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ACEROLA Propagação Diversos trabalhos comprovam a viabilidade da propagação assexuada, mediante o enraizamento de estaca. Esse método assegura maior precocidade na produção e a transmissibilidade das características genéticas da planta propagada. Embora a multiplicação vegetativa por estaca seja um método mais e de custo de produção mais elevado, sua adoção é praticada, pois com ele se obtêm plantas uniformes e portadoras de características determinadas. O material propagativo usado na estaquia consiste de estacas com folhas, coletadas de matrizes pré-selecionadas, comprovadamente produtivas e livres de pragas e doenças. Na propagação da acerola por meio de estaca utilizam-se as pontas dos ramos vigorosos de plantas jovens. As estacas são colocadas para enraizar num substrato de areia ou vermiculita e em câmara de nebulização intermitente. O percentual de enraizamento de estaca de acerola depende também da variedade utilizada. A propagação da acerola por meio de enxertia, apesar de pouco recomendada, também pode ser utilizada com sucesso. As mudas propagadas por enxertia têm um sistema radicular mais vigoroso, que explora maior volume de solo. Além disso, a presença da raiz pivotante na muda obtida por enxertia dá maior firmeza à planta no solo. A enxertia de borbulhia de placa em janela aberta e o processo de garfagem no topo em fenda cheia mostraram-se viáveis quando realizados sob cobertura de tela, proporcionando 86,7% e 73,3% detixação, respectivamente. A enxertia pode também ser utilizada no processo de substituição de copa em pomares já formados, em que se utilizou uma variedade não adequada ao mercado consumidor. As mudas, propagadas por estaquia ou por enxertia, devem ser adquiridas de entidades ou produtores credenciados e idôneos. Esse aspecto é de primordial importância, pois o sucesso do empreendimento frutícola depende fundamentalmente da qualidade da muda utilizada. Preparo do solo - o preparo do solo para a implantação do pomar de aceroleira assemelha-se ao executado para outras espécies frutícolas. - Compreende operações de roçagem, destoca, aração, gradagem e preparo da rede de drenagem, se necessário. - O terreno deve ser arado e gradeado para que possa oferecer as condições mínimas necessárias ao desenvolvimento inicial da planta. -A aração é feita com máquinas ou, no caso das áreas de pequenos fruticultores, com tração animal. - Na marcação do terreno para a abertura das covas, vários sistemas de traçado são adotados: em quadrado, em retângulo, em triângulo equilátero ou em quincôncio (covas alternadas). - Em geral, nas áreas irrigadas do Nordeste brasileiro, tem sido adotado o traçado em retângulo, usando-se o espaçamento de 4 m x 4 m ou 4 m x 3 m. - As covas devem medir 40 ou 60 cm nas três dimensões. Podem ser abertas manualmente ou por trado mecânico, utilizado principalmente nas grandes áreas, em razão do maior rendimento alcançado. Plantio - Quando a muda atinge a altura de 30 a 40 cm faz-se o plantio no local definitivo. - Cada planta é amarrada a um tutor para orientar seu crescimento - A amarração da planta ao tutor não deve ser feita com barbante ou cordão e sim com uma fita que tenha uma área de contato larga, para evitar o estrangulamento da planta. - Nas áreas irrigadas o plantio pode ser realizado em qualquer época do ano. É recomendável, entretanto, que as mudas sejam plantadas em dias nublados ou nas horas mais frescas do dia a fim de aumentar o índice de "pegamento". Logo após o plantio e caso não chova, recomendam-se regas leves e frequentes, de acordo com o tipo de solo e o sistema de irrigação. Podas - Após o "pegamento" da muda no local definitivo são necessárias podas de formação para conduzir a planta em haste única até a altura de 30 a 40 cm do solo. - Quando a haste principal alcançar aproximadamente 50 a 60 cm de altura, faz-se o desponte a fim de diminuir sua dominância apical. - É conveniente proceder também a podas corretivas para eliminar as brotações que surgem nos três ou quatro ramos principais. Essa prática é indispensável, para evitar que esses ramos cubram o solo na área de projeção da copa e dificultem a irrigação, a