de palatina por vestibular, não adianta clarear – nesse caso restaura (ponta diamantada 1012 e bisel com o resto do esmalte, posteriormente restaura. Utilizar o enamel natural ou o trans whith); 7.3.3 Dentinogênese imperfeita Esta condição provoca descoloração de dentes (a maior parte das vezes em cores azul, acinzentadas ou marrom amarelada) e translúcido. Caracterizada pela dentina opalescente. Os dentes usualmente desgastam-se rapidamente, deixando curtos, cotos, acastanhados. Perda de substancia dentinária; Tratamento restaurador, não adianta clarear; 7.3.4 Icterícia grave Decorrente do aumento da produção de bilirrubina (no fígado) e à dificuldade de sal captação pelo fígado. Os dentes decíduos poderão assumir uma coloração azul-esverdeada e, algumas vezes, marrom, particularmente observável nos dentes anteriores. Tratamento: clareamento ou restaurador 7.3.5 Eritroblastose fetal A anemia hemolítica congênita é devido à incompatibilidade do fator Rh da mãe e do feto. Ocorre a deposição de pigmento no esmalte e na dentina nos dentes em desenvolvimento, conferindo-lhes uma coloração marrom, castanho ou azulado. Causa hemólise; Tratamento: clareamento e restaurador 7.3.6 Tetraciclina O período mais susceptível aos efeitos desta vai do sexto ao décimo mês de gestação, para os dentes decíduos, e do sétimo mês de vida intra-uterina até aproximadamente os oito anos de idade, para os dentes permanentes. A tetraciclina liga-se ao cálcio e é incorporada aos cristais de hidroxiapatita até a sua mineralização, fazendo com que desta forma os dentes tomem a cor destes tecidos mineralizados. A incorporação de tetraciclina envolve predominantemente a dentina cuja matriz está em formação durante o período de consumo do medicamento. Existem cerca de 2000 variantes deste medicamento, porém as mais comuns são: a clortetraciclina (aureomicina) que causa uma alteração de cor marrom acinzentada; a dimeticloretetraciclina (dedermicina) e a oxitetraciclina (terramicina) que provocam um manchamento amarelo, e a Doxiciclina (vibramicina) que não causa alteração de cor. O manchamento vai variar em extensão, coloração, profundidade e localização e esta variação vai influenciar no tipo de tratamento e na qualidade da resposta obtida por este. Em 1987, Feinman estabeleceu um sistema de classificação para os manchamentos por tetraciclina, composto de 4 graus: Grau I: manchamento mínimo, amarelo-claro, marrom claro ou cinza-claro, uniformimente confinado aos 3/4 incisais dos dentes; possui um prognóstico favorável com até três sessões de clareamento em consultório ou uma semana de clareamento caseiro; (clareamento) Grau II: possui uma variação de amarelo-profundo, marrom ou cinza, com prognóstico favorável consistindo em até seis sessões de clareamento no consultório ou até 15 dias de clareamento caseiro; (clareamento ou restaurador) Grau III: composto por manchas azuladas ou cinzas escuras, com presença de faixas ou bandas. Este caso responde bem ao tratamento clareador, porém, as bandas permanecem após tratamentos extensos, devendo-se associar ao tratamento restaurador; (tentar clareamento para atenuar e restaurador) Grau IV: apresenta manchas severas principalmente no terço cervical, com bandas marcadas e prognóstico desfavorável para o tratamento clareador, devendo-se associar ao facetamento. (restaurador) MINOCICLINA Recentemente se descobriu que um derivado semi-sintético da tetraciclina vem causando manchas nos dentes dos adolescentes que usam medicamentos a base de minociclina para tratamento de acne. Diferentemente da tetraciclina, a minociclina é absorvida pelo TGI e não combina bem com o cálcio dos dentes (não fica com coloração amarelada). Os pesquisadores acreditam que a pigmentação ocorre pela quelação com o ferro e formação de complexos insolúveis (brancas mais esbranquiçadas). As manchas são muito parecidas com as da tetraciclina mas respondem bem ao clareamento. Diagnóstico: no polegar, linhas esbranquiçadas nas unhas; Traumatismo com necrose pulpar: clareamento interno; Traumatismo com vitalidade pulpar: clareameno; Impregnamento metálica ou de medicamento intracanal: Cimento N-Riket (íons prata): tubulos dentinários acinzentados; oxidação dos íons prata e foram para os túbulos dentinários. Não sai de jeito nenhum. Envelhecimento: escurecimento por deposição de dentina secundária e perda fisiológica do esmalte (clareamento) 7.4 Agentes clareadores A molécula de peróxido de hidrogênio (ânions peróxidos) é que de fato agirá nos pigmentos dos dentes. Existem no mercado odontológico três substâncias básicas capazes de promover o clareamento dental. Todas elas se decompõem em peróxido de hidrogênio. Peróxido de hidrogênio; Peróxido de carbamida; Perborato de Sódio. 7.4.1 Peróxido de hidrogênio MECANISMO DE AÇÃO: As moléculas reativas atacam as cadeias longas dos pigmentos escuros e as transformam em moléculas menores e menos saturadas, portanto menos coloridas e mais difusíveis. Grande parte dessas moléculas, agora com menor peso molecular, sai das estruturas dentárias por meio de difusão. Mecanismo de óxirredução, modificação da estrutura do dente, uma reorganização, quebra das moléculas; Hidroxil: dois peróxidos; Peróxido (peridroxil) + água oxigenada: água mais peroxil; Oxigênio reativo (nascente): oxigênio livre nos túbulos dentinários perdura após o clareamento (por isso não deve restaurar logo após para não inibir a polimerização de materiais resinosos – esperar em torno de 14-22 dias); Ânions peróxido: água oxigenada se decompõe em H+ e peróxido de hidrogênio; O gel clareador funciona porque tem baixo peso molecular, penetra no espaço interprismatico do esmalte e chega na dentina (quebrando as pontes de hidrogênio na água que está confinada na composição do esmalte), ele difunde por ter baixo peso, os radicais livres agem nos pigmentos de cadeia longa (escura), fracionando-os gerando modificação óptica; cadeia pequena (fracionada – clara); resultando em CO2 e água que são difusíveis pelos túbulos dentinários e o elemento é clareado. A química depende do peso molecular, molhabilidade, aderência do gel no dente; A técnica denominada ambulatorial ou in Office é realizada somente no consultório e geralmente emprega como agente clareador o peróxido de hidrogênio em concentrações que variam de 20 a 38%. Já o realizado pelo próprio paciente sob supervisão constante do CD é denominada técnica caseira supervisionada ou técnica da moldeira, o peróxido de hidrogênio é utilizado nas concentrações inferiores a 10%. Menos que 10% Dei Whith: 7 (45 a 1 hra) 9,5 (30 minutos duas vezes ao dia) Pola Dei: 3 (90) - , 7,5 (60) e 9,5 (30) Whith Class FGM: 6 (45), 7,5 (30) Diferença entre Dei Whith pro Whith class: o Dei W tem ampola, embolo com dois compartimentos (peróxido de hidrogênio e no outro nitrato de potássio a 3% que é o dessenssibilizante) e uma pontinha que mistura. Com moldeira: Opalescente 3 Whith: não serve para clarear, apenas para uma manutenção, um efeito cosmético; 3 Whith: molderinha rígida que aperta e coloca na arcada superior, se adapta melhor. Apenas para manutenção; Ambulatorial de 20 a 38: Whith Blue cálcio FGM: sem luz 20: 50 minutos no dente (arcada isolada com barreira) 