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Capítulo 6   Estimativa de Custos Operacionais

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6.4 Custos Dominantes dos Custos de Operação 
Capítulo 6: Estimativa de Custos Operacionais (OPEX)
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NOL = (6,29 + 31,7P
2 + 0,23Nnp)
0,5
Em que:
NOL número de operadores por turno para todas as tarefas;
P número de passos envolvidos no manuseio de particulados sólidos – ex: transporte e distribuição,
controle de tamanho de partícula;
Nnp número de passos de processamento de sistemas não particulados e inclui compressão, aquecimento,
resfriamento, mistura e reação.
Em geral, para os processos considerados neste texto, o valor de P é zero e o valor de Nnp é dado por:
Compressores, torres, reatores, trocadores de calor. Não se deve incluir
nem vasos nem bombas neste somatório.
6.5 Custos de Mão de Obra de Operadores
Capítulo 6: Estimativa de Custos Operacionais (OPEX)
A técnica utilizada para estimar os requisitos de mão-de-obra operacional é baseada em dados obtidos de cinco
empresas químicas e correlacionadas por Alkayat e Gerrard [1]. De acordo com este método, o requisito de mão-de-
obra operacional para plantas de processamento químico é fornecido pela Equação a seguir:
= osEquipamentNnp
[1]. Alkhayat, W. A., and A. M. Gerrard, Estimating Manning Levels for Process Plants, AACE Transactions, I.2.1–I.2.4, 1984.
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6.5 Custos de Mão de Obra de Operadores
Capítulo 6: Estimativa de Custos Operacionais (OPEX)
Um operador trabalha em média:
Semanas: 48 semanas por ano (4 semanas de férias)
Turnos: 5 turnos de 8 horas por semana (40h).
Isso equivale a (48 semanas/ano × 5 turnos/semana) = 240 turnos por operador por ano.
Uma fábrica de produtos químicos normalmente opera 24 horas por dia. Assim ela requer:
N. Turnos = 365 dias/ano x 3 turnos/dia = 1095 turnos de operação por ano.
O número de operadores necessários para fornecer esse número de turnos é:
N. Operadores = [(1095 turnos/ano)/(240 turnos/operador/ano)] = ou aproximadamente 4,6 operadores.
Isso representa o número de operadores necessários por ano como se tivesse apenas um operador por turno. Logo,
4,6 operadores devem ser contratados para cada operador necessário na planta a qualquer momento. Isso fornece o
trabalho operacional necessário, mas não inclui nenhum suporte ou equipe de supervisão.
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6.5 Custos de Mão de Obra de Operadores
Capítulo 6: Estimativa de Custos Operacionais (OPEX)
Para estimar o custo do trabalho operacional é necessário conhecer o salário horário médio de um operador. Os
operadores de instalações químicas são relativamente bem pagos e os dados do Bureau of Labor and Statistics [1]
dão a custo horário para operadores de sistemas e instalações diversas na região da Costa do Golfo em Us$26,48/h
em maio de 2006.
Isso corresponde a:
Us$52.900 por um ano de 2.000 horas.
O custo do trabalho depende consideravelmente da localização da planta e deve ser esperada variação significativa
do valor acima. Historicamente, os níveis salariais para operadoras de plantas químicas cresceram ligeiramente acima
do que os outros índices de custo para o equipamento de planta de processo, conforme indicado no Capítulo 5.
O Oil and Gas Journal e o Engineering News Record fornecem índices adequados para corrigir os custos trabalhistas
pela inflação, ou referência [1] pode ser consultada. A estimativa dos custos operacionais é ilustrada no Exemplo a
seguir.
[1]. Bureau of Labor and Statistics, U.S. Department of Labor, http://www.data.bls.gov.
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Estime o número de operadores e o custo de mão-de-obra para operar uma planta de Hidrodealquilação de Tolueno 
(PFD apresentado em capítulos anteriores no módulo de diagramas).
6.5.1 Exemplo
Capítulo 6: Estimativa de Custos Operacionais (OPEX)
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Tipo de Equipamento Número de Equipamentos Nnp
Compressores 2 1
Trocadores de Calor 7 7
Aquecedores/ Fornos 1 1
Bombas 2 -
Reatores 1 1
Torres 1 1
Vasos 4 -
Total 11
NOL = 6,29 + 31,7 0( )
0,1
+ 0,23 11( ) 
0,5
= 2,97
NOL = (6,29 + 31,7P
2 + 0,23Nnp)
0,5
Operador/ turno
Mão de Obra de Operação = (4,6)(2,97) = 13,7 ~ 14
Custo da Mão de Obra (2006) = (14)($52.900) =$740.600/ano 
6.5.1 Exemplo
Capítulo 6: Estimativa de Custos Operacionais (OPEX)
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6.6 Custo de Utilidades
Capítulo 6: Estimativa de Custos Operacionais (OPEX)
Os custos dos utilidades são diretamente influenciados pelo custo do combustível. Surgem dificuldades específicas ao
estimar o custo do combustível, como eletricidade, vapor e outros fluídos térmicos. A Figura abaixo mostra as
tendências gerais para os custos de combustíveis fósseis de 1991 a 2006. Os custos apresentados representam
valores médios e não são específicos. Cabe ressaltar que existe grande variabilidade de custo e disponibilidade de
vários combustíveis em todo o mundo. Uma análise local/regional é sempre recomendada.
Valores variam 
de acordo com 
a localização e 
disponibilidade
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6.6.1 Informações básicas sobre utilidades
Capítulo 6: Estimativa de Custos Operacionais (OPEX)
Carvão mineral: Representa o combustível fóssil de menor custo. A maior parte das vezes o carvão é consumido perto
da "boca da mina" em grandes usinas para produzir eletricidade. A eletricidade é transportada por linhas de
transmissão para o consumidor. Em locais distantes das minas, tanto a disponibilidade quanto o custo do transporte
reduzem e/ou eliminam grande parte da vantagem de custo do carvão. O carvão sofre ainda com seu impacto
ambiental negativo, teor de enxofre relativamente alto e proporção relativamente alta de CO2 produzido por unidade
de energia.
Óleo Combustível n. 6 (BPF): Tem alto teor de enxofre. É a segunda fonte mais barata de energia. É um óleo
combustível derivado de petróleo, de baixo ponto de fluidez, também chamado óleo combustível pesado

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