adubação e a cobertura morta. - É igualmente necessário eliminar as brotações que surgem nas pernadas ou ramos principais até 10 cm a partir do tronco. A eliminação desses ramos permite maior penetração da luz solar no interior da planta. - A poda dos ramos indesejáveis deve ser executada tão logo surjam as brotações, para evitar que a planta gaste energia com ramos que, mais tarde, terão necessariamente que ser podados. Irrigação -A água é essencial ao desenvolvimento de todas as partes da planta. - À medida que se reduz a disponibilidade de água, diminui o crescimento do sistema radicular e da parte aérea da planta, embora as raízes sejam, em geral, menos afetadas que as brotações. - A cultura da acerola adapta-se aos sistemas de irrigação por aspersão convencional do tipo sobrecopa, pivô central, por sulcos com declive ou sulcos curtos, fechados e nivelados, por gotejamento e por tubos perfurados (xi que-xi que). - De modo geral, os sistemas de irrigação por sulcos e por gotejamento são indicados para os solos argilo-arenosos; já os de aspersão convencional e pivô central prestam-se melhor aos solos arenosos e arenoargilosos. - A irrigação por aspersão caracterizase pela pulverização do jato de água no ar para molhar 100% da área ocupada pela planta. - A irrigação por sulco se caracteriza pela aplicação da água no solo através de pequenos canais abertos na superfície do terreno. - A irrigação por gotejamento caracteriza- se pela localização da água no volume do solo explorado pelas raízes das plantas. - Nas áreas irrigadas do Nordeste, a irrigação por aspersão tem sido a mais uti lizada para o cultivo da acerola, embora também existam algumas propriedades que utilizam os sistemas de irrigação por gotejamento e por sulcos. - As necessidades de água da aceroleira estão obviamente associadas ao seu desenvolvimento e ao período do ano, principalmente nas regiões semi-áridas, como é o caso do Submédio São Francisco. Consorciação - É viável o plantio de culturas intercalares em pomares de aceroleira, embora essa prática esteja sujeita a algumas restrições. - a consorciação é mais utilizada quando se adota a irrigação por aspersão, ou durante q período chuvoso. - Entre as culturas consorciáveis com a aceroleira incluem-se o feijão, o milho, o tomate industrial, a melancia e O melão. - Apesar da possibilidade desses consórcios, é importante não perder de vista que algumas dessas espécies podem ser atacadas por pulgões transmissores de doenças viróticas. Adubação e calagem - A fertilização é a prática mais importante, em termos percentuais, para o aumento da produtividade. - O uso eficiente de fertilizantes reflete-se no aumento da produção por unidade de nutriente aplicado. - O histórico da área a ser cultivada é de grande valia na otimização ou maximização do uso e eficiência dos fertilizantes. - o nitrogênio e o potássio são os elementos extraídos em maior quantidade pelos frutos. - No que se refere à adubação orgânica, apesar das poucas experiências realizadas, seu uso é recomendável primeiro por ocasião do plantio e, depois, duas vezes por ano em cobertura sob a projeção da copa. - Uma vez que a aceroleira se desenvolve e produz satisfatoriamente em solos com pH entre 5,5 e 6,5, é indispensável que a análise química do solo seja feita pelo menos a cada dois anos. Controle de invasoras - o controle de plantasinvasoras nos pomares de acerola, sobretudo no caso dos recém- instalados, é uma prática cultural indispensável. - A ocorrência dessas ervas prejudica o crescimento e o desenvolvimento das plantas, com expressivas perdas qualitativas e quantitativas de produção. - Além de disputarem os elementos essenciais ao crescimento da aceroleira, essas Invasoras favorecem o aparecimento e o desenvolvimento de pragas e doenças. - Em geral, o controle de plantas invasoras é efetuado por meio de capina, que pode ser manual, química ou mecânica. - O controle de invasoras com herbicidas é recomendado nas áreas das empresas agrícolas de médio e grande porte que, em geração, contam com assistência técnica especializada. Produtividade No que se refere ao rendimento alcançado por planta e por hectare, há grandes diferenças entre as áreas