35: 40 minutos Opalescente Buste: 38% sem luz: tres aplicações de 15 minutos; Em torno de 3 sessões de 5 a 7 dias de intervalo Laser Peroxi sence (precisa de laser pela bula, mas não necessita na realidade): 35: 3 de 15 Whithless HP (deriva do blue): precisa de luz na bula Após a mistura fica vermelho, é mais flúido e depois de degradar fica transparente Whithless HP Max Mais viscoso,gel que fica na cor violeta, marrom quando mistura; quando aplica no dente iça verde e viscoso e dificilmente escoa 35%: tres aplicações de 15 minutos Mix Wan: gel amarelo mostarda que não precisa de luz Amarelo mostarda 35%: 3 de 15; Aplica na superfície e parece que não adere, clareamento muito fraco, não tem molhabilidade boa (igual ao o White Blue que também apresenta essa falha de aderência) Já vem pronto em bisnagas; O que tem maior ação, um que mistura na hora ou um pronto? O que tem frasco separado porque é mais ionizável. Fornecimento de energia: não possui efeito algum, o que clareia realmente é o peróxido de hidrogênio; com ou sem a luz azul ou verde não há diferença; Alógena, Led ou Laser: Usar fio encerado: para não absorver o gel; Hoje não se usa mais isolamento absoluto porque o dente fica seco. Estudos provaram que se o dente tiver muito seco, a variação de pH do dente propicia a hipersensibilidade; Usa-se apenas barreira gengival; 7.4.2 Peróxido de carbamida MECANISMO DE AÇÃO: em contato com a água se dissocia em uréia (64%) e peróxido de hidrogênio (36%). O peróxido de hidrogênio atua nos pigmentos e a ureia se dissocia em gás carbônico e amônia. A amônia aumenta o pH, favorecendo a reação de clareamento. O gás carbônico, pelo seu efeito borbulhante, favorece o deslocamento das moléculas de pigmento. O pessoal prefere esse por que tem amônia que aumenta ao pH; É efetivo e mais utilizado porque tem a química diferenciada, e liberação mais lenta Com ou sem carbopol: molécula derivada do ácido poliacrílico que faz com que haja liberação lenta do agente clareador – quanto mais lento mais efetivo; Pico de liberação de 2-3 horas, por isso deixar 4 horas; 10-16: 4 horas; 20-22: 2 - 4 horas; 30-37 (profi): 1 hora; gel e ceringa Curativo de demora: 5-7 dias, usado para endógeno. Imediato (Whithnes perfect FGM em bisnaga 10-16, 4h diárias com 21 dias no Maximo; 22% duas horas; Opalescensse PF (fluoreto de potássio agente descen), 10-15%, 4 e 2 horas); Como indicar a concentração: depende da quantidade de esmalte do meu pasciente; pegamaos a caneta. Se o paciente tem muito 15-22, se o paciente tem pouco esmalte nunca mais que 10; Quanto menos esmalte, permeabilidade aumentada; Night Whith ACP: fosfato de calcio amorfo, 10, 16, 22. Compartimento com ACP para evitar sensibilidade; Para ambulatorial: não são muito utilizados porque necessitam de isolamento absoluto; Whith super: isolamento absoluto com tres aplicações. É fluido e não viscoso – não muito utilizado; Opalescensse Quicke: aplicavam dentro da moldeira, dor terrível; Whith Speed: misto, 35%, duas aplicações de 30; Errorex – sem moldeira perox de carba 18% - pincel: passa no dente e dissolve. Fica branco pq tem pigmento chamado dióxido de titânio que fica aderido no dente e reflete luz (talvez tenha gan 3 que fixa do dente) A técnica denominada ambulatorial ou in Office é realizada somente no consultório e geralmente, emprega como agente clareador o peróxido de carbamida em concentrações que variam de 30 a 37%. Já o realizado pelo próprio paciente sob supervisão constante do CD, denominada técnica caseira supervisionada ou técnica da moldeira, o peróxido de carbamida é utilizado nas concentrações de 10 a 22%. 7.4.3 Perborato de sódio MECANISMO DE AÇÃO: em contato com a água libera o metaborato de sódio, peróxido de hidrogênio e oxigênio. O peróxido de hidrogênio é responsável pelo clareamento e o oxigênio favorece o deslocamento de moléculas de pigmento pelo efeito borbulhante. Perborato faz com que o pH fique menos ácido (o peróxido de hidrogênio); Água oxigenada, proxido de hidrogênio ou carbamida – pode ser misturado; Usa ainda perborado de sódio para clarear despolpados? Não, usa opalescensse super endo (Gel de perox de carbamida a 37%); Primeira sessão com peroxido de hidrogênio interno e externo com tres aplicações, lava e seca, fecha e deixa oco; Faz pequeno orifício e aplica perox de carbamida a 37 e mistura com perborato e deixa de 5 a 7 dias; Efeito imediato; A técnica denominada ambulatorial ou walking bleach é indicada para clareamento de dentes despolpados. Realizada somente no consultório e geralmente, emprega como agente clareador o perborato de sódio associado ao peróxido de hidrogênio ou carbamida. A presença de perborato nesta associação resulta em pH menos ácido, favorecendo a ionização da reação química. VIII – CLAREAMENTO DENTAL PARTE II 8.1 Técnicas de clareamento dental Variantes do tratamento clareador Tipo de produto empregado, peróxido de hidrogênio, peróxido de carbamida ou perborato de sódio; Via de ação do produto durante o tratamento: endógeno, exógeno ou endógeno-exógeno; Forma de apresentação do produto: dentifrícios, enxaguantes, gomas de mascar, líquidos ou géis, com ou sem moldeiras; Vitalidade do dente: dentes polpados ou despolpados; Âmbito em que o tratamento é realizado: caseiro ou ambulatorial. Protocolo pré-tratamento clareador Análise do esmalte dental: espessura, presença de trincas e manchas brancas hipoplásicas; Verificação das cervicais dos dentes: presença de recessão gengival e hipersensibilidade dental; Verificação da integridade marginal das restaurações; Avaliação dos hábitos do paciente. 8.2 Clareamento de dentes polpados 8.2.1 Técnica supervisionada com moldeira 8.2.1.1 Vantagens Maior tempo de evidência científica, consagrada por Haywood e Heymann (1989); Técnica simples e fácil; Tratamento estético altamente conservador; Baixo custo; Utiliza agentes clareadores com baixa concentração; Não promove efeitos deletérios nos dentes e tecidos moles; Fácil reaplicação nos casos de recidiva da cor. 8.2.1.2 Limitações: Pacientes não colaboradores; Dentes com manchas brancas opacas (hipoplasia de esmalte); Manchas por tetraciclina grau III e IV; Tratamento mais longo; Hipersensibilidade dentinária durante o processo; Presença de muitas e extensas restaurações; Mulheres grávidas ou lactantes; Pacientes com alergia à substância clareadora; 8.2.1.3 Protocolo de tratamento – técnica da moldeira: Profilaxia da arcada com taça de borracha e escova de Robinson (pedra pomes + água) ou jato de bicarbonato; Escolha de cor com escala Vita. Anotar no prontuário do paciente. Anotar a cor dos dentes incisivo central, canino, pré-molar e molar; Documentação da escolha de cor com fotografia digital com data. Mostrar ao paciente a cor; Moldagem da arcada com hidrocolóide irreversível (alginato) em moldeira de estoque total perfurada (verner) e individualizada; Desinfecção do molde com digluconato de clorexidina a 2%; Confecção do modelo em gesso pedra e recorte; Demarcação do limite cervical de todos os dentes com espátula hollembeck 3s; Confecção do alívio da face vestibular de todos os dentes. Escolha da placa para a confecção da moldeira individualizada; Plastificação em plastificadora à vácuo; Recorte da moldeira e acabamento. 8.2.1.4 Moldeira individualizada: Material: acetato rígido (cristal) com espessura de 0,3 a 0,5 mm ou silicone (vinil) de 0,8 a 1,0 mm; Recorte acompanhando o contorno cervical dos dentes. Pode ser reto ou delineado. Cerca de 1 a 2 mm além da cervical dos dentes; Recorte com tesoura curva; Acabamento com pontas montadas vulcanizadas; 8.2.1.5 Instruções ao paciente Higiene oral completa; Aplicar 1 gota do gel clareador na face vestibular dos dentes na moldeira; Adaptação da moldeira na boca e remoção do excesso de gel clareador com um cotonete; Pacientes fumantes devem evitar fumar nos períodos que antecedem o clareamento; Evitar o uso de substâncias corantes e alimentos ou bebidas ácidas; Em caso de sensibilidade dental, interromper imediatamente o tratamento e entrar em contato com o CD. 8.2.1.6 Precauções para o CD Documentação com fotografias digitais devem ser anexadas ao prontuário. Se o paciente quiser pode-se fazer uma cópia; No alto da entrega da moldeira, entregar as instruções por escrito e anexar cópia no prontuário; Entregar apenas 1 seringa de gel clareadorpara o início do tratamento; Retorno periódico semanal para avaliação do tratamento; Registro final da cor dos dentes; Se necessário, utilizar agentes dessensibilizantes ou terapia com LASER de baixa intensidade. 8.2.1.7 Informações importantes para o CD Agentes clareadores à baste de peróxido de carbamida possuem carbopol na formulação. O carbopol é um ácido poliacrílico (pH=3), portanto, um composto desmineralizante. A presença do carbopol atua na liberação lenta e gradual da degradação do peróxido de carbamida em ureia e peróxido de hidrogênio. Vantagem: liberação lenta e gradual. 8.2.2 Técnica in-office ou ambulatorial 8.2.2.1 Vantagens Maior controle da técnica, não dependendo da colaboração do paciente; Maior controle dos locais de aplicação (principalmente nas regiões de recessão gengival); Menor tempo de tratamento; Tratamento estético altamente conservador 8.2.2.2 Limitações Tempo mais longo de atendimento clínico; Indispensável o uso de barreira gengival com polímero metacrilato ou dique de borracha para proteger os tecidos moles; Maior custo comparativamente à técnica caseira; Dentes com manchas brancas opacas (hipoplasia de esmalte); Manchas por tetraciclina grau III e IV; Presença de muitas e extensas restaurações. 8.2.2.3 Protocolo de tratamento – técnica ambulatorial Profilaxia da arcada com taça de borracha e escova de Robinson (pedra pomes + água) ou jato de bicarbonato; Escolha de cor com escala Vita. Anotar no prontuário do paciente. Anotar a cor dos dentes incisivo central, canino, pré-molar e molar; Documentação da escolha de cor com fotografia digital com data. Mostrar ao paciente a cor; Proteção dos tecidos moles; Posicionamento de afastador labial e isolamento relativo do campo operatório; Aplicação da barreira gengival fotopolimerizável. Manipulação do agente clareador; Aplicação do agente clareador e tempo de espera conforme instruções do fabricante; Remoção do agente clareador; Neutralização com solução de bicarbonato de sódio a 7%; Polimento com discos de óxido de alumínio com refrigeração; Polimento com discos de feltro associado à pasta abrasiva; Vai garantir a diminuição da permeabilidade dentinaria, removendo camada rugosa. Não vai deixar o dente rugoso e diminui o manchamento. Rugosidade normal de 0,3 chegando a 0,9. Polir atenua impregnação de corantes e dor – selando os dentes – forma uma camada microcristalina de esmalte. Registro final da cor dos dentes; Recomendações ao paciente. 8.3 Clareamento dental em dentes despolpados 8.3.1 Indicações Escurecimento por perda da vitalidade pulpar; Presença de resíduos necróticos retidos nos túbulos dentinários; Escurecimento por produtos provenientes de eventual extravasamento sanguíneo; Escurecimento por produtos provenientes de medicamentos endodônticos e cimentos para obturação endodôntica. 8.3.1 Técnica Walking Bleaching ou endógena Técnica na qual o agente clareador é colocado dentro da câmara coronária após a realização do tampão cervical. Técnica mediata onde são realizadas sessões repetidas da troca de um curativo de demora. Perborato de sódio ou peróxido de carbamida Odacan: na camara de 4 a 5 dias Clavidente: pó de perborato de s e líquido (6 de hidrogênio e 94 de oxigênio), manter na camara de 4-5 dias; Opalescensse endo: peróxido de hidrogênio a 35, de 3-5 dias na câmara sem bolinha de algodão; Acido no cavossuperficial Adesivo e foto Resina e fazer uma pizza fininha e aplicar por cima; O dente ficou oco Pegar uma fresa numero um 1 furar; Pegar o clareador e aplicar Fechar com resina Depois que aplicou, o dente já começa a clarear; Depois de 4-5 dias abre, aplica soro, seca e injeta novamente o agente clareador; Wharner super endo: perox de carbamida a 37% - tem ureia e ela eleva o pH Se deixar o curativo de demora, tem pacientes que não possuem a junção cemento esmalte bem feita, e o gel clareador tem baixo peso molecular. Ele vai passar pelos canalículos dentinários e ir para os tecidos periodontais, gerando uma reação inflamatória; 8.3.2 Técnica Power bleaching ou exógena Técnica na qual o agente clareador é colocado dentro da câmara coronária e na face vestibular após a realização do tampão cervical. Técnica imediata, sem a necessidade de curativos de demora. Pode haver risco de reabsorção externa?? 8.3.3 Reabsorção cervical externa O maior problema ocasionado pela ação de substâncias químicas clareadoras é a reabsorção cervical externa. Atribui-se à penetração do peróxido de hidrogênio no tecido gengival a origem de um processo inflamatório de reabsorção. Um fator importante na indução da reabsorção é a morfologia da junção cemento-esmalte. Dentes com defeito no cemento ao nível da junção são mais permeáveis à infiltração do peróxido de hidrogênio. De acordo com Tem Cate (2001) classicamente, em 10% de todos os casos há uma lacuna entre o cemento e o esmalte, expondo a dentina radicular. O uso de uma barreira ou tampão físico colocado sobre o material obturador antes do clareamento impede a difusão do agente clareador para a região periodontal. O processo de clareamento desnatura a dentina que está em contato com a região cervical, tornando o tecido imunologicamente diferente, fazendo com que o organismo interprete o tecido dentinário como um corpo estranho, gerando assim, a reabsorção radicular externa. O chamado tampão cervical também pode ser chamado de rolha biológica ou plug cervical. 