cultivadas, dependendo principalmente da variedade ou clone explorado, dos tratos culturais adotados e do manejo da irrigação, entre outros fatores. - É importante salientar que o potencial genético das plantas, aliado às condições de clima e solo da região, pode influir fortemente na produção e produtividade da aceroleira. Colheita - A colheita dos frutos da aceroleira destinados ao consumo in natura ou ao processamento do suco para fins de exportação deve ser feita de maneira bastante criteriosa, pois dessa operação depende em grande parte o sucesso na venda do produto. - Para tanto, colhem-se os frutos, sempre que possível, nas horas de temperatura mais amena, não os deixando, em hipótese alguma. - No período de produção plena, a colheita deve ser efetuada duas a três vezes por semana ou mesmo diariamente. - Os frutos, principalmente os maduros, e que se destinam aos mercados distantes do local de produção, devem ser acondicionados nas caixas de colheita e transportados em poucas camadas. Coeficientes de produção Os custos de implantação, manutenção e produção de um pomar de aceroleira variam de acordo com o local de implantação, a finalidade da produção e as práticas culturais adotadas. Mamão - o mamoeiro é uma planta herbácea, Tipicamente tropical. - O Caric:a papaya L. é o mamoeiro mais cultivado comercialmente em todo o mundo. - Como características principais do mamoeiro destacam-se a grande densidade de plantas por hectare. Seu rápido desenvolvimento e sua fácil propagação; pode Ainda Produzir durante todo o ano e apresentar alta produtividade. Aspectos botânicos - As flores do mamoeiro podem ser divididas basicamente em três tipos bem diferenciados: flor pistilada ou feminina ti pica, flor hermafrodita e flor estaminada ou masculina típica. - podemos distinguir tres tipos de mamoeiros, a saber: feminino, hermafrodita e masculino. Variedades do grupo solo - Apresenta grande aceitação no mercado interno e externo. - e precoce (iniciando a produção nove a dez meses após o plantio). - produtiva (podendo chegar, segundo produtores do extremo sul da Bahia, a 60t/ha no primeiro ano e 40t/ha no segundo ano de colheita). - Os frutos possuem tamanho pequeno (media de 425 a 62Sg). Clima e solo Clima - o mamoeiro é uma planta tipicamente tropical, vigorosa que apresenta crescimento regular e produz frutos de excelente qualidade em lugares de grande insolação com temperaturas entre 22 a 280C. - A temperatura média ideal para o cultivo está em tomo de 25 0 C. com boa distribuição e quantidade de chuva ou com irrigação. - umidade relativa do ar entre 60 e 85% é a mais favorável ao desenvolvimento da cultura. - Pode adaptar-se a clima subtropical e produzir em climas temperados nos micro-climas livres de geadas porém geralmente os frutos são de má qualidade e normalmente a planta não completa o seu ciclo. - Os ventos muito fortes podem provocar o fendilhamento e queda das folhas, reduzindo a área foliar da planta e, consequentemente a capacidade fotossintética. Solo: - Embora o mamoeiro cresça em solos dos mais diversos, estes devem apresentar como principal característica uma boa permeabilidade. - Desta maneira, o solo mais adequado para o desenvolvimento do mamoeiro é o de textura areno-argilosa, com pH variando de 5,5 a 6,7. - Portanto, recomenda-se evitar solos muito argilosos, compactados ou adensados: sujeitos ao encharcamento, pois as plantas nestas condições se apresentam estioladas, com desenvolvimento atrasado e produzem menos frutos. Amostragem e preparo do solo - Para o plantio do mamão deve-se escolher áreas planas ou com declividade de até 12% e evitar áreas de baixada ou pontos do terreno onde após chuvas pesadas ocorra o acúmulo de água. - No caso de a precipitação pluvial do local ser elevada, é recomendado o plantio em áreas com uma pequena declividade, para se evitar o acúmulo de água próximo ás raízes. - Após os cuidados conservacionistas, deve-se proceder a uma aração, e, 20 a 30 dias depois, a uma ou duas gradagens. Propagação e plantio - o cultivo do mamoeiro requer constante renovação dos pomares (2,5 a 4 anos) o que torna significativo o seu custo. - O mamoeiro pode ser propagado por meio de sementes, estacas e enxertia. - contudo estes dois últimos métodos de propagação vegetativa se mostram economicamente ineficientes, e têm a sua utilização limitada à manutenção de material genético valioso. - A utilização de sementes é o método de propagação mais utilizado. Produção de sementes - As sementes devem ser obtidas de plantações isoladas por uma distância mínima de 2.000m de outros tipos de mamoeiro. - As plantas escolhidas para a produção de sementes devem ser hermafroditas, ter boas condições de sanidade, baixa altura de inserção das primeiras flores, precocidade, alta produtividade e outras características indicativas de uma planta matriz. Produção de mudas - As mudas podem ser produzidas em leiras ou em canteiros compostos de recipientes (sacos) de plástico. - Deve-se dar preferência a viveiros rústicos de baixo custo, tendo em vista que a cultura do mamoeiro é, muitas vezes, itinerante, em razão da existência de doenças que. - Os solos devem ser mistos, isto é, não muito arenosos, nem argilosos, de boa drenagem e livre de plantas daninhas. Espaçamento - Os espaçamentos no sistema de fileiras simples variam de 3,00 a 4,OOm entre linhas, e de 1,80 a 2,50m entre plantas dentro das linhas, - Os espaçamentos no sistema de fileiras simples variam de 3,00 a 4,OOm entre linhas, e de 1,80 a 2,50m entre plantas dentro das linhas. Plantio Com o sistema de irrigação previamente preparado, o mamão pode ser plantado em qualquer época do ano. - Esta operação deve ser efetuada em dias nublados ou chuvosos. - No plantio das mudas de mamoeiro podem ser adotados três sistemas: em cova, em sulco e em camalhões. - Na fase de abertura das covas é importante separar a terra da superfície e a do subsolo, invertendo as posições dessas camadas no processo de enchimento. - Nos grandes plantios tem-se optado pelo sulcamento da área a uma profundidade de 40 a 50cm. - Para o plantio retiram-se as mudas dos recipientes colocando-as na cova ou no sulco Ao nível do solo na mesma profundidade em que se encontravam na sementeira. Semeadura direta no campo - Neste processo, as sementes são plantadas diretamente no campo em covas já preparadas ou em sulcos de plantio. Desvantagens - exige mais gastos na capina do terreno, que seria dispensada enquanto as mudas estivessem sendo preparadas no viveiro. - as sementes e plântulas recém-germinadassão alvo fácil de roedores, pássaros e insetos. - Neste sistema de plantio dispõe-se de 8 a 12 sementes por cova, bem distribuídas, a 2 ou 3cm de profundidade, no período inicial das chuvas. - A seguir protege-se o local com cobertura morta (palha de arroz, capim seco, casca de café ou outros restos culturais). - Ao germinar as sementes o que ocorre de 10 a 20 dias após o plantio, faz-se o desbaste, deixando-se apenas 3 a 4 plantas por cova. EXIGÊNCIAS NUTRICIONAIS E ADUBAÇÃO Importância dos nutrientes na planta - o nitrogênio (N) é o segundo nutriente mais exigido pelo mamoeiro, fomentando o seu crescimento vegetativo. - O fósforo (P) é requerido em menor quantidade quando comparado ao N e potássio (K), sendo muito importante na fase inicial de desenvolvimento radicular. - O K é o nutriente requerido em maior quantidade pelo mamoeiro, sendo de importância particular a partir do estádio de florescimento. - Dentre os micronutrientes, o B é o mais importante para a cultura do mamoeiro, afetando diretamente a qualidade e produção de frutos. Métodos e épocas de aplicação de corretivos e adubos - O sucesso da adubação depende da época quantidade e localização do adubo. Como recomendações gerais as adubações de cobertura devem ser efetuadas em intervalos frequentes. Mensalmente ou de 2 em 2 meses usando fontes de adubos preferencialmente solúveis e que contenham enxofre. Adubação orgânica verde - o mamoeiro responde bem à adubação orgânica, que traz como vantagens a melhoria das condições físicas, químicas e biológicas do solo. - Não se deve, entretanto utilizar restos do mamoeiro como adubo orgânico, pois este inibe o seu próprio crescimento. - A adubação verde é uma prática preservacionista, pois incrementa a cobertura do solo, protegendo e melhorando a sua estrutura. - Em consorciação só se deve plantar uma leguminosa depois que o mamoeiro estiver estabelecido no mínimo 60 dias após o transplantio das mudas. Calagem: preferencialmente com base na análise de solo ou em solos com pH 4,5 a 5,5, utilizar 2t de calcário dolomítico/ha. Adubação na cova: efetuar, se possível. 