8.3.4 Confecção do tampão cervical (todos os dentes despolpados que precisa de clareamento endógeno) Sequência operatória: Radiografia periapical; Isolamento absoluto do campo operatório; Medição da coroa anatômica do dente com pinça clínica por vestibular e lingual; Abertura coronária convencional e desobturação de 2 a 3 mm além da medição; Alternar a desobturação com irrigação com hipoclorito de sódio a 0,5%; Calcar com instrumento de Paiva compatível ligeiramente aquecido. Limite da desobturação deverá apresentar forma semicircular; Radiografia periapical comprobatória; Condicionamento interno da câmara coronária com ácido fosfórico a 37% por 15 segundos; Lavar abundantemente e secar; Condicionamento interno da câmara coronária com bolinha de algodão embebida com EDTA trissódico a 17% por 3 minutos; Neutralização com irrigação com soro fisiológico; Secagem com cone de papel absorvente; Escolha do material para confecção do tampão cervical. Inserção e espera do tempo de presa. Materiais: (o melhor é o cotosol) Cimento de fosfato de zinco; Manipulação da consistência forramento (uma colher para três gotas). Inserção com ponta agulhada da seringa centrix. Aguardar o tempo de presa final (4 a 10 minutos). Cimento de hidróxido de cálcio fotoativado; Inserção e fotopolimerização por 40 segundos. Cimento de ionômero de vidro quimicamente ativado; Condicionamento com ácido poliacrílico por 20-30 segundos. Lavar e secar. Manipular o CIV (forramento). Inserção com ponta agulhada da seringa centrix. Aguardar o tempo de presa incial (7-8 minutos). Cimento de ionômero de vidro modificado por resina; Aplicar o primer por 30 segundos. Aguardar o mesmo período. Fotopolimerizar por 20 segundos Manipular o CIV. Inserção com ponta agulhada da seringa centrix. Fotopolimerização por 40 segundos. Cimento de óxido de zinco eugenol-free. (COTOSOL) Inserção com ponta grossa da seringa centrix. Acomodação com bolinha de algodão seca. Colocação de bolinha de algodão levemente umedecida. Vedar e aguardar 24 horas. Melhor porque possui expansão volumétrica de 60% 8.4 Neutralização do agente clareador Independente do tipo de agente clareador empregado no clareamento de dentes despolpados (perborato de sódio associado a outras substâncias ou peróxido de hidrogênio), se faz necessário a neutralização dos mesmos tornando o pH alcalino. Material: pasta de hidróxido de cálcio PA em pó + soro fisiológico; Tempo de permanência: 14 dias. Realizar 1 troca de pasta a cada 7 dias. 8.5 Efeitos dos agentes clareadores na estrutura dental Esmalte hígido: salivaartificial: Peróxido de carbamida a 10%: Peróxido de hidrogênio a 75%: Peróxido de hidrogênio a 38%: 8.6 Efeitos dos agentes clareadores nos materiais restauradores Resina composta: Aumento discreto da rugosidade superficial e porosidades em resinas compostas microparticuladas e híbridas (alto conteúdo de matriz polimérica), pelo efeito oxidante do oxigênio de pigmentos superficiais e compostos de amina. O tratamento clareador não clareia o compósito, portanto, deve-se alertar o paciente com muitas restaurações estéticas da eventual substituição das mesmas após o tratamento. Amálgama: Processo de oxidação ativa provoca o greening (esverdeamento) das margens de restaurações de amálgama. Outro efeito é a liberação de mercúrio incrementada pelo processo de corrosão. Tal efeito é contornado realizando-se o polimento das restaurações antes do início do processo de clareamento dental. Resistência de união dos adesivos dentinários: Independentemente do tipo de agente clareador, é obrigatório o intervalo de tempo de espera de 14 a 21 dias após o término do tratamento clareador. A presença de oxigênio residual nos túbulos dentinários inibe a polimerização dos adesivos dentinários e resinas compostas. Cimento de ionômero de vidro: Alterações na matriz ionomérica evidenciadas pela lixiviação (aspecto de canga, que quando chove remove as partículas superficiais e deixa apenas o solo duro) de íons alumínio da superfície aumentando a rugosidade superficial. O polimento elimina esse inconveniente. IX – MICROABRASÃO E SOLUÇÕES PARA MANCHAS BRANCAS 9.1 Introdução 9.1.1 Alterações cromáticas – Etiologia e proposta de tratamento 9.1.1.1 Alterações intrínsecas (fluorose e hipoplasia de esmalte) Ocasionadas por desordens no metabolismo durante a formação do dente, causando alterações na composição ou espessura dessa estrutura. Alterações congênitas Características Tratamento Fluorose (bilateral) Manchas marrons, brancas opacas ou até defeitos no esmalte por alteração metabólica dos ameloblastos 1º passo: microabrasão 2º passo: clareamento dental 3º passo: tratamento restaurador Hipoplasia de esmalte Manchas brancas até castanho-escuras (redução na espessura ou quantidade de esmalte por razões sistêmicas, locais ou hereditárias) 1º passo: microabrasão 2º passo: tratamento restaurador FLUOROSE: são manchas, em gral esbranquiçadas, que aparecem nos dentes por excesso de flúor, geralmente de forma simétrica. Acomete crianças de 0 a 12 anos. Varia de nível de acordo com o índice de Dean: Questionável; Muito leve; Leve (com algum comprometimento estético); Moderada (com grande comprometimento estético); Severa (com comprometimento estético e funcional, problemas ósseos, fraturas, problemas renais e de aprendizagem em crianças). HIPOPLASIA DO ESMALTE: a hipoplasia do esmalte é um tipo de amelogênese imperfeita que pode ser definida como uma formação incompleta ou defeituosa da matriz orgânica do esmalte durante a formação do germe dentário. 9.2 Microabrasão 1916: Wlater Kane (ácido clorídrico a 36% + aquecimento). Tratamento da fluorose – esmalte mosqueado; 1936: Black (desgaste mecânico); 1937: Ames (isolamento absoluto); 1982: Power e Craig (ácido clorídrico a 18% + pedra-pomes); 1989: PREMA Compound (ácido clorídrico a 10% + carbeto de silício e sílica em gel); 1995: Mondelli et al. (ácido fosfórico a 37% + pedra-pomes ultrafina). VANTAGENS: Tratamento estético ultraconservador com mínimo de desgaste de esmalte; Possibilidade de maior controle das áreas abrasionadas. LIMITAÇÕES: Manchas profundas que atingem áreas significativas do esmalte; Frequente necessidade de várias sessões clínicas, gerando maior custo e tempo de tratamento. 9.2.1 Definição de microabrasão dental Remoção de uma pequena camada superficial de esmalte alterado, por meio da ação conjunta de um agente erosivo e um agente abrasivo, expondo uma camada mais profunda de esmalte com características normais. 9.2.2 Química da microabrasão dental Substâncias ácidas: Ácido fosfórico: 32 a 37%; Ácido clorídrico: 6 a 18%. Partículas abrasivas: Pedra-pomes ultrafina; Carbeto de silício; Sílica em gel. Produtos para microabrasão dental Material Fabricante Composição - - Pedra-pomes ultrafina + ácido fosfórico a 37% *** Opalustre Ultradente Carbeto de silício + ácido clorídrico a 6,6% PREMA compound Premier Sílica em gel e carbeto de silício + ácido clorídrico a 10% Whithaneses RM FGM Carbedo de silício + ácido clorídrico a 6% *** desgasta mais porque a pedra-pomes não tem partículas bem definidas e a concentração do ácido é maior. 9.2.3 Protocolo – microabrasão dental Proteção do paciente. Touca, óculos de proteção e babador descartável; Proteção dos tecidos moles Peri-oral (vaselina sólida); Profilaxia da arcada com taça de borracha e escova de Robbinson (pedra pomes + água) ou jato de bicarbonato; Documentação com fotografia digital com data. Mostrar ao paciente o estado inicial; Aplicação de pasta de bicarbonato de sódio + água ou oncilon-a em orabase nos tecidos moles; Isolamento absoluto do campo operatório + confecção de amarrias em todos os dentes; Desgaste seletivo com ponta diamantada 2135F com refrigeração nas áreas mais afetadas pelas manchas; Aplicação da pasta abrasiva de acordo com o fabricante (10 segundos cada aplicação); Lavar abundantemente e secar; Analisar o processo em meio úmido; Repetir o processo se necessário; Polimento dental com ponta diamantada 2135F com refrigeração; Polimento com discos de óxido de alumínio e pontas siliconizadas Jiffy; Polimento final com disco de feltro associado à pastas abrasivas; Aplicação de flúor neutro transparente; Remoção do isolamento absoluto; Registro com fotografia digital (após 15 minutos) para documentação e arquivamento; Orientar o paciente para evitar o uso de substâncias corantes nas primeiras horas. 9.2.4 Desgaste seletivo do esmalte Considerando que a remoção de 100 micrometros é suficiente para eliminar as manchas mais superficiais do esmalte, sem alterar a forma do dente, constata-se o número de aplicações suficientes para cada material: Pedra-pomes ultrafina + ácido fosfórico a 37%: máximo 5 aplicações; Opalustre: máximo 10 aplicações; PREMA compound: máximo 15 aplicações. 9.2.5 Efeitos da microabrasão no esmalte Superfície de esmalte tratada com pasta de ácido fosfórico a 37% e pedra-pomes: observa-se poucos sítios do esmalte obliterados por restos do composto abrasivo; Superfície de esmalte tratada com PREMA compound: observa-se obliterações dos prismas de esmalte por restos do composto abrasivo; Superfície de esmalte tratada com opalustre: observa-se obliterações dos prismas de esmalte por restos do composto abrasivo e formação de estrias e ranhuras – porque o carbeto de silício é mais abrasivo; Resistência ao condicionamento ácido: Os dentes submetidos à microabrasão têm apresentado uma superfície adamantina consideravelmente regular e associada a uma lisura e brilho que se acentua com o tempo. São decorrentes da compactação de substâncias minerais provenientes da ação erosiva e abrasiva do composto microabrasivo na superfície do esmalte dental. Essa zona altamente mineralizada dificulta o condicionamento por ácido fosfórico a 37% e consequentemente penetração do material adesivo no esmalte recém microabrasionado. Não ocorre formação de camada hibrida se condicionar apenas por 30 segundos. É necessário dobrar o tempo em esmalte para 60 segundos. X – FACETAS DIRETAS DE RESINA COMPOSTA 10.1 Introdução Odontologia adesiva: Técnicas adesivas minimamente invasivas: condicionamento ácido + sistemas adesivos + resinas compostas; Controle da técnica restauradora desde o controle de cor até a morfologia dental: Única sessão clínica: requer nenhum ou pouco desgaste da estrutura dental e baixo custo; Longevidade clínica: de 4 a 8 anos; Sucesso da técnica: depende da destreza do CD e dos conhecimentos de odontologiaadesiva convencional. 10.2 Classificação das facetas diretas 10.2.1 Quanto à cor do dente a ser restaurado Sem alteração de cor; Com moderada alteração; Com acentuada alteração. 10.2.2 Quanto à profundidade do preparo Sem desgaste dental; Desgaste em esmalte; Desgaste em esmalte e dentina. 10.2.3 Quanto à técnica restauradora Sem matriz: depende da habilidade profissional. Reprodução da morfologia e textura superficiais; Com matriz: confecção de matriz em RAAQ ou acetato. Cópia da forma e características superficiais. Empregada quando a face vestibular apresenta apenas alteração de cor. 10.3 Indicações Dentes com alteração de cor: influenciam negativamente na harmonia estética; Dentes com pequena giroversão ou alteração de posicionamento: realinhamento no arco dental; Dentes tratados endodonticamente e com alteração de cor: insucesso do clareamento dental e recidiva de escurecimento; Dentes com fraturas amplas: recobrimento da face vestibular por comprometimento estético; Dentes vitalizados com pequena alteração de cor: insucesso do clareamento dental; Dentes com amplas lesões de cárie envolvendo a face vestibular: englobafos no preparo conservador de faceta direta; Dentes com amplas lesões cervicais: envolvendo desde o terço cervical até o terço médio/incisal; Dentes conóides: reanatomização e recobrimento com resina composta; Dentes com múltiplas restaurações envolvendo a face vestibular; Dentes com manchas hipoplásicas: insucesso da microabrasão; Dentes com fluorose: alterações na morfologia e cor (insucesso do clareamento); Alteração da forma e textura superficial: fechamento de diastemas e alongamento da dimensão cérvico-incisal. 10.4 Vantagens Pouco ou até nenhum desgaste do dente; Resultado estético excelente: técnica de estratificação natural; Menor tempo de execução em comparação à técnica indireta; Não necessita de confecção de provisório; Não requer a execução de procedimento de moldagem; Menor custo em comparação à técnica indireta; Facilidade de reparo. 10.5 Limitações Dentes com escurecimento severo: dificuldade de mascaramento da dentina escurecida. Características de translucidez das resinas compostas e pouca espessura do material restaurador; Pacientes com hábitos parafuncionais: diagnóstico correto e esclarecimento ao paciente e/ou confecção de placa articular; Pacientes fumantes ou que ingerem substâncias corantes com frequência: extensão da restauração e possível manchamento; Dentes com giroversão ou apinhamento e inclinação para vestibular muito acentuada: necessidade de grandes desgastes; Características das resinas compostas: contração de polimerização, translucidez, manchamento superficial e desgaste. 10.6 Procedimentos prévios 10.6.1 Análise estética Análise estética do sorriso do paciente e apresentação de fotografias de outros procedimentos já realizados; Mostrar o passo-a-passo da técnica restauradora; Etapa da ‘prova estética’: aplicação, escultura e fotopolimerização da resina composta, sem condicionamento ácido e adesivo; Documentação fotográfica da prova estética e posterior liberação do paciente para o convívio social: analisar o resultado em distância de conversação, ambiente de trabalho; Possíveis ajustes de cor são analisados na etapa de prova estética. 10.6.2 Análise da higiene e saúde periodontal Colaboração do paciente na longevidade da restauração: manutenção de hábitos de higiene (escovação e uso do fio dental) na integridade marginal; Manchamento acelerado por ingestão frequente de substâncias corantes ou tabagistmo; Lisura superficial da restauração: rugosidade superficial propicia a retenção de biofilme e percolação marginal. 10.6.3 Morfologia gengival e textura superficial Análise da estética vermelha: contorno gengival em relação aos dentes, altura regular e saúde periodontal (gengiva marginal); Influência do contorno gengival na dimensão da coroa dental e harmonia (linha do sorriso); Indicação de cirurgia plástica gengival para correção da harmonia gengival/dental; Cópia da anatomia e superfície vestibular e palatina para reprodução fiel ao dente; Guia em silicona de condensação na face vestibular e palatina (caso a faceta seja do tipo overlap ou com desgaste incisal). 