20 dias antes do plantio. Adubação de plantio e formação: 15Q de esterco de curral ou SQ de esterco de galinha Tratos culturais Capina - o controle de plantas daninhas pode ser feito com capinas manuais, Principalmente ao redor das covas ou mecanizadas com o uso de grades ou roçadeiras. - o controle de plantas daninhas pode ainda ser feito por meio da aplicação de herbicidas, contudo, deve-se observar que o mamoeiro é muito sensível a diversos produtos químicos. - o controle ideal talvez seja a combinação dos três métodos: o cultivo manual próximo às plantas. A utilização de herbicidas dentro das linhas e a utilização de grades ou enxada rotativa entre as linhas. Desbaste de plantas e frutos - No início da floração efetua-se o desbaste, deixando- se apenas uma planta (hermafrodita) por cova, o que facilita os tratos culturais e diminui a competição entre as plantas. - A brotação lateral que ocorre normalmente na planta do mamoeiro deve ser eliminada quando ainda pequena, para evitar o atraso no crescimento da planta e facilitar os tratos culturais e fitossanitários. Irrigação Aspectos do solo -Nos locais onde as condições edáficas são favoráveis porém as chuvas são insuficientes (abaixo de 1.200mm) ou mal distribuídas, o conhecimento da umidade do solo é imprescindível para o bom planejamento das irrigações e para aplicação da água quando ela realmente se fizer necessária. - A capacidade de campo, a umidade de murchamento e a densidade do solo constituem as constantes físico-hídricas mais importantes relacionadas com a prática da irrigação. Necessidades hídricas - o mamoeiro pela sua constituição é uma planta bastante exigente em água. Sendo-lhe atribuídos consumos anuais entre 1.200 a 3.125mm dependendo das condições climáticas. - Os excessos também lhe são prejudiciais por favorecerem o ataque de fungos que causam o apodrecimento das raízes e a morte das plantas. - A idade da planta também é outro fator importante na determinação da quantidade e no nível de reposição da água necessária. Métodos de irrigação - Para a cultura do mamoeiro não há restrições a maioria dos métodos de irrigação. - Entretanto, o excesso de água no colo da planta (empoçamento) por mais de 48 horas pode causar a sua morte. Por superfície - Assim são chamados porque a condução da água dentro da parcela a ser irrigada é feita sobre a superfície do solo. Por aspersão A irrigação por aspersão e a que imita a chuva. A água é bombeada e trazida até a planta por meio de tubos e lançada sobre elas em pequenas gotas. Localizada - Esse sistema caracteriza-se pela aplicação pontual linear ou superficial da água localizada a parte do sistema radicular da cultura em desenvolvimento. - Na irrigação localizada é importante manter o solo com umidade sempre próxima à capacidade de campo. Colheita - o fruto de mamão apresenta padrão respiratório climatérico. Em termos práticos isto significa que o processo de maturação continua após a colheita. - os frutos destinados à exportação devem ser colhidos antes da completa maturação. - Quando o fruto atinge o estádio verde-duro procede-se à colheita que pode ser manual ou mecânica. - Qualquer que seja o método de colheita devem ser evitados danos mecânicos ao fruto, tais como cortes, abrasões e choques. Comercialização Perfil do mercado interno - o mercado interno apresenta tendência a um excedente de oferta em relação à demanda do fruto de mamão in natura. A maior parte da produção destina-se aos grandes centros urbanos, sendo comercializado principalmente pelos grandes atacadistas. Perfil do mercado externo - O consumo do mamão apresenta taxa crescente junto à população europeia, e há boa perspectiva de ampliação deste mercado. - A comercialização para abastecer o mercado externo geralmente é efetuada através de empreendimentos tipo" joint-ventures ", ou segue o esquema seguinte: o produtor ou exportador envia os frutos para o agente ou representante no país importador.