10.7 Instrumental necessário Instrumentos para monitorar a redução vestibular: ponta diamantada 1012 ou 1014 e 4141 e 4142; Instrumentos para redução do esmalte e margens: ponta diamantada 2135 e 4138; Instrumentos para redução incisal e proximal: ponta diamantada 2135 e 4138; Instrumentos para acabamento: ponta diamantada 2135 e 4138 F/FF; Instrumentos manuais acessórios: cinzéis e recortadores de margem cervical; 10.8 Fases do preparo 10.8.1 Sequência clínica Delimitação da região cervical e vestibular; Demarcação inicial e delimitação da canaleta cervical. Posicionamento a 45º com o longo eixo do dente. Ponta diamantada tronco-cônica 2135. Confecção dos sulcos de orientação na face vestibular; Monitoramento da redução da face vestibular (sulcos verticais ou horizontais). Ponta diamantada tipo roda 4141 ou 4142. Desgaste da face vestibular em 3 planos distintos; Desgaste respeitando 3 planos distintos. Ponta diamantada tipo roda 4141 ou 4142. Desgaste uniforme da face vestibular; Desgaste uniforme do esmalte da face vestibular unindo os sulcos de orientação definidos. Ponta diamentada tronco-cônica 2135. Desgaste respeitando os 3 planos distintos. Ponta diamantada tronco-cônica 2135. Início da redução incisal (overlap); Redução incisal de inclinação a 45º com a borda incisal (sulcos de orientação). Perpendicular ao longo eixo dental. Ponta diamantada tronco-cônica 2135. Desgaste uniforme da borda incisal (overlap); Desgaste uniforme da borda incisal (guia de silicona). Ponta diamantada tronco-cônica 2135. Desgaste interproximal e palatino (overlap); Desgaste interproximal e palatino. Ponta diamantada tronco-cônica 2135. Verificação das margens do preparo; Verificação das margens do preparo (retração gengival). Uniformidade de desgaste – guia de siliconte. Acabamento do preparo. Instrumentos para acabamento. Ponta diamantada 2135 ou 4138 F/FF. Cinzéis e recortadores de margem cervical. DESGASTES Face vestibular 0,4/0,5 a 0,7/1,0mm (término em chanfrado) Bordo incisal 1,5 a 2,5 mm (overlap) Face palatina 1,0 a 1,5mm (abaixo da borda incisal já desgastada) Faces proximais 1,0 a 1,5 mm (unido com o desgaste palatino) 10.8.2 Características finais (facetas diretas em resina composta) Preparo uniformemente e liso; Face vestibular com desgaste de 0,4/-,5 a 0,7/1,0mm (término em chanfrado), ligeiramente subgengival; Faceta incisal com desgaste de 1,5 a 2,0 mm; Face palatina com desgaste de 1,0 a 1,5 mm abaixo da borda incisal já desgastada; Desgaste interproximal de 1,0 a 1,5 mm (unindo com o desgaste palatino); Término palatino em chanfrado, com ângulos internos arredondados. 10.9 Sequência operatória Profilaxia da arcada com taça de borracha e escova de Robinson (pedra-pomes + água); Escolha de cor com escala Vita e confirmação com incremento de resina composta da cor selecionada e fotopolimerizar; Verificação da oclusão em MIH para análise de movimentos extrursivos mandibulares e/ou necessidade de ajuste oclusal prévio; Anestesia; Isolamento absoluto do campo operatório ou isolamento relativo combinado (fio retrator 000 e 00): Preparo da faceta; Condicionamento ácido e aplicação de sistema adesivo; Reconstrução com resina composta de acordo com o mapeamento prévio; Reconstrução da superfície palatina: reconstruir um anteparo palatino com resina d esmalte translúcido. Inserir na guia de silicona e posicionar no dente (ex: trans ou pearl); Inserção de resina opaca ou corantes opacos: mascarar a alteração cromática da dentina (ex: OA3, UD ou corante branco opaco); Confecção da dentina artificial: da região cervical estendendo-se até o terço incisal, diminuindo 1 croma (e: dentina A3 e A2); Confecção da caracterização dos mamelos: de acordo com o dente análogo,utilizando-se resina de dentina com o croma do terço incisal; Reconstrução do ponto de contato proximal: com resina de esmalte convencional (ex: EA3, EA2 e EA1); Aplicação da resina opaca no halo incisal: caracterização de halo opaco com resina opaca, se houver no dente análogo (ex: Opaque White ou Opaque Snow); Aplicação da resina de esmalte de acordo com o croma da região construída (ex: EA3 na cervical, EA2 no terço médio e EA1 no terço incisal); Aplicação de resina translúcida: de acordo com a resina selecionada para a reconstrução da superfície palatina (ex: trans o pearl). Verificação da oclusão; Acabamento. XI – COLAGEM DENTÁRIA E TRATAMENTO DE DENTES ANTEIORES FRATURADOS 11.1 Introdução Os traumatismos dentário são situações de urgência otontológica que impõem ao profissional um atendimento rápido porém minucioso. Apesar da presteza no primeiro atendimento, na maioria das vezes é necessário o acompanhamento do paciente por um longo período. A incidência deste tipo de injúria varia de 4 a 30% na população em geral. INCIDÊNCIA: Lesões traumáticas aos dentes são comuns nas crianças em idade escolar; Na criança, o número de avulsões que ocorrem devido a traumatismos é mais frequente que nos adultos devido à fragilidade do tecido ósseo que envolve principalmente os dentes decíduos; Nos jovens, as causas principais são acidentes automobilísticos, jogos e esportes em geral, além de agressões; Nos adultos os traumatismos ocorrem mais comumente devido ao envolvimento em acidentes de trânsito ou por violência interpessoal. PREVALÊNCIA: Os traumas dentais ocorrem numa frequência de duas a três vezes maior em indivíduos do sexo masculino; Foi verificado um percentual de 71% para o gênero masculino e 29% para o feminino e, uma observação a ser feita foi o aumento da incidência de casos envolvendo o gênero feminino e, isto se deve à maior participação das mulheres em atividades consideradas até a algum tempo, exclusivas dos homens. FATORES PREDISPONENTES: Alguns fatores anatômicos predisponentes aumentam a susceptibilidade às injúrias dentárias em, entre eles estão a oclusão tipo classe II de Angle com overjet acentuado (maior que 4 mm); Mordida aberta, lábio superior curto ou hipotônico e, pacientes respiradores bucais; Enfraquecimento das estruturas dentárias de pacientes adultos, em função do número e extensão de restaurações e suas substituições frequentes; Lesões cariosas extensas, dentes tratados endodonticamente e, que devido a acidentes, brigas, esportes ou pela própria oclusão, ficam predispostos ao trauma. 11.2 Classificação Fraturas coronárias: trinca de esmalte, fratura de esmalte, fratura de esmalte e dentina e, fratura de esmalte, dentina e polpa; Fraturas corono-radiculares: fratura não complicada de coroa e raiz e, fratura complicada de coroa e raiz; Fraturas radiculares: fraturas horizontais e oblíquas, terço cervical, terço médio, terço apical e, fraturas verticais; Lesões com envolvimento de dentes e tecidos periodontais de suporte: concussão, subluxação, luxação lateral, luxação extrusiva, intrusão e avulsão. 11.3 Fraturas coronárias As fraturas coronárias compreendem os traumatismos mais frequentes na dentição permanente; Acometem pacientes muito jovens, entre 7 a 10 anos, geralmente com resultado de quedas durante brincadeiras, esportes ou acidentes de trânsito; A trinca de esmalte é uma fratura incompleta, Sem perda da estrutura dental e sua detecção pode ser feita através da iluminação indireta do dente com o uso de transluminadores; Os fatores que irão determinar o tratamento clínico são: Extensão do trauma; Idade do paciente; Condições emocionais; Exigências estéticas; Grau de irrompimento do dente; Oclusão e dentes vizinhos; Condições econômicas; Experiência profissional. 11.4 Colagem dentária 11.4.1 Vantagens Efeito psicológico positivo sobre o paciente: aceitação e empolgação; Tratamento conservador: preservação da estrutura dental; Estética: restituição da forma, textura superficial, posição e cor do dente; Manutenção da função: contatos cêntricos ou excursivos são mantidos em esmalte; Técnica simples e segura: odontologia adesiva convencional; Custo e manutenção do procedimento: quantidade de resina muito pequena, favorecendo a longevidade. 11.4.2 Limitações Possibilidade do fragmento deslocar novamente: overbite acentuado, função incisiva, fratura extensa, bruxismo ou hábitos nocivos como roer unhas, morder lápis; Comprometimento estético: acentuada diferença na coloração entre o fragmento e o remanescente dental, grau de desidratação do fragmento dental, diferença de cor da resina composta para a fixação do fragmento com o remanescente dental, visualização da linha de fratura entre o dente e o fragmento. 11.4.3 Classificação Quanto ao tipo de fragmento dental utilizado: Autógena: quando o fragmento dental do próprio dente for utilizado; Homógena: quando um fragmento dental for obtido e adaptado a partir de um dente extraído de um outro indivíduo (banco de dentes); Quanto ao momento da realização da técnica: Imediata: quando realizada no mesmo dia em que ocorreu a fratura; Mediata: quando executada em outro dia, nos casos de fraturas complexas e o paciente se encontra emocionalmente abalado. 11.4.4 Procedimentos prévios 11.4.4.1 Exame radiográfico Observar o grau de desenvolvimento radicular, lesões aos tecidos duros dentários e em especial à raiz, ligamento periodontal e osso alveolar; As radiografias de controle pós-operatório devem ser realizadas em angulação padronizadas para que as alterações subsequentes possam ser mais bem investigadas. 11.4.4.2 Acondicionamento do fragmento dental Quando ocorre a fratura deve-se procurar o pedaço do dente, limpá-lo com água corrente; Colocá-lo num pequeno recipiente com a própria saliva, leite, soro fisiológico ou água, com objetivo de mantê-lo hidratado. 11.4.4.3 Adaptação do fragmento ao remanescente dental Verificar se houve ou não perda considerável de estrutura dental; Testar a adaptação entre o fragmento e o remanescente dental; Estabilização com bastão de guta-percha ligeiramente aquecida em uma das extremidades; Posicionar o fragmento em posição justaposta ao remanescente dental. 11.4.4.4 Condição e tamanho do fragmento dental Múltiplas fraturas dificultam o procedimento de colagem; Fragmentos pequenos são difíceis de serem apreendidos. 11.4.4.5 Grau de desidratação do fragmento dental Análise comparativa com o remanescente dental; Quanto mais jovem for o paciente e menos tempo o fragmento dental estiver ficado fora da boca, melhor será o prognóstico. 11.4.4.6 Expectativa estética Análise da altura da linha do sorriso do paciente para verificar se a união do fragmento/remanescente dental é visível; Emprego da técnica de Davis para mascarar a linha de união do fragmento/remanescente dental. ponta diamantada 1012/1014, faz canaleta suave e bisel nas bordas da canaleta, na linha de união da colagem, depois preenche com resina de esmalte e resina translucida 11.4.4.7 Oclusão Avaliar a presença de hábitos parafuncionais do paciente ou overbite existente; Confecção de uma placa articular de proteção logo após a realização da colagem. 11.4.5 Técnica operatória 11.4.5.1 Preparo do fragemento e do ramanescente O bisel só é indicado quando não há perfeita adaptação do fragmento ao remanescente 11.4.5.2 Proteção da dentina exposta Visa eliminar a sensibilidade dolorosa além de evitar o acesso de bactérias e comprometimento da vitalidade pulpar. Fraturas em terço cervical: Cimento de hidróxido de cálcio + CIV + Sistema adesivo; Fraturas em terço médio: CIV + Sistema adesivo; Fraturas em terço incisal: Sistema adesivo. 11.4.5.3 Tratamento da polpa exposta Dentes com rizogênese incompleta: Curetagem pulpar (exposições pequena): colher de dentina afiada para remoção de tecido de granulação superficial, limpeza com soro fisiológico e aplicação de pó de hidróxido de cálcio PA e cobrir com cimento de hidróxido de cálcio e CIV);Pulpotomia (exposições maiores): abertura da exposição com fresa esférica lisa compatível. Utilização de colher de dentina para remoção da polpa coronária, irrigação com soro fisiológico e aplicar pó de hidróxido de cálcio PA, cobrir com cimento de hidróxido de cálcio e CIV; Pacientes adultos com raízes completamente formadas e com exosição mais ampla: pulpectomia 11.4.5.4 Seleção da resina composta Grande perda de substância dental: reinas compostas micro-híbridas ou nanoparticuladas. Perfeita adaptação do fragmento ao remanescente dental: resina flow 11.4.5.4 Protocolo clínico Profilaxia da arcada com taça de borracha e escova de Robinson (pedra-pomes + água); Escolha de cor com escala Vita e confirmação com incremento de resina composta da cor selecionada e fotopolimerizar; Verificação da oclusão em MIH para análise de movimentos excursivos mandibulares e/ou necessidade de ajuste oclusal prévio; Isolamento absoluto do campo operatório; Preparo do remanescente e fragmento dental: confecção de uma canaleta no fragmento quando for indicada a proteção pulpar do remanescente dental; Profilaxia do fragmento dental com pedra-pomes e água + escova de Robinson; Estabilização do fragmento dental e posicionamento no remanescente; Condicionamento ácido com ácido fosfórico a 37%; Lavar abundantemente e secagem com papel absorvente autoclavado; Aplicação de sistema adesivo no fragmento e no remanescente; Inserção da resina composta selecionada; Fotopolimerização de cada face do dente por 40 segundos; Ajuste oclusal; Acabamento e polimento. 11.4.6 Dentes anteriores fraturados 11.4.6.1 Protocolo clínico 1ª sessão clínica: Verificar a necessidade de proteção pulpar; Moldagem total da arcada superior e inferior com hidrocolóide irreversível (alginato) + registro da oclusão em MIH (placa de cera); Confecção dos modelos de gesso pedra; Enceramento do dente fraturado com cera para escultura. Individualização e caracterização da face palatina; Mapeamento de cores e textura do dente análogo com escala Vita e anteparo de papel preto para conseguir contraste; 2ª sessão clínica: Confecção da guia ou anteparo em silicona de condensação no modelo com o enceramento prévio; Anestesia; Avaliação dos contatos oclusais e movimentos excursivos mandibulares; Isolamento absoluto do campo operatório; Preparo do dente: Bisel amplo (chanfrado) com ponta diamantada 3118 ou 4138 Fg; Bisel na palatina com ponta diamantada 1111; Bisel nas faces proximais com ponta diamantada 2200 para regularização dos prismas de esmalte. Condicionamento ácido e aplicação de sistema adesivo; Reconstrução com resina composta de acordo com o mapeamento prévio; Reconstrução da superfície palatina: reconstruir um anteparo palatino com resina de esmalte translúcido. Inserir na guia de silicona e posicionar no dente (ex: trans ou pearl); Confecção da dentina artificial: região do bisel estendendo-se até o terço incisal, diminuindo 1 croma (ex: dentina A3 e A2); Confecção da caracterização dos mamelos de acordo com o dente análogo: utilizando-se resina de dentina com o croma do terço incisal; Reconstrução do ponto de contato proximal: com resina de esmalte convencional (ex: EA3, EA2, EA1); Aplicação de resina opaca no halo incisal: caracterização de halo opaco com resina opaca, se houver no dente análogo (ex: opaque whit ou Opaque Srow); Aplicação da resina de esmalte de acordo com o croma da região reconstruída (ex: EA3 na cervical, EA2 no terço médio e EA1 no terço incisal); Aplicação de resina translúcida: de acordo com a resina selecionada para a reconstrução da superfície palatina (ex: trans ou pearl); Verificação da oclusão; Acabamento. XII – FUNDAMENTOS DE ESTÉTICA E COSMÉTICA 12.1 Introdução Odontologia estética: em dentística restauradora, a estética pode ser definida como a arte de criar, reproduzir, copiar e harmonizar as restaurações com as estruturas dentárias anatômicas; Cosmética: a cosmética constitui o conjunto de procedimentos operatórios e aplicação de materiais odontológicos específicos com o objetivo de alcançar a beleza e a harmonia requeridas pela estética; Estética: estudo racional do belo, quer quanto à possibilidade de sua conceituação, quer quanto à diversidade de emoções que ela suscita no homem.” Temporal: variável de acordo com os padrões da moda; Regional: característica de várias etnias que compõem um povo; Cultural: hábitos, costumes e tradições locais; Individual: nós vemos o que conhecemos, devemos conhecer para ver, devemos ver para conhecer. “O que é belo para uma pessoa não é necessariamente belo para outra”. 12.2 Estética branca São características relacionadas aos dentes: Cor; Forma; Tamanho; Textura; Alinhamento no arco dental. 12.2.1 Cor O dente é policromático, com estruturas e tecidos com propriedades ópticas diferentes: 12.2.1.1 Matiz Matiz: é o aspecto mais individualizado da cor. Qualidade que distingue uma cor da outra (ex: amarelo, azul, verde); Em odontologia restauradora, as matizes básicas, segundo Munsell (1905) são: A – marrom; B – amarelo; C – cinza; D – vermelho. 12.2.1.2 Croma Croma: é o grau de saturação, pureza ou força de um matiz; A1; A2; A3; A3,5; A4. 12.2.1.3 Valor Valor: é o brilho ou luminosidade. Referente à quantidade de cinza de uma cor. A1 possui maior reflexão de luz (cinza mais claro), portanto, maior valor. A 3,5 possui menor reflexão de luz (cinza mais escuro) e menor valor. 12.2.1.4 Fenômenos ópticos Fenômenos ópticos: são dependentes da arquitetura ou arranjo estrutural do tecido que será restaurado; Translucidez: É a propriedade na qual o dente absorve todas as cores e, estas, por sua vez, interagem com as estruturas dentais. O dente reflete (refração) e permite a passagem parcial de luz. O esmalte, numa espessura de aproximadamente 1mm, absorve 70% da luminosidade que nele incide, refletindo os outros 30%. Já a dentina, reflete aproximadamente 70%, absorvendo somente 30%. Devido sua alta translucidez, o esmalte não varia significativamente em cor. As diferenças de cores notadas são principalmente por causa das variações de espessura do esmalte, ou seja, da maior ou menor proximidade da dentina coma superfície externa. Nas áreas cervicais, como a espessura de esmalte é menor e a dentina acha-se mais próxima da superfície externa, nota-se uma cor mais saturada (laranja ou marrom). Nas regiões do corpo da coroa de um dente, devido a maior espessura do esmalte, o nível de saturação diminui. Por outro lado, nas regiões incisais, pontas de cúspides e proximais, considerando a ausência de dentina, o grau de translucidez aumenta acentuadamente, prevalecendo uma coloração mais acinzentada. Opacidade: É a propriedade decorrente do bloqueio da transmissão de luz pelas estruturas dentais. Fluorescência: É a característica de absorver energia luminosa de ondas curta (ultravioleta) e difundi-la para o espectro visível (branco intenso ou azul-claro). A dentina é 3 vezes mais fluorescente que o esmalte. Fluorescência do esmalte: As resinas compostas disponíveis no mercado apresentam diferentes comportamentos em relação à fluorescência, desde a ausência, proximidade ou efeito excessivo em comparação com o dente natural. Opalescência: É uma característica inerente ao esmalte e, por isso, pode ser facilmente detectada na região incisal do dente. Quando o esmalte é submetido à luz refletida, permite a passagem de ondas de luz com espectro, mais longo (laranja-vermelho), e reflete, ou seja, realça as ondas curtas (cinza-azulado) Efeito filtro do esmalte: A sobreposição de uma resina composta bastante opalescente (cinza-azulado) usada para reproduzir o esmalte sobre uma camada de compósito com maior opacidade é responsável pela determinação da cor quando se usa a técnica de estratificação natural para restaurações estéticas. 12.3 Forma 12.3.1 Formas básicas dentais Quadrada: linhas externas praticamente paralelas; Ovóide: linhas externas arredondadas com convergência para cervical e incisal e ângulosincisais discretos; Triangular: linhas externas convergentes para cervical e com ângulos incisais pronunciados. Composição forma do rosto X forma dental: Em 1914, Williams sugeriu que há relação da forma da face com a forma dos dentes. Entretanto, Goldstein comentou que não há obrigatoriamente em uma relação direta entre ambas. De fato, a preocupação em harmonizar a forma dos dentes com a personalidade do paciente seja o aspecto mais importante. A forma do resto influencia diretamente na arquitetura e relação maxila/mandíbula e proporcionalidade dos terços faciais. 12.3.2 Tamanho dos dentes Largura mésio-distal: É mais crítica que a altura, pois está diretamente relacionada ao aspecto frontal de coroa, proporção do aparecimento dos dentes e dimensões do segmento dentário anterior. Alguns fatores são relacionados à largura dos dentes: Idade: desgaste fisiológico; Sexo: largura dental é maior no sexo masculino; Raça: largura dental é maior na raça negra. Altura gengivo-incisal: Menos crítico do que a largura mesio distal, pois, parece muito dependente da situação clínica. 12.3.3 Ilusão óptica Criar ilusões de óptica é um dos objetivos mais importantes da odontologia cosmética. 12.3.4 Textura superficial Inerente aos elementos característicos da topografia de um objeto (ex: ranhuras, sulcos, linhas verticais/horizontais, polimento e brilho). A superfície dos dentes naturais dispersa a luz e a reflete em muitas direções. Se a textura de superfície da resina não for similar ao dente não irá copiar a tonalidade de brilho que se deseja, pois, a luz refletida ao tocá-la será difusa. 12.3.5 Reflexão de luz As cristas verticais concorrem para definir na superfície vestibular dos dentes Ântero-superiores uma área importante para a reflexão de luz. Esta área pode variar em forma, localização e tamanho, sendo denominada área plana. 12.3.6 Área plana Modificações nas dimensões e localização da área podem contribuir para alterar o comprimento e a largura aparente dos dentes. As cristas e sulcos horizontais são similarmente características e o operador precisa aprender a envergá-las e a reproduzi-las nas restaurações. 12.3.7 Ameias incisais Estão diretamente relacionadas com o fundo escuro da boca e são responsáveis pela dinâmica da composição. 12.3.8 Tamanho real e aparente Depende da incidência de luz, relação objeto/observador e posição dos mesmos. Tamanho REAL é a medida exata segundo as dimensões. Tamanho APARENTE é o reflexo da luz no maior eixo longitudinal do objeto.